A média mundial de jovens entre 25 a 34 anos de idade que possuem um diploma de nível superior é de 48%, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
No Brasil, estamos na METADE da média: 24%, atrás de muitos países vizinhos: Colômbia (35%), Chile (41%) e Peru (50%).
O índice mais alto hoje é da Coreia do Sul (que desde a Revolução Educacional conseguiu números expressivos): 70%!
EDUCAÇÃO DE NÍVEL SUPERIOR NO BRASIL: OS NÚMEROS QUE ALERTAM
Por Antonio Carlos Neves Estela.
O Brasil enfrenta um desafio estrutural crítico para o seu desenvolvimento: o acesso ao ensino superior. De acordo com dados recentes, apenas 24% dos jovens adultos brasileiros (25-34 anos) possuem um diploma de graduação. Esse índice é exatamente metade da média dos países da OCDE, que é de 48%, e coloca o país em uma posição de desvantagem competitiva em relação a líderes globais como a Coreia do Sul, onde 70% dessa população concluiu o nível superior.
Mesmo quando olhamos para os nossos vizinhos na América Latina, o cenário é de alerta. O desempenho brasileiro é inferior ao de países como Peru (50%), Chile (41%) e Colômbia (35%). Embora o Brasil supere o índice da Argentina (19%), os números mostram que ainda estamos atrás de economias regionais que têm investido de forma mais acelerada na formação acadêmica de sua juventude.
Apesar do atraso, há sinais de progresso que merecem destaque. A taxa de escolaridade superior no Brasil cresceu 8 pontos percentuais desde 2013, quando era de apenas 15,8%. No entanto, esse crescimento é desigual dentro do próprio território nacional: enquanto as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste apresentam indicadores acima da média nacional, todos os estados da região Nordeste figuram abaixo desse patamar.
Outro ponto relevante é a disparidade de gênero na educação. No Brasil, assim como na maioria dos países, as mulheres estão mais presentes no ensino superior do que os homens. No triênio mais recente, a taxa de escolaridade de nível superior entre as mulheres de 25 a 34 anos foi de 28,2%, enquanto entre os homens o índice foi significativamente menor, atingindo 20,7%.
Nos últimos anos, a Educação a Distância é o caminho que mais tem contribuído para o avanço do número de pessoas com graduação em nosso país. Além disso, várias pesquisas apontam para grandes ganhos salariais para os egressos de cursos a distância. Nesse sentido, em vez de restringir o acesso a esse formato de ensino, as políticas públicas devem valorizá-lo e fomentar o aumento da qualidade independente de formato de oferta (presencial, semipresencial ou a distância).
Para finalizar, é importante lembrar que a taxa de conclusão dos cursos de graduação é o indicador mais utilizado para comparações internacionais de escolaridade e reflete o potencial de inovação e produtividade de uma nação. Para que o Brasil possa competir de igual para igual no cenário global, é urgente continuarmos a trajetória de crescimento desses índices, focando em reduzir as desigualdades regionais que ainda travam o nosso potencial educativo.

