Em 2023, João Vitor Gobbi apitava a 4ª divisão paulista e, em jogos que o observei apitar (especialmente em Jundiaí, no Estádio Jayme Cintra), escrevi: tem potencial, corre bastante, tem o porte físico que a FPF quer e precisa ter um plano de carreira.
Em 2025, apitou vários jogos da A1. Em 2026, a Comissão de Árbitros começou a forçar ele em clássicos seguidamente. Isso desgasta o árbitro, pois o coloca em exposição máxima na quarta-feira e no domingo (Palmeiras x Santos e Corinthians x São Paulo). Para quem nunca apitou clássicos, deve ir com calma.
No “Clássico da Saudade”, foi criticado por contemporizar e demorar para dar cartões. E árbitro lê tudo o que a mídia escreve. No “Majestoso”, como resposta, exagerou e logo a 1 minuto deu cartão a Wendell. Se mantivesse o critério, teríamos vários expulsos.
Sejamos justos: João Vitor Gobbi não teve influência no placar, embora o critério (ou a falta de) tenha sido um problema. Mas os jogadores não colaboram: Yuri Alberto sente o braço do zagueiro e se joga; Tápia discute com Hugo e finge agressão no olho (e não toma cartão por simulação). Com a bola no meio do campo para o reinício, Luciano vai lá e dá um bico (e não quer receber o Amarelo)?
Que a FPF faça um gerenciamento mais coerente da carreira de jovens árbitros, e que alguém reeduque o comportamento dos jogadores (não se vê esses unfair-plays em ligas de alto nível).

