Tanto Corinthians quanto Flamengo reclamaram da arbitragem de Rodrigo José Pereira de Lima (FIFA-PE). Com ou sem razão?
1- Sobre a expulsão de Everton Araújo: o atleta vai disputar a bola de maneira temerária. Não é um carrinho frontal certeiro (lance para Cartão Vermelho), até porque o árbitro deveria perceber que Breno Bidon valoriza a queda (uma situação típica do futebol brasileiro: tudo vira agressão e contusão). Era para Cartão Amarelo. Mesmo com VAR, o árbitro manteve o erro e expulsou o flamenguista.
2- A respeito do suposto pênalti de Ayrton Lucas em André: não foi o flamenguista que calçou o corintiano, repare no vídeo que ele está parado, e André vai chutar e se enrosca no adversário. Não se pode marcar nada ali (esqueça quem alega imprudência, é uma situação diferente: ser imprudente é não querer fazer a falta, e cometer sem querer; ali, é André quem tem a ação sobre Ayrton Lucas, se chama casualidade). Acertou a arbitragem.
3- O lance de Gabriel Paulista em Jorginho: ali, confesso que fiquei muito em dúvida, pois as imagens não ajudam tanto. A priori, Gabriel abre o braço e atinge Jorginho, que demora um pouco e cai. Fiquei tentando avaliar: abriu o braço para ganhar espaço, sem querer atingir o adversário, e o atinge mesmo assim; ou, ainda, quis agredir o adversário intencionalmente? Na câmera atrás do gol, aparece o árbitro bem posicionado, com a imagem limpa, observando. Respeito quem entendeu como agressão ou quem avaliou como o árbitro.
A questão é: em casa, com 10 atletas por boa parte do jogo, nesse futebol tão físico que temos, o Corinthians não soube tirar vantagem técnico-tática.
