Amanhecer nublado?
Que chato…
Mas há de ser uma boa 4a feira mesmo assim, pois com ou sem sol, vale a beleza da criação!
Bom dia aos amigos!

Depois dos escândalos de corrupção no futebol mostrarem propinas na Copa América e em transações da Conmebol e FIFA, as denúncias alcançaram a compra de votos das Copas de 2018 e 2022. Isso era esperado. Nas últimas horas, o New York Times trouxe à tona valores financeiros de dinheiro sujo também na Copa de 2010.
Não dá para não ter a expectativa: só estão faltando comprovações da Copa de 2014, onde “honestos cartolas” e “políticos confiáveis” administraram verbas polpudas e públicas.
A propósito, sobre 2010, a FIFA admite que Jérôme Valcke, secretário geral e braço direito de Blatter, transferiu 10 milhões de dólares que vieram do Governo da África do Sul a contas de Jack Warner (da Concacaf e acumulando função de tesoureiro da FIFA), mas não como dinheiro de propina, mas sim como “CONTRIBUIÇÃO PARA AJUDAR A DIÁSPORA DE SUL-AFRICANOS NO CARIBE”.
Ah, tá! Acredito. E você, acredita também?
Em tempo: a Polícia Federal indiciou Ricardo Teixeira por 4 suspeitas de crimes, entre eles, a movimentação de quase ½ bilhão de reais em sua conta corrente (pessoa física mesmo!) durante a organização da Copa do Mundo no Brasil.
Já imaginou como deve ser transacionar quase 500 milhões, sendo pessoa física? O esforço de negócios deve ser grande… São numerários de multinacional, sendo impossível um mero mortal justificar.
Mensalão e Petrolão parecem ter encontrado um esquema à altura para rivalizar com o maior roubo de todos os tempos em solo nacional. Se não em valores, mas em moralidade.

Dia 2 de Junho, dia da Itália, e também celebrado com Dia da Comunidade Italo-Jundiaiense.
Parabéns a nós, brasileiros de nascença mas também italianos de coração, “oriundi di Jundiaí“!

Um dia, Carlos Alberto Parreira teve a infelicidade em dizer que “a CBF é o Brasil que dá certo”.
Não é que Gilmar Rinaldi, supervisor da Seleção Brasileira, questionado nesta 2a feira, fez questão de reafirmar a frase?
Claro, como funcionário da entidade ele tinha que ter cuidado nas palavras. Mas… não poderia dar uma resposta menos piegas e forçada?
Com tudo o que sempre desconfiamos e o que vemos agora nos escândalos da FIFA, onde a CBF está envolvida até o pescoço, tal afirmação é de enlouquecer.

Inúmeras grandes empresas do país estão dando férias coletivas a seus funcionários. Já viram como estão os pátios das montadoras?
E os estoques por aí?
Pior de tudo é ter gente que não acredita que o país está em crise…
Legado da dona Dilma ou acaso econômico?
Confesso que estou assustado com o que vejo na nossa Economia.

Cada vez mais Neymar brilha na Espanha – com bom futebol e com alguns debates gerados.
Na decisão da Copa do Rei contra o Atlético de Bilbao, duas polêmicas: o drible da carretilha que ele deu sobre um marcador (gerando reclamações de deboche) e a afirmação pós jogo de Xavi, que disse:
“Ele é tão bom que, quando Messi parar, será seu substituto. Será o melhor jogador do mundo, não tenho nenhuma dúvida. Ele tem uma personalidade incrível. Eu sabia que ele era famoso no Brasil, sabia que era um jogador do mais alto nível, mas ele continua sendo muito humilde e tem uma boa influência em nosso vestiário.”
E aí? Concorda ou discorda de Xavi?

Uma empresa de aviação que sofre abalos de imagem devido a segurança nos vôos corre risco de deixar de existir. Lembram-se da TAM e dos Fokker 100?
Pois bem: depois dos dois acidentes seguidos da Malaysia Airlines, a empresa reduzirá os salários de 14.000 funcionários e demitirá outros 6.000.
O próprio presidente da Malaysia, o alemão Christoph Mueller, disse que “Tecnicamente, estamos falidos!”.
E se você ganhasse uma passagem de avião da Malaysia, com tal confissão do principal executivo da empresa? Toparia passear com ela?

Taubaté x Votuporanguense voltaram aos tempos dourados do futebol interiorano. Decidindo a 3a decisão paulista, ambos tiveram lotação máxima em seus estádios. Na Ida, 3×0 para a Votu; na Volta, 4×0 para o Burro da Central.
Ao mesmo tempo em que o glamour de antes é redescoberto, as ações condenáveis: pneus de ônibus furado, rojão na porta do estádio, e outras coisas condenáveis, persistem em conviver…
Isso é ruim demais para o futebol!

Estamos em festa! Com muita luta, honestidade e trabalho, nós, do Auto Posto Harmonia, completamos hoje 9 anos de atividade comercial no ramos de combustíveis.
Agradecemos aos nossos clientes e amigos pela eterna confiança.
Atenciosamente,
Rafael Porcari
AUTO POSTO HARMONIA LTDA

No Itaquerão e no Maracanã, dois jogos importantíssimos e dois tipos de posturas de arbitragens diferentes, com graus de dificuldade diversos. Vamos falar sobre eles?
1) Em São Paulo, no Corinthians 0x2 Palmeiras, tivemos uma atuação muito boa de Vinícius Dias Gonçalves Araújo. Neste ano, durante o Paulistão, quando apitou o empate entre Corinthians x Santos, Vinícius teve ótima participação em um jogo sem lances polêmicos. O roteiro se repetiu: nenhum lance difícil para interpretação, jogadores preocupados em jogar apenas futebol e faço o mesmo comentário daquela feita: o árbitro foi bem, apitou o be-a-bá e deixo uma ressalva: o policiamento em não se “destacar” com trejeitos, ou seja: ser mais discreto na aplicação de cartões e marcação de faltas. Do restante, está indo bem – com sorte e competência.
2) No Rio de Janeiro, no Flamengo 2×3 Fluminense, jogo chato para Sandro Meira Ricci. E aqui fazemos o breve histórico: quando era aspirante à FIFA, Sandro foi o melhor do Brasil por 2 anos. Se tornando FIFA, diminuiu um pouco o ritmo em jogos nacionais, mas nas partidas internacionais manteve-se muito bem. No pré-Copa, mal. Durante a Copa, bem. No pós-Copa… a fase ruim não passa nunca! Vide o pênalti de Pará (FLA) em Vinícius (FLU), no começo da partida: Pará dá um tranco legal em disputa de bola e o adversário valoriza a queda ou o flamenguista empurrou e desequilibrou com os braços o atacante tricolor?
Para mim: lance limpo, onde há viril mas legal disputa de bola e de espaço. Lembremo-nos que o tranco físico nessas condições é permitido.
Quanto a expulsão de Giovanni em Marcelo Cirino, Sandro estava longe da jogada e repare que quem de pronto o avisa é o bandeira 2. Não tenho dúvida de que o Cartão Vermelho surgiu durante a conversa entre bandeira e árbitro quando Sandro se aproximava da jogava.
Se era para Vermelho?
Imagine o bico da chuteira em chute frontal em sua canela… Dói ou não? Nesta, estou com Ricci!
A verdade é: por enquanto, o Campeonato Brasileiro não tem apresentado jogos de grande grau de dificuldade. Aguardemos as próximas rodadas.

Hoje é dia de júbilo aos católicos. Celebra-se a Festa da Santíssima Trindade, sempre no domingo posterior ao Pentecostes.
O catecismo da Igreja explica: Deus é Uno e Trino – um só Deus em essência, mas três em pessoas, que se manifesta no Pai Criador, que ama tanto o mundo que nos enviou seu Filho Salvador, cujo amor ilimitado gera o Espírito Santo paráclito!
Portanto, adoremos a Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo (Santíssima Trindade) hoje e sempre.

Ali bin Hussein era um ilustre figurante no mundo do futebol há alguns dias. O único candidato de oposição na eleição da FIFA.
Seu histórico? Príncipe da Jordânia, irmão do atual rei do país (Abdulla II), amante dos esportes, criador de uma liga paralela de futebol na Ásia e que posteriormente (e em comum acordo com os cartolas) foi fundida com a atual Confederação Asiática de Futebol. Recentemente, conseguiu convencer a International Board e fez lobby para liberar os “turbantes e véus para atletas muçulmanos” (as vestimentas de cabeça) em jogos profissionais. Estudou em colégios ocidentais e tem promovido programas de integração pela “Paz no Esporte” no Oriente Médio, incentivando a prática do Futebol Feminino com finalidade de diminuir a discriminação contra as mulheres árabes. Com apenas 39 anos, abandonou o 2o turno das eleições por se sentir ofendido ao perceber que os votos prometidos por pares do colégio eleitoral da FIFA migraram para Blatter.
O que pode parecer uma derrota para o mundo do futebol – o 5o mandato do Suíço – pode, ao mesmo tempo, alimentar uma cisão. Platini ameaçou convocar os países europeus a boicotarem a Copa da Rússia (algo duvidoso). Mas por quê não um levante contra o atual status quo?
A FA (A “CBF” da Inglaterra) sempre se levantou contra a FIFA, tanto que nos primórdios da história relutou em se associar com a entidade. Por quê não defender a bandeira de uma nova Associação, paralela e concorrente da FIFA?
O Futebol é um esporte popular e a FIFA é uma empresa particular. Não seria maravilhoso um movimento de formação de grandes outras Federações, mais abertas, transparentes e honestas?
O grande problema é que os atuais mandatários mundo afora estão amarrados nesse esquema hostil e corrupto. Mas a bola está pingando: quem será o príncipe, o cartola ou o libertador do futebol no século XXI, a fim de trazer esperança a quem gosta realmente do esporte?
Tudo o que escrevo aqui em relação à FIFA e seus associados, serve integralmente à CBF e suas federações estaduais. E dentro dela, seus pares e estruturas arcaicos, viciados e eternos diretores-funcionários que mamam nas tetas do futebol.

O Ministro da Economia Joaquim Levy não esteve junto com seu colega do Planejamento, Ministro Nelson Barbosa, nos anúncios dos cortes do Governo em investimentos, realizado na semana passada. A boataria surgiu e pensou-se até mesmo num suposto desentendimento e saída de Levy, que na segunda-feira justificou a ausência por culpa de um resfriado, forçando uma tosse nitidamente fingida, levando os jornalistas às gargalhadas.
Só não foi fingida a redução de verbas para as principais áreas de atuação. Vide os cortes, que não repercutiram como deveriam (em reais):
Se somarmos as outras áreas (Previdência, Agricultura, Esportes, entre outras) o ajuste totaliza mais de R$ 66.000.000.000,00 !
É “muito zero”, não?
Ficará sempre a pergunta: como o país pode crescer se não há investimento suficiente? E COMO RESOLVER OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA NAÇÃO, COMO SAÚDE E EDUCAÇÃO, SE O CORTE NESSAS ÁREAS É TÃO GRANDE?
O maior fingimento não foi a tosse de Levy, mas a desculpa de que é necessário cortar gastos, sendo que as mordomias dos parlamentares e a corrupção que assola o país – nos níveis federal, estadual e municipal, apartidariamente e no senso comum – atravancam o Brasil. É, em minha humilde opinião, um falso ajuste monetário.
Aliás, o valor de 66 bilhões de reais é menor que o custo-corrupção dos R$ 80 bi do Petrolão, esquema de desvios da Petrobrás, não? E se esse dinheiro roubado dos cofres da empresa, ao invés de ir para o bolso de importantes políticos e empresários, fosse revertido para o desenvolvimento social?

Nas 3 primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro de 2014, tivemos 8 Cartões Amarelos por reclamações contra a arbitragem no total dos 30 jogos.
Nessas 3 primeiras em 2015, com mesmo número de jogos, tivemos 33 cartões amarelos. Mais que o QUÁDRUPLO!
A busca pelo bom comportamento dos jogadores em relação à arbitragem é justa. Mas chamo a atenção: cuidado para os abusos dos juízes!
Aliás, se a Regra não mudou e sempre foi a mesma, por quê os árbitros não a cumpriram em 2014 e deixaram as reclamações ocorrerem a vontade? O comandante da arbitragem é ainda o mesmo, os nomes dos árbitros idem, e os cartolas que o chefiam, quase os mesmos (afinal, já há 1 na cadeia).

Uau!
Leio na Época Negócios (ed Abril 2015, pg 30) que Abílio Diniz, ex-Pão de Açúcar e que após vender o conglomerado ao Casino comprou a operação do Carrefour no Brasil, negocia com o homem mais rico da França, Bernard Arnault, além de entrar em contato com a família Moulin (os maiores acionistas do Carrefour mundo afora), a COMPRA das suas ações para se tornar o maior acionista do planeta!
Imaginar que o Carrefour era seu inimigo número 1 e hoje pode ser seu maior ativo é incrível. Coisas de um empreendedor de sucesso! 
Na semana passada, houve a queda do avião que transportava a família dos apresentadores da TV Globo, Angélica e Luciano Huck (acompanhados dos filhos). O piloto, perspicaz e iluminado, conseguiu aterrissar em um descampado com uma manobra arriscada e salvou a todos.
Questionada se foi um milagre, a artista declarou:
“Foi Deus que nos salvou e a Ele nós agradecemos. A minha religião não é a mesma do meu esposo, mas o Deus é o mesmo.”
Angélica é católica e Luciano é judeu. Mas todos nós (cristãos evangélicos, batistas, adventistas, mórmons, muçulmanos, entre tantas crenças) cremos em um único e mesmo Deus, a quem chamamos de Pai, Senhor, Iaveh, Jeová, Alá…
É essa a dose perfeita do Ecumenismo: respeitar o modo de crer e agradecer na semelhança da fé!

Há exatamente dois anos, o Barcelona (via Twitter) anunciava Neymar como contratação e dava as boas vindas ao “Novo Rei do século XXI”.
A profecia de 2013 se concretizará?
Republico um interessante texto sobre aquele dia publicado neste blog, com uma afirmação curiosa na matéria: “Neymar é o maior jogador brasileiro depois de Pelé”.
Já é mesmo?
Abaixo:
NOVO REI DO SÉCULO XXI: PROFECIA OU MARKETING?
Por Rafael Porcari, 29/03/2013, Jornal Bom Dia Jundiaí, Caderno de Esportes, pg 06.
Neymar finalmente concretizou sua transferência ao futebol europeu. E o departamento de marketing do seu novo clube, o Barcelona, caprichou. Via Twitter, deu as boas-vindas ao “Novo Rei do Século XXI”.
Ora, no futebol sabidamente o título de Rei pertence ao Pelé, atleta do século. É evidente que se faz alusão ao fato do jogador ser oriundo do Santos e ser uma promessa valiosa, com possibilidades de ser eleito o melhor do mundo.
Mas fica a instigante questão: no século XXI, o atual “Rei do Futebol” é o argentino Lionel Messi (pelos números e prêmios recebidos). Neymar o desbancará, sendo o título dado pelo clube catalão uma visão profética do sucesso da Jóia Santista, ou apenas uma bela e otimista recepção?
Em tempo: das diversas homenagens recebidas neste final semana, ouvimos rasgados e justos elogios. Mas um me pareceu ufanista e exagerado: ao término de Santos x Flamengo, Cleber Machado citou Neymar como “maior jogador brasileiro depois de Pelé”.
No Santos, pode realmente ser. Mas e dos brasileiros: Neymar já superou Romário, Ronaldo Nazário e Ronaldinho Gaúcho?
Aliás, taí um exercício dificílimo: comparar atletas! Minha memória futebolística remete a Zico. Antes dele, não assisti os craques que conheço. Pelé, só em vídeo (e cada vídeo…). Hoje, a tecnologia e a globalização permitem maiores possibilidades e mais gente vê os craques atuais. Fico perguntando: e se Zizinho, Arthur Friedenreich, Leônidas da Silva e tantos outros tivessem as mesmas mídias que Messi e Cristiano Ronaldo tem hoje? Estendo a Puskas, Di Stefano…
Enfim: Neymar destronará Messi ou não? Como não tenho bola de cristal, não ousarei palpitar.
Uau! A Alemanha radicalizou. Agora, é permitido que os pais não coloquem o sexo dos filhos na Certidão de Nascimento. Eles poderão colocar “indefinido” ao invés de masculino ou feminino, a fim de que não imponham uma obrigação sexual às crianças e elas possam escolher sua identidade.
Pra mim, isso é sinal do final dos tempos... Ou sexualidade precoce!
Marco Polo Del Nero abandonou o Congresso da FIFA, fez check-out no Hotel e… escafedeu-se! Abdicou de votar na Eleição da entidade e sumiu.
Fugiu para não ser preso?
Que baita solidariedade ao seu comparsa, ou melhor, sócio, digo, vice-presidente, José Maria Marin.
Quem tem medo, teme… Ou não?
Com que moral esse homem voltará ao Brasil para presidir a CBF? Que rumos ele tem a dar para o Futebol Brasileiro?
Diante disso, tudo o que provém dele passa a ser, no mínimo, suspeito – incluindo Seleção Brasileira, campeonatos, etc..
Perguntar não ofende: não dá um frio na espinha em saber que, no lugar de Del Nero e Marin, entra Delfim Peixoto, aquele que revela as mais belas bandeirinhas catarinenses e expulsou a exuberante Fernanda Colombo do quadro, além de se vangloriar de há anos estar no poder?
Continuaremos na mesma… quem poderá salvar o futebol brasileiro?

Ninguém (de bem) contestou a ação do FBI no combate à corrupção do futebol. A Polícia Americana não brinca em serviço e em ações cinematográficas prendeu cartolas antes ditos intocáveis.
Está tudo certo, louvável e correto. Agora, algumas considerações:
1- Imagine os demais dirigentes de futebol, como devem estar amedrontados!
2- Se fará de tudo para abandonar Marin para que se tente que ele leve a culpa sozinho. Acho que não conseguiram…
3- Não precisamos de um “FBI Brasileiro”? É claro que a Polícia Federal está agindo bem na Lava-Jato, mas será que com a mesma efetividade? No Congresso Nacional, para tal ação faltariam algemas…
4- Tomara que seja um novo momento em todas as áreas da sociedade, onde as virtudes positivas e a honestidade sejam mais valorizadas que a malandragem que impera.
(Sobre as ações do FBI em si,
comentamos em: https://professorrafaelporcari.com/2015/05/27/os-corruptos-da-fifa-e-as-reacoes-pos-prisao/ ,
ou no Bom Dia Jundiaí/ Diário de São Paulo, em: http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/29509/os-corruptos-da-fifa-e-as-reaes-ps-priso )

Muitos se assustaram com a prisão de José Maria Marin e outros dirigentes da Conmebol e da Concacaf. Susto pela prisão (coisa que não acontece no Brasil), mas nenhuma surpresa quanto ao seu envolvimento com corrupção. Aliás, malandro foi o Grondona (da AFA), que morreu antes de ir para a cadeia!
A verdade é: pense em algum nome de cartola do esporte, independente do cargo que ele exerça.
– Pensou?
No senso-comum (a impressão popular), ele pode ser ligado ao termo “corrupto”?
– Para a maioria, qualquer nome, sim!
A verdade é que todos sempre suspeitaram de Marco Polo, Marin, Ricardo Teixeira. Mas e provas e ação popular?
Havelange e Ricardo Teixeira foram pegos na Suíça. Não estão na cadeia pois trocaram as penas pela confissão e pagamento de multa (por isso estão soltos). NÃO NOS ESQUEÇAMOS: CONFESSARAM QUE COMETERAM CRIMES.
O azar de Marin é que ele não foi preso pela Suíça, mas por policiais suíços em colaboração com o FBI. Nos EUA, é cadeia mesmo! Ou delação premiada, como “Jota” Hawilla fez pagando milhões de dólares de devolução por crimes. As acusações envolvem corrupção, propina e outros atos ilegais que passaram pelo território americano, e é por isso que a Polícia Americana entrou na história. Aparece agora a informação de que o dinheiro sujo a ser lavado por Marin passou pelo Banco Itaú de Nova Iorque.
E o cenário “pós esteja preso” é sempre igual: os amigos somem! Me recordo que quando estourou o caso da Máfia do Apito, os amigos do Vale do Paraíba de Edilson Pereira de Carvalho desapareceram (mas estão até hoje no comando do futebol em várias searas…). Idem aos colegas de Paulo Danelon. Tem cara que jurava de pé junto que nunca trabalhou em jogo algum com eles… Vide Marco Polo, dizendo que os acordos eram do tempo de Ricardo Teixeira (sendo que Marin É O VICE ATUAL de Marco Polo), ou Walter Feldman alegando que tudo isso era coisa do passado. E assinam a nota no (pasmem) Edifício José Maria Marin, a nova sede da CBF!
Já a FIFA é cara de pau mesmo. Está suja como pau de galinheiro, mas Blatter alegou que está feliz pois em seu mandato a corrupção começou a ser passada a limpo. Pena que nada sabia para cortar essa navalha tão doida antes…
Você conhece algum chefe de empresa ou de estado que se diz vangloriado da mesma forma e cita os amigos e companheiros de traidores?
Marin é octagenário e rico. Poderia estar curtindo a velhice com os netinhos, em paz, não na cadeia. A ganância o cegou.
Tomara que tudo isso seja só o começo de um novo momento no futebol.
Ah, e quase esqueci – se por uma medalhinha dos garotos da Copa SP Marin se sujou, o que não faria com tanta grana fácil?

Sou bem conservador em certas questões. Uma delas é a exploração artística infantil. E por não viver o meio do funk, levei um susto ao ler sobre a “geração de MCs Mirins”!
Meu Deus! Pais irresponsáveis incentivando inocentes crianças a se sensualizarem precocemente e enchendo suas bocas de palavrões e frases imorais!
Nada contra o funk. Se você gosta, respeito. Mas tudo contra a idiotice de colocar roupa agarrada e ensinar bobagens a meninas e meninos tão pequenos!

Há tempos que estamos falando sobre a iniciativa da CBF em escalar árbitros nascidos em mesmos estados dos times em que estão apitando, mudando o critério de neutralidade de hoje. Por exemplo: em um jogo entre Paulistas x Cariocas, um Gaúcho apita, nos moldes atuais.
Com o intuito de demonstrar a honestidade do árbitro, deixando de considerar os árbitros como regionais, e sim nacionais, Sérgio Correa da Silva resolveu fazer testes: colocou árbitros nascidos em mesmo estado do clube que apita: na Rodada 1, o carioca Marcelo de Lima Henrique apitou São Paulo x Flamengo, sendo que o juiz está trabalhando pela Federação Pernambucana. Heber Roberto Lopes, paranaense, em um jogo do Atlético Paranaense, sendo que ele apita pela Federação Catarinense. Em ambos casos os bandeiras eram do estado do outro time.
Agora, na rodada 4, ampliará a experiência com FIFAS que apitam no mesmo estado: Vuaden e Daronco, ambos da Federação Gaúcha, apitarão respectivamente Internacional x São Paulo e Goiás x Grêmio.
A idéia é mostrar que não existem árbitros de federações, mas todos da confederação. Num mundo ideal, ótimo! Mas é nesse momento de turbulência do futebol brasileiro (vide as reclamações das equipes, prisão de José Maria Marin, reclamações formais do Santos FC à CA-CBF, e tantos outros poréns), que se fará tal teste de credibilidade?
É claro que os árbitros são honestos. Mas há certos complicadores: imagine no Beira-Rio, se aos 49 minutos do 2o tempo o gaúcho Vuaden dá um pênalti duvidoso pró-Inter? Ou se o bandeira paulista Marcelo Van Gassen (que será o assistente 1) anula um gol colorado no fim do jogo? A discussão será grande!
PARA QUÊ POLEMIZAR?
Quando existia a experiência dos AAA (árbitros adicionais assistentes), eles eram do mesmo estado do clube mandante, e foi preciso trocar o critério de escala pois os clubes em unanimidade reclamavam de tal fato e chamavam esse tipo de coisa como “economia burra”, pois gastava-se menos com passagens aéreas.
É incrível que a CBF promova tal coisa em algo tão sério como o Campeonato Brasileiro. Estou imaginando no Itaquerão, com 5 minutos de acréscimo, numa suposta partida entre Corinthians x Flamengo, um árbitro carioca marcar aqueles “pênaltis de queimada” ridículos que vez ou outra ainda vemos. Teremos assunto para uma semana inteira!
Se a proposta de tais escalas como “prova de que o árbitro é honesto”, como relatada em algumas mídias, partiu do presidente Marco Polo Del Nero, deveria ele vir a público esclarecer porque não demonstra apreço maior e profissionaliza o quadro de árbitros!
Detestei tal idéia. E você?
Aliás, leio no Lance.net que Roberto Perassi, instrutor de árbitros da FPF, esteve no Morumbi com o Cel Monção dando palestra sobre Regras aos jogadores do São Paulo FC. Curiosamente, é o próprio Perassi quem será o delegado do jogo entre Internacional x São Paulo.
Boa sorte ao Vuaden e aos bandeiras. Creio na lisura de todos esses citados, mas critico veementemente a falta de preservação e prudência das escalas, ou melhor, do sorteio.
No futebol, quanto menos burburinho e menor desconfiança, melhor para todos! A honestidade começa por aí.

Pois é… durou pouco.
Lembram dos ônibus da Viação Cometa que partiam do Bairro Medeiros para São Paulo, via Eloy Chaves e Aeroporto (texto aqui: http://wp.me/p4RTuC-ccA)?
Agora, eles sairão somente da garagem da empresa (na Vila Arens) e não passarão mais no Medeiros… circularão pelo Eloy Chaves e Aeroporto, e de lá para São Paulo.
A justificativa é a falta de funcionários para se deslocarem da cidade e virem fazer a manutenção dos ônibus, além de não terem fiscais para controlar os horários de saída por aqui.

Juan Carlos Osório, colombiano, é o novo treinador do São Paulo FC. Respeitado por ser um estudioso, costuma ser flagrado anotando e passando informações aos seus jogadores em bilhetinhos do seu caderno de rascunhos.
E aí está algo curioso que os árbitros não poderão questionar: a comunicação escrita de informações advindas internamente ao campo de jogo e área técnica!
Aliás, a questão sobre “como jogador e treinador se comunicam” tem sido discutida há algum tempo: tudo começou com Vanderlei Luxemburgo, então treinador do Corinthians, na final do Campeonato Paulista de 2001: Corinthians x Santos jogaram e descobriu-se que Luxemburgo orientava o meia Ricardinho através de um ponto eletrônico escondido em seu ouvido. Era permitido ou proibido?
Ninguém sabia se podia, pois a Regra nada dizia. Dias depois, em uma reunião da International Board (o Organismo que é “dono” das Regras do Futebol) determinou-se que seria proibida a comunicação eletrônica entre treinador e jogadores durante a partida.
Recentemente, passou a ser fato comum a comunicação via celular entre treinadores e seus assistentes via celular. O próprio Luxemburgo, certa feita, assistia o 1o tempo das partidas nas arquibancadas, conversava com seu assistente via rádio e depois dirigia a equipe no 2o tempo no banco de reservas.
Após os estudos de uma equipe de força-tarefa da FIFA em 2011 (grupo formado por ex-atletas e estudiosos do futebol, que visa trazer sugestões), reforçou-se textualmente com a redação da orientação na Regra 4 (Equipamento dos Jogadores):
“Os árbitros proibirão o uso de radiocomunicação entre jogadores e o corpo técnico”.
Mas aí veio uma nova modificação. Para 2013/2014, houve alteração do mesmo texto:
“Os árbitros proibirão o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre os jogadores e/ou o corpo técnico”.
Aqui a alteração é mais profunda: a comunicação eletrônica por celulares ou rádios era proibida (portanto, a comunicação FALADA), mas nada impedia que a comunicação fosse REDIGIDA através de outro equipamento eletrônico “não sonoro” exceto os citados, como, por exemplo, via tablets ou notebooks. Onde estaria a proibição de que um treinador não poderia se comunicar com os atletas mostrando imagens e informações em um iPad com estatísticas em tempo real? Ou com informações de fora via email?
Agora, a proibição é EXTENSIVA A QUALQUER SISTEMA ELETRÔNICO DE COMUNICAÇÃO e não mais somente entre jogadores e treinadores, mas AMPLIADA ENTRE OS PRÓPRIOS INTEGRANTES DA COMISSÃO TÉCNICA. E um grande exemplo disso: José Mourinho costumava receber informações estatísticas on-line das partidas de seu assistente técnico via tablet, e as repassava através de bilhetinhos escritos a mão para seus jogadores. Isso (informação de fora), agora, não pode! Mas se o treinador quiser passar suas instruções por escrito em uma tecnologia rudimentar, como papel, somente com suas impressões pessoais, PODE!
Na sua última circular antes do início do Paulistão 2014, a FPF reforçou esse lembrete no capítulo 20 das suas orientações:
“É PROIBIDO o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre jogadores e/ou comissão técnica. Exemplo: treinador para assistente fora do campo, conforme alt Regra 4, pg 29 do Livro de Regras.” [Lembro que não é só fora do campo, mas dentro também].
Sendo assim, fique tranquilo, Osório! Se alguém te expulsar por dar um bilhetinho das informações que você colheu das suas próprias observações de jogo (portanto, sem informação externa ou por meio eletrônico falado ou ilustrativo), será abuso de autoridade.
Já imaginaram a Comissão de Árbitros baixar uma norma contra isso? Seria totalmente tupiniquim!!!
Eu, particularmente, acho um retrocesso proibir a comunicação externa. Se o clube tem uma equipe técnica profissional e que se atenta a detalhes do jogo para ajudar o treinador, isso deveria ser uma evolução bem vinda ao futebol. Porém, entendo também o que os legisladores da Regra pretendem: se um árbitro não tem um celular para ligar a alguém com imagens e perguntar se foi pênalti ou não, seria desproporcional que treinadores tivessem essa informação privilegiada.
Resta aos mais espertos utilizarem alternativas. Imaginaram bolinhas de papel voando das arquibancadas com informação ao banco? E nas arenas européias, onde torcedores e comissões técnicas estão próximas: que tal a comunicação boca-a-boca, onde um torcedor assiste o jogo em tempo real via Web em som alto e “sem querer” o treinador escuta?
Alternativas criativas devem surgir! Ou você acha que não?

Ricardo Lewandowisk, ministro do STF, justificando aumento de salários ao pessoal do Judiciário entre 53 a 79%:
“– Quem é que não precisa pagar o supermercado, já que houve um aumento de preços dos produtos?“
Tal aumento consumirá quase R$ 9 bilhões anuais nos gastos públicos.
Por que aos aposentados não se plateia tal índice de reajuste? Eles não vão ao
mercado também, além da farmácia e do médico?

Uma mudança na orientação de marcação de infrações em jogadas de “Mão na Bola” e “Bola na Mão” foi colocada em prática a partir da Copa das Confederações-13, bem aceita no restante no mundo e um pouco confusa no Brasil. Não foi uma mudança na Regra do Jogo, mas Massimo Bussaca, o atual comandante da arbitragem mundial, alegou na época ser uma nova interpretação aos árbitros sobre lances duvidosos dessa natureza.
Hoje, só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola (entenda-se por mãos: a mão, o braço e o antebraço) se for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (infrações e Indisciplinas) diz que:
“Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).
Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:
– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);
– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);
– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;
– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;
– Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) constitui uma infração.”
A novidade, desde julho/2013, é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar. Trocando em miúdos: pular/ se jogar na bola de maneira a qual a bola possa bater em seu braço, não se cuidando para evitar o contato).
Para muitos, tal orientação ajudou a justificar alguns pênaltis mal marcados. Foi o que aconteceu por aqui.
Vimos lances bizarros de pênaltis mal marcados: em um clássico entre São Paulo x Corinthians no Morumbi, o zagueiro Gil tenta tirar o braço da direção da bola em um chute a queima-roupa e ela bate em seu cotovelo. Nenhuma intenção clara, tampouco subjetiva de colocar a mão na bola. Mas virou, equivocadamente, pênalti… Vimos também uma barreira pulando e o jogador saltando com os dois braços erguidos. Se a bola bate neles, aí sim seria “movimento antinatural“, pois fisiologicamente, você não pula com os braços totalmente esticados e eretos para o alto.
Enfim, essa história de: “nova orientação” não tem segredo. Talvez todo o imbroglio tenha nascido única e exclusivamente da tradução/interpretação do texto, potencializada negativamente por má orientação.
Do jeito que está, é só chutar na mão que vira infração. Parece brincadeira de “Queimada”…

Queridos amigos e alunos,
Quando reclamarmos das provas, dos estudos, das dificuldades em geral, recordemos o exemplo dessa moça que ontem terminou seu doutorado na USP: ela não anda, não fala, não enxerga, não mastiga e nem engole. Mas superou as barreiras e, com disposição, defendeu sua tese!
Abaixo, extraído de: Folha de São Paulo, Caderno Equilíbrio, pg E4
ARTISTA TETRAPLÉGICA E MUDA É PhD COM DISTINÇÃO E LOUVOR
Por Cláudia Collucci
O primeiro “obrigada” foi mais difícil e demorado. O nervosismo atrapalhava a doutoranda na escolha das letras. No entanto, depois de um “ops!” que arrancou gargalhadas da plateia, ela se soltou e respondeu com desenvoltura aos comentários da banca examinadora.
Ao final de três horas, Ana Amália Tavares Barbosa, 46, recebeu ontem, com “distinção e louvor”, o título de doutora em arte e educação pela USP. É a primeira pessoa na sua condição (tetraplégica, muda, deficiente visual e que não consegue mastigar e engolir) a receber o título lá.
Ana Amália escreveu sua tese usando um programa de computador desenvolvido para ela. Ela toca um sensor com o queixo para escolher cada letra e formar, assim, as palavras. No início da cerimônia, fez uma apresentação usando um programa que transforma o texto em voz.
Há dez anos, Ana Amália sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) no tronco cerebral, no dia da defesa da sua dissertação de mestrado. Como sequela, ficou com síndrome do encarceramento (”locked in”).
Sua tese, intitulada “Além do Corpo”, é fruto de três anos de trabalho com artes visuais, realizado com um grupo de seis crianças com lesões cerebrais atendidas na Associação Nosso Sonho.
A defesa da tese quebrou todos os protocolos. Teve choro, risos, aplausos fora de hora e fala que não estava prevista. “É um momento histórico não só para as pessoas com deficiências, mas para toda a sociedade. Deve levar a uma transformação do modelo educacional vigente”, disse a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Battistella.
A mãe de Ana Amália, Ana Mae Barbosa, professora aposentada da ECA (Escola de Comunicação e Artes), preferiu assistir à cerimônia de longe. “Estou nervosíssima e muito orgulhosa. Ela deixou de ser vítima da vida para conduzir a própria vida.”
As cinco examinadoras elogiaram a clareza, a objetividade e a concisão do texto de Ana Amália. E, principalmente, o caráter de “manifesto político” do trabalho.
“Ele mostrou que não sabemos nada de aprendizagem, de educação, de cognição, de percepção, de inteligência e de generosidade”, afirmou Sumaya Mattar, professora da ECA.
A orientadora de Ana Amália, Regina Stela Machado, resumiu: “A gente dá muita desculpa para o que não faz, vive muito na superficialidade e não vê as coisas importantes da vida.”
Ao final, já doutora, Ana Amália disse só uma palavra com os olhos: “Consegui”.

A última rodada do Campeonato Brasileiro foi perfeita para a discussão de novas reflexões sobre diversos atores do futebol. Vamos a elas?
1) REEDUCANDO JOGADORES PELA ARBITRAGEM
O número de cartões amarelos neste sábado e domingo foram impressionantes. Mas repare: a maioria por reclamação!
Sim, há um processo de busca do respeito ao árbitro implantado pela CBF em sua última circular divulgada pela Comissão de Árbitros antes do início do Brasileirão, em que se pede punição ao jogador que abusa das reclamações e atrapalha a arbitragem. Na verdade, jogador brasileiro é muito “nhenhenhém”! Cai em qualquer tranco, chia por qualquer lateral e quer ganhar muito no grito. Aí, quando vai para a Europa, se dá mal por achar que seu comportamento aqui era o normal e precisa se adaptar.
Não tem nada de “Regra Nova”, é simplesmente “cumprir a Regra não cumprida”. Ou seja: atleta tem que jogar bola e falar menos com o juiz. Dessa vez, aplaudo a iniciativa tomada pelo chefe dos árbitros, Sérgio Correa da Silva, e pelo fato de avisar a todos os treinadores da Série A sobre o rigor em tal fato.
No jogo entre Palmeiras 0x1 Goiás, Robinho, Valdívia e Leandro Pereira criticaram a “nova regra em que o jogador tem que ficar mudo”. Bobagem, é discurso de quem jogou mal e preferiu arranjar subterfúgio. Aliás, o próprio treinador Oswaldo de Oliveira condenou a chiadeira de seus jogadores dizendo que “os atletas foram avisados até por escrito que não deveriam reclamar, estavam cientes da orientação da CBF e são lembrados do comportamento adequado antes do jogo”. Parabéns ao Oswaldinho, que não jogou a culpa da derrota na arbitragem.
2) REEDUCANDO A AUTO-SUFICIÊNCIA E A CULTURA
Em 1954, na Copa da Suíça, dois pecados aconteceram: a “sova” que o Brasil levou humilhantemente dentro de campo pela Hungria (na bola e na porrada) no episódio conhecido como a “Batalha de Berna”, além da conquista do vice campeonato húngaro.
Puskas, excepcional craque daquele período, entrou para a história por não ter vencido uma Copa do Mundo. Os húngaros eram conhecidos como tecnicamente muito bons, estudiosos e disciplinados. Um dos fatos mais marcantes foi a quebra da invencibilidade da Inglaterra em Wembley. O English Team nunca havia sido derrotado na história do futebol em sua casa, e, para surpreendê-los, estudiosos húngaros sugeriram que os atletas se aquecessem antes dos jogos. Ironizados pela torcida, os jogadores entraram antes do horário para o 1o aquecimento da história e… venceram por 6×3 os ingleses no jogo emblemático de Londres (em 1953).
Naquele período, o Brasil vivia o Complexo de Vira-lata, um trauma de incapacidade muito grande que destoa da arrogância e auto-suficiência de hoje. Em 1957, o húngaro Bela Guttmann chegou ao Brasil para treinar o São Paulo, radicalizando esquemas táticos e conceitos, e estes foram incorporados pelo seu assistente técnico, Vicente Feola, que os utilizou na Seleção Brasileira de 1958, trazendo o título mundial pela 1a vez ao nosso país, findando a história da inferioridade.
Nos dias atuais, o futebol húngaro é um mero figurante. Claro, tudo é fase, tudo passa. E nessa má fase do futebol brasileiro, onde ainda acreditamos que somos os melhores mesmo sem sermos e insistentemente não nos reeducamos nem nos reciclamos após o vexatório 7×1 da Alemanha em pleno território nacional, o São Paulo ousa em contratar um técnico estrangeiro. Sim, “ousa” em contratar Juan Carlos Osorio, colombiano e – aqui seu pecado maior – estudioso do futebol!
Ora, para alguns, vale o “marketing do malandro”: falar a língua do boleiro, deixar o último botão da camisa aberto para mostrar o umbigo na beira do gramado e gritar alguns palavrões sem sentido na área técnica. Parece ser depreciativo dizer que se estudou futebol, como se o teórico certamente fosse ruim na prática. E aí eu penso: xenofobia, cultura da ode à ignorância ou simplesmente arrogância e falta de humildade para admitirmos que não somos tão protagonistas como achamos que somos?
Torço para que Osório dê certo, a fim de que mais treinadores estrangeiros venham para cá e que eles façam o mesmo rebuliço que Bela Guttmann fez há quase 60 anos por aqui – no mesmo São Paulo FC.
3) REEDUCANDO O CONCEITO DE GRANDEZA
Na última rodada, dos 7 grandes clubes históricos do eixo Rio-SP que disputam a série A, (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama), apenas o Tricolor Paulista venceu o seu jogo. Será que os grandes não estão apenas se “achando grandes”? Falta jogar bola como grande.
4) REEDUCANDO A PACIÊNCIA E O PARÂMETRO
Oswaldo Oliveira, treinador do Palmeiras, foi aplaudido quando mudou completamente o jogo no 2o tempo de Corinthians x Palmeiras no Itaquerão e eliminou o rival. Também fez um bom trabalho nas finais contra o Santos, em que pese a derrota nos pênaltis. Mas foi perder novamente para o Goiás (mesmo com um bom 1o tempo), que a “batata começa a assar”.
Tite, treinador do Corinthians, foi aclamado quando venceu o São Paulo na Libertadores e em determinado momento creditava as atuações do Corinthians ao fim dos rachões em dia de treino e a intensidade de jogo. Depois do jogo contra o Fluminense, voltou-se a criticá-lo pela sonolência da equipe e da “empatite” e “Titebilidade” das explicações. E está invicto no Brasileirão!
Tudo isso – dos aplausos a vaias a Oswaldo e a Adenor Tite – tem o período exato de apenas um mês! Como o torcedor é passional…
Em suma: o apaixonado e o cartola precisam ver, sentir e sofrer “um choque de gestão no futebol”. Mais gente de fora para palpitar mudanças, oxigenação, reeducação, readaptação e tempo para a implantação de novas idéias. E os jogadores, mais profissionalismo dentro e fora do gramado. Se não dá para se reeducar pelo amor, parece que será pela dor! Para isso, algumas quebras de paradigmas – por bem ou por mal – são necessárias, além de muita paciência.
E você, o que pensa sobre tudo isso? Deixe seu comentário:

Para quem gosta de detalhes da Regra do Jogo, vale chamar a atenção: na partida entre São Paulo 3 x 0 Joinville, o 1o gol, marcado pelo zagueiro Dória, foi irregular. Explico:
Bruno cruzou a bola para a Grande Área. Ela viaja, passa por Luís Fabiano que estava em posição de impedimento mas sobra para Dória que saiu de trás e estava em posição permitida. A priori, gol legal, pois o zagueiro surgiu como surpresa por trás dos marcadores adversários.
Entretanto, perceba que quando a bola passa por Luís Fabiano, ele busca o cabeceio e se esforça para alcançá-la. Portanto, passou de impedimento passivo para impedimento ativo. Lembremo-nos que são 3 condições para sancionar o “offside”:
1- participar ativamente da jogada;
2- interferir contra um adversário;
3- tirar a vantagem da posição.
Aparentemente Luís Fabiano não tocou na bola (se tocasse, era a condição 1), mas ele levou a marcação junto dele, que automaticamente deixa a passagem livre para Dória surgir sozinho (condição 2). Assim, por manifestar interesse em dominar a bola e por tabela confundir o adversário, mesmo sem tocar na bola, o gol foi ilegal.
É claro que com o resultado de 3×0 e a falta de esboço na reclamação do Joinville, o lance passou batido. Mas vale a consideração! Para melhor ilustrar, vamos lembrar de Robinho, nas semifinais do Paulistão entre Palmeiras x Santos: o jogador que deu um corta luz o fez como drible (participando do lance) ou como forma de demonstrar não querer participar do lance? Aqui, LF demonstra claramente querer jogar.

Hoje é um dia especial para a Comunidade Católica: é dia de Pentecostes, onde se recorda a descida do Espírito Santo sobre Maria e os discípulos, impulsionando-os à Missão Evangelizadora.
Nas celebrações de hoje, se recorda que Ele nos dá 7 dons: Fortaleza, Sabedoria, Ciência, Conselho, Entendimento, Piedade e Temor a Deus. E através deles podemos colher 12 frutos: a Caridade, a Alegria, a Paz, a Paciência, a Longanimidade, a Bondade, a Benignidade, a Mansidão, a Fidelidade, a Modéstia, a Continência e a Castidade.
Vale refletir: como está a nossa relação com Deus? Estamos abertos ao Espírito Santo?

A Copa América do Chile está prestes a começar, e a Conmebol divulgou “seus homens de preto”.
Para a competição, foram escolhidos os melhores árbitros (sempre o número 1) de cada país do continente (exceto o país-sede, Chile, com 3 nomes), além de convidados da Concacaf. Sendo assim, Sandro Meira Ricci será o nosso representante.
Gostou do nome?
Aqui vai a relação completa:
| PAÍS | ÁRBITROS | FUNÇÃO |
| ARGENTINA | NESTOR PITANA | Árbitro |
| HERNÁN MAIDANA | Árbitro Assistente | |
| JUAN PABLO BELATTI | Árbitro Assistente | |
| BOLÍVIA | RAUL OROSCO | Árbitro |
| JAVIER BUSTILLOS | Árbitro Assistente | |
| JUAN P. MONTAÑO | Árbitro Assistente | |
| BRASIL | SANDRO RICCI | Arbitro |
| EMERSON DE CARVALHO | Árbitro Assistente | |
| FABIO PEREIRA | Árbitro Assistente | |
| CHILE | ENRIQUE OSSES | Árbitro |
| JULIO BASCUÑAN | Árbitro | |
| JORGE OSORIO | Árbitro | |
| CARLOS ASTROZA | Árbitro Assistente | |
| MARCELO BARRAZA | Árbitro Assistente | |
| RAUL ORELLANA | Árbitro Assistente | |
| COLÔMBIA | WILMAR ROLDÁN | Árbitro |
| ALEXANDER GUZMÁN | Árbitro Assistente | |
| CRISTIAN DE LA CRUZ | Árbitro Assistente | |
| EQUADOR | CARLOS VERA | Árbitro |
| CHRISTIAN LESCANO | Árbitro Assistente | |
| BYRON ROMERO | Árbitro Assistente | |
| PARAGUAI | ENRIQUE CÁCERES | Árbitro |
| RODNEY AQUINO | Árbitro Assistente | |
| CARLOS CÁCERES | Árbitro Assistente | |
| PERU | VICTOR H. CARRILLO | Árbitro |
| CESAR ESCANO | Árbitro Assistente | |
| JONNY BOSSIO | Árbitro Assistente | |
| URUGUAI | *DARIO UBRIACO
*Apresentar provas físicas no dia 25/05/15 |
Árbitro |
| MAURICIO ESPINOSA | Árbitro Assistente | |
| CARLOS PASTORINO | Árbitro Assistente | |
| VENEZUELA | JOSÉ ARGOTE | Árbitro |
| JORGE URREGO | Árbitro Assistente | |
| JAIRO ROMERO | Árbitro Assistente | |
| CONCACAF | A confirmar os 2 trios arbitrais | |
Assim como o Conselho de Leigos da Diocese de Jundiaí promoveu no ano passado o encontro das cidades da Diocese com as Forças Armadas (foto abaixo), promoverá um novo evento com os empresários da região. Aliás, também a Diocese de Jundiaí promoverá um encontro com políticos (como no ano passado) a fim de promover a Reforma Política.
Isso se chama… CIDADANIA!
A seguir, enviado pelo jornalista Reinaldo Oliveira:
CONSELHO DIOCESANO DE LEIGOS PROMOVE ENCONTRO COM EMPRESÁRIOS EM PIRAPORA DO BOM JESUS
O Conselho Diocesano de Leigos da Diocese de Jundiaí promove no dia 30 de maio, um Encontro com Empresários/as das 11 cidades do território da Diocese.
Os participantes serão acolhidos pelo bispo diocesano Dom Vicente Costa e Agentes do Conselho Diocesano de Leigos.
O objetivo do Encontro é reunir homens e mulheres que com seu trabalho e esforço desempenham relevante papel na sociedade.
Na pauta dos trabalhos o secretário de Educação do município de São Paulo – professor Gabriel Chalita, apresenta a palestra “Igreja e Sociedade: a missão do empresário cristão”.
Importante lembrar que em 2014 o Conselho realizou encontros com outros dois importantes segmentos profissionais: os da Educação (professores e diretores), e os das Forças de Segurança (guardas municipais, polícias civil, militar e bombeiros).
O Encontro será realizado das 9h às 12h, no Clube Municipal de Pirapora, localizado na Praça dos Poderes Municipais s/nº, centro.

DIOCESE DE JUNDIAÍ REUNE POLÍTICOS PARA FALAR DE REFORMA POLÍTICA DEMOCRÁTICA
A Diocese de Jundiaí realiza no dia 25 de maio, das 8h30 às 11h30, um Encontro com os Políticos – prefeitos, vices, vereadores, secretários municipais, deputados estadual, federal e demais lideranças políticas das 11 cidades do território da Diocese.
O evento é promovido pela Pastoral Fé e Política, onde o bispo diocesano Dom Vicente Costa e os Agentes da Pastoral, acolhem os políticos da Região, num momento já consolidado de compartilhamento e troca de informações entre as autoridades.
Ele é realizado há cinco anos e, a este que é o 9º Encontro, tem como tema “A necessidade de uma Reforma Política Democrática”, com apresentação da Sra. Carmen Cecília de Souza Amaral, da Escola de Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo.
Num momento onde a atividade política provoca transformações e manifestações da sociedade, a Diocese de Jundiaí e a Pastoral Fé e Política colocam este tema em pauta contribuindo para a discussão e informação deste importante assunto.
Sua participação é importante. O evento será realizado na Cúria Diocesana de Jundiaí – Rua Engº Roberto Mange, 400 – Bairro do Anhangabaú.

Depois de descansar um pouquinho e curtir as paisagens das Falésias de Morro Branco e das Dunas de Cumbuco (Ceará), é hora de retomar o trabalho!
Senti falta dos amigos, mas voltei!

Aliás, como não ter ânimo depois desse vigor espiritual / mental?

São essas coisas que valem a pena na vida! Me senti um verdadeiro “Indiana Jones” kkk
