Tenho lido muitas críticas sobre a Seleção Brasileira após a derrota para a França.
Ora, penso que a Seleção Francesa é a melhor do mundo na atualidade (falamos sobre isso aqui: https://wp.me/p4RTuC-1eSa). Entretanto, considere ainda que Didier Deschamps está há anos treinado a sua equipe e Carlo Ancelotti há menos de 9 meses.
Sejamos honestos: o Brasil jogou bem desfalcado, e ainda falta observar alguns atletas (como Endrivk e João Pedro como titulares).
Penso: se é um jogo amistoso, e eu sou Ancelotti, coloco todo mundo para jogar. É a oportunidade de avaliar os atletas contra um adversário forte! Não é jogo valendo Copa do Mundo ainda, e somente quando for deverá se cobrar por placares de vitória. Chega de cultura resultadista.
Nessas horas, vale a máxima de Didi, o “Folha Seca”, craque da Seleção de 1958, que quando questionado sobre o rendimento ruim daquela Seleção durante a preparação da Copa (que naquele Mundial, apresentou ao mundo Pelé), disse: “treino é treino, jogo é jogo”.
Curiosidade: muitas vezes, essa frase é atribuída equivocadamente ao folclórico Nenê Prancha, o “Folclórico da Bola”. Não é. Mas ele disse outras tão popularizadas como essa. Abaixo:
- “Penalti é tão importante que quem devia bater é o presidente do clube”.
- “Se macumba ganhasse jogo, o campeonato baiano terminava sempre empatado”.
- “Se concentração ganhasse jogo, o time do presidío não perdia uma partida”.
- “Quem pede tem preferência, quem se desloca recebe”.
- “Bola tem que ser rasteira, porque o couro vem da vaca e a vaca gosta de grama”.
- “Jogador tem que ir na bola com a mesma disposição de quem vai num prato de comida”.
- “O goleiro deve andar sempre com a bola. Se tiver mulher, dorme abraçado com as duas”.
- “Jogue a bola pra cima, pois enquanto ela estiver no alto não há perigo de gol”.
- “Jogador bom é que nem sorveteria: tem várias qualidades”.
- “Goleiro é uma posição tão amaldiçoada que onde ele pisa nem grama nasce”.
- “Futebol é simples: quem tem a bola ataca; quem não tem defende”.

