Há muita contradição no caso envolvendo o terrorista italiano Cesare Battisti, que está preso na PF.
A Itália pede a extradição do criminoso, condenado à prisão perpétua na Itália. O Brasil o mantém como “refugiado político”, pois, apesar do Judiciário recomendar a decisão de extraditá-lo, considerando-o terrorista e não vítima de perseguição, é o presidente Lula quem deve dar a palavra final. Hoje é dia 31 e a vontade dele é de não extraditá-lo.
Incoerente. Se o italiano é perseguido, como a Advocacia Geral da União (AGU) entende, por que ele está preso?
Alguém que faz parte de um grupo terrorista de esquerda, mata friamente 4 inocentes, deve viver livremente no Brasil? Ele nem brasileiro é e estamos cuidando dele.
Pergunte aos familiares de Antonio Santoro, Pierluigi Torregiani, Lino Sabbadin e Andrea Campagna o que pensam sobre o assunto. Estes são os nomes das vítimas do assassino.
Aliás, cabe a pergunta: Lula teve tanto tempo para decidir, e deixa-a para o último dia do mandato?
Uma grande incógnita: Lula, por vaidade, seria contra a lógica e manteria o italiano aqui, causando um incidente diplomático? Ou deixará a decisão para Dilma Roussef?
Tenho curiosidade de saber a posição do embaixador da Itália, que foi convidado para a festa da transição Lula-Dilma. O que ele fará?
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