– Análise da Arbitragem de Rio Claro 2×1 Paulista e pitacos sobre a parte técnica:

No confronto entre o Galo Azul e o Galo Tricolor, deu o time da Cidade Azul.

O Rio Claro, que inexistiu no começo do jogo (muitos passes errados, tentou jogar no contra-ataque em casa), viu o Paulista abrir o placar logo aos 7 minutos de jogo com Zé Mendes de cabeça. E, quando o Tricolor parecia que faria um placar elástico, recuperando os pontos perdidos na estreia contra a Itapirense em casa, veio a parada técnica… (sim, criamos uma parada diferente do que prevê a regra, foi incorporada no regulamento e está aqui a explicação: https://wp.me/p55Mu0-3MW). E na volta dessa parada, o Paulista resolveu “jogar mais devagar”, perdeu o ímpeto e deixou o Rio Claro criar algumas jogadas.

No segundo tempo, não só o jogo ficou equilibrado, como ruim tecnicamente. E eis que em nova falha da defesa (Jean Gaúcho não deu combate no cruzamento e Samuel deixou o adversário cabecear), saiu o gol de empate. Justo os dois defensores que falharam na estreia.

Camilo foi substituído (ficou sem função em alguns momentos do jogo) e Vitinho foi o destaque solitário do Galo.

Daí em diante, o Rio Claro gostou do jogo e, Lee, que não tinha sido exigido no primeiro tempo, teve trabalho. Mas em nova falha da defesa, de cabeça (de novo), saiu o gol da vitória rioclarense com Zé Augusto, aos 92m.

Na abertura da jornada esportiva da Difusora, o Cobrinha trouxe a informação que Diretoria, Comissão Técnica e Jogadores se reuniram após o empate contra Itapirense, e fizeram uma reunião para discutir “porque o time parou de jogar”. Imagino que deverá acontecer a mesma coisa na reapresentação dessa partida em Rio Claro.

Para o próximo jogo, em Marília, eu penso que a FPF escalará um árbitro de Série A1, por vários motivos: rivalidade do Interior, o campo é difícil e a bronca dos torcedores maqueanos com Camilo, que lá jogaria esse ano, mas mudou de ideia e veio para o Paulista.

Sobre a arbitragem:

Ótimo trabalho da árbitra Talita Ximenes de Freitas. Mostrou autoridade, correu bastante e se posicionou muito bem em campo. Excelente trabalho disciplinar. 

Aos 7 minutos, no Gol de Zé Mendes, Camilo usou as mãos para cercar Masson, mas não cometeu falta. Ele caiu e pediu falta de ataque para anular o gol do Galo. De frente para o lance, não só advertiu verbalmente o jogador como deu a primeira bronca no técnico do Rio Claro, Vagner de Souza. Mais tarde, aos 31m, de novo ficou reclamando e o técnico foi advertido corretamente com cartão amarelo.

Aos 38 minutos, dois cartões amarelos infantis ao Paulista (mas bem aplicados). Andrey foi cobrar a falta rapidamente, no meio de campo, sem perigo aparente. Miguel Elias entrou na frente e deu um “totózinho na bola”. É o típico lance para cartão amarelo, é o be-a-bá de escola de árbitros. A árbitra aplicou o cartão (fez o certo), mas o técnico do Paulista, Raphael Pereira, ficou reclamando acintosamente. Também foi amarelado… Dois cartões evitáveis!

Aos 42m, houve um cartão de um lance pouco usual: uma “falta coletiva”. O Rio Claro estava no ataque, um marcador do Paulista o toca; ele leva a vantagem e segue, e é empurrado, mas se mantém em pé. Aí Léo Souza acaba por derrubá-lo. Recebeu o Amarelo (quando há uma sequência de faltas leves, é o último jogador que deve ser advertido).

Por fim, no segundo tempo, dois lances mais importantes: aos 65m, quando o Rio Claro queria pênalti por mão na bola (não foi, o zagueiro tricolor estava com o braço em movimento natural) e a expulsão de Enzo (que entrou aos 56m, recebeu amarelo aos 68m e foi expulso aos 77m por segundo amarelo ao cometer uma falta temerária).

Que se dê mais oportunidades à arbitra, pois foi bem.

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