– Preço dos Combustíveis é elevado por quais motivos?

Pergunta básica ao consumidor brasileiro: o que encarece a Gasolina, o Diesel ou o Etanol?

Resposta simples: impostos altos, má gestão da Petrobrás e corrupção na administração da empresa.

Veja essa matéria abaixo e reflita: 90 bilhões de reais é um valor maior que muitos PIBs mundo afora. E é esse o custo de contratos suspeitos sem licitação da Petrobrás.

Em: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/04/1436864-petrobras-fecha-r-90-bi-em-contratos-sem-licitacao.

PETROBRAS FECHA R$ 90 BI EM CONTRATOS SEM LICITAÇÃO

A Petrobras assinou pelo menos R$ 90 bilhões em contratos nos últimos três anos sem fazer qualquer tipo de disputa entre concorrentes, escolhendo, assim, o fornecedor de sua preferência.

O valor contratado sem licitação corresponde a cerca de 28% dos R$ 316 bilhões gastos pela Petrobras entre 2011 e 2013 com empresas que não pertencem à estatal ou que não são concessionárias de água, luz, entre outras.

As modalidades normalmente adotadas pela administração pública, como concorrência e tomada de preços, representam menos de 1% dos contratos da Petrobras. Em 71% dos casos, a forma de controle é mais branda, como carta-convite.

O levantamento da Folha foi feito em registros de extratos de contratos disponíveis da companhia. Eles apontam ainda que compras bilionárias, serviços previsíveis e outros sem complexidade foram dispensados de concorrência. Em suas justificativas, a estatal alega, principalmente, que o contratado era um fornecedor exclusivo ou que havia uma emergência.

Para dispensar as disputas, a Petrobras se baseia num decreto de 1998 que lhe dá poderes para firmar contratos de forma mais simplificada que a prevista pela Lei de Licitações, promulgada em 1993.

Esse decreto usa os mesmos termos da lei –como concorrência, convite, dispensa, inexigibilidade– para classificar as formas de contratação. A principal diferença é que a estatal pode dispensar a disputa em compras de valores elevados, o que é proibido pela Lei de Licitações.

Desde 2010, a companhia briga na Justiça com o Tribunal de Contas da União, que a proibiu de contratar por esse formato. O TCU alega a necessidade de uma lei para que a estatal possa realizar os procedimentos simplificados.

Para continuar assinando contratos com base no decreto, a Petrobras se vale de uma decisão provisória (liminar) do Supremo Tribunal Federal, que lhe permitiu manter o procedimento até uma decisão definitiva da corte.

Em 2009, a análise dos contratos sem concorrência foi um dos focos da CPI da Petrobras no Senado, que acabou praticamente sem nada investigar. Caso vingue a instalação de uma nova CPI, em discussão no Congresso, essas contratações estarão na mira dos congressistas.

A análise dos contratos indica que o volume sem disputa começou a diminuir em 2012, com a chegada da nova diretoria da estatal comandada por Graça Foster. Mas, como em 2013 também foram reduzidos os gastos totais da empresa, o percentual contratado sem concorrência voltou a aumentar e chegou a 30%.

No caso do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), por exemplo, chamam a atenção os valores: duas obras –R$ 3,9 bilhões e R$ 1,9 bilhão– não tiveram concorrência em 2011. A Petrobras apresentou como justificativa para as obras das estações de tratamento de água e esgoto do complexo dessa refinaria, tocada por um consórcio liderado pela UTC Engenharia, falta de tempo hábil para uma disputa. As obras estão anunciadas desde 2006.

No caso da obra chamada Pipe Rack (suportes para tubulações), cujo consórcio é liderado pela Odebrecht, a Petrobras achou o preço da concorrência elevado e preferiu chamar um grupo de construtoras para fazê-la. Mas, como recebeu vários aditivos depois, a obra está mais cara que o previsto inicialmente.

Duas companhias, a Vallourec Tubos e a Confab Industrial, são contratadas em valores que ultrapassam os R$ 20 bilhões, sob a alegação de que o material delas é exclusivo. Ambas são fornecedoras de tubos. A exclusividade também foi a justificativa para contratar a BJ Services e a Schlumberger, responsáveis pela cimentação de poços de petróleo.

Até contratos como terceirização de pessoal dispensam concorrência. Em 2012, a Personal Services ganhou R$ 38 milhões sem disputa sob a alegação de emergência para oferecer apoio administrativo.

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– A Cobrança de Brincadeirinha da Gol Linhas Aéreas

Obrigado, Gol. Me presenteou com mais um “estudo de caso” aos meus alunos!

Vejam só o que é desrespeito ao consumidor: recebi a minha fatura do cartão de crédito AMEX e me deparei com uma despesa no valor de R$ 1.274,32 em nome da Gol Linhas Aéreas, que não realizei.

Liguei à operadora do Cartão que acusou minha reclamação e a suspensão temporária daquele valor, a fim de verificação. Fui bem atendido e se faça justiça à prontidão da American Express.

Mas quando liguei na Gol… que horror!

Solicitei ao atendente o desejo de saber a que se referia aquela cobrança, e o mesmo disse que de algum trecho que eu deva ter voado. Retruquei que não, que foi um débito lançado há 3 dias e que eu lembraria, evidentemente. E ele insistiu: “o senhor tem certeza que não se esqueceu de que viajou pela Gol nesta semana”?

Pô, que chato! Questionado qual trecho havia sido cobrado e de onde se fez a compra do bilhete, ele disse que “não poderia informar pois não é algo divulgado aos clientes”.

Ué, mas se “teoricamente eu comprei e estou sendo cobrado”, não teria o direito de saber a que se refere?

Aí veio a superação da idiotice! O funcionário da Gol tentou me tranquilizar dizendo: “faça o seguinte: considere a cobrança de brincadeirinha para nós e aguarde o seu cartão, pois nós não poderemos fazer nada”.

– Cobrança de brincadeirinha???

E a minha preocupação? Foi cobrado de verdade na fatura! E o meu desgaste? E os quase 40 minutos pendurado no telefone?

Dona Gol, não viajo e nem viajarei – de verdade, de brincadeirinha ou de mentirinha – por vocês.

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– Empresas Inovadoras Sofrem como Outras Quaisquer

Olha que bacana: a Revista Época trouxe uma matéria interessante sobre inovação e inovadores, além das dificuldades que elas possuem no dia-a-dia, especialmente em relação aos rumos e a concorrência.

Abaixo, extraído de: http://is.gd/1o4SW7

AS EMPRESAS DO MUNDO DIGITAL NÃO SÃO TÃO DIFERENTES ASSIM

Elas têm a fama de ser irreverentes e inovadoras. Na realidade, sofrem dos mesmos dramas que todas as corporações

por Rafael Barifouse

Toda empresa digital que se preze narra uma história épica para definir sua origem. É a garagem onde Steve Jobs e Steve Wozniak criaram o primeiro computador pessoal e a Apple. O encontro fortuito entre Larry Page e Sergey Brin, a dupla do Google, na Universidade Stanford. Ou a solidão de Mark Zuckerberg em seu dormitório de Harvard, onde nasceu o Facebook. Seus fundadores costumam proclamar-se ícones de novas corporações, cujos princípios misturam a informalidade nos trajes e os ideais comunitários da contracultura à ambição inovadora e à competitividade dos grandes empreendedores. O mundo corporativo tradicional é visto como um ambiente de torpor e sisudez. Os empreendedores digitais nunca estão interessados apenas no negócio – querem mudar o mundo. Tal narrativa costuma vir embalada em palavras de ordem e slogans revolucionários – “Pense diferente”, da Apple; ou “Não seja mau”, do Google. “É uma promessa atraente. Entretanto, sugere uma nova leva de livros de negócios, essas corporações não agem de modo tão diferente. Elas podem não ser exatamente más, mas sua abordagem da influência e do crescimento persegue um caminho bem repisado, implacável”, escreve na revista The New Yorker o jornalista Nathan Heller. “Atrás delas, paira a sombra pesada das empresas disseminadas, gananciosas e tacanhas de outrora.”

Um dos livros recentes é A eclosão do Twitter (Companhia das Letras), de Nick Bilton, repórter e colunista do jornal The New York Times. Até há pouco tempo, a lenda original do Twitter era narrada assim: Jack Dorsey era engenheiro da Odeo, uma empresa de rádio on-line à beira da falência que pedira aos funcionários ideias em busca de uma salvação. Dorsey propôs um sistema de mensagens em que o usuário informava o que fazia. A ideia, prossegue a lenda, surgiu quando ele era criança – e voltou anos mais tarde, quando viu um sistema parecido em táxis.

Essa versão da gênese do Twitter foi reproduzida por toda reportagem que tentou narrar as transformações trazidas pelas mensagens de 140 caracteres. Bilton conta que não foi bem assim. Ele relata uma criação bem mais colaborativa. Dorsey teve a ideia, mas não teria feito nada com ela se o criador da Odeo, Noah Glass, não o tivesse estimulado. Foi Glass quem batizou a empresa e deu ênfase à conexão de pessoas. Evan Williams ajudara Glass, seu amigo, a abrir a Odeo com o dinheiro ganho com a venda da rede de blogs Blogger ao Google. Foi sob seu comando que o Twitter se converteu numa forma de compartilhar o que ocorria no mundo, por meio de informações e  notícias, não apenas relatos narcisistas do tipo “o que estou fazendo”. Como instrumento de mobilização no Oriente Médio e canal de notícias em tempo real, o Twitter ganhou fama mundial. Por fim, Biz Stone, o quarto cofundador, foi seu eixo moral. Lutou para manter o serviço politicamente neutro, ao negar pedidos do governo por informações dos usuários. Sem qualquer um dos quatro, o Twitter dificilmente seria o que é hoje. “Esse tipo de mito é comum no Vale do Silício”, diz Bilton. “Um cara diz que teve uma ideia no bar e, anos depois, ela vira  um negócio bilionário. Raramente é verdade. As pessoas contam essa história para aparecer bem na foto, mas normalmente é algo construído por um grupo. Quando a lenda funciona, essas pessoas ganham o poder que buscavam.”

Como quase sempre acontece quando há poder e dinheiro envolvidos, disputas pelo controle do Twitter se seguiram. De forma intensa para os padrões do Vale do Silício. Considerado inapto para gerir a empresa, Glass foi tirado do comando por Williams, com apoio de Dorsey. Foi apagado da história do Twitter. Dorsey assumiu a presidência, e não fez um bom trabalho. Insatisfeito, Williams obteve o apoio de investidores para demitir o amigo e assumir o posto. Magoado, Dorsey peregrinou pela imprensa contando a origem do Twitter como seu grande protagonista. Depois levou a cabo a segunda parte da revanche. Como Williams demorava para decidir e tinha um fraco por contratar amigos, deixou insatisfeitos os investidores. Dorsey captou a insatisfação, a levou ao conselho e tirou Williams da presidência. Nada disso chegou ao mercado. Para todos os efeitos, o Twitter era uma típica empresa digital, repleta de mentes brilhantes que mudavam o mundo enquanto jogavam videogame e pebolim. Parte disso era verdade.

Pouco depois da demissão de Williams, o rapper Snoop Dog fez um show improvisado no refeitório do Twitter. Cantava e fumava maconha, enquanto os funcionários dançavam sobre as mesas, enebriados. Quando soube da balada, Dick Costolo, o novo presidente, ficou furioso. Prometeu que seria a última vez que algo assim ocorreria. “Está na hora de o Twitter crescer”, afirmou. Desde então, o número de usuários mais que dobrou (para 550 milhões), a receita multiplicou-se por dez (hoje são US$ 583 milhões por ano), e os funcionários fora de 200 para 2.300. No início de novembro, o Twitter entrou na Bolsa de Valores com valor de US$ 25 bilhões.

A transição da adolescência para a fase adulta corporativa parece ser inescapável às companhias digitais. Nesse período, jovens empreendedores descolados se transformam em capitalistas preocupados com prazos, resultados e capitalização da companhia. A lenda original desvanece e dá lugar à gestão profissional e aos conflitos de acionistas. Mas o mito original ainda circula, como imagem externa (e eterna) da empresa.

Dois outros livros citados por Heller – um sobre a Amazon, outro sobre a disputa entre Apple e Google – revelam que o exemplo do Twitter não é exceção. Os fundadores dessas companhias se consideram sujeitos excepcionais, que abriram empresas para criar um jeito novo de fazer negócios e mudar o mundo. Aos poucos, suas empresas foram assumindo contornos tradicionais. Seus objetivos nobres deram lugar às metas que guiam corporações desde a fundação da Companhia das Índias Orientais. Se fazem um bom trabalho, conseguem manter um verniz de irreverência, enquanto sua imagem pública se descola cada vez mais da realidade do dia a dia.

O Google afirma ter surgido com a missão de organizar e oferecer informação por meio de um sistema de busca. Hoje, mais de 90% de seu faturamento vem de uma das mais antigas fontes de receita: publicidade (foram US$ 50 bilhões em 2012). Seu lema – “não seja mau” – é uma forma de dizer que age com ética e pensa antes no interesse público. Mas a ética do Google foi questionada neste ano, quando a presidente do Conselho de Contas Públicas do Reino Unido, Margaret Hodge, acusou a empresa de vender publicidade por meio da filial na Irlanda e receber por isso pela filial nas Bermudas, para evitar pagar de impostos. Também não parece ter pensado no interesse público quando foi flagrada bisbilhotando a conexão de internet de americanos enquanto seus carros fotografavam as ruas para seu serviço de mapas.

Em Dogfight: como Apple e Google foram à guerra e começaram uma revolução, o autor Fred Volgstein adiciona outro fato desabonador à biografia da empresa. Conta como Steve Jobs sentiu-se traído com o lançamento do sistema de celulares Android pelo Google. Larry Page e Sergey Brin, seus fundadores, se consultavam com Steve Jobs. Eric Schmidt, presidente do Google na época, era membro do conselho da Apple e assegurara a Jobs que fazer programas para o iPhone era mais importante do que o Android, um projeto secundário. Sentindo-se traído, Jobs prometeu ir à guerra com o Google. Não adiantou. O Android lidera como software para smartphones, com 80% do mercado.

A Apple não escapa ilesa no relato de Volgstein. A empresa – que cresceu sob o slogan “Pense diferente” – ganha dinheiro com versões aperfeiçoadas de produtos criados por outras companhias. O iPod, diz Volgstein, surgiu três anos depois que o mercado de tocadores de música fora desbravado pela fabricante Rio. Nem o iPhone foi o primeiro smartphone nem o iPad o primeiro tablet – embora ambos tenham inventado seus respectivos mercados. Volgstein diz que a Apple se promove como uma marca que incentiva o livre-pensamento e a criatividade, quando, na verdade, é uma empresa paranoica por controle, que patenteia tudo o que pode para bloquear a concorrência. A liberdade proporcionada por seus produtos não se reflete em sua forma de fazer negócio. O livro conta como Jobs optou por um tipo incomum de parafuso, para que só técnicos credenciados pela Apple fossem capazes de abrir seus produtos. Até mesmo a imagem visionária de Jobs sai arranhada. Ele não gostava de lidar com empresas de telecomunicação nem da ideia de unir um telefone a um tocador de mídia. Teve de ser empurrado a fazer o iPhone, assim como a incluir a letra “i” no nome do aparelho. Mesmo os computadores brancos, hoje ícones da Apple, foram, de início, recusados por ele.

Um dos principais capitalistas de risco americano, John Doerr dá um conselho aos empreendedores: “Seja missionário, não mercenário”. Entre os beneficiários do dinheiro (e dos conselhos) de Doerr está Jeff Bezos, da Amazon. Em The everything store, o jornalista Brad Stone conta como Bezos acredita seguir o mantra de Doerr ao estabelecer como missão da Amazon simplificar o comércio eletrônico. A Amazon transformou o comércio on-line numa indústria bilionária. Conquistou admiração por seus preços baixos e eficiência – e virou um gigante global que fatura US$ 75 bilhões por ano. Mas o livro sobre a Amazon mostra como ela pode ser agressiva.

Um episódio foi a compra da Quidsi, dona do site Diapers.com, de produtos para bebês. Depois que sua oferta foi recusada, a Amazon baixou em 30% os preços de seus produtos para bebês. A Quidsi reajustou seus valores. A Amazon baixou ainda mais os dela, arcando com milhões de dólares em prejuízo. A Quidsi cedeu. A postura belicosa da Amazon é tão conhecida no mercado de tecnologia que os investidores seguem uma regra: só investir em empresas que não estejam no caminho de Bezos. A atitude hostil não começa da porta da empresa para fora. Stone retrata  a Amazon como um lugar difícil de trabalhar, onde a retenção de funcionários é a menor entre as companhias de tecnologia. Segundo ele, isso reflete uma cultura em que todos são incentivados a desafiar uns aos outros. Bezos é o primeiro a deixar a civilidade de lado. É descrito como bem-humorado e cativante, mas é capaz de explodir se algo sai errado, de dizer: “Você é preguiçoso ou só incompetente?” ou “Desculpe-me. Será que tomei minhas pílulas de estupidez hoje?”. Bezos pode ser visionário, mas age como um tirano da velha guarda. Isso não quer dizer que seja uma farsa. Os criadores de Google, Apple, Amazon e Twitter realmente acreditam trabalhar por um objetivo maior. O equívoco é pensar que seus ideais se refletem nas práticas corporativas.

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– Estamos nos distanciando do Futebol Premium?

Antes, o brasileiro se gabava que na Europa, “todo mundo era cintura dura”. Sim, havia um fundo de verdade, já que o futebol moderno, originário da Inglaterra, foi reinventado no Brasil graças à miscigenação de raças e, sejamos justos, com uma pitada de racismo; afinal, registra-se historicamente que o “dribling game”, termo que deu origem ao drible, surgiu da ginga dos negros que fugiam das faltas não marcadas pelos árbitros da época.

Quando nasci para a vida futebolística (anos 80), os clubes brasileiros mediam forças de igual para igual com os estrangeiros. Me recordo que em 86 se admirava quantos jogadores que jogavam fora do país poderiam ser convocados por Telê Santana… (Hoje, Scolari tem poucas peças dos campeonatos internos para convocar). Quando se falava de futebol europeu, lembrava-se da tragédia da violência dos hooligans e dos chuveirinhos ingleses.

No final dos anos 90, começou o êxodo de brasileiros à Europa. Os times europeus se organizaram melhor, os campeonatos se firmaram como um sucesso e as duras leis contra os torcedores brigões vingaram.

Hoje, ainda persistem alguns mais fanáticos em quererem equiparar nossas equipes com as da Europa. Loucura…

1- Nossos melhores jogadores estão lá fora, nas grandes ligas (vide Barcelona x Atlético de Madrid, recheado de brasileiros);

2- nossos medianos atletas estão no Leste Europeu (na Rússia e Ucrânia, há equipes com mais da metade do elenco formadas por ilustres bazucas desconhecidos), e

3 – nossos veteranos e os de ‘segundo escalão‘ permanecem no Brasileirão.

Vejam a Bundesliga (Alemanha) ou Premier League (Inglaterra): ocupação total das arquibancadas, futebol sem chutão e jogadores selecionáveis até em times pequenos.

Nos apequenamos internamente?

Claro, temos um campeonato nacional extremamente competitivo, com baixo nível técnico e com as promessas em campo cada vez mais comprometidas com transações ao exterior. Clubes falidos e perda de torcedores às equipes de fora.

Estamos nas 4as de final da Liga dos Campeões da Europa, e jogam: Chelsea x PSG, Real Madrid x Borussia Dortmund… e pela Libertadores da América, temos Real Garcilasso x Defensor, Botafogo (em véspera de greve de jogadores) x Unión Espanhola.

Não dá para comparar.

O Flamengo de Zico batia tranquilamente Barcelona, Internazionale ou Liverpool. Idem ao São Paulo de Raí, ganhando amistoso na Espanha ou título mundial no Japão frente ao Barcelona. Também o Palmeiras de Evair fazia frente aos europeus, tanto como o Corinthians bem montado de Tite. O Santos de Pelé? Dispensa comentários…

E hoje, qual time brasileiro venceria um co-irmão europeu de mesma grandeza?

Ou mudamos o futebol brasileiro, com administração profissional dos gestores tentando fortalecer os clubes nacionais, promovendo intercâmbio, capacitação de treinadores e amistosos no exterior, ou encaremos a realidade: os times do Brasil estão se apequenando! E se diga ao mesmo aos hermanos: cadê Boca Juniors, River Plate, Peñarol e Nacional? Deram vez ao Santa Fé, Emelec, Zamora e Strongest no cenário Sulamericano?

E se os grandes estão assim, imagine os pequenos! Veja abaixo as dívidas dos principais clubes brasileiros (apenas uma amostra recente, já que o montante dos times em impostos devidos ao Governo atualmente é de R$ 3,2 bilhões – e há quem queira o Proforte para o perdão das contas):

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– O Perdão da Petrobrás

Dias atrás falamos da crise da Petrobrás provocada pela suspeitíssima negociação da refinaria de Pasadena (vide em: http://is.gd/oLdl9w). Agora, outro escândalo financeiro: o perdão ao calote da venezuelana PDVSA na parceira para a construção da refinaria de Abreu Lima (PE). Desde o projeto inicial de R$ 2,5 bilhões até os investimentos em acordo (total de R$ 20 bilhões), nada foi pago.

O acordo foi assinado entre os ex-presidentes Lula e Hugo Cháves, mas Dilma não fez questão de cobrar e a Petrobrás perdoou…

Caramba, e ninguém se incomoda com isso?

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– Você acredita em Especialistas e sabe tomar decisões sem influência?

Já ouviu falar da economista e consultora britânica Noreena Hertz?

Ela leciona na University College London, e foi orientadora de vários governantes em diversos assuntos: questões econômicas, negociações de paz e imbrólhos diplomáticos. E entrevista à Revista Época desta semana (pg 68-71, ed 824 à Marcos Coronato), falou sobre a idolatria a alguns especialistas e aos modelos pré-definidos para tomadas de decisões. Disse ela:

É claro que as opiniões, educação e treinamento com especialistas são importantes e devem ser levados em conta, mas especialistas erram muito (…) Nunca ouça um especialista só, questione as opiniões deles e busque informações”.

Mas gostei mesmo sobre quando ela fala da influência digital! Veja:

Vivemos uma era de distração digital, de e-mails e redes sociais. Mantemo-nos num estado hormonal de estresse constante e podemos ficar viciados. Recomendo que você tire folgas digitais, ao menos uma vez por semana, sem checar e-mail ou entrar nas redes sociais. Um dos melhores procedimentos que você pode adotar antes de tomar uma decisão, privada ou profissional, é delimitar um tempo e espaço para apenas pensar. É incrivelmente difícil fazer isso hoje”.

Concordo e assino embaixo. Precisamos muitas vezes buscar a calmaria para a reflexão e para podermos melhor pensar!

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– A Refinaria Suspeita de Superfaturamento da Petrobrás

Que coisa… quer dizer que a presidente Dilma Roussef, quando comandava a Casa Civil e era a presidente do Conselho Gestor da Petrobrás, autorizou com as bençãos do presidente Lula a compra de uma refinaria de petróleo em Pasadena, no Texas, por 360 milhões de dólares (50% das ações). Por culpa de cláusulas contratuais, posteriormente, comprou mais 50 % das ações da sua sócia, a belga Astra Oil, por US$ 1,18 bilhão (ou 2,76 bilhões de reais)!

Detalhe: a belga Astra Oil havia comprado (um ano antes) sua parte por 40 milhões… E após pagar mais de R$ 3 bilhões de reais (no total da transação), a Petrobrás a vendeu por US$ 460 milhões de dólares.

O Tribunal de Contas da União investiga o caso como superfaturamento e evasão de divisas.

Em resumo: nessa brincadeira o país perdeu quase 2 bilhões de reais com a refinaria… e a gente se matando para pagar impostos nesse país!

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– Crise do Etanol Brasileiro e da Gasolina Venezuelana

Há 17 anos o combustível tem seu preço subsidiado na Venezuela. Hoje, o preço da gasolina custa US$ 0,04, e devido a crise local, será reajustado.

Nicolas Maduro, presidente do país, disse que não é aumento de preços, mas sim o “início de uma cobrança” que será feita por culpa da crise promovida pela oposição política.

Se lá ainda assim a Gasolina é barata e aqui cara, no Brasil teríamos a opção do Etanol, com tecnologia de ponta e ecologicamente correta.

Mas…

O Editoral da Folha de São Paulo explica tudo. Abaixo:

USINA DE CRISES

(FSP, Editorial, 13/03/2014)

Seria de esperar que o governo elaborasse políticas para explorar a vantagem do Brasil com etanol –e, se for incapaz de fazer isso, que ao menos não atrapalhe o setor.

Espremida entre o aumento do custo de produção e o represamento dos preços da gasolina, a indústria brasileira de açúcar e etanol tem perdido fôlego financeiro.

Desde janeiro, seis usinas entraram em processo de recuperação judicial, segundo estudo da consultoria MBF Agribusiness. O montante equivale a todos os pedidos registrados nos últimos dois anos. Desde 2008, são 56 estabelecimentos em tal situação.

A crise se agravou no período mais recente pela queda nos preços do açúcar no mercado internacional. Cerca de dois terços dos grupos estariam operando com prejuízo.

A cadeia de suprimento de equipamentos está comprometida. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar, desde 2010 houve queda de 50% no faturamento, com a perda de 50 mil empregos.

A deterioração vem de alguns anos, quando o governo começou a dar passos atrás na modernização que empreendia com sucesso desde os anos 1990.

A criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), em 2001, com alíquotas diferenciadas, deu competitividade ao setor –a taxação do etanol era menor que a da gasolina.

A política de correção dos preços internos da gasolina, por sua vez, que até 2006 acompanhou mais de perto as cotações internacionais, também contribuía para que a rentabilidade do biocombustível não fosse comprometida.

Houve, ademais, grande aumento da demanda interna de etanol a partir de 2003, com a tecnologia de carros flex, que em poucos anos passaram a representar 90% dos novos carros vendidos no país.

Completando o ciclo, os preços altos do petróleo levaram investidores a buscar alternativas. O Brasil oferecia o cenário ideal: tecnologia consolidada, baixo custo e forte cadeia de fornecedores.

Muito mudou nos últimos anos, contudo. A partir de 2006, o governo conteve o preço interno da gasolina. Para evitar repasses dos aumentos internacionais, a Cide foi progressivamente reduzida (até zero em 2012), eliminando o diferencial tributário em favor do etanol justamente quando cresciam os custos de produção.

A questão de fundo, que praticamente fez cessar novos investimentos no setor, é que deixou de haver uma política clara para a convivência da gasolina e do etanol, combustíveis com estruturas produtivas e rentabilidades diferentes.

A liderança do Brasil é inquestionável no que respeita ao etanol. Seria de esperar, portanto, que o governo elaborasse políticas para explorar essa vantagem –e, se for incapaz de fazer isso, que ao menos não atrapalhe o setor.

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– O Leite Contaminado gaúcho que chegou a SP e PR

Cuidado consumidores de leite Parmalat e Líder: 300 mil litros foram adulterados com água e formol!
Abaixo, extraído de: http://is.gd/hAqYOt

PRODUTO CONTAMINADO COM FORMOL, ENVIADO POR FÁBRICA GAÚCHA, RECEBEU EMBALAGENS DAS MARCAS LÍDER E PARMALAT
Cerca de 300 mil litros de leite contaminado com formol foram enviados de uma fábrica do interior do Rio Grande do Sul para São Paulo e Paraná, de acordo com o Ministério Público gaúcho (MP-RS), que deflagrou na manhã desta sexta-feira (14) a Operação Leite Compen$ado. O dono da indústria de laticínios o Rei do Sul, Odir Pedro Zamadei, foi preso sob suspeita de adulteração do produto. Mandados de busca e apreensão estão sendo executados em oito municípios.
A operação foi deflagrada após o envio ao MP-RS de documentação do Ministério da Agricultura que apontava a presença de formol em 12 amostras de leite cru, coletadas no posto de resfriamento do O Rei do Sul, na cidade gaúcha de Condor.
Segundo o ministério, 100 mil litros do leite impróprio foi enviado para unidades da empresa em Guaratinguetá, em São Paulo, embalado com a marca Parmalat e 199 mil litros para Lobato, no Paraná, com embalagem da Líder. Ambas as marcas pertencem ao grupo LBR, que deve se pronunciar sobre o assunto ainda nesta sexta-feira.
O subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Ivory Coelho Neto, acompanha os trabalhos. “Se os criminosos enfrentam o MP e continuam fraudando o produto alimentício, aceitamos esse desafio e agiremos rigorosamente para que essa prática seja banida”, afirmou.
O promotor Mauro Rockenbach considerou “inacreditável que depois de tantas apurações do Ministério Público para responsabilizar os fraudadores de leite, essa prática criminosa continue“. Ele suspeita que o produto tenha sido enviado para mercados de outros Estados para escapar da fiscalização do MP.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos seguintes locais:
• Sede da empresa Indústria e Comércio de Laticínios Rei do Sul Ltda. (Condor/RS)
• Sede da Cooperativa Regional dos Assentados das Missões Ltda. (Bossoroca/RS)
• Residência de Evio Fernandes da Rosa (Vitória das Missões/RS)
• Sede da Cooperativa Regional da Reforma Agrária Mãe Terra Ltda. COOPERTERRA (Tupanciretã/RS)
• Sede da empresa Geovani Zamberlan e Cia. Ltda. PROLATI (Panambi/RS)
• Residência de Alessandro Schindler (Santo Augusto/RS);
• Sede da empresa Transportes Schindler Ltda. (Santo Augusto/RS)
• Sede da empresa Rui Rosa da Luz ME (Capão do Cipó/RS)
• Sede da empresa Jocemar Lúcio Rossi ME (Ijuí/RS)

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– O iPhone mais caro do Mundo é brasileiro!

Responda rápido: um iPhone é caro?

Sim, claro.

Responda de novo: em que país é mais caro?

Acertou de novo: no Brasil!

A tabela e as explicações sobre isso são bem claras. Abaixo, extraído do “Blog do iPhone”:

OS 16 PAÍSES ONDE O IPHONE É MAIS CARO

Não precisamos ser óbvios em repetir uma notícia que damos desde 2008 e que se repete todos os anos: no Brasil, temos o iPhone mais caro do mundo. E isto é algo no qual não nos orgulhamos.

Mas como curiosidade, vamos listar os 16 países onde ele é mais caro, para entender melhor a situação.

O levantamento foi feito pela empresa MobileUnlocked, mas não incluía o Brasil. Nós incluímos.

País Preço (em dólar) Equivalente em Reais
1. Brasil US$ 1.223 R$ 2.799
2. Jordânia US$ 1.091 R$ 2.496
3. Turquia US$ 1.063 R$ 2.432
4. Romênia US$ 1.012 R$ 2.316
5. Hungria US$ 1.004 R$ 2.297
6. Grécia US$ 999 R$ 2.286
7. Malta US$ 985 R$ 2.255
8. Itália US$ 985 R$ 2.254
9. Dinamarca US$ 978 R$ 2.238
10. Lituânia US$ 958 R$ 2.192
11. França US$ 958 R$ 2.191
12. Suécia US$ 953 R$ 2.181
13. Polônia US$ 953 R$ 2.180
14. Noruega US$ 946 R$ 2.165
15. Finlândia US$ 944 R$ 2.160
16. Portugal US$ 944 R$ 2.160

Como se vê, o iPhone não é um aparelho barato em nenhum lugar do mundo. A diferença é que na maioria destes países listados, o salário mínimo é muito maior que o nosso e a população tem mais acesso aos produtos sem precisar fazer grandes esforços financeiros.

Na tabela, é interessante notar que o Brasil é o líder isolado, com um preço de quase US$200 a mais do segundo colocado. É muita coisa. E isso que estamos falando de países que também cobram taxas “exóticas”, como a França que põe um imposto de “cópia privada” sobre eletrônicos com capacidade interna de armazenamento, pois os usuários podem usar o iPhone para copiar músicas digitais e, por isso, este valor é repassado às gravadoras musicais.

O mais estranho é constatar que em todos os países o iPhone 5c de 32GB tem exatamente o mesmo preço do iPhone 5s de 16GB. No Brasil, a diferença entre os dois modelos é de R$400, quantia que já daria para comprar um Apple TV. Por que isso?

No início da semana, fizemos aqui um gráfico comparando a evolução de preços do iPhone no Brasil. Não tem sentido dizer que os preços aumentaram sem analisar o mesmo aumento do dólar no período. E neste ponto, a variação na moeda americana não é tão gritante quanto aquela em real.

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– Hering X Sulfabril. Uma cresceu e a outra faliu!

Me recordo que quando criança, minha mãe comprava roupas para mim e dizia: “as melhores camisas são da Hering e da Sulfabril, mas custam tão caras…” E me recordo que era na “Blumenau Malhas”, tradicional loja da Rua Barão de Jundiaí que hoje não existe mais.

A Hering cresceu, se multiplicou e praticamente não existe shopping sem lojas da malharia catarinense. Já a Sulfabril… faliu!

Abaixo, extraído de: http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2014/03/10/sulfabril-malharia-famosa-nas-decadas-de-1970-e-1980-vai-leilao-em-maio.htm#fotoNav=2

SULFABRIL VAI PARA LEILÃO

A empresa brasileira de malhas e confecções Sulfabril, que fez sucesso nos anos 1970 e 1980, vai a leilão no próximo dia 27 de maio.

A venda inclui tanto as marcas do grupo, avaliadas em R$ 40 milhões, quanto as unidades fabris, no valor de aproximadamente R$ 120 milhões. Duas das fábricas ainda estão em operação.

A Sulfrabril nasceu em Blumenau (SC) em 1947 e chegou a empregar mais de 5.000 funcionários. Suas coleções eram anunciadas no horário nobre da televisão e nas principais revistas do país, com garotas-propaganda como as atrizes Regina Duarte e Sandra Bréa.

A crise da empresa teve início em meados da década de 1990, com a abertura do Brasil ao mercado internacional. A falência foi decretada em 1999 e a empresa ficou com uma dívida estimada em R$ 119 milhões.

FALÊNCIA TRAMITA HÁ MAIS DE 14 ANOS

Apesar de o processo de falência estar em tramitação há mais de 14 anos, a empresa continua produzindo. Atualmente, ela está sob a administração de um síndico nomeado pela Justiça, o economista  e professor Celso Mario Zipf.

A decisão sobre a realização do leilão foi proferida em 25 de fevereiro pela juíza Quitéria Tamanini Vieira Peres. Na sua análise, ela disse que o leilão, após a longa tramitação do processo de falência, é uma “providência há muito esperada por constituir medida necessária à efetivação do pagamento dos créditos”.

Atualmente, a Sulfabril emprega 700 funcionários em duas unidades em atividade, em Blumenau e Ascurra (SC). O patrimônio da empresa inclui ainda duas unidades desativadas, em Gaspar e Rio do Sul, também em Santa Catarina.

A leiloeira catarinense Tatiane Duarte foi nomeada para administrar o leilão. “A venda inclui tanto os imóveis quanto os ativos localizados em cada unidade”, diz ela.

A SULFABRIL NÃO SE PRONUNCIOU SOBRE O LEILÃO.

Propostas devem ser entregues até 26 de maio

O leilão será realizado em modalidade de pregão, por carta fechada. Os interessados devem entregar as propostas até o dia 26 de maio, às 19h, no cartório da 1ª Vara Cível de Blumenau.

Também é necessário se cadastrar, até as 23h59 do mesmo dia, pela internet. A abertura das cartas será feita no dia 27 de maio, e será seguida de leilão entre os responsáveis pelas maiores ofertas.

A marca  e as unidades, avaliadas em cerca de R$ 160 milhões, serão oferecidas primeiramente em conjunto. Para ofertas à vista, o lance inicial é de 75% do valor de avaliação. Para propostas a prazo, o mínimo é o valor integral da avaliação, com pagamento de 30% à vista e saldo parcelado em até 36 vezes.

Terá prioridade o interessado que desejar adquirir  todos os bens de forma englobada, em lote único. Se não houver interessados para a compra englobada, serão abertas as propostas em lotes.

O primeiro lote, das marcas e das duas unidades operacionais (R$ 149,3 milhões), aceitará propostas a prazo. O segundo lote, da unidade desativada em Gaspar (R$ 7,1 milhões), e o terceiro, da unidade desativada Rio do Sul (R$ 3,7 milhões), contemplam apenas ofertas à vista, com pagamento de 30% em 72 horas e saldo em 15 dias.

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– As Empresas nas Mídias Sociais trazem Simpatia ou Amolação?

Como uma empresa pode se tornar transparente para o consumidor? Através do diálogo aberto com os seus clientes, as empresas conseguem ganhar a simpatia e a atenção daqueles que, afinal de contas, os sustentam!

John Elkington, um dos gurus da Administração de Empresas, escreveu dias atrás em sua coluna mensal na Revista Época Negócios (Maio/2010) sobre a importância dessas ações. Para ele, uma das formas das organizações entrarem em contato com as pessoas é através de redes sociais, como Twitter e Facebook.

Nós temos observados um sem número de empresas que assim procedem. Mas o que lhe parece o fato das mesmas usarem essas mesmas mídias para enviar propaganda de produtos? O contato vira Spam, aborrece e insatisfaz o cliente.

Uma das formas mais eficazes, incontestavelmente, ainda é o boca-a-boca. Independe do tamanho da empresa! A repercussão de um bom produto ou serviço acaba sendo um dos maiores índices de influência na decisão de compra. E esse tipo de mídia social, não virtual mas pessoal, pode ser visto em qualquer canto. Vá ao Centro de Jundiaí e use dos serviços de alguma loja local. Se for bem atendido, você fala aos seus amigos. Se for mal atendido, a cidade inteira saberá!

E você, o que pensa sobre os contatos das empresas: isso traz simpatia ou amolação?

Abaixo o artigo citado, extraído de ELKINGTON, John. A Voz das Empresas. Revista Época Negócios, pg 66., maio/2010:

A VOZ DAS EMPRESAS

O que se requer delas é que dialoguem nas mídias sociais de maneira franca e honesta, em vez de se buscar publicidade.

“Abrir-se é bom; fechar-se é ruim.” Ninguém esperava ouvir isso de um ex-executivo do alto escalão da Shell, mas quando Björn Edlund tomou a palavra durante o congresso “Só Meios”, sobre mídia social, sua franqueza foi brutal. Ele disse que “as grandes empresas têm a obsessão do controle, e não do diálogo”, mas acrescentou que o pensamento corporativo está começando a mudar.

Decorrida uma década de aventuras no mundo hipersaturado e prestes a entrar em colapso da Nova Economia, voltamos ao clima tenso em meados de 2009, com a realização de pesquisas sobre as implicações da nova onda de redes sociais para a transparência e a prestação de contas das empresas, bem como suas possíveis aplicações, tendo sempre a equação da confiança em mente.

Embora a presença das empresas na mídia social ainda esteja no início, são grandes as oportunidades de maior transparência, envolvimento e colaboração. O que se requer delas é que participem desse diálogo, talvez difícil, de maneira honesta e franca, em vez de usar esse canal para fazer publicidade. Na verdade, o conceito mais difícil de entender para muitas empresas é o de que é preciso assimilar uma certa perda de controle, e que deixar o diálogo fluir sem interrupções, filtros e de uma maneira que encontre seu próprio equilíbrio resultará no feedback indispensável tanto de partidários quanto de críticos.

Tome-se como exemplo a Timberland e sua plataforma Vozes do Desafio, que se abriu à discussão e às dificuldades próprias das questões fundamentais de sustentabilidade, que vão desde normas aplicáveis à mão de obra da cadeia de suprimentos até a política de mudança climática.

Mesmo as empresas mais sofisticadas passam, às vezes, por momentos difíceis quando têm de lidar com a mídia social. Quem acompanha a página da Nestlé no Facebook viu, em março, o que pode acontecer quando a empresa tenta controlar a conversa. Em resposta à exigência do moderador de que os participantes parassem de modificar os logos da empresa, um deles tentou, com muito empenho, educar a Nestlé em relação aos benefícios da mídia social. “Participar da mídia social significa abraçar o seu mercado, participar dele e cultivar o diálogo, em vez de passar sermões.” Infelizmente, o moderador não compartilhava desse ponto de vista e deu a seguinte resposta: “Obrigado pela lição de boas maneiras. Considere-se abraçado. Contudo, esta página é nossa, somos nós que criamos as regras, sempre foi assim”. Seguiu-se uma avalanche de comentários que foi acompanhada de um pedido de desculpas da empresa.

Nos dois casos, as empresas fizeram contato – a página do Facebook da Nestlé tem, por incrível que pareça, mais de 90 mil fãs ativos. O impacto de ambas também foi grande, em razão da natureza viral dos blogs e tweets. Ao final, porém, foram o tom e o estilo que deixaram a Nestlé do lado errado da equação e a Timberland, do lado certo.

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– Lusa e a Tabacow

E a Portuguesa anunciou a Tabacow como seu patrocinador-master. Ela é a maior empresa de tapetes da América Latina, e, em tempos do pejorativo “Tapetão” no futebol, parece ser uma irônica jogada de marketing para provocar o Fluminense, que houvera sido rebaixado para a série B e permaneceu na A devido ao imbróglio da escalação do jogador irregular da Lusa que lhe valeu a perda de pontos.

Mas já que citamos o caso Heverton, essa é uma história suspeitíssima!

– Quem deu a dica?

– E as ligações que a Lusa recebeu sendo informada?

– Quem liberou para escalar?

– E a última: segundo Lauro Jardim, da Veja, na semana da confusão a Portuguesa pagou em dinheiro vivo (pela primeira vez no ano) os salários atrasados dos seus atletas.

Curioso… Fluminense e a própria diretoria da Lusa devem ser investigados. Cada vez mais cheira mal essa história!

Em tempo: e o jogo da Portuguesa x Bragantino suspenso para o outro dia por falta de energia elétrica? O árbitro Leandro Bizzio Marinho esperou, esperou, esperou… quase 2h20m? Pensei que a partida seria recomeçada na madrugada desta 4a feira!

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– Mais Dinheiro por Menor Qualidade?

E o Governo Federal abrirá nova concorrência para a telefonia 4G no Brasil. Claro que o leilão das áreas envolve muito dinheiro, mas há algo que me preocupa: o Ministério das Telecomunicações alardeou que poderá pedir mais esforço das teles em troca de menor exigência do serviço.

Em suma: o país ganha mais dinheiro na entrega das áreas, e permite menor investimento em qualidade por parte das empresas.

Se o sinal do 3G é falho e se tem (ou diz que tem) tanta cobrança, imagine o 4G sem o compromisso do respeito ao consumidor?

Tudo pela grana mesmo…

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– Bilionários da Forbes

A Forbes, tradicional publicação mundial de Negócios, trouxe a lista dos bilionários mundiais.

Bill Gates, da Microsoft, é o homem mais rico do mundo: 76 bilhões de dólares. O segue Carlos Slim, dono da Claro e outras empresas de comunicação, com 72 bi. Mas tem brasileiros na lista?

Ô se tem! São 64 afortunados do bilhão. O brasileiro mais rico do mundo é Jorge Paulo Lemann, com US$ 20 bi (dono da Anheuser-Busch Inbev, de multi marcas cervejeiras, Burger King, entre outros negócios – ele vive na Suiça depois do filho sofrer uma tentativa de sequestro).

O 2o brasileiro mais rico é o dono do banco Safra, Joseph Safra. E a lista segue com outros nomes conhecidos (família Civita, da Editora Abril, família Marinho, da Globo).

Porém, a revista destacou o “bilionário da fé”: Edir Macedo. O chamou de religioso mais rico do país com 1,1 bilhão de dólares e vários negócios espalhados no mundo. Morando em Atlanta-USA, não quis dar entrevista.

A curiosidade maior é que ele se recusa a dizer que é dono da Igreja Universal, mas sim um servo da entidade. Também não é o dono da TV Record, que está em mãos de outras pessoas ligadas ao conglomerado religioso. É um simples assalariado.

Nada contra, mas a pergunta é inevitável: como conseguiu se tornar bilionário se não é partícipe dos lucros dessas entidades? De onde veio tanto dólar?

Abaixo, extraído de:

http://www.forbes.com/profile/edir-macedo/

BRAZILIAN BILLIONAIRE BISHOP EDIR MACEDO IS NOW A BANKER, TOO

By Anderson Antunes, Contributor

Edir Macedo is one of the world’s richest religious leaders and a prominent media baron in Brazil. Last year he also became a banker. Raised Catholic, he converted to evangelical Christianity in the early 1970s. In 1977 he founded his own denomination in Rio de Janeiro, the Universal Church of the Kingdom of God, which grew into one of the biggest, most controversial religions in Brazil. The sect follows “prosperity theology,” which holds that faith and commitment to a church are rewarded with wealth. In July 2013 he finalized the acquisition of a 49% stake in privately-held bank Banco Renner, whose interest rates are among the highest in Brazil. The transaction has raised eyebrows in Brazil in part because Brazil’s central bank treated Macedo as a foreign investor since he is based in the U.S. The bulk of Macedo’s fortune comes from his ownership of Rede Record, Brazil’s second-largest broadcaster, which he acquired in 1990 from fellow billionaire Silvio Santos. It’s not clear where he got the money to buy the company. Brazil’s Public Ministry has probed the question for more than 10 years. Reports have suggested he used church funds. Macedo won’t comment. He also owns W67CI, an Atlanta-based Telemundo affiliate. His 2012 biography, “Nothing to Lose,” sold 1.2 million copies in Brazil. A sequel, “Nothing to Lose 2,” is already a best-seller. His daughter, Cristiane Cardoso, is also a best-selling author. Her latest book, “Protected Marriage,” sold more than 1 million copies.

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– O Covarde aumento de Combustíveis na Surdina

Alguém se deu conta que, enquanto os foliões se divertiam na segunda-feira de Carnaval, alguns impostos desse país tiveram a alíquota modificada? E em especial, os que compõe o preço dos combustíveis. Entre R$ 0,04 a R$ 0,07 foi o reajuste da Gasolina e do Diesel.

Dona Dilma divulgou publicamente? Houve “auê” sobre isso? No meio de um feriado onde todos estão viajando e o noticiário destaca apenas os desfiles das escolas de samba?

São nesses momentos que se vê como as táticas antipopulares são tomadas ardilosamente e na surdina…

Nesse mesmo período, o Etanol disparou nas bombas! Entressafra, baixa produção e desincentivo do Governo Federal são os motivos principais. Hoje, não compensa (na maior parte dos casos) abastecer com o combustível da cana-de-açúcar financeiramente falando. O único retorno tem sido o ambiental, já que ele é menos poluente.

O abandono do pró-alcool do século 21 se daria para o incentivo ao consumo da Gasolina na era pré-Sal? Lembre-se que anos atrás foi dito pelo ex-presidente Lula que o país era autossuficiente em Petróleo, embora, até hoje, nossas importações de combustível (em especial ao Diesel S500) são muito significativas.

Portanto, avise seu bolso: a realidade é mais dura do que parece – os preços aumentaram e ninguém foi avisado!

Parafraseio um amigo meu: “para quê dizer que o preço aumentou na segunda gorda e atravessar o samba na avenida?”

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– Os Tipos de Workaholics

Veja só: o workaholic é aquele típico viciado em trabalho. Porém, agora já temos catalogados 4 tipos desse sujeito.

Será que você se encaixa em alguns deles, sendo um workaholic e não sabe?

Extraído de: Revista Superinteressante, ed Janeiro/2013, ed 45.

AS QUATRO FACES DOS WORKAHOLICS

1) O IMPLACÁVEL

Não sabe dizer “não”. Assume mil responsabilidades sem conseguir priorizar o que importa nem delegar tarefas a outras pessoas. Com tanta coisa a fazer em pouco tempo, acaba deixando passar muitos erros.

2) O BULÍMICO

Por ter autoestima baixa, cria expectativas altas demais de como devem ser seus resultados. Isso lhe dá medo de começar projetos e, quando começa, trabalha à exaustão, extremamente preocupado com o risco de cometer erros.

3) O DESATENTO

Tem prazer com muitas idéias e, assim, começa uma imensidão de projetos. Porém, sente-se enfadado quando precisa levá-los adiante. Acaba fazendo tudo sem muito empenho, pensando em outras coisas.

4) O DEGUSTADOR

Detalhes o preocupam tanto que ele acaba paralisando, reescrevendo a mesma frase, rechecando algo. Como acha que ninguém será cuidadoso como ele, não consegue passar o bastão. E aí, você se identificou com algum perfil?

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– Adidas Sexista?

E a “pisada na bola” das camisas da Adidas em alusão à Copa do Mundo?

Quiseram fazer graça com mulheres bonitas do Brasil e sua relação com o futebol. Assim, lançaram duas camisas: uma com um coração em forma de bumbum e outra com trocadilho sexual.

Já retiraram do mercado… Ninguém achou legal!

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– Torcedores de Clubes Nacionais ou de Estrangeiros?

Alguém viu a propaganda argentina em defesa do nacionalismo dos seus torcedores?

Talvez tenha passada desapercebida pelos brasileiros, mas ela retrata um problema em comum com os hermanos: a dos jovens torcerem cada vez mais para os clubes estrangeiros do que os próprios times do seu país.

Camisas do Barcelona e do Chelsea são desejadas para a garotada do que as dos clubes nacionais. E já surgem adolescentes que não torcem para um time brasileiro mas sim pelos internacionais!

A iniciativa é da Cervejaria Quilmes, e poderia ser muito bem usada por qualquer empresa brasileira. Ao final, é lançada a sugestão:

Você é fã do Messi? Então use a camisa da seleção da Argentina.

Só faltou acrescentar: “e não a do Barcelona“. Tal ideia seria igualmente entendida se os nomes Neymar e Brasil substituíssem os protagonistas citados…

Veja o vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=j9zx4TlMU2Q

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– A Rapidez das Viaturas Policiais nos EAU

Dubai, importante centro de negócios e lazer localizado nos Emirados Árabes Unidos, abusa do gasto do dinheiro do petróleo.

No ano passado, a Polícia local ficou famosa pela compra de vários Bugattis (modelo Veyron), veículos luxuosos que custam 500 mil dólares, a fim de equipar a sua frota.

Contentes com o desempenho, as autoridades de lá gostaram do conceito: agora, adquiriram novos carros, incluindo MacLarens e Auston Martins. Este, custando 665 mil dólares e podendo chegar a 330 km/h!

Parecidos com os Palios Weekend daqui, não?

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– 20 anos do Real

Se voltarmos ao passado, era um pesadelo. Lembro-me que no tempo do Cruzeiro, Cruzado, Novo Cruzado e aí por diante, a inflação judiava da gente!

A mercadoria chegava numa semana e na outra era reajustada. Tudo subia 20% ao mês! O salário era literalmente comido. Confesso que seria o fim-do-mundo imaginar esse cenário nos dias de hoje!

Tudo mudou com o Real, há 20 anos. Primeiro era URV (dividiu-se por 2750 e houve a paridade 1 dólar para 1 real). É verdade que muitos espertalhões aproveitaram e subiram os preços na conversão, mas o próprio mercado se encarregou de corrigí-los.

O presidente era Itamar Franco e o Ministro da Economia Fernando Henrique Cardoso. FHC, mentor do plano, se elegeu de lavada como presidente. Na reeleição, o adversário Lula não teve como criticar os primeiros anos do Real, e FHC levou de novo.

O fato é que 8 anos depois, na eleição de Lula x Geraldo Alckmin, o governador de São Paulo foi tímido na promoção do plano e Lula se beneficiou do momento da crise mundial e afrouxo econômico promovido por FHC.

Política a parte, viva o Plano Real! Certamente teríamos nos afundado se não fosse ele. Quem viveu os anos 80 sabe disso…

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– O Assustador Aumento do Etanol

Baixa produção com a entressafra, estoques inexistentes e boas vendas: sinônimo de aumento de preços para a indústria sucroalcooleira.

Os aumentos do Etanol têm sido constantes. Dia-a-dia os centavos a mais apareciam na bomba, e, nesta última semana, o preço disparou com reajustes elevadíssimos.

Grandes produtores, como Coopersucar e Cosan, já aumentaram. As distribuidoras repassaram. O Governo nada pode fazer (ou não quer fazer). Enfim… prepare o seu bolso, pois até Abril / Maio, a tendência será de alta no preço.

Aqui no estado de São Paulo a vantagem financeira é a Gasolina (que também está cara). Ecologicamente, o Etanol é melhor (por ser um álcool combustível). Portanto, fica a seu critério a melhor opção.

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– Trabalho e Remuneração mundo afora

Você sabia que o brasileiro é um dos trabalhadores cuja remuneração tem menos poder de compra comparando-se com a carga horária entre países desenvolvidos?

Observe a sequência abaixo:

País – Jornada de Trabalho – Salário Mínimo Mensal em Dólares

Coréia do Sul – 55h – 904

EUA – 40h – 1257

Alemanha – 38h – Não há

França – 35h – 1855

Brasil – 44h – 306

(Extraído de Superinteressante, Ed 289-A, Verdades Inconvenientes, Março/2011, pg 57).

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– Facebook compra WhatsApp

Há 2 anos, o Facebook comprou o Instagram por 1 bilhão de dólares. Agora, sedento para continuar crescendo, comprou o WhatsApp por US$ 16 bilhões (ou 45 bilhões de reais)!
Uau…
Pesquisas dizem que adolescentes não gostam mais do Facebook pois seus pais entraram na Rede Social. Assim, Mark Zuckerberg tem que se virar para manter a empresa atraente.
Parece que está conseguindo…
Uma observação: do jeito que vai, Google e Facebook comprarão tudo o que existir e só sobrarão eles! Incrível quanto dinheiro e quanta fome empreendedora.
Ops: Quantas empresas brasileiras valem 16 bilhões de dólares?

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– A Necessidade dos Chatos nas Empresas

Um chato incomoda muita gente? Claro que sim.

E dois chatos? Muito mais!

Mas tem um detalhe: muitas vezes, são os chatos que nos abrem os olhos sobre alguns aspectos organizacionais, e é por isso que muitas empresas estão abrindo espaço para questionadores com total liberdade para “chatear”.

Veja, extraído de: Revista EXAME, ed 1042, pg 94,  29/05/13.

ODE AO CHATO

O chato é um chato, Não é o tipo de companhia que se quer para tomar um vinho, ir ao cinema ou chamar para compartilhar um jantar. O chato tem a insuportável mania de apontar o dedo para as coisas, enxergar os problemas que não queremos ver, fazer comentários desconcertantes. Por isso, é pouco recomendável ter um deles por perto nos momentos nos quais tudo o que você não quer fazer é tomar decisões. Para todos os outros – e isso envolve o dia a dia dos negócios, a hora de escolher entre um caminho e outro caminho, de fazer isso ou aquilo – é bom ter um desses cada vez mais raros e discriminados exemplares da fauna empresarial por perto.

Conselho dado por alguém que entende muito de ganhar dinheiro, Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo: “Ouça alguém que discorde de você”. No início de maio, Buffett convidou um sujeito chamado Doug Kass para participar de um dos painéis que compuseram a reunião anual de investidores de sua empresa, a Berkshire Hathaway. Como executivo de um fundo de hedge, ele havia apostado contra as ações da Berkshire. Buffett queria entender o porquê. Kass foi o chato escolhido para alertá-lo sobre eventuais erros que ninguém havia enxergado.

Buffett conhece o valor deste tipo de pessoa. O chato é o sujeito que ainda acha que as perguntas simples são o melhor caminho para chegar às melhores respostas. Ele não tem medo. Não se importa de ser tachado de inábil no trato com as pessoas ou de ser politicamente incorreto. Questiona. Coloca o dedo na ferida. Insiste em ser o animal pensante, quando todo mundo sabe que dá menos dor de cabeça deixar tudo como está. Acha ridículo ver o rei passar no por ai enquanto todo ao redor fingem que nada está acontecendo. O chato não se rende ao cinismo que, quase sempre, domina as relações nas grandes empresas. Ele não se conforma com a mediocridade (inclusive a própria), com as desculpas esfarrapadas, com as demonstrações de autopiedade diante de erros. E o pior: quase sempre, as coisas que o chato diz fazem um tremendo sentido. Nada pode ser mais devastador para seus críticos do que o chato, feitas as contas, tem razão.

Pobre do chefe que não reconhece, não escuta e não tolera os chatos que cruzam no caminho dele. Ele – o chefe, que frequentemente prefere ser chamado de líder – acredita que está seguro em um mundo de certezas próprias, de verdades absolutas. Ora, qualquer dono de botequim sabe que o controle total de um negócio é uma miragem. Coisas boas e ruins acontecem o tempo todo nas empresas sem que ele se dê conta. Achar que é possível estar no comando de tudo, o tempo todo, ó vai torna-lo mais vulnerável como chefe – e o mais ridículo aos olhos dos outros. E vai, mais dia menos dia, afastar definitivamente os chatos, os questionadores, aqueles que fazem as perguntas incômodas e necessárias. Sobrarão os ineptos, aqueles que, não tendo opção de pensar, ficam ali mesmo, fingindo que acreditam nas ordens que recebem e que são capazes de produzir algo que valha a pena.

Por isso, só existem chatos em lugares onde há alguma perspectiva de futuro. Essa espécime de profissional só prolifera em ambientes onde liberdade de pensamento e expressão é respeitada (não estou falando de democracia total ou decisão por consenso), onde a dúvida não é um mal em si, onde existe disposição, coragem e humildade para mudar de trajetória quando se parece a melhor opção. Olhe para as companhias de sucesso espalhadas pelo mundo e conte quantos questionadores há nelas –  e como são tratados pelos chefes e pelo grupo. São companhias eternamente insatisfeitas, que se questionam, mas que tem a coragem de ir em frente em suas decisões quando tem convicção. Os muitos chatos que fazem parte delas questionam, ajudam a encontrar respostas e vão em frente – ainda que enxerguem os riscos onipresentes em qualquer tipo de negócio. Em seu discurso aos formandos da Universidade Stanford, Steve Jobs – o ídolo supremo dos chatos empresariais – deu a sua definição do caminho para o sucesso. Seu último conselho: “Continuem famintos. Continuem ingênuos”. Ser chato é ser ingênuo. Ser chato é ser livre.

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– Combustíveis a Preço Tabelado?

A variação do preço do combustível em Rio Claro é de R$ 0,30. E, por menos de R$ 3,00, poucos conseguem abastecer Gasolina.

Porém, o Procon de lá ordenou a redução de Preços para R$ 2,87!

Isso me fez recordar: lembram-se do tempo em que o combustível era tabelado?

Extraído de: http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2014/02/13/procon-em-sp-limita-preco-da-gasolina-mas-lei-nao-permite-diz-advogado.htm

PROCON EM SP LIMITA PREÇO DA GASOLINA, MAS LEI NÃO PERMITE, DIZ ADVOGADO

O Procon de Rio Claro (SP) determinou que, a partir desta sexta-feira (14), nenhum posto da cidade pode vender gasolina a mais de R$ 2,87. Os postos da cidade já foram notificados e quem descumprir a determinação está sujeito a multas que vão de R$ 50 a R$ 100 mil, de acordo com o tamanho e faturamento do posto.

Um advogado contesta a medida porque o país não tem tabelamento de preços.

A decisão do Procon foi tomada após uma fiscalização iniciada há três meses e que detectou supostos indícios da formação de um cartel no setor de combustíveis na cidade. O preço mínimo do combustível encontrado na cidade foi de R$ 2,89, e o preço máximo alcançou R$ 3,19.

O valor fixado pelo Procon é o mesmo recomendado pelo Ministério da Justiça e pela Secretaria da Fazenda. A instituição informou que os donos de postos já foram notificados e que o prazo máximo para a defesa dos postos venceu nesta quinta-feira (13).

Segundo o diretor da instituição, Sérgio Santoro, o Procon irá autuar os estabelecimentos baseado no artigo do código do consumidor que impede a abusividade de preços.

“Recebemos muitas notas fiscais que comprovavam a irregularidade”, disse. “Quem estiver com o preço muito alto será enquadrado no artigo que impede a abusividade de preços”, afirma Santoro.

Procon diz que não é tabelamento, mas veto a preço “abusivo”

Ainda segundo ele, não se trata de fixação de preço máximo, mas sim de identificação de preço abusivo, seguindo recomendação do Ministério da Justiça”, diz, ressaltando que Rio Claro é o primeiro município paulista a aplicar a norma.

“Vamos percorrer os 39 postos amanhã e verificar os preços. A partir dai, vamos ver quem está vendendo com preço superior e, partir dai, iremos realizar as multas”, informou.

Santoro afirmou ainda que, por conta da atuação, chegou a ser ameaçado.

“Vou fazer o meu trabalho. Se os postos vão derrubar a multa posteriormente, é uma questão a ser definida. Mas não vou permitir que esse cartel continue a prejudicar a população”, disse .

Advogado diz que preços são livres no país

Para o advogado Anderson Teles Balan, a medida do Procon pode ser contestada judicialmente.

“Ele não tem base legal para impor o preço máximo, já que estamos em um regime de liberdade de preço. Mas, como há indícios, segundo o Procon, da realização do cartel, pode haver uma brecha para a fixação”, diz o especialista.

“A multa teria que ser estudada caso a caso. O mercado da gasolina no Brasil é regido pela ANP, e, no caso especifico, o Procon acaba atuando diante da pratica abusiva de preços”, disse.

Sindicato de empresas diz que limitação a preços é ilegal

Campos ainda afirmou que teme que a ação do Procon cause violência nos postos. “A população pode ser incitada, pelas ações e declarações do presidente do Procon, a agir com violência, e esse é um temor que temos”, disse.

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– O Primeiro McDonald’s Vietnamita

Parece brincadeira, mas só agora o McDonald’s abriu sua primeira lanchonete no Vietnã, em Saigon (agora a cidade tem um novo nome que não me recordo).

Já existem KFC, Burguer King e outras redes americanas. Mas McDonald’s, por ser tão americanizada, ainda não. E olha que a Guerra do Vietnã foi a muito tempo (40 anos)!

E a loucura maior é: no primeiro dia, as filas chegavam a 3 horas para ser atendido.

Tudo bem que é novidade, mas como não sou chegado em hambúrgueres… bom proveito aos vietnamitas!

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– E tem gente que acreditava em uma Copa do Mundo Privada…

Quando a FIFA anunciou que o Brasil sedaria a Copa do Mundo em 2014, Ricardo Teixeira bradou que o evento seria privado, sem dinheiro público, a não ser para as obras que beneficiariam a população.

E não é que a grana gasta na maior parte dos estádios veio dos cofres do povo?

Pior: das 41 obras oficiais de infra-estrutura no Programa Oficial da WorldCup14, apresentados pelo Governo Lula, somente 5 estão concluídas!

Segundo a ONG Contas Abertas (que fiscaliza os gastos do Mundial) originalmente seriam 56 importantes obras prometidas no documento chamado de “Matriz de Responsabilidade” ao custo de R$ 15,6 bilhões.

Eu nunca quis Copa do Mundo no Brasil, pois certamente o dinheiro público gasto para financiar estádios (lembre-se: foi prometido financiamento privado), as garantias dadas à FIFA e o tempo desperdiçado poderiam ser canalizados em investimentos sociais em Saúde e Educação.

O legado será qual? Estádios e Estradas? Não deveriam construir Hospitais e Escolas? Não me venha com o papo de que a mobilidade urbana com obras em aeroportos e metrôs serão os grandes benefícios, já que tais realizações independem de uma Copa do Mundo.

Ah, quanto a Economia, vale calcular: quem lucra mais durante um Mundial: o Governo, a População ou a FIFA?

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– Clientes testando os Produtos: o Prazer em Experimentar

Olha que legal: as empresas cada vez mais procuram os consumidores para testarem seus produtos antes de lançá-los ao mercado. E tem sido frutífera tal experiência!

De camisinhas à aviões, veja que matéria interessante:

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI227067-15228,00-O+PRAZER+DE+EXPERIMENTAR.html

O PRAZER DE EXPERIMENTAR – A Nova Onda do Marketing

O estudante Roger Lima, de 28 anos, ganhou a tarefa dos sonhos de muita gente: testar todo tipo de camisinha e gel lubrificante. Ele foi um dos 100 ganhadores do primeiro concurso para ser um testador da marca de preservativos Prudence, no ano passado. Sua única obrigação era receber e usar, todo mês, kits gratuitos com 50 produtos. “Meus amigos me perguntam qual é a melhor camisinha e quando usar, e eu sei indicar a melhor para cada momento”, diz Roger, em tom de autopropaganda.

Por um ano, Roger avaliou os produtos. “Eu me surpreendi com a variedade de camisinhas e de outros produtos, nunca pensei que houvesse tantos.” O teste acabou se tornando um argumento para sair com mulheres. “A ideia me assustou, fiquei com medo de que elas me achassem um tarado ou pervertido.” Diz ele que ocorreu o contrário. “Elas adoravam, achavam sexy. Teve uma que tentou monopolizar, mas não deixei”, afirma, rindo.

Transformar o consumidor em profundo conhecedor do produto para colher a opinião dele logo depois é uma jogada de marketing comum em outros países. Na Inglaterra, uma cervejaria faz testes semestrais com um seleto grupo de beberrões que atestam – de preferência ainda sóbrios – a qualidade do produto. No Japão e nos Estados Unidos existem “clubes” de experimentadores: os interessados se cadastram, pagam uma anuidade e retiram produtos fornecidos por diversas marcas, de ração para cachorro a TVs de LED. A contrapartida? Preencher formulários com opiniões e informações depois de experimentar.

No Brasil, essa tendência é novidade. No fim do ano passado, a Embraer fez uma parceria com estudantes da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal de São Carlos e da Federal de Santa Catarina. Os alunos haviam criado um simulador das condições reais de voo (capaz de reproduzir condições de pressão, temperatura, ruído e vibração). A Embraer cadastrou pessoas acostumadas a viajar de avião para avaliar, no simulador, o que pode ser feito pelo conforto do passageiro. Os testes já começaram.

A Embraer cadastrou pessoas para avaliar, no simulador,
o que pode fazer pelo conforto do passageiro

No ano passado, uma loja só com produtos para teste estreou em São Paulo: o Clube Amostra Grátis. O cliente paga uma taxa anual de R$ 50 e tem direito a retirar cinco produtos por mês na loja, na Vila Madalena. Também pode experimentar inúmeros eletrodomésticos. A empresa já tem mais de 10 mil associados e pretende abrir uma filial no Recife, em julho. A Sample Central, nos Jardins, também segue o conceito de “lojas grátis”: cobra uma anuidade de R$ 15 e permite testes com hora marcada na loja.

As duas formas de incluir o consumidor nos testes de produtos fazem parte de uma jogada de marketing que incentiva a propaganda boca a boca. O jargão chama isso de “tryvertising” – mistura das palavras inglesas “try”, de teste, e “advertising”, de propaganda. “A ideia é estabelecer um contato do cliente com o produto pela experiência direta, que aumenta as chances de ele ser fiel à marca”, afirma David Aaker, professor de marketing da Haas Business School, em Berkeley, na Califórnia. “É uma forma infalível de valorizar a marca porque estufa o ego do consumidor, aproxima o cliente da marca e dá mais chances de a empresa acertar em iniciativas futuras.” A experiência convenceu Roger. “Testar fisicamente todos os produtos de uma marca me fez sentir especial”, diz.

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– O Segredo da Felicidade no Trabalho

Segundo uma recente pesquisa, apenas uma parcela de 24% dos brasileiros é feliz no trabalho.

Mas qual é a fórmula para que os outros 76% deixem a infelicidade de lado?

Abaixo, na matéria da Isto É (citação em: http://is.gd/zb5wVR)

OS SEGREDOS DE QUEM É FELIZ NO TRABALHO

Por Débora Rubim

Pesquisas mostram que a grande maioria dos brasileiros está infeliz no emprego. Conheça algumas características das pessoas que estão de bem com a vida profissional e saiba como obter mais satisfação no dia a dia.

Depois de dez anos na mesma empresa, João estagnou. Já tinha passado por diversos setores, mudado de cidade, coordenado equipes e ajudado a lançar campanhas de produtos. Estava infeliz. Não acreditava mais naquele projeto, não via por onde ir e tinha sofrido assédio moral. Naquele ponto de sua vida, o paulistano João de Lorenzo Neto, 34 anos, tinha duas opções clássicas: seguir infeliz num cargo de gerência ou jogar tudo para cima e viver do seu hobby favorito, a fotografia. Nem um nem outro. João fugiu do óbvio. “Não queria jogar fora uma década de experiência”, recorda. “E, em vez de levar a minha habilidade profissional para o hobby, decidi levar todo o prazer que sinto no hobby para o profissional.” Ele mudou a lente, ajustou o foco, ampliou suas possibilidades e deu um novo tratamento à sua carreira. Aceitou a proposta de uma empresa concorrente que estava lançando um projeto novo, abraçou a causa e hoje, mesmo trabalhando mais horas por dia, sente-se pleno. “Vejo que estou construindo algo, deixando minha marca, e faço o possível para ver minha equipe sempre feliz e motivada”, diz ele, que é gerente de trade marketing de uma empresa de cosméticos.

João faz parte de uma minoria no Brasil, a dos felizes no trabalho. De acordo com uma pesquisa feita pelo International Stress Management no Brasil (Isma-BR), apenas 24% dos brasileiros se sentem realizados com sua vida profissional. A imensa maioria tem se arrastado todos os dias para o escritório. Entre as mulheres, a porcentagem de infelizes é ainda maior, dada a quantidade de afazeres extras além do expediente. “As principais queixas são a carga horária elevada, cobrança excessiva, competição exagerada e pouco reconhecimento”, explica a autora da pesquisa, Ana Maria Rossi, presidente do Isma-BR. E, hoje, um infeliz não pensa duas vezes quando quer sair de onde está. Em tempos de baixo desemprego (6%, segundo dados do Ministério do Trabalho), os profissionais têm mais possibilidades profissionais e podem se dar ao luxo de mudar com mais facilidade. Além disso, algumas companhias têm um grande contingente de funcionários da geração Y (entre 20 e 31 anos), famosa por ser inquieta e descompromissada. O resultado é um troca-troca que deixa as empresas perdidas em relação à gestão de pessoas. O problema é que nem sempre os profissionais ficam satisfeitos com a mudança. Um levantamento feito pelo site Trabalhando.com mostra que 39% das pessoas que aceitaram uma nova proposta não ficaram mais felizes.

Nesse contexto, o que faz de João uma exceção? Ele é o que o psicólogo holandês Arnold B. Bakker, estudioso do tema, chama de “naturalmente engajado”. Ou seja, aquela pessoa que consegue colocar energia, otimismo e foco no que faz. É mais aberta às novidades, produtiva e disposta a ir além da obrigação. “Mais que isso, são pessoas que conseguem moldar o ambiente de trabalho para se encaixar melhor em suas qualidades e não o contrário”, explica Bakker, professor da Universidade Erasmo de Roterdã. Postura semelhante tem a gerente de recursos humanos Neusa Floter, 56 anos. Ela é figura rara, que quase já não existe nos quadros das grandes empresas: mulher de uma companhia só. Está há 43 anos – sim, desde os 13, você fez a conta certa – em uma indústria agroquímica que ela viu crescer e se tornar a líder de seu segmento. “Quem ouve minha história acha que eu sou uma acomodada, aquela que se encostou na primeira empresa que entrou”, conta, rindo. “Bem ao contrário, nunca um dia meu foi igual ao outro e sinto que ainda tenho aquele mesmo gás do começo da carreira.”

Neusa é uma otimista de carteirinha, sempre em busca de motivos para fazer seu dia ser o melhor possível. O otimismo é uma das características que ligam pessoas como Neusa e João. Segundo o estudo feito pelo Isma-BR, os 24% felizes têm também a autoestima elevada, são confiantes, flexíveis e sabem o que querem. “Não têm medo de ser quem são”, resume Ana Maria. Essas pessoas buscam, por exemplo, carreiras e corporações que lhe deem autonomia. “Não é à toa que as empresas de tecnologia viraram o sonho de consumo da geração Y, porque elas são mais ousadas e permitem que o funcionário seja quem ele é”, exemplifica o headhunter e consultor de executivos Gutemberg Macedo.

Foi o que seduziu o programador Dalton Sena, 23 anos, de Belo Horizonte, a continuar em seu emprego em uma start-up – nome dado às pequenas empresas de tecnologia. Quando ela dava seus primeiros passos na área de produção de softwares para vídeos digitais, Dalton foi aprovado em um concurso público. Para desespero de seu pai, ele não assumiu o cargo, porque queria continuar onde estava. “Cheguei para meus chefes e disse a verdade: ‘Eu quero continuar com vocês, mas vocês querem continuar comigo?’” A resposta foi sim. E o estudante de análise de sistemas pôde continuar exibindo seu longo rastafari e usar bermuda em horário comercial. Seu local de trabalho tem até uma salinha com videogames, mesa de pingue-pongue e outros entretenimentos que podem, e devem, ser usados a qualquer momento. A verdadeira razão pela qual o jovem quis continuar ali, entretanto, tem a ver diretamente com sua produção. Além da autonomia para criar, Dalton se sente desafiado diariamente . “Nada chega aqui mastigado, você sempre tem que descobrir como fazer as coisas.”

Intrigada com tanta gente reclamando da vida profissional, a consultora de recursos humanos Elaine Saad, da Right Management, decidiu fazer um levantamento amplo via Twitter. Ela quer saber de um milhão de brasileiros se eles estão felizes, ao menos 70% do tempo, em seus trabalhos. “Coloquei essa porcentagem porque felicidade o tempo todo não existe”, pondera. Até agora, dez mil participantes já deram seu “sim” ou “não”. Seu objetivo é comparar as respostas de funcionários do mundo corporativo com a de profissionais liberais e pequenos empreendedores. De acordo com estudos feitos anteriormente por ela, os dois últimos tendem a ser os mais felizes, pois são donos de sua produção, e não apenas uma peça em uma engrenagem maior. Levar esse sentimento para dentro das corporações é um dos grandes desafios dos departamentos de recursos humanos hoje, segundo a especialista. “A ideia é fazer cada um se sentir um pouco dono do negócio, essência do conceito de líderes empreendedores que começa a crescer cada vez mais em grandes grupos.”

Saber aonde se quer chegar e ver sentido naquilo que se faz também é um traço marcante dos satisfeitos. A maioria infeliz está, em grande parte, em um estado de inércia. É o que o especialista em desenvolvimento humano Eduardo Shinyashiki chama de “aposentadoria mental”, quando a pessoa trabalha horas por dia, produz bastante, mas sua mente está completamente alheia a tudo aquilo que ela está fazendo. “É o famoso piloto automático”, diz ele. Como em um relacionamento amoroso, raramente o trabalho vai ser perfeito e de todo agradável. O que os especialistas chamam a atenção é para que o pacote não seja mais negativo que positivo. Quando nada mais motiva uma pessoa a sair da cama de manhã é porque está na hora de mudar o caminho. A grande maioria, no entanto, está insatisfeita apenas com alguns aspectos da vida profissional. “Se o lugar que você está é incrível e te paga bem, mas você nunca é reconhecido, vá buscar reconhecimento em outros lugares, no trabalho voluntário, em sua igreja, na sua família ou com seu hobby”, exemplifica Ana Maria, do Isma-BR.

Os empregadores também precisam fazer seus ajustes para melhorar a qualidade de vida dos colaboradores. De nada adianta criar ambientes agradáveis com salas para relaxar, subsídios generosos e cafezinho importado se a jornada é massacrante e a empresa estimula a competição em vez de cooperação. Tampouco surtem efeito palestras motivacionais se os computadores são ultrapassados, as cadeiras quebradas e os líderes engessados. Na maior parte das vezes, entretanto, os problemas mais complexos estão nas relações humanas. Um dos principais entraves é a comunicação entre chefes e subordinados.

Um estudo feito pela Michael Page Brasil, uma das maiores empresas de recrutamento de executivos do mundo, mostra que existe uma distância imensa entre o que líderes pensam sobre seu comportamento e como seus liderados os avaliam – 52% dos ouvidos não estão satisfeitos com seus gestores, mas 73% dos gestores se acham capacitados para o cargo. Para 53% dos chefes, o fato de ser íntegros e honestos é o que faz deles capacitados. Para 70% dos subordinados, seria mais interessante se seus chefes fossem grandes motivadores. “Em um momento bom da economia, com desemprego baixo, são os profissionais que estão escolhendo a empresa e não o contrário”, destaca o diretor-executivo da Michael Page Brasil, Marcelo DeLucca. “Melhorar a comunicação entre as partes é fundamental para reter os talentos.”

Apostar na felicidade do funcionário é acreditar na saúde da própria empresa. Afinal, trabalhador feliz falta menos, comete menos erros e produz mais. O bom ambiente de trabalho é o que motiva Ludmila da Silva Pinheiro Vasconcelos, 32 anos, no dia a dia como operadora de telemarketing. “É a minha segunda família”, garante. Ela quer mais: fazer faculdade, estudar inglês e crescer dentro da empresa que tanto admira. É o próprio indivíduo, porém, o maior responsável por sua satisfação profissional. A boa notícia, segundo o psicólogo holandês Arnold Bakker, é que todos podem se tornar um pouco mais engajados. “Muitas vezes o trabalho é tedioso mesmo e temos que tolerá-lo”, afirma o psicólogo. “Um primeiro passo para evitar que isso seja um drama é justamente não se colocar padrões tão elevados de felicidade.”

Para o headhunter Gutemberg Macedo, é preciso olhar também para fora dos muros da empresa em busca de um sentido maior nos afazeres cotidianos. “Leia, ouça música, vá ao teatro, cultive as coisas do espírito, ame os seus. A vida só vale a pena se damos algum sentido para ela.” E aprenda com os felizes que estão ao seu redor. O João do começo desta reportagem decidiu que não queria mais seguir o padrão de só ser feliz aos sábados e domingos, longe das tarefas profissionais. “É muita responsabilidade para o fim de semana. Optei por ser feliz todos os dias.”

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– A desvalorização da Motorola

A Motorola é símbolo do desenvolvimento da tecnologia celular nos EUA. Em 2012, foi comprada pelo Google por US$ 12,5 bilhões!

Em 2014, os chineses da Lenovo (que já são donos da IBM, outro ícone americano) compraram a Motorola por… US$ 3 bilhões.

Que raio de negócio é esse do Google? Vende por ¼ do valor comprado?

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– TelexFree e Fogão com torcida de aluguel?

Hoje teremos rodada da Pré-Libertadores da América. O Maracanã deve estar lotado para Botafogo x Deportivo Quito.

Mas o curioso aconteceu no jogo de ida: Havia 1000 torcedores do Fogão no Equador, bancados pela TelexFree, patrocinadora do time. A empresa que está proibida de atuar no Brasil acusada de pirâmide financeira disfarçada de Multinacional de Telefonia agraciou mil colaboradores do país vizinho com ingressos, camisa e kits promocionais; tudo para que eles torcessem para o time brasileiro.

Já pensou se a moda pega? Time de aluguel eu já tinha ouvido falar. Mas torcida alugada?

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– O Calvário Financeiro de Eike Batista

E o Eike Batista se desfaz de outro investimento importante: vendeu o Hotel Glória por 200 milhões de dólares!

Ele tinha a pretensão de reformar o hotel como Gloria Palace e transformá-lo num dos 10 mais luxuosos do mundo. Só quebrou as paredes por dentro e o esqueleto ficou por lá…

Que coisa! A cada dia, seu império afunda ainda mais. É o típico empreendedor: age, investe, mas aceita o fracasso como um risco alto. Só que o risco se transformou em realidade…

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– E a Dilma em Cuba? Bom ou ruim para o nosso país?

E a presidente brasileira esteve em Havana conversando com os comunistas históricos e feliz pelos investimentos brasileiros por lá.

O BNDES soltou muito dinheiro para a Odebrecht (a mesma que constrói o estádio do Corinthians) para as obras do moderníssimo Porto de Mariel. Com ele, Cuba conseguirá melhorar o comércio com outros países (por mais contraditório que isso seja).

Fico pensando: será que tal valor não poderia ser investido no Porto de Santos, que está sucateado e tem alto custo? Ou para obras nacionais, fornecendo emprego à população local?

Alguns defenderão que a abertura econômica de Cuba é inevitável e que será um importante entreposto e porta de entrada aos EUA, além da sua força local. Eu, particularmente, não creio, já que a ilha é pequena e o poder econômico da população não tão significativo.

Mas fica a observação: há alguns que defendem radicalmente tal investimento, e para isso, vale compartilhar os argumentos para discussão.

Abaixo, compartilho o que pensa o jornalista do Grupo Bandeirantes, Fábio Piperno:

DILMA EM CUBA

A Odebrecht recebeu financiamento do BNDES para construção do porto de Marial, em Cuba. A operação se assemelha a outras tantas que envolvem obras de infraestrutura executadas por empresas brasileiras no exterior. Na via inversa, isso é comum entre instituições estrangeiras de fomento e grupos de seus respectivos países que vêm ao Brasil para vender produtos e serviços.

Quer um exemplo? A Boeing acaba de perder uma concorrência para vender caças ao Brasil. Mas se tivesse vencido, o Eximbank concederia ao governo brasileiro uma linha de financiamento para que este pudesse comprar os aviões americanos. Esta é uma das inúmeras formas que um Estado utiliza para garantir contratos aos capitalistas de seu país.

E quais as vantagens para o Brasil em ter uma companhia brasileira construindo um porto em Cuba? Solidariedade com uma nação amiga ou parceria com um aliado ideológico? Conversa fiada. Coisa de comunista? Nem remotamente. O que o Brasil procura são negócios. Business. Qualquer idiota iletrado sabe que o duro regime da ilha começa a se abrir e que o embargo americano tem os dias contados. E com isso, a pequena ilha, distante apenas algumas milhas da costa da Flórida e mais perto da Europa que o Brasil, deve tornar-se um cobiçado ponto de envio de produtos para os Estados Unidos.

Não é à toa que cerca de 400 empresas brasileiras já prospectam a possibilidade de implantar unidades em solo cubano. Por solidariedade??? Óbvio que não. Querem mesmo é estar perto do maior mercado do mundo.

Por sinal, a Nicarágua deve iniciar em breve a construção de um canal, aproximando os oceanos Pacífico e Atlântico. O investimento será chinês. Caridade ou solidariedade ideológica com os Sandinistas? Não meu amigo. Ninguém deve ter se lembrado do velho Karl Marx nas negociações. Não é um negócio entre comunistas.

É apenas puro negócio. E dos grandes!

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– A Generosidade que Funciona nas Empresas

Normalmente em nossas aulas às turmas de Administração de Empresas, falamos muito sobre as qualidades de um líder. E um dos tópicos tratados se tornou matéria de capa da Revista Época desta semana (Ed 817, pg 70-74, por Marcos Coronato), que é a Generosidade dos Chefes.

Mas aqui se fala sobre dois tipos de Generosos: o Vencedor e o Perdedor Organizacional.

Compartilho:

GENEROSO TRIUNFANTE

– tem metas, é ambicioso, sabe o que quer e define um rumo;

– organiza-se, compartilha como forma de trabalhar, não como interrupção ou distração;

– Usa bem o tempo, preservando ele para dedicar a seus interesses profissionais e pessoais;

– Escolhe o que com quem compartilha, em especial sobre os recursos que tenham impacto para o beneficiado; e o faz até para desconhecidos.

GENEROSO ESGOTADO

– é disperso, desvia-se de seus objetivos para ajudar os outros;

– produz pouco ao atender a muitos pedidos, tornando-se improdutivo;

– não controla o tempo e trabalha demais, permitindo que todos invadam seu tempo pessoal;

– Compartilha tudo com todos, atraindo pessoas que tentar extrair vantagem do relacionamento.

E você? Como líder generoso, em qual dos dois modelos você se encaixa?

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