Perfeita explicação: “A um chefe você obedece. Um líder você segue, procura e admira“.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.
Perfeita explicação: “A um chefe você obedece. Um líder você segue, procura e admira“.

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Até onde a simpatia não-sincera vale a pena? Uma pesquisa da Universidade de Michigan alega: falsidade com sorrisos forçados é prejudicial ao trabalho, em especial ao ambiente entre os colegas e às vendas.
Extraído da Revista Época Negócios, Caderno Inteligência, Ed Abril 2011, pg 63
QUANDO SORRIR FAZ MAL
Sabe aquele risinho amarelo, forçado, que serve apenas para tentar agradar à freguesia? Livre-se dele ou você poderá prejudicar a saúde e os negócios
Funcionários que lidam diretamente com o público e passam o dia sorrindo contribuem para um bom e produtivo ambiente de trabalho, certo? Depende do sorriso. Aquele amarelo, tão falso quanto uma nota de R$ 3, pode ser contraproducente e acabar minando os negócios. Pelo menos é este o resultado de um estudo feito por professores da Universidade de Michigan. Segundo os pesquisadores, a energia aparentemente positiva de um funcionário “farsante” não só piora o seu humor como dificulta o cumprimento das tarefas cotidianas. Por outro lado, quando o riso é genuíno e tem origem em pensamentos positivos ocorre uma efetiva melhora no ânimo.
Durante duas semanas, os pesquisadores acompanharam a rotina de motoristas de ônibus. Cabe lembrar que, nos Estados Unidos, os motoristas também atuam como cobradores, o que lhes obriga a interagir frequentemente com o público. Nas ocasiões em que estes profissionais declararam ter tentado disfarçar pensamentos negativos com sorrisos forçados, as respostas aos questionários revelaram uma nítida piora no humor. Não por acaso, os períodos de alteração no estado de espírito revelados pela pesquisa coincidiram com um aumento de ausência no trabalho. Por outro lado, quando os motoristas disseram que cultivaram pensamentos positivos – como lembranças das férias –, as faltas no trabalho caíram e o humor manifestado nas respostas da pesquisa melhorou.
“Empresários podem pensar que ter funcionários sorridentes é algo bom para a organização, mas não é bem assim”, disse Brent Scott, professor de administração responsável pelo estudo. “Sorrir por sorrir pode levar à exaustão emocional e fazer o funcionário se ausentar do trabalho.” O efeito foi ainda mais forte entre as mulheres, que apresentaram, além de uma queda mais acentuada no humor, maior propensão que os homens a faltar no trabalho após uma longa série de sorrisos amarelos. Da mesma forma, o pensamento positivo teve um efeito mais benéfico sobre elas, tanto no que diz respeito ao humor quanto à disposição para trabalhar.
O estudo, publicado em fevereiro no Academy of Management Journal, não investigou as causas do fenômeno nem a razão da diferença entre gêneros. No entanto, segundo Scott, pesquisas anteriores indicam que as mulheres demonstram mais suas emoções do que os homens. Quando forjam um sorriso enquanto sentem emoções negativas, elas entram em um intenso conflito interno, que pode afetar mais fortemente os sentimentos. De qualquer forma, ensina o professor, mulheres e homens devem utilizar a técnica da semeadura de bons pensamentos com moderação. Ela parece de fato melhorar o humor no curto prazo, mas pode causar sequelas depois de certo tempo. “Se você ficar tentando cultivar boas emoções a todo momento, corre o risco de começar a se sentir falso”, afirmou Scott.

Imagem extraída de: https://www.notiulti.com/la-reaccion-de-britney-spears-al-documental-es-sorprendente-estrellas/
Originalmente, a Cultura Woke era uma filosofia de inclusão às ditas (como eram chamadas antigamente) minorias. Muitas empresas passaram a adotar programas de contratação para negros, LGBTs, deficientes e outros públicos específicos, mostrando a correta preocupação com a equidade.
Porém, a Cultura Woke transitou por questões ideológicas e se perdeu! Passou a ser uma bandeira do radicalismo de Esquerda (aqui, um lembrete: qualquer ideologia, de Direita ou de Esquerda, se radical, torna-se indevida) e militou de maneira intransigente contra qualquer opinião contrária. Se a pessoa não era socialista, cancele-se! Se defende oportunidades idênticas para heteros ou homossexuais, torna-se homofóbico automaticamente, pois dentro desse radicalismo há a necessidade de reparação histórica. Se é católico, protestante, conservador? Rotula-se automaticamente como fanático religioso pois o que vale é o cosmos universal.
Todas essas formas intolerantes praticadas (por quem defende, em tese, a tolerância) potencializaram um “mercado do medo”. Empresas criaram departamentos exclusivos para lidarem com essas questões, com medo de cancelamentos dos grupos wokes radicais (que fazem muito barulho). A Disney(1), por exemplo, introduziu essa filosofia em seus desenhos e filmes, e, principalmente, com bandeiras libertárias e de ideologia sexual. Depois de amargar prejuízos, trocou o presidente da empresa que anunciou o fim da cultura woke na cia.
O termo woke significa, numa tradução livre, ter uma “agenda acordada, despertada”, no sentido de que o mundo tem um novo padrão comportalmental, relacional, dentro das culturas modernas ou sentimentos de filosofia “new age / nova era”.
Diante de tantos excessos, grandes empresas passaram a repensar suas agendas, onde perceberam um cego modismo e caíram no erro de, ao invés de praticarem a inclusão cidadã, respeitosa, acabavam fazendo uma equivocada apologia às bandeiras woke e desrespeitavam quem não tinha o mesmo pensamento (como se o público woke fosse dono da verdade e da sabedoria do mundo). A Nike(2), por exemplo, retirou sua publicidade woke e voltou a falar de igualdade e cidadania, sem buscar “lacração”.
Tudo isso se potencializou ainda mais nos últimos dias: as declarações de Elon Musk sobre o vírus mortal Woke (https://wp.me/p4RTuC-ZhE), a grita para que o mundo se tornasse “woke na marra” (https://wp.me/p4RTuC-Zsn) e o episódio do deboche da Santa Ceia nas Olimpíadas 2024 travestido de “não nos referimos à Santa Ceia” (aqui: https://wp.me/p4RTuC-Zr1) potencializaram a mudança de rumo. A Microsoft (3), inclusive, demitiu o “departamento woke” da empresa alegando que para cidadania e inclusão, já trabalha naturalmente com a causa, sem precisar levantar uma bandeira e ter tais custos, entre outras justificativas.
Abaixo, as matérias citadas:
(1) BOB IGER DIZ QUE A DISNEY WOKE ACABOU
(https://bcharts.com.br/t/e-agora-bob-iger-diz-que-a-disney-woke-acabou/180295)
O CEO da Disney, Bob Iger, enfatizou que a empresa se concentraria em entreter sobre o avanço de “qualquer tipo de agenda”, logo depois que a gigante da mídia sobreviveu a uma luta por procuração travada por acionistas ativistas.
Questionado durante a sessão anual de perguntas e respostas da reunião anual de acionistas da Disney em 3 de abril se a empresa apenas forneceria entretenimento e ficaria fora da política, Iger disse que o trabalho da Disney era “entreter, em primeiro lugar”.
“Sempre acreditei que temos a responsabilidade de fazer o bem no mundo, mas sabemos que nosso trabalho não é avançar nenhum tipo de agenda”, disse ele na reunião transmitida ao vivo. “Ento que eu estiver no trabalho, continuarei a ser guiado por um senso de decência e respeito, e sempre confiaremos em nossos instintos.”
É uma mensagem que Iger está interessado em enviar desde seu retorno como CEO em novembro de 2022.
Durante uma chamada de analista em abril de 2023, foi-lhe feita uma pergunta semelhante sobre “promover a agenda acordada”.
“Eu sou sensível a isso”, ele respondeu. “Nossa principal missão precisa ser entreter e, em seguida, através do nosso entretenimento, continuar a ter um impacto positivo no mundo. E eu estou falando muito sério sobre isso. Não deve ser orientado pela agenda.”
Então, em setembro, ele disse aos investidores que a empresa “acalmaria o barulho” quando se tratasse de guerras culturais, informou a Reuters.
Ele dobrou a mensagem na cúpula DealBook de novembro quando disse que os filmes de sua empresa estavam muito focados em mensagens e não priorizavam contar histórias de qualidade.
“Os criadores perderam de vista qual seu objetivo número um precisava ser” — para entreter — ele disse na cúpula.
“Eu usei ‘Pantera Negra’ como um ótimo exemplo disso apenas em termos de promover a aceitação, ou o filme ‘Coco’, que a Pixar fez sobre o Dia dos Mortos”, acrescentou. “Eu gosto de poder fazer isso, entreter e se você puder infundi-lo com mensagens positivas, ter um bom impacto no mundo, fantástico. Mas esse não deve ser o objetivo.”
Iger estava até disposto a colocar um alfinete na longa rivalidade entre o governador da Flórida. Ron DeSantis e Disney sobre a chamada lei “Don’t Say Gay” do estado. Em um movimento surpreendente, a Disney e a Flórida resolveram sua disputa legal em março.
Nos últimos anos, a Disney se tornou um alvo de políticos conservadores como DeSantis e vozes de mídia social — incluindo, mais recentemente, Elon Musk. Alguns criticam a empresa por incluir personagens e elementos LGBTQ+ em histórias — como um beijo do mesmo sexo em “Lightyear” e personagem não binário em “Elemental” — enquanto outros se desfenderam de uma Ariel Negra na recente “Pequena Sereia”.
O distanciamento de Iger do que alguns chamaram de “agenda acordada” veio quando ele lutou contra uma luta por procuração do investidor ativista Nelson Peltz.
Peltz fez da Disney uma prancha de sua campanha, questionando “Pantera Negra” e “As Maravilhas” da Marvel que lançaram protagonistas negras e femininas, respectivamente.
“Por que eu tenho que ter uma Marvel que é só mulher? Não que eu tenha algo contra as mulheres, mas por que eu tenho que fazer isso? Por que não posso ter Marvels que são as duas? Por que eu preciso de um elenco todo preto?” Ele disse em uma entrevista ao Financial Times no mês passado.
Não importa o quanto Iger insista que o foco da empresa seja o entretenimento, a Disney provavelmente ainda produzirá conteúdo que reflita o mundo ao seu redor e introduza novos personagens — Iger deixou claro que esses filmes ainda podem ser perfeitamente divertidos.
(2) NIKE ABANDONA CULTURA WOKE E RESGATA VALORES EM SUPERCOMERICAL
(https://www.updateordie.com/2024/08/07/nike-abandona-cultura-woke-e-resgata-meritocracia-em-super-comercial-narrado-por-willem-dafoe/)
A Nike abandona a cultura woke e adota a meritocracia em seu novo comercial, narrado por Willem Dafoe, destacando conquistas individuais e esforço pessoal.
O novo comercial da Nike, intitulado “Vencer não é para todos” e estrelado por grandes nomes do espeorte como Kobe Bryant, LeBron James, Giannis Antetokounmpo, Kylian Mbappé, Serena Williams, se afasta da cultura woke e abraça a meritocracia, gerando polêmica e debate sobre os valores éticos da competitividade no esporte.
Mensagem central: “You can’t win them all, but you should sure as hell try.”
Polêmica gerada entre a militância progressista e defensores da meritocracia.
Vídeo em: https://www.youtube.com/watch?time_continue=4&v=pwLergHG81c&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fwww.updateordie.com%2F&source_ve_path=Mjg2NjQsMjg2NjQsMjg2NjY
(3) MICROSOFT DEMITE TIME DE DIVERSIDADE POR NÃO SER MAIS NECESSÁRIO
(extraído de https://www.poder360.com.br/poder-tech/microsoft-demite-time-de-diversidade-por-nao-ser-mais-necessario/)
A Microsoft demitiu uma equipe que atuava para garantir diversidade, equidade e inclusão dentro da companhia. Em comunicado interno, um líder de equipe justificou que a política “não é mais crítica para os negócios”.
“O verdadeiro trabalho de mudança de sistemas associado a programas DEI [diversidade, equidade e inclusão] em todos os lugares não é mais crítico para os negócios ou inteligente como era em 2020”, escreveu o funcionário da big tech em um e-mail enviado para milhares de funcionários, ao qual o site Business Insider teve acesso.
Conforme o texto, a equipe foi eliminada a partir de 1º de julho, acompanhando “mudanças nas necessidades de negócios”. Não foi informado o número de funcionários demitidos.
Procurado pelo site, o autor do e-mail não se pronunciou sobre o caso.
O porta-voz da companhia Jeff Jones afirmou, em comunicado, que os compromissos da Microsoft com diversidade “permanecem inalterados”. E completou: “Nosso foco na diversidade e inclusão é inabalável e seguimos firmes nas nossas expectativas, priorizando essa responsabilidade e nos destacando neste trabalho”.
Jovens exaustos, abrindo mão de casamento e filhos, dedicando-se ao trabalho e priorizando uma ou outra responsabilidade, a fim de evitar o stress do cotidiano e levar uma vida mais simples.
Acontece com você tal sentimento?
Veja esse movimento no Sudeste Asiático:
EXAUSTOS E SEM ESPERANÇA
Movimento “Lying Flat”, que na tradução literal significa “ficar deitado”, estimula que jovens troquem carreiras desgastantes pela simplicidade
Como um estudante do ensino médio crescendo em uma pequena cidade no leste da China, Li Xiaoming sonhava em se mudar para uma cidade grande onde pudesse ter uma vida melhor. Agora com 24 anos, Li só quer descansar.
Em todo o país, jovens como Li – que pediu para ser referido por esse pseudônimo porque teme a carreira e as repercussões políticas de suas opiniões – estão se cansando da feroz competição por faculdade e empregos, e da implacável corrida de ratos depois de serem contratados .
Eles agora estão adotando uma nova filosofia que chamam de “tang ping” ou “lying flat”, movimento que estimula uma rotina mais tranquila.
A frase aparentemente remonta a uma postagem no início deste ano em um fórum online administrado pelo gigante chinês de buscas Baidu. O autor daquela postagem, agora excluída, sugeriu que, em vez de trabalhar a vida inteira para conquistar um apartamento e valores familiares tradicionais, as pessoas deveriam seguir uma vida simples. Em outras palavras, apenas “fique deitado”.
A conversa sobre “ficar deitado” se espalhou rapidamente pela China, à medida que os jovens enfrentam uma intensa competição pelos empregos mais atraentes, especialmente em tecnologia e outras áreas de ‘colarinho branco’. Enquanto o país reprime a iniciativa privada, entretanto, o público tem se preocupado com o que muitos veem como uma cultura de trabalho estafante. Comum em muitas empresas de tecnologia e startups são as exigências de que as pessoas trabalhem quase o dobro – ou mais – do número de horas em uma semana de trabalho típica.
O interesse em “lying flat (ficar deitado)” explodiu nas redes sociais e atraiu o interesse de censores, que em alguns casos restringiram o uso do termo. Vários meios de comunicação estatais também se opuseram à conversa, sugerindo que os jovens deveriam se esforçar para trabalhar duro em vez disso.
Esse tipo de fenômeno, porém, não se limita à China. Em todo o Leste Asiático, os jovens dizem que ficaram exaustos com a perspectiva de trabalhar duro por uma recompensa aparentemente pequena.
Na Coreia do Sul, os jovens estão desistindo do casamento e da casa própria. No Japão, eles são tão pessimistas sobre o futuro do país que estão evitando posses materiais.
À medida que mais jovens ficam frustrados com a pressão implacável, eles dizem que querem – e em alguns casos estão – desistindo dos ritos de passagem convencionais, como se casar ou ter filhos.
Mercado competitivo
Li passava todos os dias no colégio estudando. Em seu vestibular, sua pontuação o colocou entre os melhores entre todos os alunos do último ano do ensino médio na província de Shandong. Ele está fazendo mestrado em uma das três principais faculdades de Direito da China e espera conseguir um emprego em um prestigioso escritório de advocacia internacional com sede em Pequim.
Mas quando se candidatou a empregos de pós-graduação e estágios em março, foi rejeitado em mais de 20 escritórios de advocacia internacionais na China. Em vez disso, ele se contentou com uma posição de trainee em um escritório de advocacia nacional.
“A competição entre eu e outros estagiários era muito intensa”, disse Li. “Quando vejo estudantes que ainda estão tentando entrar em prestigiosos escritórios de advocacia internacionais, me sinto exausto e sem vontade de lutar com eles”.
O estilo de vida “tangível” começou a ressoar com ele. Cansado de tentar chegar ao topo, Li decidiu “ficar deitado” fazendo o mínimo em seu estágio.
“Muitas pessoas que eram melhores do que eu trabalhavam mais arduamente do que eu, por isso me sentia ansioso”, disse ele. “‘Tang ping’ é … lutar contra o status quo, não ser ambicioso, não trabalhar tanto.”
Os defensores deste movimento também desenvolveram uma filosofia que vai além da postagem inicial do Baidu. Em um grupo na plataforma social Douban, alguém postou um manifesto descrevendo as características do estilo de vida “tangente”.
“Não vou me casar, comprar uma casa ou ter filhos, não vou comprar uma bolsa ou usar um relógio”, dizia o “manifesto”. “Vou afrouxar no trabalho … Sou uma espada cega para boicotar o consumismo.”
O grupo acabou sendo banido, depois de atrair milhares de participantes. Uma hashtag para o termo também foi censurada no Weibo, a versão chinesa do Twitter.
As pressões que os jovens enfrentam na China são altas. Um recorde de 9,09 milhões de estudantes se formou em universidades ou faculdades este ano, de acordo com dados do Ministério da Educação da China.
Mesmo depois de encontrar empregos, muitos trabalhadores lamentam os horários de trabalho intensos, especialmente em grandes empresas de tecnologia. A cultura, conhecida como “996”, refere-se ao trabalho das 9h às 21h, seis dias por semana. A cultura de trabalho excessivo foi criticada pelo tribunal superior da China na quinta-feira. Ela convocou empresas de uma série de setores que violavam as regras trabalhistas, incluindo uma empresa de postagens, não identificada, que ordenou aos funcionários que trabalhassem 996 horas.
Muitos jovens trabalham para essas empresas, de acordo com Terence Chong, professor associado de economia da Universidade Chinesa de Hong Kong (CUHK).
“Eles competem entre si”, disse ele. Portanto, mesmo que nem todos queiram trabalhar nessas horas, eles podem se sentir compelidos a fazê-lo para manter o ritmo.
Essas tensões não se limitam ao setor de tecnologia. Tony Tang – um professor universitário de 36 anos em Guangdong – disse estar cansado de trabalhar 12 horas por dia, sete dias por semana.
“Acho que estou sobrecarregado de trabalho”, disse Tang, que pediu para ser referido pelo pseudônimo de Tony Tang porque temia sofrer repercussões por suas opiniões. “Eles consideram o trabalho duro um tipo de coisa que o povo chinês deve fazer.”
O aumento do custo da habitação está aumentando a pressão. Medido por metro quadrado, o custo médio de uma unidade em um prédio residencial em Pequim mais que dobrou nos seis anos até 2019, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas da China. No mesmo período, o rendimento médio anual disponível na cidade aumentou 66%.
“Não importa o quanto eles trabalhem, é muito difícil comprar uma casa”, disse Chong, da CUHK. “Em uma sociedade [onde] você vê alguma esperança, se você trabalhar duro, então você pode … comprar [uma] casa e assim por diante, então você pode trabalhar duro. Mas a questão é se você não consegue ver nenhuma esperança, então você quer ‘ficar deitado’.”
Desistindo de namoro, casamento e filhos
Embora “ficar deitado” seja uma tendência relativamente nova na China, os jovens de outras partes do Leste Asiático dizem que há anos lutam contra frustrações semelhantes. Com apenas 22 anos, Shin Ye-rim desistiu de se casar, ter filhos ou ter uma casa.
“Acho que o maior problema é que os preços das casas estão subindo muito”, disse Shin, que estuda na prestigiosa Universidade Yonsei em Seul. Ela acrescentou que não sabia se poderia sustentar financeiramente uma criança.
Em 2011, um jornal sul-coreano cunhou a palavra “sampo” – literalmente “desistir dos três” – para descrever uma geração que desistiu de namorar, casar e ter filhos.
Em 2014, as relações interpessoais e a casa própria foram acrescentadas a essa lista, dando origem à geração “opo”, ou “desistir de cinco”. Mais sacrifícios foram adicionados desde então, eventualmente dando origem ao termo “n-po”.

Imagem extraída de: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/exaustos-e-sem-esperanca-jovens-asiaticos-abdicam-de-rotina-sobrecarregada-e-metas-ambiciosas/
Compartilho excepcional artigo do prof José Renato Santiago Sátiro, do Blog do Conhecimento (http://www.jrsantiago.com.br/area_de_conhecimento/_Editorial), a respeito de Crescimento e Aperfeiçoamento Profissional, Capacitação e Competência, Competitividade e Mundo Corporativo.
O texto é de extrema valia aos profissionais de qualquer área de atuação, mas em especial aos Administradores de Empresas. Abaixo:
O QUE ESTAMOS FAZENDO PARA NOS MANTERMOS COMPETITIVOS?
Uma das mais relevantes verdades que suportam o atual mundo corporativo diz respeito a necessidade de constante aperfeiçoamento de nossas competências.
A correta gestão dos nossos conhecimentos certamente contribui muito para que todos nós, colaboradores, que prestamos atividades profissionais, remuneradas ou não, possamos buscar a excelência e o atendimento de nossos objetivos.
No entanto, é de entendimento comum que os conhecimentos que possuímos hoje não irão garantir o nosso sucesso futuro.
Sempre haverá a necessidade de algo mais.
A grande surpresa que fundamenta este fato não está associada com a efetiva necessidade de capacitação constante, mas sim com a predisposição em buscá-la.
Há diferença nisso?
Sim, claro que existe, sutil, mas evidente.
Anos atrás não era incomum que as pessoas buscassem oportunidades em organizações que possuíssem planos de carreira bem estruturados e possibilidades de capacitação aos seus colaboradores.
Hoje, as coisas mudaram, então?
Claro que não.
Todos tendemos a valorizar oportunidades profissionais em empresas que não somente ofereçam bons salários e condições de crescimento, mas, principalmente, reais possibilidades de aprimoramento de nossas competências.
No entanto, algo está diferente.
Ainda que haja esta valorização, é temeroso o profissional sinalizar esta preocupação voltada a capacitação como se fosse um diferencial a ser oferecido por uma empresa.
E a resposta é simples.
Buscar isto junto a um terceiro, no caso qualquer organização que seja, é um lamentável equívoco.
Qualquer capacitação que nos é ofertada, não terá uma ínfima relevância quando comparada com aquela que é conquistada pelo profissional que se preocupa em alinhar seus intentos e metas com os treinamentos dos quais ele próprio busca fazer parte.
Poucas vezes, o que não é injusto, os treinamentos ofertados nas empresas possui alguma associação com as reais expectativas de seus profissionais.
Isto ocorre, pois, as organizações priorizam o atendimento de seus próprios objetivos, e eventualmente apenas eles são comuns aos dos colaboradores.
Não há qualquer, digamos “maldade” por parte das empresas, ainda, mas, pelo fato das relações em vigência serem profissionais.
A partir do momento que tenhamos certeza desta real diferença entre os nossos interesses e os das organizações onde atuamos, creio que caiba responder a seguinte pergunta:
– O que estamos fazendo para nos manter competitivos?
Certamente é nossa responsabilidade.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.
Vejam só os números:


E ao procurar elencar os fatores que levam funcionários a se demitirem de uma empresa, me deparo com essa interessante e didática imagem. Abaixo:

As pessoas que “sabem das coisas”, sabem mesmo? Ou o conhecimento delas é baixo, raso, insuficiente?
Leia esse artigo espetacular sobre o “conhecimento raso no mundo corporativo. Muito interessante!
Extraído de: https://medium.com/@jrsantiagojr/o-maior-mal-do-mundo-corporativo-o-conhecimento-raso-1f556224f4be
O MAIOR MAL DO MUNDO CORPORATIVO: O CONHECIMENTO RASO
Por José Renato Sátiro Santiago
Vivemos a chamada “Era do Conhecimento” aquela sobre a qual Peter Drucker, ainda nos idos de 1960, afirmou que o diferencial competitivo iria estar presente nas pessoas que trabalhassem com as informações, as desenvolvessem, e de acordo com o contexto presente, as transformassem em conhecimentos a serem aplicados em suas atividades profissionais. O raciocínio que suporta este entendimento é claro. Apenas o conhecimento aplicado pode gerar aquilo que é essencial para qualquer organização e/ou profissional, a competência.
A grande evolução tecnológica tem impactado de forma consistente este cenário. Hoje em dia as mudanças ocorrem em grande velocidade, bem como seus impactos. Aquilo que ontem era de um jeito, hoje é desse e amanhã será de outro. Isto tem provocado a falta de previsibilidade dos eventos. Diante tudo isso, planejar tem sido algo ainda mais difícil e, ao mesmo tempo, longe de ser descartado. Cada vez é mais complexo afirmar que existe apenas uma resposta correta, mas sim diversas possíveis respostas para as situações, o que tem provocado também o surgimento de múltiplas interpretações para um mesmo fato. Diante disso, o conhecimento passou a ter um prazo de validade cada vez menor, um grande paradoxo para a “Era do Conhecimento”.
A necessidade de possuir conhecimentos específicos cada vez mais complexos vai na contramão de uma frequente constatação de muitos pseudo especialistas presentes no mercado corporativo, que diz respeito a “precisarmos ser generalistas”. Tempos atrás, o genial Ariano Suassuna afirmou que “… a massificação procura baixar a qualidade artística para a altura do gosto médio. Em arte, o gosto médio é mais prejudicial do que o mau gosto… Nunca vi um gênio com gosto médio.” Fazendo uma breve analogia, o ‘primo’ do gosto médio na arte é o conhecimento generalista no mundo corporativo. O conhecimento generalista, muitas vezes, é raso. Ele tem muito pouca valia no processo de geração de novos requisitos de riqueza, a inovação, que acontece, necessariamente, a partir do conhecimento profundo. Ainda que seja cabível considerar que a visão de alguém novo, ou de fora do processo, possa ser um importante gatilho, a inovação só acontece a partir da disposição daqueles que possuem muito conhecimento. Em tempos de redução da validade deste, saber quem sabe é a grande sacada para nos manter competitivos.
Há ainda aqueles que tendem a afirmar outros mantras que chegam a ser ainda mais constrangedores. Talvez por isso, ou certamente, por conta disso, vivemos uma epidemia de tantas práticas de autoajuda, disfarçadas, na maioria das vezes, com o título de coaching. Pessoas pobremente construídas de conhecimentos explicítos, em sua maioria formadas em barulhentos e caros cursos de finais de semana, e com parcos conhecimentos tácitos, frutos de inexpressivas ou quase nulas experiências pessoais e/ou profissionais, se acotovelam em buscar algo a ser conquistado, verdadeiramente, apenas por aqueles que construíram de forma efetiva seus pilares de aprendizado. Muitas das empresas e profissionais que constroem suas carreiras explorando este filão, levantam a bandeira em prol do conhecimento raso, o mal maior de nossa sociedade. Cabe prevenção. Esta injeção tem como princípio ativo o conhecimento. Com as bençãos de Drucker e Suassuna e sem qualquer contraindicação.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.
Worcation é a junção de “Work” e “Vacation” (trabalho e férias, em português), e tal prática está cada vez mais frequente mundo afora.
É que em alguns países onde não existe legislação de férias remuneradas, tal situação – trabalhar em período supostamente de descanso – tem sido uma alternativa. Ou melhor: uma necessidade!
Cá entre nós: alguns profissionais já vivem isso no Brasil! O pequeno comerciante não consegue abandonar a rotina. Celulares de última geração, notebooks e outros apetrechos acompanham a mala de mini-férias (2 dias de descanso, em muitos casos).
É a tendência dos dias atuais… e aqui, com pesar, me incluo!
E você: consegue se afastar totalmente do serviço durante as horas / dias de repouso?
Imagem extraída de: https://br.financas.yahoo.com/noticias/por-que-o-excesso-de-trabalho-e-tao-glamourizado-080036988.html
Há “marcas que marcam“, e que suas logos viram as próprias referências.
Quer exemplo: a marca da Apple não é uma maçã, ela é a sua logo. Mas quando você vê uma maçã mordida, mesmo sem nome… o logo lembra a marca, de tão forte que ela é, sem o nome expresso.
E o woosh da Nike?
Alguns outros exemplos:
Nesse momento de clubes-empresa, SAFs e outras modalidades de gestão no futebol, o Sfera FC (cujo apelido é Raio Amado), que joga na vizinha Salto e treina em Jarinu, tem se destacado bastante.
A ideia é: ser um time que forma jogadores sem perder a preocupaçã0 com a formação da pessoa. E o retorno tem acontecido, financeiramente falando.
Em tempo: o Alexandre Costa Curta, que trabalhou no Paulista FC, faz parte desse sucesso colaborando com seus serviços profissionais por lá.
Olhe que história bacana, extraída de: InvestNews.com
FUTEBOL, NEGÓCIOS E FAMÍLIA: A APOSTA TOTAL DE UM FARIALIMER NO SFERA FC
Futebol, negócios e família: a aposta total de um faria limer no Sfera FC
Gustavo Aranha investe em (e busca investidores para) empresa que ganha com atletas bons de jogo e de cabeça
Foi na última sessão de terapia que ele percebeu como as férias escolares passadas junto ao avô alimentaram as decisões profissionais tomadas décadas depois – e que levaram à grande aposta empresarial da sua vida. Cria do mercado financeiro, Gustavo Aranha é hoje um dos três sócios-fundadores de um time diferente dos tradicionais clubes brasileiros: o Sfera Futebol Clube, “uma empresa que é um clube de futebol”.
“Meu avô era diretor do São Paulo e eu passava as férias no centro de treinamento, conhecia os jogadores. Vivi muito o São Paulo com ele, é parecido com o que eu vivo aqui no Sfera”, elabora Aranha enquanto relembra ao InvestNews sua relação com Herman Koester, diretor do SPFC nos anos 1990.
As quase duas décadas e meia de Faria Lima deram a Gustavo Aranha os recursos, a experiência e a lista de contatos necessários para botar de pé o projeto de um time de futebol em que o modelo de negócio não é enfileirar títulos, mas formar atletas e vendê-los para outros clubes, especialmente no exterior. E, assim, dar retorno para os investidores.

Uma explicação rápida: quando se diz que determinado clube “comprou o jogador tal”, na verdade o time comprou os direitos econômicos do atleta, o “passe”. Geralmente, o time que revela um jogador é dono de uma parte dos direitos econômicos e é remunerado a cada transação feita para adquirir o vínculo.
Este é o modelo de negócios do Sfera: formar jogadores e ganhar uma parte do valor sempre que um atleta ali revelado for vendido para um clube. O Sfera costuma ficar com 20% a 40% do valor da transação.
Por ora, os “clientes” do Sfera são clubes gringos menores, que não tem bolsos fundos o suficiente para concorrer com os tradicionais por jogadores brasileiros que se destacam nas principais ligas daqui. Na última janela de transferências, um dos atletas Sfera foi para um clube de Portugal, outro para a República Tcheca.
Essas primeiras transações, portanto, não costumam envolver aqueles valores que rendem manchetes, na casa das dezenas de milhões de euros. Por outro lado, dão ao atleta formado pelo Sfera FC uma vitrine com potencial para valorizar o “passe” do jogador, o que eventualmente pode se reverter numa bolada – sem trocadilho – para o time fundado por Aranha.
“No modelo tradicional dos clubes brasileiros o que importa é fazer a primeira transação e ganhar o máximo com ela. O nosso modelo é maximizar a segunda, a terceira, a quarta venda. Formamos atletas e cidadãos para que eles tenham carreiras longevas, focamos no longo prazo e vamos dar mais lucro assim”, explica Aranha, misturando o faria limer e o dono de clube de futebol.
Segundo Aranha, embora clubes tradicionais tenham em média 20% das receitas advindas da venda de jogadores, o investimento nas categorias de base não costuma ir além dos 5%. No Sfera, o foco é total na base. Depois dos quatro grandes de São Paulo e do Red Bull Bragantino, o maior orçamento do Estado para atletas iniciantes é o do Sfera FC. Para este ano, são R$ 12 milhões previstos.
ATLETAS BONS DE JOGO E DE CABEÇA
Essa aposta na longevidade das carreiras dos atletas marca outra diferença do Sfera em relação à estrutura de formação típica dos clubes brasileiros. Primeiro porque a ideia não é depender financeiramente da revelação de um Endrick por ano. Segundo porque, embora não seja um projeto social, a preocupação aqui é que a formação seja a melhor e mais completa possível, “do pescoço para baixo e do pescoço para cima”, como Gustavo costuma destacar.
O projeto atrai jogadores jovens, paga a eles uma ajuda de custos, plano de saúde e os aloja na estrutura do Sfera que fica em Jarinu (SP), a cerca de uma hora e meia da capital paulista. São jovens atletas entre 11 e 18 anos, com possibilidade de alojamento a partir dos 14. Recentemente, o Sfera também começou a investir no futebol feminino, mas as garotas ainda não ficam alojadas.

Lá, os 82 atletas mirins atualmente residentes fazem a preparação física, os treinamentos e as refeições. São avaliados individualmente, acompanhados por psicólogos, conversam com atletas em atividade e com aposentados. Além de estudarem em uma escola da região, passam por reforço escolar, têm aulas de inglês, educação financeira e assistem a palestras com temas que vão do racismo estrutural ao machismo.
“Se você visitar uma base tradicional, vai ver que os meninos são pouco incentivados a serem seres pensantes”, critica Aranha. A proposta do Sfera, explica, é formar atletas capazes de ler e agir sobre as complexidades do jogo e da vida. “Não tem como isso atrapalhar. Quanto melhor for a cabeça do jogador, melhor ele joga”, arremata.
Isso tudo custa, claro. Até aqui, o dinheiro tem vindo principalmente dos bolsos de Gustavo e seus dois sócios. O projeto nasceu oficialmente em 2021 e o equilíbrio entre gastos e receita deve acontecer em 2028.
Até lá, o Sfera aposta em novos sócio-investidores para continuar investindo na formação dos atletas. Os sócios decidiram oferecer 40% do clube, organizado como uma Sociedade Anônima de Futebol (SAF), para novos investidores. Cada percentil custa R$ 1,25 milhão.
Acostumado a fazer a ponte entre investidores abastados e as gestoras por onde passou – Hedging-Griffo, Bratus e GEO Capital – Gustavo agora roda São Paulo na sua scooter 150 cilindradas para conversar com jornalistas e interessados no projeto do Sfera FC. Ossos do ofício, ele projeta a rentabilidade do investimento, mas não faz promessas.
“Sou zero bullshiteiro. Eu botei meu dinheiro e tenho certeza que serei muito bem remunerado, mas não sei dizer quando vem o retorno porque não sei como será o processo inteiro”, admite. “É uma conversa muito de dono para dono, não é todo mundo que tem esse perfil”.
Vender o Sfera aos possíveis novos investidores fica mais fácil quando os sócios potenciais conhecem o projeto, destaca Aranha. Ele explica que o carrego – período entre a alocação e o retorno, no jargão do mercado – do investimento no Sfera FC é “extremamente prazeroso” porque os investidores “percebem a transformação que estamos fazendo”.
“Meu filho diz que o dia mais feliz da vida dele foi quando a gente ganhou no Galo [Atlético-MG] na Copinha. Ele estava no estádio com uns 15 amigos e foi um transe coletivo”, diz, orgulhoso.
Família, negócios e futebol continuam uma mistura essencial na vida de Gustavo. Apostando boa parte da herança dos dois filhos – o mais velho, de 17 anos, e a caçula, de 15 – no Sfera, ele diz que a decisão só foi tomada depois de uma conversa séria com eles e com a esposa. O resultado? Apoio total.
“Eu acho que, no fim, é um assunto de família, é uma decisão de família”. Freud explica.

De “Consultor de Longevidade” a “Coaching”; de “Gestor de Moda para Avatares” a “Fazendeiro Digital”. E, claro, outras novas profissões para todos os gostos surgirão no futuro!
Um especial do “O Estado de São Paulo” trouxe a discussão sobre os ofícios previstos para meados do século XXI, além das tendências profissionais dos novos tempos.
Vale a pena dar uma lida. O link original está em: https://arte.estadao.com.br/focas/estadaoqr/materia/conheca-12-profissoes-do-futuro-de-consultor-de-longevidade-a-fazendeiro-vertical
Novas profissões vão bem além das que são estritamente ligadas à tecnologia: já ouviu falar em programador de entretenimento pessoal? Imagem extraída do link acima.
Os clubes de futebol brasileiros, sabidamente, são grandes devedores. Estão com problemas de inadimplência com impostos, salários, fornecedores e outros tantos credores.
Um documento divulgado pelas consultorias Galápagos Capital e Outfield, chamado de “Relatório Convocados”, traz os números compilados do último exercício fiscal dos clubes. E eles são assustadores!
Veja que loucura: a soma das dívidas dos 20 clubes da Série A do Brasileirão se aproxima de 12 bilhões de reais! Repare: não está sendo contabilizado o Santos FC, que tem problemas financeiros e está na Série B.
Se considerarmos em ordem de valores devidos (e aí se inclui o Peixe), os maiores devedores são:
Temos que tomar cuidado para interpretrar os números: você “ter dívida” não significa que você é um caloteiro. Simplesmente, as contas existem e serão pagas no dia do vencimento (em tese). Por exemplo: o Flamengo deve aproximadamente 400 milhões de reais (a vencer), e as receitas ultrapassam R$ 1 bi (portanto, não tem problemas). O Bahia (pertencente ao City Group) e o Bragantino (Red Bull) têm contas a pagar, mas conseguem quitar as suas pendências em dia pois são superavitários.
Os problemas residem nos clubes que são deficitários: São Paulo e Corinthians têm saldos devedores assustadores, e não conseguem há tempos fechar suas contas no azul. E por que isso acontece?
Por causa de vários fatores, que se resumem a: má gestão e gasto ruim do dinheiro.
Já repararam os valores absurdos pagos a determinados atletas, que não entregam em campo aquilo que recebem? Alguns nem titulares são. Outros, contratados a peso de ouro por empréstimos de agentes. E isso traz um outro problema: os juros cobrados pelos empresários “agiotas”. É só dar uma olhada no balanço dos clubes, e se verificará até empréstimos feitos pelos empresários de atletas.
Será que os gestores dos clubes de futebol administram suas empresas da mesma forma que o fazem na gestão das agremiações esportivas? Penso que não… E isso tem uma resposta fácil: os presidentes de clubes gastam horrores pensando em conquistar títulos, imaginando que as premiações valerão o esforço, e se esquecem: somente um time é campeão! Aí as contas ficam eternizadas, as conquistas não aparecem e o déficit aumenta.
Não é diferente aos pequenos clubes, com contas impagáveis. A dívida do Paulista FC se especula entre 50 a 67 milhões de reais (para um time na 5ª divisão estadual, de onde virá a receita?). Os valores são incertos pois sempre se fala em auditoria e o torcedor nunca sabe o valor real. Mas o certo é: dinheiro para se pagar, evidentemente não se tem.
Fico pensando: como administrar tais contas com responsabilidade? Para um time grande, não há como fazer, se não aceitar o que Palmeiras e Flamengo fizeram no período de vacas magras: cortar despesas, contratar barato, abdicar da disputa de títulos e se esforçar em não cair para a segunda divisão. E com uma gestão financeira responsável, hoje estão entre os clubes mais saneados financeiramente do continente.
O trabalho é árduo para os gestores esportivos, mas é necessário para a saúde do futebol brasileiro.
Os clubes de futebol brasileiros, sabidamente, são grandes devedores. Estão com problemas de inadimplência com impostos, salários, fornecedores e outros tantos credores.
Um documento divulgado pelas consultorias Galápagos Capital e Outfield, chamado de “Relatório Convocados”, traz os números compilados do último exercício fiscal dos clubes. E eles são assustadores!
Veja que loucura: a soma das dívidas dos 20 clubes da Série A do Brasileirão se aproxima de 12 bilhões de reais! Repare: não está sendo contabilizado o Santos FC, que tem problemas financeiros e está na Série B.
Se considerarmos em ordem de valores devidos (e aí se inclui o Peixe), os maiores devedores são:
Temos que tomar cuidado para interpretrar os números: você “ter dívida” não significa que você é um caloteiro. Simplesmente, as contas existem e serão pagas no dia do vencimento (em tese). Por exemplo: o Flamengo deve aproximadamente 400 milhões de reais (a vencer), e as receitas ultrapassam R$ 1 bi (portanto, não tem problemas). O Bahia (pertencente ao City Group) e o Bragantino (Red Bull) têm contas a pagar, mas conseguem quitar as suas pendências em dia pois são superavitários.
Os problemas residem nos clubes que são deficitários: São Paulo e Corinthians têm saldos devedores assustadores, e não conseguem há tempos fechar suas contas no azul. E por que isso acontece?
Por causa de vários fatores, que se resumem a: má gestão e gasto ruim do dinheiro.
Já repararam os valores absurdos pagos a determinados atletas, que não entregam em campo aquilo que recebem? Alguns nem titulares são. Outros, contratados a peso de ouro por empréstimos de agentes. E isso traz um outro problema: os juros cobrados pelos empresários “agiotas”. É só dar uma olhada no balanço dos clubes, e se verificará até empréstimos feitos pelos empresários de atletas.
Será que os gestores dos clubes de futebol administram suas empresas da mesma forma que o fazem na gestão das agremiações esportivas? Penso que não… E isso tem uma resposta fácil: os presidentes de clubes gastam horrores pensando em conquistar títulos, imaginando que as premiações valerão o esforço, e se esquecem: somente um time é campeão! Aí as contas ficam eternizadas, as conquistas não aparecem e o déficit aumenta.
Não é diferente aos pequenos clubes, com contas impagáveis. A dívida do Paulista FC se especula entre 50 a 67 milhões de reais (para um time na 5ª divisão estadual, de onde virá a receita?). Os valores são incertos pois sempre se fala em auditoria e o torcedor nunca sabe o valor real. Mas o certo é: dinheiro para se pagar, evidentemente não se tem.
Fico pensando: como administrar tais contas com responsabilidade? Para um time grande, não há como fazer, se não aceitar o que Palmeiras e Flamengo fizeram no período de vacas magras: cortar despesas, contratar barato, abdicar da disputa de títulos e se esforçar em não cair para a segunda divisão. E com uma gestão financeira responsável, hoje estão entre os clubes mais saneados financeiramente do continente.
O trabalho é árduo para os gestores esportivos, mas é necessário para a saúde do futebol brasileiro.
Nesse momento de clubes-empresa, SAFs e outras modalidades de gestão no futebol, o Sfera FC (cujo apelido é Raio Amado), que joga na vizinha Salto e treina em Jarinu, tem se destacado bastante.
A ideia é: ser um time que forma jogadores sem perder a preocupaçã0 com a formação da pessoa. E o retorno tem acontecido, financeiramente falando.
Em tempo: o Alexandre Costa Curta, que trabalhou no Paulista FC, faz parte desse sucesso colaborando com seus serviços profissionais por lá.
Olhe que história bacana, extraída de: InvestNews.com
FUTEBOL, NEGÓCIOS E FAMÍLIA: A APOSTA TOTAL DE UM FARIALIMER NO SFERA FC
Futebol, negócios e família: a aposta total de um faria limer no Sfera FC
Gustavo Aranha investe em (e busca investidores para) empresa que ganha com atletas bons de jogo e de cabeça
Foi na última sessão de terapia que ele percebeu como as férias escolares passadas junto ao avô alimentaram as decisões profissionais tomadas décadas depois – e que levaram à grande aposta empresarial da sua vida. Cria do mercado financeiro, Gustavo Aranha é hoje um dos três sócios-fundadores de um time diferente dos tradicionais clubes brasileiros: o Sfera Futebol Clube, “uma empresa que é um clube de futebol”.
“Meu avô era diretor do São Paulo e eu passava as férias no centro de treinamento, conhecia os jogadores. Vivi muito o São Paulo com ele, é parecido com o que eu vivo aqui no Sfera”, elabora Aranha enquanto relembra ao InvestNews sua relação com Herman Koester, diretor do SPFC nos anos 1990.
As quase duas décadas e meia de Faria Lima deram a Gustavo Aranha os recursos, a experiência e a lista de contatos necessários para botar de pé o projeto de um time de futebol em que o modelo de negócio não é enfileirar títulos, mas formar atletas e vendê-los para outros clubes, especialmente no exterior. E, assim, dar retorno para os investidores.

Uma explicação rápida: quando se diz que determinado clube “comprou o jogador tal”, na verdade o time comprou os direitos econômicos do atleta, o “passe”. Geralmente, o time que revela um jogador é dono de uma parte dos direitos econômicos e é remunerado a cada transação feita para adquirir o vínculo.
Este é o modelo de negócios do Sfera: formar jogadores e ganhar uma parte do valor sempre que um atleta ali revelado for vendido para um clube. O Sfera costuma ficar com 20% a 40% do valor da transação.
Por ora, os “clientes” do Sfera são clubes gringos menores, que não tem bolsos fundos o suficiente para concorrer com os tradicionais por jogadores brasileiros que se destacam nas principais ligas daqui. Na última janela de transferências, um dos atletas Sfera foi para um clube de Portugal, outro para a República Tcheca.
Essas primeiras transações, portanto, não costumam envolver aqueles valores que rendem manchetes, na casa das dezenas de milhões de euros. Por outro lado, dão ao atleta formado pelo Sfera FC uma vitrine com potencial para valorizar o “passe” do jogador, o que eventualmente pode se reverter numa bolada – sem trocadilho – para o time fundado por Aranha.
“No modelo tradicional dos clubes brasileiros o que importa é fazer a primeira transação e ganhar o máximo com ela. O nosso modelo é maximizar a segunda, a terceira, a quarta venda. Formamos atletas e cidadãos para que eles tenham carreiras longevas, focamos no longo prazo e vamos dar mais lucro assim”, explica Aranha, misturando o faria limer e o dono de clube de futebol.
Segundo Aranha, embora clubes tradicionais tenham em média 20% das receitas advindas da venda de jogadores, o investimento nas categorias de base não costuma ir além dos 5%. No Sfera, o foco é total na base. Depois dos quatro grandes de São Paulo e do Red Bull Bragantino, o maior orçamento do Estado para atletas iniciantes é o do Sfera FC. Para este ano, são R$ 12 milhões previstos.
ATLETAS BONS DE JOGO E DE CABEÇA
Essa aposta na longevidade das carreiras dos atletas marca outra diferença do Sfera em relação à estrutura de formação típica dos clubes brasileiros. Primeiro porque a ideia não é depender financeiramente da revelação de um Endrick por ano. Segundo porque, embora não seja um projeto social, a preocupação aqui é que a formação seja a melhor e mais completa possível, “do pescoço para baixo e do pescoço para cima”, como Gustavo costuma destacar.
O projeto atrai jogadores jovens, paga a eles uma ajuda de custos, plano de saúde e os aloja na estrutura do Sfera que fica em Jarinu (SP), a cerca de uma hora e meia da capital paulista. São jovens atletas entre 11 e 18 anos, com possibilidade de alojamento a partir dos 14. Recentemente, o Sfera também começou a investir no futebol feminino, mas as garotas ainda não ficam alojadas.

Lá, os 82 atletas mirins atualmente residentes fazem a preparação física, os treinamentos e as refeições. São avaliados individualmente, acompanhados por psicólogos, conversam com atletas em atividade e com aposentados. Além de estudarem em uma escola da região, passam por reforço escolar, têm aulas de inglês, educação financeira e assistem a palestras com temas que vão do racismo estrutural ao machismo.
“Se você visitar uma base tradicional, vai ver que os meninos são pouco incentivados a serem seres pensantes”, critica Aranha. A proposta do Sfera, explica, é formar atletas capazes de ler e agir sobre as complexidades do jogo e da vida. “Não tem como isso atrapalhar. Quanto melhor for a cabeça do jogador, melhor ele joga”, arremata.
Isso tudo custa, claro. Até aqui, o dinheiro tem vindo principalmente dos bolsos de Gustavo e seus dois sócios. O projeto nasceu oficialmente em 2021 e o equilíbrio entre gastos e receita deve acontecer em 2028.
Até lá, o Sfera aposta em novos sócio-investidores para continuar investindo na formação dos atletas. Os sócios decidiram oferecer 40% do clube, organizado como uma Sociedade Anônima de Futebol (SAF), para novos investidores. Cada percentil custa R$ 1,25 milhão.
Acostumado a fazer a ponte entre investidores abastados e as gestoras por onde passou – Hedging-Griffo, Bratus e GEO Capital – Gustavo agora roda São Paulo na sua scooter 150 cilindradas para conversar com jornalistas e interessados no projeto do Sfera FC. Ossos do ofício, ele projeta a rentabilidade do investimento, mas não faz promessas.
“Sou zero bullshiteiro. Eu botei meu dinheiro e tenho certeza que serei muito bem remunerado, mas não sei dizer quando vem o retorno porque não sei como será o processo inteiro”, admite. “É uma conversa muito de dono para dono, não é todo mundo que tem esse perfil”.
Vender o Sfera aos possíveis novos investidores fica mais fácil quando os sócios potenciais conhecem o projeto, destaca Aranha. Ele explica que o carrego – período entre a alocação e o retorno, no jargão do mercado – do investimento no Sfera FC é “extremamente prazeroso” porque os investidores “percebem a transformação que estamos fazendo”.
“Meu filho diz que o dia mais feliz da vida dele foi quando a gente ganhou no Galo [Atlético-MG] na Copinha. Ele estava no estádio com uns 15 amigos e foi um transe coletivo”, diz, orgulhoso.
Família, negócios e futebol continuam uma mistura essencial na vida de Gustavo. Apostando boa parte da herança dos dois filhos – o mais velho, de 17 anos, e a caçula, de 15 – no Sfera, ele diz que a decisão só foi tomada depois de uma conversa séria com eles e com a esposa. O resultado? Apoio total.
“Eu acho que, no fim, é um assunto de família, é uma decisão de família”. Freud explica.

Feedback e Feedforward: a primeira palavra é mais conhecida (precisamos ter retorno do que fazemos profissionalmente – para nós nos aprimorarmos / corrigirmos / melhorarmos) e a segunda não é tão usada, mas é importante (precisamos nos antever para potencializarmos nossas virtudes, baseadas no que conhecemos).
Um simples e resumido quadro:
No discurso, é possível. Na prática, nem sempre: falamos da separação de trabalho e descanso no dia-a-dia!
Já trabalhei como empregado e como empregador (e como ambos simultaneamente) de segunda a segunda. Sempre me atentei a separar o profissional com o pessoal. É difícil obter êxito nesta missão…
Muitas vezes, quando eu falhava nesta distinção, eu pensei até que estava sofrendo de Síndrome de Burnout; noutros momentos, um misto de Depressão e Ansiedade. Afinal, eu não estava conseguindo me desligar dos afazeres e/ou estava impedido de ser desligado. Mas eu gosto muito de trabalhar, sou workaholic! Entretanto, saber ter limites (“meus limites” quando estou no comando ou “dar limites” aos meus comandados e comandantes) é importantíssimo para a saúde laboral e pessoal. Caso contrário, você ocupa o tempo de lazer, do repouso e do convívio com seus familiares para a continuação de serviços aos quais você deveria fazer na sua empresa, nos dias contratados / úteis de trabalho.
Continuar um compromisso fora do ambiente de trabalho, quando não é uma excepcionalidade / emergência, não ajuda a relação de ninguém. Estressa-se com a chefia, enerva-se o cônjuge e desgasta o corpo e a mente.
Tive a oportunidade de trabalhar em uma Instituição de Ensino Superior (nem a relato em meu curriculum, pois foi por pouco tempo), onde, durante a aula e eu estando em classe lecionando, a chefia mandava mensagens de WhatsApp e esperava respostas antes do intervalo – e de situações que poderiam ser depois do término, pois a atenção naquele momento era para os alunos. Ou o professor deve ficar na rede social e/ou nos comunicadores de mensagens on-line durante suas explanações?
O ideal, quando se é necessário algo assim aos finais de semana, o padrão:
“Estou enviando essa mensagem hoje, para na 2a feira discutirmos blá-blá-blá. Quem tiver sugestão e tempo, aproveite e vá pensando. Bom descanso!”
IMPORTANTE: fazer isso e esperar uma resposta no sábado ou domingo (ou dar a entender), não é legal.
Um interessante estudo da Universidade de Illinois mostra como é importante “combinar” bem essa situação. Abaixo:
(Extraído de: https://valor.globo.com/carreira/noticia/2020/07/03/limitar-a-comunicacao-on-line-com-chefes-apos-o-expediente-reduz-o-estresse.ghtml)
LIMITAR A COMUNICAÇÃO ON-LINE COM CHEFES APÓS O EXPEDIENTE REDUZ O ESTRESSE
Pesquisa da Universidade de Illinois investiga impacto das mensagens e pedidos fora do horário de trabalho
Por Barbara Bigarelli
Em um cenário com tecnologia disponível e profissionais conectados o tempo todo, aqueles capazes de estabelecer limites bem definidos entre vida pessoal e trabalho lidam melhor com o estresse ocupacional e efeitos negativos decorrentes, como a insônia. Essa é a conclusão de um estudo recente, realizado por pesquisadores da área de estresse ocupacional e bem-estar da Universidade de Illinois. A análise parte da noção de que os celulares e as novas tecnologias, ao permitir o trabalho onipresente, embaralham o tempo dedicado à vida pessoal. A conveniência tecnológica gera em muitos casos sobrecarga psicológica, aumentando o estresse e atacando a saúde mental.
“Essas tecnologias são tão onipresentes quanto convenientes, mas podem levar pessoas a pensarem que seus funcionários estão sempre disponíveis. Mas essa intromissão além do expediente, adentrando o tempo pessoal, é muito danosa à saúde e nossa pesquisa mostra que derrubar totalmente a fronteira, estando disponível sempre que necessário, eleva o estresse causado pelo trabalho”, diz YoungAh Park, professora de Illinois.
No estudo, os pesquisadores analisaram a rotina de 546 professores em tempo integral para medir as consequências de uma intromissão fora do horário de trabalho, por meio de alguma plataforma ou tecnologia, por cinco semanas consecutivas. Avaliaram se eles foram contatados principalmente fora do expediente normal e se era esperado deles responderem à mensagens e e-mails imediatamente. Os resultados indicam que aqueles que utilizaram técnicas para manter um limite de acesso a eles, como manter as notificações dos emails desligadas ou mesmo os celulares, relataram uma menor intromissão ao longo da semana. E, principalmente, que esse “controle” dos limites era um mecanismo importante para avisar o ‘outro lado’: sejam diretores das escolas, os chefes, ou os pais, os clientes, de que aquele momento não deveria ser usado para o trabalho. Ao ficar claro para todos os lados, o estresse dos professores semanal diminuiu.
Ficou claro aos pesquisadores também, através das evidências coletadas que o apoio de um gestor que zela pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional, e que permite aos funcionários criar soluções para estabelecer as fronteiras, é fundamental, avalia YoungAh. Também é necessário que a outra ponta do negócio respeite esses limites. Neste caso, o estudo recomenda que as escolas, por exemplo, estabeleçam regras para quando e com qual frequência a comunicação entre professor e pais deveria ocorrer.
Os pesquisadores escolheram estudar a rotina de professores por entender que a profissão consegue separar mais claramente o que é tarefa profissional de pessoal – e, assim, seria possível medir o impacto da intromissão tecnológica. “Embora essa descoberta seja específica dos professores, esse é um desafio a todos que permanecem conectados ao trabalho após o horário regular”, diz a pesquisadora.
Uma pesquisa no início do ano, realizada pela consultoria Randstad em 34 países, indicou que responder e-mails o tempo todo é uma prática entre os brasileiros. Segundo o estudo, 59% dos brasileiros entrevistados afirmam que seus empregadores esperam que eles estejam disponíveis fora do expediente e 62% respondem imediatamente a solicitações de trabalho, e-mails ou mensagens de texto quando não precisaria estar trabalhando.
Em entrevista recente ao Valor, Erin Kelly, professora de trabalho e organizações do MIT na Sloan School of Management, chamou atenção para a sobrecarga dos profissionais durante a pandemia e que seria importante as empresas terem políticas mais flexíveis e, principalmente, em prol do equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.

Imagem extraída da Web, link acima.
IN ENGLISH – In speech, it is possible. In practice, not always: we talk about separating work and rest in our daily lives!
I have worked as an employee and as an employer (and as both simultaneously) from Monday to Monday. I have always been careful to separate professional and personal life. It is difficult to succeed in this mission…
Many times, when I failed to make this distinction, I even thought I was suffering from Burnout Syndrome; at other times, a mix of Depression and Anxiety. After all, I was unable to disconnect from my tasks and/or I was unable to be disconnected. But I really like working, I am a workaholic! However, knowing how to have limits (“my limits” when I am in charge or “setting limits” for my subordinates and commanders) is extremely important for occupational and personal health. Otherwise, you will be using your leisure time, rest time and time with your family to continue the work that you should be doing at your company, on your contracted/working days.
Continuing a commitment outside of the work environment, when it is not an exception/emergency, does not help anyone’s relationship. It stresses out your boss, makes your spouse angry and wears out your body and mind.
I had the opportunity to work at a Higher Education Institution (I won’t even mention it on my resume, as it was for a short time), where, during class and I was teaching, the boss would send WhatsApp messages and expect responses before the break – and in situations that could be after the end, as the focus at that moment was on the students. Or should the teacher stay on social media and/or online messaging during their explanations?
The ideal, when something like this is necessary on the weekends, is the standard:
“I’m sending this message today, so we can discuss blah-blah-blah on Monday. If you have any suggestions and time, take advantage and think about it. Have a good rest!”
IMPORTANT: doing this and expecting a response on Saturday or Sunday (or implying that you do), is not cool.
An interesting study from the University of Illinois shows how important it is to “combine” this situation well. Below:
(Extracted from: https://valor.globo.com/carreira/noticia/2020/07/03/limitar-a-comunicacao-on-line-com-chefes-apos-o-expediente-reduz-o-estresse.ghtml)
LIMITING ONLINE COMMUNICATION WITH BOSSES AFTER WORKING HOURS REDUCES STRESS
Research from the University of Illinois investigates the impact of messages and requests outside of working hours
By Barbara Bigarelli
In a scenario with technology available and professionals connected all the time, those capable of establishing well-defined limits between personal life and work deal better with occupational stress and the resulting negative effects, such as insomnia. This is the conclusion of a recent study, conducted by researchers in the area of occupational stress and well-being at the University of Illinois. The analysis is based on the notion that cell phones and new technologies, by enabling ubiquitous work, scramble the time dedicated to personal life. Technological convenience often generates psychological overload, increasing stress and attacking mental health.
“These technologies are as ubiquitous as they are convenient, but they can lead people to believe that their employees are always available. But this intrusion beyond working hours, into personal time, is very harmful to health and our research shows that completely breaking down the boundary, being available whenever needed, increases work-related stress,” says YoungAh Park, a professor at Illinois.
In the study, researchers analyzed the routines of 546 full-time teachers to measure the consequences of intrusion outside of working hours, through some platform or technology, for five consecutive weeks. They assessed whether they were contacted primarily outside of normal working hours and whether they were expected to respond to messages and emails immediately. The results indicate that those who used techniques to maintain a limit on access to them, such as keeping email notifications turned off or even cell phones turned off, reported less intrusion throughout the week. And, most importantly, that this “control” of limits was an important mechanism to warn the ‘other side’: whether school principals, bosses, or parents, clients, that that time should not be used for work. By making this clear to all sides, teachers’ weekly stress decreased.
It also became clear to the researchers, through the evidence collected, that the support of a manager who ensures the balance between personal and professional life, and who allows employees to create solutions to establish boundaries, is essential, says YoungAh. It is also necessary for the other end of the business to respect these limits. In this case, the study recommends that schools, for example, establish rules for when and how often communication between teachers and parents should occur.
Texto de 7 anos, mas um golpe atual:
Embora para muitos (como mostra a matéria abaixo do UOL) o golpe em alguns postos de combustíveis seja novo, não é. É o mesmo engodo de 1 litro contendo “900ml”, chamado de “bomba baixa”; só que ao invés do golpe ser por regulagem manual, é por via eletrônica.
Fique atento! Abasteça somente em postos de sua confiança!
Extraído de:
NOVA FRAUDE EM BOMBA DE GASOLINA É DIFÍCIL DE NOTAR; FRENTISTAS DÃO DICAS CONTRA GOLPES
O caso recente de um cliente que foi vítima de fraude é lembrado por dois frentistas que trabalham na marginal Tietê, em São Paulo, como exemplo da facilidade para enganar o consumidor. Wallace Alan e Jefferson Silva são funcionários de um posto atualmente sem bandeira, próximo à ponte da Casa Verde (zona norte da capital), e contam o que viram há cerca de uma semana.
“O motorista chegou aqui e pediu para pôr R$ 50 em etanol. Só que ele tinha acabado de colocar R$ 70 em outro posto, que fica bem pertinho”, diz Alan, 23. “Ele quase encheu o tanque lá, mas desconfiou que abasteceram com menos combustível do que pagou, e aí pediu para eu completar.”
Como o tanque do carro era pequeno, em torno de 45 litros –ou R$ 90– seria o máximo da capacidade.
“Eu disse para ele: não vai caber mais R$ 50, o tanque deve estar quase cheio“, afirma Alan.
Mas o cliente estava certo. O posto anterior havia cobrado por uma quantidade e entregado bem menos.
“Se quiser, o funcionário consegue ser desonesto [sem que percebam]“, diz Silva, 23. “Por isso, a gente sempre pede para o motorista descer do carro e acompanhar o que está acontecendo na bomba, do nosso lado. Assim a gente evita problema também.”
A reportagem do UOL conversou com frentistas em seis postos de combustíveis no centro, na zona norte e na zona oeste de São Paulo sobre um tipo de engodo difícil de perceber e que está cada vez mais comum: a fraude tecnológica.
O golpe funciona assim: com um chip instalado dentro da bomba, é possível interferir no funcionamento da placa eletrônica e alterar a contagem que aparece no visor. O comando é feito à distância, por controle remoto ou aplicativo de celular. Ao comprar 20 litros, por exemplo, o cliente recebe apenas 18 litros, sem notar que foi ludibriado.
De acordo com informações do Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas), entre agosto de 2016 e maio de 2017, 55 postos no Estado foram flagrados nesse tipo de infração –45 na capital e 10 no interior. A fiscalização não identificou um padrão comum aos estabelecimentos com bombas adulteradas, então é preciso desconfiar de qualquer um.
O superintendente do órgão fiscalizador, Guaracy Fontes Monteiro Filho, explica que, na média, o motorista é lesado facilmente porque é quase impossível reparar na diferença de volume.
“Nós estamos constatando de 10% a 12% de fraude em cima do consumidor. De 20 litros abastecidos, ele perde 2 litros. De 40 litros, ele perde 4 ou 5 litros, mais ou menos”
Monteiro diz que, para mexer na bomba, além de violar o lacre de segurança colocado pelos fiscais, é preciso entender de tecnologia e de como o equipamento funciona. Por isso a suspeita é que uma quadrilha especializada esteja oferecendo o serviço aos donos de postos. Não somente em São Paulo, como também em outros Estados pelo país.
De acordo com Monteiro Filho, um posto de porte médio em São Paulo vende, por mês, em torno de 300 mil litros de combustíveis. Se deixar de entregar de 10% a 12% disso, abocanha R$ 100 mil por mês.
Geralmente, ele conclui, funcionários de confiança estão envolvidos no esquema, pois alguém no local fica encarregado de acionar ou desligar o mecanismo que regula a quantidade de combustível. A seguir, veja algumas dicas para tentar evitar o golpe.
* Duvide de preços muito abaixo da média
Esta é a dica do Ipem-SP para evitar cair no golpe. Promoções muito atraentes podem funcionar de isca. Nos postos visitados pela reportagem, o preço do litro do etanol variava entre R$ 1,95 e R$ 2,07; o da gasolina comum, entre R$, 2,95 e R$ 3,17.
* Fique atento ao visor da bomba
Para o frentista Jefferson Silva, pode parecer bobagem, mas é importante acompanhar a quantidade e o valor que a bomba está indicando. “Se o marcador de combustível, no painel do carro, estiver funcionando direito, você consegue ter uma ideia de quantos litros foram colocados e de quanto ainda falta.”
* Saiba qual é a autonomia do seu veículo
Outra dica para evitar cair em golpe é conhecer a autonomia do carro, ou seja, a média de quilômetros rodados por litro de combustível. Desta forma, observando a distância já percorrida, dá para fazer a conta de quantos litros foram consumidos e, portanto, quantos faltam para encher o tanque.
É importante saber o volume total do tanque, já que o número muda conforme o modelo do carro e o fabricante.
* Verifique se a bomba funciona direito
Todo posto de combustível deve ter à disposição do cliente um balde aferidor: trata-se de um galão de metal graduado e inspecionado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) que pode ser usado para medir se está correta a quantidade que sai da bomba.
O motorista pode pedir para fazer o teste: o frentista coloca 20 litros de combustível neste galão e a marca deve bater com o número de litros.
* Abasteça sempre no mesmo posto
“Passe em frente e veja como está o movimento”, diz o frentista Oseias Lopes, 37, que trabalha há dois anos em um posto no bairro do Limão (zona norte).
* Abasteça em um posto bem movimentado
“Se estiver sempre cheio, pode ser sinal de que tem confiança, ética com o cliente”, opina o frentista Oseias Lopes.
Assim como os outros frentistas ouvidos pela reportagem, Lopes afirma que já soube de fraudes com chip na bomba, mas que nunca viu de perto nem participou de adulterações no equipamento.
“Se você achar um posto em que confia, continue com ele”, sugere.
* Em caso de suspeita, denuncie
Para denunciar irregularidades como lacre da bomba adulterado ou quebrado, fraude na quantidade entregue ao cliente e mau funcionamento da bomba, o consumidor deve ligar para 0800 013 0522 (ligação gratuita).
A ANP (Agência Nacional de Petróleo) recebe ligações gratuitas no número 0800 970 0267 para denúncias sobre adulteração de combustível.
Sofisticação quase invisível
O Estado de São Paulo tem cerca de 9.000 postos de combustíveis. Em muitos casos, é por meio de denúncias que a fiscalização chega aos criminosos.
Por conta da sofisticação na fraude tecnológica, a adulteração da bomba só é notada quando ela é aberta e vasculhada minuciosamente, um trabalho que pode levar até uma hora por equipamento.
“Na fiscalização de rotina, o Ipem não pega esse tipo de fraude. Tem que abrir a bomba, deslacrar, olhar para ver se encontra o chip. Porque, geralmente, quando o fiscal chega ao posto, a fraude já está desligada”, afirma o superintendente Monteiro.
Até um ano atrás, de todas as denúncias feitas ao Ipem-SP que levavam à fiscalização da bomba, entre 7% e 8% resultavam em constatação de crime.
A partir do segundo semestre de 2016, com o aumento do rigor nas operações para esse tipo de desvio de combustível, o acerto fica entre 15% e 20% das denúncias.
O Estado de São Paulo é o que mais registra esse tipo de fraude no país, mas é também o que possui mais capacidade de identificar a instalação de chips nas bombas. Um laboratório de treinamento foi criado no Ipem paulista para preparar fiscais de outros lugares.
Uma lei estadual de maio deste ano determina a cassação da inscrição no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do posto que for flagrado adulterando o volume do produto. Os donos do estabelecimento, pessoas físicas ou jurídicas, ficam impedidos de trabalhar no mesmo ramo de atividade, mesmo que em outro endereço, pelo prazo de cinco anos.
“SEPARAR O JOIO DO TRIGO”
A Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes), que representa 34 sindicatos ligados a 41 mil postos de combustíveis no país, diz que os “maus empresários” envolvidos em fraudes são minoria e representam, na realidade, uma concorrência desleal neste mercado.
O presidente da entidade, Paulo Miranda Soares, afirma que punições mais rigorosas para os casos de adulteração de quantidade, como prevê a recente lei paulista, podem ajudar a inibir crimes desse tipo.
“Nós achamos que a nova lei será muito eficiente para isso, mas ela vai depender da disposição das autoridades. Se não fiscaliza, não adianta nada. Tem que ter uma fiscalização mais assídua dos órgãos responsáveis, para aí separar o joio do trigo”, diz.
De acordo com Soares, as bombas fraudadas atingem 1% do mercado nacional –com 160 mil equipamentos em operação–, enquanto as irregularidades em geral representam 3% desse total, o que ele considera um índice “tolerável”.
Equipamentos menos suscetíveis a manipulações são uma aposta para reduzir problemas como sonegação fiscal e adulteração do produto e da quantidade vendida.
O setor mantém conversas com duas das principais fabricantes de bombas de combustíveis: a norte-americana Wayne, que tem uma unidade no Rio de Janeiro, e a Gilbarco Veeder-Root, com fábrica em São Paulo. A ideia, segundo Soares, é desenvolver bombas com “caixa-preta”, registrando tudo o que acontece no equipamento, sempre com auxílio do Inmetro, para 2018.
“Nesta crise que o país está vivendo, nós percebemos um aumento desse tipo de fraude. É um tipo de fraude mais difícil de pegar, mas, na hora em que você pega, você tem mais provas, ilícitos comprovados”, avalia.
ALTA NA REPROVAÇÃO DAS BOMBAS
No Estado de São Paulo, as fraudes ocorrem com mais frequência na capital e em sua região metropolitana, segundo informações do Ipem-SP.
Nos últimos dois anos, o número de postos fiscalizados na cidade teve uma leve redução, passando de 2.360 por ano, em média, entre 2011 e 2014, para 2.144 postos em 2015 e 2.009 postos em 2016.
A quantidade de bombas verificadas, no entanto, aumentou, chegando a quase 28 mil unidades no ano passado. Eram 25 mil em 2011.
Já a proporção de equipamentos reprovados entre todas as bombas verificadas, que vinha caindo ano a ano –de 5,86% em 2011 para 3,09% em 2015–, voltou a subir em 2016, quando 4,5% das bombas avaliadas foram reprovadas.
Em 2017, entre janeiro e maio, foram fiscalizados 1.224 postos, com reprovação de 5,6% das 17.450 bombas verificadas.

Taiichi Ohno, o responsável pelo sucesso da Toyota, deixou lições para gestores que precisam ser discutidas.
A seguir, no texto e arte extraídos do LinkedIn de Cláudio Galdino, em: https://www.linkedin.com/posts/cl%C3%A1udioclaudino_leanmanufacturing-melhoriacontaednua-taiichiohno-activity-7331978719600824320-2hiz
💡OS 10 MANDAMENTOS DE TAIICHI OHNO
Lições atemporais para líderes e equipes que querem ir além!
Taiichi Ohno, o gênio por trás do Sistema Toyota de Produção, não deixou apenas métodos: ele deixou um legado. Um código de conduta que atravessa décadas e ainda desafia profissionais no mundo todo a serem melhores, todos os dias.
✨ Aqui estão seus 10 Mandamentos — leia, reflita e pergunte-se: estou vivendo esses princípios?
🔥 1️⃣ Não procure culpados, procure causas
Erros acontecem, mas apontar dedos não resolve nada. Quer mudar de verdade? Vá atrás da causa raiz. É ali que moram as soluções duradouras.
🔥 2️⃣ Não diga “não é da minha conta”
Problema do setor vizinho? Também é seu. Quem joga junto, cresce junto. Assuma responsabilidade além das fronteiras.
🔥 3️⃣ Não diga “não tem tempo”
⏳ Tempo não aparece: você cria. Quer melhorar processos? Faça disso prioridade — e veja como tudo acelera.
🔥 4️⃣ Não diga “teoricamente está certo”
Papel aceita tudo. Quer a verdade? Vá para o Gemba, o chão de fábrica. É lá que as coisas reais acontecem.
🔥 5️⃣ Não diga “com certeza” (sem dados!)
Suposição sem fato é aposta cega. Quer ter razão? Traga números, traga evidências.
🔥 6️⃣ Não diga “acho que…”
Achismo é armadilha. Estude, observe, comprove. Base sólida evita falhas bobas.
🔥 7️⃣ Não diga “estamos fazendo o nosso melhor”
Sempre dá para melhorar. A verdadeira excelência nasce da humildade de saber que o topo nunca é o fim.
🔥 8️⃣ Não diga “isso é um problema de produção”
⚙️ Problemas não são de um setor, são da empresa. Quem tem visão sistêmica resolve o que os outros ignoram.
🔥 9️⃣ Não diga “não conseguimos”
Troque o bloqueio pela pergunta: como podemos? Quem quer, cria caminhos.
🔥 🔟 Não diga “acabou por hoje”
A melhoria nunca termina. Todo dia é uma nova chance de fazer melhor, de inovar, de crescer.
✨ Esses mandamentos não são só frases bonitas — são motores de transformação.
Equipes que os vivem se tornam mais fortes, mais ágeis, mais preparadas para vencer qualquer desafio.
👉 E você? Qual desses mandamentos mais precisa praticar hoje?
👉 Compartilhe este post e inspire seu time a crescer junto!
#LeanManufacturing #MelhoriaContínua #TaiichiOhno #GestãoDeProcessos #Liderança #AltaPerformance #Excelência
Compartilho a minha coluna no Jornal de Jundiaí dessa quarta-feira: cuidado com a ilusão das SAFs…
Prestigie!

🗞️ @jornaldejundiai
Dias atrás, fui ao Pizza Hut do Maxi Shopping Jundiaí. Estando na hora do almoço (momento de movimento), me surpreendi pelo Buffet e o Salão estarem fechados.
Motivo: falta de funcionários!
Como pode uma rede tão importante dar uma bobeada dessa? E isso aconteceu outras vezes!
Havia uma moça muito gentil no caixa: era a gerente… sem graça, explicou que não tinha o que fazer.
Pode?
O cliente quer gastar, mas não tem colaborador para vender.

Leio que as SAFs constituídas nos últimos dois anos estão tendo prejuízo. A Sports Value, especializada em Administração Financeira no Esporte, fez um levantamento daquelas que estão há mais tempo no mercado (que são: América Mineiro, Bahia, Botafogo e Vasco da Gama; Cruzeiro e Fortaleza não entraram nesse levantamento, pelas particularidades, já que o Cruzeiro SAF foi revendido recentemente por Ronaldo Nazário e o Fortaleza ainda é uma SAF jovem).
Respectivamente, os prejuízos de 2022 e 2023, totalizam para os clubes (em milhões de reais):
América-MG: 21,2 + 22,1 = 43,3
Bahia-BA: 77,8 + 66,0 = 143,8
Vasco-RJ: 88,1 + 123,5 = 211,6
Botafogo-RJ: 248,3 + 101,1 = 349,4
Repare: as 4 principais Sociedades Anônimas de Futebol, em 2 anos, nunca tiveram lucro e acumulam um prejuízo de quase R$ 750 milhões! Ninguém “fechou no azul” até agora.
Eu sei que são projetos a longo prazo, mas sem títulos (e principalmente, sem retorno financeiro), pra quê os investidores terão interesse em fazer tais negócios?
A priori, quem veio ao país comprar um clube de futebol, sabia que a agremiação estava “quebrada” e que poderia pagar barato pelo negócio, revendendo-o com lucro (Ronaldo comprou a SAF do Cruzeiro por 400 milhões e o vendeu por R$ 600 milhões de reais, mas não obteve lucro operacional durante o período). Outra possibilidade era a de ganhar dinheiro com venda de atletas e receitas (o Palmeiras e o Flamengo, que não são SAFs, obtém lucro com isso e estão com contas sanadas devido à competência de sua gestão financeira).
A verdade é: parece um “conto de fadas” a história romantizada de uma SAF, e que imediatamente o clube fica rico e ganha títulos. Nada disso… veja as peculiaridades: quem tem dinheiro para receber, vai fazê-lo aos poucos, com pequenas cotas conforme os aportes financeiros forem feitos. E tem mais: se houver o pedido de recuperação financeira (o novo modelo da antiga “concordata”), esse credor só vai receber alguma coisa depois do período legal da recuperação.
Quer exemplo de tal imbroglio, permitido pela legislação?
O treinador Mano Menezes foi demitido em 2019 pelo Cruzeiro, e ficou com aproximadamente 5 milhões de reais dos salários atrasados e multa rescisória. Com esperança de receber da SAF, ele se animou! Mas… como o Cruzeiro pediu recuperação judicial, ele não verá um tostão por mais dois anos. Ou seja: a dívida de 2019 poderá ser paga a partir de meados de 2026!
Muitos clubes do Brasileirão estão criando SAFs. O Coritiba, por exemplo, é um deles, e aos poucos está se ajustando. Também os pequenos do Interior do Brasil estão buscando tal modelo, mas por estarem com dificuldades financeiras, os valores oferecidos são pequenos e servem apenas para pagar dívidas. América de São José do Rio Preto, Gama do Distrito Federal e tantos outros montaram e já resgataram as SAFs, esperando novos investidores, e continuam na mesma pindaíba.
A verdade é: depois de algum tempo, percebeu-se que as SAFs são como qualquer outra empresa: podem ser bem ou mal geridas, deficitárias ou superavitárias, honestas ou de estelionatários, e por aí vai. Clubes bem administrados não precisam desse modelo. Pra quê “dividir lucro” com pessoas de fora?
Quando se tem uma oferta de qualquer investidor, vale analisar:
1- Quanto se oferecerá?
2- Como será o modelo de negócio?
3- Quais serão os profissionais envolvidos na gestão do clube?
4- Qual será o retorno financeiro e quanto tempo levará? E, principalmente,
5- Como se projetará o clube que vender sua SAF depois de encerrado o contrato? Ou seja: contas, patrimônio, posição na tabela, etc..
Insisto: como qualquer corporação, as SAFs precisam ter competência financeira e competência administrativa. Se o grupo investidor não tiver expertise na gestão do futebol, a chance de fracasso é enorme.
A italiana Ferrero, dona do Kinder Ovo, produziu o italiano mais rico do mundo: Giovanni, que herdou a empresa do seu pai, após o mesmo morrer em um acidente de bicicleta.
Conheça sua história, em: https://exame.com/negocios/bilionario-da-nutella-homem-mais-rico-da-italia-giovanni-ferrero-acumula-fortuna-de-us-43-bilhoes/
O HOMEM MAIS RICO DA ITÁLIA: O BILIONÁRIO DA NUTELLA.
por Marcos Bonfim.
Sem surpresas, Giovanni Ferrero manteve o título de homem mais rico da Itália, posição que conquistou em 2021. O executivo é o chairman da companhia que leva o sobrenome da família e responsável por marcas mundialmente conhecidas como Nutella, Ferrero Rocher, Kinder Bueno e Tic Tac.
Desde 2018, Ferrero tem aumentado significativamente o valor do seu patrimônio. Os recursos saltaram de US$ 20,6 bilhões para US$ 43 bilhões atualmente, de acordo com levantamento da Forbes, o que equivale a 109% de alta.
Na cotação atual, a fortuna fica em torno de R$ 217 bilhões. Globalmente, os valores colocam o bilionário na 28ª posição entre as pessoas mais ricas.
Os números acompanham a evolução da própria Ferrero, companhia que reúne mais de 35 marcas atualmente e está presente em 170 países. O negócio vem colocando em prática um plano que visa tanto a expansão orgânica quanto a partir de aquisições.
No ano fiscal de 2018, encerrado em agosto, a empresa movimentou uma receita de € 10,7 bilhões quando contabilizava 25 marcas. Em 2023, com dez marcas adicionais, fechou com € 17 bilhões.
No último ciclo de 12 meses, consolidou, por exemplo, as aquisições da americana Wells Enterprises, de sorvetes como Blue Bunny e Blue Ribbon Classics, como estratégia para avançar na América do Norte, e do grupo italiano Fresystem, de produtos de panificação congelados.
A companhia também reportou investimentos de € 811 milhões, principalmente em ativos fixos na Itália, nos Estados Unidos, na Alemanha e em Espanha, para aumentar a capacidade produtiva.
Giovanni faz parte da terceira geração da Ferrero, empresa fundada em 1946 na pequena Alba, uma comuna italiana com uma população estimada em 30 mil habitantes. Os criadores foram os irmãos Pietro e Giovanni Ferrero, responsáveis por transformar uma pequena confeitaria familiar em uma multinacional.
Ele entrou na empresa ainda jovem e em 1997 assumiu como co-CEO ao lado do irmão Pietro. Sucederam ao pai, Michele Ferrero, que passou a ocupar a posição de diretor executivo.
A parceria entre a dupla seria encerrada anos mais tarde com a morte precoce de Pietro em um acidente de bicicleta, em 2011. Giovanni seguiu sozinho no comando da empresa até 2017, quando decidiu nomear Lapo Civiletti, executivo na epoca com 13 de companhia, como CEO e passar para a cadeira de diretor executivo do grupo.
Por dois anos, após a morte do seu pai em 2015, Ferrero ocupou as duas posições, de CEO e chairman.
Além de comandar o conselho da companhia, o executivo tem o controle majoritário da holding da família, estabelecida em Luxemburgo.
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Globalmente, o bilionário ocupa a 28ª posição entre as pessoas mais ricas (Ferrero/Divulgação)
Leio que as SAFs constituídas nos últimos dois anos estão tendo prejuízo. A Sports Value, especializada em Administração Financeira no Esporte, fez um levantamento daquelas que estão há mais tempo no mercado (que são: América Mineiro, Bahia, Botafogo e Vasco da Gama; Cruzeiro e Fortaleza não entraram nesse levantamento, pelas particularidades, já que o Cruzeiro SAF foi revendido recentemente por Ronaldo Nazário e o Fortaleza ainda é uma SAF jovem).
Respectivamente, os prejuízos de 2022 e 2023, totalizam para os clubes (em milhões de reais):
América-MG: 21,2 + 22,1 = 43,3
Bahia-BA: 77,8 + 66,0 = 143,8
Vasco-RJ: 88,1 + 123,5 = 211,6
Botafogo-RJ: 248,3 + 101,1 = 349,4
Repare: as 4 principais Sociedades Anônimas de Futebol, em 2 anos, nunca tiveram lucro e acumulam um prejuízo de quase R$ 750 milhões! Ninguém “fechou no azul” até agora.
Eu sei que são projetos a longo prazo, mas sem títulos (e principalmente, sem retorno financeiro), pra quê os investidores terão interesse em fazer tais negócios?
A priori, quem veio ao país comprar um clube de futebol, sabia que a agremiação estava “quebrada” e que poderia pagar barato pelo negócio, revendendo-o com lucro (Ronaldo comprou a SAF do Cruzeiro por 400 milhões e o vendeu por R$ 600 milhões de reais, mas não obteve lucro operacional durante o período). Outra possibilidade era a de ganhar dinheiro com venda de atletas e receitas (o Palmeiras e o Flamengo, que não são SAFs, obtém lucro com isso e estão com contas sanadas devido à competência de sua gestão financeira).
A verdade é: parece um “conto de fadas” a história romantizada de uma SAF, e que imediatamente o clube fica rico e ganha títulos. Nada disso… veja as peculiaridades: quem tem dinheiro para receber, vai fazê-lo aos poucos, com pequenas cotas conforme os aportes financeiros forem feitos. E tem mais: se houver o pedido de recuperação financeira (o novo modelo da antiga “concordata”), esse credor só vai receber alguma coisa depois do período legal da recuperação.
Quer exemplo de tal imbroglio, permitido pela legislação?
O treinador Mano Menezes foi demitido em 2019 pelo Cruzeiro, e ficou com aproximadamente 5 milhões de reais dos salários atrasados e multa rescisória. Com esperança de receber da SAF, ele se animou! Mas… como o Cruzeiro pediu recuperação judicial, ele não verá um tostão por mais dois anos. Ou seja: a dívida de 2019 poderá ser paga a partir de meados de 2026!
Muitos clubes do Brasileirão estão criando SAFs. O Coritiba, por exemplo, é um deles, e aos poucos está se ajustando. Também os pequenos do Interior do Brasil estão buscando tal modelo, mas por estarem com dificuldades financeiras, os valores oferecidos são pequenos e servem apenas para pagar dívidas. América de São José do Rio Preto, Gama do Distrito Federal e tantos outros montaram e já resgataram as SAFs, esperando novos investidores, e continuam na mesma pindaíba.
A verdade é: depois de algum tempo, percebeu-se que as SAFs são como qualquer outra empresa: podem ser bem ou mal geridas, deficitárias ou superavitárias, honestas ou de estelionatários, e por aí vai. Clubes bem administrados não precisam desse modelo. Pra quê “dividir lucro” com pessoas de fora?
Quando se tem uma oferta de qualquer investidor, vale analisar:
1- Quanto se oferecerá?
2- Como será o modelo de negócio?
3- Quais serão os profissionais envolvidos na gestão do clube?
4- Qual será o retorno financeiro e quanto tempo levará? E, principalmente,
5- Como se projetará o clube que vender sua SAF depois de encerrado o contrato? Ou seja: contas, patrimônio, posição na tabela, etc..
Insisto: como qualquer corporação, as SAFs precisam ter competência financeira e competência administrativa. Se o grupo investidor não tiver expertise na gestão do futebol, a chance de fracasso é enorme.
A ilustração é perfeita. De maneira simples, diferenciando o que é igualdade e equidade.
Veja:
