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É sabido que o grupo Kia-Hyundai é um dos que mais cresce no Brasil. Sabe-se também que aqui no Brasil o grupo atua de maneira bem independente, pois os representantes da Kia (Gandini) e Hyundai (Caoa) se detestam.
Mas esse racha não incomoda os coreanos, pois, segundo eles, faz com que as marcas se tornem mais competitivas como adversários em nosso país.
Nesse final de semana, a Hyundai estampa 12 páginas de publicidade alardeando o prêmio que ganhou como “empresa mais lembrada e admirada pelos consumidores de veículos”. Essa ação de marketing está em todas as grandes revistas semanais.
Quanto custa 12 páginas na Veja, Época ou Isto É?
Deve custar muito… mas imagina o prazer da Hyundai em ver tanta publicidade contra 2 páginas da Kia na mesma revista? Certamente, para eles, isso não tem preço.
Hoje começa o Salão do Automóvel. Muita gente, muitos negócios e muitas novidades.
Sabem qual será o destaque? O modelo mais popular da Ferrari, a F458. Seu preço é mais em conta do que as demais, já que é a mais básica: R$ 1,5 mi!
Veja suas características e as outras novidades (para os aficcionados por carros, muito bom!):
O presidente Lula, ontem, inaugurou a extração de petróleo da camada pré-sal e ironizou dizendo que “o preço da gasolina é mais barato do que o da água no Brasil”. Entretanto, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que “o preço da Gasolina não irá baixar por causa da incompatibilidade de preços do combustível no mercado internacional”.
Incrivelmante, dois discursos antagônicos em um mesmo evento. Enquanto que Lula fala do pré-Sal como uma benção aos consumidores brasileiros, Gabrielli deixa escapar que essa benção não abençoará o brasileiro.
O que o presidente da estatal, trocando em miúdos, quer dizer é que: já que o preço do combustível está em alta no restante do mundo, é importante para a Petrobrás se basear no mercado exterior para ganhar dinheiro.
É evidente que o preço poderia ser reduzido sensivelmente.
É evidente que a ganância toma conta dos mesmos políticos.
É evidente, por fim, que a demagogia fala mais alto na hora de fazer campanha eleitoral…
E você, o que pensa disso? Beneficiamos a população reduzindo o preço da gasolina ou aproveitamos o momento para a Petrobrás ganhar dinheiro?
Cada vez mais vemos grandes empresas produzindo nos países asiáticos. China é o exemplo-mor, mas outras localidades onde a população paupérrima é abundante têm se destacado. Destaco o Vietnã!
Veja o Custo Vietnã, segundo a Revista Istoé Dinheiro (ed 680, pg 75-78 por Roberta Namour)
– Trabalhadores labutam 12 horas diárias, de segunda a sábado;
– 30 minutos é o intervalo para o almoço;
– 7 dias de férias por ano;
– crianças têm plena permissão para trabalhar nas indústrias;
– média salarial de US$ 40.00 mensais.
Dá para concorrer com eles? Ainda, na matéria: uma calça jeans de marca de grife custa 5 dólares, e é revendida, nos países desenvolvidos, por 40.
Vejo com bons olhos o crescimento das Universidades bancadas pelas Empresas no Brasil. Tal prática comum nos EUA (em destaque, a universidade Kellog’s – a mesma do “Sucrilhos”), agora se torna mais comum em nosso país.
A idéia é de que as grandes empresas criem cursos de graduação voltados para as suas próprias necessidades, bancando o ensino para seus funcionários. A idéia ganhou fôlego com a Motorola e a popularização da prática do Six Sigma.
Aqui, destacam-se a Universidade Petrobrás (RJ), Motorola University (Jaguariúna-SP) e Isvor-Fiat (Betim-MG).
Abaixo, extraído de:
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/37590_UNIVERSIDADES+SA
UNIVERSIDADE S.A.
Por Letícia Morelli
Grandes empresas já têm seus próprios campi e resolvem internamente um problema crônico da sociedade brasileira: a escassez de mão de obra qualificada
Nos próximos quatro anos, a Petrobras investirá US$ 224 bilhões no pré-sal. No balanço da companhia, há outro investimento, que representa pouco mais de 0,1% do volume destinado ao pré-sal, mas que é estratégico. São os US$ 290 milhões aplicados pela Petrobras na sua universidade corporativa. Foi a forma encontrada pela estatal para treinar equipes num país que forma poucos engenheiros e onde há um déficit crônico de mão de obra especializada.
“Somos parceiros de instituições acadêmicas, mas preferimos oferecer os cursos internamente porque necessitamos de agilidade e temos de aprimorar um grande número de pessoas”, disse à DINHEIRO Ricardo Salomão, gerente-geral da Universidade Petrobras.
Todos os dias, 2,5 mil executivos passam pelo campus da companhia, no Rio de Janeiro, que compreende três unidades: a Escola de Ciências e Tecnologias, voltada para exploração e produção, a Escola de Gestão e Negócios, que desenvolve lideranças, e a Escola Técnica, que oferece aos empregados uma formação específica para cada atividade.
“Todos os funcionários da Petrobras são incluídos nos treinamentos e podem participar de cursos de formação até doutorado”, diz Salomão. No mundo, existem cerca de quatro mil universidades corporativas, que formam quatro milhões de profissionais por ano.
A empresa pioneira foi a americana General Electric, que criou sua instituição de ensino em 1956, na cidade de Crotonview. Mas a onda começou a pegar em 1986, quando Bill Smith, um engenheiro sênior da Motorola, criou um método detectar defeitos nos processos de fabricação ao qual deu o nome de Six Sigma.
O método se expandiu por diversas empresas e é a base dos treinamentos ministrados nos campi da Motorola University no mundo. No Brasil desde 1997, ela está no campus industrial e tecnológico da empresa, em Jaguariúna, no interior de São Paulo.
Cada funcionário da empresa recebe uma cartela de cursos obrigatórios e recomendados, de diferentes níveis de complexidade, que envolvem, por exemplo, lições de ética, técnicas de produção e práticas de liderança.
A cada etapa concluída, recebe-se uma certificação. “O nível mais desejado pelos profissionais da área técnica é o chamado cinturão verde, o green belt”, explica Helena Costa, coordenadora da Motorola University no Brasil. “Um profissional com este título é muito bem reconhecido no mercado de trabalho.”
Segundo a Associação Brasileira de Educação Corporativa, 300 organizações atuantes no País, tanto na esfera pública quanto privada, já implantaram e estão operando sistemas de educação corporativa.
A Faculdade de Economia e Administração da USP revelou que a média de investimentos empresariais em educação corporativa gira em torno de R$ 11 milhões. Tais recursos visam compensar as deficiências do mercado de trabalho.
Muito além dos centros de treinamento, o conceito de universidade corporativa ultrapassa o quadrado da sala de aula e aplica o saber em situações reais de trabalho, solucionando problemas e melhorando performances.
É o que acontece, por exemplo, na Fiat, onde executivos são treinados até a resolver problemas típicos de automóveis, como qualquer mecânico ou motorista. Por ser o maior mercado da Fiat no mundo depois da Itália, o Brasil tem um braço do Isvor, o Istituto per lo Sviluppo Organizzativo, que em português seria Instituto para o Desenvolvimento Organizacional.
“Minas Gerais está em fase de empregabilidade total. As grandes universidades não suprem as demandas do mercado de trabalho, faltam engenheiros e nisso a universidade corporativa entra com a criação de cursos não formais”, diz Márcia Lucia Naves, superintendente do Isvor.
Funcionando como uma empresa, com CNPJ próprio, a entidade movimenta R$ 20 milhões anualmente, provendo treinamentos e consultorias para empresas de diversos segmentos, não concorrentes do seu cliente majoritário: o grupo Fiat.
Os métodos aplicados são os mais variados: há cursos presenciais, em salas de aula e oficinas, até módulos de ensino a distância disponíveis para plataformas virtuais. É o que faz Marcus Vinicius Aguiar, gerente de normas ténicas da montadora. “Nem sempre é possível conciliar a minha agenda com a dos cursos e por isso essa modalidade a distância é a ideal”, diz ele.
Com perfil semelhante, a Uni Algar, universidade corporativa do Grupo Algar, de Uberlândia (MG), que atua nos setores de tecnologia da informação, telecomunicações, agronegócioe turismo, investe R$ 8,5 milhões ao ano no aprimoramento profissional de seus 18 mil funcionários. “Sempre tivemos foco grande em educação, porque o nosso principal ativo é o capital humano”, diz Elizabeth Oliveira, diretora da Uni Algar.
Programas de negociação, planejamento estratégico, técnica de apresentação e até as novas regras ortográficas são ensinadas na instituição. Os treinamentos também melhoram a qualidade de serviços essenciais da companhia.
“No telemarketing, foi possível notar um retorno de R$ 800 mil sobre um investimento de R$ 500 mil, avaliando apenas o nível de reclamações que não tivemos”,diz Elizabeth. Segundo ela, há no grupo casos de atendentes de telemarketing que se transformaram em altos executivos, graças ao esforço pessoal.
A Bematech, líder no segmento de automação para o comércio, também conta com um sistema de educação corporativa, com matriz em Curitiba (PR). “Gestão de conhecimento é vantagem competitiva”, defende Roger Castagno Júnior, gerente da companhia. No entanto, a maioria dos cursos ainda não é reconhecida pelo Ministério da Educação.
“De todo modo, o certificado corporativo já abre oportunidades no mercado”, afirma Gerson Correa, consultor da Talent Solution. “Embora as empresas valorizem mais a competência do que o diploma, a educação corporativa complementa a formação tradicional”, avalia Marisa Eboli, mestre do departamento de economia da USP e autora do livro Educação corporativa no Brasil – mitos e verdades.
O candidato ao título, em casa, com 2 jogadores a mais, na festa do aniversário do Pelé, perdeu de virada do lanterninha Prudente.
Já imaginou se fosse nas últimas rodadas? Todos não hesitariam em dizer que os prudentinos receberam mala branca para vencer o Peixe.
O resultado derrubou todos na Loteca, certamente. Eu, pelo menos, errei o prognóstico.
Um Toyota Corolla brasileiro fabricado em Indaiatuba foi testado pela Fundação ProTeste com uma cadeirinha infantil. O mesmo teste feito com um Corolla europeu, idêntico por fora e custando metade do peço do seu irmão brasileiro (devido aos impostos), mostrou que a diferença quanto a segurança das crianças na cadeirinha é gritante!
Se você tem um Corolla, Peugeout 207, Meriva, Gol ou Palio, veja os perigos e cuidados da cadeirinha infantil, sua eficácia ou não:
Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI181559-15259,00-PARECIDOS+MAS+INSEGUROS.html
PARECIDOS. MAS INSEGUROS.
Testes de colisão feitos na Alemanha mostram que os carros brasileiros oferecem mais riscos aos ocupantes que suas versões vendidas na Europa
O brasileiro que compra um Corolla fabricado pela Toyota em Indaiatuba, no interior paulista, paga bem mais por ele do que os japoneses, os europeus e os americanos que fazem a mesma escolha em seu país. Encarecido por uma combinação de impostos que pesa sobre toda a cadeia automotiva, o Corolla brasileiro chega a custar o dobro de seus correspondentes estrangeiros. Além de mais caro, o modelo nacional é mais perigoso. Um teste divulgado na semana passada pelo Programa de Avaliação de Carros Novos para a América Latina (Latin NCAP, na sigla em inglês), em parceria com a ONG brasileira Proteste, concluiu que crianças pequenas ficam vulneráveis no banco traseiro de um Corolla nacional, mesmo quando acomodadas na cadeirinha exigida pela legislação de trânsito brasileira. O resultado classificou o modelo como “ruim” no quesito segurança infantil.
Na escala de zero a cinco estrelas usada no teste feito na Alemanha, o Corolla brasileiro mereceu apenas uma (leia o quadro abaixo). O europeu obteve quatro. A diferença foi atribuída porque, no caso de uma colisão frontal a 64 quilômetros por hora, uma criança de 3 anos que esteja na cadeirinha presa ao banco de trás pode bater a cabeça nos assentos dianteiros. “O sistema de retenção infantil (a cadeirinha) inicialmente recomendado pela Toyota não conseguiu proteger o manequim correspondente a uma criança de 3 anos durante a colisão frontal”, afirma o relatório do teste. Para o Corolla vendido na Europa, o resultado foi outro. A única advertência do relatório final é sobre a falta de clareza nas orientações de como prender a cadeirinha no banco traseiro usando o dispositivo isofix, que aumenta a aderência da cadeirinha – e não é oferecido na versão brasileira.
A falha apontada não é exclusiva do Corolla brasileiro. O Meriva, da GM, e o Peugeot 207 vendidos aqui também mereceram notas inferiores às de suas versões europeias. Todas as comparações foram feitas tendo como base parâmetros idênticos, nos laboratórios do Euro NCAP, programa iniciado há 13 anos. Avaliados segundo os mesmos critérios, dois campeões de vendas no Brasil, o Gol e o Palio, pontuaram aquém do satisfatório. s
Procurada pela reportagem de ÉPOCA, a GM afirmou que não se posicionaria quanto à comparação com o teste europeu. Por meio de nota, a Fiat disse apoiar “iniciativas que visem estimular a discussão em torno da segurança veicular”. A Volkswagen afirma ter feito o primeiro ensaio de crash teste no Brasil, em 1971, “visando desde então à produção de automóveis cada vez mais seguros”, e que o desempenho ruim do Gol no teste é explicado porque o modelo avaliado não tinha air bag – a bolsa que se infla em caso de colisão para proteger condutores e passageiros de impactos diretos. Equipamento de série em carros de luxo, o item é opcional no Gol. A exemplo das concorrentes, a Peugeot declarou que seus carros são submetidos a testes rigorosos para garantir a segurança e atender à legislação. A Toyota informou ter feito testes para melhorar a segurança infantil em parceria com um fabricante de cadeirinhas e que os resultados foram “bons”. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirma que as montadoras seguem a legislação vigente e estão prontas para atender às novas exigências, que passam a valer a partir de 2012.
O papel da legislação como base para garantir a melhora na segurança dos carros é importante, mas merece ser visto com cautela. Nem todos os países europeus têm leis que especificam os padrões de segurança dos carros. É a pressão do consumidor que leva à adoção de dispositivos que reduzam os riscos de ferimentos e mortes. Lá, como em outros mercados, os fabricantes se veem obrigados a desenvolver modelos que preservem a vida. E isso não depende só de air bags. Mesmo equipado com o dispositivo, o Peugeot 207 brasileiro mereceu apenas duas estrelas no teste de impacto, ante as cinco do europeu. Em 2007, a Proteste contratou o Euro NCAP para comparar a segurança de dois carros Fox, da Volkswagen: um destinado à exportação e outro para o mercado interno. Na ocasião, a montadora divulgara que o Fox recebera quatro estrelas na avaliação do Euro NCAP, mas não informava qual a versão avaliada. O Fox vendido no Brasil obteve “uma estrela e meia” na mesma avaliação. Para os autores da comparação, a diferença equivale a afirmar que o motorista brasileiro “pode morrer em uma colisão a 55 quilômetros por hora, enquanto um europeu não”. Não é preciso que a lei brasileira mude, equiparando-se à europeia, para que o consumidor daqui tenha direito a mais segurança.
Programas como o Latin NCAP podem ajudar a indústria automotiva a aperfeiçoar seus padrões de segurança – que sempre podem ser melhorados. Tem sido assim na Europa. “Com carros seguros, poderíamos modificar o panorama das mortes no trânsito brasileiro”, diz Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste. A cada ano, cerca de 36 mil pessoas perdem a vida em acidentes provocados por automóveis no Brasil. Carros brasileiros comprovadamente mais seguros poderão não só ajudar a reduzir essa estatística, mas também ter melhores chances de disputar o mercado com modelos importados. E talvez até justificar seu alto preço.
Na última semana, retratamos em sala alguns Estudos de Casos com nossos alunos na FASAS. O 1º Semestre se dedicou à “Burocracia”, o 2º Semestre à “Administração de Empresas Familiares” e o 4º Semestre ao tema: “Raiva no Ambiente de Trabalho”.
Boas discussões e reflexões em todas as salas. Parece que o nosso propósito, o de estimular o desenvolvimento do espírito crítico, tem sido alcançado. Mas gostaria de destacar o 4º Semestre, pois baseado num case publicado aqui no blog (clique AQUI para o texto), responderam: “Como você elimina a Raiva no ambiente de trabalho?”
Algumas respostas foram curiosas: ‘elimino no próprio trabalho, trabalhando mais’; ou outras: ‘desforro em pessoas que me deixam com raiva’; ‘não elimino e guardo pra mim respirando fundo’; ‘explodo fora do serviço’, entre outras citações.
O mais interessante foram os comentários, presentes em quase todas as respostas: “sei que estou errado em deixar a raiva tomar conta de mim no trabalho”. Essa consciência é importante, pois, afinal, decisões baseadas por forte fator emocional podem ser equivocadas na Administração de Empresas.
Administradores devem ter embasamento científico, feeling e prática do ofício, certo?
Ok, Isso serve para tudo. Até mesmo para vender um simples… Chiclete!
Compartilho ótimo texto da Época Negócios (clique aqui para a citação) sobre a Cadburry, maior fabricante de guloseimas do mundo (fabricante do Bubbaloo, Halls e Trident)
A CIÊNCIA DE VENDER CHICLETES
Por Marcos Todeschini
Há um clima de seriedade no ar. Ele contrasta com a sala descontraída, decorada com sofás brancos, pufes coloridos e balões pendurados na parede, nas cores azul, amarelo e verde. Qualquer semelhança com a bandeira do Brasil não é mera coincidência – é demarcação de território. A sala pertence à filial brasileira da maior fabricante de chicletes e confeitos do mundo, a britânica Cadbury. Uma gigante de R$ 28 bilhões, é dona de marcas como Bubbaloo, Trident, Halls e Chiclets, que virou sinônimo de goma de mascar. A operação no Brasil é uma das mais bem-sucedidas das 35 filiais mundo afora. E é no interior de salas festivas e coloridas que surgem muitas das ideias que serão implementadas pela empresa por aqui e lá fora. Numa delas estão reunidas 16 pessoas cuja opinião é crucial para a definição dos negócios para o próximo ano, como sabores a serem lançados, estratégias para vencer a concorrência e até o website que será colocado no ar durante a Copa do Mundo de 2010.
Numa das paredes, uma funcionária mostra um projeto de site, depois outro e mais outro. Todas são convidados a opinar. Uma diz: “Acho que vocês abusaram das cores quentes”. Outra desdenha: “Você percebe de longe que este desenho é computadorizado”. Uma terceira é enfática: “A primeira versão está poluída de informações”.
Cores quentes, desenho computadorizado, poluição de informações. As respostas mostram que aquela turma sabe do que está falando. Mas o que chama a atenção é o fato de ninguém daquele grupo de “especialistas” ter mais de 14 anos de idade. São crianças selecionadas em escolas particulares de São Paulo para fazer parte da Galera Bubbaloo. Elas se reúnem uma vez a cada dois meses em encontros que duram uma tarde inteira, orientados por profissionais e psicólogos que, prancheta em punho, anotam tudo o que dizem. Os selecionados têm um perfil específico: são bons alunos, têm influência entre os amigos, estão altamente conectados – e, claro, estão sempre com um chiclete na boca. Por causa disso, seus palpites valem ouro. O grupo ajuda a Cadbury a saber quais novidades podem dar certo e no que apostar. Serve ainda como termômetro para apontar as gírias, as tendências e os assuntos mais falados entre garotos e garotas na faixa de 12 a 14 anos. “O objetivo maior é fazer com que nossos consumidores sejam também nossos fãs”, diz Oswaldo Nardinelli, presidente da Cadbury no Brasil.
Quando quer conhecer melhor o consumidor e antecipar as próximas tendências, a maior parte das empresas parte para duas frentes. De um lado, encomendam pesquisas quantitativas, que submetem um grande número de entrevistados a perguntas objetivas. De outro, apostam nos levantamentos qualitativos, que geralmente acontecem em uma sala espelhada. Atrás do vidro, diretores e gerentes veem como o consumidor interage com o produto. A Cadbury deu um passo adiante nesse processo. Além das pesquisas convencionais, a área recorre também a “grupos de imersão”, dos quais faz parte a Galera Bubbaloo. Neles, as pessoas interagem num ambiente mais próximo da vida real, algo difícil de obter em um laboratório com paredes espelhadas. No lugar de reunir estranhos durante algumas horas, os escolhidos se encontram com regularidade, formando uma turma de amigos. “Eles são nossos olhos e ouvidos dentro de sua faixa etária. Os encontros nos ajudam a ter um entendimento profundo do público-alvo”, diz Alberto Kok, responsável pelo Consumer & Business Insights, departamento em que são feitas as pesquisas de imersão para a América do Sul.
O Consumer & Business Insights está subordinado à diretoria de marketing da Cadbury e existe em todas as filiais da empresa no mundo. Há liberdade total para trabalhar e tudo o que é realizado em um país está acessível aos demais. A equipe brasileira desenvolveu a metodologia para as pesquisas de imersão. Deu tão certo que no ano que vem ela deverá se estender a outros três países. A tarefa de Kok e dos três integrantes de sua equipe é bem clara: fazer um raio X dos consumidores e gerir novas ideias.
Uma área como o Consumer & Business Insights tem papel-chave para imprimir dinamismo ao processo de inovação, fundamental em empresas como a Cadbury, em que 20% do faturamento anual provém de produtos lançados no ano. Como os encontros ocorrem a cada dois meses, é possível testar e colocar à prova quaisquer novas ideias de maneira muito rápida. E também ter uma resposta imediata sobre o que acontece no mundo de seus consumidores. “Eles nos chamam no MSN até para contar coisas bem pessoais, como o primeiro beijo”, diz Ana Amélia De Cesaro, da Play, consultoria de pesquisa contratada para dar apoio à área.
As ideias surgidas nessas conversas têm sido fundamentais para o sucesso de uma companhia gerida por gente grande, pensada por gente grande, mas cujo desempenho depende do público infanto-juvenil. É possível, assim, planejar estratégias de curto, médio e longo prazos com segurança. “Já sabemos hoje os novos formatos de gomas de mascar que lançaremos em 2012”, diz Nardinelli. O mais recente lançamento da linha Trident, por exemplo, é resultado de conversas desse tipo, mas com pessoas de outra faixa etária. O Trident Global Connections, uma caixinha preta estilosa contendo 14 gomas de mascar, surgiu quando a Cadbury percebeu a demanda por um formato de embalagem mais sofisticado, que permitisse oferecer a goma de mascar aos amigos na balada. No lugar de chamar a atenção para os sabores, as caixas são temáticas, com desenhos que remetem à noite em grandes capitais do mundo. O projeto levou tempo para se concretizar. Demorou dois anos para chegar ao consumidor porque foi preciso encomendar uma máquina nova para a produção dos chicletes – 20% maiores do que os comuns – e das caixas.
Mas quando a inovação se refere apenas à mudança de sabores, a ideia demora menos de três meses para chegar às prateleiras. “Os jovens são o público mais sedento por novidades. Por isso, ser dinâmico no lançamento de produtos é fundamental para se destacar nessa indústria”, diz o consultor inglês Martin Deboo, da Investec Securities.
Com faturamento anual estimado em R$ 600 milhões, a Cadbury no Brasil dobrou de tamanho nos últimos quatro anos, e a meta é que dobre mais uma vez até 2012. Nem sempre o que os adultos consideram bom ou ruim está de acordo com a opinião do público infanto-juvenil. Daí a importância de antes testar os sabores à exaustão, inclusive as opções que poderiam parecer estranhas à primeira vista, como uma goma de brigadeiro, uma novidade recente. A Cadbury tinha dúvidas e muitos achavam que as chances de emplacar eram pequenas, por ser doce demais. Mas as crianças do grupo adoraram. A empresa resolveu, então, apostar. Resultado: o chiclete foi um dos maiores sucessos daquela safra de lançamentos. Da mesma forma, havia dúvidas, entre os adultos, se as crianças aceitariam bem um chiclete de alta acidez. Mas elas gostaram. Menos pelo sabor e mais pelo fato de o chiclete se transformar numa brincadeira: ele gera competições sobre quem aguenta mascar por mais tempo ou a maior quantidade. “Seria um grande erro se nos fiássemos somente na perspectiva dos adultos. Não raramente, é o oposto do que as crianças querem”, diz Kok.
O cenário hoje é muito diferente de 20 anos atrás, quando 90% dos sabores concentravam-se basicamente nas categorias tutti frutti ou mentolados. Foi só nos últimos anos que a indústria se sofisticou a ponto de conseguir produzir em larga escala sabores tão distintos quanto musse de limão, melancia ou banana shake. Essa variedade é fundamental para conquistar um público que tem pouca fidelidade a marcas, segundo mostram as pesquisas. “O público jovem prioriza a novidade”, diz Diego Mastrogiovanni, gerente de marketing da Arcor, fabricante do chiclete Poosh, concorrente direto do Bubbaloo.
MARKETING DE GUERRILHA_ Não é fácil criar e manter uma legião de fãs, como quer a Cadbury. Associado a um ritmo dinâmico de inovação, o posicionamento frente ao público-alvo também precisa seguir uma forma específica de comunicação. Além de destinar uma verba para a propaganda tradicional, a companhia investe no chamado marketing de guerrilha. É como são conhecidas as ações que buscam aproveitar ao máximo o impacto de uma campanha e promover um boca a boca.
Um exemplo foi a divulgação de um novo sabor de Trident. Num comercial de TV, uma menina encontra um garoto no metrô. Ela embarca no vagão, a porta se fecha, mas ele fica. Como ela está com o Trident refrescante na boca, dá um sopro na porta, a janela embaça e ela consegue, com isso, escrever o seu número de telefone no vidro. Paralelamente ao comercial, uma campanha de guerrilha entrou em cena para divulgar o conceito em outros meios. A empresa promoveu um encontro às cegas no metrô de Porto Alegre, onde um trem partiu com 24 casais dentro. As meninas ficavam sentadas num banco e, em cada parada, os garotos faziam um rodízio e trocavam de banco, numa espécie de encontro rápido. A campanha chocou os conservadores de plantão. Mas teve um impacto imediato na internet. A ação foi filmada e levada para o YouTube. O vídeo teve meio milhão de acessos. “Se você quer se posicionar como uma marca jovem, não pode ficar só no discurso”, diz Gustavo Fortes, sócio da Espalhe, a primeira agência de marketing de guerrilha do país e responsável pela ação. “Loucuras assim fazem com que haja mais boca a boca e o número de fãs aumente. E só é possível fazer isso com empresas que bancam novidades.”
Outro grande desafio para lidar com a faixa infanto-juvenil diz respeito à informalidade da linguagem. Tome por exemplo o site do Bubbaloo. Na introdução, há uma brincadeira contendo charadas. Uma delas pergunta quantas sementes, em média, há numa fatia de melancia. Depois de clicar em cada uma das três alternativas e descobrir que nenhuma delas é correta, vem a mensagem: “Meu amigo, sabe qual é? É que a gente tá te zoando. Hehe… acha mesmo que alguém parou para contar isso? Fala sério…”.
Na adequação da linguagem, não escapou nem o garoto-propaganda do Bubbaloo, o gato Bubba, criado em 1987. Incitados a pensar e responder como seria o gato Bubba se fosse uma pessoa, a percepção das crianças apontou um velho aposentado. Isso porque usava gravata e óculos demodê e estava fora de forma. A Cadbury acionou de imediato uma equipe para repaginar o gato, que ficou sarado, ganhou óculos modernos e afinou a gravata.
A obsessão por esmiuçar um nicho tão específico de consumidores se justifica. O mercado de gomas de mascar cresceu 64% nos últimos cinco anos na América Latina, movimentando, em 2008, quase US$ 4 bilhões. Cerca de 40% desse valor é obtido no Brasil. Pelo tamanho, o país já seria um mercado de peso. Mesmo sendo hoje o quarto mercado do mundo, há ainda muito para crescer. Argentinos e mexicanos mascam 500 gramas de goma ao ano ante 300 gramas dos brasileiros. “O país tornou-se uma prioridade para a Cadbury. Existe muita possibilidade de crescimento, tanto em termos per capita quanto de mercado, com a ascensão da classe C”, diz Nardinelli. Em se tratando de um país com dimensão continental, não é um desafio pequeno. Poucas marcas de consumo alcançam tantos lugares quanto as gomas de mascar da Cadbury, presentes em cerca de 70% dos 900 mil pontos de venda existentes. Para chegar em alguns rincões escondidos, os produtos levam mais de duas semanas viajando em estradas e barcos para chegar às prateleiras. Isso se deve a um sistema de logística próprio, montado pela Cadbury para conseguir estar na maior parte dos mercados, sejam eles grandes cadeias ou o mercadinho de esquina do bairro.
A preocupação com essa presença maciça deve-se ao fato de que ninguém sai de casa com o objetivo único de comprar uma caixinha de goma de mascar, um dos casos mais extremos de compra por impulso. Por isso, um ponto-chave para o negócio é entender como as pessoas se comportam dentro de um supermercado ou uma padaria.
Pesquisas feitas com câmeras em mais de 100 supermercados mostram, por exemplo, que em 18% das vezes que alguém olha um produto na gôndola ao lado do caixa, ela compra. Mas quando o toca, essa proporção aumenta para 60%. Quanto mais próximo o consumidor está do caixa, mais aumentará sua ansiedade. Nesse exato momento e local é que ocorrem as maiores vendas de chiclete. E é lá que costumam estar os produtos Cadbury. “De nada valeria investir em tecnologia para desenvolver novos produtos se não estivéssemos presentes naquele precioso milésimo de segundo”, afirma Nardinelli. “Queremos fazer da venda de confeitos uma ciência”.
Pelé fará 70 anos. Não dá para não escrever sobre ele. Amanhã, como muitos brasileiros farão com gosto, contarei também uma passagem da minha vida que tem a ver com o Negão.
Entretanto, compartilho hoje interessante matéria da Revista IstoÉ Dinheiro, assinada por Eliane Sobral na edição 680 de 20/10/2010, pg 62-65, intitulada “O rei do marketing”. Nela, há a importante constatação de que a marca Pelé vale R$ 600 milhões, faturando R$ 30 milhões por ano. Um comercial com Pelé não custa menos de 2 milhões!
Merece, claro. Só pelo fato de ser bem mais acessível do que qualquer cabeça-de-bagre de hoje, mostra o quão se preparou para gozar esse momento.
Já pensou se ele tivesse no auge da carreira, com os valores que o futebol paga? Quanto valeria o passe dele, não?
O REI DO MARKETING
Prestes a completar 70 anos, Edson Arantes do Nascimento não pisa nos gramados há mais de três décadas. Mas a grife Pelé ainda se mantém em plena forma no campo do marketing e fatura R$ 30 milhões por ano.
Com a voz suave e pausada, dona Neli vem se desdobrando nos últimos dias para agradecer – e declinar – quem lhe telefona em busca de uma entrevista com o chefe. Na mesa do escritório, estão anotados mais de 238 telefonemas – entre eles o do presidente de Israel, Shimon Peres, e do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, que gostariam de homenagear o chefe de dona Neli no sábado 23, quando ele completa 70 anos.
“Tem pedido de entrevista do Japão, da França, de Hong Kong e até dos Estados Unidos, onde o futebol masculino nem é tão forte assim”, diz Neli Cruz, que, há dez anos, é a secretária particular de Edson Arantes do Nascimento.
Já faz mais de 30 anos que Pelé pendurou as chuteiras e neste período o mundo viu surgir novos craques do futebol – dos franceses Michel Platini e Zinedine Zidane ao argentino Diego Armando Maradona, passando por Ronaldo Fenômeno –, mas nenhum deles alcançou o patamar do eterno camisa 10 do Santos.
Pelé não foi apenas uma máquina de fazer gols. Foram 1.284 no total, sendo 95 só com a camisa da Seleção Brasileira. Ao longo da vida, o Rei do Futebol associou sua imagem a uma centena de produtos e fez de si próprio uma das marcas mais valiosas do mundo.
O mercado publicitário e os especialistas nesse tipo de avaliação dizem que quem quiser explorar a marca Pelé por 20 anos terá de desembolsar nada menos que R$ 600 milhões. Detalhe: isso depois de 30 anos de aposentadoria do craque.
Ao longo da vida, o ex-jogador já emprestou sua imagem para mais de uma centena de marcas e produtos. Vendeu de tapetes a refrigerantes. De aparelhos de tevê a remédio para disfunção erétil. E até hoje Pelé ilustra campanhas publicitárias, participa de eventos e dá palestras. Só com esse tipo de atividade, o empresário Edson Arantes do Nascimento fatura R$ 30 milhões por ano. Segundo DINHEIRO apurou, Pelé não faz propaganda por menos de R$ 2 milhões.
Neste cachê estão incluídos dois dias de filmagens e fotografias para seis meses de veiculação. Se a empresa quiser tê-lo em algum evento ou que ele participe de palestra, há um adicional de 10% sobre o valor total da campanha publicitária. O que explica tamanho apelo publicitário tanto tempo depois de o craque ter deixado os gramados?
“Ele está num patamar em que nenhum outro esportista está. Talvez Mohamed Ali. São marcas acima do bem e do mal e o que explica é o fato de ele ter construído mais coisas boas do que ruins na carreira”, diz o publicitário Washington Olivetto, que também já escalou o jogador para ilustrar as campanhas da lã de aço Bombril.
O publicitário tem razão. Se Pelé foi uma unanimidade dentro de campo, não se pode dizer o mesmo de Edson Arantes do Nascimento. Ele se envolveu em algumas confusões que, fosse outra sua trajetória, poderiam ter minado sua imagem. Quando seu filho Edinho foi preso sob acusação de envolvimento com tráfico de drogas, o próprio Pelé disse que foi um pai ausente.
Nas ruas, porém, o que se ouvia eram frases de solidariedade ao sofrimento do pai que descobre o filho viciado. Pelé também se recusou a reconhecer a paternidade de Sandra Regina Machado – fruto de um romance na década de 60. O caso ganhou as manchetes dos jornais e, por anos, Pelé se negou a dar o sobrenome a Sandra.
A moça morreu em 2006 e Pelé nem sequer foi ao funeral. “Ele sabe usar todos os recursos da mídia para se manter em evidência e o fato de referir-se a si mesmo na terceira pessoa, cria uma barreira natural entre o homem e o mito”, diz o consultor Jaime Troiano.
Num país com carência de ídolos, Pelé vai se safando das confusões de Edson Arantes do Nascimento como se não fosse com ele. “É como teflon, nada cola”, diz Troiano. Não é só no Brasil.
Contratado pela Mastercard desde 2004 para participar de eventos, Pelé nunca tinha estrelado uma campanha publicitária para a marca. No início deste ano, porém, foi a principal estrela de uma propaganda da empresa.
No filme, um rapaz tira foto do ídolo e leva para o pai completar um álbum de figurinhas. A Mastercard passou meses pensando em quem poderia fazer o papel de ídolo. Foi o então chefe do marketing global da marca, Laurence Flanagan, quem sugeriu: por que não Pelé? “Precisou um americano, que não entende nada de futebol, falar o óbvio”, lembra Cristina Paslar, diretora de marketing da Mastercard no Brasil.
Poucas empresas que utilizam o craque como garoto-propaganda o fazem na intenção de aumentar as vendas, segundo elas mesmas explicam. “Estamos em busca dos atributos que ele tem como personalidade mundialmente reconhecida”, afirma Hugo Janeba, vice-presidente de marketing da Vivo.
E ele não vê nenhuma contradição entre usar um senhor de 70 anos em campanhas de um segmento tecnologicamente avançado como o de telefonia celular. “Pelé tem 70 anos, mas não pode dizer que não seja moderno”, completa Janeba.
No início do ano, a Vivo produziu um vídeo no qual o último gol do craque é marcado com a camisa da Seleção Brasileira. Resultado: o filme teve mais de dois milhões de page views na internet.
“Agora vamos fazer uma versão de três minutos dando parabéns pelos 70 anos”, diz Janeba. E prossegue. “Pelé é um exemplo de vida, é um cara muito simples e sincero. O índice de rejeição a ele é um dos menores do mundo entre as celebridades e os esportistas.”
É o que mostra o levantamento exclusivo feito pela agência de publicidade Y&R para DINHEIRO sobre a percepção dos consumidores sobre a marca Pelé (confira no quadro). “Ele hoje não é um esportista.
É avaliado na categoria das celebridades e, por conta disso, pode-se associá-lo a qualquer produto, de qualquer marca, de qualquer setor”, explica Marcos Quintela, presidente da agência.
Dos 48 atributos avaliados no trabalho da Y&R, Pelé está acima da média das demais celebridades em 39, como inteligência, originalidade, gentileza, simplicidade, entre outros.
Para profissionais de marketing, Pelé reúne as qualidades que toda marca quer ter. “Pelé é único”, dizem os consumidores. E é isso que a Vivo vai buscar para se diferenciar em um mercado em que tem concorrentes ferozes do calibre de uma Oi ou de uma TIM.
Dona Neli diz que Pelé vai comemorar os 70 anos só com a família, em Santos, onde construiu sua sólida carreira. Uma solidez que vem de longa data. Em 1969, Pelé excursionava com o Santos pela África e parou uma guerra civil que acontecia no Congo. As duas forças rivais anunciaram o cessar fogo enquanto o rei do futebol estivesse por lá. Não é para qualquer um, entende?
Olha que texto bacana: o ambiente corporativo do Google se forma através de pressão por resultados entre partidas de pingue-pongue.
Apesar de inusitado e do ambiente descontraído de trabalho, vale o alerta: nem todos os negócios permitem tais práticas.
Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI88769-15259,00-LIBERDADE+SOB+PRESSAO.html
LIBERDADE SOB PRESSÃO
Eis uma boa definição de emprego dos sonhos: não exige cumprimento de horário, oferece lanchinhos grátis, permite sonecas e partidas de sinuca, pingue-pongue e videogame durante o expediente. Para os momentos de trabalho, o funcionário dispõe do modelo de computador que ele próprio escolheu. Para os sonhadores, a boa notícia é que existem empresas assim. A mais conhecida é o Google, dono do mais popular sistema de buscas da internet. O objetivo de toda essa informalidade e autonomia, por paradoxal que pareça, é extrair do funcionário altíssima produtividade, condizente com o rigor da seleção feita pela companhia. Todos os empregados do Google estão entre os primeiros alunos das melhores universidades do país. “Contratamos os melhores e queremos os melhores resultados”, diz Deli Matsuo, diretor de recursos humanos do Google para a América Latina.
Não existe vida mansa nessa meritocracia que combina liberdade e disciplina. Se não há cobrança nos meios, ela é rigorosa com os resultados. O modelo se revela atraente para pessoas que não aceitam hierarquia rígida nem modelos fixos. “Tentamos criar o ambiente ideal para o trabalho criativo”, afirma Matsuo.
Entrar no Google indica não só preparo técnico, mas também capacidade de suportar pressão, porque a empresa busca um perfil de comportamento muito específico. São pessoas em profunda sintonia com as mudanças sociais e evoluções tecnológicas. “Buscamos pessoas capazes de aprender e colaborar com seus colegas, com paixão pelo conhecimento e inquietude pessoal”, diz Alexandre Dias, presidente do Google do Brasil. Lá dentro, essas qualidades são testadas frequentemente. “Além de demonstrar grande capacidade para aprender, o funcionário tem de mostrar iniciativa e assumir responsabilidades”, afirma Matsuo.
Dois fatores são muito destacados pelos funcionários como motivadores. O primeiro é atuar numa organização que talvez seja, atualmente, a maior referência mundial em inovação. O segundo é a possibilidade de estudar – e muito. O Google investe na educação continuada de seus 192 funcionários no Brasil. Para MBAs e pós-graduações relacionadas ao conteúdo do trabalho, há reembolso de até 100% do gasto. Para o que não será necessariamente usado no trabalho, o reembolso é de 75%.
A remuneração também está acima da média. Os bônus podem ser multiplicados por desempenho individual e da empresa. Em 2008, alguns funcionários receberam quatro bônus. O dinheiro, porém, figura como um incentivo secundário. Segundo o questionário do Great Place to Work, 62% dos funcionários valorizam principalmente o desenvolvimento profissional. Nenhum deles afirmou prezar mais a estabilidade. Com essa combinação, o Google ficou em primeiro lugar no GPTW nos Estados Unidos em 2007 e 2008. No Brasil, estreou em 2009, já em 15º lugar, à frente de outras 515 empresas inscritas.
Há coisas extremamente interessantes na Internet. No ótimo Portal Jovem Pan On-Line, encontrei um vídeo super-engraçado do publicitário Décio Clemente (competentíssimo profissional, e colecionador de jingles), sobre uma campanha da Varig para a rota Brasil-Japão. Nele, há um japonesinho montado numa tartaruga, falando em se viajar de avião! E por incrível que pareça, foi um sucesso!
Clique na figura abaixo para ver o vídeo:
Se não abrir uma nova janela, clique em: http://jovempan.uol.com.br/media/online/index.php?view=30460&categoria=72
Você tem medo de comprar na Internet?
Após inúmeras tentativas de amigavelmente resolver uma pendenga com o site “Compre da China”, resolvi compartilhar com os amigos tal incômodo que a empresa citada traz aos seus consumidores e como ela desrespeita o cliente.
Já viram quantos anúncios de celulares e outros produtos são veiculados pela Internet do “Compre da China”? Sempre tive temor em comprar dessa empresa, e meus medos se justificaram.
No dia 27 de Julho, comprei deles um Headphone para correr (Walkman Sony SRF-HM10 Sports). No site havia a especificação de que o produto possuía, dentre outros itens, rádio AM e FM.
Meu pedido de número 1339229 foi pago a vista, o produto estava lá na China, demorou 40 e tantos dias (até aí, já esperava tal demora) e quando chegou, em 04 de Setembro, não tinha a função AM!
Liguei à empresa, um atendente despreparado me disse que o produto tinha sim o AM. Depois de muito custo, consegui mostrar a ele que o produto era divulgado ERRONEAMENTE NO SITE. Eles descreviam errado o produto! Percebendo que o Compre da China havia errado, o atendente pediu desculpas. Abri um protocolo pedindo o reembolso do produto, pois havia comprado o produto justamente pelo AM (protocolo CDC 000005290092010). E não é que no dia seguinte me mandaram um email com procedimentos para trocar o produto por outro, ao invés da devolução?
Não quero troca, quero o meu dinheiro de volta!
Em 08 de setembro, no protocolo CDC 00005388092010, após a enésima explicação ao atendente, foi aberto novo pedido de reembolso. Hoje é dia 17 de Outubro, e após várias e várias tentativas de solução, inúmeras explicações e re-explicações, os atendentes dão apenas a automática resposta: seu pedido está em análise aguardando uma solução.
SEMPRE PEÇO PARA FALAR COM UM SUPERVISOR. Nunca me passam para nenhum superior e os atendentes fazem questão de me enrolar. No último atendimento, a responsável me disse que “é assim mesmo, não tem prazo”.
Empresas picaretas fazem isso mesmo: não respeitam o Código de Defesa do Consumidor e fazem o cliente desistir pelo cansaço.
Assim, a única recomendação que faço é a seguinte: NÃO COMPREM DO SITE “COMPRE DA CHINA”. É uma fria, a empresa não respeita ninguém e não resolve seus próprios erros. Cuidado com esses golpistas, afinal, só assim dá para classificá-los. Não há outro termo para quem quer fazer o cliente de bobo.
E você, o que pensa disso? Compra tranquilamente produtos da Internet ou tem algum receio? Deixe seu comentário:
A AmBev anuncia o lançamento da Skol 360, sua cerveja leve. Após testes em Brasília, aparecerá nos mercados de SP.
Tudo bem, produto novo. Mas… quando é que termos uma cerveja leve perene no mercado? Perceberam que as cervejarias lançam esporadicamente e matam o produto no final da temporada? Lembram da Bhrama Light, Kaiser Summer, entre outras?
O preço do Etanol (álcool hidratado) está cada vez mais caro nas bombas de combustível. Os motivos são diversos: entressafra, exportação de açúcar, entre outros. Sempre há uma justificativa.
Agora, haverá reais razões: os EUA aumentarão a importação do Etanol brasileiro devido a interferência da Agência Ambiental Local, que procura diminuir a poluição com o uso deste biocombustível, aumentando a porcentagem de etanol na gasolina americana.
(Extraído de OESP, Caderno Economia, 14/10/2010, página B7, por Eduardo Magossi)
EUA DECIDEM LIBERAR MAIS ETANOL NA GASOLINA
Agência aprova a elevação da mistura de etanol na gasolina de 10% para b15% para os carros produzidos a partir de 2007; medida deve favorecer os produtores brasileiros.
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, da sigla em inglês) aprovou ontem a elevação da mistura de etanol na gasolina de 10% para 15%. A medida vale para veículos e caminhões leves, de modelos fabricados a partir de 2007 até os modelos novos. A medida deve favorecer os produtores brasileiros que teriam novo mercado para o seu produto.
Segundo a administradora da EPA, Lisa Jackson, testes mostraram que o E15, como é conhecida a mistura de 15% de etanol na gasolina, não afeta os motores e equipamentos de controles de emissões de carros novos e de caminhões leves. A decisão da EPA foi tomada depois que testes intensivos foram realizados pelo Departamento de Energia dos EUA para medir os efeitos nos motores e nas emissões.
A expectativa é que essa seja a primeira de várias ações necessárias, por parte da indústria, do governo estadual e do governo federal, para que a mistura de E15 seja comercializada. A decisão para que o E15 seja liberado para carros de modelos entre 2001 e 2006 ainda depende de resultados de testes adicionais feitos pelo Departamento de Energia.
O prazo inicial é que esses resultados saiam até novembro. Porém, a EPA não deverá liberar o E15 para carros e caminhões leves de modelos 2000 e anteriores por falta de dados e testes que sustentem essa medida.
Várias medidas adicionais também estão sendo tomadas para ajudar os consumidores a identificar facilmente o combustível correto para seus veículos. Primeiro, a EPA está propondo procedimentos para identificar corretamente as bombas de E15, incluindo uma especificação por parte da indústria sobre a quantidade de etanol na gasolina que é vendida para os varejistas. Também está sendo planejado uma fiscalização trimestral em postos de combustível para assegurar que as bombas sejam corretamente identificadas.
Indústria madura. A elevação da mistura é um sinal claro dado pela agência que a indústria de etanol de milho já está madura o suficiente para a competição no mercado. A afirmação é do representante da União da Indústria de cana-de-açúcar (Unica) na América do Norte, Joel Velasco.
Para Velasco, o aumento da mistura no momento em que os preços do milho estão muito elevados, e tanto a safra americana como a brasileira podem registrar perdas por causa do clima, pode levar o Congresso americano a não renovar os subsídios e a tarifa de importação de etanol existentes hoje e que limita a importação do produto. Nos Estados Unidos, o etanol é produzido com base no milho.
“Essa decisão abre a perspectiva de abertura de um mercado adicional para o etanol nos Estados Unidos de 24 bilhões de litros por ano, considerando a base atual de veículos”, afirma o economista Plínio Nastari, presidente da Datagro Consultoria. Segundo ele, a medida é importante para os produtores de etanol de todo o mundo porque abre a perspectiva do mercado dos Estados Unidos continuar crescendo.
O presidente do Grupo São Martinho, Fábio Venturelli, afirma que a decisão é positiva porque aumenta o mercado consumidor do etanol no mundo. “Qualquer ação que eleve o consumo mundial é importante para a criação de um mercado internacional do produto e assegurar uma demanda fixa.”,
O aumento da demanda por etanol nesse cenário pode fazer com que os EUA precisem importar o produto no médio prazo.
Mercado
-24 bilhões de litros por ano é o tamanho do mercado adicional de etanol criado pela medida.
-15% é volume de etanol que poderá ser adicionado à gasolina.
Você é capaz de adivinhar quais as 10 empresas campeãs em reclamações ao Procon?
Quem sabe você já teve uma experiência desagradável com uma delas… A lista, extraída do Portal Exame (clique aqui para citação), tem como líderes (período de janeiro a agosto de 2010):
1- OI
2 – ITAÚ
3- BRADESCO
4- CLARO
5- VIVO
6- TIM
7- BANCO DO BRASIL
8- PONTO FRIO
9- NET
10- SANTANDER REAL
E aí? Alguma novidade?
Há um certo tempo, trabalhamos com nossos alunos em “Gestão Empreendedora” um belíssimo estudo de caso referente a Walter Torre Jr, CEO da WTorre e exemplo perfeito de espírito empreendedor na Administração de Empresas.
Entretanto, em matéria da Revista Exame (Edição 977 de 06/10/2010, pg 87-88, por Denise Carvalho e Renata Agostini), o mito caiu: a WTorre está atolada em dívidas e acumula prejuízos. Um de seus grandes projetos, a Arena Palestra Itália, não terá prazo para início cumprido por falta de dinheiro.
Compartilho abaixo (citação no parágrafo acima):
O DINHEIRO ACABOU
Com uma dívida bilionária e após a segunda tentativa frustrada de abrir o capital de sua construtora, o empresário Walter Torre agora busca sócios para seus empreendimentos. (…)
Com atuais 3,2 bilhões de reais em dívidas (quase o dobro do faturamento da empresa em 2007), acumulando R$ 1,05 bilhão de prejuízo, e possuindo apenas 34 milhões de reais em caixa, a WTorre precisa de R$ 800 milhões para concluir os sete projetos atualmente em construção (…).
Por pressão de dois bancos, a empresa agora buscar investidores para arcar com até 50% do custo dos novos investimentos. O estádio do Palmeiras, em São Paulo, é um dos projetos milionários que estão à espera de um sócio.
Aqui, o texto de 4 anos fazendo apologia da WTorre:
DO ZERO AO TOPO EM 25 ANOS
Uma característica comum à nova leva de empresários brasileiros é que boa parte deles procurou oportunidades em mercados pouco consolidados e com os quais já tivessem familiaridade. Foi o que aconteceu com o paulista Walter Torre Júnior, dono da construtora WTorre. Recém-formado em engenharia civil, ele começou a carreira erguendo casas de veraneio no litoral de São Paulo. Torre Júnior concluiu que não teria muito futuro como empresário se continuasse nesse ramo. Depois de breve procura, identificou o surgimento de um novo segmento. “Era 1981. Na época, ninguém falava em logística, mas comecei a ouvir que algumas empresas estavam procurando galpões de armazenagem para alugar”, diz ele. O diferencial de Torre Júnior foi construir esses armazéns de acordo com as necessidades de seus clientes. Num universo em que os galpões eram apenas fábricas abandonadas, sem nenhuma estrutura específica para armazenamento, o empresário começou a se destacar. Sem dinheiro para montar um escritório, Torre Júnior comprou um ônibus velho — que ele mesmo dirigia — e fez dele sua base móvel por três anos. Mas, depois de fechar contratos com empresas como Multibrás e Pirelli, o negócio decolou. Seu passo seguinte foi trazer dos Estados Unidos novas tecnologias de construção, que reduziam o tempo da obra. “Não inventei nada. Apenas tive coragem de copiar o que estava dando certo lá fora”, diz ele. Em sua lista de obras estão o prédio-sede da Vivo e quase todas as lojas da rede de supermercados Carrefour. Os tempos do ônibus andarilho ficaram definitivamente para trás. A empresa acaba de inaugurar uma sede própria no bairro do Morumbi, na zona sul de São Paulo. Na decoração do prédio de quatro andares, sofás de couro, vasos de orquídeas e as frases prediletas do dono escritas em algumas paredes. Uma delas: “Não há nada como um sonho para criar o futuro”, do francês Victor Hugo.
Extraído de: MANO, Cristiane. Ascensão dos Novos Empreendedores. Revista Exame, 29/06/2006 (com adaptações)
Wayne Rooney, badalado jogador do Manchester United e da Seleção da Inglaterra, iria ser o garoto propaganda da Coca-Cola e estamparia sua imagem em latas da Coke Zero.
O problema é que ele foi flagrado se relacionando com prostitutas, no mesmo período em que sua esposa estava grávida. A empresa considerou tal comportamento inadequado para associar a imagem do jogador com o seu produto, e cancelou o contrato.
O Jornal ‘Lance’ de hoje divulga que o atacante Neymar houvera também sido flagrado em um hotel com uma prostituta, no local em que o Santos se encontrava, no último dia 26 de agosto (matéria de Eduardo Mendes e Mauro Graeff Júnior, Lance, 06/10/10, pg 18-19). A Seara e seus outros diversos patrocinadores pensariam da mesma forma que a Coca-Cola?
E você, o que pensa sobre o assunto: O comportamento fora de campo do atleta influencia na aceitação ou não de um produto divulgado por ele? Deixe sua opinião.
Extraído de GloboEsporte.com (clique acima para citação)
ESCÂNDALO SEXUAL FAZ ROONEY PERDER CAMPANHA PUBLICITÁRIA DE REFRIGERANTE
Multinacional vetou imagem do craque do Manchester United em suas latas
Envolvido em um escândalo sexual com prostitutas na Inglaterra, o atacante do Manchester United e da seleção inglesa Rooney perdeu uma importante campanha publicitária.
O atacante não vai mais participar de um anúncio do refrigerante “Coca-Cola Zero”. A imagem do atleta iria aparecer nas latas da bebida distribuídas no Reino Unido, mas o jogador foi vetado pela multinacional.
Em comunicado oficial, a empresa americana anunciou a decisão.
“Durante o último mês optamos por rever a nossa estratégia de marketing. Dada a atual situação, pensamos não ser apropriado fazer esta campanha com o Wayne Rooney. As nossas relações com o atleta continuam. Estamos trabalhando com ele num programa que nos últimos três anos levou milhares de jovens à prática do futebol’, informou em comunicado.
Na semana passada, o camisa 10 dos Diabos Vermelhos pediu para que a imprensa sensacionalista o deixe em paz.
Em busca da reconciliação, o jogador anunciou que levará a esposa Coleen Rooney para uma segunda lua de mel. Rooney vai viajar com a modelo para Praga, na República Tcheca.
Acabou parcialmente a primeira etapa das Eleições de 2010. Sim, parcialmente, pois partimos ainda para o segundo turno nacional e o de alguns estados, além das pendengas do Ficha-Limpa, onde candidatos impedidos terão ou não confirmadas sua elegibilidade.
Em Jundiaí, conseguimos 2 deputados estaduais e 1 federal (respectivamente: Ari, Bigardi e Luiz Fernando). Boa sorte a eles, e que trabalhem com afinco pela sociedade jundiaiense em primeiro lugar, norteados pelos valores ético-cristãos. Afinal, são quase 200 mil votos acumulados de ambos.
Mas ainda fica algumas curiosidades: o mais votado, o palhaço Tiririca, terá 10 dias, segundo o TSE, para provar que é alfabetizado. Coisas de um país democrático às avessas… Se um detento pode votar dentro da prisão, porque um analfabeto não tem direito de se candidatar? Não que eu defenda a elegibilidade do humorista, mas a observação de tal discrepância, é, no mínimo, interessante (no Chile, o candidato precisa entregar o diploma de graduação em nível superior para concorrer às eleições locais).
Repercutiu muito pouco a experiência em alguns municípios da leitura biométrica dos eleitores. Inserindo a impressão digital no leitor, o sistema identifica a pessoa e libera sua votação. Tal sistema poderá ser utilizado plenamente, segundo estudos, em 2018. Dessa forma, você não precisa levar documento algum, apenas o seu dedo. Mas se você estiver com a impressão digital gasta (por motivos de trabalho manual excessivo, utilização de produtos químicos e outros fatores que a desgaste), deverá levar os mesmos documentos de hoje. A propósito de documentação, vale lembrar: alguns amigos garantiram que votaram só com o Título de Eleitor!
Encerrando esse tema, não dá para passar batido: Serra e Dilma são diferentes comportamental, física e socialmente do que há 1 ano antes do pleito. Perceba: Serra é mais populista, defende assistencialismo barato e sorri com facilidade. Dilma está mais sorridente, fala muito o nome de Deus e lembra de ações para o povo.
Ôpa: estão diferentes deles próprios, mas idênticos entre si…
É o vale-tudo da política.
E você, o que pensa disso: teremos novidades no segundo turno?
O mercado publicitário se animou ao ver uma inédita ação da Globo: ao invés de 5 patrocinadores para o Futebol, a Globo terá 6 anunciantes. E pela primeira vez, concorrentes anunciando num mesmo evento!
Vivo, VW, Casas Bahia, Itaú, AmBev e Coca-Cola serão os patrocinadores do futebol em 2011. É a primeira vez que o Guaraná Antártica e a Coca dividirão uma mesma atração nos intervalos.
E viva a propaganda!
Já abordamos algumas vezes no blog a importância das características da Geração Y na Administração de Empresas; falamos sobre suas peculiaridades, o que pensam e o que diferem da geração de administradores anterior.
Abaixo, compartilho um interessante material, didático e ilustrativo, com vários exemplos das ações dessa geração, bem como exemplos de empresas que priorizam esses novos e engajados profissionais.
Enviado pela Universitária Maiara Oliveira, extraído da Revista Época Negócios (clique acima para link da citação)
A EMPRESA Y
As companhias já aprenderam a lidar com o imediatismo dos jovens em início de carreira? A julgar pela experiência das empresas Boehringer, Usiminas, IBM, Andrade Gutierrez, Leroy Merlin e Kimberly-Clark, a resposta é sim. A geração Y comemora e agradece
Karla Spotorno
Atlanta, outubro de 2009. Fernanda Barrocal, 28 anos, e Renata Herz, 27, gerentes da Kimberly-Clark no Brasil, tentavam esconder o nervosismo. Estavam ali, num centro de convenções, para apresentar os resultados de uma iniciativa baseada no livro A Estratégia do Oceano Azul e realizar toda uma argumentação em inglês. Publicado pelo especialista em gestão W. Chan Kim em 2005, Oceano Azul tornou-se um best-seller e inspirou empresas mundo afora. Fernanda e Renata conheciam muito bem o projeto da filial brasileira, mas a apreensão era justificada. Além de 30 executivos da multinacional americana, estava na plateia o próprio Chan Kim. Mas elas se saíram tão bem que começaram a ser requisitadas para dar mais informações sobre a iniciativa, inclusive por gestores da empresa em outros países.
Fernanda e Renata são típicas representantes da geração Y, formada por jovens entre 18 e 30 anos que entraram no mercado de trabalho nesta década. Eles cresceram conectados à internet, são menos pacientes, não se apegam a valores corporativos e querem crescer de forma rápida na carreira. Surpreendem os gestores tradicionais ao se dirigir ao chefe da mesma forma como falam com os amigos, o que mostra uma dificuldade para lidar com o ambiente formal de muitas empresas. São ainda multitarefas. Podem muito bem executar um trabalho enquanto ouvem música e navegam nas redes sociais. Querem liberdade para sugerir mudanças e esperam alguma recompensa imediata pelos bons resultados.
Por serem assim tão diferentes das gerações anteriores, esses jovens são frequentemente retratados de forma estereotipada. Um dos mitos propagados é o de que são desleais e acreditam que só vale a pena permanecer na empresa se ela for útil e proporcionar um rápido crescimento da carreira. Uma pesquisa da consultoria de recursos humanos Hay Group mostra exatamente o contrário. O levantamento ouviu 5.568 jovens que atuam em grandes empresas e apontou que 65% pretendem ficar mais de cinco anos onde trabalham.
Além disso, 78% afirmam que há respeito à diversidade, especialmente quando se trata de diferenças entre gerações. “A culpa pela alta rotatividade é da própria empresa”, diz Ricardo Guerra, 24 anos, trainee na área de vendas para grandes clientes da Kimberly-Clark. Segundo ele, se as companhias não aprenderem a oferecer o que os jovens procuram, continuarão perdendo os talentos. Guerra rejeitou um convite para trocar de emprego porque vê perspectivas de crescer na Kimberly. Isso acontece também com suas colegas Renata e Fernanda, responsáveis pela apresentação da iniciativa baseada no Oceano Azul.
Renata se formou em publicidade, estudou inglês e espanhol. Quando entrou na Kimberly-Clark, em 2004, não imaginava que ficaria tanto tempo. “Apesar de estar há quase seis anos na empresa, não me sinto estagnada. Posso propor melhorias, dar minha opinião”, afirma. Formada em engenharia naval, Fernanda também não tem pressa. Ela trabalha há quase quatro anos na Kimberly e há dois, quando passou por um programa de job rotation, teve a oportunidade de conhecer a companhia de forma mais ampla. “Claro que não existe lugar perfeito. Mas, quando saio com meus amigos da faculdade, percebo como a vida pode ser dura em empresas que têm outras formas de trabalho”, afirma.
EMPRESA AMIGA
Assim como a Kimberly-Clark, muitas companhias já podem ganhar o selo informal de Empresa Y, por estarem aprendendo, na prática, como lidar com essa geração irrequieta. Ao dar a duas jovens promissoras a missão de representar a filial brasileira na reunião anual da diretoria da América Latina, em Atlanta, nos Estados Unidos, a Kimberly-Clark sinaliza que delegar projetos importantes para sua população Y foi a solução encontrada pela direção para atrair e reter esses talentos. Fabricante de produtos de higiene e limpeza, como as fraldas da Turma da Mônica, os absorventes Intimus Gel e a linha Scott, a companhia enfrentava uma estagnação no início da década. Para voltar a crescer, o único caminho era inovar e lançar produtos criativos. E nada melhor para isso do que dar espaço aos jovens, que formam hoje 43% de sua força de trabalho.
“Cerca de 10% do nosso faturamento deve vir de inovação. E se depender somente das minhas ideias, vamos viver pobres”, afirma João Damato, 59 anos, presidente da empresa. A estratégia parece ter dado certo. Depois de abrir espaço para o diálogo e a criatividade e oferecer mais oportunidades aos novatos, a empresa cresceu 250% em receita nos últimos sete anos.
A siderúrgica Usiminas e a indústria farmacêutica Boehringer Ingelheim também perceberam que precisavam ir além do trivial para segurar seus jovens funcionários. Resolveram, então, mudar os programas de estágio, no ano passado. “Digamos que agora o sistema está menos Pinochet e mais Piaget”, afirma Helena Pessin, 52 anos, superintendente de desenvolvimento humano da Usiminas, dando a entender que o diálogo vai superar os desmandos hierárquicos.
Na Boehringer, a metodologia também foi renovada. Acabaram as palestras formais em auditório. Os estagiários da empresa participam agora de fóruns no formato do programa Altas Horas, da TV Globo, um clássico dessa geração. O entrevistado fica no centro de um círculo, apresenta suas ideias e responde a perguntas. Segundo o professor Anderson de Souza Sant’anna, 38 anos, da Fundação Dom Cabral, faz mesmo todo o sentido evitar o modelo de sala de aula, que prepara os estudantes para trabalhar em um sistema fabril, em que o empregado ouve o chefe, cumpre suas ordens e exerce sua atividade individualmente, sem questionar. “Ninguém é treinado para discutir, ouvir críticas e colaborar”, afirma Sant’anna. “A escola ainda não forma as pessoas para trabalhar em equipe.”
FIM ÀS BARREIRAS
Mas mudar a cultura organizacional exige tempo, energia e disposição dos gestores. Em alguns casos, a resistência de funcionários mais antigos pode ser grande, como ocorreu na Boehringer Ingelheim. A empresa de origem alemã começou a implementar, em 2004, uma política de abertura para o diálogo e de menos formalidade entre gestores e subordinados. Quatro diretores não aceitaram a quebra das barreiras hierárquicas e deixaram a companhia. “O desligamento foi um caso extremo. Mas eles não se adequaram à nova cultura da empresa porque realmente não acreditavam nela”, afirma Adriana Tieppo, 44 anos, diretora de RH. O episódio mostra que uma companhia que pretende ser inovadora precisa reservar tempo para muita conversa entre as pessoas de sua equipe, coincidentemente uma reivindicação da geração Y.
Na siderúrgica Usiminas, para evitar problemas de relacionamento, a área de recursos humanos criou workshops para ensinar os gestores a dialogarem com os jovens. No quadro de funcionários da companhia, cerca de 20% pertencem à geração Y. Em 2014, esse número deverá estar em 45%. Apesar de privatizada em 1991, a companhia preserva algumas características de empresa estatal, como a lentidão para promoções e mobilidade entre as áreas. Uma das ações para transformar a cultura foi o treinamento dos gestores para que incorporem os novos valores corporativos instituídos em março de 2009 pela nova diretoria, que assumiu em 2008. “Queremos conferir mais voz, mais poder e também mais responsabilidade para as pessoas”, diz Marco Antônio Castello Branco, 49 anos, presidente da Usiminas.
A iniciativa parece ter convencido os jovens da empresa. A economista Mariana Paes, 26 anos, foi transferida da área financeira para a de gestão da inovação depois que sua chefe imediata percebeu sua preferência por funções que envolvem a colaboração. “Minha antiga gestora é superantenada. Ela começou a me envolver em projetos mais inovadores porque sabia que isso me motivaria”, diz Mariana, que não recebeu um aumento de salário mas mesmo assim gostou da mudança, por representar um reconhecimento e uma nova oportunidade para crescer.
Casos como o de Mariana Paes, da Usiminas, mostram a importância que os jovens dão ao desenvolvimento pessoal. Na pesquisa do Hay Group, 93% disseram que desenvolvimento é crucial para permanecer no emprego. Os jovens querem aprender novas funções e conhecer outras áreas para entender de forma mais ampla os negócios e perceber que estão evoluindo com a companhia. Outro fator que motiva a geração Y é o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Depois de ver que os pais dedicaram mais tempo ao trabalho do que à família, sem grandes recompensas, eles entendem que precisam ter outra postura em relação ao trabalho. Para a maioria, pouco importa o sobrenome corporativo. O que vale é encontrar um sentido para suas tarefas. As empresas podem ajudar nessa busca ao lhes oferecer uma abertura maior para o diálogo, mais responsabilidade, feedbacks constantes, desenvolvimento pessoal e ascensão de forma mais rápida. Não são, no entanto, coisas fáceis de fazer, especialmente em razão do conflito entre as gerações, agora acentuado dentro das corporações.
Pela primeira vez na história do trabalho, coabitam quatro gerações nos escritórios. Além dos jovens da geração Y, estão no mercado os chamados tradicionais, pessoas que nasceram até 1945; os baby boomers, nascidos entre 1946 e 1963; e a geração X, que forma o menor grupo em razão da taxa de natalidade mundial abaixo da média entre 1964 e 1979. Hoje, a diferença de idade entre o funcionário mais novo e o mais velho nas empresas ultrapassa meio século.
“A tendência é ainda de aumento nessa diferença, na próxima década, em razão do envelhecimento da população. Na Europa, as pessoas entre 65 e 90 anos somarão 21% dentro de dez anos. Em 2000, esse percentual era 11%”, afirmou a Época NEGÓCIOS Guido Stein, 46 anos, professor da Universidade de Navarra e especialista em gestão de pessoas e liderança.
CHEFE LEGAL
Combinar em suas equipes a vitalidade dos jovens em início de carreira e a experiência dos funcionários mais velhos só traz benefícios, e as empresas sabem bem disso. Mas, segundo a psicóloga Elaine Saad, 46 anos, gerente-geral para a América Latina da consultoria Right Management, a responsabilidade maior está nas mãos dos gestores. “O líder tem a obrigação de respeitar as diferenças e aprender como se comunicar com cada indivíduo”, afirma Elaine. Para Rolando Pelliccia, 47 anos, diretor do Hay Group, a retenção dos talentos está mais associada às competências do gestor e ao clima de trabalho do que às ações da empresa. Na pesquisa da consultoria, o valor da relação com o gestor ficou nítido. Entre os jovens participantes, 75% dizem que são ouvidos pelos superiores. Eles afirmam ainda que o gestor tem algo a ensinar e que aceita sugestões e críticas.
Depois de fazer um esforço para entender o jovem da geração Y, os executivos da IBM no Brasil decidiram criar um comitê chamado “crossgenerational”, ligado à área de diversidade. A ideia é que o comitê proponha ações para melhor atender os jovens, que totalizam 35% dos 19 mil colaboradores da empresa. Além disso, a IBM decidiu inovar no seu programa de mentoring, que agora é reverso. No lugar de o funcionário mais antigo ser mentor do mais novo, o novato é que dá conselhos para o mais velho. Qualquer um pode participar do programa e indicar quem gostaria de ter como mentor. “O jovem chega com uma expertise em colaboração e em redes sociais muito valiosa para a empresa”, afirma Osvaldo Nascimento, 47 anos, diretor de RH da IBM Brasil. “A capacidade para trabalhar com diferentes grupos de pessoas e em vários lugares também é importante para a companhia.”
As discussões sobre a geração Y dentro das empresas têm mostrado que o desejo de crescer rapidamente na carreira não é bom nem para os jovens nem para as corporações. Afinal, em qualquer profissão experiência é insubstituível. Muitas companhias deram cargo e salário sem transferir responsabilidades, para atender à pressa típica dessa geração e segurar possíveis talentos, mas o resultado foi a frustração do jovem e um problema no organograma.
O engenheiro civil André Gerab, 24 anos, concorda que em muitas áreas o que vale mesmo é a experiência. “Quando saí da faculdade, eu era superarrogante. Achava que sabia tudo. Comecei a trabalhar e percebi que tenho muito ainda a aprender”, afirma. Ex-aluno da Universidade de São Paulo, Gerab trabalha na construtora Andrade Gutierrez e não tem muita pressa de crescer. Entende que para construir uma carreira sólida precisa passar por diferentes áreas dentro da empresa e aprender outras funções.
A opinião é compartilhada por Camila da Rocha Correa, 25 anos, relações-públicas da Andrade Gutierrez. Há menos de um ano na empresa, Camila diz que não quer ser promovida sem ter a maturidade e o conhecimento necessários para o cargo. “O que eu realmente desejo é ser reconhecida por fazer algo muito bem”, afirma.
Para ajudar profissionais como Camila e Gerab a crescerem de forma consistente, a Andrade Gutierrez criou um programa de desenvolvimento de competências chamado Geração AG. Já passaram pelo programa 230 jovens, como o engenheiro civil Rafael Perez, 28 anos, três de formado e há seis na Andrade Gutierrez. A meta de Perez é ser engenheiro chefe de obra. Para isso, já passou por várias funções. Atualmente é ele que coordena a produção, uma das quatro grandes áreas de uma obra. “Preciso aprender todas as funções”, diz Perez, que hoje trabalha na construção de uma estação de tratamento de esgoto na Baixada Santista.
VALORES PESSOAIS
Como a Andrade Gutierrez, a rede de varejo de material de construção e itens para casa Leroy Merlin também decidiu acelerar a carreira de profissionais da geração Y e investe em um programa de contratação e formação de jovens gerentes desde o ano passado. No processo de seleção dos candidatos, em São Paulo, o diretor regional Patrick Leffondre, 45 anos, decidiu levar em conta principalmente os valores pessoais e não a competência técnica, algo prioritário antes. “Quem vem trabalhar aqui precisa ter prazer em conhecer profundamente a empresa e as funções que irá exercer, e também gostar de desenvolver equipe e ter iniciativa”, diz Leffondre. Apesar de tentar atender às demandas dos jovens, a Leroy Merlin quer encontrar candidatos que realmente se identifiquem com o sistema de gestão descentralizado da multinacional francesa e que gostem do trabalho em loja. “Estamos preparando as pessoas e a empresa para acompanharem o crescimento da rede”, afirma Cynthia Cerotti, 39 anos, gerente da área de RH no Brasil. Em 2010, a varejista repetirá o investimento de R$ 130 milhões do ano passado, quando inaugurou três lojas, cada uma com 250 funcionários.
Apesar dos avanços, para atrair e reter os jovens talentosos e, consequentemente, ganhar em inovação e crescimento, as empresas ainda precisam dar vários passos. Para a economista americana Sylvia Ann-Hewlett, diretora do Center for Work-Life Policy, em Nova York, muitas das demandas dos jovens são realmente positivas para as companhias. “Um novo sistema de recompensas, por exemplo, é uma das questões que as companhias deveriam pensar em adotar”, afirmou Sylvia a Época NEGÓCIOS. Autora de diversos artigos e livros sobre diversidade, Sylvia diz que o que é bom para a geração Y também agradará ao baby boomer. “As duas gerações estão olhando para o emprego de maneira semelhante e devem conduzir grandes mudanças na forma de trabalhar”, diz. Entre essas mudanças, Sylvia destaca a necessidade de intervalos na carreira, como os sabáticos, em que o profissional volta após um período fora, e a flexibilidade de horário. Para Sylvia, essas são algumas demandas que as duas gerações deverão implementar juntas nos próximos anos. Até por questões de sobrevivência, nenhuma empresa vai querer ficar fora.
Um case interessante: como a “Bicicletas Houston” tornou-se a maior concorrente da Caloi, a partir da massificação de sua imagem na novela Passione da Rede Globo, tendo lançando a Skinny Top pelo dobro do preço médio de outros modelos (você sabia que a Caloi foi convidada pela Globo para participar da mesma ação de marketing e recusou, alegando que o telespectador de novela não era seu público?).
Extraído de: Revista Exame, Ed 976 de 22/09/2010, pg 56-58
DE CARONA NA NOVELA DAS OITO
Pouca gente conhece a Houston fora do Piauí. A solução foi transformar suas bicicletas em
coadjuvantes do folhetim mais popular da TV brasileira.
Por Samantha Lima
O EXPEDIENTE DO DIA 17 DE MAIO TERMINOU de forma incomum na fábrica de bicicletas Houston, em Teresina, capital do Piauí. Em vez de voltar para casa, mais de 300 funcionários se dirigiram ao pátio da empresa, onde foram servidos com comida e bebida até que começasse o primeiro capítulo da novela passione, da TV Globo. Assim que a novela começou, o vozerio deu lugar ao silêncio, e todos passaram a seguir os dois telões de 150 polegadas instalados no pátio da empresa. No quarto bloco, enfim, a atriz Fernanda Montenegro, encarnando Bete Gouvêa, quatrocentona que controla uma fictícia fábrica de bicicletas em São Paulo, disse duas frases que desencadearam gritos e abraços entre funcionários e convidados: “Há também nossa parceria com a maravilhosa Houston. A Houston é importante para nós”. Para 30 milhões de telespectadores, Houston era uma invenção do autor Sílvio de Abreu. Para o empresário João Claudino Júnior, presidente da Houston, as frases marcavam a estreia de sua empresa no horário nobre da televisão brasileira. Fundada por ele há dez anos, a Houston tornou-se vice-líder em vendas, atrás apenas da Caloi, mas ainda é (ou era) uma desconhecida no Sudeste, o maior mercado do país. “Quero torná-la conhecida e liderar as vendas”, diz Claudíno.
Nos últimos quatro meses, além de Fernanda Montenegro, os atores Reynaldo Gianecchini e Rodrigo Lombardi vêm se alternando em frases como “A bicicleta deles é boa mesmo”. “Deles”, no caso, se refere à Houston. Ao longo da trama, que vai ao ar até janeiro, o logotipo da empresa será exibido nove vezes, fora as citações da marca em diálogos, o que deve ocorrer em algumas dezenas de capítulos— é Sílvio de Abreu quem decide quando deve usar o nome da empresa. Embora ninguém revele o valor do contrato, EXAME apurou que o pacote não sairá por menos de 6 milhões de reais — inserções isoladas de merchandising nas novelas da emissora custam entre 500 000 e 800 000 reais. Durante a negociação, acertou-se também que a fábrica, em Teresina, seria cenário de algumas gravações. Ao contrário do que se vê na maioria dos casos de merchandising, em que os produtos aparecem de maneira forçada, em cenas fora de contexto, a Houston figura como um ente da trama. Representa a concorrente da empresa controlada pela protagonista de Passione.
Em dez anos, a Houston saiu da irrelevância para a vice-liderança do mercado brasileiro. Em 2009, a líder Caloi vendeu 700 000 bicicletas, enquanto a Houston vendeu 650 000. No começo, a empresa dos Claudino cresceu graças às vendas no Nordeste, valendo-se da vantagem de não arcar com os altos custos de transporte que pesam para as concorrentes da Região Sudeste. A diferença de preço também ajudou a Houston a avançar sobre o mercado informal — metade dos 5,3 milhões de bicicletas vendidas por ano no país é montada em lojas irregulares. A Houston ainda aproveitou o espaço deixado pelas combalidas Monark — que hoje fabrica apenas cinco modelos, ante 60 da Caloi e 40 da Houston — e Sundown, em crise desde 2006, quando seus sócios foram condenados por evasão de divisas, O passo seguinte para Claudino foi entrar no mercado de produtos mais sofisticados — no qual impera a concorrente eternizada pela frase “Não esqueça a minha Caloi”.
Transformar-se em coadjuvante na novela das 8 surgiu como uma possibilidade de encurtar o caminho. Foi o autor, Silvio de Abreu, quem concebeu a Skinny Top. Na ficção, a bicicleta é criada pela Metalúrgica Gouvêa, mas, depois de ser sabotada por um dos herdeiros da própria empresa, é repassada à concorrente Houston e se transforma num sucesso de vendas. Na vida real, a marca criada por Abreu foi licenciada pela Houston, que a lançou no mercado ao preço de 700 reais — o dobro da média das bicicletas da empresa. “A parceria foi além do esperado”, afirma Souza Júnior, sócio da agência Consumídia, que apresentou a proposta de merchandising à Houston e à Globo depois de ler a sinopse da trama.
Nascido em Cajazeiras, no sertão paraibano, e criado em Teresina, Claudino Júnior é o quarto de cinco filhos do empresário João Claudino, dono de um conglomerado de 17 empresas, o Grupo Claudino, que faturou 2,5 bilhões de reais em 2009. Claudino, o filho, formou-se em administração na Universidade do Sul da Califórnia e em economia na Universidade da Califórnia. Em 1993, ao voltar para o Brasil, assumiu as importações do Armazém Paraíba, rede de varejo do grupo fundado pelo pai. Foi nessa época que percebeu que o frete da Região Sudeste e de Manaus encarecia significativamente o preço das bicicletas, produto utilizado como meio de transporte no Nordeste e importante no faturamento da rede de varejo do grupo. Inicialmente, avaliou montar bicicletas com peças importadas da China, mas concluiu que seria melhor produzi-las no Brasil. Em 2000, abriu a fábrica para fornecer às lojas do grupo Claudino. Hoje, a Houston vende suas bicicletas para redes como Casas Bahia, Walmart, Carrefour e Americanas.
CICLISMO EM ALTA
A estratégia de marketing da Houston em Passione não tem retorno garantido. O formato de merchandising adotado pela empresa foi pouco testado no país. A ação mais parecida ocorreu há cinco anos, quando a fabricante de lingeries Valisere figurou na novela global Belíssima como concorrente da empresa da personagem vivida também por Fernanda Montenegro. “A Valisere aumentou muito as vendas naquele período, mas a marca já era conhecida e a ação foi coordenada com publicidade, o que a Houston não tem feito”, diz Karina Daidone Pimentel, professora de propaganda da Universidade Paulista, que destrinchou o caso Valisere em uma dissertação de mestrado. A Caloi — a primeira empresa procurada diretamente pela Globo — recusou a proposta por outro motivo. “A audiência da novela não reúne uma parte representativa do nosso público-alvo”, diz Juliana Grossi, diretora de marketing da Caloi. “Mas é verdade que a novela vai promover o ciclismo e, consequentemente, aumentará as vendas de todo o setor.” Sinal de que a corrida para a Houston pode ter um final feliz.
Nesta semana, ações da Petrobras foram ofertadas mundo afora. Com a capitalização da companhia, a empresa petrolífera do Brasil alcança um posto histórico: o de 4ª. maior corporação valiosa do mundo!
Extraído de UOL Economia
COM A CAPITALIZAÇÃO, PETROBRAS FICA ENTRE AS MAIORES DO MUNDO
Com os cerca de US$ 70 bilhões que a Petrobras conseguiu com o processo de capitalização, a petrolífera brasileira se tornou a quarta maior empresa do mundo em valor de mercado, considerando o fechamento das bolsas de valores na quinta-feira (23).
A Petrobras passou a valer cerca de US$ 217 bilhões, mais do que companhias como a Microsoft, o Wal-Mart e a General Electric. À frente da Petrobras estão a Exxon Mobil, com valor de mercado de US$ 311 bilhões, a PetroChina, com US$ 265 bilhões, e a Apple, com US$ 264 bilhões.
AS MAIORES EMPRESAS DO MUNDO
|
Posição |
Empresa |
País |
Setor |
Valor de mercado* |
|
1° |
Exxon Mobil |
EUA |
Petróleo |
311,26 |
|
2° |
PetroChina |
China |
Petróleo |
264,99 |
|
3º |
Apple |
EUA |
Tecnologia |
263,95 |
|
4º |
Petrobras** |
Brasil |
Petróleo |
216,69 |
|
5º |
Microsoft |
EUA |
Tecnologia |
211,41 |
|
6º |
Bank of China |
China |
Financeiro |
211,14 |
|
7º |
China Mobile |
China |
Telecomunicações |
206,36 |
|
8º |
Berkshire Hathaway |
EUA |
Financeiro |
200,69 |
|
9º |
Wal-Mart |
EUA |
Varejo |
195,10 |
|
10º |
General Electric |
EUA |
Variado |
172,56 |
Fonte: Thomson Reuters e FT Global 500
*Valor de mercado em 23/09 em bilhões de US$ /
**Os US$ 216,69 bilhões referem-se ao valor de mercado da Petrobras após o fechamento das bolsas em 23/09, que foi de US$ 146,69 bilhões, mais os cerca de US$ 70 bilhões obtidos com a capitalização
A seleção das companhias foi feita tomando como base a edição de 2010 do ranking FT Global 500, das 500 maiores empresas do mundo, do Jornal Financial Times, elaborada com dados de 30 de março. Os valores de mercado, porém, foram atualizados com base no fechamento das ações da última quinta-feira (23).
O valor de mercado é o preço de cada ação da empresa multiplicado pelo número de papéis em circulação, ou seja, representa o quanto um investidor pagaria se fosse possível comprar todas as ações da companhia. Isso significa que esse valor varia diariamente, de acordo com a cotação dos papéis da empresa.
Na lista do FT Global 500 divulgada este ano, a BP (British Petroleum) estava na sexta posição, com um valor de mercado de US$ 210 bilhões. Mas o ranking foi elaborado antes do acidente com uma plataforma da empresa no Golfo do México.
Após o vazamento, que demorou três meses para ser contido, o preço das suas ações despencou. Ontem (23), a companhia valia apenas US$ 69 bilhões, o que significa que suas ações perderam 70% dos seu valor desde então.
Me recordo, bem moleque, que no finzinho dos anos 80 os Correios ganharam um prêmio como empresa mais admirada pela população brasileira. Saudosos bons tempos…
Hoje, estamos fadados à boa vontade dos carteiros e aos escândalos de corrupção envolvendo a administração da entidade, desde os tempos do Mensalão de Marcos Valério.
Há 4 anos, todos os dias, pontualmente às 16h, o carteiro deixava minhas correspondências em casa. Hoje, não passa regularmente e ninguém sabe a hora e nem quando. Nenhuma conta chega em dia! É segunda via pela Internet de tudo!!! Algumas concessionárias sugerem o débito automático para evitar tais transtornos; entretanto, e o fator ‘conferência’? Não é só contas que atrasam: são avisos, documentos, outras coisas tão importantes quanto cobranças.
A imagem dos Correios é muito negativa para mim. Uma conta a vencer no dia 20 me foi entregue dia 25, e verifico ter sido postada dia 15. É muito tempo!
E você, o que acha do serviço dos Correios em Jundiaí?
Amigos, o preço do Etanol (álcool) está fugindo do controle nas bombas da região de Jundiaí. Há alguns motivos: o aumento da exportação de açúcar; a recente seca nos canaviais (diminui a produção) e a própria retenção do produto por parte dos usineiros.
Em média, o combustível já está variando na casa de R$ 1,499, atingindo até R$ 1,599 (nos postos de boa qualidade).
Ainda assim, é vantajoso abastecer etanol: a conta é dividir o preço do álcool pelo da gasolina, multiplicando por 100. Se o preço estiver até 70%, na maioria dos carros, prefira financeiramente o etanol (por exemplo: 1,499 / 2,499 X 100 = 59,98%). Entretanto, lembre-se: nem todos os carros gastam o equivalente a fórmula média utilizada (isso vale para carros que gastam por volta de1 litro de álcool em 9 km e 1 litro de gasolina para 12,5 km).
Você prefere o etanol ou a gasolina em seu veículo? Deixe seu comentário:
Extraído de: Portal Noroeste
CONSUMO DE ÁLCOOL COMBUSTÍVEL DESPENCA NO PAÍS
Dados da Agência Nacional do Petróleo indicam que, entre janeiro e junho, os postos brasileiros venderam seis milhões 652 mil metros cúbicos. É 17% menos que no mesmo período de 2009. O motivo da queda, para a entidade, foi o aumento dos preços.
Nos três primeiros meses deste ano, o valor médio do litro nas bombas QUASE ALCANÇOU A R$ 2,00. A alta foi provocada pela quebra na safra de cana-de-açúcar da Índia, pelas chuvas fora de época, no inverno passado, que prejudicaram a colheita por aqui, e pelo aumento do preço do açúcar, que fez muito usineiro deixar a fabricação de álcool em segundo plano.
Hoje, o valor médio do combustível está na casa de R$ 1,60.
Ainda assim, em algumas regiões, donos de carro flex dão preferência para a gasolina que, apesar de mais cara, faz o veículo rodar cerca de 30 por cento a mais por litro.
Para os próximos meses, a previsão é que a seca, que tem prejudicado o rendimento e o desenvolvimento nos canaviais, provoque novos aumentos no preço do álcool.
Para quem já passou por essa situação, esse texto é o retrato vivo do descaso para com a Democracia Organizacional: Como chefes truculentos inibem talentos nas empresas:
Extraído de: PORTO, Edison & OPPERMANN, Álvaro. Sob o Estigma do Medo. Revista Época Negócios, Ed maio/2010, pg 94-95
SOB O ESTIGMA DO MEDO
Nas organizações em que reina o temor, quem se destaca são os valentões, não necessariamente os mais brilhantes da turma.
A cena pode ser familiar. Você está num seminário de integração da empresa. Depois do coffee break, o diretor de RH chama todos para uma atividade. A empresa quer ouvir dos funcionários críticas francas, opiniões e sugestões de melhoria. Segue-se silêncio, nervosismo, medo. O presidente da empresa está presente. Cevou fama de guardar ressentimentos. Um gerente mais atrevido ousa fazer um comentário desabonador e é rispidamente interrompido por um dos diretores – amigo de longa data do presidente. A atividade acaba, por misericórdia, em 30 minutos. Suspiros de alívio.Pesquisas conduzidas com alunos de MBA nos Estados Unidos e na Europa mostram que apenas um entre cinco profissionais expressa sempre suas opiniões no ambiente corporativo.
Metade dos alunos entrevistados disse se expressar “na maior parte das vezes”. O fato é que a companhia voltada a valorizar a inovação não deveria ter medo de ouvir os colaboradores. Porém, na prática, o jogo da autopreservação fala mais alto. Quando apenas os mais destemidos ousam falar, as opiniões dos mais talentosos podem estar sendo caladas. “Quem perde com isso é a inovação”, afirma Alfredo Behrens, pesquisador da Fundação Instituto de Administração – FIA, de São Paulo.
Premiar os bem-comportados e punir os rebeldes – eis uma receita destrutiva. Behrens abordará a questão em um novo livro intitulado Shooting Heroes and Rewarding Cowards – a Sure Path Towards Organizational Disaster (“Fuzilar heróis e premiar covardes – o caminho certo para o desastre organizacional”), ainda inédito.
Vencer a cultura do medo é um desafio de liderança. Como mostra Behrens, liderança é também uma questão cultural, e não só técnica-administrativa. Em primeiro lugar, os gestores no Brasil e na América Latina vão ter de resolver a “cultura do medo” sabendo que estão lidando com uma estrutura altamente hierárquica. Da Argentina ao México, a América Latina tem um senso de hierarquia muito mais forte do que nos Estados Unidos e no Canadá. Não se trata de um julgamento moral: é uma característica latina. O paternalismo advindo dela gerou patrões amados pelos funcionários. A rigidez hierárquica, no entanto, pode gerar efeitos deletérios. No Brasil, esses efeitos costumam ser bem graves, pois a cultura da acomodação e do jeitinho – a reação popular ao medo – não combina com inovação.
Inovação pressupõe liberdade de abrir a boca. Sem ela, há inibição e inércia. Um exemplo de Behrens: “É espantoso que o Brasil, país que popularizou o leite de soja, não tenha inventado também o leite de soja com sabor de fruta. Coube à Argentina criá-lo”. A cultura brasileira é a da boca fechada, e do tirar o corpo fora. Funcionário que tem boa ideia não fala, com medo de punição. Algumas das mais conhecidas expressões populares a comprovam: “Cada macaco no seu galho”, “Deixa quieto” etc.
É ingenuidade achar que a solução venha pronta de modelos de gestão importados. Porém, Behrens acha que é não só possível mas também praticável fazer uma abertura, uma glasnost corporativa tupiniquim, que harmonize inovação com a nossa estrutura “medieval”, nas suas palavras. Soluções, contudo, vão requerer criatividade. Behrens cita um surpreendente modelo espanhol que poderia ser facilmente implementado – um sistema de corregedores na empresa.
Seria um corpo formado por funcionários aposentados, sem vínculo direto, e portanto independente, que acompanharia o dia a dia corporativo, corrigindo distorções enquanto elas ainda não causam grandes estragos. “Numa grande empresa, quando o problema chega à presidência, já está grande demais”, afirma Behrens. Um antídoto efetivo à cultura do medo.
Olha que interessante: desde que a Pepsico separou suas unidades de negócios, a divisão de restaurantes ficou por conta de David Novak, que recuperou uma das mais tradicionais redes de alimentação do grupo: a Pizza Hut.
Agora, David quer retomar um dos ícones do grupo: a rede de fast food KFC, especializada em frangos (me recordo dela nos anos 80: um verdadeiro fiasco na oportunidade…)
Como fazer isso? Dando dinheiro aos funcionários! Por isso, Lucas Amorin, de Exame.com, o chama de “Silvio Santos do Fast Food”!
Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0970/negocios/silvio-santos-fast-food-567013.html
O SILVIO SANTOS DO FAST FOOD
A nova loja da rede de fast food KFC na rua do Catete, no bairro carioca do Flamengo, só foi aberta ao público às 17 horas de 25 de maio. Durante toda a manhã e parte da tarde, os funcionários se prepararam para receber seu visitante mais ilustre. Um tapete vermelho foi estendido na calçada. Balões foram instalados, e os uniformes, checados. Quando o americano David Novak passou pela porta de entrada da loja, jovens vestidos com o avental vermelho da KFC começaram a cantar, bater palmas e entoar o grito de guerra global da rede – “Y! U! M!”, letras que formam Yum!, nome da corporação que reúne as marcas KFC, Pizza Hut e Taco Bell. Novak, presidente mundial da rede, que vinha pela segunda vez ao Brasil, cantou junto. E decidiu retribuir no ato. “Estou vendo que vocês gostam de fazer festa”, disse. “Tomem aqui 200 dólares para vocês dividirem e comemorarem.”
O americano Novak acredita profundamente que esse seja o tipo de atitude que motiva os funcionários – quase todos jovens em seu primeiro emprego – a ajudar na expansão dos negócios. A Yum! é a líder mundial do setor de fast food em número de restaurantes. São 37 000 unidades, localizadas em 112 países. Em faturamento, porém, a companhia tem apenas a metade do tamanho do McDonald’s – e é justamente essa diferença que Novak pretende encurtar. Seu estilo de motivação do grupo não faria o menor sentido em muitas empresas. Mas parece dar certo para uma parcela dos jovens funcionários da Yum! espalhados pelo mundo. Além do grito de guerra entoado de São Paulo a Xangai, Novak costuma presentear os empregados de melhor desempenho com bizarros frangos de borracha e dentaduras de plástico (para que eles se lembrem da importância de ter um sorriso no rosto). Nos últimos tempos, seu agrado preferido têm sido as notas de 100 dólares que carrega no bolso e distribui no melhor estilo dos apresentadores de programas de TV populares. Segundo seus cálculos, nos dez anos em que está no cargo já foram entregues 864 notas – ou 86 400 dólares. Não é nada. Mas, segundo Novak, não se trata de dinheiro, e sim de atitude. “Queremos que as pessoas se divirtam no trabalho”, disse ele, numa entrevista exclusiva a EXAME.
É claro que há uma estratégia de crescimento por trás disso. Novak precisa fazer a operação brasileira crescer, após várias tentativas frustradas de convencer o consumidor a se encantar pelos frangos da KFC ou pelas pizzas da Pizza Hut. Seu objetivo é passar das atuais 82 unidades para mais de 1 000 pontos de venda nos próximos anos (Novak se recusa a divulgar o prazo para que esse objetivo seja cumprido) – e com isso pressionar o líder McDonald’s, com 565 restaurantes atualmente em operação por aqui. É uma tarefa penosa, mas a Yum! já encarou desafios semelhantes. Na China, a empresa multiplicou o número de lojas por 35 desde 1997, quando deixou de ser uma unidade de negócios da Pepsico e ganhou vida própria. Hoje, tem 3 500 restaurantes em 700 cidades do país. A expansão chinesa foi crucial para o avanço do desempenho geral da companhia. Um dos sinais mais evidentes pode ser observado no mercado de capitais. Em abril, as ações da Yum! alcançaram seu recorde histórico, apesar do mau desempenho no mercado americano, onde as vendas caíram 5% em 2009. Para se manter atraente aos acionistas, a companhia vai precisar reduzir ainda mais a dependência dos Estados Unidos, que respondem por 35% do faturamento global. Por isso, assim como fez no Brasil, Novak já anunciou metas de chegar a 1 000 restaurantes na Índia e na França, onde a rede opera 220 e 100 lojas, respectivamente. “O mercado americano está saturado”, diz Mark Kalinowski, analista da corretora americana Janney Capital Markets. “É o sucesso em novos mercados que vai garantir o futuro da Yum!”
Aos 57 anos, Novak é uma espécie de celebridade na companhia – é comum que funcionários tirem fotografias a seu lado. Filho de um topógrafo que trabalhava para o governo americano e de uma dona de casa, ele morou em 32 estacionamentos de trailer em 23 cidades diferentes antes de completar 13 anos de idade. Sua vida era acompanhar os pais nas expedições do governo. Nos três ou quatro meses que passava em cada cidade, precisava digerir rapidamente uma nova cultura e ganhar a simpatia dos garotos do colégio. Essas lições mais tarde seriam a base do estilo de gestão que ele adotou na Yum! desde que a Pepsico decidiu fazer a separação da unidade de restaurantes. Na época, Novak comandava as marcas KFC e Pizza Hut. Na Yum!, tornou-se o segundo na hierarquia e, três anos depois, assumiu a presidência. “Somos muito informais e maleáveis a diferentes ambientes”, diz. A tal informalidade pode ser percebida tanto no guarda-roupa do executivo – seu uniforme habitual é uma camisa jeans com o logo da empresa, que o acompanha inclusive em apresentações a investidores – quanto nos talk shows que ele apresenta de tempos em tempos. Cinco vezes por ano, Novak reúne 50 executivos e franqueados do mundo inteiro em três dias de treinamento. A principal atração desses eventos são as entrevistas que ele faz com personalidades dos negócios, como o guru Jim Collins, autor do celebrado livro Feitas para Durar, e o investidor Warren Buffett.
Gigante no mundo, nanica no Brasil
Embora seja a rede com maior número de lojas no mundo, a Yum! tem menos da metade do faturamento global do McDonald’s. Por aqui, a briga é ainda mais desigual.
Antes de pensar em fazer frente ao McDonald’s no Brasil, a Yum! precisará provar que aprendeu com os erros do passado. Entre idas e vindas, a KFC tem uma história de 30 anos no país (foram quatro “estreias” até hoje). A Pizza Hut está presente há mais de duas décadas. As duas marcas, porém, sofreram um bocado nas mãos de parceiros locais inexperientes. A KFC, por exemplo, chegou ao Brasil pelas mãos do pianista Sergio Mendes, que, como administrador de restaurantes, se provou um ótimo músico. A Pizza Hut foi loteada entre diversos franqueados regionais e até hoje não tem uma gestão única no país. “Eles perderam muito tempo e agora vão precisar correr atrás não só das redes globais mas também de grupos locais cada vez mais fortes”, diz Marcus Rizzo, consultor na área de franquias. Hoje, a principal parceira da Yum! no Brasil é a carioca BFFC, que há três anos é a master franqueada da KFC no país e comanda as franquias da Pizza Hut na cidade de São Paulo. Uma das tarefas mais importantes da representante brasileira é incluir no cardápio pratos mais adequados ao paladar local – na KFC, por exemplo, um dos pedidos mais populares hoje é o combinado de arroz, feijão, frango e purê de batata. No final de maio, a BFFC trouxe para o Brasil uma terceira marca do portfólio da Yum! – a PHD, especializada na entrega de pizzas e massas em domicílio. “Levamos tempo para entender a cultura da Yum!”, diz Flavio Maia, diretor de desenvolvimento da BFFC. “Mas agora estamos prontos para acelerar nosso crescimento.”
Márcio Utsch é presidente da Alpargatas e considerado um dos grandes administradores de empresas do mundo. Em uma interessante entrevista, fala sobre o sucesso em vender as Sandálias Havaianas por 30 euro e de como ser forte contra a China!
Boa leitura a administradores empreendedores e competitivos!
Extraído de: Dinheiro (clique aqui para a citação)
“SÓ COM MARCAS FORTES VENCEREMOS OS CHINESES”
Além de ser uma das maiores fabricantes de calçados, a Alpargatas é também uma das empresas mais antigas do Brasil – Por Paulo Brito
Fundada em 1907, passou – e sobreviveu – por diversas crises econômicas e construiu marcas reconhecidas internacionalmente, como as sandálias Havaianas, que hoje vestem pés de celebridades como a atriz americana Jennifer Aniston e a cantora Christina Aguilera.
Atualmente com 13 fábricas e um faturamento bruto de R$ 2,4 bilhões, a empresa vende seus produtos em 250 mil pontos no Brasil e dez mil no Exterior. Os números só não são maiores porque a pirataria e os produtos chineses invadem os mercados com preços muito menores.
Nesta entrevista à DINHEIRO, o presidente da empresa, o mineiro Márcio Utsch, 51 anos, revela como as empresas brasileiras podem se diferenciar das chinesas. “Agregando valor às nossas marcas”, diz. Acompanhe:
DINHEIRO – A competição com os fabricantes de calçados chineses, que são mais baratos, é o que mais preocupa os produtores nacionais. Como o sr. enxerga essa questão?
MÁRCIO UTSCH – Acho que o caminho não é o do custo. É o da agregação do valor da marca aos nossos produtos. Se o Brasil conseguir fazer isso com tudo o que produz, tenho a impressão de que competiremos muito bem. O melhor exemplo que temos para mostrar é o da Havaianas. Aqui, no varejo, elas custam R$ 10 ou R$ 12, mas na Europa vendemos por 28 euros ou 30 euros. Nos Estados Unidos, elas custam de US$ 20 a US$ 22. Acabei de chegar de Frankfurt e vi num calçadão sandálias de dedo vendidas por 1 euro. Por que então a nossa continua vendendo bem na Europa? Vende porque agregamos valor à marca. Aí está uma lição a ser seguida: é possível criar marcas e exportar bens de valor agregado, que é exatamente o que a Coreia está fazendo hoje. Se trabalharmos apenas na questão dos custos, continuaremos tendo a competição com os chineses e ela será sempre nefasta. O que precisamos, então, é criar marcas que façam a diferença, que nos permitam competir pela cabeça do consumidor e não pelo bolso dele. É isso que nos permitirá ter preços mais altos do que os chineses. Quero pessoas leais à ideia que a marca representa.
DINHEIRO – Quais valores estão embutidos nas marcas brasileiras?
UTSCH – Por exemplo, os de terem sido produzidos respeitando as pessoas, respeitando o meio ambiente e assim por diante. São valores intrínsecos a elas. Está na hora de o Brasil investir nesse conceito para virar o jogo. Sei que custa dinheiro, mas há vários mecanismos para isso. Seria possível, por exemplo, pensar em créditos de ICMS para compensar valores investidos no desenvolvimento de marcas brasileiras no Exterior. Isso pode melhorar nossa posição no mundo, diminuindo nosso papel como exportador de commodities e aumentando nossa importância em produtos, na competição de igual para igual em manufaturados com valor agregado. Podemos nos tornar um país que tem marcas relevantes, para que o mundo inteiro lembre de nós não como a terra do futebol, carnaval e samba, mas como um país que tem tecnologia e marcas desejadas pelo mundo todo.
DINHEIRO – Essa abordagem resolveria a competição com a China?
UTSCH – Acho que esse é o melhor caminho. Eu odiaria que o Brasil optasse simplesmente por uma batalha de redução de custos, pagando aos operários de calçados o salário que se paga na China. Lá, eles recebem de US$ 100 a US$ 120 por mês para trabalhar 60 horas por semana, com uma carga horária de dez horas por dia, seis dias por semana. No Brasil, estamos com 44 horas por semana e acho que nossa carga horária está ótima. Eles lá trabalham como o personagem de Chaplin em Tempos Modernos (filme de 1936, que retrata o capitalismo no pós-crise de 1929). São 11 meses e meio por ano para receber 12 salários. Aqui a gente trabalha 11 meses e recebe 13 salários.
DINHEIRO – Cativando o consumidor pela cabeça o produto fica mais protegido da pirataria?
UTSCH – Um pouco, mas não muito. Pirataria e contrabando são crimes no mundo inteiro. O que eu acho é que, se o consumidor opta por um produto pirata, das duas uma: ou ele não tem condições e simplesmente quer gastar pouco ou só quer levar vantagem. Senão, como se explica uma pessoa de alta renda comprar um DVD pirata? Anualmente, gastamos de US$ 3 milhões a US$ 4 milhões monitorando a pirataria nos mercados em que atuamos.
DINHEIRO – Apesar desses problemas, como está o mercado de calçados?
UTSCH – O mercado continua crescendo. Hoje, no Brasil, o consumo anual é estimado em três pares por habitante. Em países mais desenvolvidos, como França e Estados Unidos, o consumo chega a sete pares por habitante. Já em países menos desenvolvidos da África, Ásia e do Oriente Médio, o número anual é de 0,9 par por habitante, mas, infelizmente, nesses lugares a renda é muito baixa. No Brasil, porém, acho que ainda poderemos crescer muito. Somando toda a nossa produção de Havaianas, Dupé, Topper, Mizuno e Timberland, vendemos anualmente uns 230 milhões de pares por ano. Só aqui entregamos mais de um par por habitante anualmente. Em artigos esportivos, a situação é mais favorável ainda quanto às perspectivas de crescimento.
DINHEIRO – Por quê?
UTSCH – Nos Estados Unidos, que é o maior mercado consumidor de artigos esportivos do mundo, o consumo está em 6,7 pares de tênis por habitante, anualmente. Já no Brasil, o consumo é de 0,8 par. Ou seja, o espaço para crescimento é muito grande. Acredito que toda a indústria calçadista venda anualmente 110 milhões de pares de calçados esportivos no Brasil. Curiosamente, dentro desse segmento, uma das áreas que mais crescem é a de calçados para corrida. E cresce assustadoramente, muito mais do que a média mundial, com a ajuda de um enorme número de provas de rua.
DINHEIRO – Mas isso é possível por causa do crescimento da renda…
UTSCH – Sim, para nós, esse fator de melhor distribuição de renda é muito importante. Vamos fazer com que estejamos mais presentes na cabeça das pessoas e com que elas comprem mais os nossos produtos. Para isso, já estamos presentes em todo o território brasileiro, não precisamos mais crescer geograficamente – chegamos a 250 mil pontos de venda. No Exterior, temos cerca de dez mil outros pontos. Mas temos de criar uma companhia que fomente nas pessoas o desejo de consumir mais – um consumo consciente, pelo fato de elas terem trabalho, emprego.
DINHEIRO – Muitas empresas brasileiras passaram a vender mais do que esperavam e estão preocupadas com gargalos de produção. Como a Alpargatas está se preparando para não sofrer com isso?
UTSCH – Não posso adiantar muita coisa porque somos uma empresa de capital aberto, mas precisamos de uma nova fábrica porque a nossa projeção de crescimento é muito grande, bem acima da média do setor e da economia brasileira. E, para que isso aconteça, não podemos permitir que as fábricas cheguem a um nível de 90% ou 95% de ocupação. Seria perigoso.
DINHEIRO – Como está essa ocupação atualmente?
UTSCH – Hoje, já estamos entre 80% e 90% de ocupação, dependendo do que estivermos produzindo. Se olharmos uma fábrica de Havaianas, cuja produção é mais automatizada e mais rápida, a ocupação é inferior a isso. Mas temos produtos que ocupam por mais tempo a fábrica porque demoram mais para serem produzidos. Um tênis pode demorar 12 ou 13 horas para ser produzido. E certos modelos podem levar até 16 horas. Como nossas fábricas são especializadas em diferentes tecnologias, geralmente o que é feito numa não é feito em outra. Sandálias, por exemplo, têm tecnologia de borracha expandida. Nessas fábricas, podemos fazer sandálias e também palmilhas, mas não os tênis. Eles podem ser vulcanizados, injetados, colados. Conforme a tecnologia, os níveis de ocupação mudam.
DINHEIRO – A nova fábrica, então, é estratégica para o crescimento da companhia?
UTSCH – Sim, ela está inclusive no planejamento estratégico e deveremos começar a construí-la em pouco tempo. Isso nos tornará mais fortes, vai nos dar mais capacidade de produção e ao mesmo tempo nos deixará tranquilos em relação a esse assunto. Não teremos fábricas, digamos, “estressadas”. Uma fábrica operando abaixo de 70% de produção também não é bom. Significa 30% de ociosidade e começa a custar caro. Acima de 90%, ela é superprodutiva, mas começa a oferecer o risco do esgotamento.
DINHEIRO – Hoje o Brasil vive um bom momento econômico. Como as empresas brasileiras podem aproveitar isso?
UTSCH – O Brasil precisa aproveitar este momento, em que o Hemisfério Norte não está comprando bens duráveis, em que as indústrias de lá estão paradas. É a hora de as empresas brasileiras se prepararem para quando o Hemisfério Norte emergir da crise. Portanto, devemos investir na renovação do parque industrial brasileiro. Quando o mundo desenvolvido voltar a comprar como antes da crise, poderemos estar competindo de igual para igual na questão dos custos. Ainda temos tempo para fazer isso. Em menos de dois anos é impossível, em mais de cinco estaremos demorando muito. A hora é agora. Com um parque industrial desenvolvido e marcas globais com grande valor agregado, ninguém segura o País. Isso vai trazer melhor distribuição de renda, mais emprego. Se conseguirmos fazer isso, vamos nos tornar referência como país que mudou de patamar. Nosso desafio é transformar essa fase num estado de desenvolvimento econômico, social e ambiental, comparável ao de países mais desenvolvidos do que nós. Não pode ser como uma onda, que vem vindo e depois acaba. Temos a oportunidade histórica de fazer isso agora, porque, além de a onda ser muito boa, o mar está a nosso favor.
DINHEIRO – E o que a Alpargatas fará nesse sentido?
UTSCH – A próxima etapa é nos tornarmos uma empresa global. Mas eu acho que ser ou não global, para nós, é apenas uma questão cultural. Quando a maioria das pessoas em nossas reuniões estiver falando inglês, reconhecerei que nos tornamos uma empresa global de verdade.
Para quem voa com freqüência, sabe como é importante o conforto. Pois bem: o Ministério Público quer que a TAM amplie para 10 cm o espaço entre as poltronas. Em cada avião, isso significa 18 assentos a menos. E sabe quanto resulta em grana? Nas 143 das empresas, representa 3 milhões de reais por dia! Multiplique em um ano…
Detalhes assim que fazem a diferença no orçamento de qualquer empresa.
Tive a oportunidade de ver e conversar com Ronaldo Nazário, outrora “Ronaldinho do Cruzeiro” e hoje “Ronaldo Fenômeno” por 2 oportunidades; a primeira num evento social onde apitei graciosamente um campeonato de favelas (a patrocinadora do Ronaldo era a mesma do evento e ele fez do nosso vestiário o seu ‘camarim’, já que participaria da solenidade de encerramento da festividade – foi muito atencioso e gentil); a segunda, durante a Festa de Encerramento do Paulistão de 2009, onde ele estava praticamente blindado e mesmo assim foi solícito.
O que me impressionava no Ronaldo era a mudança física. De garoto mirrado a tanque de guerra! Mas hoje, o que mais me admira na mudança, é em referência do jogador ao homem de negócios.
Na Revista IstoÉDinheiro desta semana, há uma entrevista deliciosa cedida pelo atleta. Entre outras coisas que ele diz (como empresário e quase ex-jogador):
“- Se o Corinthians ganhar o Brasileirão, continuo até o final da Libertadores de 2011. Senão, paro no final do ano;
– Me arrependo de ter comprado uma Ferrari aos 22 anos, nunca fui exibicionista;
– Não compro nada, pois ganho quase tudo o que uso;
– Deveria ter investido no Neymar há 1 ano.”
Abaixo, suas relações comerciais e a sua palavra (impressiona uma resposta encabulada sobre sua networking – ele confirma, um pouco sem jeito, que se ligar para o Bono Vox ou para o rei Juan Carlos, eles provavelmente o atenderão na hora, por ter seu número pessoal na agenda do celular... que nem eu! Rsrsrs)
Extraído de: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/33959_RONALDO+ABRE+O+JOGO
RONALDO ABRE O JOGO
O craque revela com exclusividade os detalhes da parceria milionária com o grupo WPP para criar uma empresa de marketing esportivo, conta quais são seus investimentos e como lida com o dinheiro
Por Eliane Sobral
A ideia surgiu na casa do apresentador de tevê Fausto Silva, que todo mês reúne os amigos em torno de uma pizza. Do seleto grupo daquela noite de abril de 2009 faziam parte o publicitário e presidente do grupo Ogilvy no Brasil, Sérgio Amado, e o jovem empresário Marcus Buaiz, herdeiro do grupo capixaba Buaiz que tem negócios em diversas áreas, de alimentação a shopping center.
Foi Buaiz o encarregado de levar o mais ilustre convidado da noite, o jogador Ronaldo Nazário de Lima, que entre uma garfada e outra comentava a preocupação em definir o futuro depois de encerrar a carreira no futebol.
“O Faustão deu a ideia: por que não cria uma empresa de marketing e consultoria esportiva?”, diz Ronaldo. Na última segunda-feira, às vésperas do feriado de 7 de setembro, um ano e meio depois da pizza na casa de Fausto Silva, Ronaldo Fenômeno recebeu a reportagem de DINHEIRO para falar com exclusividade de seu mais novo empreendimento, a 9INE, resultado da associação entre ele, o amigo Buaiz e o grupo britânico WPP – dono da Ogilvy e de um faturamento de US$ 6,8 bilhões no primeiro semestre deste ano.
A 9INE nasce com investimentos de R$ 5 milhões – aplicados ao longo dos três primeiros anos – e potencial de receita de R$ 50 milhões dentro de quatro anos. Mais: antes mesmo de abrir as portas na arborizada avenida São Gualter, no elegante bairro de Alto de Pinheiros, a 9INE já registra uma base de pelo menos 100 marcas, que hoje estão na carteira de clientes do grupo WPP no Brasil e no Exterior.
Ronaldo se diz bastante animado com a ideia de trocar os gramados pela vida de empresário e faz planos que incluem seus colegas de profissão. “Quero dar consultoria a jogadores de futebol que mal sabem fazer uma declaração de Imposto de Renda. Tem gente com um potencial enorme e que está mal assessorado”, garante o Fenômeno, com a autoridade de quem tem um tino empresarial muito bem desenvolvido.
Ronaldo não confirma, mas Kaká e Alexandre Pato estão prestes a assinar contrato com a 9INE para que o ex-camisa 9 da Seleção Brasileira cuide da vida empresarial dos dois fora das quatro linhas. Além disso, o craque dá pistas de que poderá entrar no disputado mercado de compra de jogadores. “É um negócio atraente. Você compra dez jogadores e, se um der certo, já paga os outros nove. Eu devia ter investido no Neymar um ano atrás. Agora passou. Putz! Perdi a oportunidade”, diz sorrindo. A princípio, o Fenômeno pretende entrar de cabeça na administração da carreira de outros jogadores.
Administrar, aliás, é um verbo que Ronaldo sabe conjugar como poucos em seu meio. A fortuna do craque é estimada em US$ 250 milhões (leia quadro) e não para de crescer, graças ao perfil administrativo que Ronaldo forjou ao longo de 20 anos de carreira e à maturidade que adquiriu depois de alguns tropeços. Até a sua postura diante de impulsos consumistas mudou.
“Comprar aquela Ferrari foi uma das maiores bobagens que eu já fiz”, diz ele em relação ao carrão italiano, pelo qual pagou US$ 500 mil, 12 anos atrás. Hoje, Ronaldo diz ter uma relação tranquila com o dinheiro. “Gasto muito pouco comigo. Não que eu seja pão-duro. É desinteresse mesmo. Tenho tudo”, diz. A relação tranquila com a fortuna que amealhou, e continua amealhando, não significa, porém, que Ronaldo seja displicente em relação às próprias finanças. “Aplico em fundos de perfil conservador.
Há um ano e meio passei a investir em ações e o resultado tem sido ótimo”, afirma. Ele ainda aponta os papéis que compõem sua carteira de ações. “Aplico nas tradicionais, Vale e Petrobras e outras menores.” O craque acompanha tudo de perto. Sempre que pode, entre uma concentração (que, faz questão de lembrar, ele detesta) e um jogo do Corinthians, checa no computador como andam os investimentos.
Não se mete com as despesas de casa. Dessas, Bia Antony, sua mulher, se encarrega de cuidar. “Ela não esbanja, então fico sossegado”, diz o jogador, dando uma boa risada em seguida. Com a agenda carregada que tem, repleta de compromissos ora com o Corinthians, ora com patrocinadores (AmBev, Claro, Vale e Hypermarcas, além da Nike), Ronaldo conta com a assessoria de uma equipe que cuida de seu patrimônio.
Segundo ele, são 20 profissionais entre advogados, economistas e contadores espalhados por três países: Espanha, Suíça e Brasil. A cada trimestre, Ronaldo recebe, e diz ler atentamente, relatórios financeiros enviados pelos consultores e também pelo pessoal do Bradesco, encarregado de gerir os fundos de investimento do craque no Brasil.
O lado empresarial do Fenômeno é conhecido apenas por aqueles que estão à sua volta e estes garantem: Ronaldo estipula metas, prazos para cumpri-las e cobra resultados. “Ele tem um tino comercial e uma capacidade analítica muito apurados”, descreve Fabiano Farah, empresário do jogador há oito anos.
Segundo Farah, não é exagero afirmar que, a cada ano, Ronaldo recebe mais de uma centena de propostas para se tornar sócio de algum “negócio mirabolante” com taxas de retorno “excepcionais”. “Já propuseram sociedade num negócio com retorno sobre o capital investido acima de 30% em menos de um ano”, conta Farah.
Ronaldo ouve com atenção, mostra-se realmente entusiasmado com a ideia alheia, mas só para não ser deselegante com o interlocutor. Os amigos do craque dizem que ele é capaz de demorar meses para tomar uma decisão de investimento.
“É um empresário extremamente racional e que não se impressiona com belas apresentações em Power Point”, garante Farah. Normalmente, diz ele, na primeira reunião, Ronaldo percebe se o negócio é bom ou não. Um dos lemas do craque, segundo o empresário é: “Ter uma boa ideia todo mundo tem, todos os dias.
O que faz a diferença é a capacidade de execução e de entrega.” Hoje, o maior artilheiro da história da Copa do Mundo (com 15 gols) tem participação em negócios diversificados. O edifício de seis andares, numa área de sete mil metros quadrados onde funciona a Universidade Estácio de Sá, é de Ronaldo.
“O prédio é meu e eu recebo um percentual sobre cada matrícula efetuada”, revela o jogador. Ele tem ainda 8% na holding que comanda a rede de academias A!BodyTech, com 19 unidades, espalhadas em cinco Estados, e faturamento de R$ 130 milhões previsto para este ano.
Na A!BodyTech, Ronaldo tem como sócios os empresários João Paulo Diniz (herdeiro do Grupo Pão de Açúcar), Alexandre Accioly (rei da noite carioca), o consagrado treinador de vôlei Bernardinho e o ex-banqueiro Luiz Urquiza.
O papel de Ronaldo empresário está bem definido na sociedade que ele acaba de firmar com o WPP. “Vou usar minha ampla rede de relacionamentos para promover negócios.” E, tratando-se de Ronaldo, o network é de dar inveja à mais estrelada das celebridades.
Em princípio ele minimiza, mas acaba reconhecendo o peso (sem trocadilhos) que tem. Se você ligar agora para o rei Juan Carlos da Espanha ele te atende, não é? “Acho que sim.” E se você ligar para o Bono Vox (líder da banda U2), ele também te atende na hora? “Acho que sim”, responde o camisa 9, com um ar meio encabulado.
Até o sisudo CEO do grupo WPP, Martin Sorrell se rendeu aos “encantos” do Fenômeno. Sorrell é, ele próprio, um dos empresários mais influentes da Europa. Gosta de ser tratado por “sir”, título dos cavaleiros da rainha da Inglaterra com o qual foi condecorado por Elizabeth II.
Sorrell é quase uma unanimidade entre seus pares no mundo dos negócios – não exatamente pela sua simpatia. Quem acompanhou as primeiras conversas entre Ronaldo e Sérgio Amado foi a vice-presidente do WPP para a América Latina, Ann Newman. É ela quem prospecta novos negócios para o grupo, inclusive a compra e a fusão de empresas na região.
Sorrell só foi conhecer Ronaldo pessoalmente num evento promovido pelo grupo WPP em março deste ano, no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Diante de uma plateia de cerca de 200 pessoas – entre empresários, clientes das agências do grupo e executivos do WPP.
Ronaldo fez um rápido discurso e avisou a plateia que iria chamar ao palco “um inglesinho metido que acha que a Inglaterra vai ganhar a Copa”. Para quem gosta de ser chamado de “sir”, talvez Sorrell tenha ficado impressionado com a falta de cerimônias do novo sócio – que o presenteou com a camisa 9 da Seleção Brasileira.
“O Martin ficou encantado com o Ronaldo. E olha que para o Martin se encantar com alguém é bem difícil”, comenta Sérgio Amado. A partir do encontro no Copacabana Palace, Sorrell deu o sinal verde para a concretização da parceria.
À DINHEIRO o CEO do WPP disse ter ficado realmente impressionado com a força da imagem do craque. “Acredito que esta é a década do Brasil e o País representa uma grande oportunidade no mercado de marketing esportivo. Estou particularmente feliz porque o melhor jogador de futebol do mundo agora joga no meu time”, disse ele.
Claro que o calendário esportivo no Brasil está na mira de empresas do mundo inteiro e não seria diferente com a 9INE. O foco inicial estará na Copa do Mundo de 2014 e na Olimpíada de 2016. Mas a atuação da empresa não ficará restrita ao mercado brasileiro.
“Esta é uma operação que nasce no Brasil e vai para o mundo. A primeira parada será Londres”, diz Ronaldo. Preocupação comum aos três sócios, Ronaldo, Buaiz e Amado, é deixar claro ao mercado que a 9INE não é uma agência de publicidade ou de relações públicas. “Nosso papel será o de aproximar as empresas do esporte e indicar quais são as melhores estratégias para cada marca. Vamos promover eventos e criar conteúdo, inclusive para a tevê”, diz Ronaldo.
“Quem quiser saber mais pode nos contratar”, diz Luiz Fernando Musa, diretor-geral da Ogilvy. Foi dele a ideia de escalar Ronaldo como garoto-propaganda da operadora Claro. Em março, o craque lançou o Claro Ronaldo, página do jogador no Twitter. Em 40 dias, o camisa 9 do Corinthians já contabilizava 650 mil seguidores. “Ronaldo agrega, em média, cinco mil novos seguidores por dia. É muita coisa”, comenta Sérgio Amado (assista à entrevista no site da IstoÉ Dinheiro).
Oficialmente a 9INE começa a operar em outubro. No plano de negócios está prevista a contratação de 20 profissionais. Há dois nomes disputando o cargo de presidente da empresa – um deles, inclusive, não é do mercado publicitário e, caso seja confirmado, vai causar novo alvoroço na praça.
Além de definir quem terá o metódico empresário Ronaldo Nazário de Lima como patrão, os três sócios vivem o frenesi dos preparativos para o lançamento da empresa – que será em grande estilo, com direito a coquetel e presenças ilustres. Oficialmente o trabalho começa em outubro, mas os corintianos não precisam se preocupar. “Estou me preparando para jogar até o fim deste ano, mas se a gente (o Corinthians) vencer o Brasileiro, posso disputar a Libertadores”, diz Ronaldo.
ENTREVISTA
“Eu deveria ter investido no Neymar um ano atrás”
Às vésperas de completar 34 anos (no dia 22 de setembro), Ronaldo Nazário de Lima diz que aprendeu a ter uma relação madura com o dinheiro que ganhou ao longo de quase 20 anos de carreira. Hoje, diz ele, gasta muito pouco consigo mesmo.
“Não é porque eu seja pão-duro. É desinteresse mesmo. Tenho tudo.” Ele vê o dinheiro que tem apenas como fator de segurança para ele e sua família. “É bom saber que o dinheiro está lá, caso eu precise.
É para isso que serve. Mais nada.” Acompanhe, a seguir, a entrevista exclusiva que o craque – agora como empresário – concedeu à DINHEIRO, na qual fala sobre o seu futuro, novos negócios e até sobre o arrependimento de não ter comprado o passe do craque santista Neymar:
DINHEIRO – O que significa ser um jovem milionário aos 34 anos de idade?
RONALDO – Significa tranquilidade e segurança para a minha família. É bom saber que o dinheiro está lá, caso eu precise. Mas é para isso. Mais nada. Não sou consumista. Gasto pouco comigo e não é porque eu seja pão-duro. É desinteresse mesmo. Minha relação com o dinheiro hoje é baseada apenas na necessidade. Nem tênis eu compro. A Nike me dá todos os modelos que eu quiser.
DINHEIRO – Mas nem sempre foi assim. Houve o episódio da Ferrari (há 12 anos, Ronaldo comprou uma Ferrari avaliada em US$ 500 mil), quando disseram que era uma afronta num país pobre como o nosso.
RONALDO – Claro que a minha vida mudou quando comecei a ganhar dinheiro. Passei a ter acesso a coisas com as quais eu só sonhava. Quando comprei a Ferrari, tinha 22 anos. Era um sonho que eu tinha desde criança. Mas te digo que esse carro me deu muito mais dor de cabeça do que prazer. Na Europa e nos Estados Unidos, quando você compra um carro bacana, as pessoas ficam felizes por você estar se realizando profissional e financeiramente. Aqui no Brasil não. É uma afronta. Dizem que é exibicionismo. É por isso que eu digo que o brasileiro não respeita seus ídolos. O Michael Jordan e o Tiger Woods são caras respeitadíssimos nos Estados Unidos. Aqui é diferente. O brasileiro não valoriza o sucesso e o ídolo é motivo de chacota.
DINHEIRO – Você fica muito aborrecido com isso?
RONALDO – Fico mais preocupado do que aborrecido. Porque aqui no Brasil o sucesso é visto como afronta, e não como reconhecimento. Isso é preocupante.
DINHEIRO – Você está se preparando para encerrar a carreira. Já tem data marcada para parar?
RONALDO – Provavelmente vou parar no fim deste ano, mas, se a gente (o Corinthians) vencer o Brasileiro e for para a Libertadores, talvez eu fique até a final, em julho do ano que vem. Ainda estou em dúvida. Não sei se me aposento agora ou se espero para disputar a Libertadores. Eu realmente estou muito cansado. Meu corpo está cansado.
DINHEIRO – E você se imagina como executivo, sentado atrás de uma mesa?
RONALDO – Sinceramente não. Mas também acho que meu papel não vai ser o de ficar atrás de uma mesa de escritório. Tenho várias coisas para fazer, inclusive prestar orientação aos meus colegas de profissão.
DINHEIRO – Como seria isso? Você vai ser empresário de jogador?
RONALDO – Passe de jogador é um negócio atraente. Já fui muito procurado para entrar e é um negócio de bom retorno. Um retorno rápido. Você compra dez jogadores e, se um der certo, já paga os outros nove. Eu devia ter investido no Neymar um ano atrás. Agora passou. Putz, perdi a oportunidade (rindo)… Mas esse não é um negócio que me interesse. Pelo menos não agora. Acho que eu não investiria meu dinheiro, mas usaria a minha imagem e credibilidade para indicar investimentos e receberia um percentual. O que os agentes fazem hoje? Procuram a família, dão um dinheiro e tratam o jogador como mercadoria. Não é isso.
DINHEIRO – O que você faria?
RONALDO – Tem que trabalhar o jogador. Não é só comprar, tem que trabalhar a imagem dele. O que eu quero é prestar consultoria que proporcione aos jogadores a mesma segurança que eu sempre tive. Fui muito cedo para a Europa, mas sempre fui muito bem orientado a fazer tudo direito, dentro da lei. Acho que os jogadores de futebol precisam ter uma orientação não só sobre gestão financeira. Os caras não têm noção de como fazer um Imposto de Renda. Imagina fazer um contrato de publicidade!
DINHEIRO – Qual é a sua avaliação do futebol como negócio no Brasil e o que você mudaria?
RONALDO – Tem que mudar muito. Outro dia vi uma pesquisa que mostrava que só 3% dos jogadores de futebol ganham acima de R$ 10 mil e 96% deles ganham entre dois e três salários mínimos por mês. É muito pouco pelo que o futebol gera, pelo público que tem, pela arrecadação com direitos de tevê, pelo que a CBF ganha. Somos nós que damos o espetáculo e ganhamos muito mal. E eu vejo cada vez mais empresas entrando no futebol… Pega o exemplo da Copa do Mundo. É tudo da Fifa. Só de direitos de televisão, rende uns US$ 5 bilhões e a Fifa não repassa nada. Já pensou se, às vésperas de uma decisão, os jogadores resolvem fazer greve? Na Argentina, eles param e só voltam depois de muita negociação.
DINHEIRO – Pelo discurso podemos esperar um líder da categoria?
RONALDO – Faria esse papel com o maior prazer, mas não penso em nada relacionado a política ou algo nesta direção. Mas apoio a ideia do governo de criar um plano de previdência para os jogadores. Na 9INE pretendemos explorar essa parte de assessoria financeira para os jogadores. O William (zagueiro e capitão do Corinthians) já disse que vai se aposentar no fim deste ano e abrir uma empresa de consultoria financeira. A 9INE pode usar a empresa do William para prestar este serviço.
DINHEIRO – Mas onde entraria o Ronaldo nesta história?
RONALDO – Eu posso usar a minha experiência para orientar os jogadores. Tem muito a desenvolver no futebol como negócio aqui no Brasil. Você vê clubes como Manchester United, Real Madrid, Barcelona. A maior parte da receita dessas equipes vem do licenciamento. Aqui não. O torcedor não tem grana para comprar. Então ele compra a camisa e só. Por isso que nunca me interessei em entrar na área de licenciamento. Dá certo para a Xuxa, mas acho que para mim não. Ninguém compraria o bonequinho do Ronaldo.
DINHEIRO – Você acha que o modelo de negócio desenvolvido entre você e o Corinthians pode ser replicado em outros clubes brasileiros?
RONALDO – Acho que sim. Acho que esse pode ser o caminho. Seria bom para o clube e ótimo para o jogador. Se tem uma coisa de que o torcedor corintiano nunca vai poder me acusar é de ser mercenário. Fui eu que levei todos os patrocinadores para lá. Não dou despesa para o clube. Ao contrário, levo receita e recebo minha parte. Oitenta por cento da publicidade no ombro da camisa e no short fica comigo.
Compartilho com os amigos um excepcional texto, extraído do site do Prof José Renato Santiago (clique aqui para acessá-lo: Boletim do Conhecimento) sobre o desafio da mudança e a quebra de resistência do “novo” nos ambientes organizacionais.
Novas Idéias, Novas Pessoas…? Talvez, Nova Abordagem
A implantação de novas idéias em uma organização exige a adoção de algumas premissas.
Não há dúvida sobre a necessidade de haver a existência de um ambiente adequado para que o “novo” seja, ao menos, considerado, analisado, e eventualmente, de acordo com o entendimento existente, implantado.
No entanto, nem sempre a disposição para admitir a novidade é algo natural.
Aliás, muito pelo contrário, costumeiramente tendemos a querer manter uma situação de conforto, seja ela qual for, favorável ou não.
A dúvida sobre o desconhecido é a grande questão…
De forma natural e razoável, é normal que as novidades venham juntamente com novas pessoas, não necessariamente pessoas novas, que buscam algo mais.
Este algo mais, não necessariamente está vinculado com a obtenção de novos cargos, promoções e outras questões similares.
A intenção está pautada com a busca de novos desafios, algo típico de quem não está em situação de conforto.
Diante disso, talvez um dos segredos para manter viva a inovação, é importante manter o desconforto… o inconformismo.
Acredito que possa ser uma carga muito grande para qualquer pessoa, no entanto, o que pode ser razoável?
Quem sabe não seja possível considerarmos a adoção de uma nova abordagem.
Um ponto de vista diferente daquele que possuímos, como se fosse uma máscara.
Ao usarmos esta máscara, podemos analisar nossas ações e atividades, sob outros olhos.
Como?
Bem, vamos nos falando…
No entanto, anos atrás li uma sugestão em um jornal.
Ler uma revista sobre um assunto sobre o qual você não tem qualquer entendimento e/ou opinião.
Aliás, esta é a lógica que comumente usa-se em processos da captação de novas idéias.
Contar com a participação de pessoas que não estejam envolvidas com o assunto.
Uma vez que o fato dela estar longo do dia a dia sobre ele, é um fator que dinamiza a proposta de sugestões inovadoras.
Em breve, o Congresso Nacional discutirá a permissão ou não da construção de usinas de energia nuclear pela iniciativa privada. O tema é polêmico…
As vantagens seriam: energia elétrica de uma fonte limpa; ocupa pouco espaço físico; é uma tendência na Europa (65% da energia elétrica vem de usinas particulares).
As desvantagens seriam: o perigo do vazamento nuclear; o custo da produção de energia; a questão de ‘geração de energia’ ser assunto estratégico nacional, de controle governamental.
Aqui em Jundiaí, recentemente, se discutiu a construção de uma termoelétrica. Ainda bem que não saiu! Digo isso pelas diversas formas de poluição que uma usina dessa característica produz.
Mas sabemos que há uma crise de energia elétrica! As hidroelétricas estão na capacidade máxima, e mesmo com a construção da nova usina no Norte do país, a carência ocorrerá.
No fiel da balança, já que a União declaradamente não quer arcar com novas usinas nucleares, diga: você é a favor ou contra a liberação de produção de energia atômica por particulares? Deixe o seu comentário:
Muito popular no Brasil, o “Suco Maguary” é destaque não só pelas suas qualidades, mas pela administração eficaz e empreendedora dos seus fundadores, que venderam a empresa para a multinacional Kraft, compraram-a de volta por um bom preço e dobraram o tamanho das vendas, incomodando a Coca-Cola e intimidando Schincariol e Wow, seus mais fortes concorrentes.
Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0959/negocios/incomodo-coca-cola-521779.html
UM INCÔMODO PARA A COCA-COLA
Como a pernambucana Ebba, dona das marcas de sucos Maguary e Dafruta, dobrou sua participação de mercado em apenas seis meses — e se tornou uma ameaça num setor que movimenta quase 2 bilhões de reais
por João Werner Grando
Não é de se esperar que alguém próximo dos 70 anos de idade mude completamente seu rumo profissional (a menos, claro, que a mudança seja a aposentadoria). Mas foi o que o empresário pernambucano Romildo Tavares de Melo decidiu fazer em 2009. Aos 67 anos — 30 deles dedicados às usinas de açúcar e álcool da família –, Romildo comanda desde maio uma companhia de apenas seis meses de vida: a Empresa Brasileira de Bebidas e Alimentos, ou simplesmente Ebba, dona das marcas de sucos Maguary e Dafruta, sediada em Recife. Sua guinada pessoal representa também uma mudança drástica no perfil do grupo Tavares de Melo. Tudo começou em 2007, com a venda das usinas de cana, que desde os anos 20 foram o principal negócio da família, para a francesa Louis Dreyfus, por um valor estimado em 1 bilhão de reais. No mesmo ano, os Tavares de Melo venderam a marca de chinelos Dupé para a Alpargatas. Com fôlego para investir, o grupo se concentrou no que um dia fora um negócio menor dentro de seu portfólio — o mercado de sucos. Em maio deste ano, comprou da americana Kraft a marca Maguary, criada nos anos 50 pelos próprios Tavares de Melo e vendida para a Souza Cruz nos anos 70. A Maguary se somou à Dafruta, lançada pela família nos anos 80. Assim surgiu a Ebba, com vendas estimadas em 260 milhões de reais em 2009. “Eu não aguentaria ver o dinheiro no banco e passar o dia tomando cafezinho”, afirma Romildo, diretor-presidente da Ebba e o sétimo irmão dos oito que integram a família.
A disposição de Romildo Tavares de Melo para criar um novo negócio transformou-se numa preocupação para os concorrentes no mercado de sucos — o que inclui grandes empresas como a Coca-Cola, dona da marca Del Valle. Apenas seis meses depois de assumir a operação das fábricas da Maguary, a Ebba dobrou sua participação no segmento de sucos prontos para beber com suas duas marcas. Com isso, ascendeu do quarto para o segundo lugar em vendas nacionais, com 10,7% de participação num mercado que fatura quase 2 bilhões de reais por ano. “Tem sido uma correria para contratar gente e ao mesmo tempo conseguir essa arrancada inicial”, diz Romildo.
O ponto de partida da nova empresa foi a operação da Dafruta, criada em 1984, por Silvio Tavares de Melo, irmão de Romildo. Para lançar a empresa, Silvio não fez pirotecnias — simplesmente copiou o modelo da Maguary. Suas fábricas são muito semelhantes, localizadas nos mesmos municípios: Aracati, no Ceará, e Araguari, em Minas Gerais. Até o início deste ano, porém, a estrutura de vendas da Dafruta se restringia a um grupo de apenas 60 funcionários. Com a recompra da Maguary, a primeira medida foi contratar gente nova para o primeiro escalão, entre eles o diretor financeiro Vitor Picini, ex-Dreyfus, e o diretor de RH Hélcio Gianetti, egresso do grupo Votorantim. Em seguida, a equipe de vendas foi reforçada. Ao todo, 110 novos gerentes, vendedores e supervisores foram contratados e treinados entre abril e maio para trabalhar em três novos escritórios regionais — Sudeste/ Centro-Oeste, Norte/Nordeste e Sul e a cidade de São Paulo. “Em cada área o time foi dividido pela metade, cada uma delas dedicada a uma das marcas”, diz o diretor comercial José Gil Alvarez, contratado em janeiro de 2009. “Assim, evitamos que eles deem preferência àquela que é mais fácil de vender e prejudiquem o resultado geral.”
Ao espalhar vendedores pelo país naquele momento, a Ebba conseguiu aproveitar um flanco aberto pela principal concorrente, a líder Coca-Cola. Enquanto a Ebba surgia, a Coca-Cola coordenava a unificação de suas três marcas (Del Valle, Minute Maid Mais e Kapo) sob uma só, a Del Valle. O efeito imediato foi a redução do espaço da empresa nas gôndolas dos supermercados. Ao mesmo tempo, a distribuição das bebidas, em parte feita pela antiga equipe de vendas da Del Valle, passou às mãos das 16 engarrafadoras da Coca-Cola. Essa transição é um dos principais fatores que explicam a perda de 4 pontos percentuais de participação da empresa no mercado de sucos desde março deste ano. “Essa perda era prevista”, diz Lizandra Freitas, diretora de operações de novas bebidas da Coca-Cola Brasil. “E devemos recuperá-la em pouco tempo.” Os varejistas, porém, não parecem tão confiantes. “Pela primeira vez, a Coca-Cola começa a exigir em sucos margens mais altas, semelhantes às que consegue com refrigerantes”, diz o diretor de uma grande rede. “Nessa disputa, eles podem perder ainda mais espaço.”
Uma vez integradas as operações, a Ebba pretende aumentar a linha de produtos. Por enquanto seu portfólio está aquém da média do mercado. No caso da Maguary, por exemplo, existem apenas 20 versões de seus produtos, entre os diferentes sabores e embalagens. As principais concorrentes têm pelo menos o triplo disso (para 2010, a empresa programou 30 lançamentos). Outra meta é investir em publicidade e marketing — uma iniciativa que deve consumir 10% de seu faturamento em 2010. As duas marcas da Ebba precisam melhorar a exposição, sobretudo nos estados em que acabaram de entrar. Apenas 8% das vendas da Dafruta estão na Região Sul. E no caso da Maguary, 7,5% do faturamento vem do Norte e do Nordeste. Os investimentos em publicidade vão privilegiar a marca Maguary, apagada durante os anos sob controle da Kraft. Pela primeira vez em sete anos, a Maguary deverá ganhar uma campanha na TV.
Os Tavares de Melo também querem seguir com aquisições. Até agora, a única grande compradora do mercado foi a Coca-Cola. “Ainda há muito espaço para mais consolidação”, diz Adalberto Viviani, da consultoria especializada em bebidas Concept. Cerca de 60% do mercado de sucos prontos para beber pertence a centenas de pequenas empresas espalhadas pelo país. Além da própria Ebba, outros concorrentes com musculatura suficiente para se tornar possíveis consolidadores são a Fruthos, criada em 2007 pela Schincariol, e a Sufresh, da paulista Wow, que iniciou as operações em 2003. “Estamos analisando negócios que possam oferecer sinergia com a Ebba, tanto em bebidas como em alimentos”, afirma Fernando Buarque, presidente da Casaforte Investimentos, gestora dos recursos da família Tavares de Melo. Segundo executivos próximos à companhia, uma dessas possibilidades seria a entrada no mercado de sorvetes — no qual a própria Maguary se aventurou nos anos 70. “Voltamos a esse ramo não por saudosismo, mas porque acreditamos que é bom”, diz Romildo Tavares de Melo. “Agora nosso foco é fazê-lo crescer.”
Quantas siglas e expressões americanizadas, não?
Pois bem, elas servem para tratarmos de um interessante assunto: a tentativa do McDonald’s em abandonar o sinônimo outrora de fast food e ser reconhecido como restaurante, além de mostrar a sua preocupação como “empresa amiga do meio-ambiente”, incorporando o verde às suas cores vermelho-amarelas.
Você pode acessar a matéria no link de Exame: MCDONALD’S ECO-FRIENDLY