– Hoje, vamos ao Jayme Cintra!

Hoje é dia de Real Madrid X Barcelona, na Espanha, as 17h. Mas também no mesmo horário temos Paulista X Mirassol.

Num dia difícil de trabalho como hoje, vale a pena o jogo em Jundiaí, torcendo para o Galo e comendo uma pipoquinha.

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Vamos papai, vamos vovô, vamos filha!

– Alvará e Doação de Pele: os Novos Tópicos da Tragédia de Santa Maria

Outras coisas que precisam e devem ser discutidas, além do que tudo já falado sobre o incêndio que vitimou jovens no Sul:

1- Ter o alvará é garantia de que o incidente de Santa Maria não ocorreria na proporção que aconteceu? Infelizmente, parece ser comum obras feitas para conseguir a licença e desfeitas após a obtenção. Se fossem exigidas mais saídas, e posteriormente fechadas para evitar a evasão de pagantes?

2- Uruguai e Argentina estão enviando pele humana para as vítimas. Confesso: nunca imaginei que fosse possível manter o tecido humano tão saudável para utilização posterior.

Avanços tecnológicos indiscutíveis, e ao mesmo tempo, descaso de fiscalização condenável.

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– A Bronca da FIFA é pra valer ou não?

A FIFA puxou a orelha do Brasil, dando prazo final para os estádios do Mundial-14 estarem prontos em Abril/13.

Ora, o prazo inicial era para Dezembro/12 e a nova data não será cumprida, provavelmente. Seriam atrasos propositais para as nefastas obras gerenciais, que geram suspeitas de corrupção, ou mera incompetência?

Pena que ninguém dá prazo para as obras do entorno: acessos, transporte público, hospitais… Coisas que realmente interessariam.

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– Remédio que não serve na França, serve no Brasil?

Coisas do Brasil… aqui, o remédio “Diane 35” é liberado para o tratamento da Acne, mas usado frequentemente como anticoncepcional.

Porém, na França, o medicamento pode ser proibido por morte entre mulheres adultas envolvendo problemas cardiovasculares, entre outros.

Mas aqui… a ANVISA acompanha o caso. E o medicamento continua sendo vendido normalmente!

Por que lá faz mal e aqui supostamente não faria?

Extraído de: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/anvisa-acompanha-caso-da-pilula-diane

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– Fé, Fuga e Fanatismo

por Pe. Alfredo J. Gonçalves, CS

Mudança de época em lugar de época de mudanças, transição de paradigma, modernidade tardia versus pós-modernidade, crise e encruzilhada – são expressões que emergem com relativa frequência nas últimas décadas do século XX e início do século XXI. Semelhante sensação de travessia vem acompanhada de uma prolongada instabilidade, seja em termos pessoais, familiares e comunitários, seja em termos socioeconômicos e político-culturais. Instabilidade que se traduz por medos e angústias, turbulências e contradições, incerteza e insegurança. Poucas pessoas e instituições escapam dessa sensação de pisar sobre um terreno movediço e escorregadio. De um ponto de vista humano e religioso, o ser humano se vê impossibilitado de encontrar saídas para todas as interrogações que lhe batem à porta. As perguntas se tornam maiores e mais intrigantes que nossa capacidade de responder. As mudanças em curso, rápidas e profundas, engendram o retorno do sagrado. Banidos durante o iluminismo positivista no alvorecer da modernidade, os deuses voltam com a força de águas represadas. Atropelado e atormentado pela velocidade de transformações sem precedentes, especialmente a partir da “era das revoluções”, primeiro, e, em seguida, da era da informática, homens e mulheres apelam para a dimensão transcendente. Por toda parte, e cada vez mais no plural, os deuses se multiplicam. Disso resultam duas vias extremadas e aparentemente opostas de vencer a crise, limitando-nos aqui ao contexto religioso católico, embora alguns elementos ultrapassem essas fronteiras. De um lado, a busca desesperada de uma segurança ritual, legalista e formal. Desde o figurino das vestes eclesiásticas, até um comportamento mais rigoroso e moralista, passando por uma série de devocionismos novos ou antigos, as pessoas tentam escapar a todo tipo de ambiguidade própria dos momentos de transição. Verdades poucas e taxativas constituem uma espécie de arcabouço legal que as protegem de reflexões incômodas. O escudo da lei torna-se armadura contra toda dúvida. À força de seguir à risca a liturgia e a doutrina, por exemplo, cai-se facilmente num liturgismo e doutrinarismo rígido, árido e estéril, sem qualquer desdobramento em termos de compromisso social. A regra substitui o perdão, a misericórdia e a compaixão da Boa Nova do Evangelho. De outro lado, o total abandono ao pretendo “sopro do Espírito”. Levado às últimas consequências, essa maneira de vivenciar a fé volta-se para o extremo oposto. Nada de leis e normas fixas, nada de ritos predeterminados, nada de ater-se ao cotidiano da caminhada eclesial… Tudo está acima ou além do ritmo normal das dioceses, paróquias e Igreja, às vezes inclusive de seu calendário litúrgico. O resultado é um comportamento movido quase exclusivamente pelo sabor da emoção, do sentimento e da euforia. Neste caso, não estamos longe do velho (e sempre novo) fundamentalismo religioso, que tem deixado ao longo da história um rastro sombrio de cinzas, ruínas e escombros, para sequer falar da mutilação e do extermínio de tantas vidas. É quando religião se torna sinônimo de coração cego que se guia unicamente pelos próprios impulsos, sem qualquer atenção ao bom senso. Nada se faz ou se diz sem a justificação do Espírito, que acaba legitimando as ações mais esdrúxulas e fora de propósito. Vale o alerta: religião sem cabeça é fanatismo, que gera dicotomia entre os “salvos” e os “perdidos”; religião sem coração é racionalismo frio, que pouco entusiasma e aquece. O desafio aqui é chegar a um intercâmbio dialético e reciprocamente enriquecedor entre a razão e emoção. O desequilíbrio entre as duas dimensões talvez esteja na origem de uma pastoral dos eventos que, em não poucos lugares, vem se sobrepondo à pastoral do processo. Esta, evidentemente, exige um longo e laborioso caminho de reflexão e ação, teoria e práxis, sem jamais dissociar uma da outra. As duas vias, como se pode notar, afastam-se da tradição eclesial que vem das primeiras comunidades cristãs, tradição no sentido positivo da memória celebrativa da pessoa e obra de Jesus Cristo. Ambas fogem igualmente dos embates vivos com o contexto histórico, recusando assim a perspectiva de preservar a dimensão profética da Palavra de Deus. Ao contrário, procuram autolegitimar-se numa espécie de círculo fechado, a primeira aferrando-se ao formalismo da lei como tábua de salvação, a segunda manipulando inescrupulosamente os dons do Espírito Santo, notadamente o dom da cura e das línguas. Entre a fuga a todo e qualquer envolvimento social e o fanatismo de um culto desvinculado da tradição evangélica – está a maturidade da fé. Esta tem como fundamento a ideia de que o Evangelho é fermento da massa, semente na terra e luz na escuridão, ou seja, Palavra encarnada nos grandes desafios sociais e históricos. Não é escrava da lei, como tão bem nos alertou o apóstolo Paulo e Jesus antes dele: “o sábado foi feito para o homem não o homem para o sábado”. Tampouco se prende a um caminho isolado de salvação, próximo do egoísmo coletivo, o qual, em vez de tentar enfrentar o mundo, buscando uma libertação conjunta, procura escapar desse “mar de miséria, perdição e pecado”. A fé jamais esquece que a ressurreição e a glória passam, necessariamente, por momentos duros e conflituosos de paixão e cruz. (* Pe. Alfredo J. Gonçalves, assessor das Pastorais Sociais Fonte: http://www.adital.com.br)

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– A Geração sem Craques da Chuteira e do Apito

Repercutiu pouco, mais foi importante. De extrema precisão a entrevista de Sérgio Correa da Silva, ex-comandante da Comissão de Árbitros da CBF e atual responsável pela Escola Nacional de Arbitragem, a Bruno Freitas no UOL, dias atrás.

Sobre a crise que envolve a qualidade do atual quadro de árbitros da CBF, Sérgio disse que:

A mídia tanto fala que vivemos uma geração sem craques no nosso futebol. Com a arbitragem também é assim, também não temos tantos craques hoje em dia. Árbitro não se forma em árvore, tem que maturar. Fazer árbitro é com fogão à lenha, não dá para fazer com micro-ondas

Concordo. Assim, como vivemos uma entressafra de craques com a bola nos pés, estamos na mesma situação com os homens do apito. Impaciência dos dirigentes em esperar o amadurecimento de jovens árbitros, politicagem no mundo da arbitragem, má gestão dos cartolas do apito, entre outras coisas, somam-se a falta de bons nomes para serem revelados.

O problema é que a solução para essas pendengas parece distante. Da escolha de árbitros com boa aparência e de lugares onde o futebol não é tão desenvolvido como nos grandes centros, ao invés do critério “Mérito”, vemos absurdos sendo cometidos no dia-a-dia. Prova disso foi a recente troca de bandeiras do quadro da FIFA. O Cel Aristeu Tavares, atual presidente da CBF, fez trocas no quadro de árbitros assistentes alegando que está preparando os árbitros para as Copas de 2018 e 2022, levando em conta o potencial dos escolhidos.

Chega a ser hilária tal declaração, já que Chicão de Alagoas, o mineiro Ricardo Marques Ribeiro, entre outros, são FIFA e permanecem no quadro internacional. Seriam eles considerados “Árbitros de grande potencial para os Mundiais de 18 e 22”, segundo a lógica de Aristeu?

Ouso dizer que corremos riscos de vergonhosamente não termos árbitros na Copa da Rússia…

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– Efeitos da Matança Gaúcha em Santa Maria que Surgem Brasil afora

Editorial do Estadão, com impressionante precisão:

“Ninguém premeditou mortes na tragédia de Santa Maria, mas só faltou esse item na receita (…)”

Infelizmente, as coisas precisam acontecer para providências serem tomadas. Agora, há a febre das fiscalizações e vistorias de boates em todo o Brasil. Por que não tínhamos nada disso antes?

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– Aposentados de Itupeva participam de Ato Público da AAPJR em Aparecida/SP

por Reinaldo Oliveira

No dia 27 de janeiro, Aposentados de Itupeva participaram de um Ato Público, promovido pela Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e Região (AAPJR), em Aparecida/SP, contra o brutal achatamento salarial que Aposentados e Pensionistas, vem sofrendo em todo o Brasil. Antecedendo este evento, para comemorar a passagem dos 90 anos da Lei da Previdência Social, no Dia do Aposentado – 24 de janeiro, foi realizada uma solenidade, na Câmara Municipal de  Jundiaí. A cidade é considerada o berço da Previdência Social, pois em 1923 o Dr. Eloy Chaves escreveu o texto da Lei da Previdência Social, depois de um movimento de protesto dos trabalhadores ferroviários. Ainda em comemoração ao Dia do Aposentado, a Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e Região (AAPJR), juntamente com Associações de Aposentados de todo o Brasil, reuniu em Aparecida/SP, no dia 27, mais de 4500 Aposentados e Pensionistas para um Ato Público. Ele teve início às 8h, com a celebração da Santa Missa no Santuário Nacional, com transmissão pela TV Cultura, Rede Vida de Televisão e TV Século XXI. Durante a celebração foram citadas várias vezes a situação de dificuldades vivida pelos Aposentados e Pensionistas. Momento marcante foi quando da leitura da Carta de Aparecida, durante a celebração, onde fazendo ligação do Aposentado com o tema da Campanha da Fraternidade deste ano – “Fraternidade e Juventude”, o representante da Confederação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (COBAP), Nelson de Miranda Osório disse: “Queremos e merecemos respeito e dignidade. Juventude e Envelhecimento são os lados e uma mesma moeda. A Nação será muito melhor se os jovens souberem cuidar dos idosos, conscientes de seu futuro. Só assim teremos um Brasil melhor”. Após a celebração teve o Ato Público na Praça de Eventos, com a manifestação de representantes dos diversos Estados contra as graves e grandes perdas salariais que vem sendo imposta aos Aposentados – o famigerado achatamento salarial, seguida de apresentações musicais e culturais.

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– Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar: uma tríade utópica?

Nesse domingo, Cristiano Ronaldo jogou o “fino da bola” e marcou 3 gols. Messi, fez 4!

Esses caras estão realmente jogando muito bem há tempos – ou melhordesde sempre. Dois goleadores, gênios e artistas.

Fico pensando: os adversários na Liga Espanhola não são lá grande coisa. Na Champions League, aí sim, bons confrontos! E nas duas competições eles são incontestáveis também.

Aqui no Brasil, Neymar arrebenta com os pequenos no Paulistinha. Mas contra os grandes no Brasileirão, idem. Portanto, não vale criticar o nível dos adversários, pois há frágeis e fortes equipes no Novo e no Velho Continente.

Teria muita curiosidade em ver as atuações do Neymar lá na Europa. Não estou defendendo sua saída ou permanência, penso que o santista seria um fenômeno de marketing (e de futebol) como Ronaldo Nazário foi em sua fase áurea.

A minha dúvida é: manterá sua irreverência?

Hoje, Robinho, o ídolo recente antecessor, perdeu toda a sua ginga. Você não consegue reconhecer o “Rei das Pedaladas” que jogava no Santos com o que sobrou dele no Milan. A Europa limitaria Neymar?

No final do Campeonato Brasileiro, Neymar se mostrou mais maduro. O grande problema da simulação de faltas estava minimizado, e o efeito contrário começava a aparecer: o menino apanhava demais em algumas partidas (com certa conveniência de alguns árbitros) por culpa da desconfiança criada por ele próprio no começo da carreira.

Neste início do Campeonato Paulista, nas duas rodadas iniciais, fatos importantes ocorreram (não assisti ao jogo contra o Bragantino nesta 3a rodada, pois no mesmo horário acompanhava no Estádio Jayme Cintra a primeira vitória do glorioso Paulista de Jundiaí contra a União Barbarense – em tranquilíssima arbitragem de Paulo César de Oliveira). Neymar, contra o São Bernardo (Rodada 1), mostrou inteligência em buscar um pênalti se enroscando no adversário. Árbitros como Sandro Ricci, Heber Roberto Lopes ou Seneme não marcariam; Thiago Duarte Peixoto, pela inexperiência, marcou. Isso mostra que o jogador não arrisca mais simulações descaradas, mas busca cavar os lances de maneira mais convincente, não espalhafatosa – e isso é amadurecimento (embora a questão do unfair-play seja discutida). Contra o Botafogo, Neymar mostrou um repertório de lances, dribles, gingas e jogadas para ser aplaudido de pé. Mas fica a questão dos detalhes: em alguns momentos, o exibicionismo pode atrapalhar o espírito coletivo, além de provocações desnecessárias. Que vantagem competitiva ele ganha quando coloca a mão na cintura estando de frente ao adversário, como no enfrentamento com Nunes? Leva a quê?

Feitas as considerações, fico imaginando um combinado de atletas formado com um suposto ataque Messi- Cristiano Ronaldo- Neymar. Já imaginaram um jogo-exibição como esse por alguma causa humanitária?

COMPLEMENTO: vi há pouco alguns lances da partida Bragantino X Santos, e fica nítido o rodízio de faltas promovido pela equipe do Massa Bruta sobre Neymar. E essa estratégia deve ser punida com Cartão Vermelho, por reincidir diversas vezes e já ter recebido Cartão Amarelo, INDEPENDENTE do atleta. O bom árbitro Raphael Claus teve dificuldade nesse quesito. Na prática, o árbitro deve observar e praticar o seguinte roteiro para preservar o craque:

– Se um atleta recebe faltas leves de adversários diferentes (as ‘faltinhas de jogo’ que matam jogadas, ora promovidas por zagueiro, volante, etc), advertir verbalmente o infrator e alertar que está atento ao rodízio de faltas. Se o atleta receber nova falta, de qualquer outro adversário, o infrator deve receber cartão amarelo (mesmo que seja o primeiro lance faltoso dele) pela equipe persistir na infração – é como se fosse um cartão pelo número de “faltas coletivas”. E se continuar, Cartão Vermelho.

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– VW do Brasil e o histórico dos ensinamentos à VW da China

Essa vale a pena compartilhar com administradores, líderes e empreendedores! As declarações de Wolgang Sauer à Revista Época (Coluna: “Como eu Fiz”, pg 103, ed 28/01/2013).

Wolfgang foi presidente da Volkswagen nos anos 80, e queria negociar com a China, cujo potencial era inegável, já que suas relações comerciais eram quase todas com a União Soviética.

Dos detalhes que conta, me impressiona como convenceu os chineses a montar uma fábrica da VW, as dificuldades com a cultura e, principalmente, como administrar 1000 funcionários que eram agricultores analfabetos e com pouca higiene na nova fábrica em Pequim.

Abaixo:

ENSINEI A CHINA A FAZER CARROS

por Marcelo Moura

Texto em: http://www.lideres.org.br/portal/noticia.php?id=6024

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– A Seca e o Olhar Sudestino

por Roberto Malvezzi (Gogó)

O pior da seca parece estar terminando, mas não terminou. Ainda haverá sofrimentos em 2013, menos água em muitos lugares, pastagem mais escassa, safra prejudicada. Mas, a tendência é a situação melhorar daqui para frente, voltando a longa estiagem lá pelo ano de 2050, daqui a trinta anos. Não se repetiu a tragédia humana das grandes migrações e do genocídio humano. A lógica da convivência com o semiárido provou ser a mais correta e a tragédia só não se repetiu graças a pouca infraestrutura já implementada, como cisternas e algumas adutoras. É duro ver as reportagens feitas pelos grandes meios de comunicação do sul e sudeste sobre nossa região, particularmente em tempos de longa estiagem. O imaginário preconcebido sempre está presente. Elas têm enfatizado a morte dos animais. De fato, o gado bovino tem sofrido e morrido em quantidade nessa seca. Mas, essa é uma questão superada para o movimento social que defende a convivência com o semiárido, isto é, essa região nunca foi local adequado para se criar bois e vacas. Há uma comparação feita pelos educadores populares nos cursos de formação com uma estatística bem simples: um boi come por sete bodes, bebe por sete bodes, ocupa o espaço de sete bodes. Quando morre um boi, morre o equivalente a sete bodes. De fato, quando se encontrar um bode morto de fome ou sede no sertão, é porque ali já não sobrou uma alma viva. Nessa seca os bois estão morrendo, os bodes estão gordos. O animal é adaptado, suporta as secas, mesmo que sua criação seja contestada por muitos técnicos como sendo um animal daninho e ameaçador da biodiversidade. Mas isso – dizem os técnicos do movimento social – é um problema de manejo, não de adaptação. Alem do mais, os repórteres tem se dirigido exclusivamente ao sertão de Pernambuco, particularmente aos eixos da Transposição. Muitos insinuam: se a obra estivesse concluída, não haveria esse sofrimento. Mentira absurda. Os lugares visitados, como Cabrobó, estão às margens do São Francisco. Água é o que não falta para abastecer o sertão de Pernambuco. O problema continua sendo sua distribuição. Ao seu modo o governo começa fazer as adutoras, tão reivindicadas por nós. A do Algodão em Guanambi; do Pajeú, em Pernambuco; do São Francisco para Aracaju; do Forró no sertão de Curaçá; do Cristal no sertão de Petrolina; as duas de Remanso etc. Portanto, o governo sabe o que é correto fazer. Quanto à Transposição, tudo que prevíamos acontece: impacto nas comunidades, impacto no meio ambiente, prazos alongados, preços duplicados. Um fator não previmos: os projetos mal feitos e agora condenados pelos Tribunal de Contas da União. Se a obra vai chegar ao fim não sabemos. Só lá poderemos confirmar nossas outras previsões, as mais cruéis: a água não é para o povo necessitado; vai impactar o São Francisco – que esse ano já está apenas com 27% em Sobradinho-; finalmente, não vai resolver o problema da seca.  Quem viver verá. O tempo é o pai da verdade. (* É Articulista do Portal EcoDebate, possui formação em Filosofia, Teologia e Estudos Sociais. Atua na Equipe CPP/CPT do São Francisco. Fonte: Revista Missões)

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– Bebeto arranjará Tempo para trabalhar pelo Povo?

O ex-jogador e tetracampeão Bebeto é simpático, gente boa, mas…

Considere: ele é membro do Comitê Organizador da Copa, viajando país afora; atuará como Coordenador de Base da CBF, visando reorganizar as divisões de juniores, juvenis e infantis da entidade; além disso, é Deputado Estadual.

Fico com a pulga atrás da orelha: em quais dias ele trabalha na Assembléia Legislativa fluminense?

Se ele recebe como parlamentar para se dedicar às atividades da sociedade, como arranja tempo para tanta coisa?

Ou será que uma ou outra atividade ficará prejudicada…

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– Liberdade de Expressão não é Difamar Livremente

Para fazer sucesso, não é preciso polemizar. Mas infelizmente, muitos criam enredos que trazem à discussão assuntos delicados de maneira desrespeitosa, e muitas vezes ofendem gratuitamente alegando “liberdade e democracia”.

Ora, o respeito independe desses conceitos. Digo isso pois leio a história do filme “País do Desejo“, que conta a história de um padre que defende o aborto e posteriormente se apaixona por uma fiel, sem perder a fé em Deus.

Até aí, nada mais do que uma sinopse chamativa. Mas nada tão escandaloso como alguns detalhes, como, por exemplo, uma enfermeira que durante o filme come hóstias com catchup, lendo revistas eróticas!

Sinceramente, pura apelação do cineasta que escreveu o filme, Paulo Caldas.

Se depender de mim, o filme será um fracasso. Respeito é importante, independente se cristão, judeu, muçulmano, umbandista ou ateu.

Extraído de: http://cinema.uol.com.br/ultnot/reuters/2013/01/24/embate-entre-religiao-e-ciencia-e-revisitado-no-drama-brasileiro-pais-do-desejo.jhtm

EMBATE ENTRE RELIGIÃO E CIÊNCIA EM DRAMA BRASILEIRO

por Alysson Oliveira, do Cineweb

O antigo debate entre ciência e religião é o que move “País do Desejo”, novo longa do cineasta Paulo Caldas (“Deserto Feliz”), cuja trama envolve um padre (Fábio Assunção), uma pianista (Maria Padilha) e um médico (Gabriel Braga Nunes).

Recife e Olinda, onde as cenas foram filmadas, ganham nomes míticos de Pasárgada e Eldorado, o que pode ser uma tentativa de emprestar uma outra dimensão ao filme.

José (Fábio Assunção) é um clérigo um tanto anticonvencional, já que apoia a prática do aborto para uma garota de 12 anos, grávida de gêmeos, que fora estuprada pelo tio.

Quando isto acontece, o bispo (Nicolau Breyner) excomunga a menina, a mãe dela e o médico. Já o estuprador não é punido, o que gera mais revolta no sacerdote. Essa parte da trama é inspirada num fato real, acontecido em Pernambuco em 2009.

Esta é uma das decepções que o padre tem com a Igreja. Ainda assim, defende a fé sempre que entra em discussão com seu irmão médico, César (Gabriel Braga Nunes). Uma das pacientes é Roberta (Maria Padilha), uma pianista acometida por uma doença renal crônica. A personagem sofre uma crise enquanto está na cidade onde fica a paróquia de José.

Aos poucos, o padre se interessa pela pianista, e esse amor mudará o seu destino em vários sentidos. É nesse momento que o embate entre ciência e religião ganha alguns contornos mais nítidos no longa, roteirizado por Caldas, Pedro Severien e Amin Steppler. Mas essa questão permanece num campo mais superficial, nunca vai fundo.

Contando com um bom casal de protagonistas — Maria Padilha e Fábio Assunção –, o filme nem sempre aproveita todo o potencial da dupla e as possibilidades que a trama oferece. A ação se dissolve em cenas, personagens e situações sem muito a dizer, como a enfermeira japonesa (Juliana Kametani), que lê mangás eróticos enquanto come hóstias com ketchup.

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– Mais um Zé das Medalhas no Futebol?

A foto que o jornalista Ricardo Perrone postou em seu blog no UOL, bem como suas colocações, foram perfeitas (em: http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2013/01/apos-marin-vice-da-federacao-paulista-aparece-no-podio-com-medalha-da-copa-sao-paulo/)!

Na final da Copa São Paulo, 6a feira, havia mais cartolas no pódio do que jogadores campeões. Todo mundo quer aparecer?

Mas acho cômico tal fato: Reinaldo Carneiro Bastos, vice-presidente da FPF, aparece com uma medalha no peito!

Jogou onde? A competição não é Sub 20?

Veja só:

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– A Tragédia da boate Kiss em Santa Maria / RS

Meu Deus… que as famílias das vítimas na tragédia da boate Kiss (Santa Maria/RS), ocorrida nessa madrugada, possam ser consoladas.

As primeiras notícias, de manhã, falavam de dezenas de vítimas. Agora, centenas! Poucas saídas de emergência e até mesmo notícias de que as pessoas foram retidas para não saírem sem pagar a comanda foram divulgadas.

A “verdade verdadeira” dificilmente aparecerá. Mas uma constatação parece indiscutível: um idiota soltou um sinalizador dentro da casa de shows! Que imbecil e irresponsável…

Talvez seja uma das maiores tragédias que poderiam ser evitadas na história do Brasil…

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– O Risco de Comprar iPhone nos EUA e ele se tornar um mico aumenta!

Aqui no Brasil, as autoridades entendem que as operadoras de celulares devem desbloquear os aparelhos. Nos EUA, o contrário!

Se você pensa em trazer um iPhone de lá, prepare-se para algumas mudanças:

Extraído de: http://blogdoiphone.com/2013/01/a-partir-de-hoje-torna-se-ilegal-desbloquear-iphones-nos-estados-unidos/#more-42185

TORNA-SE ILEGAL DESBLOQUEAR IPHONES NOS ESTADOS UNIDOS

Legislações são diferentes em cada país. Enquanto no Brasil as operadoras são obrigadas por lei a desbloquear os celulares caso o cliente peça, nos Estados Unidos esta prática torna-se proibida a partir de hoje. Quem tentar desbloquear sem autorização seu iPhone (ou qualquer outro celular) para usar em outra operadora, estará cometendo crime. A decisão foi aprovada em outubro pelo congresso americano.

O que isso muda para nós?

Bem, só influenciará para quem gosta de comprar aparelho bloqueado. A Apple continuará disponibilizando nos EUA versões unlocked de seus aparelhos, como já fazia antes.

Para quem insistir em comprar um aparelho bloqueado, o que pode complicar seja o fato de que talvez métodos de desbloqueio fiquem mais escassos. Sites que até ontem desbloqueavam iPhones por IMEI podem deixar de funcionar se sua base de operações for os Estados Unidos. É provável que os hackers do jailbreak deixem de criar ferramentas de desbloqueio de operadora (como o ultrasn0w), pois eles sempre se preocuparam em ficar dentro das leis.

Ao contrário do desbloqueio, o jailbreak do iPhone ainda não é ilegal no país do Obama, o que nos garante que equipes como os Evad3rs possam continuar a buscar soluções de liberar nossos iPhones desbloqueados. Mas a lei que proíbe o desbloqueio lá também não permite fazer jailbreak em iPads.

Portanto, o que antes era apenas uma dica nossa, agora é regra: nunca compre um iPhone bloqueado com outra operadora.

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– Índice de Universitários no Brasil e Mensalidades

Há 15 anos, minha última mensalidade no meu primeiro curso superior foi de exatamente R$ 632,00. Quanto custa a sua faculdade hoje?

A concorrência aumentou, sobram vagas e instituições, a qualidade do ensino diminuiu em muitas escolas e a vantagem competitiva passou a ser meramente o preço.

Quer um índice interessante? O instituto Data Popular fez um levantamento dizendo que há 5,8 milhões de universitários. Ou seja, quase 3% da população está na faculdade. Não quer dizer que haverá 3% de formandos ao final dos cursos… Afinal, nem todos que começam um curso, terminam. E esses números são cumulativos (independem da série/ano).

Para um país que precisa investir em Educação, tais dados são péssimos!

Aqui em Jundiaí, vide o número de cursos de Administração de uma década atrás e quantos existem hoje. Tornamo-nos um polo educacional, e, de coração, espero que de alta qualidade.

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

CLASSES C E D COM AS MÃOS NO DIPLOMA

(extraído de isto É Dinheiro, Coluna Dinheiro na Semana, pg 16, Ed 247)

Uma pesquisa realizada pelo instituto Data popular mostrou que os representantes das Classes C e D ganharam mais espaço no ensino superior brasileiro. No período de 2002 a 2009, o número de universitários subiu de 3,6 milhões para 5,8 milhões e as classes C e D passaram a representar 57,1% e 15,3% dos universitários, respectivamente. Confira mais dados:

  • Classe A – 7,3%
  • Classe B – 19%
  • Classe C – 57,1%
  • Classe D – 15,3%
  • Classe E – 1,2%

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– Renascer dia-a-dia, Reinventar-se, Repensar-se

Disse Jesus a Nicodemus:

Necessário vos é nascer de novo”. Jo 3, 7b.

Essa passagem bíblica é oportuna para vários pontos de discussão: religiosa, social e profissional.

  • RELIGIOSA, pois mostra que a conversão é necessária para mudanças de condutas e práticas antes condenáveis ou indevidas;
  • SOCIAL, pois nos permite repensar em determinados comportamentos frente amigos, sociedade e até intimamente;
  • PROFISSIONAL, pois, cá entre nós, administradores de empresas: práticas como learning organizacions, destruição criativa e dentre outras tantas, não há esse princípio cristão de renascer (ou tecnicamente, ‘reinventar-se’)?

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– Os R$ 650.000,00 da Festa Hospitalar no Ceará!

Que infelicidade dos governantes do Ceará. Construiram um hospital e, para fazer média, propaganda política ou simplesmente demagogia com o povão, contrataram a Ivete Sangalo para um show de inauguração.

Nunca vi tal situação. Realizar uma festa com uma caríssima cantora para festejar um novo hospital construído? Pra quê? Beira o ridículo.

Ivete cobrou “apenas” R$ 650 mil para cantar no hospital. Parece que sobra dinheiro no Ceará, não?

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– A Vergonha dos Custos da Copa do Mundo do Brasil

Onde estão os novos VLT’s, metrôs, novos hospitais, reformas de aeroportos e outras obras que beneficiariam a população visando a Copa do Mundo do Brasil em 2014?

Não as vejo. Mas leio no Estadão de hoje, na matéria de Vannildio Mendes (pg E1), sobre o custo por torcedor dos estádios.

O Maracanã, reformado, palco da final do Mundial, custará R$ 10.636,00/torcedor.

A Nova Arena do Corinthians, em Itaquera, terá o preço de R$ 12.615,00 por cabeça.

Já o Estádio Nacional de Brasília (Mané Garrincha) alcançou a incrível marca de R$ 16.938,00 para cada pessoa que estiver na arquibancada! No total, a Arena Brasiliense custará R$ 1,5 bilhão!

Amigos, quantas escolas e hospitais dariam para ser construídos com tal valor? E estamos falando de APENAS 1 ESTÁDIO.

E os outros estádios, somados, quanto vão custar?

Eu gosto de futebol, mas não queria uma Copa do Mundo bancada pelo Governo. Ricardo Teixeira não disse que não teríamos nenhum centavo do dinheiro público envolvido?

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– O Novo Ídolo dos Ateus

Stephen Hawking, conhecido como um dos grandes nomes da Ciência atualmente (sempre lembrado pela sua cadeira de rodas, pois sofre de uma doença degenerativa) é, de fato, uma pessoa de inteligência excepcional. Entretanto, em questões de fé, faço minhas ressalvas: ao contrário dos nomes que o antecederam na Universidade de Cambridge (Isaac Newton e Albert Einstein), ele declarou que após 22 anos tentando entender a mente de Deus, concluiu que Deus não criou o Universo e assumiu sua condição de ateu.

Extraído de Moon, Peter. O Novo Ídolo dos Ateus. Revista Época, Ed 06/09/2010, pg 74.

O NOVO ÍDOLO DOS ATEUS

O físico Stephen Hawking diz que Deus não é “necessário” para explicar o Universo

Um dos livros mais vendidos – e menos lidos – de 1988 foi Uma breve história do tempo, do cosmólogo inglês Stephen Hawking, hoje com 68 anos. Era um livro curto, em que Hawking se propunha a explicar de forma acessível as teorias mais obscuras da física. Falava em viagens no tempo através de estruturas conhecidas como “buracos de minhoca”, tentava desvendar para o leigo o que são os tais “buracos negros” e citava ainda “universos-bebês”, que saíam do interior desses buracos para se expandir em outras dimensões. Pouca gente foi capaz de entender o que ele dizia. Mesmo assim, o livro – que vendeu 9 milhões de exemplares – fez de Hawking o primeiro cientista depois de Albert Einstein (1879-1955) alçado à categoria de celebridade.

Uma breve história termina dizendo que o maior trunfo da razão humana seria descobrir um conjunto de equações que explicasse por que o Universo é como é, algo que os físicos chamam de Teoria Final – e que Einstein perseguiu sem sucesso em seus últimos 30 anos de vida. “Só então deveremos conhecer a mente de Deus”, escreveu Hawking no fecho da obra. Em 2010, seu sonho de teoria final permanece no plano onírico. Mas sua mente sofreu uma reviravolta. Seu universo, agora, prescinde completamente de Deus. “Não é preciso invocar Deus para uma centelha inicial pôr o universo em movimento”, lê-se num trecho de seu novo livro, The great design (O grande projeto), cujo lançamento está previsto para esta semana nos Estados Unidos. O título dessa nova cosmologia de Hawking bem poderia ser “Esqueçam tudo o que escrevi”. Preso há 30 anos a uma cadeira de rodas por sofrer de esclerose lateral amiotrófica – uma doença degenerativa incurável –, Hawking escreveu The great design com o físico americano Leonard Mlodinow, autor de O andar do bêbado. Para Hawking, a descoberta de planetas orbitando outras estrelas é uma evidência que a Terra não tem nada de especial. “A Terra não foi cuidadosamente projetada apenas para agradar aos humanos”, diz ele. “O Universo pode surgir do nada. A criação espontânea é a razão por que existe algo em vez de nada, por que o Universo existe e por que nós existimos.”

É irônico notar que a mudança de postura de Hawking tenha se dado um ano depois que ele se aposentou da cátedra de matemática que já foi ocupada por Isaac Newton na Universidade de Cambridge, berço da teologia anglicana. No século XVII, Newton desvendou as leis que regem a gravidade e o movimento dos corpos. Ao fazê-lo, disse ter um vislumbre da lógica divina. Em 1905, Einstein descobriu a relatividade e ultrapassou Newton no entendimento da realidade do Universo. Embora se declarasse descrente, ele não desmentia aqueles que atribuíam essa lógica mais poderosa à mente divina. Agora, Hawking renegou Deus de modo explícito.

Sua atitude só pode ser entendida no contexto do novo ateísmo militante que tomou conta da intelectualidade anglo-saxã por iniciativa de gente como o escritor e jornalista anglo-americano Christopher Hitchens (leia sua coluna), o filósofo americano Daniel Dennett, o neurocientista americano Sam Harris ou o biólogo britânico Richard Dawkins. Com seu novo livro, Hawking passa a ocupar um lugar de honra nesse panteão de ateus.

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– Saudades dos Amigos da FPF, Pré-Temporada 2004!

Recebi com carinho algumas fotos do ex-árbitro assistente de futebol Marinaldo Silvério, meu amigo e conterrâneo jundiaiense, colega de FPF. Elas foram tiradas pelo amigo árbitro Toninho Costa, e são de 2004.

Mas repare: quanta gente boa e conhecida parou! Todos magrinhos, em boa forma física e técnica.

Saudades dos amigos…

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– Marrentos Precoces do Futebol

Fico boquiaberto com a marra de alguns dos garotos da Copa SP. Muitos atletas de time grande “acham que jogam muito”, fazem “caras e bocas” para a TV, e, pior: dão trabalho para a arbitragem.

Não estou generalizando, mas é uma constatação verdadeira: o que tem de Sub20 querendo colocar o dedo na fuça dos árbitros, é impressionante! E o pior é que alguns juízes aceitam tal comportamento.

Corroboro o que meu sábio pai comentou sobre tal fato:

– se hoje essa molecada se comporta desse jeito, imagine daqui a 3 anos, com dinheiro e fama?

Penso que, além de profissionais do futebol como treinadores e preparados físicos, esses garotos precisam também de psicólogos, orientadores vocacionais e educadores. Afinal, essa idade é um passo delicado na vida deles.

E parabéns ao Santos, campeão da Copa SP 2013 e ao vice-campeão Goiás.

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– Dia de São Paulo

Hoje se festeja o feriado de São Paulo, e a cidade comemora com boa parte dos paulistanos indo passear, outros celebrando na própria capital dos paulistas.

Mas leve em conta: hoje também é um dia religioso – o dia da Conversão de Saulo de Tarso, perseguidor de cristãos, que se torna Apóstolo de Jesus sendo batizado como Paulo.

Abaixo, a bela história de São Paulo:

Extraído de: http://www.e-biografias.net/sao_paulo/

CONVERSÃO DE SÃO PAULO

São Paulo, Apóstolo (5-67) foi um escritor do cristianismo primitivo. Treze epístolas do Novo Testamento são atribuídas a ele. Foi o maior propagador do cristianismo depois de Cristo. Antes de se converter ao Cristianismo era conhecido como Saulo e perseguia os discípulos de Jesus nos arredores de Jerusalém, quando teve uma visão de Jesus envolto numa luz incandescente e desde então começou suas pregações do Cristianismo.

São Paulo, Apóstolo (5-67) Nasceu em Tarso na Cilícia, era judeu e cidadão romano. Perseguidor das primeiras comunidades cristãs, foi conivente com o assassinato do protomártir Estêvão. Quando perseguia os cristãos, a caminho de Damasco, teve uma visão de Jesus envolto em uma luz incandescente que o cegou, durante três dias. Desde então converteu-se e começou a pregar o Cristianismo, viajando pelo mundo, pregando o evangelho de Jesus Cristo e o mistério de sua paixão, morte e ressurreição.

A conversão de São Paulo é uma das mais importantes da história da Igreja. Mostra o poder da graça divina, capaz de transformar Saulo, perseguidor da Igreja, no “Apóstolo Paulo” por excelência, que tem a iniciativa da evangelização dos pagãos. Ele próprio confessa, por diversas vezes, que foi perseguidor implacável das primeiras comunidades cristãs. Por causa disso atribui a si mesmo o título de “o menor entre os Apóstolos” e ainda, de “indigno de ser chamado Apóstolo”. Mas Deus, que conhecia a sua retidão, tornou-o testemunha da morte de Santo Estevão, cena descrita nos Atos dos Apóstolos. A visão de Estevão apontando para os céus abertos e Cristo, aí reinando, domina a vida toda de Paulo, o grande missionário do Cristianismo.

Percorreu a sia Menor, atravessou todo o Mediterrâneo em 4 ou 5 viagens. Elaborou uma teologia cristã e ao lado dos Evangelhos suas epístolas são fontes de todo pensamento, vida e mística cristãs. Além das grandes e contínuas viagens apostólicas e das prisões e sofrimentos por que passou, deve-se a ele que se auto denomina “servo de Cristo”, a revelação da mensagem do Salvador, ou seja, as 13 Epístolas ou Cartas. Elas formam como que a Teologia do Novo Testamento, exposta por um Apóstolo. São Paulo, Apóstolo, sofreu o martírio em Roma. O ano é incerto, mas deve ter ocorrido entre 64 e 67.

Duas festas litúrgicas foram criadas em homenagem a São Paulo. A primeira em 25 de janeiro, foi instituída na Gália, no século VIII, para lembrar a conversão do Apóstolo e entrou no calendário romano no final do século X. A segunda, lembrando o seu martírio a 29 de junho, juntamente com o do Apóstolo São Pedro, foi inserida no santoral (livro dos santos da Igreja Católica) muito antes da festa do Natal e havia desde o século IV o costume de celebrar neste dia três Missas. A primeira na basílica de São Pedro no Vaticano, a segunda na basílica de São Paulo fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos dois Apóstolos tiveram de ser escondidas por algum tempo para subtraí-las à profanação. Há um eco deste costume no fato de que além da Missa do dia é previsto um formulário para a Missa vespertina da vigília.

Depois da Virgem Maria, são precisamente os Apóstolos Pedro e Paulo, juntamente com São João Batista, os santos comemorados mais frequentemente e com maior solenidade no ano litúrgico. Por muito tempo se pensou que 29 de junho fosse o dia em que, no ano 67, Pedro na Colina Vaticana e Paulo na localidade agora denominada Três Fontes testemunharam sua fidelidade a Cristo com o derramamento do sangue. Na realidade, embora o fato do martírio seja um dado histórico incontestável, e está além disso provado que aconteceu em Roma durante a perseguição de Nero, é incerto não só o dia, mas até o ano da morte dos dois apóstolos. Enquanto para São Paulo existe uma certa concordância entre testemunhas antigas indicando o ano de 67, para São Pedro há muitas discordâncias, e os estudiosos parecem preferir agora o ano de 64, ano em que, como atesta também o historiador pagão Tácito, “uma enorme multidão” de cristãos pereceu na perseguição que se seguiu ao incêndio de Roma.

Parece também que a festa do dia 29 de junho tenha sido a cristianização de uma celebração pagã que exaltava as figuras de Rômulo e Reno, os dois mitos fundadores da Cidade Eterna. São Pedro e São Paulo de fato, embora não tenham sido os primeiros a trazer a fé a Roma, foram realmente os fundadores da Roma cristã, um antigo hino litúrgico definia-os como pais de Roma.

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– Networking: Arte ou Interesseira Relação?

Compartilho texto extremamente inteligente do prof José Reanto Santiago Sátiro, extraído do “Blog do Conhecimento”, a respeito do Networking, tão falado em nossos dias e poucas vezes bem aproveitado.

Vale a pena conferir:

Extraído de: http://www.jrsantiago.com.br/area_de_conhecimento/_Editorial/A_nobre_e_as_vezes_esquecida_arte_do_Networking_ou_puro_Interesse

A NOBRE, E AS VEZES ESQUECIDA, ARTE DO NETWORKING, OU PURO INTERESSE

Palavra originada justamente de nosso atual tempo onde as tecnologias passaram a fazer parte de nosso dia a dia, o ato de desenvolver networking, no entanto, tem sua origem datada dos primórdios dos tempos de nossa sociedade.

Foi exatamente a necessidade de todo e qualquer ser humano possui de viver em sociedade, em grupo seja qual for seu tamanho, é que sinalizou algo similar a ser feito dentro de nosso ambiente profissional.

A princípio o fato de desenvolvermos relações pessoais interessantes, serve para nos auxiliar a busca por eventuais oportunidades. Sim, pois a lembrança de conversas e trocas de informações nos auxilia a manter em nossa mente, a imagem e nome de pessoas que poderão atender eventuais demandas existentes.

Pode parecer um pouco brusco afirmar, mas a razão principal do networking se fundamenta justamente do interesse. E não há mal algum nisso. Infelizmente, alguns segmentos de nossa sociedade enxergam apenas o significado egoísta que está atrelado a palavra interesse, e que envolve questões de outra natureza.

Ledo engano, pois até mesmo quando nos envolvemos com a pessoa amada, isto apenas ocorre devido a existência do interesse, no caso, pela parceira. O amor envolve interesse…

O interesse, digamos, do mal, que envolve o networking, é quando ele ocorre simplesmente pela necessidade. Quando um dos lados precisa atender a um problema pontual existente, e aí, não é networking, apenas oportunismo, ou melhor, uma mera tentativa.

O efetivo networking existe em cada dia, em nossa rotina, ao longo das mais simples e cotidianas ações que tomamos, desde um simples bom dia, ao bom humor e alegria que emanamos para todos, e até mesmo do compartilhamento de eventuais e futuras oportunidades.

Devemos esquecer, no entanto, que haja algum problema, de haver o interesse nestes atos. É legítimo e justo que ele exista. Chocado?

Pois bem, alguns meses atrás, ao desenvolver um projeto em uma organização, tive contato com uma pessoa que depois de aproximadamente alguns dias, teve que se afastar por questões médicas, para se submeter a uma cirurgia contra um câncer.

Muito possivelmente, ela não voltaria mais a organização, tão severa parecia ser a cirurgia. Como é um hábito na minha família, sobretudo com o meu pai, que reza um terço para cada um de seus amigos e parentes (pode acreditar!!), comprei um terço para ela, e pedi que a entregassem, tendo como único objetivo, servir de uma lembrança e sinal de que haveria alguém, mesmo não próximo, torcendo por ela.

De longe, fiquei sabendo da evolução de seu tratamento, e esta semana, fui presenteado com um afetuoso abraço dela, que “voltou ao batente”, devidamente curada. Sim, quero sempre receber gestos como este, na verdade estas coisas é que me mantem forte, são meus combustíveis, é por meu interesse.

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– Voluntariado na Copa do Mundo

Trabalhar na Copa do Mundo pode ser muito bom. Mas, cá entre nós: você ganha o quê?

Muitos querem o prazer de estar no evento. Mas, financeiramente, existe uma certa verdade:

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Verdade ou mentira?

– Perserverança

Os irmãos Reason são atletas olímpicos e estiveram nas provas de atletismo em Londres. Porém, Beyond Reason (o irmão mais velho) não tem as pernas, e com o auxílio de similares de titânio, participou dos Jogos Paralímpicos e Olímpicos.

Veja que frase bacana:

A única diferença entre meu irmão e eu é que ele coloca os sapatos de manhã e eu coloco minhas pernas”.

Sensacional. Gostei.

– Beleza que não tem Preço!

Sempre tive medo de fotos. De tirar fotografias e de ser fotografado. Por não saber “sacar” a máquina, nem sair bem nas tiradas.

Mas (já escrevi sobre isso), confesso: o tal do Instagram faz a gente mudar de idéia.

Como gosto de jardinagem, na brincadeira, tirei uma foto das flores de casa na manhã que surgia. E, sem querer, ficaram perfeitas!

Fala sério: Deus não é um grande artista? Como tais rosas podem ser ainda mais bonitas iluminadas pelos raios do sol?

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– Duas rodadas do Paulistão, Erros da Arbitragem e Neymar

Não dá para fugir muito do tema: os erros de arbitragem, alguns decisivos e outros irrelevantes, já apareceram no Paulistão. E sobre eles, algumas considerações:

Os árbitros ficaram hospedados por uma semana em um hotel 4 estrelas, em regime de internato, ouvindo orientações e treinando, na semana que antecedeu o início do Campeonato Paulista. Além disso, a Comissão de Árbitros fez questão de dizer que o trabalho começou na temporada anterior, com os treinos no campo do Nacional AC . Frutificaram bons resultados ou não?

Nada mudou. Os nomes dos árbitros são em maioria os mesmos, bem como os erros. Renovaram os bandeiras, em medida polêmica desde o ano passado.

Nas duas rodadas iniciais (até os jogos das 19:30 desta 4a feira), ficou nítido que:

a dificuldade em utilizar adequadamente a advertência verbal tem sido problemática. Ora se omitem e ficam mudos, ora falam demais, ora aplicam cartões em demasia. Alguns árbitros nitidamente estão perdendo o timing da bronca, e isso faz com que se perca credibilidade. Jogador percebe isso, e quer crescer nessa debilidade. E olha que os jogos têm sido fáceis para se apitar…

o discernimento em divididas, trancos, quedas normais e faltas. Parece que o critério é: no começo do jogo, solta a partida; conforme o relógio corre, a mesma disputa de bola permitida no início, passa a ser falta. Reparem: o jogo começa solto, depois é picado pelos árbitros.

simulações e quedas involuntárias. Por ser um esporte de contato físico, quedas são naturais e outras podem ser forçadas. Domingo, em São Bernardo do Campo, o zagueirão da casa ficou imóvel e o árbitro deu pênalti em um lance onde Neymar buscou a trombada/ pernada. Nesta 4a, no Pacaembu, juizão apitou um pênalti no susto a favor da Ponte Preta. Nos campeonatos europeus, na Libertadores e até mesmo no Brasileirão, isso não é marcado.

Em particular, um registro sobre Neymar: ao final do Brasileirão-2012, ele se mostrava um jogador mais maduro, que caia menos, buscando mais jogar o seu futebol de altíssima qualidade do que simular e/ou cavar faltas. Na partida contra o São Bernardo, e no primeiro tempo contra o Botafogo (os dois jogos do Estadual), abusou das quedas forçadas. Teve uma recaída do mau comportamento de outrora no Paulistão-2013? Alguns árbitros acreditarão nas faltas forçadas (afinal, já falamos do critério de “picar” o jogo no início deste post, além do medo em não marcar falta em um ídolo). Mas quando tivermos (os poucos) árbitros de primeira linha, aí será diferente: teremos uma situação que poderá ser repetida- árbitros de fora de SP, assistindo o Campeonato Paulista, e que estarão sedentos em não marcar faltas em Neymar (pelo excesso de simulações, até as verdadeiras acabarão não sendo assinaladas), além de zagueirões botinudos preocupados em não serem vítimas do santista. Aliás: chapéu, carretilha, firula em geral, buscando o jogo, pode. O que não pode é parar em frente ao adversário, colocar a mão na cintura para querer fazer graça e sem objetividade… (lances que aconteceram na partida).

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– Gestão na Contramão que ainda funciona: Caso “Lojas Cem”

Olha que interessante: revendo alguns cases, acho reportagem do jornal “O Estado de São Paulo” (edição 24/05/2010, Caderno Economia, pgE2) que trouxe um matéria transformada em estudo de caso: como as Lojas Cem se tornaram a 4a. maior rede de varejo do país numa administração bem diferente das dos seus concorrentes.

QUARTA MAIOR EM ELETRODOSMÉTICOS, LOJAS CEM ESTÁ NA CONTRAMÃO DO SETOR

Empresa não quer fazer parte da consolidação, não está na internet, sequer tem empréstimo em banco – e está entre as mais lucrativas

O último ano foi especialmente agitado para o varejo nacional. Primeiro, a rede Pão de Açúcar comprou a carioca Ponto Frio. Depois, se associou à Casas Bahia (até o fechamento dessa edição, o acordo entre as empresas estava sendo rediscutido). Como reação a esses movimentos que colocaram a empresa de Abílio Diniz no topo do setor de eletroeletrônicos, as cadeias Insinuante e Ricardo Eletro anunciaram uma fusão há cerca de dois meses. Terceira colocada na nova configuração do setor, a Magazine Luiza já anunciou que pretende, por sua vez, fazer aquisições, abrir lojas em ritmo agressivo e, eventualmente, ir à bolsa.
No meio de tamanha euforia, é difícil não se surpreender com a postura da Lojas Cem, a quarta maior rede de varejo de eletroeletrônicos do País, com faturamento de R$ 1,6 bilhão. “Qualquer consultor vai dizer que o importante nesse negócio é o faturamento e o número de lojas. Mas, para nós, o importante mesmo é o lucro”, diz Natale Dalla Vecchia, 73 anos, fundador e principal executivo da empresa.

Na contramão do setor, a Lojas Cem não quer ser vendida, não aceita propostas de fusão e muito menos analisa alvos para compra. Conforme o Estado apurou, a companhia já foi sondada por vários fundos de participações em empresas com a intenção de se tornar acionistas. Segundo fontes próximas à varejista, há cerca de dois meses, executivos do Itaú BBA visitaram a Lojas Cem para sondar a possibilidade de negócios com o Pão de Açúcar (procurados, o banco não se manifestou e o Grupo Pão de Açúcar informou que não procurou a Lojas Cem). O assédio não é de hoje. Cinco anos atrás, a mexicana Coppel, que tinha a intenção de se instalar no Brasil, se aproximou da rede (a empresa estrangeira acabou abrindo suas primeiras lojas no início do ano, em Curitiba). Repetida como mantra, a resposta para propostas desse tipo é sempre não.

A lógica por trás dessa posição é que, ao se juntar com outra rede, a Lojas Cem tornaria-se menos saudável financeiramente, já que assumiria as ineficiências alheias. De fato, perto de seus concorrentes, a Lojas Cem se destaca pela rentabilidade. A pedido da reportagem, a Felisoni Associados e o professor Claudio Felisoni de Angelo, presidente do conselho do Programa de Administração de Varejo (PROVAR) da FIA, compararam o balanço do ano passado da companhia com o desempenho de Ponto Frio, Magazine Luiza, Colombo e Pernambucanas (as empresas Casas Bahia, Insinuante e Ricardo Eletro não divulgam seus balanços). A conclusão foi que a Lojas Cem é a rede mais lucrativa e a menos endividada.

Números. Segundo o levantamento, a taxa de lucro operacional da companhia é de 8,2%, contra 5,6% do Magazine Luiza e -7,3% do Ponto Frio. A Lojas Cem tem apenas 27% de seu ativo financiado por terceiros, contra 88% do Magazine Luiza e 59% da Colombo, por exemplo. “Os porcentuais indicam que a Lojas Cem opera fundamentalmente com capital próprio, comportamento diferente do observado em outras empresas no mesmo mercado”, diz o relatório.

A explicação para esses resultados está no conservadorismo extremo adotado na gestão da companhia. A Lojas Cem não tem nenhum empréstimo em banco. Ao contrário de seus concorrentes, a empresa não fez acordos com bancos para financiar os clientes. Na Lojas Cem, o crédito ao consumidor é concedido pela própria companhia. Não há sequer um setor estruturado de análise do perfil dos clientes, como de costume no varejo. O próprio gerente da loja se encarrega de aprovar ou não os pedidos de parcelamento. O principal critério é o histórico do cliente (80% das vendas são realizadas para consumidores que já compraram na rede no passado). “Como não pagamos juros para os bancos, podemos oferecer taxas mais baixas aos clientes”, diz Cícero Della Vecchia, sócio da empresa.

Com sede em Salto, no interior de São Paulo, a Lojas Cem tem seu controle dividido em parte iguais entre quatro ramos da família Della Vecchia: os irmãos Natale, Cícero, Giácomo e o cunhado Roberto Benito (alegando questões de segurança, nenhum dos acionistas aceitou tirar foto para essa matéria). Os quatro ocupam cargos de diretoria – não há presidente na empresa – e dão expediente diariamente. Abaixo desse grupo estão os gerentes que trabalham na sede da companhia, todos com mais de 20 anos de casa. Mesmo os gerentes de loja são forjados sob a cultura da Lojas Cem e passam, obrigatoriamente, pela função de vendedor. “Se o melhor gerente da Casas Bahia quiser trabalhar aqui, terá de ser vendedor primeiro”, diz Natale.

A Lojas Cem é a única entre os grandes varejistas que não vende pela internet. “Esse negócio exige uma estrutura própria e o volume de vendas ainda não compensa”, diz Cícero. A empresa decidiu ficar de fora, ainda, de outra tendência do setor: a de usar as lojas como canal de vendas para produtos que vão além dos eletrodomésticos, como seguros e a garantia estendida. “Ainda temos lucro com o negócio principal, não precisamos desses serviços.”

Às estratégias de negócios peculiares, soma-se o modelo de gestão espartano. Os quatro acionistas da empresa dividem a mesma sala sem secretária. Cada um recebe o salário de R$ 5 mil. Em 2000 – cinquenta anos após a fundação da empresa – decidiu-se começar a distribuir parte do lucro da operação, no caso 6%. No ano passado, esse porcentual resultou em cerca de R$ 1 milhão para cada sócio. Os donos da Lojas Cem recebem algo semelhante aos diretores dos concorrentes. “Esse é um valor compatível com a remuneração de altos executivos de grandes varejistas”, diz Leonardo Salgado, da consultoria Hay Group. “Para o nosso estilo de vida, isso é muito”, diz Natale. Nenhum dos integrantes da família Dalla Vecchia tem barco, jatinho ou casa em Miami (os clássicos da ascensão ao clube dos ricos).

Desafios. Ao fazer exatamente o oposto de um setor inteiro, a Lojas Cem não escapa, obviamente, de críticas. “Apesar do lucro alto e do endividamento baixo, a empresa não está em uma situação confortável”, diz Felisoni. “A pouca alavancagem é um limitador para o crescimento.” A Lojas Cem nunca teve a intenção de figurar entre as maiores empresas do setor. Mesmo assim, crescer – a ponto de, pelo menos, acompanhar os concorrentes – não é uma coisa da qual se pode fugir nesse setor.

“É impossível se proteger das consequências da consolidação. Quando as empresas se fundem, passam a ter melhores condições de negociar com os fornecedores e podem praticar preços mais baixos, roubando vendas das empresas menores”, diz Renato Prado, analista de varejo da Fator Corretora. “Além disso, empresas fortalecidas podem, propositalmente, traçar estratégias de mercado que asfixiem seus concorrentes.”

Os planos de crescimento da Lojas Cem são modestos na comparação com os concorrentes. Hoje, a empresa tem 180 lojas e só atua em um raio de 600 quilômetros desde o centro de distribuição, que fica em Salto. Preferencialmente, as lojas são instaladas em cidades do interior dos Estados do Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. O limite desse centro de distribuição, segundo os cálculos dos acionistas, será atingido com 350 lojas. Até que a empresa chegue a esse ponto devem-se passar dez anos, estimam. Um pouco antes disso, em sete anos, o faturamento deve dobrar. A Máquina de Vendas, empresa resultante da fusão entre Insinuante e Ricardo Eletro, por exemplo, espera dobrar sua receita em apenas quatro anos.

Até agora, a Lojas Cem tem conseguido condições comparáveis às de concorrentes maiores nas negociações com fornecedores graças a duas estratégias: o pagamento em prazos curtos e o estilo linha dura. Para conseguir descontos, a empresa usa como arma o pagamento rápido. “Não negociamos prazo como os demais. Pagamos logo e queremos o melhor preço”, diz Cícero. Ao mesmo tempo, a empresa faz pesquisas quinzenais para descobrir quais são os preços praticados pelo resto do setor. Se os números demonstrarem condições de compra muito mais favoráveis para os concorrentes, o fornecedor é duramente cobrado.

Um exemplo extremo dessa situação foi a interrupção de três anos no relacionamento com a Electrolux, segunda maior fabricante de eletrodomésticos do País. Segundo executivos próximos, a Lojas Cem só voltou a comprar da empresa europeia no início de 2010, depois que as condições de negociação tornaram-se mais favoráveis. Com o aumento na distância entre a empresa e os concorrentes, porém, a pergunta é por quanto tempo esse tipo de estratégia terá o mesmo efeito. “Acreditamos que a própria indústria não quer ter apenas poucos compradores gigantes”, acredita Cícero.

Sucessão. Por fim, a Lojas Cem ainda precisa enfrentar um desafio iminente: a sucessão no controle. Seguindo mais uma vez uma lógica particular, a empresa não pretende profissionalizar a gestão. Um grupo de sete membros da segunda geração da família Dalla Vecchia já trabalha junto com os quatro acionistas. A intenção é que a passagem de bastão do primeiro para o segundo grupo ocorra de forma gradual, sem sobressaltos. “O problema é que não dá para garantir que o modelo que funcionou para uma geração servirá para outra”, diz Wagner Teixeira, sócio e diretor-geral da consultoria Höft-Bernhoeft & Teixeira.

Pelo menos por enquanto, a segunda geração não pretende alterar drasticamente os rumos da empresa. “Nossa tarefa será manter o que foi feito até aqui e dar continuidade ao crescimento sustentável”, diz Weber Dalla Vecchia, um dos representantes do grupo. Resta saber agora se a estratégia que trouxe a empresa até aqui é a mesma que a fará prosperar daqui para a frente.

A Lojas Cem em números

Com a consolidação do setor, que se acelerou no final do ano passado, a empresa se tornou a quarta maior rede de eletroeletrônicos do País

R$ 1,6 bilhão foi o faturamento da rede no ano passado

80% é a porcentagem de clientes que já fizeram compras na Lojas Cem mais de uma vez

8,2% foi a taxa de lucro operacional registrada pela empresa em 2009

180 é o número de lojas da empresa nos Estados de São Paulo, Minais Gerais, Paraná e Rio de Janeiro.

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– 6a feira se torna dia de descanso por Decreto do Presidente!

Yahya Jameh é presidente ditador de Gâmbia, há quase 20 anos. E tomou uma medida polêmica: decretou que sexta-feira será “fim-de-semana”.

É. A partir de 1o de fevereiro, a população trabalhará de 2a a 5a, e descansará de 6a a domingo. O político justifica que:

A população terá mais tempo livre para orações e atividades sociais”.

Se o país já é pobre e vive no totalitarismo, imagine assim…

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– Medo de ir Contra o Modismo?

Idolatrar pessoas é típico da adolescência. Hoje, adultos, cultuamos objetos, vaidades e futilidades. Por isso, compartilho sábio pensamento do Papa Bento XVI, publicado em seu Twitter:

Muitos são hoje os ídolos falsos que se levantam. Os cristãos, se querem ser fiéis, não devem ter medo de seguir em contracorrente.”

É justamente o que penso: não podemos ter medo de expressarmos o que crermos e assumirmos, respeitosamente, à contrariedade do que não concordamos. Mesmo que sejamos rotulados de diferentes ou “caretas”.

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– Demagogia que Irrita da Dona Dilma

O Discurso em Rede Nacional de Rádio e TV da presidente Dilma Roussef foi revoltante.

Disse que reduzirá a conta de energia elétrica, mas em meio aos apagões de energia, não soa como desculpa?

Estamos à beira de racionamento de eletricidade, por culpa desde os tempos de Fernando Henrique Cardoso, continuados pelo seu Guia-Mestre Lula. E agora quer fazer média com a população?

Fica o registro: será que ela fará discurso em cadeia para todo país, falando sobre o aumento (em breve) dos combustíveis?

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– Felipão e a Nova Seleção

Quero dar meus pitacos sobre a convocação do Luís Felipe Scolari, novo-velho treinador da Seleção.

Gostei de mesclar jovens com experientes, tirando o peso das costas de Neymar & Cia.

Dante, zagueiro-surpresa da convocação, é um daqueles casos que todo treinador gosta: achar um nome que ninguém pensou. Seja Bilica com o Luxemburgo, Afonso Alves com Dunga, Hulk com o Mano Menezes e agora Dante com Felipão. Porém, Dante vem fazendo bonito a muito tempo no Campeonato Alemão.

Me parece que Scolari acertou bastante. Será um reerguimento da sua carreira, e um novo momento para a Canarinho.

Só tenho medo do comprometimento do Ronaldinho Gaúcho. Tenho trauma daquela imagem irresponsável dele no pódio com um celular, após uma derrota, nem aí com a Seleção…

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– O dono do Galeguinho permanecerá mudo?

E o deputado Henrique Alves, do PMDB-RN?

Vai permanecer calado após as denúncias de desvios de verbas milionárias?

Às vésperas de ser eleito presidente do Congresso, o parlamentar é acusado de contrato de 6 milhões com uma empresa que não existe, de serviço não efetuado, cujo endereço do beneficiado é uma fazenda semi-abandonada onde por lá só vive o bode Galeguinho…

Representa bem a cara dos deputados, infelizmente…

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