– A Crise da Takata com os Airbags

Imagine o prejuízo que a japonesa Takata, do ramo automotivo, está tendo com os problemas que envolvem os airbags fabricados por ela. Ocorrerá o maior recall da história da indústria dos automóveis por conta disso. Uma empresa chinesa pode estar comprando suas ações.

Veja, extraído de: https://carros.uol.com.br/noticias/redacao/2017/03/02/takata-assume-culpa-no-caso-dos-airbags-fatais-maior-recall-da-historia.htm?cmpid=tw-uolnot

TAKATA ASSUME CULPA NO CASO DOS AIRBAGS FATAIS, MAIOR RECALL DA HISTÓRIA

Admissão de culpa tem como objetivo amenizar sanções judiciais

A fornecedora de autopeças Takata se declarou culpada, perante o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em ação criminal sobre a produção de milhares de airbags defeituosos da companhia, que causaram pelo menos 17 mortes e motivaram o maior recall de automóveis da história.

Só no Brasil, mais de 2,5 milhões de veículos estão afetados pelo problema, mas apenas 16% foram reparados desde 2013.

A admissão de culpa acontece cerca de um mês após a empresa fechar um acordo de US$ 1 bilhão em compensações, incluindo o repasse de US$ 850 milhões para as montadoras afetadas procederem com os reparos necessários, US$ 125 milhões para um fundo de amparo às vítimas e outros US$ 25 milhões em multas.

Os airbags defeituosos afetaram milhões de automóveis de diferentes marcas em vários países. As bolsas infláveis, que deveriam proteger os ocupantes em caso de colisão, apresentam uma falha no insuflador, que pode se romper e projetar fragmentos metálicos na cabine contra os ocupantes, o que pode causar lesões fatais.

Só nos EUA, a Takata enfrenta centenas de ações judiciais e muitos advogados que representam supostas vítimas estão contestando o acordo judicial — de acordo com o “Detroit News”, os defensores temem que as montadoras saiam livre de penalidades, mesmo havendo evidências de que elas sabiam do defeito e mesmo assim continuaram instalando o equipamento.

Segundo o “Automotive News”, há pelo menos uma ação correndo contra Honda, Toyota, Nissan, Ford e BMW por conta disso. Ela foi aberta em Miami, Flórida (EUA), onde há mais de 130 ações judiciais contra a Takata.

Enquanto isso, a japonesa enfrenta sérios problemas financeiros, com bilhões de dólares em perdas fiscais, e pode ser adquirida pela chinesa Key Safety Systems.

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– Air France e o caso do Proxenetismo a partir do Brasil

Proxenetismo é o favorecimento à libidinagem. E olha que loucura: um caso seríssimo desse aconteceu aqui no Brasil envolvendo um ex-diretor da Air France, sua esposa e o “guru espiritual” do casal.

Extraído de: http://istoe.com.br/ex-diretor-da-air-france-e-esposa-sao-condenados-por-proxenetismo/

EX-DIRETOR DA AIR FRANCE E ESPOSA SÃO CONDENADOS POR PROXENETISMO

Uma brasileira com problemas psiquiátricos, seu marido, ex-diretor da Air France, e um “guia espiritual” foram condenados nesta segunda-feira a penas de entre um e três anos de prisão em um caso de proxenetismo.

Os acusados aproveitavam os descontos para membros da linha aérea e seus familiares para levar jovens prostitutas do Brasil para a França.

A principal culpada, condenada a três anos de prisão, também deverá pagar uma multa de 40.000 euros.

A justiça condenou seu marido, de 56 anos, a 18 meses de prisão, e lhe impôs uma multa de 20.000 euros.

O indivíduo, que foi despedido da Air France em consequência do caso, afirmou que descobriu tarde as atividades da sua mulher e se viu “ultrapassado pelos acontecimentos”.

Ambos cumpriram um ano e três meses de prisão preventiva, de modo que podem vir a ficar em liberdade.

O ex-funcionário da Air France e sua mulher criaram uma rede de prostituição a partir do Brasil em 2013 e 2014, facilitando passagens a preços reduzidos a jovens que acabaram se prostituindo na França.

O paradeiro do terceiro acusado, conhecido como “Pai Junior”, é desconhecido. Ele se apresentava às jovens como “um guia espiritual” do candomblé e lhes oferecia “rituais de purificação” por 50 euros quando elas não tinham clientes suficientes.

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– Worcation na moda?

Worcation é a junção de Work e Vacation (trabalho e férias, em português), e tal prática está cada vez mais frequente mundo afora.

É que em alguns países onde não existe legislação de férias remuneradas, tal situação – trabalhar em período supostamente de descanso – tem sido uma alternativa. Ou melhor: uma necessidade!

Cá entre nós: alguns profissionais já vivem isso no Brasil! O pequeno comerciante não consegue abandonar a rotina. Celulares de última geração, notebooks e outros apetrechos acompanham a mala de mini-férias (2 dias de descanso, em muitos casos).

É a tendência dos dias atuais… e aqui, com pesar, me incluo!

E você: consegue se afastar totalmente do serviço durante as horas / dias de repouso?

Woman in office stress vector illustration of cartoon girl manager working on computer with disheveled messy hair and documents piles. Overwork and deadline office work concept

Imagem extraída de: https://br.financas.yahoo.com/noticias/por-que-o-excesso-de-trabalho-e-tao-glamourizado-080036988.html

– Emprego ou Trabalho?

Essa eu ouvi do Mário Sérgio Cortella, um dos filósofos que mais vende livros do Brasil e de frases de grande efeito:

Emprego é aquilo que te era renda. Trabalho é aquilo que te gera prazer

Não há como discordar… Mas há outras ainda! Abaixo:

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– Dinheiro ou Criatividade para Inovar? Sobre Competência Financeira versus Ciência Profissional.

Sempre questione a relação Competência Financeira X Competência Intelectual/Administrativa. Nem sempre ter dinheiro significa ter sucesso.

Veja só: o conhecidíssimo Clemente Nóbrega, em seu enésimo excepcional artigo, escreveu a respeito dos investimentos minguados no Brasil em INOVAÇÃO. E desafia: se investirmos mais dinheiro, teremos mais inovação?

Ele duvida. Responde que nem sempre dinheiro se transforma em bons resultados.

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI177094-16644,00-O+FATOR+DECISIVO.html

O FATOR DECISIVO

O Brasil investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB. Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido.

por Clemente Nóbrega

Em um artigo publicado em 2007, mostrei a correlação entre incompetência para inovar e instituições fracas – não há inovação sem que na sociedade haja confiança institucionalizada. Pesquisas mostram que não melhoramos nisso, mas temos outros pecados também. Fala-se que o país investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB (países ricos, duas ou três vezes mais). Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido. Eu não aumentaria investimentos, rearranjaria recursos que já estão no sistema. Veja só. No mundo da gestão (de qualquer coisa, privada ou pública), só o que legitima é resultado – output, não input. Sucesso não é medido pelo que entra no sistema, mas pelo que sai dele. Não número de policiais nas ruas, mas redução de crimes. Não campanhas de vacinação, mas diminuição de doenças. Claro que inputs são aproximações – proxys, como dizem, para resultados esperados, mas um gestor que se limita a proxys não é um gestor, é um burocrata.

A Apple – empresa mais inovadora do mundo – investe bem menos em inovação do que a média das empresas de tecnologia, mas obtém muito mais resultado. É mais produtiva em inovar. Numa empresa, os dirigentes estabelecem diretrizes (metas a atingir e meios para que sejam alcançadas). Ex: “Queremos que, dentro de cinco anos, 20% de nossas receitas estejam sendo geradas por produtos que não existem hoje”. Os recursos que vão ser alocados para que a diretriz seja cumprida dependem da meta a alcançar, não é simples? O que as empresas inovadoras têm são processos gerenciados em função de metas de output de inovação. Assim: “Se tudo continuar sendo feito como vem sendo feito, cresceremos ‘x%’ ano que vem. Mas se quisermos inovar, então, em cima de ‘x%’, colocaremos, digamos, mais um ou dois pontos percentuais, que têm de vir de inovações. Ficando no ‘papai &mamãe’, cresceríamos 20%, mas a meta é 22%. Esses 2% além do ‘esperado’ são inovação na veia. O investimento para chegar lá será um percentual desse ‘extra’ que espero obter (um percentual aplicado aos 2%). Os 2% de inovação terão de ser desdobrados por todas as áreas produtivas da empresa. Cada uma dará sua contribuição para o todo. Não sabem como fazer? Treine-os, há método para isso. A unidade bateu sua meta de inovação? Prêmios, bônus, fanfarras. Não bateu? Bem, o que acontece com um vendedor que não vende? Com um financeiro que não planeja o fluxo de caixa? Não há mistério. É gestão pelas diretrizes. Tem meta, prazo, responsabilização e plano de ação. A cada período tudo se repete – um delta além do ‘papai & mamãe’, incorporando os ganhos do período anterior”.

A Apple investe bem menos em inovação do que
 a média, mas obtém muito mais resultado

Órgãos fomentadores de inovação devem parar de se medir pelo dinheiro que injetam no sistema, como se isso garantisse resultado. Sem gestão, não garante. O input que conta é conhecimento, mais que dinheiro. Atenção: o investimento em inovação (como percentual do resultado) tem de diminuir com o tempo, mas riqueza nova tem de ser criada continuamente. Possível, mas só com gestão da inovação.

* Clemente Nobrega é físico, escritor, consultor de empresas e autor do blog Ideias e Inovação no site de Época NEGÓCIOS

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– Paulista e Batatais ressurgindo pela garotada?

O Paulista de Jundiaí, depois do age da conquista da Copa do Brasil e da sua participação na Libertadores da América, amargurou as quedas de divisões nos Campeonatos Brasileiro e Paulista. Hoje, na A3, o Galo aposta no ressurgimento com um grupo de trabalho capitaneado pelo treinador Carlinhos Alves. Só que a ressurreição, na prática, tem vindo dos garotos do Sub20: jogando em Jundiaí, no Jayme Cintra, venceu as 7 partidas da Copa São Paulo 2017 com um bonito futebol ofensivo, levando no último jogo quase 15.000 pessoas no estádio (mesmo o jogo sendo às 21h e duas emissoras de TV transmitindo).

O que o Batatais tem a ver com isso?

É que ambos estão com as contas “quebradas”, no vermelho, envolvidos em dívidas trabalhistas. A diferença é que o Fantasma foi um time cigano, jogando a Copinha em Cravinhos e em outras cidades. A garotada da base também tem sido um alento, mesmo com público pífio e o Profissional “invejando” o carinho recebido por parte deles.

Aí, é inevitável questionar: as diretorias de Paulista e Batatais se planejaram com as equipes Sub20 para terem tal desempenho, diferente do pífio rendimento das equipes principais? Foi o acaso, foi uma terceirização ou ainda a aposta em jovens talentos e treinadores na velha história do “não temos nada a perder”?

Parabéns a ambas agremiações, que sofreram com as contas do seus departamentos profissionais em 2016 e começam bem com nas categorias amadoras em 2017. Uma dessas equipes será finalista da atual Copa SP.

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– O Culpado de existirem chefes ruins é de…

… quem os escolhem!

Segundo o livro dos consultores em Administração Jefrrey Cohn e Jay Moran (Por que somos tão ruins para escolher bons líderes?), alguns fatores são decisivos. Abaixo, a lista deles:

(extraído de: http://is.gd/p5wZ61)

POR QUE HÁ TANTOS LÍDERES RUINS?

Rafael Palladino, do Banco Panamericano. Carly Fiorina, da HP. Bob Nardelli, do Home Depot. Gilberto Tomazoni, da Sadia. Bernie Ebbers, da WorldCom. Harry Stonecipher, da Boeing. Dominique Strauss-Kahn, do FMI. A lista de executivos-chefes que se mostraram inadequados, por motivos que vão de fraude e escândalos sexuais a erros de gestão ou omissão, é enorme. Tão grande que impõe a questão: é assim tão difícil escolher um bom líder para a empresa? Pelo ritmo intenso de trocas de comando – o estudo anual da consultoria Booz & Co. conclui que a rotatividade nas 2,5 mil maiores companhias abertas em 2010 foi de 11,2% –, parece que sim. Por quê?

O primeiro motivo é a pressão a que estão submetidos os executivos-chefes. Num mundo mais competitivo, em que os resultados precisam vir mais rapidamente, é natural que a rotatividade aumente. Mas um estudo psicológico de como são feitas as escolhas de líderes apontou problemas recorrentes, capazes de causar grandes prejuízos. O estudo é dos pesquisadores Jeffrey Cohn e Jay Moran, da consultoria Spencer Stuart, autores de Why Are We Bad at Picking Good Leaders? (“Por que somos ruins para escolher bons líderes?”). A seguir, as cinco principais armadilhas em que conselho e acionistas caem:

O GRANDE CARISMA DIANTE DO PÚBLICO ÀS VEZES CAMUFLA
UMA FALHA NA HABILIDADE DE SE COMUNICAR FACE A FACE


1. Síndrome da patota_Cercar-se de iguais é intrínseco ao ser humano. “Muitos executivos do alto escalão favorecem, mesmo que inconscientemente, os profissionais com histórico, experiências e características similares às suas próprias”, dizem os autores. No Banco Panamericano, Rafael Palladino, um ex-personal trainer sem diploma em administração sob cuja gestão o banco quase fechou, era primo em primeiro grau de Íris Abravanel, mulher de Silvio Santos.

2. Síndrome dos holofotes_A loquacidade e o carisma, o talento de magnetizar uma plateia, costumam impressionar os selecionadores. O prestígio do CEO carismático é ainda residual da “Era Jack Welch” na GE. Casos como o de Steve Jobs, que dá verdadeiros shows nas apresentações da Apple, reforçam o mito. Porém, como advertem os autores, o grande carisma diante do público às vezes camufla uma insuficiência na comunicação íntima, face a face. “Falar em público é uma capacitação aprimorável com um coach. Já a comunicação direta com o interlocutor é algo bem mais difícil de desenvolver”, dizem.

3. Síndrome do deslocamento_Poucos CEOs foram tão demonizados na década passada quanto o autocrático Bob Nardelli, em sua desastrada passagem pela rede de varejo Home Depot. Ao tentar gerar eficiência operacional, Nardelli quase destruiu a cultura descentralizada, informal e amigável que era marca registrada da rede. O CEO chutado, obviamente, estava longe de ser um tolo. Na década de 90, fora um dos executivos mais admirados dos Estados Unidos, na General Electric. “Há casos em que as competências do executivo estão deslocadas, e não têm como ser bem utilizadas na empresa”, dizem Cohn e Moran. O caso de Nardelli era mais ou menos como exigir de um caminhão Scania a performance de uma Ferrari.

4. Síndrome do menino-prodígio_É fácil ficar impressionado com profissionais brilhantes, principalmente se forem jovens geniais. Mas esse encantamento às vezes impede de enxergar falhas grandes em outros aspectos, como a ética ou a capacidade de comunicação. O caso mais notório, na última década, foi o de Jeffrey Skilling, ex-CEO da Enron, hoje cumprindo pena de 24 anos numa cadeia americana por causa de uma bilionária fraude de “contabilidade criativa”. Precoce, Skilling era braço direito do então presidente Kenneth Lay, nos anos 90. Ajudou-o a catapultar a capitalização de mercado da Enron, de US$ 2 bilhões para US$ 70 bilhões. Tornou-se sucessor natural de Lay. Foi um desastre.

5. Síndrome do bom-moço_É o contrário da anterior, o encantamento com o executivo-modelo, querido por todos. A justificativa em geral vai para o lado de que a pessoa é uma ótima “formadora de equipes”, ou “cria sinergia”. A dura realidade, dizem os autores, é que “os melhores líderes raramente são bons membros de equipe”. O profissional “bom-moço” tem ascensão rápida na escada corporativa. Mas quase sempre dá um ótimo número 2, não número 1. Tendendo à gestão por consenso, ele costuma agregar profissionais de pensamento homogêneo.

Ter em mente essas armadilhas não vai livrar as empresas de sofrerem deslizes. Mas diminui, dizem Cohn e Moran, a possibilidade de um desastre.

Contabilidade criativa – É a manipulação das demonstrações financeiras de empresas, aproveitando brechas na legislação para turbinar resultados. A expressão tornou-se célebre em 2001 com os escândalos contábeis da Enron e da WorldCom

– Que situação, Jundiaí!?

A cidade de Jundiaí está com os cofres vazios. Garis entrando em greve, motoristas de ônibus sem receber e professores com os salários ameaçados.

O que aconteceu?

Claro, a primeira coisa é culpar o prefeito anterior, Pedro Bigardi. Não o critico nem o absolvo (é evidente que não estamos dentro da Prefeitura para sabermos o que aconteceu), mas questiono: quando uma auditoria séria vai explicar como e em quê o dinheiro foi gasto?

Aparentemente, Jundiaí e Itupeva estão falidas. Que não sobre para a população e que os novos gestores públicos sejam criativos.

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– A História de Sucesso da Victorinox

Abaixo, um case de sucesso retratando uma empresa familiar: a Victorinox, fabricante do mais famoso canivete suiço e por 4 gerações no poder. Curiosidade: há 80 anos sem demitir funcionários e inovando com canivetes com entrada para pen drive e reconhecimento biométrico!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI113191-16642,00-HISTORIA+FEITA+A+CANIVETE.html

VICTORINOX: HISTÓRIA FEITA A CANIVETE

por Edson Porto

Há 125 anos a mesma família suíça comanda a Victorinox, com um estilo peculiar e cauteloso de gestão. Agora, ela lidera a maior transformação da empresa desde a sua criação

Pouca gente sabe, mas um dos lugares do mundo mais afetados economicamente pelos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, foi a pequena vila de Ibach, no interior da Suíça. Apesar de estar a mais de 6 mil quilômetros de distância de Nova York, a localidade sedia a Victorinox, a empresa que produz os mundialmente famosos canivetes suíços – ou canivetes do Exército suíço, como são conhecidos fora do Brasil. Depois dos ataques ao WTC, objetos cortantes de toda natureza passaram a ser proibidos em voos no mundo todo e, do dia para a noite, a companhia perdeu dois dos seus mais importantes canais de comercialização: os aeroportos e as aeronaves. “As vendas despencaram 30% em um período muito curto de tempo”, afirma Carl Elsener IV, presidente da Victorinox. Segundo dados das autoridades americanas, nos 14 meses após os atentados foram confiscadas, nos aeroportos dos Estados Unidos, 1,8 milhão de facas, na maioria canivetes vermelhos. Para piorar, muitas corporações que compravam o produto como presente suspenderam suas encomendas. Em 125 anos de história – completados agora em 2009 –, foi o momento mais duro na vida da Victorinox.

Hoje os problemas parecem superados. Apesar de estar enfrentando uma segunda crise forte em menos de dez anos, a Victorinox prevê um faturamento em 2009 de 500 milhões de francos suíços, ou bem perto de meio bilhão de dólares, e afirma que se mantém saudável e lucrativa. O número de funcionários, 1,7 mil em todo o mundo, e as vendas totais continuam crescendo de maneira estável – 5%, em média. A empresa tem agora seis linhas distintas de produtos. Além de canivetes e facas, vende relógios, malas, roupas e perfumes. Com isso vem conseguindo reduzir a dependência dos canivetes, que neste ano vão responder por cerca de 40% do faturamento. Essa história de sobrevivência e virada mistura sorte, visão e uma forma de gestão tão incomum que só tem paralelo na experiência de empresas sociais.

A parte da sorte tem a ver com o momento vivido pela companhia naquele setembro fatídico. À época, a Victorinox vivia um boom econômico, com vendas em alta, estoques em baixa e dinheiro no banco. “Tivemos sorte em relação à situação financeira e de estoques”, afirmou Elsener a Época NEGÓCIOS. O caixa reforçado permitiu o aprofundamento de uma estratégia de diversificação que vinha sendo adotada lentamente.

Depois de 100 anos fazendo exclusivamente canivetes e facas, a Victorinox começou a dar os primeiros passos para ampliar sua oferta, com o lançamento de uma linha de relógios, na década de 80, e acessórios de viagem, nos anos 90. Mas até 2001 essas ações seguiam em um ritmo tão plácido como o das pastagens suíças. Os atentados nos Estados Unidos mudaram a empresa. Sem uma importante fatia de suas receitas, ela teve de se reinventar. Passou a investir mais dinheiro em marketing e nos novos produtos; expandiu as operações em mercados novos (hoje são mais de 120 países, incluindo uma subsidiária no Brasil) e inaugurou lojas próprias em cidades importantes, como Nova York, Tóquio e Londres. Criou ainda uma linha de roupas e passou a estudar outras oportunidades de expansão. Em 2003, adquiriu a rival Wenger, a outra empresa suíça que detinha o direito de comercializar canivetes sob a afirmação de que eram produzidos oficialmente para o Exército suíço. Os canivetes também foram modernizados e ganharam formas inovadoras de se manter relevantes – alguns modelos receberam pen drive e laser para apresentações. Uma versão com tecnologia de transmissão de dados e reconhecimento de digitais será lançada no ano que vem.

A principal transformação, porém, foi a redefinição pela qual a empresa passou. “Por mais de 100 anos, nossa missão foi produzir facas e os canivetes do Exército, mas hoje nosso desafio é ser uma marca global, em que todos os produtos sejam inspirados nos valores e na herança do produto original”, afirma Elsener.

A sorte financeira e a ousadia de investir em alternativas num momento de incerteza são apenas parte da razão para a sobrevivência da Victorinox depois de 2001. Há também um modelo de gestão extremamente peculiar.

O fato de estar sob a direção da mesma família há 125 anos já faz da companhia um exemplo, no mínimo, atípico. Carl Elsener IV, o principal executivo, é bisneto do fundador e ainda conta com a colaboração de seu pai, Carl Elsener III, em assuntos financeiros – aos 87 anos, ele vai ao escritório com frequência. Mas isso é apenas um detalhe. Em 2000, antes da crise, a família decidiu que era a hora de transferir a propriedade da companhia para uma fundação. Foram criadas duas instituições, uma que mantém o controle, com 75% das ações, e outra que está voltada à conservação ambiental da região, com outros 15%. Apenas os 10% restantes estão diretamente sob o controle familiar.

Em parte, o motivo era o temor de que a multiplicação de herdeiros (hoje são 24 na quinta geração) e a divisão de ações ameaçasse o futuro da companhia. No estatuto de fundação da controladora, porém, existem dois objetivos centrais: manter a Victorinox independente (o que indiretamente quer dizer suíça e sob o controle dos Elsener) e preservar ao máximo os empregos. A família se orgulha de, nos últimos 80 anos, não ter demitido nenhum funcionário por razões econômicas, e afirma que há 30 anos não recebe dividendos. “Todos vivemos de salário”, afirma Elsener IV, que mora perto da empresa e normalmente vai a pé ou de bicicleta para o trabalho.

A cartilha de gestão da família parece ter sido escrita para contrariar a maioria dos gurus modernos da administração. Como manter empregos é uma prioridade, a Victorinox busca um crescimento estável e lento. A preocupação é evitar que a empresa tenha de ampliar seu quadro de funcionários muito rapidamente – e demitir, em uma eventual flutuação – ou precise recorrer a empréstimos bancários. Elsener conta que aprendeu a tomar cuidado com bancos com seu pai, que lhe deu um livro sobre Henry Ford quando ainda era bem jovem. “Ford dizia que os bancos te dão um guarda-chuva quando está sol e o retiram assim que começa a chover. Nunca esqueci disso.”

Essa política incomum mostrou-se providencial em 2001. Na fase de crescimento, a empresa acertou com seus empregados aumento de turnos, acúmulo de férias e outros artifícios para poder aproveitar a ampliação das encomendas sem ter de inflar muito o quadro de colaboradores. As contratações foram feitas com cuidado. Também evitou aumentar muito o gasto com publicidade ou ações de expansão, para poder acumular caixa.

Quando houve a crise, a família se reuniu com os empregados para discutir o que fazer e se comprometeu a manter os empregos. Foram cortadas horas de trabalho, férias acumuladas e acertou-se até o empréstimo de empregados a empresas vizinhas que tinham necessidade de mão de obra – cerca de 80 pessoas foram emprestadas. “Ninguém foi demitido por causa da recessão”, afirma Elsener. “Nem em 2001 nem neste ano.”

Carl Elsener acredita que esse estilo de gestão é fundamental para manter a confiança e o comprometimento de seus funcionários. Para ele, em boa medida esse é o segredo para a qualidade e a eficiência que permitem à empresa competir num mercado com preços cada vez mais achatados por produtos asiáticos – isso e um bom time de combate à pirataria.

Mas uma das grandes dúvidas para o futuro da Victorinox é se esse modelo poderá realmente prosperar em meio à transformação pela qual a companhia está passando. A própria família admite que o processo de mudança não tem sido simples. Ela e seus funcionários sempre acreditaram que a qualidade e a tradição de sua produção seriam suficientes para o sucesso. Agora os Elsener sabem que apenas esses atributos não bastam. Para mudar a cultura empresarial, estão investindo em treinamento interno e têm reforçado seus times de marketing, inclusive contratando executivos oriundos dos novos mercados em que estão entrando.

A intenção é reproduzir nas novas linhas de produtos o sucesso tranquilo e estável que foi conquistado por tanto tempo com seus canivetes, inclusive mantendo a maioria da sua produção na Suíça e sua política de não demitir. Se conseguir, a família Elsener terá provado que existem, sim, muitas formas de se gerir uma empresa global.

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– Dória, o Gari: demagogia ou simbolismo positivo?

O novo prefeito de São Paulo, João Dória, às 06h da manhã se vestiu como Gari (juntamente com seus secretários) para simbolizar a limpeza de uma nova SP e disposição para trabalhar.

Populismo?

Talvez… não precisa fazer isso, não? É só trabalhar honestamente.

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– As novas embalagens da Coca-Cola e o novo sabor da Zero

A partir de fevereiro, novidades na praça: a Coca-Cola virá com nova roupagem e o sabor da Coke Zero mudará (bem como o nome).

Abaixo, em: http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2016/12/27/coca-cola-muda-sabor-da-versao-zero-para-ficar-mais-proximo-da-original.htm?cmpid=tw-uolnot

COCA MUDA O SABOR DA ZERO PARA FICAR MAIS PRÓXIMA DA ORIGINAL

A Coca-Cola anunciou que mudou a fórmula de sua versão Zero, que não tem açúcar, para que o sabor “fique mais próximo ao de Coca-Cola original”.

Henrique Braun, presidente da Coca-Cola Brasil, diz que a mudança foi feita sem adicionar ou alterar qualquer ingrediente. O nome oficial também passa a ser Zero Açúcar, em vez de apenas Zero.

Além da mudança no sabor, as três versões de Coca-Cola serão vendidas em novas embalagens, que devem chegar a todo o país até fevereiro. As novas embalagens têm um disco vermelho ao centro, acompanhado da cor de cada versão (vermelho para a original, preto para Zero Açúcar e verde para Stevia).

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– 4 Tipos de Chefes Mais Rejeitados pelo Jovem Colaborador

Veja que interessante: pesquisa aponta os defeitos mais odiados dos jovens em relação aos seus chefes.

Será que o do seu superior está nesta lista?

1– Chefes ausentes da sua equipe

2- Chefes que não elogiam

3- Chefes conservadores

4- Chefes parciais no tratamento

Extraído de: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/os-4-tipos-de-chefes-que-os-jovens-mais-odeiam

OS 4 TIPOS MAIS ODIADOS PELOS JOVENS

A receita para ser rejeitado pela equipe é esquecê-la. Chefes ausentes e indiferentes são adeptos do “estilo de liderança” mais reprovado por jovens entrevistados pelo Nube, entre novembro e dezembro.

Para 57% dos 7.451 participantes da pesquisa, o pior perfil é do chefe distante e quase nunca presente. Segundo Yolanda Brandão, coordenadora de treinamentos externos do Nube, o resultado da pesquisa é sinal de que os jovens prezam, e muito, pela criação de relacionamentos com colegas e líderes no ambiente de trabalho.

Um chefe que não reconhece as conquistas da equipe aparece logo em seguida na escala de rejeição. Com, 20,52% dos votos, este tipo de comportamento também é altamente criticado pelos jovens, acostumados a ouvir elogios de pais e professores.

Perfis que pendem para uma atuação tradicionalista e proibitiva também recebem cartão vermelho da Geração Y. Segundo a pesquisa, 17,32% dos entrevistados rejeitam chefes que adotem este estilo mais antiquado.

A parcialidade no tratamento da equipe fecha a lista de gestão, co]m 5,14% dos entrevistados, de acordo com o Nube.

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– Vasco ainda paga Romário???

Eu levei um susto: Eurico Miranda, na tarde desta terça-feira, falou sobre a situação financeira do Time da Colina, prometeu uma surpresa bombástica para a torcida vascaína (qual será ela) e até gozou os jornalistas com piadas.

Mas o que me surpreendeu foi: o Vascão AINDA pagava salários a Romário e Mauro Galvão.

Aí é sacanagem. Há quanto tempo esses atletas pararam de jogar e o que as gestões (de Roberto Dinamite e do próprio Eurico Miranda) andaram fazendo com o dinheiro do time?

Se fosse uma empresa, o Vasco estaria falido. E Eurico e Dinamite, como administradores, demitidos e rotulados como gestores fracos. Mas há quem os idolatre…

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– Competência e Honestidade não têm sexo nem idade!

Ouvi o vereador paulistano Police Neto, logo após a polêmica do absurdo aumento dos salários em prol a eles mesmo (aprovado na surdina do final de ano), alegar que a próxima legislação será muito melhor (em especial no combate à corrupção) pois haverá “mais jovens e mulheres na Câmara”.

Você concorda com ele?

Eu não. Sexo e idade não são parâmetros para avaliar desempenho, competência e honestidade. Tivemos dois presidentes que sofreram impeachment: um jovem (Collor era assim chamado) e uma mulher (Dilma).

Ter caráter e lutar pelo povo independe de rótulos. São as atitudes desses legisladores que nos dirão algo!

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– A Boataria sobre o Dono da Havan só faz aumentar a atenção aos Trolls.

O Facebook está cada vez mais um mundo virtual de idiotices, infelizmente. As redes sociais, em geral, se tornam um ambiente de trollagens e mentiras que assusta e deixa até mesmo os mais espertos com a pulga atrás da orelha.

Uma hora é alguém doando cadeiras de rodas a esmo; outra é sobre como ganhar produtos curtindo ou compartilhando alguma coisa, e por aí vai (sem contar as correntes religiosas ou supersticiosas).

A última que mais impressionou levou ao fim da paciência do proprietário da catarinense Havan, uma empresa familiar capitaneada por Luciano Hang.

Em determinado momento, a Havan seria (para os trolls que fazem muita gente acreditar) dos EUA e usada para espionar o Brasil (por causa da Estátua da Liberdade, seu símbolo); outra hora seria dos filhos do Lula (o capeta assusta tanto que até o que não é, vira culpa dele), e em outros boatos seria da ex-presidente Dilma e/ou da sua filha. Hang resolveu aparecer nas peças publicitárias e mostrar que ele é o dono da empresa há mais de 30 anos, quando a fundou.

Deve ser um “pé no saco” o empreendedor ver que desacreditam em seu esforço e colocam na conta dos outros o sucesso do seu negócio.

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– A Apple foi Multada por…

E a Apple foi multada por tabelar preços dos seus produtos. Mas isso em Taiwan!

Lá, a empresa sugere às cias de telefonia e demais clientes um único preço a ser vendido. Uma espécie de “tabela informal“.

E aqui não acontece o mesmo? Não só com telefones, mas com tênis, brinquedos e outros tantos produto de tantas empresas (e aqui no Brasil). Concorrência inexistente em preços, como um cartel gigantesco.

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– De novo aumentou o Preço do Etanol?

Perdeu-se o controle: nesta semana, novo aumento do Álcool Etílico: R$ 0,08 nas usinas! Consequentemente, mais R$ 0,02 na Gasolina, em breve (pelos 27,5% da mistura de Anidro).

Há dois anos, o preço estava na casa de R$ 1,79. Hoje, R$ 2,79, com inflação oficial de aproximadamente 0,6% ao mês.

A verdade é que se o preço do Etanol for competitivo, a Petrobrás vende menos Gasolina. E como a estatal está em crise e precisa pagar a conta da corrupção, o Governo faz vista grossa com o aumento nas usinas, deixa ao Deus-dará o preço do Álcool e mantém as vendas de Gasolina a preço caro.

Não podemos nos esquecer: sempre se fala em aumentar o imposto dos combustíveis (a CIDE) para diminuir o rombo da dívida pública.

Preparemo-nos! O fim de ano parecerá fim dos tempos, economicamente falando

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– É na surdina que o Governo reajusta o preço dos Combustíveis.

A estratégia é velha: a Petrobrás anuncia redução ínfima de preços nos combustíveis e a explora maciçamente na mídia. Porém, os índices de queda quase não são perceptíveis nas bombas pois a cadeia intermediária entre a estatal e os postos faz com que isso se dilua sensivelmente. E anuncia duas reduções, mas sempre de pouquíssimos centavos (ou quase nada)!

Entretanto, a mesma Petrobrás anuncia o reajuste quando o noticiário está voltado para outras informações mais populares (a queda do avião da Lamia, o raio que atingiu o voo da Xuxa, o afastamento de Renan, e outras tantas coisas que dão mais IBOPE), fazendo com que naturais críticas do aumento de preços repercutam menos.

O desejo é que tudo seja feito “às escuras”, na surdina, sem tanto alarde. E o consumidor só perceberá isso na hora em que abastecer seu veículo.

Foi assim na virada dessa 2a para 3a feira: o Governo aumentou consideravelmente o preço da Gasolina em 8,1% e do Óleo Diesel em 9,5%. Aproximadamente, o impacto nas bombas será de R$ 0,12 a R$ 0,14 na G e de R$ 0,15 a R$ 0,18 no D. No Diesel S10 (o “Biodiesel”) deverá chegar de R$ 0,16 a R$ 0,19).

Me lembrei da demagoga queda de preço da eletricidade: recordam-se que a presidente Dilma Rousseff convocou cadeia nacional de Rádio e TV para anunciar a redução de preços da energia elétrica? Pouco tempo depois, criou as bandeiras tarifárias e as contas dispararam!

Mudam os políticos e os hábitos na Economia são os mesmos. Cortar as mordomias e combater, DE FATO, a corrupção, não querem.

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– Os Administradores Conseguem Explicar sua Utilidade?

Stephen Kanitz, grande consultor em Administração de Empresas, publicou em um de seus numerosos e importantes artigos um pensamento interessante:

A maioria dos administradores não consegue provar a sua utilidade nem explicar o que exatamente faz”.

De tal afirmação, surgiu o texto abaixo extraído de http://t.co/6zXcXpJN

E aí, você concorda com  ele?

O ESTILO GERENCIAL DO ADMINISTRADOR

Toda profissão tem um estilo gerencial próprio. Ela depende das necessidades da profissão e de seus valores.

Muitos engenheiros, por exemplo, são perfeccionistas. Perfeccionismo é uma necessidade, ou um valor que muitos engenheiros possuem. O trabalho tem que ser bem feito, custe o que custar.

Por outro lado, advogados são detalhistas. São capazes de gastar horas em uma cláusula de contrato que provavelmente nunca será necessária. O trabalho é demorado, mas quando pronto o contrato cobrirá todos os detalhes e todas as incertezas do futuro. É isto que define um contrato bem feito.

Ambas as profissões administram suas vidas sob estilos gerenciais diferentes, definidos pelos seus valores e necessidades.

Por isto, todas as profissões entram em conflito com a profissão do administrador. Elas acham, incorretamente que o estilo gerencial do administrador é conflitante ou então desnecessário.

Por isto, tantas profissões, empresários e governadores não valorizam o administrador, porque não acham que nosso estilo administrativo seja superior, muito pelo contrário, “vocês não entendem nada de engenharia e advocacia”.

Pergunte a um engenheiro, advogado ou psicólogo qual é o estilo gerencial do administrador, e eles provavelmente também usariam um único adjetivo.

Provavelmente nos definiriam de “imediatistas”, preocupados com lucros de curto prazo, como Paul Krugman e seus colegas não param de escrever no New York Times.

Administradores, segundo a visão popular, querem tudo para “ontem”, vivem dizendo que “o ótimo é o inimigo do bom”, que precisamos mais de “acabativa” e não de iniciativa.

A maioria dos administradores, infelizmente, não consegue provar a sua utilidade nem sabe explicar exatamente o que faz. Por isto, eles não ganham o que merecem, por isto não são valorizados.

Muitos acham que administrar é liderar, executar, coordenar. Isto está até escrito em inúmeros livros de Administração adotados pelas nossas Faculdades de Administração. Uma tristeza!

Vou apresentar uma das funções básicas do administrador, e que define em linhas gerais o seu estilo, e que surpreendentemente muitos administradores sequer ouviram falar nas grandes escolas de Administração como FGV, Insper, Ibmec e USP.

Basicamente, a função do administrador é não permitir que  problemas se acumulem.

Uma organização complexa, que é a empresa moderna, requer a cooperação de milhares de pessoas, dentro e fora da empresa. E, esta cooperação gera inúmeros problemas que se não forem solucionados a tempo afetarão todos os parceiros envolvidos na empresa.

Não permitir que problemas se acumulem talvez seja a tarefa mais importante para o bom andamento de toda família, empresa e nação.

Quando o mundo era gerido por açougueiros, padeiros e fábricas de alfinetes, como observou na época  Adam Smith, de fato não havia muitos problemas “acumulados”, e nem havia necessidade para se contratar administradores. Tudo funcionava pela Mão Invisível do mercado, não pela “Mão Visível” do administrador, como apontaria 200 anos depois  seu livro com este mesmo título Alfred Chandler.

Hoje, o mundo é bem mais complexo e rápido, razão pela demanda crescente de profissionais em administração.

Toda empresa e nação precisa de um corpo de profissionais treinado e dedicado a resolver os problemas de forma rápida.

Não somos imediatistas como muitos acreditam, nós simplesmente estamos evitando que problemas se acumulem um atrás do outro, e nestes casos rapidez de raciocínio e ação são essenciais.

Por isto, nós nos preocupamos tanto com acompanhamento, qualidade total, processos, auditoria, recursos humanos, etc.

Infelizmente, não é assim que a maioria dos intelectuais brasileiros que ocuparam tantos cargos de destaques neste país pensam.

Toda a filosofia de ensino, pelo menos a partir do iluminismo e cientificismo, é voltada para resolver problemas corretamente, até a segunda casa decimal. Rapidez, só no vestibular.

Todos os dados precisam ser precisos e rechecados. Todas as variáveis precisam ser “controladas”. O ser humano precisa estar “absolutamente certo”, o refrão do programa “O Céu é o Limite”.

Quando se acusa o PSDB de ficar sempre em cima do muro, na realidade se comete uma injustiça. Eles não evitam decidir ou tomar partido, na realidade seus intelectuais são simplesmente mais demorados na tomada de decisão, como todo intelectual.

Só que resolver problemas corretamente hoje em dia não é suficiente. Eles precisam ser resolvidos rapidamente, algo que nossos formadores de opinião, jornalistas e acadêmicos simplesmente não compreendem.

Temos que tomar decisões com os dados que temos, não com os dados que gostaríamos de ter.

O Brasil é um país atrasado porque estamos eternamente acumulando problemas.

É tão óbvia esta constatação que espanta que nossa opinião pública, nossos intelectuais e professores de história nunca perceberam esta simples verdade da história brasileira.

Quando se diz que precisamos fazer a Reforma Política, a Reforma Tributária, a Reforma Judiciária, o que queremos dizer é que deixamos tantos problemas se acumularem nestas áreas que somente uma ampla reforma resolverá o problema.

Se tivéssemos resolvido os problemas na medida que surgiram, o Brasil teria evoluído, teria caminhado para um sistema ótimo, em vez de termos que criar revoluções e enormes reformas de tempos em tempos, que no fundo nos atrasam ainda mais.

Temos problemas no judiciário, na previdência, na logística, na infraestruturua, na educação, na economia, simplesmente porque não temos um estilo gerencial que se preocupa com a rápida solução de problemas. Eproblemas que se acumulam crescem exponencialmente, não linearmente, como todo administrador sabe por experiência.

Quatro entre cinco empresas quebram no Brasil, porque são geridas por profissões que não percebem que problemas não podem se acumular. Aí, qualquer crise ou evento fora do comum, as abate.

Nenhuma empresa quebra por uma única razão, nenhum avião cai por causa de um único problema. Estas quatro empresas quebram a um custo de capital monstruoso para o país, por falta de um estilo gerencial apropriado.

O Brasil não poupa o suficiente para crescer; e pior, torramos 80% desta poupança em empresas que irão quebrar em quatro anos.

Eu não diria, e nunca disse, que o estilo gerencial do administrador é superior ao do engenheiro, do advogado ou do economista.

Infelizmente, estas profissões se sentem ameaçadas pelos administradores, à toa.

Não queremos comandar, gerir, tomar o lugar de ninguém.

Quero deixar claro para todo empresário, sociólogo, economista e político que possa se sentir ameaçado, que o estilo do administrador não é superior.

Ele é simplesmente necessário.

Não podemos permitir que nossos problemas se acumulem simplesmente porque cada profissão acha que seu estilo gerencial é superior.

Nós administradores aceitamos que engenheiros sejam perfeccionistas, que advogados sejam detalhistas, que economistas queiram dados precisos, mas tudo isto tem de ser adequado para não atrapalhar os outros dentro da empresa ou do governo.

Não podemos ficar esperando enquanto os outros seguem seus estilos individuais.

Engenheiros, advogados e economistas precisam entender que seus estilos gerenciais são superiores e apropriados, quando se trabalha sozinho, mas quando se trabalha em grupo é necessário conciliar.

Trabalhando em grupo, um simples atraso numa reunião atrapalha os outros, imaginem um problema que  não foi solucionado por anos a fio.

Quando vejo acusarem administradores e empresários de “imediatistas”, que pensamos somente no curto prazo, percebo que estas pessoas nada entendem das funções do administrador, de crescimento, de justiça social, de democracia e de um mundo feliz cheio de realizações, porque tudo é feito na velocidade necessária.

Se você está cansado de um país estagnado, que cresce aquém de suas possibilidades, que acumula pobreza, corrupção, injustiça e inúmeros problemas, converse mais com um administrador. Ele o ajudará a decidir e implantar suas ideias muito mais rapidamente do que você vem fazendo até hoje.

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– A Timidez no mundo feito para quem fala muito!

Susan Cain, escritora americana voltada à Administração & Negócios, dissertou recentemente sobre uma das piores invenções do século XX: a da “cultura da extroversão”. Tanto que até escreveu um livro sobre o assunto: “Calado: o poder dos introvertidos num mundo que não pára de falar”.

Para ela, o mundo é feito e desenhado para pessoas extrovertidas, onde quem quer ficar quieto sofre até mesmo preconceito social. A escritora disse que:

A solidão é como eu recarrego minha bateria

Para ela, Steven Spielberg (cineasta) e Larry Page (co-fundador do Google) são exceções de tímidos que venceram na vida! Afinal, o mundo os discrimina…

E você, o que pensa sobre isso? O mundo é para os extrovertidos ou isso é bobagem?

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– Um Pórtico serve para quê?

A contrapartida de 300 mil reais de uma empresa para a Prefeitura de Jundiaí está virando um mico: o dinheiro está sendo gasto em um pórtico no Viaduto da Vila Rio Branco (Joaquim Candelário de Freitas, na Barreira).

Pra que ele servirá?

Em tempos de carestia, não seria muito mais útil essa verba ir para a Educação ou para a Saúde em dinheiro vivo? As merendas das Escolas Municipais poderiam ser melhores ou ajudar no pagamento de contas do Hospital São Vicente, por exemplo.

Não tem ninguém para pensar nisso e direcionar essa verba de maneira melhor?

Enquanto isso, o Canil da Guarda Municipal, que seria uma contrapartida de construtora para dar mais segurança ao Bairro Medeiros… cadê? Como justificativa, a administração pública se isentará e jogará a culpa nos empreendedores. Mas não é ela, Prefeitura, quem poderia liberar a obra somente depois da contrapartida ser realizada?

Novamente o munícipe quem sai perdendo.

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– Secretário de Educação via Meritocracia

Trajetória Profissional, Experiência na Área, Banca Avaliatória, Entrevista Pessoal e Comprovação Meritocrática! É essa a exigência para o processo de seleção para quem quiser assumir a Secretaria da Educação de Londrina/PR, criada pela ONG Vetor Brasil e aceita pelo prefeito eleito Marcelo Belinati.

A idéia é que o cargo não seja preenchido por interesses políticos, mas única e exclusivamente por competência do gestor.

Ótima resolução. Funcionará?

– Cartões Amex de Viagem pelo Itau: um golpe complicado!

Pensei que era uma vigarice de outrem, mas foi de uma instituição respeitável.

O meu pai recebeu duas correspondências: a primeira que ele teria que pagar 5 dólares mensais por um cartão American Express Global Travel e outra de 5 euros por um outro cartão.

Tudo seria aceitável se ele tivesse algum cartão destes. Acontece que ele NUNCA solicitou ou recebeu tais cartões.

Após 45 minutos (sim, tudo isso) em uma ligação de espera, fui atendido pelo Amex que me disse o seguinte:

Gerentes do Banco Itau precisam cumprir metas mensais. E como esses cartões não tinham cobrança de anuidade ou mensalidade, os gerentes o emitiam aos seus clientes que nem recebiam”.

É mole? Que golpe mais bem bolado. E agora os correntistas do Itau que receberam a cobrança estão aos montes ligando (assim como meu pai fez) pedindo o cancelamento destes cartões que nunca receberam e nem ciência tiveram!

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– O Bullying no Trabalho: BRFoods tem que indenizar funcionária chamada de “Baleia”.

Totalmente evitável, e ao mesmo tempo, condenável.

Empresa é condenada a pagar R$ 5.000,00 a funcionária bolinada como “gorda”!

Extraído da Seção Economia do UOL, em: http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2016/10/27/brf-deve-pagar-r-5000-a-funcionaria-que-teria-sido-chamada-de-free-willy.htm?cmpid=tw-uolnot

BRF DEVE PAGAR R$ 5.000 A FUNCIONÁRIA QUE TERIA SIDO CHAMADA DE FREE WILLY

A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, foi condenada a pagar R$ 5.000 por danos morais a uma funcionária de Mineiros (GO) que diz ter sido chamada por um supervisor de “baleia”, “betoneira” e “Free Willy” (nome da personagem orca que estrelou filmes da Warner Bros).

Os insultos foram relatados pela trabalhadora e também por colegas que testemunharam no processo. Condenada, a BRF entrou com recurso no Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (GO), mas a decisão foi mantida. Ainda cabe novo recurso.

A empresa negou que a ex-funcionária tenha sofrido assédio moral. Procurada pelo UOL, disse que “abriu uma sindicância interna para apurar as circunstâncias do ocorrido”.

“Maranhenses” e “mortas de fome”

Segundo a ação, a funcionária e outras cinco colegas também teriam sido constrangidas, em 2014, na hora de receber a cesta da empresa com produtos natalinos.

Na ocasião, disse uma testemunha, a secretária responsável pela entrega se recusou a entregar o kit a elas, chamando-as de “maranhenses” e “mortas de fome” na frente de outros funcionários.

Para o desembargador Daniel Viana, relator do recurso, os depoimentos das testemunhas confirmaram que o supervisor, além da secretária e de outro superior, humilhava a funcionária, inclusive na frente dos demais colegas de trabalho, com apelidos pejorativos e discriminatórios.

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– AT&T compra Aol Time Warner por US$ 85 bilhões

A gigante da telefonia AT&T comprou a holding dona da AOL, Revista Time, CNN, Warner Bros, Esporte Interativo e outras consagradas empresas do ramo do entretenimento.

Já imaginaram o tamanho desse novo conglomerado e em que setores ele estará atuando?

Extraído de Forbes.com, abaixo:

QUAL O SIGNIFICADO DA COMPRA DA TIME WARNER PELA AT&T PARA A INDÚSTRIA DA MÍDIA?

Por Antonie Gara

O acordo da aquisição da Time Warner, proprietária da HBO, Warner Bros, CNN, pela gigante das telecomunicações AT&T por US$ 85,4 bilhões foi anunciado na noite deste sábado (22) e o mega-negócio já está criando movimentação na indústria da mídia. A negociação pode reforçar a justificativa para uma eventual ligação entre a Disney e a Netflix.

A aquisição da Time Warner irá transformar instantaneamente a AT&T de uma empresa que fornece serviço de telefonia, TV a cabo, banda larga fixa e móvel em uma das maiores produtoras de conteúdo nos Estados Unidos. Enquanto aquisições deste porte são arriscadas para os acionistas, dado o financiamento da dívida e o capital necessário para fechar o negócio, o CEO da AT&T, Randall Stephenson, vê a manobra como uma forma de adaptar-se à mudança rápida dos hábitos do consumidor.

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– A Apple está rindo com o bilionário prejuízo da Samsung?

Em reais, a fortuna ultrapassaria os 50 bilhões!

Sabe o que significa esse valor?

O prejuízo com os smartphones Galaxy Note 7 que a Samsung lançou e que começaram a explodir…

Abaixo, extraído de: http://istoe.com.br/samsung-galaxy-note-7-o-erro-de-us-17-bilhoes/

O ERRO DE US$ 17 BILHÕES

Esse é o prejuízo que a Samsung terá com o fim da produção do Galaxy Note 7, smartphone que foi recolhido depois de uma série de explosões. Agora, o grande desafio da empresa é recuperar a credibilidade

Lançado em agosto, ao som do tema que a Samsung criou para a Olimpíada do Rio, o Galaxy Note 7 foi recebido com entusiasmo pelo mercado e pelos especialistas. Tinha tudo para ser um celular cobiçado: bonito, com câmera boa e bateria que poderia durar longas horas. Um mês depois, quando os primeiros relatos de explosão do aparelho começaram a se espalhar por Coreia do Sul, Estados Unidos e Europa, a empresa foi obrigada a convocar um recall e algo sinalizava que, de uma grande aposta, o Note 7 se transformaria em um tremendo fiasco. Na terça-feira 11, a previsão se confirmou. A empresa anunciou que investigava novos casos de superaquecimento e incêndio de dispositivos substituídos e decidiu interromper permanentemente a produção do celular. O custo estimado do erro de colocar os consumidores em risco? Ao menos, US$ 17 bilhões – ou mais do que as receitais anuais de uma gigante do porte da Ambev.

IMPACTO

Os consumidores que adquiriram o modelo foram aconselhados a trocá-lo e a Samsung se comprometeu a reembolsá-los (O Galaxy Note 7 nunca chegou a ser lançado no Brasil). Apesar de ter reafirmado que a segurança dos clientes está no topo das prioridades, a companhia deverá sofrer ainda mais com o episódio – na quarta-feira 12, ela reduziu a estimativa de lucro no terceiro trimestre em um terço. “Parte do problema com o aparelho é que nem a Samsung parece saber o que ele tem de errado”, disse à ISTOÉ Tuong Huy Nguyen, analista da consultoria Gartner. “Eles achavam que o problema estava na bateria, mas depois do recall, ele continuou, então pode estar em outro componente. Se tivessem que recolher os aparelhos de novo, as pessoas ficariam frustradas.” Para Nguyen, o arranhão na credibilidade poderá ser duradouro porque um consumidor comum provavelmente não se lembrará do exato modelo que ele viu pegando fogo num vídeo que circulou pela internet, mas deverá se lembrar que era da Samsung e evitará a marca.

No Brasil, o impacto deve ser bem menor. “O fato ocorrido num único modelo não deve comprometer a reputação e a penetração da Samsung no mercado brasileiro no curto e no médio prazo”, afirma Diego Silva, analista da IDC Brasil. Ele argumenta ainda que, na linha premium, de aparelhos que custam na faixa de R$ 3 mil, a fabricante sul-coreana tem uma oferta consolidada e que o Galaxy Note nunca teve um movimento de vendas expressivo em unidades.

  • Um vídeo com um Note 7 em chamas numa lanchonete na Coreia do Sul teve mais de 1,8 milhão de visualizações
  • As companhias aéreas proibiram os passageiros de utilizar o aparelho da Samsung durante o voo
  • As ações da empresa sul-coreana caíram 8% na terça-feira 11 após o anúncio do encerramento das vendas do Note 7
  • Analistas estimam que a empresa vai deixar de vender 19 milhões de aparelhos
  • A mancha na reputação da Samsung pode atingir outros aparelhos da linha Galaxy

Fotos: Kim Hong-Ji/AFP; Andrew Zuis/AP

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– Dória acerta ou erra com os Ex?

João Dória Jr nem bem foi eleito e toma uma atitude corajosa: criou o Conselho de Ex-Prefeitos para troca de experiências em sua administração.

Minha pergunta é: Maluf, Marta, Kassab, Serra… agregam ou atrapalham?

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– Houve Planejamento nos Times Vitoriosos da Semana?

O Guarani de Campinas voltou a fazer sua torcida sorrir após um longo calvário: subiu da Série C para a B do Brasileirão. Outro que deixou sua massa feliz foi a Portuguesa Santista, subindo da 4a para a 3a divisão paulista.

Mas qual o motivo de citá-los?

É que o futebol nem sempre é lógico. Há 15 dias do início da Série C, o desconhecido Marcelo Chamusca (sim, não é o Péricles Chamusca) não tinha dois times completos para fazer um coletivo entre “titulares contra reservas”. Não se sabia o que iria dar o time, jogadores chegando em meio ao torneio “como um carro que está sendo arrumado rodando pela estrada”. E não é que o Bugre fez a melhor campanha da 1a fase (de grupos)? Aliás, no mata-mata contra o ASA de Arapiraca após perder por 3×1, fez 3×0 no Brinco de Ouro da Princesa (com dois frangos do goleiro adversário) e quase jogou fora tudo que conseguiu anteriormente. Se é culpa do regulamento, não importa, pois ele foi assinado por todos. O que vale, enfim, é a ressurreição do Guarani!

Já a Lusinha praiana ergueu a Taça da 4a Divisão regional em Santos. Motivo de festa, de ânimo, de júbilo – mas com um detalhe negativo: arquibancadas vazias! Final de campeonato tem que ter estádio cheio, seja ele onde for e qual divisão seja. E o detalhe é: venceu o endinheirado Desportivo Brasil de Porto Feliz, ex-clube da Traffic e hoje de propriedade de chineses, que tem um planejamento fantástico além de um complexo esportivo de primeiríssima linha.

Nem sempre o futebol é coerente com os ditos administrativos e de expectativa, como citado anteriormente…

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– Twitter será vendido ao Google, à Microsoft ou à Disney?

Surgiu o boato que o Google está tentando comprar o Twitter. O microblog andava com as ações em baixa, e tal especulação fez com que a empresa disparasse na bolsa. Agora, o valor de mercado está estimado em aproximadamente 16 bilhões de dólares.

Foi estratégia do Twitter soltando um boato ou as especulações são reais?

Ontem, outra notícia: a Microsoft e a Disney teriam se interessado também. Quem levará?

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– Futuro criado ou não?

Sábias palavras do guru da Administração de Empresas, Peter Drucker:

A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo

Quer discutir? Eu concordo: penso que futuro não é algo determinado (já escrito), mas construído.

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– A nova política da Petrobras: redução do preço da Gasolina e do Diesel?

Uma grande novidade pode estar sendo preparada para o ramo dos combustíveis: a Petrobrás, enfim, deixará o viés político de lado e poderá se tornar de fato uma empresa voltada ao mercado exclusivamente.

Devido ao rombo do Petrólão e a não concretização das expectativas da extração do Pré-Sal, a companhia sofreu inúmeros e grandes prejuízos. Dessa forma, a expectativa de aumento de preços era iminente. O último reajuste foi em Setembro de 2015, e a necessidade de sanear as finanças da empresa com o aumento dos derivados de petróleo (em especial depois do reajuste do gás) era esperado.

Entretanto, a BR anuncia que trabalhará com a política de preço com paridade no mercado internacional. Hoje, a Gasolina brasileira está sendo vendida a 30% a mais do que deveria, se comparada à queda do preço do barril de petróleo. Dessa forma, duas medidas poderão ser tomadas:

  • a Redução do preço dos combustíveis;
  • o Desinvestimento em até 25% em 5 anos.

Tudo isso será feito para sanear a empresa. Entre elas, vender participação dos ativos da Petrobras em outros negócios. Segundo o presidente da BR, Pedro Parente, a idéia é alcançar 74 bilhões de dólares em economia e alavancagem de vendas para cobrir o déficit.

Muito dinheiro, não?

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– Ser chato com o cliente…

… causa muitos problemas!

Já viram a propaganda do “Posto Miranda”? É uma paródia do Posto Ipiranga, mas com exageros de frentistas chatos.

Quando você vai a uma loja de sapatos e o vendedor fica “extremamente gentil” ao seu lado, mesmo quando você quer dar apenas uma olhada, não é desagradável?

Ou se a “mocinha do telemarketing” te liga e não para de oferecer coisas, e o que você deseja realmente não acontece?

Assista esse hilário vídeo, em: https://www.facebook.com/marcelo.borja.35/videos/1424394874256871/

 

– Torcida da Portuguesa assume a base do time para evitar o encerramento das atividades e incentivar o profissional. A do Paulista poderia fazer o mesmo?

Um grupo de torcedores da Portuguesa se une para salvar a base da Lusa. Se o atleta não for 100% do clube, não joga. Eles administram os garotos e realizam outras ações pró-time. E assim a torcida assume o Sub 15, 17 e 20.

Tal modelo serviria ao Paulista?

Matéria do Estadão de domingo, extraído de: http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,na-base-portuguesa-ve-esperanca-em-meio-ao-caos,10000075079

NAS CATEGORIAS DE BASE, PORTUGUESA VÊ ESPERANÇA EM MEIO AO CAOS

Perto do rebaixamento à Série D, grupo de torcedores trabalha com os garotos para o clube renascer

Por Marcius Azevedo

A Portuguesa pode escrever hoje um triste capítulo em seus 96 anos de existência com o rebaixamento para a Série D do Brasileiro. A equipe torce por derrota do Macaé contra o Juventude, às 11h30, em Caixas, e depois tem de vencer o Guaratinguetá, às 19h30, no estádio José Liberatti, em Osasco – o Canindé foi alugado para uma igreja -, para chegar na última rodada com chances matemáticas de se manter na Série C.

O rebaixamento, se consumado, seria o quarto em três anos, fundo do poço para um clube tão tradicional em São Paulo. Mas não necessariamente será o fim da linha. Afundado em dívidas por gestões ruins que levaram até ao leilão de parte da área do Canindé – marcado para 7 de novembro e que o departamento jurídico busca impugnar -, a Portuguesa, enquanto sonha com um mecenas, vê esperança de alcançar o renascimento com o trabalho de um grupo de torcedores nas categorias de base, que historicamente sempre revelou garotos.

Apaixonados pelo clube, eles assumiram o controle do departamento em fevereiro. O cenário era de terra arrasada. “Não existia nem sequer controle com o nome dos jogadores que eram da Portuguesa, nenhuma ficha, nada”, comenta Cássio Esteves, coordenador administrativo da base.

Além de Cássio, o grupo, que não recebe salários, conta com Ricardo Alonso, Virgilio Cesar, Marco Aurélio Amaro e Rodrigo Eduardo Gonçalves. O único remunerado é Eduardo Gomes, que atua como supervisor técnico. O mentor é o pai de Cássio, Toninho, que era diretor da base quando Dener foi revelado. “É pelo amor”, comenta Cássio. “O nosso retorno é ver a Portuguesa no lugar que ela merece. Temos o nosso sustento, não vivemos disso”, completa.

No pente-fino realizado em fevereiro, o grupo limou jogadores que não eram 100% do clube. “Acabamos também com qualquer esquema de empresário”, diz Cássio, antes de explicar a situação. “Não brigamos com os empresários, eles podem trazer os atletas para cá. Se for bom, fica, mas ficamos com 100% dos contratos e direitos.”

Com pouca participação da Portuguesa, que arca apenas com transporte, taxas da Federação Paulista e salários das comissões técnicas, o custo mensal é de R$ 50 mil. Atualmente são 90 meninos nas categorias Sub-15, Sub-17 e Sub-20. A maioria é de São Paulo, já que os custos para alojamento são proibitivos. Os atletas estudam em escola pública. A alimentação, em grande parte, vem de doações. “Tentamos fazer os garotos gostarem de jogar aqui, terem amor pela Portuguesa”, diz Ricardo Alonso.

O trabalho é árduo, mas já dá resultado. Um garoto despertou o interesse do Internacional, faz teste em Porto Alegre nesta semana e pode gerar um ganho financeiro. “Vamos ficar com uma parte se der certo”, comenta Cássio. Em campo, segundo o coordenador, o retorno pode vir já em 2017. “Com uma espinha dorsal experiente, os garotos têm condições de ir bem na Série A-2 do Paulista e em uma eventual Série D.”

O presente, ao que tudo indica, será marcado por mais um rebaixamento, mas ainda há esperança de um futuro melhor no Canindé.

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– A difícil situação do Hopi Hari. Fechará?

A Justiça não permite que o Parque de Diversões Hopi Hari utilize de Recuperação Judicial para continuar aberto. Após duas greves e interdição de montanha-russa, local pode ser fechado.

Extraído de: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2016/09/justica-nega-pedido-de-recuperacao-do-parque-hopi-hari.html

JUSTIÇA NEGA PEDIDO DE RECUPERAÇÃO DO PARQUE HOPI HARI

A 2ª Vara Cível da Justiça de Vinhedo (SP) negou o pedido de recuperação judicial do parque de diversões Hopi Hari, situado no interior de São Paulo. A decisão da juíza Euzy Lopes Feijó Liberatti, responsável pelo caso, foi publicada na quinta-feira (8).

A empresa fez o pedido em agosto para evitar a falência do empreendimento e tentar conseguir investidores para pagar uma dívida de R$ 330 milhões com credores.

Na decisão, a juíza Euzy Lopes Feijó Liberatti afirma que as medidas apresentadas no pedido da empresa “não se mostram pontuais, nem provisórias, e não contam com o respaldo da lei”.

O advogado do parque, Daltro Borges, afirmou ao G1 em agosto que pelo menos 50% da dívida do local é com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e, por isso, sem a recuperação judicial, ficaria impossível ter acesso às linhas de crédito e o grupo seria obrigado a decretar falência.

MONTANHA-RUSSA

Em julho, a juíza Carolina de Figueiredo Dorlhiac Nogueira, do Foro Central Cível de São Paulo, autorizou o empresário Cesar Augusto Federmann a fazer a retirada de uma montanha-russa do parque.

O brinquedo tratado no processo, uma montanha-russa de dez inversões, é prevista como nova atração, mas está desmontada e o prazo para abertura aos visitantes não foi confirmado pelo parque.

Em nota divulgado na época, o Hopi Hari alegou que todas as questões judiciais foram encerradas por meio de acordo enviado para a Comissão de Valores Mobiliários.

Em janeiro deste ano, o empresário acionou a Justiça de Vinhedo para cobrar R$ 5,9 milhões do parque, referentes a um empréstimo feito em dezembro de 2014 e acréscimo de juros. Contudo, o pedido foi indeferido no mesmo mês pelo juiz da 1ª Vara Cível, Fábio Marcelo Holanda, após o protesto ser interrompido.

À época, o magistrado mencionou que, caso o Hopi Hari pagasse o valor cobrado, não seria decretada a falência. Na ocasião, a assessoria do parque também citou que liminar da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo impedia a cobrança do valor.

Paralisações

No mês de agosto, os funcionários do parque fizeram paralisações por falta de pagamento em duas ocasiões e os turistas que vieram de outras cidades ficaram sem acesso ao espaço. Na época, a empresa não confirmou a greve e disse que o local estava em manutenção.

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– Clientes Ocultos na Moda!

Cada vez mais as empresas adotam a prática de contratação de empresas especializadas para serem consumidores dos seus próprios produtos/ serviços. A idéia é de que anonimamente, os consumidores contratados dêem um retorno adequado e testem o atendimento e a compra efetuada.

Em muitos casos, a ação beira a espionagem. Compartilho a boa reportagem de uma edição antiga da Revista Veja (Ed 07/12/2012, pg 110-111) sobre esse tema. Abaixo:

CLIENTES OU ESPIÕES

por Renata Betti

Em: http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Veja_montagem.jpg

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