– Risco e Coragem na Escala de São Paulo x Coritiba?

A imprensa de Curitiba está repercutindo as reclamações da diretoria do Coxa Branca. Ameaçado de rebaixamento, os dirigentes questionam a escala de Pablo dos Santos Alves, árbitro aspirante do quadro da FIFA, pertencente a Federação Capixaba de Futebol, para o jogo São Paulo x Coritiba.

O motivo da queixa é: Pablo começou na Federação de Futebol do Rio de Janeiro, é carioca e se mudou para o Espírito Santo para tentar novas oportunidades. Nos bastidores da arbitragem, se fala sobre uma briga política entre grupo de cartolas da turma de Jorge Rabello e a de Sérgio Correa da Silva como motivo principal da mudança de estado. Seu pai, Paulo Jorge Alves, foi bandeira da FIFA e esteve em Copa do Mundo. Pertenceu a Comissão de Árbitros da CBF por um bom tempo e hoje é ouvidor da entidade.

Pablo é árbitro razoável, e se especula que estaria entrando no quadro da FIFA em 2014. Para os amantes das teorias conspiratórias, valeria a garantia do escudo internacional uma derrota do Coritiba, salvando Vasco ou Fluminense, contentando os interesses cariocas (é a tese que defende o presidente do Coritiba, por exemplo). Mas eis que Rubens Lopes, presidente da Federação do Estado do Rio de Janeiro, divulgou publicamente seu pensamento oposto a tudo isso: disse literalmente que teme “o que pode acontecer aos seus filiados pois Pablo é um ‘ex-Ferj’”.

Particularmente, entendo como chororô pré-jogo decisivo dos dois lados. Se o Coritiba perder do São Paulo com lance polêmico, dirá que caiu por tal motivo (se esquecendo de todos os outros jogos perdidos ao longo do ano. Se o Coritiba vencer, é o mesmo subterfúgio para os cariocas.

Claro que se fosse escalado outro árbitro, evitaria-se tal queixa. Foi um risco da Comissão de Árbitros, e ao mesmo tempo, coragem em tal escala sem se preocupar com as reclamações. Mas… coragem ou imprudência?

Imagine a cabeça do árbitro como fica para o jogo! E a preparação psicológica? Por melhor que esteja condicionado para a partida (e um árbitro tem que estar preparado para tais situações), tal imbróglio conta sim como um desgaste antes da partida. Se os erros involuntários forem contra o São Paulo, haverá queixa de prejuízo contra os cariocas por aceitar a pressão da diretoria do time paranaense. Se forem contra o Coritiba, dirão que a idéia de premeditação para auxiliar Vasco e Fluminense se comprovou.

Saia justa para o juizão. Dentro desse critério, logo terão que trazer árbitros estrangeiros ou, no mínimo, natos de estados que não possuem clubes na série A, como amapaenses, potiguares, roraimenses…

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