– Esclerose: a Dor dos Amigos

A esclerose é um mal irremediável aos portadores. Talvez a maior dor não seja a do próprio paciente, mas a das pessoas queridas próximas dele. Tenho pessoas que amo e que tem esse mal. É duro…

Leio agora que a jovem atriz Cláudia Rodrigues, protagonista de “A Diarista”, da Rede Globo, está afastada da TV por esse problema. Que pena… desejo boa sorte!

Extraído de: TERRA

ESCLEROSE TIRA CLÁUDIA RODRIGUES DA TV

De acordo com a coluna Telinha, do jornal Extra, o estado de saúde da humorista Claudia Rodrigues, de 38 anos, se agravou e o seriado A Diarista, previsto para retornar à grade da Globo no primeiro semestre, foi adiado.

Claudia sofre de esclerose múltipla e a atriz vinha gravando com dificuldades por conta da doença. Por isso, a produção do humorístico decidiu interromper as gravações e adiar a estreia do programa. A doença da artista foi diagnosticada em 2000 e ataca o sistema nervoso central, prejudicando a fala, visão e coordenação motora.

O que é esclerose múltipla?
É uma doença do Sistema Nervoso Central que se caracteriza por placas disseminadas da perda de mielina – que envolve os nervos- no crânio e na medula espinhal.

Ainda não se sabe ao certo como a doença acontece. No entanto, são estudadas causas do tipo anomalias imunológicas e infecção oriunda de um vírus latente, entre outras intercorrências. A herança genética também pode ser um fator que deflagre a doença, que costuma ocorrer mais em mulheres, tendo suas primeiras manifestações entre os 20 e 40 anos de idade.

A pessoa que possui esclerose múltipla costuma ter problemas visuais, na fala, de coordenação motora e de equilíbrio, entre outros sintomas, que podem gerar a incapacitação progressiva e permanente do paciente. A evolução é imprevisível e variável, podendo haver intervalos longos entre um episódio e outro.

– O Livro Negro do Empreendedor

Um autoajuda às avessas: os grandes fracassos empresariais:

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2088/artigo156192-1.htm

O LIVRO NEGRO DO EMPREENDEDOR

Quem frequenta livrarias certamente já passou perto de algum título sobre empreendedorismo. Não por acaso, eles estão entre os mais vendidos no Brasil. Mas, de modo geral, batem na mesma tecla: mostram o que um vencedor fez para chegar lá e incentivam a abertura de novas empresas. O consultor espanhol Fernando Trías de Bes acaba de lançar uma obra que vai na contramão: em “O Livro Negro do Empreendedor” (BestSeller), diz que todos esses manuais são uma enrolação, porque não mostram os fracassos – e que se aprende mesmo é com a derrota alheia. “Estamos diante de uma analogia imperfeita: sabendo por que outros tiveram êxito você evitará seu fracasso. Mentira.

Para evitar que um empreendedor fracasse, é necessário saber por que aqueles que fracassaram se deram mal”, escreve o professor associado do Departamento de Marketing da ESADE Business School, em Barcelona, e fundador da Salvetti & Llombart, uma das maiores consultorias de marketing da Espanha. “Um negócio de sucesso é uma oportunidade já aproveitada por outra pessoa.

Meu livro é como uma máquina da verdade para falsos empreendedores”, disse à ISTOÉ, por e-mail. Segundo o autor, boa parte dos novos empreendimentos não consegue ultrapassar os dois primeiros anos de vida e 90% dos empreendedores fracassam antes de completar os quatro iniciais. No Brasil, pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que 78% passam dos dois anos, mas só 64% chegam aos quatro.

Por que não dão certo? Por motivos banais, que normalmente passam despercebidos nos manuais e biografias de empresários bemsucedidos. “Os negócios não costumam fracassar por falta de competência técnica de quem os empreende”, frisa Trías de Bes. Normalmente, definham por questões pessoais – brigas entre familiares ou sócios, por exemplo – ou falta de aptidão.

As picuinhas entre os sócios são um dos “fatores-chave de fracasso” (FCF), como diz o autor. Ao todo, são 14, de um perfil não empreendedor à falta de apoio familiar. Quando a empresa está para ser aberta os sócios costumam estar unidos e otimistas. Se o negócio vai bem, um deles pode começar a achar que trabalha mais – e merece mais. Se vai mal, todos se culpam mutuamente. Por isso, o estudioso espanhol aconselha: só se associe em último caso.

Tampouco espere ter uma vida mais equilibrada: “empreender pressupõe um desequilíbrio total entre a vida pessoal e a profissional.” De fato, a vontade de se tornar o próprio chefe (e poder controlar o próprio horário e se dar folgas) é o principal motivo pelo qual os brasileiros abrem uma empresa, segundo o levantamento do Sebrae. Mas, como o negócio é próprio, as preocupações não terminam no fim da jornada diária e nem nos fins de semana.

Como é o próprio dinheiro que está em jogo, a pessoa vai querer é trabalhar mais para que as coisas prosperem. “Incentivar pessoas que não estão preparadas para empreender não é fomentar o espírito empreendedor – é um exercício de irresponsabilidade”, argumenta o autor. Seu livro é um manual ao contrário com uma moral da história simples: veja o que deu errado para que o seu negócio dê certo.