Ontem, ao Canal “De Pai pra Filho”, de Nilson César e Fausto Favara, falamos: Daiane Muniz é uma boa árbitra, mas o Choque-Rei da semifinal era “muito jogo para ela”, devido a inexperiência.
Caso não tenha assistido, está aqui: https://wp.me/p4RTuC-1ecK
O problema é: Daiane não é árbitra experiente o suficiente (por favor, estamos falando de profissionais, ela faz parte do quadro profissional que está em vigor, e não tem qualquer relação com discussão de gênero). Na CBF, ela é VAR-FIFA, mas não apita jogos da Série A. No Paulistão, virou árbitra de campo (sem tanta rodagem).
Por exemplo: em 2023, só trabalhou em jogos da A1 do Paulistão como VAR. Em 2024, apitou somente um jogo da série A2. Em 2025, aí explodiu na carreira e fez vários da A1 (mas continuou como VAR na CBF, onde chegou à FIFA). Em 2026, apitou até agora 4 partidas (inclusive, o último jogo do São Paulo no Paulistão foi apitado por ela, o que é incomum repetir escala de árbitros em mesmo time na sequência, vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-1dXZ).
1- Lá em Bragança Paulista, o São Paulo poderia reclamar do pênalti em Lucas Moura (estava no ataque, foi atingido com o ombro nas costas, não foi tranco legal, e ela não marcou).
2- Em Barueri, o lance reclamado por Gustavo Gómez foi corretamente não marcado. Não existe na regra “desviar a direção da bola” ou outros mitos. Existe intenção e movimento antinatural, e para você discernir isso, compartilho essa postagem bem didática sobre o lance, em: https://wp.me/p4RTuC-1edO (não vale analisar o lance em câmera lenta, tem que ser na dinâmica do jogo, para não causar distorção da interpretação).
3- Sobre o pênalti posteriormente marcado: não foi. Ali, lance normal de disputa de bola com contato físico. Imagino que, naquela altura, pressionada e insegura que ficou, marcou.

