– Cáritas Diocesana Promove a Feira da Solidariedade

POST EM COLABORAÇÃO COM O JORNALISTA REINALDO OLIVEIRA

 

Cáritas Promove a 9a. Feira da Solidariedade

 

A Cáritas Diocesana promove no dia 7 de novembro, da 9h às 15h, a 9ª edição da Feira da Solidariedade. O evento será realizado na Praça Floriano Peixoto – centro de Jundiaí. Ela envolve mais de 30 entidades beneficentes do município que estarão vendendo produtos artesanais feitos pelos voluntários destas entidades. Durante a realização da Feira, haverá atividades culturais como apresentação de dança, coral e capoeira, entre outras. Toda a renda obtida no evento será destinada às obras de assistência que a Cáritas realiza em todo o país.

– Juca X Luxa: um duelo narrado

Juca Kfouri e Vanderelei Luxemburgo, grandiosíssimos profissionais em suas áreas, digamos… duelaram pela Folha de São Paulo. Em entrevista a FSP do último domingo, 2 frases polêmicas de Luxemburgo contra uma resposta certeira de Juca;

VL (sobre ser senador por Tocantins): – É o Estado de TO que precisa!

VL (sobre desafetos): – Não gosto do Juca Kfouri

JK (sobre a frase de VL): – Foi o maior presente que a FSP poderia me dar, o grande prêmio que este jornalista recebeu.

Irônias e devolução afiada!

– O Gandula Atrevido

Experiência, Paciência e Cultura: esses 3 fatores fizeram o goleiro Lehmann, do Stuttgart (ex-Arsenal e Seleção da Alemanha) a não dar uns tapas no gandula atrevido. O garoto iria devolver a bola ao goleiro, e simplesmente a jogou por cima, pingando nas costas. Lehmann não reagiu, e o gandula permaneceu no seu trabalho.

Narrando, parece tudo controlável. Mas imagino o lance aqui no Brasil: metade do time partiria para cima do gandula, o jogo ficaria alguns minutos parados; gandula expulso e jogador advertido. Certamente, esse panorama se configuraria.

Veja a cena e a imagine num Fla-Flu, num Grenal ou num Derby:

Clique em: http://www.youtube.com/watch?v=NUw9uThftjw&feature=player_embedded

– Na Ponta da Língua Presa

E o livro que o humorista Marcelo Tass lançará sobre as pérolas do Lula? Sensacional. Ele coletou “gafes e redundâncias do presidente”. Algumas frases:

“Minha mãe nasceu analfabeta”

“Dizem que o Ronaldo tá gordo. Mas o gordo tá gordo ou o gordo tá magro?”

“Nunca na história desse país se terá visto uma Olimpiada tão bem organizada como a do Brasil”

Extraído de: http://jt.com.br/editorias/2009/10/26/var-1.94.12.20091026.1.1.xml

Na ponta da língua presa

Marcelo Tas lança livro bem-humorado no qual cataloga as pérolas do presidente

Fernanda Brambilla, fernanda.brambilla@grupoestado.com.br

É de domínio público que o presidente Lula tem o talento nato de palpitar sobre qualquer coisa. De religião a Corinthians, variam os temas das famosas pérolas presidenciais. Jornalista e líder do programa CQC, Marcelo Tas se lançou ao desafio de catalogá-las em livro, a começar pelo título, Nunca Antes na História desse País, frase mais usada por Lula em seus sete anos de governo.Tas diz que se Lula é um animal político por instinto, é também filósofo de crises, economista de primeira viagem, marqueteiro de campanha, advogado de ex-inimigos. Nas horas vagas, tem seus momentos de técnico de futebol, turista e até de comediante de stand up. Cada uma dessas facetas, sob a ótica do humorista, vira um capítulo do livro. “Isso é fascinante no Lula. Se ele encontrar um tema do qual não entende, comenta de qualquer jeito”, fala Tas, que vai lançar a obra no início de novembro. “Aliás, Lula gosta principalmente de falar do que não sabe.”
Cada frase destacada ganhou um breve comentário bem-humorado. Mas o autor se apressa em dizer que o livro não tem pretensões políticas. “Não é algo ressentido ou partidário, não ataco gratuitamente o presidente, o PT ou seus dogmas”, explica Tas. O prefácio é assinado pelo jornalista José Simão, difusor do ‘lulês’. “Simão me perguntou se queria um texto a favor ou contra o Lula”, lembra Tas. “Eu disse a ele que é um livro a favor do contra.”

Imerso nas divagações presidenciais, Marcelo Tas não esconde que o mais difícil foi lidar com as mudanças de opinião do presidente. “Às vezes ele tem uma grande sacada, mas vai repetindo a piada, deformando, e por fim acaba mudando completamente de ideia sobre o assunto”, aponta. “A crise econômica passou de ‘marolinha’ a ‘muito séria’.”

A solução foi dar à ‘bipolaridade’ do político um belo destaque. O autor criou o capítulo Lula Metamorfose Ambulante, brincadeira que resulta em uma das seções mais saborosas do livro. O nome saiu de uma estranha descoberta durante a pesquisa. “Lula tem muito em comum com Raul Seixas. Os dois nasceram em 1945, deram um salto na carreira nos anos 70 e depois estouraram: Raul vendeu milhões de discos e Lula se tornou o Lula.”

Com o material já enviado à gráfica, Tas diz ter levado um susto com o lançamento do livro de Ali Kamel, da Rede Globo, Dicionário Lula (Ed. Fronteira, R$ 59,90) – sobre o mesmo tema. “Fiquei desesperado, mas logo vi que se tratava de outra proposta. O trabalho dele foi de maluco, catalogar cada verbete, com uma equipe e computadores. O meu é de humor, sem essa pretensão.”

No fim, páginas em branco

Para manter seu livro atual, Tas recorreu a uma artimanha: “Ao fim da obra, deixei três páginas em branco para que cada leitor inclua as frases que lembrar e as que aparecerem”. Já para rechear o livro, o autor conta que usou a “variedade de opiniões” que apareceu em jornais, programas de TV e rádio, documentários e as edições do programa de rádio oficial Café com o Presidente, além do livro de Denise Paraná, Lula, o Filho do Brasil, inspiração do cineasta Fábio Barreto para a adaptação ao cinema prevista para janeiro de 2010. Claro que a fonte principal, Lula, não deixou a desejar. “Tem gente que ainda acha que o publicitário Duda Mendonça foi o responsável pela vitória do Lula, uma besteira. Lula é o melhor Duda Mendonça de si mesmo.”

De carona no carisma e no discurso do presidente com a maior aceitação popular desde a redemocratização do País, Tas conseguiu criar um livro curioso. “Não conheço ninguém que esteve com Lula e não se apaixonou, mesmo os tucanos mais ferrenhos. Como todo político, ele é um bom ilusionista”, acrescenta Tas. Trabalho concluído, o jornalista arrisca um palpite para o fenômeno eleitoral: “Talvez a razão do sucesso e da popularidade dele seja justamente esse dom do Lula, de traduzir como ninguém qualquer tema para o arroz com feijão.”
 

 

– Os Remédios Piratas nas Farmácias

Além de crime contra a economia, a venda de remédios pirateados deveria ser considerada homicídio. É covardia o doente crer no medicamento, pagar caro por ele, e ainda ser enganado. No Brasil, a venda de remédios piratas cresce cada vez mais, com anuência das pequenas farmácias, sendo encontrados até em camelôs!

Extraído de: http://www.jt.com.br/editorias/2009/09/08/ger-1.94.4.20090908.1.1.xml

VENDA DE REMÉDIO PIRATA CRESCE E CHEGA À FARMÁCIA

Polícia Federal e Anvisa apreenderam 316 toneladas de medicamentos ilegais no primeiro semestre, um recorde. Conselho de Farmácia abre processos éticos contra profissionais da área. Crimes ocorrem em pequenos comércios

ELVIS PEREIRA, elvis.pereira@grupoestado.com.br

Os remédios piratas, encontrados em camelôs, feiras e na internet, chegaram às prateleiras das pequenas farmácias, fato que ajudou o Brasil a quebrar, no primeiro semestre, o recorde de apreensões de medicamentos falsos. De janeiro a junho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal recolheram 316 toneladas de medicamentos piratas, maior número já registrado no País. No mesmo período de 2008, foram 45,5 t.

Além do aumento ser atribuído ao reforço na fiscalização, com o crescimento de ações na fronteira e contra laboratórios ilegais, a Anvisa e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria, ligado ao Ministério da Justiça, confirmam que o comércio de medicamentos piratas ganhou corpo ampliando a abrangência para farmácias, principalmente as pequenas.

Segundo o secretário executivo do Ministério da Justiça e presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, Luiz Paulo Barreto, algumas drogarias passaram a oferecê-los em resposta à forte competição dos ilegais.

Para o chefe de Inteligência da Anvisa, Adilson Bezerra, com essa mudança nos pontos de venda dos medicamentos piratas, tornou-se mais difícil ainda eliminar o comércio desses produtos.

O Conselho Regional de Farmácia do Estado (CRF-SP), que participou de blitze da Polícia Federal neste ano, afirma que já abriu processos éticos contra farmacêuticos flagrados vendendo remédios piratas. “Percebemos que são estabelecimentos pequenos, alguns até sem alvará de funcionamento. O consumidor tem de procurar comprar sempre em estabelecimentos idôneos”, diz Marcelo Polacow, vice-presidente do CRF.

Antes de chegarem às farmácias, os piratas eram – e ainda são – muito encontrados nas mãos de camelôs ou feirantes e também na internet, o que dificulta a ação policial. “Quando a gente vai ver, o site está hospedado em Miami, no Paraguai, na Bolívia. E não tem como punir esses responsáveis”, explica Luiz Paulo Barreto.

Além de representar um problema de saúde pública, o comércio ilegal tornou-se uma questão de segurança. “Em cada dez apreensões de armas e drogas, duas têm medicamentos falsificados”, afirma Adilson Bezerra. “Passamos a ter quadrilhas que começaram a ver neste tipo de crime uma possibilidade de lucro excessivo.”

Os remédios piratas – definição que engloba os produzidos sem permissão da vigilância sanitária, os contrabandeados e os falsificados – garantem altos ganhos em decorrência do baixo custo de produção, transporte e distribuição.

Para fabricá-los, geralmente basta farinha, uma prensa e embalagens. Prontos, eles são transportados pelos mesmos canais nos quais circulam outros artigos de origem ilícita, como CDs e DVDs.

Ao chegarem aos grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio, são armazenados em depósitos. Mais tarde, vão parar nas mãos de quem quiser vendê-los.

Os medicamentos trazidos do exterior entram principalmente pela fronteira com o Paraguai. “As pessoas fazem o transbordo utilizando pequenas embarcações no Lago Itaipu (divisa com o Paraná) e descarregam no lado brasileiro”, diz o delegado federal José Moura. “Dali, os remédios são levados a outro local para a montagem das caixas e, depois, são despachados para o resto do País.”

O delegado considera a região da tríplice fronteira a mais preocupante. Outro ponto que necessita reforço é nos portos e aeroportos.

A esperança do setor para vencer os ilegais é a adoção de um sistema de rastreabilidade, que está em fases de teste. O projeto, resultado de uma parceria da Anvisa com a indústria farmacêutica, consiste na impressão de um código especial na embalagem do medicamento. Um mesmo código trará o nome do laboratório, para qual distribuidora ele vendeu seu produto e para qual farmácia a distribuidora o repassou.

“O consumidor poderá em casa ou na própria farmácia, num leitor semelhante àquele dos supermercados, saber a fábrica e os pontos de distribuição e de venda”, afirma Luiz Paulo Barreto.

O gerente de assuntos econômicos da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Marcelo Liebhardt, acrescentou que a medida permitirá ainda combater o desvio de carga. “Estamos esperando ansiosamente a regulamentação da Anvisa.”

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 10% dos remédios consumidos no mundo não sejam originais. Até 2010, o mercado pirata deverá movimentar US$ 75 bilhões por ano. Colaborou Fábio Mazzitelli

10 a 15 ANOS de cadeia é a pena para quem comercializa remédio pirata no País, crime hediondo

10 por cento dos medicamentos consumidos no mundo não são originais, segundo a OMS

– A Transformação do Shampoo Seda

125 milhões de reais! Este foi o custo da Unilever para dar sobrevida ao Shampoo Seda. Veja quais foram as principais mudanças, planos de marketing e ações relacionadas para mudar a imagem do tradicional Seda.

Extraído de: http://veja.abril.com.br/281009/so-sobrou-marca-p-132.shtml

SÓ SOBROU A MARCA

A transfomação do xampu Seda mostra tudo o que é preciso para tentar mudar a imagem que o consumidor tem de um produto, por Renata Betti

PARA LER UM QUADRO-RESUMO DE “como era e como ficou”, clique aqui.

No dia 5 de março de 2009, um grupo de executivos da Unilever trancou-se por doze horas numa sala da sede em São Paulo para discutir um problema que, eles já sabiam, seria de difícil solução: um dos carros-chefe da empresa, o xampu Seda, líder de vendas no Brasil, perdia espaço no mercado – coisa que, desde seu lançamento, em 1968, jamais havia acontecido. As pesquisas, encomendadas pelo francês Patrick Cescau, então CEO mundial da multinacional de bens de consumo – que fatura por ano 55 bilhões de dólares, ou três vezes o PIB da Bolívia –, não deixavam dúvidas quanto à razão da queda: a classe C, público-alvo do xampu, não queria mais um produto que, agora, via como de “segunda linha” e “muito popular”. “A nova aspiração da classe C brasileira é usar xampus melhores, de preferência indicados pelos cabeleireiros”, concluía o estudo, dando início a um longo processo em que o velho Seda precisou ser inteiramente reinventado até, neste mês, chegar às lojas. Da embalagem à fórmula, só restou mesmo o nome, sobre o qual também passou a pesar certa desconfiança. Um dos testes mostrou que, às cegas, as pessoas até avaliavam bem o Seda, mas, quando sabiam tratar-se dele, as notas caíam. “Chegamos a cogitar abrir mão da marca”, diz um dos diretores da empresa no Brasil, Erik Galardi, à frente da operação que consumirá 125 milhões de reais – o maior investimento já feito pela Unilever numa marca para o mercado brasileiro, o segundo maior do mundo no segmento de produtos para cabelo, com vendas anuais de 5,4 bilhões de reais, só perdendo para o Japão.

Recriar um produto se torna, muitas vezes, imperativo para que ele sobreviva a mudanças demográficas, econômicas e de hábitos numa sociedade – mas não é um processo fácil. As empresas precisam lançar mão de um extenso repertório de técnicas já consagradas pelo marketing para fisgar o consumidor. “O público é alvo de estratégias milimetricamente concebidas para fazê-lo comprar”, diz Alejandro Pinedo, da consultoria Interbrand. Nos últimos meses, VEJA pôde comprovar isso ao acompanhar as dezenas de etapas e tomadas de decisão envolvidas no relançamento do xampu. A Unilever conduziu doze pesquisas, em que foram ouvidas 500 pessoas, parte delas sendo observada no ato da compra. Nenhuma estratégia foi traçada sem pesar tais informações, um conjunto de dados tão rico e detalhado que, tomado como base, permitiu saber até de que maneira os consumidores manuseavam o xampu no supermercado. Como o antigo frasco tinha concavidades acentuadas, era difícil pegar um na prateleira sem tirar os demais do lugar. Os produtos se desarranjavam e a marca acabava escondida – um desastre para as vendas. Até chegar ao formato atual, mais fino e convexo, criou-se uma dezena de embalagens. Elas foram sendo descartadas depois de submetidas a testes conhecidos como eye tracking, em que uma máquina monitora o movimento dos olhos e detecta os pontos que mais chamam a atenção das pessoas. Assim se decidiu, por exemplo, por um tom de roxo ligeiramente mais vibrante que o anterior. São mudanças aparentemente simples, mas que demandaram uma adaptação em todo o maquinário da fábrica.

Os especialistas definem o desafio da Unilever como o mais complicado de todos em se tratando da mudança de imagem de um produto: fazer que os consumidores percebam como “chique” um item que há décadas é visto como popular. “A experiência mostra que elevar o conceito que as pessoas têm de uma marca é sempre muito difícil”, diz Edson Crescitelli, diretor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Os casos recentes da Philco e da Arno, ambas do ramo de eletroeletrônicos, ajudam a dimensionar as dificuldades. Já consolidadas na classe C, as duas decidiram, coisa de cinco anos atrás, começar também a produzir itens para estratos de renda mais altos. Por mais que investissem em inovação e marketing, no entanto, não conseguiram convencer ninguém. Pior: além de não conquistarem clientes na classe A, perderam os da C, que ficaram confusos com a mudança. No caso da Unilever, a equação é ainda mais complexa: trata-se de alterar a percepção sobre um mesmo produto. Uma das principais estratégias da empresa foi convidar para prestar consultoria técnica e estrelar campanhas publicitárias um grupo de sete cabeleireiros de renome mundial, entre os quais Yuko Yamashita, criadora da escova japonesa. Não foi fácil convencê-los a participar. A cada “sim”, havia festa no escritório. “É uma tentativa de quebrar o preconceito dos cabeleireiros brasileiros em relação ao Seda e levá-los a indicar o produto aos clientes”, diz Adriana Yamamoto, gerente de marketing da linha de xampus. “Nesse mercado, nada é melhor que o boca a boca.”

Apesar de a Unilever já ter feito ajustes em seu principal xampu antes, eles foram sempre superficiais, e às vezes malsucedidos. Em janeiro de 2008, o Seda ressurgiu em embalagens ultracoloridas e com novo logotipo, na pretensão de ganhar espaço entre xampus mais sofisticados. A propaganda foi maciça, mas o resultado, pífio: os gastos chegaram a 30 milhões de reais sem que as vendas, então estabilizadas, voltassem a subir. “Foi um erro primário. As pessoas perceberam no ato que o produto não havia realmente mudado”, reconhece o diretor Erik Galardi. Desta vez, nada ficou de pé. A fórmula, que era composta de ingredientes “de nível inferior”, segundo a própria Unilever, ganhou ingredientes 20% mais caros. Espera-se com isso reduzir as queixas que circulam na internet de que o Seda deixa o cabelo “armado” ou “parecendo palha”. Quanto à fragrância, que desaparecia por ausência de fixador na fórmula, agora ela é duradoura – o que, segundo as pesquisas, se tornou pré-requisito para as brasileiras. Nem a textura ficou como antes. Líquida demais, aos olhos da nova classe C ela passou a ser identificada com produtos de pior qualidade. Ao colocarem uma porção do velho Seda nas mãos, as pessoas desistiam de comprá-lo, como foi observado em supermercados de todo o país. Daí a atual consistência, mais espessa. Tais melhorias elevaram os custos de produção em 20%, enquanto o preço final do xampu encareceu apenas 10%. “Fomos forçados a encolher as margens de lucro para manter o preço acessível”, diz Galardi. O teto para gastos com xampus na classe C é de 5 reais – o Seda subiu de 4,30 para 4,80 reais.

Os grandes planos de uma empresa global como a Unilever são traçados com no mínimo quatro anos de antecedência e vêm da matriz, em Londres. Assim, ficou estabelecida, no início de 2008, a meta de que a operação da multinacional no Brasil, hoje a terceira do grupo, se tornaria a segunda mais rentável da Unilever até 2012 – ultrapassando a dos Estados Unidos e perdendo apenas para a da Inglaterra. Há, no entanto, espaço para mudanças de rumo diante de situações inesperadas, como foi o caso do xampu Seda. Com as vendas caindo mês a mês no Brasil em 2008, foi a própria matriz que tomou a decisão de transformar o produto, deixando as estratégias por conta dos executivos brasileiros. Como em nenhum outro país se consome mais Seda do que aqui (trata-se de aproximadamente 20 milhões de unidades por mês), o negócio se justifica. Pouco a pouco, o mesmo produto substituirá a antiga versão nos 100 países em que a Unilever está presente – só que com nomes diferentes (Sedal, em países de língua espanhola, e Sunsilk, nos demais). Hoje, o segmento de xampus no Brasil é muito diferente daquele do fim da década de 60, quando a maioria dos brasileiros ainda lavava o cabelo com sabão de coco. De menos de cinco fabricantes no país, chegou-se aos atuais 2.000. A Unilever detém 34% do mercado, que faturou 1,7 bilhão de reais em 2008. É um bom quinhão, que a concorrência, no entanto, tornou mais difícil manter.

– Romaria a Pirapora, Festa de Santo Antonio e Lira Itupevense são certificadas como bens culturais imateriais

POST POR COLABORAÇÃO DO JORNALISTA REINALDO OLIVEIRA:

 

Romaria a Pirapora, Festa de Santo Antonio e Lira Itupevense são certificadas como bens culturais imateriais

 

Numa bonita cerimônia realizada sábado, dia 24 de outubro, no Teatro Polytheama, em Jundiaí, que contou com as presenças dos prefeitos de Jundiaí, Itupeva, Louveira, Vinhedo, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Itatiba e Cajamar e suas respectivas Divisões de Cultura, a Comissão Paulista de Folclore e Cultura e da Abaçaí Cultura e Arte, entidade ligada à Secretaria de Estado da Cultura, mais o Núcleo Japi de Preservação do Patrimônio Cultural Imaterial de Jundiaí e Região, realizaram a entrega de Certificados de Bens Imateriais de diversas realizações culturais destes municípios, que passam a ser reconhecidas em todo o Estado, como manifestações culturais legítimas destas cidades. Estas cidades estão ligadas por três fatores culturais: a cultura de uvas, a ferrovia e as tradicionais romarias. De cada cidade o Núcleo Japi, previamente escolheu alguns acontecimentos culturais, para a certificação, que inclusive foram motivos de um bem elaborado vídeo, apresentado à grande multidão de participantes das cidades citadas, que e lotaram o Polytheama para este evento. De Itupeva foram escolhidas e receberam a certificação, das mãos do Antonio Macedo – presidente da Comissão Paulista de Folclore e da Abaçaí Cultura e Arte, a Festa de Santo Antonio, a Romaria à Pirapora e a Lira Itupevense. No palco do Polytheama, num misto de alegria e orgulho, o prefeito Ocimar Polli, junto com o padre Adilson –  pela Igreja Católica, o Valdemir Falco – pela Romaria à Pirapora e o …….. Marchi (Turcão), pela Lira Itupevense receberam os certificados que oficializaram estas atividades culturais com bens imateriais. Na coordenação da parte municipal para este evento, a sempre antenada diretora de Cultura, Valmércia Polli. Após o encerramento no Polytheama, numa caminhada pela Rua Barão de Jundiaí, em ritmo de Procissão, todos se dirigiram à Praça Pedro de Toledo (centro de Jundiaí), onde aconteceram diversas apresentações destas manifestações culturais, por grupos dos municípios participantes.   Parabéns Itupeva!!   

– Corpo e Espírito, Basar e Ruah

Belíssima a liturgia de ontem! Em especial, a Carta aos Romanos. Inspiradora e extraordinária, a mensagem paulina convida a desejarmos as coisas de bem, ou seja, as coisas do Céu. O apóstolo faz uma exortação a aspirar as coisas do Espírito, não as do Corpo. Mas é preciso entender com propriedade: “Corpo e Espírito”, na tradição judaica, não é a mesma coisa que “Carne e Alma” na nossa cultura. Corpo é a tendência do homem à realização de coisas ruins; Espírito é a tendência do homem à realização das coisas boas. (Corpo = Basar, Espírito = Ruah).

Independente desse conhecimento teológico advindo do Magistério da Igreja Católica, a mensagem é de tocar o coração. Empolga, e é atualíssima:

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos, 1não há mais condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus. 2Pois a lei do Espírito que dá a vida em Jesus Cristo te libertou da lei do pecado e da morte.
3Com efeito, aquilo que era impossível para a Lei, já que ela estava enfraquecida pela carne, Deus o realizou; tendo enviado seu próprio Filho numa condição semelhante àquela da humanidade pecadora, e por causa justamente do pecado, condenou o pecado em nossa condição humana, 4para que toda a justiça exigida pela Lei seja cumprida em nós que não procedemos segundo a carne, mas segundo o Espírito.
5Os que vivem segundo a carne aspiram pelas coisas da carne; os que vivem segundo o Espírito, aspiram pelas coisas do Espírito.
6Na verdade, as aspirações da carne levam à morte e as aspirações do Espírito levam à vida e à paz. 7Tudo isso, porque as tendências da carne são inimizade contra Deus: Não se submetem – nem poderiam submeter-se – à Lei de Deus.
8Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. 9Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós.
Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. 10Se, porém, Cristo está em vós, embora vosso corpo esteja ferido de morte por causa do pecado, vosso espírito está cheio de vida, graças à justiça. 11E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós.

– Sérios Problemas dos Volkswagen 1.0

Que “sinuca de bico” encontra-se a Volkswagen. Um “misterioso problema” nos veículos 1.0 modelos Gol, Voyage e Fox podem, vejam só, levar os clientes a TROCAR O MOTOR! Além desse recall inédito (seriam milhares de veículos), dever-se-á trocar os documentos, já que a troca de motor exige novo licenciamento!

Abaixo, extraído de: Último Segundo

Três modelos da Volks apresentam problema no motor

SÃO PAULO – Um problema misterioso no motor 1.0 flexível EA-111, da Volkswagen, está tirando o sono de proprietários dos modelos Gol, Voyage e Fox. A fabricante admite a existência de um defeito no propulsor, mas informa que ainda não conseguiu identificar do que se trata. 

“Divulgaremos um parecer sobre isso entre dois e três meses”, diz João Alvarez Filho, gerente executivo de Engenharia da Volkswagen do Brasil.

A montadora tem conhecimento de 300 casos, todos de carros equipados com motor 1.0. “Mas por não se tratar de um defeito que compromete a segurança, não faremos recall”, diz Alvarez, que afirma ter tomado conhecimento do defeito há dois meses e meio.

Segundo concessionários pode haver milhares de veículos com o problema. A maioria das queixas é em relação ao Gol 1.0, mas há casos também com Voyage e Fox, os outros carros equipados com o EA-111.

A falha é notada por barulho no motor. Nas autorizadas, se constata redução no nível de óleo, e em decorrência disso, outros problemas em diversos componentes.

Segundo a técnica do Procon-SP Márcia Christina Oliveira, o cliente pode exigir a troca de todo o motor, caso consiga provar que a substituição parcial vai desvalorizar seu veículo. “Mas a troca do carro eu acho improvável”, afirma ela. Por sua vez, Josué Rios, advogado especializado em direito do consumidor, diz que se o caso não for solucionado definitivamente após 30 dias, a fabricante tem de trocar o veículo por um novo.

Caso seja necessário trocar o motor do carro, é preciso também regularizar a documentação do veículo. E isso implica em custos. Para carros que já estiverem licenciados, a taxa é de R$ 122,05 e para os não licenciados, R$ 165,17.

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) informa que a mudança na documentação é necessária porque, na maioria dos casos, o número do chassi está gravado no motor. As informações são do “Jornal da Tarde”.

– Marina já sabe dirigir!

Com 7 meses e 20 dias, nova surpresa: nossa filha Marina Porcari já sabe dirigir!

Cuidado na estrada, menininha. Cadê o cinto de segurança? O papai já ensinou… 

– Boas iniciativas que merecem premiação!

Leio na Revista Saúde (outubro 2009, pg 58 e 59), que um candidato ao Prêmio Saúde, destinado às instituições que se destaquem no segmento de Medicina, é o Hospital Israelita Albert Einstein. Indicado para o prêmio “Saúde do Homem”, pelo uso do robô Da Vinci nas operações de próstata, com êxito total! Já pelo prêmio “Saúde da Mulher”, uma ação espetacular: o HIAE conseguiu reduzir na favela de Paraisópolis a incidência de gestações não-planejadas de 62,3% para 15,6%. Motivo: ORIENTAÇÃO! As mulheres carentes, pasmem, faziam uso errado de contraceptivos!

– Pesagem e Correria!

Amanhã, metade do quadro de árbitros da FPF será submetido a pesagem, medição de gordura e testes de monitoramento físico. Estarei lá (pista de Atletismo de Caieiras). A outra metade do quadro, só na semana que vem!

– Câmara de Jundiaí realizou Audiência Pública pelo Voto Aberto

Seria excesso de preciosismo manter voto secreto aos nossos vereadores, a fim de defender a independência nas votações? De todas as justificativas, nenhuma sinceramente me convence ser maior do que a TRANSPARÊNCIA. Abrir o voto dos legisladores é uma necessidade numa sociedade democrática e civilizada.

Texto do jornalista Reinaldo Oliveira:

Câmara de Jundiaí realizou Audiência Pública pelo Voto Aberto

 

A Câmara Municipal de Jundiaí sediou no dia 21 passado, uma Audiência Pública para apresentação de Proposta de Emenda à Lei Orgânica do Município nº 94, de autoria do vereador Paulo Sergio Martins (PV). O objetivo da Proposta é transformar em aberto o voto secreto, para deliberação dos edís quando de votação de veto do executivo. Todos os vereadores presente se manifestaram favoráveis à Proposta e, o primeiro teste para sua aprovação em definitivo já será na próxima sessão que acontece na próxima terça-feira, dia 27. De acordo com o autor da Proposta, em mais de 95% das cidades do Estado esse tipo de voto já é aberto. Ele espera que a aprovação seja sacramentada nas próximas sessões. Está bastante otimista, pois, além do apoio dos demais vereadores, também várias entidades da sociedade civil apóiam sua Proposta. Outro ponto bastante importante foi a presença de bom público presente na Audiência Pública.

– Concurso para Garis com Mestres e Doutores!

Chega a ser inacreditável: O concurso para garis (em SP, “lixeiros”), que ocorre no RJ (1400 vagas), possui 45 Doutores,  22 Mestres, 80 Especialistas e 1026 Bacharéis!

Em: http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos/0,,MUL1349960-9654,00-CONCURSO+PARA+GARI+NO+RIO+REGISTRA+INSCRICOES+DE+CANDIDATOS+COM+DOUTORADO.html

Concurso para gari no Rio registra 45 inscrições de candidatos com doutorado

Requisito são as quatro primeiras séries do nível fundamental.
A remuneração é de R$ 486,10 e há ticket refeição de R$ 237,90.

O concurso para 1,4 mil vagas de gari da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) do Rio de Janeiro recebeu, até a terça-feira (20), 109.193 inscrições. Entre os inscritos, 45 afirmaram ter doutorado, 22 mestrado e 80 pós-graduação, segundo registros da Comlurb. As inscrições encerram na sexta-feira (23).

As vagas serão preenchidas gradativamente durante o ano de 2010. A remuneração é de R$ 486,10, com direito a plano de saúde, ticket refeição, no valor mensal de R$ 237,90, e vale-transporte. Do total, 70 oportunidades são para deficientes

De acordo com os registros da Comlurb, apesar dos candidatos que se afirmaram doutores e mestres, a maioria dos inscritos afirma possuir o ensino fundamental: 57.455 candidatos.

Em segundo lugar vem o nível médio, com 47.385 inscrições, seguido do nível superior incompleto, com 3.180 canditatos. Há, ainda, 1.026 inscritos que afirmaram ter o nível superior completo.

Apesar de os dados serem curiosos, a Comlurb afirmou não ser possível saber se de fato o nível de escolaridade informado pelos candidatos é verdadeiro – o inscrito pode ter escolhido determinada opção por engano. O cargo exige que os candidatos tenham apenas as quatro primeiras séries do nivel fundamental.

A Comlurb disse, ainda, que não pode analisar o fato de pessoas com títutlo de doutorado terem se inscrito para o concurso. Segundo a entidade, trata-se de um fenômeno social.

Vagas

A jornada de trabalho é de 44 horas semanais. O concurso não terá prova escrita, somente testes físicos. A primeira etapa é composta de teste dinâmico de barra fixa para os candidatos do sexo masculino e teste estático de barra fixa para as candidatas do sexo feminino.A segunda etapa terá teste de flexão abdominal, teste de apoio de frente sobre o solo e teste de corrida de média distância para ambos os sexos. As duas etapas são de caráter eliminatório e classificatório.

 

Serão convocados para a segunda etapa os candidatos classificados até a posição de número 15.000.

A professora de educação física da Comlurb, Renata Targa, aconselha o candidato a começar a fazer teste de corrida pelo menos três vezes por semana e abdominais.

– Poesia, música e teatro em comemoração ao Dia do Poeta

POST POR COLABORAÇÃO DO JORNALISTA REINALDO OLIVEIRA:

Poesia, música e teatro em comemoração ao Dia do Poeta

 

O Dia Nacional do Poeta é comemorado no dia 20 de outubro. Em Jundiaí, além do Dia Nacional, os poetas são festejados também através do Dia Municipal do Poeta, que é promovido pela Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí através de concurso de poesias. Pois bem. No dia 20 passado, em sua 7ª edição, o concurso que neste ano teve mais de 300 poesias inscritas, selecionou as 53 melhores e fez uma bonita festa para a premiação. Foi uma tarde bastante alegre e feliz, onde na sede da Associação, mais de 190 pessoas estiveram presentes e em momentos bastante felizes apreciaram apresentações de teatro, belo show musical e claro, muita poesia. Da premiação constou menção honrosa para três participantes e prêmios às cinco melhores poesias, sendo a campeã a poetisa Aida Radanovic Vieira com a poesia “Vila Rio Branco”, uma ode à lembrança de bons tempos vividos saudosamente na referida Vila.

 

O presidente da AAPJ, Edegar de Assis agradeceu a todos que participaram do concurso, cuja solenidade teve a presença de várias autoridades do município como a Secretária Municipal de Cultura, Penha Maria Camunha Martins. Na organização e Comissão Julgadora a sempre atuante escritora e poetisa Júlia Fernandes Heimann. As 53 poesias selecionadas

– Gays X Mulçumanos entre 4 Linhas

Amigos, a matéria é bem escrita pelo jornalista Juliano Machado e a compartilho:

EM CAMPO, O PRECONCEITO

O choque entre religião e homossexualidade entrou em campo na França. O clube de futebol Créteil Bébel, formado por jogadores muçulmanos, recusou-se a enfrentar o Paris FootGay, que reúne homossexuais e simpatizantes da causa gay. O Créteil Bébel alegou “uma questão de princípios” para não jogar. O clube foi excluído da liga local.

(Extraído da Revista Época, ed596 de 19/10/2009)

A FIFA levanta a bandeira contra o preconceito racial através da campanha SAY NO RACISM. Será que os preconceitos religiosos e sexuais poderão aflorar em breve?

– Labirintite em último grau…

Amigos, se ontem eu estava ruim com uma crise de Labirintite… hoje, terça, estou pior!

Estou trabalhando por ser teimoso, mas até que hora será possível… ah, isso é outra história.

Se não receberem mais emails meus, saibam que é porque já estou em outra! rsrsrs… Brincadeira, ok?

– Na Inglaterra, Árbitro não Sofre “Geladeira”

Mike Jones, o árbitro que validou o “gol balão” na Inglaterra (clique aqui para conhecer a história), não sofrerá punição pela Comissão de Árbitros local. Segundo o UOL (citação clicando ao lado), ele já foi escalado para a próxima rodada do Campeonato Inglês e apitará na Segunda Divisão, a fim de manter o ritmo de jogo após a fatalidade.

Detalhe: o Liverpool, grande prejudicado, resolveu não pedir a anulação da partida (possível, já que o lance foi um erro de direito).

Outra cultura, não?

– Fé para acabar com as brigas entre os pais!

Comovente a história do garoto Jefferson, de 11 anos. Ele viajou escondido entre um pneu e o para-lamas de um ônibus por 550 km (entre Sales e Aparecida), no último feriado, para pedir a Nossa Senhora para que os pais deixassem de brigar. Após 9 horas de viagem, foi descoberto e devolvido aos pais. A mãe disse que “não há mais brigas em casa”.

Pedido atendido, vergonha na cara dos pais e comoção. Um misto de coisas para se definir como milagre…

– A Cueca do Suplicy

Nesta semana, a pedido do “Pânico na TV” através de Sabrina Sato, o senador Eduardo Suplicy vestiu uma cueca vermelha sobre o terno e imitou o Superman, correndo sonsamente com os braços abertos pelo Senado. Arrependido, Suplicy pediu para a RedeTv não exibir as imagens no último domingo.

Senador é representante do povo. É sênior, maduro, ponderado… Suplicy não está se encaixando nesse quesito. está cada vez mais se infantilizando!

Extraído da Folha de São Paulo, pg A2 – Opinião, por Fernando de Barros e Silva

A CUECA DO SUPLICY

SÃO PAULO – Além de país da piada pronta, agora somos o país da piada ao contrário: o “Pânico na TV” decidiu proteger Eduardo Suplicy de si mesmo. A pedido do senador, o programa humorístico exibido domingo à noite concordou em retirar do ar a cena em que ele, vestindo uma cueca vermelha sobre o terno, corria imitando o Super-Homem pelo salão azul do Senado.
O espírito cívico de Sabrina Sato e sua turma deu chance para que o corregedor da Casa, Romeu Tuma, se apressasse em fazer aquilo de que mais gosta: arquivar investigações contra os colegas. Salvo também pelo “Pânico”, o xerife, desta vez, foi poupado de vexame maior.
Sim, porque a cena de Suplicy com a cueca vermelha é obviamente ridícula e inadequada, mas sugerir, no Senado de José Sarney, dos atos secretos e dos compadrios descarados, que brincar de Super-Homem configure quebra de decoro parece -aí sim- piada de salão.
Não será se agarrando ao moralismo mais tacanho que os senadores irão reparar seu notório descaso pela moralidade pública. E não foi por causa dos talentos artísticos de Suplicy que o Congresso -e em particular o Senado- se tornou parada obrigatória do “Pânico”.
De resto, é muito ilustrativo dos hábitos machistas que vários dos marmanjos eleitos ali se prestem ao papel de assistentes de palco de Sabrina Sato, desempenhando sorridentes diante das câmeras os números mais lamentáveis.
Suplicy, nesse aspecto, se beneficia da fama de sonso. Há quem o considere uma presa fácil da mídia, mas também quem aponte sua habilidade para atrair as atenções sobre si. Em qualquer caso, o senador do PT lembra uma criança grande.
Ele talvez seja o Brás Cubas do Senado. A renda mínima é seu emplastro, sua ideia fixa, o brinquedo da sua vida. Da cueca às políticas públicas, tudo parece se infantilizar e assumir feições lúdicas nas mãos de Suplicy. Deixemos Eduardinho brincar de super-herói com sua amiguinha. Que mal há nisso?

– Venezuela, Mercosul e Balança Comercial

A Venezuela quer entrar no Mercosul. Para isso, tem que ter aceite de todos os países-membros.

Tudo bem que o hermano Hugo Chaves não é confiável. Mas sabem como está a balança comercial entre Venezuela X Brasil? No ano 2000, tínhamos déficit de 600 milhões de dólares. Ou seja, importávamos mais do que exportávamos. Hoje, temos superávit de 4,6 bilhões de dólares! Cerca de 29% do saldo da balança comercial brasileira (números da Revista Carta Capital, pg 18, 14/10/2009, por Maurício Dias)!

Não dá para desprezar os petrodólares venezuelanos.

– “Bom Dia” é o novo dono do “Diário de SP”

Grande negócio entre os jornais! O Bom Dia, do mesmo grupo de comunicação da TV Tem e Traffic, entre outros (do empresário J. Hawilla), comprou o Diário de São Paulo (antigo Diário Popular, e que pertencia a Rede Globo – A Globo queria transformar o jornal em 3o. maior de São Paulo e duplicar sua tiragem, o que não aconteceu).

Em: Último Segundo – IG 

J HAWILLA COMPRA DIÁRIO DE SÃO PAULO

O jornal que nasceu abolicionista e republicano em outubro de 1884, quando São Paulo era apenas uma pequena província, sob o nome de Diário Popular e que, depois de mais de um século e diferentes proprietários foi rebatizado Diário de S. Paulo, mudou de mãos.

O novo dono é o empresário e jornalista José Hawilla, que tem negócios na área de marketing esportivo, com a empresa Traffic, controla a TV Tem, afiliada da Rede Globo, e também a Rede Bom Dia, que edita jornais em cidades do interior de São Paulo.

Desde 2001, quando teve o nome trocado para Diário de S.Paulo, o jornal pertencia às Organizações Globo, companhia que controla a maior rede de empresas de comunicação do País, entre as quais a Rede Globo de televisão. O valor da operação não foi revelado. Mas, segundo estimativas, o valor pago ficou pouco acima de R$ 100 milhões – valor bem inferior ao pago pela própria Globo ao adquirir o jornal do ex-governador paulista Orestes Quércia, o penúltimo dono. Na época, os valores também não foram revelados, mas a compra foi avaliada em R$ 180 milhões.

Em comunicado divulgado no final da tarde de ontem, a Infoglobo, empresa que administra os produtos editoriais das Organizações Globo, informou que a decisão de venda foi motivada por uma proposta apresentada por J. Hawilla. A companhia da família Marinho, dona da Globo, mantém parceria há sete anos com o empresário por meio da TV Tem, que mantém quatro emissoras afiliadas da Globo que abrangem 318 cidades. Já a rede de jornais Bom Dia é composta por nove jornais diários que circulam em 100 cidades. As edições são preparadas nos municípios de Jundiaí, Bauru, Sorocaba e São José do Rio Preto e distribuídas por franquias em Osasco, região do ABC paulista, Marília, Catanduva e Fernandópolis. No total, a Rede Bom Dia atingiu tiragem de 19.171 exemplares em agosto deste ano, segundo dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC).

“A Traffic reconhece o grande valor da marca Diário de S. Paulo e pretende utilizá-la, juntamente com os demais ativos, na expansão territorial e ampliação da relevância de sua rede no mercado paulista”, diz o comunicado. No mesmo documento, o diretor-geral da Infoglobo, Paulo Novis, diz que “a oportunidade da venda dos ativos relacionados ao título Diário de S. Paulo está em linha com a estratégia da empresa de focar seus esforços nas áreas e segmentos onde é líder inconteste e ampliar investimentos em novos negócios analógicos e digitais”.

Com o Diário de S. Paulo, a rede de J. Hawilla chega à capital, onde não atuava e onde a disputa é bem mais acirrada. Executivos do meio publicitário e consultores do mercado dizem que o empresário tem intenção de alterar a atual linha editorial da publicação, hoje de cunho mais popular, para com isso ampliar seu público e concorrer com títulos tradicionais do mercado paulistano no segmento, como o Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo.

Hawilla confirma seu interesse em mexer no jornal, desde o design até o público-alvo, mas diz que não vai focar no público de maior poder aquisitivo. “Quero tornar o jornal competitivo, mas vai continuar sendo popular, embora um popular mais qualificado”, diz. Por enquanto, a equipe de 380 funcionários do jornal não deve ser alterada.

O empresário não estaria só motivado pelo bom momento vivido pelo setor jornalístico no Brasil, com novos títulos na praça, como o caso do recém-lançado Brasil Econômico. Hawilla faz questão de enfatizar: “Continuo acreditando em jornal impresso. Não acho que vai acabar. Não vai sofrer enfarte. Vai encontrar espaço em meio aos outros canais de comunicação.” 

INSUCESSO
Na época da compra do Diário Popular, a Infoglobo, que detém os jornais O Globo e Extra, ambos no Rio de Janeiro, comunicou a intenção de atingir uma tiragem média de 300 mil exemplares com o jornal que, então, detinha uma tiragem média declarada de 125 mil exemplares. Mas não chegou nem perto disso. O último dado disponível do Instituto Verificador de Circulação (IVC) informa que o Diário de S. Paulo, em agosto de 2009, teve tiragem de 54.969 exemplares.
 

 

– Gol com tabela entre… as Bolas!

O que é pior? Duas bolas em campo na hora que sai o gol ou o árbitro que não conhece regras e valida uma suposta “tabelinha” entre as redondas?

Por incrível que possa parecer, isso aconteceu duplamente na partida Sunderland X Liverpool, pela Premier League, neste final de semana! Na oportunidade, na hora em que o goleiro do Liverpool defenderia um chute a gol, uma segunda bola foi jogada em campo; esta bateu na bola que iria ser defendida, desviou-a e entrou na meta! Detalhe: o árbitro, erroneamente, não considerou a bola como um corpo estranho mas como um corpo neutro, e validou o gol. Erro grosseiro…

Veja o lance, clicando em: http://videos.sapo.pt/ZMR90G6sOSljv5FV9jFH

(Na imagem da primeira câmera, você nem percebe a segunda bola; mas nos outros dois ângulos, você se assusta com o desconhecimento da Regra do Jogo por parte do quarteto de arbitragem!

– O Produto Encolheu!

Grandes empresas têm reduzido suas embalagens, e às vezes, o preço não corresponde à proporcional redução. Chocolates Nestlè, Unilever e outras têm se utilizado desse expediente. Outras, reduzem os custos da embalagem. Até onde os clientes se importam com isso?

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0950/marketing/produto-encolheu-492827.html

O PRODUTO ENCOLHEU, por Melina Costa

Empresas reduzem as embalagens e mudam as fórmulas de produtos para cortar custos. A questão agora é convencer o consumidor de que isso também é vantajoso para ele.

Um olhar atento às gôndolas dos supermercados brasileiros revela a tendência: as embalagens dos produtos de consumo têm passado por um sucessivo processo de encolhimento. Primeiro elas diminuíram para atender à necessidade das novas famílias brasileiras, com menos filhos. Depois, encolheram para se encaixar nos orçamentos mais apertados dos consumidores emergentes da classe C. Agora, vivemos uma espécie de terceira onda de redução. Motivadas pelo apelo ecológico e pela necessidade de corte de custos, as empresas voltaram a diminuir as medidas de suas embalagens, que chegam a ocupar apenas um quarto do volume que ocupavam antes. Em alguns casos, a redução acontece com uma solução de design, sem que as quantidades sejam alteradas. Em outros, o produto é reformulado de tal maneira que, mesmo em versão compacta, tem o mesmo desempenho do original. Na vanguarda desse processo estão algumas das maiores empresas de bens de consumo do mundo, como Unilever e Procter&Gamble. Ambas já colocaram sua estrutura de inovação a serviço da redução e, recentemente, lançaram os produtos “liliputianos” no Brasil. Até o início de 2010, cinco grandes fabricantes de bens de consumo devem colocar nos supermercados brasileiros versões mais compactas de seus produtos. “Os fabricantes que já haviam reduzido suas embalagens ao limite mínimo passaram a alterar a formulação dos produtos para que ocupem menos espaço”, diz Luciana Pellegrino, diretora da Associação Brasileira de Embalagens.

Por trás dessa tendência há uma crescente preocupação com a eliminação do desperdício de matérias-primas. À frente desse movimento, estão colossos como o maior varejista do planeta, a rede Wal-Mart, que desde 2005 adotou o discurso verde como peça de resistência de sua estratégia de marketing. Há dois meses, a operação brasileira do Wal-Mart convocou alguns de seus fornecedores a diminuir em 5% o uso de material em caixas e pacotes até 2013. “Como contrapartida, damos mais visibilidade a esses produtos”, diz Daniela de Fiori, vice-presidente de sustentabilidade da rede no Brasil. A demanda de varejistas como o Wal-Mart está de certa forma casada a políticas ambientais de vários de seus fornecedores globais. É o caso da Coca-Cola. A empresa acaba de lançar no país uma versão compacta de sua garrafa de vidro com capacidade de 290 mililitros. Apenas com mudanças no desenho da embalagem, a Coca-Cola conseguiu reduzir 25% da quantidade de vidro utilizado sem alterar o volume de bebida oferecido ao consumidor.

Há o apelo ecológico. E há também, por trás da redução das embalagens, uma disputa cada vez mais acirrada por espaço no varejo. As prateleiras continuaram as mesmas, enquanto o número de produtos oferecidos pela indústria não parou de aumentar nos últimos anos. Apenas na categoria xampus, o número de marcas e variações disponíveis no mercado brasileiro passou de 3 000, em 2006, para quase 5 000 hoje, segundo dados da consultoria LatinPanel. Em um cenário assim, cada centímetro é precioso. A Procter&Gamble enfrenta um problema de espaço especialmente complicado. A empresa é uma das principais fabricantes de fraldas descartáveis, produto volumoso e cuja preferência do consumidor recai justamente por pacotões econômicos, com mais de 20 unidades. No final do ano passado, a P&G lançou uma versão 20% mais compacta de sua marca Pampers Noturna, graças ao desenvolvimento de um gel superabsorvente que eliminou parte do recheio das fraldas. “Com isso, conseguimos colocar mais produtos no mesmo espaço”, diz Paulo Koelle, diretor de marketing da multinacional.

O entusiasmo das empresas com as versões compactas dos produtos se explica pela combinação de vantagens que a redução proporciona. Garrafas, caixas e pacotes menores significam menos gastos com insumos para produzi-los e mais economia com transporte e estocagem. No ano passado, a Unilever lançou uma versão concentrada do amaciante de roupas Comfort, que permitiu a redução de sua garrafa de 2 litros para 500 mililitros. Segundo os cálculos da empresa, o novo produto permitirá uma economia anual de 1 600 toneladas de plástico e a utilização de apenas um terço dos caminhões anteriormente usados para o transporte. O grande esforço da Unilever, após o lançamento, tem sido convencer o consumidor de que o novo potinho é melhor do que o velho garrafão. A empresa já investiu 15 milhões de reais em marketing para explicar que o Comfort Concentrado rende o mesmo que o amaciante tradicional e, até o final ano, investirá outros 17 milhões de reais para explicar as economias geradas pela embalagem diminuta e mostrar que o produto custa menos que o tradicional. “Estamos introduzindo um conceito novo e sabemos que levaremos tempo para educar o consumidor”, diz Priya Patel, diretora de marketing da Unilever. No que depender das grandes empresas de consumo, o futuro será cada vez mais das embalagens pequenas.

– A Semana em Defesa da Vida foi um Sucesso em Jundiaí

Há um ano, tivemos oportunidade de falar de Santa Gianna Beretta Molla em comemoração ao Dia do Nacituro (clique aqui para Santa Gianna e Nacituro). Em Jundiaí, esse dia felizmente tem ganhado cada vez mais importância, sendo destaque a “Semana em Defesa da Vida”! Veja como foram as atividades:

SEMANA EM DEFESA DA VIDA CONQUISTA AVANÇOS EM JUNDIAÍ

por Reinaldo Oliveira

Instituída em 2005 pela CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Semana da Vida tornou-se um período de reflexão sobre o sentido e o valor da vida como dom de Deus. Em Jundiaí de 01 a 07 de outubro, em todas as paróquias da Diocese, foi celebrada a Semana da Vida. Além das celebrações nas paróquias, também eventos especiais que falaram a respeito do valor à vida, foram programados, contando com participação de grande número de fiéis. Nos dias 05 e 06, no auditório da Cúria foram realizados dois encontros, onde a Mestra em Ciências da Família sobre a Teologia do Corpo, Julie Maria de Lauriano Silva, falou sobre o tema “Catequese de João Paulo II sobre o Amor Humano”. Também no dia 06, na sessão da Câmara Municipal de Jundiaí, o administrador diocesano – padre Joaquim Wladimir Lopes Dias participou da sessão do Legislativo, onde apresentou e fez a leitura de um documento em Defesa da Vida, e reafirmou a importância da arquivação em definitivo do Projeto de Lei 1135/91, que propõe a legalização do aborto no Brasil. Nesta sessão foi aprovado um Projeto de Lei que criou em Jundiaí “A Semana em Defesa da Vida e dos Valores Humanos”. No dia 08 de outubro, comemorando o “Dia do Nascituro”, as paróquias da Diocese fizeram celebrações solenes dedicando mensagens e bênção especial às gestantes. Ainda neste dia na Câmara Municipal de Várzea Paulista foi realizado o Dia Municipal do Nascituro, com debate sobre as considerações jurídicas sobre o tema, valores cristãos, éticos e morais e sobre as conseqüências do aborto na sociedade. Na cidade de Itupeva, também a Câmara Municipal, em votação por unanimidade do Projeto de Lei nº 403, promulgou a Lei Municipal nº 1747, de 24 de agosto de 2009, instituindo no calendário do município o dia 08 de outubro como o Dia do Nascituro. É importante que a sociedade como um todo, em vista de movimentos que atentam contra a vida e a dignidade humana, esteja alerta e conscientemente lute em defesa da vida, de valores cristãos, éticos e morais.  

– Butiques de Ensino: as Faculdades Premium

No máximo 50 alunos por salas, professores atuando no mercado de trabalho, poucos e bons cursos. Mensalidades caras, lógico. Esse é o panorama das “faculdades-butiques”, assim chamadas pela Revista Veja desta semana. Abaixo, a matéria que fala a respeito das faculdades premium:

Extraído de: http://veja.abril.com.br/211009/butiques-ensino-p-140.shtml

BUTIQUES DE ENSINO

Poucos alunos, instalações de primeira e preço nas alturas. Essa é a fórmula de um grupo de faculdades que já figuram entre as melhores do país.

por Cintia Borsato e Renata Betti

Está se consolidando no ensino superior brasileiro um gênero de instituição que já ganhou até apelido: a faculdade-butique. O termo talvez remeta à ideia de mau ensino, mas não é disso que se trata – pelo contrário. Assim como na hotelaria, que já adota essa terminologia há tempos, as faculdades-butique se ancoram na ideia da exclusividade: têm número reduzido de cursos, turmas pequenas, instalações de primeira e mensalidades nas alturas. Um ranking recém-divulgado, com base em dados do Ministério da Educação, mostra que, entre as 21 melhores instituições de ensino superior do país – as únicas com nota máxima no ranking oficial, de um total de 2 000 –, dez se enquadram nessa categoria. Na aferição, que considera variáveis tais como desempenho dos alunos, nível dos professores e produção acadêmica das instituições, as “butiques” chegam a superar boas universidades públicas do país. Algumas delas não são exatamente novas – a exemplo da Fundação Getulio Vargas, que encabeça o ranking nacional. Fundada em 1944, pode-se dizer que ela foi precursora no Brasil de um gênero que, só agora, começa a se fazer presente de maneira mais visível. Ao lado da FGV, aparecem nomes bem menos conhecidos, como o gaúcho Instituto Superior de Educação Ivoti, campeão em pedagogia, e a Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, de Campinas. Aberta há apenas seis anos, é a melhor de odontologia do país.

O vestibular dessas faculdades chega a ser tão concorrido quanto o da USP ou o da Unicamp. Pela peneira, só passam os bons alunos – aqueles que teriam ótimas chances de ingressar numa universidade pública. O que os faz, então, optar por uma faculdade privada pela qual pagam até 2 500 reais por mês? Parte da resposta está na ligação mais estreita que as instituições destacadas pelo MEC costumam ter com o mercado de trabalho. Numa faculdade como a Facamp, de Campinas, outra do ranking, 95% dos professores têm emprego nas áreas em que lecionam (ao passo que em universidades públicas o número gira em torno de 20%). Isso os torna aptos a trazer para classes como a da estudante de direito Laura de Macedo, 19 anos, uma visão bem prática. “Não queria um curso muito teórico”, diz ela, que, amparada financeiramente pelos pais, levou isso em conta ao desistir de cursar uma faculdade pública. Os alunos formados nas faculdades-butique são cobiçados pelas grandes empresas – onde levam, em geral, não mais que três meses para arranjar emprego, enquanto a média para os recém-formados é de um ano, de acordo com a Companhia de Talentos, especializada em recrutamento. “As empresas vão à caça desses jovens”, diz Sofia Esteves, à frente da consultoria, fazendo uma ressalva: “Como na universidade só convivem com colegas de perfil semelhante, às vezes têm dificuldade em se adaptar ao ambiente mais diversificado das empresas. Falta-lhes jogo de cintura”.

O fenômeno das instituições menores e especializadas surge na contramão de uma tendência que vem se acentuando no Brasil desde a década de 60. De lá para cá, as universidades públicas – praticamente as únicas existentes no país até os anos 90 – foram se agigantando com o objetivo de suprir a altíssima demanda brasileira por ensino superior. Numa frente mais recente, o governo também deu incentivos para que as faculdades privadas expandissem sua oferta de cursos para além dos oito que, segundo a lei, são o mínimo necessário para que uma instituição de ensino superior possa pleitear o status de universidade. Avalia Claudio de Moura Castro, articulista de VEJA e especialista em educação: “É difícil preservar a excelência em grande escala. O resultado para o ensino não é bom”. Nos Estados Unidos, mesmo universidades que não são exatamente pequenas nem especializadas numa única área, como Harvard e Yale, não chegam a ter mais do que 15 000 alunos – algo como um terço do que têm as grandes universidades brasileiras – e se beneficiam disso. Por razões óbvias: em modelos mais enxutos, é naturalmente mais fácil zelar pelo padrão do ensino. No Brasil, a Faculdade São Leopoldo Mandic é um exemplo extremo disso. Seus 130 alunos têm aulas com cinquenta doutores em odontologia, um deles o próprio dono, José Luiz Junqueira, 58 anos, dentista desde os 21. “Quem não ama falar sobre obturações e canais dentários é tratado aqui como ET”, diz ele.  

Nos Estados Unidos e em alguns dos países da Europa, núcleos universitários desse tipo prosperaram há mais de um século. Como no caso brasileiro, eles são uma minoria – mas se encarregam bem da tarefa de formar um grupo de profissionais de alto padrão em áreas diversas. Algo que não fará mal ao Brasil. Suprir a demanda por gente qualificada é imperativo numa economia que se pretende moderna e globalizada. “Um bom conjunto de universidades é pré-requisito básico para qualquer país inovar e enriquecer”, diz o economista Maílson da Nóbrega. Os números do MEC mostram que, para a maior parte do ensino superior brasileiro, falta ainda um longo caminho até a excelência acadêmica. As faculdades-butique são bem-vindas.

– Red Bull: o Brasil é como uma Droga!

Hoje é dia de Fórmula 1 em Interlagos! Mas não é de dentro das pistas que quero falar. É sobre a RBR e sua página virtual.

Vocês viram a impressão da escuderia Red Bull Racing sobre o Brasil, relatada em seu site oficial? É um guia com orientações e observações. Meio que engraçado e de duplo sentido, compara o Brasil com uma boa droga. Mas o termo “droga” foi infeliz… lembra narcóticos, vícios e delírio indevido!

Extraído de: http://esportes.terra.com.br/automobilismo/formula1/2009/interna/0,,OI4032965-EI12988,00-Em+site+oficial+Red+Bull+diz+que+Brasil+e+como+uma+droga.html

EM SEU SITE, RED BULL DIZ QUE BRASIL É “COMO UMA DROGA”

“Brasil é como uma droga que a Fórmula 1 não se cansa”. Assim começa o artigo divulgado no site da equipe Red Bull nesta sexta-feira. O portal lançou a campanha “apenas diga não” e traz um guia de sobrevivência na cidade de São Paulo durante o GP de Interlagos.

O texto diz que através dos anos, a Fórmula 1 aprendeu a apreciar as facilidades do paddock, mas que é para apenas dizer não, como para qualquer droga.

Foi feita também uma lista de perguntas em que a resposta deve ser negativa. Entre as questões estão:

“é um rolex de verdade?”,

minha mulher vai acreditar que esse fio dental usado é um presente para ela?“,

gostaria de beber a oitava caipirinha?”,

devo parar no sinal vermelho?”,

é uma mulher de verdade?”,

quer que eu estacione seu carro?”

O comunicado ainda lembrou que esta não é a última corrida da temporada, como aconteceu nos últimos anos.

– Kindle: Você ainda terá um?

Chegará em breve no Brasil o Kindle, um leitor de livros eletrônico. A novidade é um sucesso há 2 anos nos Estados Unidos, e seu fabricante, a loja virtual Amazon, promete revolucionar aqui também.

Hoje, a cada 100 livros vendidos nos EUA, 52 “são de papéis” e 48 digitais, ou seja, para esses leitores eletrônicos. Pudera, cada aparelho, do tamanho de um gibi, pode armazenar 200 mil livros! É uma biblioteca na palma da mão.

Confesso que particularmente acho sem graça. Primeiro, porque gosto do formato de papel, é charmoso e prático. Segundo, pois detesto ler em telas e não gosto da tecnologia “Touch”, onde se deve usar com o toque dos dedos na tela. É que o meu dedo é “gordinho”, e sempre me dou mal com esses equipamentos.

Diferente da evolução ds LPs para CDs e Ipod’s, agora não há inovação, mas um outro produto a ser fabricado. Aguademos a aceitação no Brasil!

Em: http://veja.abril.com.br/141009/brasil-rota-kindle-p-104.shtml

O BRASIL NA ROTA DO KINDLE

Antes que nos lancemos às especulações sobre o futuro do livro digital é preciso fazer um exercício que se tornou clássico. Esse exercício analisa o livro comum impresso em papel do ponto de vista do mais exigente usuário do universo. Ele diria que se trata de um produto que funciona sem bateria, dispensa o manual do usuário, suporta quedas, é barato e pode ser substituído a um custo mínimo. É, portanto, uma invenção tecnologicamente perfeita. Não por acaso, atravessou mais de quinhentos anos de história como o mais simples e prático instrumento para o registro e a transmissão de ideias. Mas, mesmo com todas essas imbatíveis características, o livro evolui. A cara mais conhecida dessa evolução, que começa a ser vendida aos brasileiros na próxima semana, é o Kindle, da Amazon, um leitor digital de textos que já vendeu mais de 1 milhão de unidades nos Estados Unidos. O Kindle, cujo nome deriva dos verbos acender e iluminar em inglês, passará a ser vendido em 99 países, além do Brasil. Tecnicamente é um “e-reader”, ou leitor eletrônico. Seu fabricante, a Amazon, é um gigante do comércio varejista na web. Ela é maior do que seus três principais concorrentes somados. A versão que chega ao Brasil custará 279 dólares e só poderá ser comprada no site da Amazon. Acrescidos os impostos de importação e frete, chega-se a uma conta final equivalente em moeda brasileira a 585 dólares – 1 016 reais na sexta-feira passada. “Estamos animadíssimos. Não sabemos quanto nossas vendas aumentarão, mas nosso alvo imediato são os 90 milhões de consumidores da amazon.com que já temos espalhados pelo mundo. Esse é um número considerável”, disse a VEJA Jeff Bezos, o presidente e fundador da superloja virtual.

De posse do Kindle, o usuário brasileiro terá acesso sem fio ao estoque de mais de 200.000 livros digitalizados à venda no site da Amazon. O aparelho se conecta automaticamente a uma rede de telefonia celular 3G, a mais rápida. Na ausência do sinal mais veloz, o Kindle se conecta pela segunda melhor opção, o Edge. A ligação não é gratuita, mas seu custo está embutido no preço do livro, que deverá ser pago com um cartão de crédito internacional na transação eletrônica aferida pelo próprio site da Amazon. O limite de tempo gasto para baixar o livro no Kindle é de sessenta segundos. A estante digital da Amazon já oferece também revistas e jornais. Adicionalmente, o usuário pode transferir para seu aparelho conectado a um computador quaisquer arquivos gravados em PDF – a sigla de Portable Document File –, um formato-padrão pré-instalado na imensa maioria dos PCs. Para carregar arquivos de outros formatos, a Amazon oferece ao usuário um serviço em que ele envia por e-mail para a empresa um documento qualquer e ela o devolve com a formatação correta, para ser lido pelo Kindle. Para receber o arquivo por e-mail e fazer a transferência para o leitor, o serviço é gratuito. Quem desejar receber o arquivo pela rede 3G ou pelo Edge diretamente no e-reader pagará uma taxa de pouco mais de 1 dólar.

A oferta de e-books, como são chamados em inglês os livros digitais oferecidos via internet, cresce exponencialmente, o que é uma comodidade para o usuário, mas uma grande preocupação para os editores brasileiros de livros de papel (veja quadro). A Amazon lidera esse mercado, que avança rapidamente. Em setembro passado, O Símbolo Perdido, o novo título de Dan Brown, autor do best-seller O Código Da Vinci, foi lançado em formato digital e no tradicional impresso. O digital vendeu mais do que o livro de papel. No início do ano, as versões eletrônicas de livros representavam 13% dos títulos comercializados pela Amazon. Em maio, esse número chegou a 35% e, agora, passa dos 48%. Dados da Associação Americana de Editores (AAP) corroboram o avanço. Indicam que as vendas de e-books somaram 20 milhões de dólares em 2003, ante 113 milhões de dólares em 2008. O aumento nesse período foi de 465%. Só no primeiro semestre de 2009, o crescimento foi de 150%. “Hoje, os e-books representam apenas 1% do mercado, mas não tenho dúvida de que esse ritmo de crescimento vai incentivar todo o setor a mergulhar nessa tecnologia”, disse a VEJA Edward McCoyd, diretor da AAP, em Nova York.

Entusiasmo semelhante percebe-se na produção de e-readers. Eles se multiplicam – e se diversificam. A Amazon tem o Kindle internacional, com tela de 15,2 centímetros, e o DX, vendido nos Estados Unidos, com monitor de 24,6 centímetros. O trunfo de ambos é a conexão wireless por rede 3G com a imensa biblioteca virtual da empresa (nos Estados Unidos, são 350 000 títulos). A companhia não divulga números de vendas de seus produtos, mas uma estimativa do analista Mark Mahaney, do Citigroup, mostra que foram comercializados 500 000 Kindles em 2008. Neste ano, mesmo sem o avanço internacional, devem dobrar. Em agosto, a Sony anunciou o lançamento de três modelos numa só tacada. Dois deles têm tela sensível ao toque (touch screen). A japonesa Fujitsu vende no Japão um e-reader com tela colorida. Os problemas são o preço (mais de 1 000 dólares) e o reflexo que incide sobre o monitor. Marcas como Samsung, Asus (que criou o primeiro netbook comercial), Plastic Logic, iREX e até mesmo genéricos chineses também estão entrando nesse ramo. Em 2009, devem ser vendidos 3 milhões de e-readers. Em 2014, tal cota pode atingir a casa dos 30 milhões.

Há forte expectativa de que a Apple também lance um produto para a leitura de livros, mas parecido com um tablet (computador com tela touch screen). Steve Jobs tem desmentido com veemência tal possibilidade – o que, na prática, não significa muito. Recentemente, os rumores sobre o novo produto da empresa recrudesceram depois que a companhia registrou a patente número 20080204426, nos Estados Unidos, de um sistema que “simula uma página sendo virada em uma tela a partir do movimento de um dedo”, como num livro de átomos. O Google é outro gigante firme nesse páreo. Ele não tem um produto, mas 1,5 milhão de livros digitalizados. Detalhe: quer chegar a 5 milhões em meados de 2010.

O problema dessa leva de concorrentes é a própria Amazon. Um dos poucos sobreviventes da bolha da internet, que explodiu em 2000, a Amazon tem um chefe, Bezos, obstinado e duríssimo na queda. Hoje, posicionou-se no mercado editorial de maneira impressionante – e abrangente. Tem dois serviços, o BookSurge e o CreateSpace, que permitem a impressão de títulos sob demanda e auxiliam autores, cineastas e músicos a produzir, divulgar e distribuir suas obras. Somente em 2008, a Amazon comprou a Audible.com, uma empresa de audiolivros, a AbeBooks, uma espécie de sebo on-line, e a Shelfari, uma rede social de leitores assíduos. Em abril, adquiriu a Lexcycle, que criou o Stanza, um aplicativo para a leitura de livros no iPhone. Tem ainda um programa chamado AmazonEncore. Com base nas vendas do site da companhia, ele identifica livros com bom potencial de vendas e os imprime numa nova edição. É uma espécie de caça-talentos cuja peneira é feita eletronicamente. O Encore, no limite, representa uma nova forma de intermediação entre o público e a obra, com base em informações fornecidas diretamente pela audiência.

– Deus: um Cabo Eleitoral

Intrigante, instigante e impressionante a matéria da Revista CartaCapital de 14/10/2009, páginas 32-37, por Gilberto Nascimento, sobre o título: “Que se cuidem os infiéis – um Deus cabo eleitoral“.

Nela, mostra-se como o eleitorado e os candidatos se relacionam em questões politico-religiosas, as diferentes profissões de fé frente as candidaturas de seus membros e como pode ocorrer virtudes e desvios dessa combinação explosiva. Ainda, a influência da mídia religiosa televisa e até um mal-estar envolvendo Sílvio Santos!

Independente da crença, vale a pena refletir (com todos os cuidados para não se ferir o foro intímo de cada um) sobre o tema:

QUE SE CUIDEM OS INFIÉIS

Um novo coronelismo eletrônico começa a tomar corpo no Brasil. Ele se espelha na velha estratégia de associar o controle dos meios de comunicação ao poder político, à moda de clãs como os Sarney, no Maranhão, e os Magalhães, na Bahia. Com uma diferença: os movimentos têm como pano de fundo a fé religiosa. 

Nunca antes grupos – sejam evangélicos, sejam católicos – acumularam tanta influência na mídia. E nunca trabalharam tão claramente para eleger diretamente deputados, senadores e governadores ou apoiar candidatos identificados com suas ideias e projetos, que incluem a oposição ao aborto e à união homossexual, para citar dois casos no campo dos direitos civis. “O deputado-pastor ou deputado-bispo tem a sua eleição garantida pela hierarquia religiosa que o escolhe, mas tem por função defender todo e qualquer interesse que envolva a sua agremiação religiosa. O seu mandato não é dos eleitores, mas daqueles que o colocam no Parlamento. Ele deve prestar contas somente a quem o indicou”, constata o presbiteriano Leonildo Silveira Campos, professor de pós-graduação em Ciências da Religião na Universidade Metodista. 

“Na Câmara, os representantes das igrejas vão defender os valores considerados legítimos por elas, como o combate ao aborto, e os interesses das corporações religiosas no campo da comunicação”, acrescenta Campos, autor do estudo Evangélicos e Mídia no Brasil – Uma história de acertos e desacertos. 

Igrejas evangélicas como a Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça, Mundial do Poder de Deus e Assembleia de Deus e os movimentos ligados à Renovação Carismática (a versão católica do pentecostalismo) aumentam a cada dia a sua presença na mídia. Entre os carismáticos, o grupo que mais cresce é o da Canção Nova, fundada em 1978, em Cachoeira Paulista (SP), no Vale do Paraíba. 

Com o controle dos meios de comunicação para expor suas ideias, os grupos religiosos se fortalecem politicamente. Fazem o seu proselitismo, combatem ideias contrárias aos seus interesses e expõem maciçamente a imagem dos religiosos que, no futuro, podem se tornar líderes políticos.

A tendência, avalia o pesquisador Antônio Flávio Pierucci, professor do Departamento de Sociologia da USP dedicado aos estudos da religião, é o Congresso tornar-se mais conservador, principalmente em temas ligados aos direitos civis. “Há um risco para a sociedade de termos cada vez mais, na Câmara dos Deputados, políticos defendendo teses conservadoras. Eles estão lá para impedir a modernização cultural. Vão barrar propostas sobre aborto, união civil de homossexuais e outros temas morais. Questões como os direitos reprodutivos da mulher são combatidos pela bancada evangélica, com a ajuda da católica. Haverá um grande atraso para o País”, acredita Pierucci. 

Já o avanço de cultos no controle da mídia provoca reações do velho oligopólio dos meios de comunicação e não mais só da Rede Globo. Em sua estratégia de crescimento, as igrejas pentecostais elegeram como alvo as emissoras regionais e passaram a comprar canais afiliados às grandes redes. O SBT, a emissora que mais perdeu espaço para os evangélicos, decidiu agora declarar guerra a esses grupos. 

Não se trata exatamente de um movimento para levar os fãs de Silvio Santos às ruas contra a liberdade religiosa. Mas o canal do homem-sorriso quer impedir que bispos e pastores continuem arrendando canais de tevê ou comprando espaços na programação. Em dificuldades para bancar o custo da transmissão dos programas das redes nacionais, as emissoras locais passaram a receber ofertas vantajosas das igrejas. 

A tevê “mais feliz do Brasil” (esse é o slogan do SBT) tem motivos de sobra para ficar triste. De 1995 para cá, o canal de Silvio Santos perdeu treze de suas emissoras afiliadas apenas para a Record, controlada pela Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo. 

Somente em 2009, outras cinco emissoras abandonaram o dono do Baú da Felicidade para passar a veicular os cultos e pregações do apóstolo Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus. De uma hora a outra, Silvio Santos ficou sem as tevês Alagoas, de Maceió, e Cidade Verde, de Cuiabá, Sapezal, Rondonópolis e Tangará da Serra, de Mato Grosso. 

No ano passado, o SBT perdeu para a Record quatro emissoras da Rede Santa Catarina (a de Florianópolis, a de Blumenau, a de Chapecó e a de Joinville). A RedeTV! é outra vítima. No dia 29 de setembro, ficou sem a TV Piauí (canal 19), de Teresina, que migrou para o grupo do apóstolo Santiago.

Dissidente da Universal, o apóstolo da Mundial é um novo fenômeno do pentecostalismo. Como Macedo, promete curas milagrosas e atrai multidões em seus cultos. Sua igreja ocupa atualmente 22 horas da programação diária de emissoras como o Canal 21, da Rede Bandeirantes. Valdemiro desbancou a PlayTV, da Gamecorp, empresa de jogos para celular e tevê que tem como sócio Fábio Luís Lula da Silva, o filho do presidente Lula, e era a responsável pela grade do Canal 21 até 2008. Pelo espaço na programação, a Mundial paga 3 milhões de reais, segundo seus dirigentes. Mas há quem garanta que o valor é maior.
A Band produz apenas um telejornal de duas horas e o restante da programação é completada com os cultos da Mundial. Na TV Alagoas e na TV Piauí, essa prática deve se repetir. Santiago ainda arrenda ou compra horários em outras catorze emissoras, entre elas a RedeTV!, a CNT e a Boas Novas (da Assembleia de Deus).
Para tentar frear o ímpeto dos evangélicos, o diretor de rede do SBT, Guilherme Stoliar, foi a Brasília pedir apoio ao ministro das Comunicações, Hélio Costa. O executivo da emissora considera ilegal o arrendamento de canais. Ele se baseia no Decreto 8.806, de 1983, que determina que as tevês não podem vender mais do que 25% de seus espaços.

A Record aluga hoje cinco horas diárias – 21% do seu espaço – apenas para a Universal. A igreja compra por valores majorados o horário das madrugadas, de baixíssima audiência. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o valor teria chegado a 400 milhões de reais no ano passado. A Record diz que não divulga o total pago. Mas a própria Universal chegou a oferecer à TV Globo, em agosto, 545 milhões de reais por horários na grade da concorrente. A Globo nem sequer respondeu. Em 2007, já teria recusado proposta semelhante. 

Ao controlar a programação quase completa de várias emissoras, a Mundial estaria em situação irregular. “Não é legal e traz prejuízos para a radiodifusão e para a sociedade o arrendamento de programação parcial ou integral. A empresa que recebe uma concessão, dada pelo Executivo e homologada pelo Legislativo, não tem o direito de arrendar a terceiros”, defende Stoliar. A Mundial rebate. Diz que as igrejas têm o direito de divulgar suas mensagens e o acordo feito com as emissoras resulta num “contrato de gestão de conteúdo”.
Segundo Stoliar, a prática do arrendamento nas tevês tem aumentado. Ele diz, porém, não saber se a perda de suas emissoras deve-se unicamente ao dinheiro. “Não podemos afirmar, pois não temos como provar. Existem informações de que algumas foram compradas e outras alugadas por valores expressivos. Em nenhum dos casos fomos procurados por nossas afiliadas para uma negociação. Simplesmente fomos informados”, protesta.

Em contrapartida, representantes da Mundial lembram que o próprio dirigente do SBT é dono da TV Alphaville, de São Paulo, e transmite nessa emissora programas de religiosos, inclusive do apóstolo Santiago. “Na televisão fechada não existe nenhum impedimento legal de se vender programação a terceiros. A tevê a cabo é essencialmente uma distribuidora de conteúdos de terceiros. As leis para a cabo e para a radiodifusão são distintas”, defende-se Stoliar. 

O executivo não revelou o teor de sua conversa com Hélio Costa. O Ministério das Comunicações informou, por meio de sua assessoria, que só se posiciona nesse tipo de caso quando provocado por uma denúncia formal. O dirigente do SBT, entretanto, não teria feito uma representação. Por outro lado, o ministério abriu processo contra a Record por ter transformado sua retransmissora de Campinas em geradora.
O novo inimigo da rede de Silvio Santos, Santiago, repete hoje Edir Macedo. O apóstolo ergue diariamente novos templos no Brasil e no exterior. Seus seguidores dizem que o número de igrejas no País pulou de 487, em 2008, para 1.600 neste ano. O crescimento é de 328,5%. 

Em Moçambique, a Mundial conta com 30 templos. Na Argentina, 12. A Igreja está instalada ainda nos Estados Unidos, no Japão, em Portugal, no Uruguai e em Angola. Sua programação religiosa vai para toda a África e Europa por meio de um satélite. Uma produtora se encarrega de fazer a tradução simultânea, ao estilo dos programas dos tele-evangelistas americanos, como Rex Humbard, Billy Graham e Jimmy Swaggart, famosos nos anos 1980. 

A sede das igrejas pelo seu próprio veículo de comunicação, segundo Leo-nildo Campos, é resultado da competitividade no campo religioso do País, a partir dos anos 1980. “É preciso atrair mais fiéis. A mídia, numa sociedade urbana e de massas, é o único meio para anunciar a sua mensagem. Porém, como outros estão nessa competição acirrada, torna-se necessário vencer a concorrência por meio de uma decisão religiosa. Essa decisão pode ser estimulada por uma propaganda religiosa apropriada e daí vem a importância do veículo de comunicação”, detecta o professor. “O religioso, então, supera o seu púlpito e torna-se um pregador das multidões.” 

Outra razão para o crescimento das novas igrejas na mídia é o fato de terem um caixa único, observa Campos. “Se alguém faz uma doação para a Universal no Acre, no dia seguinte está na conta. Isso possibilita à igreja ter uma quantidade de dinheiro suficiente para participar de um leilão ou de uma disputa em melhor condição”, avalia o estudioso. “A Universal pode ter 10 milhões de reais na conta. Não precisa dividir com paróquias ou bispos. Essa foi a grande sacada do Edir Macedo: ter dinheiro na mão para fazer negócio.” 

As igrejas buscam os veículos de comunicação e o poder político também para tentar superar as concorrentes. “Eles vão se comer uns aos outros. Há ataques violentíssimos feitos por integrantes da Mundial à Universal. A igreja de Edir Macedo cresceu, ficou muito forte e a sua trajetória é imitável. O Valdemiro quer chegar aonde o Macedo chegou. Por isso, ele peita o Macedo”, diz Pierucci. 

A Rede Record, que diz ter a Universal apenas como uma “cliente”, reúne hoje 30 emissoras no País (cinco próprias e 25 afiliadas) e 747 retransmissoras, segundo o Ministério das Comunicações. A Record afirma ter 105 emissoras (entre próprias e afiliadas). Conta ainda com a Record News, a Rede Família e a Record Internacional (Estados Unidos, Canadá, Japão, Europa e África). A Igreja Internacional da Graça, do missionário R.R. Soares – fundador da Universal, ao lado de Macedo – montou a Rede Internacional de Televisão (RIT), com oito emissoras próprias. Já chegou a Portugal e aos Estados Unidos. 

Os católicos também continuam a construir o seu império de comunicação. Mas, por contarem com a simpatia dos meios de comunicação dominantes e de setores influentes da sociedade, raramente são criticados por isso. Em março, o Ministério das Comunicações concedeu quatro retransmissoras para a Rede Vida: em Joinville (SC), São Roque (SP), Oiapoque (AP) e Pedra Branca do Amapari (AP). A rede já contabiliza 472 transmissoras. 

Reconhecida em 2008 como uma nova comunidade da Igreja Católica, a Canção Nova cresce a passos largos. Já possui duas emissoras de tevê e 272 retransmissoras, além de uma rede de rádio. Conta com tevê e rádio em Portugal e casas de formação em Israel, França, Itália, Portugal, Inglaterra, Estados Unidos e África. O site da Canção Nova é uma das páginas religiosas mais acessadas no mundo. Tem 7 milhões de acessos ao mês e reveza-se na liderança com o portal do Vaticano, segundo os dirigentes do movimento.

Para o pesquisador Pierucci, grupos católicos, como a Canção Nova, querem trilhar o mesmo caminho que os evangélicos, mas não conseguirão êxito. “A estrutura é muito diferente. Na Igreja Católica, sempre há alguém acima mandando mais que o padre. Entre os evangélicos, se há algum problema o pastor sai e funda outra igreja. Os católicos não têm como fazê-lo”, analisa. 

Como acontece entre os laicos, a expansão do controle midiático implica imediatamente aumento do poder político. Católicos e evangélicos trabalham com uma intensidade inédita para aumentar sua representação política em 2010. A Canção Nova vai lançar candidatos à Câmara dos Deputados e às assembleias de todos os estados. Para o Senado, já tem ao menos três nomes de políticos ligados ao movimento: o vereador Gabriel Chalita (PSB), em São Paulo; o deputado estadual Eros Biondini (PTB), em Minas Gerais; e Marcio Pacheco (PSC), no Rio de Janeiro. 

Integrante da Canção Nova, a atriz Myriam Rios vai atrás de votos dos cariocas. Concorrerá a uma vaga de deputada estadual pelo PDT. Outros políticos ligados à Renovação Carismática devem disputar a reeleição, como os deputados Alexandre Molon (PT), na Assembleia do Rio, e Miguel Martini (PHS-MG) e Odair Cunha (PT-MG), na Câmara. “Nós não podemos substituir o partido em relação ao movimento nem o movimento pode se tornar um partido”, ressalta, sem muita clareza, o mineiro Cunha. 

A Mundial segue na mesma linha. Nas últimas eleições, a igreja elegeu um vereador em São Paulo, José Olímpio (PP). No ano que vem, pretende lançar candidatos a deputado federal em todas as capitais do País. Deve ainda dar apoio a políticos como Marconi Perillo (PSDB) e Jaques Vagner (PT), candidatos ao governo em Goiás e na Bahia, respectivamente, e ao senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que disputa a reeleição.
O candidato a deputado mais conhecido da Mundial é o pastor Ronaldo Didini (PSC), ex-Universal e ex-Internacional da Graça. Didini assume que sua principal bandeira é o combate ao casamento de gays. O pastor também promete propor na Câmara mecanismos para controlar o que “pode sair e entrar nas igrejas e o que deve ou não ser tributado”.

Para puxar votos, a Universal do Reino de Deus pensa em lançar a deputado federal em São Paulo o bispo e atual senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), segundo comentários nos meios religiosos. Procurada, a igreja não falou sobre o assunto. Outros deputados ligados à Universal devem concorrer à reeleição, entre eles o bispo Antonio Bulhões (PMDB-SP). A Internacional da Graça e a Renascer devem repetir as candidaturas de Jorge Tadeu Mudalen (PMDB-SP) e do Bispo Gê (DEM-SP), respectivamente. 

Nesse emaranhado de siglas e crenças, pouca coisa une os grupos religiosos. Um partido, porém, reúne religiosos de grupos distintos. O Partido Social Cristão (PSC), vai lançar candidatos como o católico Márcio Pacheco, Ronaldo Didini, da Mundial, e o ex-deputado e pastor Gilberto Nascimento, da Assembleia de Deus.
Na eleição de 2006, as bancadas da Universal e da Assembleia de Deus tiveram significativa redução por causa do envolvimento de seus parlamentares com os escândalos dos sanguessugas e de caixa 2 (conhecido como mensalão). A bancada da Universal caiu de 18 para 6 deputados e a da Assembleia de Deus, de 22 para 9. Os candidatos da Assembleia receberam 200 mil votos a menos do que em 2002. E de uma eleição para a outra a Universal teve a votação de seus representantes reduzida de 1,6 milhão de votos para 573 mil. Sinal, aliás, de que a fé religiosa não gera políticos mais éticos. O objetivo de ambas é recuperar o terreno perdido. Para tanto, contam com os púlpitos midiáticos.

– Roque Santeiro, o filme!

Na minha adolescência, um marco foi a novela “Roque Santeiro”. Minha geração viu pela primeira vez falarem abertamente de política e de questões antes proibidas através desse sucesso na TV. E nem adianta falar que o cara não gostava de novelas, pois o Brasil inteiro assistiu a Roque Santeiro. Foi a maior audiência de todos os tempos!

Agora, o folhetim virará um filme, com elenco consagrado. E atacará o governo Lula, a política atual e vários outros temas.

Em duas horas vai dar? Olha só:

Extraído de: http://br.noticias.yahoo.com/s/16102009/25/entretenimento-sucesso-na-tv-roque-santeiro.html

Sucesso na TV, ‘Roque Santeiro’ vai virar filme em 2010

O trio viúva Porcina, Roque Santeiro e Sinhozinho Malta se prepara para voltar. Depois de ganhar o País em forma de novela de Dias Gomes, em 1986, o autor Aguinaldo Silva, que colaborava com Gomes no passado, irá recontar a história, desta vez, para o cinema. O filme será lançado em 2010, ano de eleição, e o assunto política será explorado com críticas ao governo. A história de Aguinaldo, atualizada, trará famílias acomodadas que usufruem de um auxílio semelhante ao Bolsa Família, uma bandeira do governo Lula.

José Wilker, que fazia Roque Santeiro, e Regina Duarte, a viúva Porcina, serão substituídos respectivamente por Lázaro Ramos e Fernanda Torres. O galã Antônio Fagundes vai herdar as pulseiras de Sinhozinho Malta, antes vivido por Lima Duarte.

A novela se tornou um dos maiores sucessos de audiência da TV nos anos 80. “Chegávamos a dar picos de 81 pontos de Ibope (hoje, uma novela de muito sucesso não passa de 50 de média). As pessoas torciam pelo Roque Santeiro e se divertiam com a Porcina”, lembra o diretor Marcos Paulo.

Na novela, Roque Santeiro, recém-casado com Porcina, foi dado como morto após defender dois homens da cidade de Asa Branca do bandido da Navalhada. Diante da atitude altruísta, Roque virou santo aos olhos da população. Comerciantes vendiam produtos com a imagem do herói. Mas após 20 anos, Roque Santeiro retorna à cidade para azar de Sinhozinho Malta, novo companheiro de Porcina, mulher que o herói deixou ‘viúva’ em Asa Branca.

Aguinaldo Silva escreve as primeiras páginas do roteiro, mas já tem certeza do que vai mudar. Sem ter mais de dividir o texto com outro autor, diz o que quer fazer: “Dessa vez, ninguém me segura. O Roque não irá voltar a Asa Branca só pela Porcina, eu farei críticas ao Brasil atual. O Lázaro vai revolucionar.” O cenário nordestino será o mesmo. Juazeiro do Norte está entre as cidades cotadas para virar Asa Branca.

O elenco ainda não está todo fechado, mas atores que fizeram parte da novela na TV torcem para serem chamados. “Eu sirvo até cafezinho”, diz Lucinha Lins que despontou no folhetim como Mocinha Abelha, uma viúva virgem. “Eu também gostaria. Mas só o fato do Lázaro Ramos representar nós negros me deixa feliz. É a quebra de um paradigma”, diz Milton Gonçalves, que esteve na trama em 1986. As informações são do Jornal da Tarde.

– Pitacos da F1 no Brasil

A Batavo gostou de ver o Rubinho com a camisa do Corinthians e resolveu bancar o capacete do brasileiro nesta corrida. Itaipava, patrocínio na escuderia. Mapfre, idem.

Para o mercado, uma prova sensacional pelas oportunidades de negócios e divulgação de marcas. Esportivamente, estou pessimista, embora gosto e torço pelo Rubinho. Racionalmente, acho que é difícil Rubinho tirar 5 pontos sobre Button. Mas falando irracionalmente… também acho que Button leva o Mundial aqui!

Apenas palpite. Tudo pode acontecer, lógico.

Para o ano que vem, um detalhe interessante: já que as equipes terão um “congelamento no desenvolvimento de motores”, os pequenos detalhes serão o diferencial para os carros se tornarem mais competitivos. E nessa, a Petrobras está com os olhos bem abertos, principalmente para as novas escuderias. A boa ou excepcional qualidade da gasolina pode ser importantíssima e decisiva determinante para qualquer equipe ser campeã. Nesse esporte (se é que a F1 é esporte), tudo é negócio!

– Parque Ibirapuera Michael Jackson e Sala São Paulo Michael Jackson

Você se assustou com esses novos nomes de pontos turístico-culturais marcantes de São Paulo? É bom respirar fundo… O vereador paulistano Agnaldo Timóteo (que já foi vereador pelo Rio de Janeiro, e que hoje comemora 73 anos – bom cantor, daqueles que precisava ter voz para fazer sucesso), propôs um novo nome ao Parque do Ibirapuera e à Sala São Paulo. Não é mudança de nome, é acréscimo de nome! o Parque não se chamará Parque Michael Jackson, mas Parque Ibirapuera Michael Jackson. Para a Sala São Paulo, idem.

Cá entre nós: o que Michael Jackson tem a ver com o Ibirapuera? E o que Timóteo quer com homenagens tão esdrúxulas? Que tal trabalhar por coisas úteis?

– A Paradinha e a Paradona

Nesta semana, a Revista Veja trouxe mais uma vez o assunto “paradinha” no futebol. O assunto já foi cansativamente debatido aqui. Não vejo nada contra, pois a regra de jogo permite várias saídas ao goleiro. Basta aprendê-las…

Abaixo, matéria da Revista Veja e minha carta à Redação com opinião pessoal:

Extraído de: http://veja.abril.com.br/141009/goleiros-estao-maior-torcida-p-118.shtml

Pênalti: Fifa quer o fim da Paradinha

O pênalti é um momento decisivo do futebol. “Coisa tão séria que deveria ser batido pelo presidente do clube”, na frase atribuída ao lendário Neném Prancha, “filósofo da bola” e roupeiro do Botafogo. Em meio segundo – tempo médio que a bola leva para percorrer os 11 metros que a separam da linha do gol -, pode-se definir o resultado de uma disputa de 90 minutos. Para o cobrador do pênalti, as chances de gol são, em teoria, de 50%. Ou ele acerta, ou o goleiro pega. A tensão sobre o jogador é enorme. Tudo pode influir: o cansaço, o nervosismo, o vento, as irregularidades do campo, o modo como o pé bate na bola. Se chutar para fora, o jogador pode sair do campo sob vaia. “No momento de cobrar o pênalti, as pernas tremem, o gol diminui e o goleiro cresce”, disse Pelé em 1989, já na sua fase de comentarista esportivo. Na prática, mostram as estatísticas, o goleiro está em nítida desvantagem. O gol é grande demais para ser inteiramente defendido. O goleiro deve permanecer na linha do gol, entre as traves, olhando para o batedor até que a bola seja chutada. Ele só tem tempo para uma manobra. Se pular para um lado e o atacante chutar do outro, não tem como impedir o gol. O resultado: quatro de cada cinco cobranças de pênalti terminam sacudindo as redes (veja os estudos e estatísticas sobre pênaltis nos quadros destas páginas).

Por causa das chances escassas dadas ao goleiro, a regra da penalidade máxima pode ser revista. Na semana que vem, o International Board, o colegiado responsável pelas regras do futebol, se reúne em Zurique, na Suíça. Na pauta está o destino da paradinha, tática de cobrança cuja invenção é creditada a Pelé. Em termos gerais, trata-se do seguinte: o jogador corre para a bola, mas não a chuta de imediato. Espera o goleiro jogar-se para um lado e, só então, mira no lado oposto. A chance de defesa é zero. Por isso, Joseph Blatter, presidente da Fifa, quer que esse recurso seja banido. Na opinião dele, “a paradinha é irregular. É uma forma de o jogador ludibriar o goleiro. Isso tem de ter punição”. O cartola suíço propõe que a paradinha seja punida com o cartão amarelo e, no caso de reincidência, com o vermelho. Se depender de Blatter, a nova regra começará a vigorar nas competições do ano que vem.

A rejeição à paradinha é quase unânime entre goleiros e juízes. Atacantes costumam ficar em cima do muro, mas até entre eles há insatisfeitos. “A bola está parada. É só ficar tranquilo que a possibilidade de errar um pênalti é mínima”, disse a VEJA o atacante Djalma Feitosa Dias, o Djalminha, que só errou dois pênaltis em quinze anos de carreira no Brasil, na Espanha e em outros países. “Se, além de todas as vantagens, o batedor usar a paradinha, aí já é covardia”, completa. Pelé não pode ser responsabilizado pela farra atual. Em seu tempo de jogador, ao ouvir o apito do juiz autorizando a cobrança, o rei corria com velocidade, mas desacelerava ao se aproximar da bola, para só então chutá-la. Um curto-circuito de confusão atingia a mente do goleiro, fazendo que pulasse com atraso. O que se está vendo atualmente nos campos de futebol de todo o mundo é uma versão em que o jogador para inteiramente. Um exemplo do excesso foi dado pelo atacante Maicosuel num jogo entre Botafogo e Fluminense, em março. O pé do então botafoguense passou por cima da bola, voltou e chutou. “A meta do jogador não deve ser eliminar qualquer chance do adversário, e sim superá-lo, assim como fazia Pelé”, diz o físico Ronald Ranvaud, do Laboratório de Fisiologia do Comportamento da Universidade de São Paulo (USP). O trabalho árduo, caso a proibição vingue, será encontrar uma fórmula efetiva para distinguir a paradinha leal da desleal. Os goleiros estão na maior torcida.

A/C Diretor de Redação
Seção: LeitorA respeito da matéria “Os goleiros estão na maior torcida”, pg 118 (Copa), em relação a “Paradinha no Pênalty”

Interessante matéria publicada pela Veja sobre a paradinha nas cobranças de pênalty. Mas a estimada revista esquece-se de algo relevante: a permissão da regra para efetuar a chamada “paradinha”. Em Diretrizes das Regras do Jogo 2009/2010 FIFA, há o texto em que diz: “é permitido aos batedores realizarem fintas na hora da execução do tiro penal“. A dita paradinha é um dessas fintas, aceitas pela regra. Desde o ano passado, a CA-CBF procurou alertar aos árbitros de que o mesmo texto fala sobre “cuidados com a finta excessiva“, que é o que chamamos de “paradona”: ou seja, quando o jogador corre, pára, e depois chuta a bola (vide a cobrança de tiro penal do atleta Fred no jogo do último sábado entre Santo André X Fluminense). Esta sim é proibida!
Se os goleiros acham a paradinha excessiva, que busquem recursos dentro da regra do jogo para dificultar a vida dos cobradores! Por exemplo: a mesma regra permite que o goleiro possa ficar se mexendo lateralmente embaixo das traves, atrapalhando a cobrança, desde que não avance ou recue sobre a linha de meta. Já imaginou se na hora de bater o pênalty o goleiro resolve ficar encostado em uma das traves? O que faria o batedor? Chutava no canto aberto, mesmo sabendo que o goleiro acertaria o canto, ou arriscaria no contrapé do goleiro, já que ali ele poderia ficar?
Para isso, faltam 2 coisas: coragem para arriscar tal posicionamento e estudar a regra do jogo.
Atenciosamente,
Rafael Porcari
Jundiaí-SP
Árbitro de Futebol
rafaelporcari@terra.com.br
professorrafaelporcari.blog.terra.com.br

 

– Fórum Diocesano sobre a Campanha da Fraternidade

Amigos, foi realizado o Fórum Diocesano sobre a Campanha da Fraternidade 2009, aproveitando o gancho para a de 2010: Fraternidade e a Economia Solidária! Campanha que deverá ser ecumênica na esfera diocesana, com participação de vários segmentos da sociedade. Enviado pelo jornalista Reinaldo Oliveira:

REALIZADO O FÓRUM DIOCESANO SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE

por Reinaldo Oliveira

O auditório da Cúria sediou dia 15 passado, o Fórum Diocesano sobre a Campanha da Fraternidade 2009, cujo tema foi “Fraternidade e Segurança Pública”. De acordo com uma das organizadoras do Fórum, Maria Rosangela Moretti Serra, o objetivo do Forum foi para uma reflexão sobre o que foi levantado nos fóruns realizados nas 11 cidades da Diocese. Durante o evento, representantes das cidades de Campo Limpo Paulista, Pirapora do Bom Jesus, Salto, bem como de paróquias de Jundiaí, expuseram as várias ações desenvolvidas que possibilitaram ações de prevenção contra a violência. E outras que estão sendo colocadas em prática, mas que demandam mais tempo, como a da cidade de Salto, que realizará um Fórum Municipal, envolvendo todos os segmentos da sociedade, nos dias 29 e 30 próximos. Um ponto bastante positivo foi de que sendo uma campanha ecumênica, fiéis evangélicos também participaram do Fórum. No final foi escolhida uma proposta apresentada a nível diocesano, fortalecendo as parcerias. Vale lembrar que para a Campanha da Fraternidade de 2010, o tema será “Economia Solidária”.  

– Feliz Dia dos Professores!

Enviado pela Marlene, nossa querida bisa, da Sant’Anna-Salto:

Oração do Professor

Dai-me, Senhor, o dom de ensinar,
Dai-me esta graça que vem do amor.
Mas, antes do ensinar, Senhor,
Dai-me o dom de aprender.
Aprender a ensinar
Aprender o amor de ensinar.
Que o meu ensinar seja simples, humano e alegre, como o amor.
De aprender sempre.
Que eu persevere mais no aprender do que no ensinar.
Que minha sabedoria ilumine e não apenas brilhe
Que o meu saber não domine ninguém, mas leve à verdade.
Que meus conhecimentos não produzam orgulho,
Mas cresçam e se abasteçam da humildade.
Que minhas palavras não firam e nem sejam dissimuladas,
Mas animem as faces de quem procura a luz.
Que a minha voz nunca assuste,
Mas seja a pregação da esperança.
Que eu aprenda que quem não me entende
Precisa ainda mais de mim,
E que nunca lhe destine a presunção de ser melhor.
Dai-me, Senhor, também a sabedoria do desaprender,
Para que eu possa trazer o novo, a esperança,
E não ser um perpetuador das desilusões.
Dai-me, Senhor, a sabedoria do aprender
Deixai-me ensinar para distribuir a sabedoria do amor.

PARABENS PROFESSOR

Carinhosamente
Marlene (bisa) .