– Noite dos TCCs da UniSant’Anna – Turma de Administração

É com alegria que hoje teremos a primeira noite de defesa dos TCCs dos alunos do Oitavo Semestre em Administração de Empresas, da UniSant’Anna – Salto.

Sei que nem todos conseguiram chegar a esse momento, mas tenho certeza que não faltou luta. Sei também, de última hora, que alguns imprevistos e infelicidades atrapalharam a chegada de discentes nestes últimos dias – os quais me surpreendi ao tomar conhecimento. Mas a estes, o meu conforto, o convite a deixar os erros para trás, respirar fundo, virar a página e tentar novamente! Força, e contem com nós, professores, para o sucesso que alcançarão em breve, de maneira ética e com esforço próprio. Estaremos do lado de vocês.

Mas aos que defenderão seus trabalhos hoje, muita calma, confiança e, é claro, competência. E isso tenho certeza que vocês têm de sobra!

Saibam que nos orgulhamos da caminhada de vocês, e de que esse passo é o derradeiro para a concretização do sucesso. O trabalho árduo já foi feito, então.. por que se desesperar?

Tenho plena convicção de que tirarão boas notas. Claro, vencerão o rigor da sabatina com brilhantismo, devido ao fruto da inteligência e disposição. E depois disso, comemorem mesmo!

Sucesso à vocês, estarei na torcida e espero que de fato, hoje, tenhamos novos bacharéis em Administração de Empresas.

– A Gripe Suína Chega nas Escolas Paulistanas

Justamente porque Deus é bom, a gripe suína “só chegou” às escolas paulistanas nas vésperas do recesso escolar. Recentemente, no México, emendou-se o feriado do dia do trabalho para a população evitar contato físico e não multiplicar os casos de infectados pela gripe. Em escala muito menor, mas não menos preocupante, já se deveria pensar no recesso amplo escolar por aqui. Não atrapalharia o calendário estudantil, e como prevenção, teria eficácia.

Extraído de: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/06/22/sobe+para+240+o+total+de+casos+de+gripe+suina+no+brasil+6879983.html

Sobe para 240 o total de casos de “gripe suína” no Brasil

Dos novos casos confirmados nesta segunda-feira, 15 foram registrados em São Paulo, três no Espírito Santo, três em Santa Catarina, dois no Distrito Federal, um no Maranhão e um em Minas Gerais.

De acordo com o último boletim divulgado nesta tarde pelo Ministério da Saúde, os sinais e sintomas mais frequentes entre os casos confirmados são tosse, febre, coriza e mialgia. Ainda segundo o ministério, todos os casos confirmados apresentaram quadro clínico leve a moderado e passam bem.

5 escolas paradas

A gripe levou três escolas na cidade de São Paulo, uma em Belo Horizonte, e uma no Rio Grande do Sul a antecipar as férias, após alunos terem a infecção pela doença confirmada, informaram as instituições e as secretarias de Saúde dos Estados nesta segunda-feira.

O colégio Magno, em São Paulo, decidiu suspender as aulas em uma de suas unidades até o dia 3 de agosto após a confirmação de que dois de seus alunos, que são irmãos, contraíram a gripe após viajarem para a Argentina no feriado de Corpus Christi (11 de junho).

Segundo a diretora-geral da escola, Myrian Tricate, os estudantes infectados chegaram a frequentar as aulas na semana passada e tiveram a doença confirmada no sábado e no domingo.

O colégio Palmares, também na capital paulista, anunciou nesta segunda-feira a antecipação do início das férias de seus alunos em uma semana, para 23 de junho. A decisão ocorreu depois da confirmação da doença em um estudante de 12 anos.

Segundo a assessoria de imprensa da instituição, não havia mais nenhum aluno com sintomas da doença entre seus colegas de sala. O estudante, que também foi infectado na Argentina, passa bem, disse a assessoria.

Na sexta-feira, o colégio Pueri Domus adotou a mesma medida em uma de suas unidades após um aluno ter sido infectado pela gripe também em viagem à Argentina durante o mesmo feriado. Um outro aluno do colégio já havia sido infectado por um familiar.

A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo disse que por enquanto não pretende tomar nenhuma medida adicional para combater o alastramento da gripe, como pedir a suspensão de aulas no Estado. O Ministério da Saúde, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que a interrupção das aulas é uma decisão dos colégios.

Em Belo Horizonte, o colégio Marista Dom Silvério suspendeu as aulas de uma classe após a confirmação da doença em dois alunos de 8 anos e uma professora.

Outras 19 crianças da mesma idade e que mantiveram contato com o primeiro estudante infectado pelo vírus também apresentaram sintomas da doença e estão sendo monitoradas em casa, segundo a Secretaria da Saúde do Estado de Minas Gerais.

A secretaria disse, no entanto, que não pode informar a procedência desses casos suspeitos, e o colégio não confirma que sejam alunos da instituição.

O Colégio Farroupilha, tradicional instituição da capital gaúcha, suspendeu todas as suas atividades por uma semana como medida preventiva contra a gripe A (H1N1), a gripe suína. A decisão foi anunciada hoje, um dia depois de a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul confirmar que um aluno da instituição foi infectado pelo vírus.

Ele chegou da Alemanha na semana passada e já conviveu com os colegas, especialmente os da oitava série do ensino fundamental.

A direção da escola pediu que as famílias mantenham suas crianças e adolescentes em casa e comuniquem qualquer alteração da saúde deles que possa estar relacionada com a doença. Embora os sete casos da gripe A (H1N1) registrados até agora no Rio Grande do Sul tenham ocorrido com pessoas que viajaram para o exterior, o secretário estadual da Saúde, Osmar Terra, admitiu que há risco real de uma epidemia da doença no Estado.

Casos no País

Apesar de o País ter registrado 16 casos autóctones, todos com vínculo epidemiológico com pacientes procedentes do exterior, o ministério da Saúde considera que a transmissão no Brasil é limitada sem evidências de transmissão sustentada do novo vírus Influenza A(H1N1) de pessoa a pessoa. Outros 14 caso autóctones estão em investigação.
 
O Ministério da Saúde informou ainda que acompanha 159 casos suspeitos no País. Além disso, 592 foram descartados, até o momento.

No mundo

Segundo informações dos governos e da Organização Mundial de Saúde (OMS), até o momento, 100 países têm casos confirmados e divulgados da doença.
    
Do total de países, 35 têm casos autóctones: Europa (Áustria, Bélgica, Dinamarca, Estônia, França, Alemanha, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Holanda, Noruega, Polônia, Portugal, Romênia, Eslováquia, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido); Américas (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, Guatemala, México, Panamá, Peru e Uruguai); Ásia (Japão); África (Egito) e Oceania (Austrália).
 
De acordo com a OMS, Estados Unidos, México, Canadá e Austrália são considerados os países com transmissão sustentada. 

– Medidas Demagógicas

Dois pontos distantes do globo. Dois setores que nada têm em comum. Mas apenas uma similaridade: a demagogia.

Aqui, a Justiça proibiu a Telefônica de instalar novos “Speedy”, alegando a incompetência da empresa em administrar o serviço.

No Irâ, o Conselho dos Cléricos determinou a recontagem dos votos da eleição fraudulenta naquele país.

Tudo seria bom, se fossem medidas aplicadas com correção. No caso da Telefônica, a medida é cautelar, e não terá efeito prático. No caso do Irâ, se fará uma recontagem (veja o absurdo) aleatória de 10% dos votos.

Engana que eu gosto, diria o irônico poeta…

– O Cadastro Positivo dos Bancos

Até que enfim alguém pensou nos bons pagadores! Já que existe a lista negra dos maus pagadores, agora teremos a lista “branca”.

Extraído de: http://aeinvestimentos.limao.com.br/especiais/esp30118.shtm

CADASTRO POSITIVO CHEGA, MAS COM RESERVAS

A inexistência de instrumentos de análise de crédito consolidado que permitiam separar o bom pagador de empréstimos dos devedores renitentes sempre esteve entre as principais alegações dos bancos para justificar o elevado spread de juros no Brasil: a diferença entre a taxa pela qual as instituições captam recursos e a de empréstimo aos tomadores finais.

Em maio, o projeto de lei que institui o cadastro positivo – a disponibilização de informações sobre o histórico de pagamento dos consumidores, referente tanto ao crédito de varejo como ao bancário ou de financeiras – foi finalmente aprovado pela Câmara dos Deputados, após anos de discussões, passando a tramitar no Senado Federal para nova votação, antes de seguir à sanção presidencial. 

Razões comerciais, como a pouca inclinação tanto das empresas de varejo como das instituições financeiras de compartilhar informações consideradas estratégicas, ajudam a entender o lento avanço da proposta, assim como a própria dinâmica política do Congresso, onde se sabe que a proteção dos direitos dos consumidores – sejam eles bons pagadores ou não – costuma render votos.

É preciso lembrar que o fato de um consumidor não estar listado no cadastro negativo não significa que o mesmo faça parte do cadastro positivo, pois o consumidor poderá não ter autorizado sua inscrição nesse último ou mesmo não ter feito nenhum financiamento ou compra a crédito”, acrescenta a nota da Febraban, que avalia que “alguns aperfeiçoamentos poderão se fazer necessários”.

Contas de água e luz

Após a longa espera pelo cadastro positivo, agora mais próximo de ganhar vida, a novidade não foi recebida com fogos de artifício nem pelos bancos, nem pelas empresas que organizam e disponibilizam as informações de crédito.  O motivo de desconforto são as “brechas” criadas na proposta original que, no entendimento de parte do setor, foram incluídas de forma a proteger os inadimplentes, e não a premiar os consumidores que pagam as contas em dia.

“O objetivo de qualquer cadastro positivo é beneficiar os bons pagadores com taxas de juros menores nos empréstimos, na medida em que oferecem um risco menor para quem concede o crédito”, explica Francisco Valim, presidente da Serasa Experian, empresa especializada no setor. Segundo ele, esta meta teria sido fragilizada por “exceções” colocadas no projeto, que deixou de fora do cadastro contas que tenham valor inferior a R$ 60 e as referentes à prestação de serviços de infraestrutura, como água, luz e telefone.

“O fato de estas contas terem ficado de fora da proposta aprovada na Câmara pode prejudicar o consumidor de baixa renda, que é o menos bancarizado. Há situações em que o consumidor só pode recorrer à conta de luz ou telefone para mostrar que é um bom pagador”, diz a diretora de soluções da Equifax, Cláudia Amira. Ela defende que o sistema brasileiro, assim como o dos Estados Unidos, onde o compartilhamento de dados é feito há mais de 80 anos, tenha por base o “comportamento” do consumidor, seja ele “positivo” ou “negativo”.

(…) Segundo diferentes avaliações, os efeitos do cadastro começarão a ser percebidos entre seis meses e dois anos após a sua colocação em prática, dada a dinâmica do processo, no qual as empresas, voluntariamente, procurarão os bancos de dados para disponibilizar suas informações de crédito, desde que previamente autorizadas pelo consumidor. O projeto prevê que as informações de crédito retrocedam até cinco anos – mas os dados considerados mais relevantes pelo mercado se referem aos dois últimos anos.

“Não é algo imediato, é um processo de aprendizado. Quando a coisa estiver a pleno vapor, acho que o corte na taxa, em função da melhora na avaliação de risco de inadimplência, pode chegar a 20%”, avalia Oliveira. Segundo Valim, hoje 40% do spread de juros deriva da inadimplência. “Se o cadastro for efetivo, o efeito sobre o spread será significativo. Esses 40% de participação da inadimplência na formação do spread poderiam ser cortados pela metade”, diz o presidente da Serasa Experian.

Procurado pelo portal AE Investimentos, o Procon-SP informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não se pronunciará sobre o cadastro positivo enquanto o projeto estiver em discussão no Congresso.

– Fica Quieto, Rubinho

Então, após o Grand Prix da Turquia, Rubens Barrichello, a quem respeito e torço, disse à imprensa algo que não deveria dizer:

– Tenho certeza que em Silverstone (ING), farei a pole-position, a melhor volta e vencerei a corrida. Vocês vão ver.

Rubinho, caro piloto… Não fique falando isso. Depois você é cobrado e ironizado por culpa própria! Se respeite, cara!

– Propaganda Enganosa da Nota Fiscal Paulista?

E a propaganda da Nota Fiscal Paulista?

Na TV, se fala em 20 milhões de cadastrados! Entretanto, se você entrar no site, os números não são esses. Nesta sexta-feira, havia o informe de um pouco mais de 4 milhões!

Quem está errado: o site ou a propaganda (ambos da mesma Secretaria da Fazenda de SP)?

– A Disputa Acirrada na Aviação Brasileira

Nesta semana, a Azul comemorou o fato de atingir o posto de 3a. empresa aérea brasileira. A Gol, em seguida, anunciou que bateu seu recorde histórico: 101.501 passageiros transportados em um único dia. A TAM anunica a compra de novas aeronaves, e a Webjet diz que começará uma nova campanha no mercado para ganhar terreno.

É só baixar os preços dos vôos que o número de passageiros aumenta!

– Santander quer Administrar as Rodovias Brasileiras

Hoje o Grupo CCR controla a melhor parte das Rodovias Brasileiras, dentro do programa de Concessão de Rodovias. Destacam-se Bandeirantes, Dutra e Anhanguera. O grupo é um consórcio formado por Camargo Corrêa, Bradesco e outras.

Agora, uma notícia que alavancou suas ações: o Banco Santander pode adquirir a CCR !

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/acao-ccr-dispara-indicacao-santander-478033.html

Ação do CCR dispara com indicação do Santander

Onda de projetos de infra-estrutura para a Copa pode beneficiar a companhia
O dia é de queda para o Ibovespa, principal índice de referência da bolsa brasileira, que apontava baixa de 0,42% às 16h28. Porém, as ações da CCR (CCRO3) se descolam e, ao mesmo tempo, apresentavam forte valorização de 3,79%, sendo negociadas a 28,73 reais, uma das maiores altas da sessão.

O bom desempenho dos papéis pode ser explicado pela perspectiva positiva diante de projetos de infra-estrutura para a Copa do Mundo em 2014 no Brasil e pela indicação de compra da corretora do Santander, que opera separadamente do banco. Além de elevar a recomendação, a equipe revisou para cima o preço-alvo dos papéis do fim de 2009 para 30,00 reais por ação e de 2010 para 40,00 reais.

Os analistas apontaram a CCR como a melhor opção no setor para se beneficiar com os investimentos em infra-estrutura previstos no país, estimulados também pelo PAC (Programa de Aceleração do Desenvolvimento) e pelas obras de transporte que devem chegar a um total de 25 bilhões de dólares, de acordo com estimativa do BNDES.

Entre os novos projetos, o Santander destacou as partes Sul, Leste e Norte do Rodoanel, o trem expresso é que vai do centro de da capital paulista até o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, e a conclusão das obras da linha amarela do metrô, também em São Paulo. A CCR, aliás, cuidará da administração dessa linha – mas não é responsável por sua construção.

“Acreditamos que a CCR é um dos competidores melhor-posicionado nestes leilões com base em seu balanço relativamente forte e seu conhecimento sobre o mercado”, disse a corretora, que espera também um maior retorno dos novos projetos em comparação com os de 2007 e 2008.

A corretora ressaltou ainda que a companhia está sendo negociada com expressivo desconto em relação a seus pares internacionais. Além disso, a perspectiva de que o custo de capital ficará mais baixo também impulsionou o preço-alvo estabelecido.

– As 2 Coréias Juntas na África do Sul

Nesse tempo em que a Coréia do Norte assusta o mundo com ameaça nuclear, um fato positivo: no esporte, os norte-coreanos conseguiram se classificar para a Copa da África do Sul, juntamente com seus irmãos sul-coreanos.

Pode-se repetir o que aconteceu em 74, onde Alemanha Ocidental jogou contra a Alemanha Oriental. Já imaginou Coréia do Sul X Coréia do Norte?

– Visanet e Redecard: quem vale mais?

As administradoras rivais das bandeiras de cartões de crédito Visa e Mastercad estão se valorizando cada vez mais! E agora, fica a pergunta, difícil de responder: quem vale mais?

Abaixo, uma tentativa de resposta, extraído de:

Quem vale mais: Redecard ou Visanet?

A Visanet é maior e lucra mais, mas o diretor de finanças da Redecard explica por que a resposta a essa pergunta é mais complexa do que parece
Assim que a Visanet anunciou sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), o mercado começou a fazer as contas para avaliar qual seria o valor de mercado justo para a empresa líder em processamento de transações com cartões no Brasil.

No prospecto preliminar da oferta, a empresa, que processa as transações com cartões da Visa, informou que venderia até 644,86 milhões de ações ordinárias (com direito a voto) e que cada uma valeria entre 12 e 15 reais. A primeira providência dos analistas foi estimar o valor total da empresa. Segundo relatório divulgado pela área de análise do Citigroup, a Visanet vale entre 8,4 bilhões e 10,6 bilhões de dólares (ou 16,4 bilhões e 20,7 bilhões de reais) se for mesmo negociada dentro do intervalo proposto.

O mercado decidiu então comparar esse intervalo com o valor de mercado da principal rival da Visanet. A Redecard, que chegou à BM&FBovespa em 2007 e processa as transações com cartões Mastercard e Diners, tem um modelo de negócios bastante semelhante ao da Visanet – tornando válido esse tipo de comparação. A empresa valia 18,8 bilhões de reais no fechamento do pregão desta terça-feira – portanto, um valor intermediário à faixa proposta para a Visanet.

A conclusão do mercado é de que os próprios bancos que fizeram a avaliação da Visanet para o IPO (Bradesco BBI, BB Investimentos, Santander e JPMorgan) também têm dúvidas sobre qual empresa seria a mais valiosa. À primeira vista, a Visanet pode parecer levar vantagem sobre a Redecard por ser maior, lucrar mais, contar com um número maior de cartões em circulação, possuir mais lojistas credenciados e ser líder em participação de mercado nas transações com plásticos.

O diretor-executivo de Finanças da Redecard, Geraldo Travaglia, explica, no entanto, que essa conta não é tão simples quanto parece. Segundo ele, o principal indicador que favorece a Redecard em relação à Visanet é a margem ebitda (lucro antes de impostos e amortizações). Esse indicador mostra qual é o percentual das receitas que vai para o caixa da empresa. Em 2008, a margem ebitda da Visanet foi de 62% e a da Redecard alcançou 68,3%.

“Isso significa que um real investido na Redecard vale mais”, afirmou Travaglia ao Portal EXAME. “A empresa é muito eficiente na redução de custos e no controle de riscos. Com isso, consegue preservar melhor a receita gerada.” Para o acionista, isso se transforma em maior remuneração pelo capital investido – a Redecard tem uma das maiores taxas de retorno com dividendos da BM&FBovespa.

Procurada, a Visanet informou que não comentaria a afirmação porque está em período de silêncio para o IPO – a reserva de ações começa nesta quarta-feira. Mas, no mercado, há muita gente que concorda com Travaglia. Os analistas Craig Maurer e Matthew O’Neill, da Calyon Securities, que tiveram acesso às informações divulgadas pela Visanet durante o “road show” com investidores, divulgaram um relatório em que afirmam que a Visanet deve ser negociada com um desconto de ao menos 15% em relação à Redecard quando levado em consideração o múltiplo valor de mercado/lucro da empresa (P/E, na sigla em inglês).

Os analistas usaram o preço sugerido por ação da Visanet entre 12 e 15 reais para chegar à conclusão que a empresa valerá entre 10,2 e 12,1 vezes seu lucro estimado para este ano. Já o múltiplo da Redecard equivale a 14,3 vezes o lucro líquido previsto para 2009.

Ainda segundo os analistas do Calyon, a Visanet teria que economizar 305 milhões de reais por ano para alcançar a mesma margem ebitda da Redecard. Eles afirmam que uma parte menor desse valor (81 milhões de reais) é o que a Redecard consegue economizar a mais que a Visanet em despesas. Em relação ao restante, a Redecard leva vantagem por ter receitas muito maiores com a antecipação de recebíveis – um segmento em que a Visanet apenas engatinha.

Por meio desse serviço, a Redecard antecipa o repasse do dinheiro relativo aos pagamentos com cartão de crédito aos lojistas. No Brasil, esse dinheiro demora 30 dias para chegar ao comerciante. A Redecard fatura ao cobrar uma pequena parte do total de recursos que precisam ser repassados aos lojistas. Já a vantagem para a loja é reduzir sua necessidade de capital de giro, antecipando o recebimento. Segundo o Calyon, a antecipação de recebíveis respondeu por 18,5% da receita líquida da Redecard em 2008 – enquanto na Visanet esse percentual cai para só 0,5%.

Conjuntura

O Calyon também acredita que os investidores vão exigir um desconto para comprar as ações da Visanet devido às incertezas sobre a recuperação mundial e pelos temores gerados pelo estudo do Banco Central que apontou falta de concorrência no setor de cartões e defendeu mudanças na forma de atuação de Redecard e Visanet. Apesar de ser considerado apenas um ponto de vista “acadêmico”, já que não propôs medidas concretas, o estudo do BC foi entendido pelo Calyon como um “divisor de águas” para o modelo de negócios das duas empresas.

De forma geral, as mudanças regulatórias no setor que estão sendo discutidas no Congresso e pela área econômica do governo preveem que: 1) as empresas do setor compartilhem os POS (máquinas que capturam e processam as transações); 2) os lojistas possam cobrar preços diferentes para pagamentos com cartão quando julgarem necessário; 3) o dinheiro do pagamento com cartão seja repassado ao lojista em um prazo menor do que os atuais 30 dias; 4) não haja mais exclusividade entre a bandeira e a empresa que processa as transações, como está previsto no contrato entre Visa e Visanet até 2010; e 5) as empresas deixem de ser verticalizadas, realizando o credenciamento dos lojistas, a captura das informações, o processamento das transações e a liquidação das compras.

O Calyon não faz uma avaliação sobre qual é a possibilidade de que alguma dessas medidas seja adotada nem analisa o impacto de cada uma. A Redecard também afirma que não comentará possíveis mudanças regulatórias enquanto o setor mantiver negociações com o governo sobre o assunto. Mas Travaglia defende com veemência o investimento em ações das empresas do setor de cartões.

“A grande tese é que o negócio de cartão de crédito no Brasil ainda está em franca expansão. Tem uma enorme parte da população que começa a se tornar bancarizada, começa a pagar com plástico. É isso que dá a pujança desse negócio. Mesmo com alguma alteração que possa vir a ocorrer no marco regulatório, essa pujança torna o setor tão interessante para os investidores que explica a resiliência fantástica de nossas ações”, diz ele.

– Que Marra!

Neste dia 18, meus posts realmente estão excessivamente críticos! Mas isso é apenas uma exacerbação do direito à cidadania (agora escrevi bonito!)

Brincadeira, estou de ótimo humor e já ganhei um sorriso lindo da minha filhina Marina. Os próximos textos serão mais animados!

– Lula Defende Sarney. Por quê?

Com tantas denúncias contra José Sarney, mesmo assim o nosso mestre-guia Lula insiste em defender o Presidente do Senado. Que país esse homem vive, meu Deus?

Bom, a frase foi dita lá do longíquo Cazaquistão, onde Lula se encontra. Da terra de Borat, talvez não esteja conseguindo enxergar bem a realidade atual da crise do senado…

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u582293.shtml

Lula defende José Sarney e diz que denúncias não têm fim

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira (17) a sequência de denúncias no Senado e saiu em defesa do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que discursou ontem no plenário do Congresso Nacional.

“Não li a reportagem do presidente Sarney, mas penso que ele tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum”, disse. “Elas [denúncias] não têm fim e depois não acontece nada.”

O presidente afirmou que é importante investigar o que houve, inclusive para saber a quem poderia interessar desestabilizar o Senado.

“Essa história tem que ser mais bem explicada. Não sei a quem interessa enfraquecer o Poder Legislativo no Brasil. Mas penso o seguinte: quando tivemos o Congresso Nacional desmoralizado e fechado foi muito pior para o Brasil, portanto é importante pensar na preservação das instituições e separar o joio do trigo. Se tiver coisa errada, que se faça uma investigação correta”, disse Lula.

O petista afirmou ainda que o governo não teme ser prejudicado pelas denúncias sobre o Senado.

“Todos os senadores, a começar do presidente Sarney, têm responsabilidade de dirigir o destino do país, ou seja, do Congresso Nacional, vamos esperar que essas coisas se resolvam logo.”

Para o presidente, as denúncias podem acabar cansando a população. “O que não se pode é todo dia você arrumar uma vírgula a mais, você vai desmoralizando todo mundo, cansando todo mundo, inclusive a imprensa corre o risco. Porque a imprensa também tem que ter a certeza de que ela não pode ser desacreditada porque, na hora em que a pessoa começar a pensar ‘olha, eu não acredito no Senado, não acredito na Câmara, não acredito no Poder Executivo, no STF [Supremo Tribunal Federal], também não acredito na imprensa’, o que vai surgir depois?”, questionou.

– A Ditadura Iraniana

Quer dizer que o Irã reelegeu o seu presidnete com mais de 65% de aprovação, e “democraticamente” se sentiu feliz pelo resultado?

Que democracia é essa em que o povo sai às ruas reclamando do resultado, acusações de fralde e prisão de opositores?

Pior: jornalistas estrangeiros estão sendo proibidos de gravar, a Internet está sendo controlada e o autoritarismo impera. É essa a democracia de Ahmadinejad, amigo do Venezuelano Chávez e sedento armamentista nuclear.

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u582747.shtml

Nas minhas últimas horas no Irã, não posso circular, relata jornalista

Primavera de Teerã está nas ruas, mas não posso usar nem celular nem internet em minhas últimas oito horas na cidade. Está tudo bloqueado. Em teoria, não posso nem circular, relata o enviado especial Raul Juste Lores em reportagem da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Em meio aos protestos da oposição e bloqueios impostos pelo governo iraniano, a imprensa estrangeira foi abafada após a cobertura eleitoral. “O governo cancelou a credencial dos jornalistas estrangeiros. O trânsito é mínimo. Por medo de mais distúrbios e das milícias pró-Ahmadinejad que circulam armadas em motos pela cidade, lojas e empresas fecham mais cedo”, afirma. Segundo o correspondente, que viajou a Dubai (Emirados Árabes Unidos), nas ruas da capital iraniana já se teme um golpe. “Isto é o início de um golpe de Estado, tem militar por todo lado, querem vocês jornalistas fora daqui”, diz o funcionário de um hotel usado pelos repórteres. “Quando não tiver mais ninguém de fora para ver, o que será de nós?”.

Tecnologia de oposição

Moradores locais, munidos de celulares e câmeras digitais, se tornaram as grandes fontes para noticiar os protestos no país, já que a imprensa internacional não pode mais estar presente. A internet e o telefone foram bloqueados em várias partes.

O governo do Irã tem tentado impedir que a imprensa registre os protestos realizados contra a eleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Apoiadores de candidatos da oposição, como ex-primeiro-ministro Mir Hossein Mousavi, têm saído as ruas para criticar a suposta fraude na eleição. Confrontos já deixaram sete mortos.

O novo protesto, marcado para esta quinta-feira, visa manter a pressão no governo pela anulação da votação, que deu a reeleição a Ahmadinejad com cerca de 63% dos votos contra 34% de Mousavi. O opositor convocou ainda a um dia de luto pelos mortos.

O Conselho de Guardiães, órgão de 12 integrantes que é o pilar da teocracia iraniana, rejeitou nesta anular o pleito e aceitou fazer uma recontagem parcial dos votos, válida somente para as urnas cuja integridade foi questionada. Mousavi rejeitou a proposta como insuficiente.

– O Fim da Exigência do Diploma de Jornalismo

Ontem, o STF determinou o fim da exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Segundo o Ministro Gilmar Mendes, tal exigência “limitava a liberdade de expressão”. Em suma, qualquer um pode virar jornalista. Dane-se a faculdade, os estudos e os TCCs.

Seguindo a lógica, qualquer um pode exercer qualquer profissão sem especialização. Por que não cozinheiro virar médico, ou sambista virar juiz de direito?

– A Crise não é do Senado, é “Nossa”

Novamewnte José Sarney aparece negativamente na mídia. Ontem, disse que a crise não era culpa dele, mas do Senado. Ora, a culpa é minha, sua, de todos nós, por votarmos em políticos como esses.

Se todas essas acusações de desmandos e nepotismo ocorrem com Sarney como Senador, assusto em imaginar o que deve ter ocorrido enquanto Presidente da República.

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u581833.shtml

“A crise é do Senado, não é minha”, diz Sarney sobre atos secretos

Pressionado pela opinião pública, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), subiu hoje à tribuna da Casa para falar dos escândalos que atingem a instituição desde que ele assumiu o cargo, no começo deste ano. Cobrado a responder, Sarney disse que a crise não era dele.

“A crise do Senado não é minha. A crise é do Senado. É essa instituição que nós devemos preservar. Tanto quanto qualquer um aqui, ninguém tem mais interesse nisso do que eu, até porque aceitei ser presidente da Casa.”

O último escândalo envolve os mais de 500 atos secretos publicados ao longo dos últimos 14 anos no Senado e que foram usados para nomear, exonerar e aumentar salários de pessoas ligadas ao comando da Casa.

Sarney teve duas sobrinhas nomeadas por ato secreto: Maria do Carmo de Castro Macieira e Vera Portela Macieira Borges. Maria do Carmo foi nomeada para um cargo no então gabinete de Roseana Sarney (PMDB-MA). Vera lotada no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS), em Campo Grande. Ele também teve um neto nomeado e exonerado do gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) por ato secreto.

Sarney disse que não sabia que Cafeteira tinha empregado seu neto. “Porque pedi ao senador Delcídio que uma sobrinha da minha mulher, que é do Ministério da Agricultura, fosse designada para o gabinete dele? Que um neto meu foi nomeado para o gabinete do senador Cafeteira. Eu não pedi e não sabia. Ele próprio disse que não me falou, porque se dissesse talvez não tivesse concordado.”

Ele afirmou que todos os atos secretos são de responsabilidade das administrações anteriores. “Mas é tudo relativo ao passado, nada relacionado ao nosso período. Nós não temos nada a ver com isso. Eu não vou dizer que ocorreu na presidência tal e tal, até porque alguns colegas nossos estão mortos.”

Apesar de ter presidido o Senado em outras duas gestões, Sarney disse que não tem responsabilidade sobre os últimos escândalos. “Estou aqui há quatro meses. O que praticamos? Só exclusivamente buscar corrigir erros, tomar providências necessárias ao resgate do conceito da Casa. Isso não pode se fazer do dia para a noite, nem é do meu estilo fazer soltando fogos de artifício. Nunca fiz minha carreira política às custas da honra de ninguém.”

Ele afirmou ainda que ninguém pode cobrá-lo de nada, pois tomou medidas para corrigir eventuais problemas na administração do Senado.

História

Sarney apelou para sua história para se defender e disse que nunca esteve envolvido em irregularidades. “A minha visão histórica desta Casa, ninguém vai me cobrar. Ao longo da vida, não tenho feito outra coisa se não louvar a instituição. São 55 anos, 60 de vida pública e 50 dentro do Parlamento. Não seria agora, na minha idade, que eu iria praticar qualquer ato menor que eu nunca pratiquei na minha vida. Eu aqui no Senado assisti durante esses anos todos muitos escândalos, muitos momentos de crise, mas em nenhum momento meu nome esteve envolvido. Nunca tive meu nome associado às coisas faladas sobre o Parlamento ao longo do tempo.”

Na tribuna do Senado, ele disse que já prestou muitos serviços ao pais. “Eu, depois de ter prestado tantos serviços a esse país, depois de passar pela presidência da República e enfrentara transição democrática, fui o único governador do Brasil que não concordei com o AI-5. Quem foi o relator da matéria que acabou com o AI-5? Fui eu.” “Se temos erros, eu não vou deixar de tê-los. Mas esses constituem extrema injustiça.”

Crise no Senado

A disputa entre PT e PMDB no Senado trouxe à tona uma série de irregularidades na Casa. Os dois partidos entraram em disputa após a vitória de José Sarney (PMDB-AP) sobre Tião Viana (PT-AC) na eleição para a presidência da Casa.

Dois diretores do Senado deixaram seus cargos após denúncias. Agaciel Maia deixou a diretoria-geral da Casa após a Folha revelar que ele não registrou em cartório uma casa avaliada em R$ 5 milhões.

José Carlos Zoghbi deixou a Diretoria de Recursos Humanos do Senado depois de ser acusado de ceder um apartamento funcional para parentes que não trabalhavam no Congresso.

Reportagem da Folha mostrou ainda que mais de 3.000 funcionários da Casa receberam horas extras durante o recesso parlamentar de janeiro. O Ministério Público Federal cobrou explicações da Casa sobre o pagamento das horas extras trabalhadas no recesso.

Em março, a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), líder do governo no Congresso, foi acusada de usar parte da cota de passagens do Senado para custear a viagem de sete parentes, amigos e empresários do Maranhão para Brasília. Por meio de sua assessoria, a senadora disse que nenhum dos integrantes da lista de supostos beneficiados com as passagens viajou às custas do Senado.

No lado oposto, veio à tona a informação que Viana cedeu o aparelho celular pago pelo Senado para sua filha usar em viagem de férias ao México.

No dia 10 de junho, o jornal “O Estado de S. Paulo” publicou um levantamento de técnicos do Senado mostrando que atos administrativos secretos –entre eles o do neto do presidente do Senado, José Sarney– foram usados para nomear parentes, amigos, criar cargos e aumentar salários.

Os atos secretos teriam sido assinados na gestão de Agaciel Maia.

– Ministério Público contra Fast-Foods

Quando estamos na posição de administradores de empresas, inegavelmente aplaudimos as ações de marketing bem-sucedidas de algumas organizações. Especificamente, no comércio de fast-food, vemos o McDonald’s sabiamente usando seu produto McLanche Feliz com brindes às crianças, faturando alto em cima dos personagens infantis ali estampados.

Já quando nos encontramos na condição de consumidores, é um verdadeiro suicídio levar as crianças para “comer” no McDonald’s, pois além do preço alto, você acaba tendo que comprar o lanche que vem com o brinquedinho.

Assim, o Ministério Público Federal decretou guerra ao McDonald’s, Bob’s e Burger King, proibindo o “apelo” promovido pelo marketing infantil.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/ae/economia/mp-move-acao-mcdonald-s-bob-s-burger-king-424959.shtml

MP move ação contra McDonald’s, Bob’s e Burger King

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo informou hoje que entrou com ação civil pública, com pedido de liminar, para que as redes de lanchonetes McDonald’s, Bob’s e Burger King suspendam as promoções que casam venda de lanches com brinquedos. As redes Burger King e Bob’s informaram, por meio de nota oficial, que ainda não foram notificadas pelo Ministério Público Federal e, por isso, não comentarão o assunto. O McDonald’s também informou que não foi notificado, mas ressaltou que, desde parecer do MPF sobre o tema, a rede vende os brinquedos também de forma independente, “não havendo obrigatoriedade de consumir a refeição”. Para o autor da ação, procurador da República Márcio Schusterschitz da Silva Araújo, os brinquedos influenciam as crianças na compra dos lanches, basicamente compostos de hambúrguer, batata frita e refrigerante, alimentos associados por especialistas ao problema da obesidade infantil. Araújo ressaltou que a estratégia de marketing utilizada por McDonald’s, Bob’s e Burger King nas promoções McLanche Feliz, Lanche Bkids e Trikids, respectivamente, incita o consumo e torna fiel o consumidor infantil a um produto altamente calórico. Ele disse ser contra o argumento das redes de que os pais são os únicos responsáveis pela compra ou não do lanche com o brinquedo. Conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC), a responsabilidade dos pais não isenta de responsabilidade o fornecedor nem faz a prática deixar de ser abusiva. Em 2006, o McDonald’s firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPF para que os brinquedos que acompanham o McLanche Feliz fossem também vendidos separadamente. O objetivo do TAC era impedir a venda casada dos brinquedos com o lanche e permitir aos pais que completassem as coleções dos filhos, independentemente da compra de lanches. A ação, contudo, independe do TAC e se baseia em outros fundamentos legais, de acordo com o MPF. A preocupação não é apenas quanto à venda casada, mas sim quanto aos efeitos sobre a infância e a saúde pública do marketing infantil das redes de fast food.

– Marina Sapeca!

Como é gostoso ser pai!

Nossa filha está com 3 meses e meio, e cada vez mais esperta:

A carinha de sapeca dela diz tudo. Olha ela em outro momento:

http://fotolog.terra.com.br/rafaelporcari:86

– Minc Compara a Maconha ao Cigarro

Caros amigos, é inadmissível que o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, abertamente nesta terça-feira, tenha comparado os malefícios do cigarro (que são grandes) com os da Maconha! Justificar a legalização da droga com analogia a outra é o fim do mundo!

E o incrível é que este ministro, que participou da “Marcha da Maconha” recentemente, no Rio de Janeiro, não será punido e se manterá no cargo.

Àqueles que são vítimas da violência e do sofrimento causados por dependentes de drogas (seja maconha, fumo ou álcool), sabem do tormento que isso leva. Só o Ministro acha que não…

Extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1197028-5602,00-MINC+DEFENDE+LEGALIZACAO+DE+MACONHA+E+NEGA+APOLOGIA+AS+DROGAS.html

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reafirmou hoje sua posição de defesa da legalização da maconha, mas negou ter cometido o crime de apologia às drogas ao participar de uma manifestação sobre o tema.

Em nenhum momento eu disse que é preciso desobedecer a lei e consumir a droga. O que disse era que não estava de acordo com a legislação vigente. Entendo que apologia é incentivar o consumo e afirmar que faz bem à saúde”, afirmou Minc diante da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Na semana passada, a comissão pediu o comparecimento do ministro para que explicasse sua participação na Marcha da Maconha, organizada no dia 9 de maio no Rio de Janeiro e, de forma simultânea, em outras 250 cidades de todo o mundo.

Minc reiterou que compareceu à passeata em caráter “pessoal” e não na qualidade de ministro. Além disso, lembrou que sua postura também é defendida por personalidades como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“É necessário tratar a dependência como uma questão de saúde pública e não de política. Tratar o usuário como um delinquente dificulta seu acesso ao tratamento”, acrescentou o ministro.

O deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), que solicitou o comparecimento de Minc, voltou a acusar ao ministro de cometer apologia às drogas.

O senhor cometeu o delito de apologia, porque estava na manifestação com cartazes incentivando o uso da maconha, com várias camisetas com a folha da maconha, e isso por si só é apologia“, disse o parlamentar.

As marchas a favor da legalização da droga foram organizadas pela internet por diversos coletivos articulados por meio de organizações vinculadas ao Fórum Social Mundial.

Em várias cidades brasileiras, as manifestações foram suspensas pela Justiça com o argumento de que podiam constituir o crime de apologia às drogas. EFE

– A Diversidade Religiosa dos Jovens Brasileiros

Muito interessante a matéria de capa da Revista Época, na sua última edição (por Nelito Fernandes), intitulada “Deus é Pop”. Nela, é traçado um perfil do jovem brasileiro e sua religiosidade. Questionados pelo IBGE sobre: “Qual é a sua religião?, o instituto obteve 35.000 respostas. A reportagem ainda destaca o crescimento de jovens de comunidades independentes de uma igreja, dos jovens da Igreja Bola de Neve, e dos movimentos católicos.

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI77084-15228-3,00-DEUS+E+POP.html

Deus é pop

Como os jovens brasileiros – que estão entre os mais religiosos do mundo – expressam sua fé em novos ritos, novas igrejas e até na internet

Com mais de 20 tatuagens estampadas no corpo, dois piercings no nariz e um alargador de orelha, a paulistana Fernanda Soares Mariana, de 19 anos, parece estar montada para um show de rock. Apenas a Bíblia que ela carrega nos braços sugere outro destino. E Fernanda, a despeito do visual, está pronta mesmo é para encontrar Jesus. “A igreja não pode julgar. Ela tem de estar lá para transformar sua vida, e não sua aparência”, afirma. A igreja que Fernanda escolheu não a julga pelo figurino. Numa noite de domingo, no templo da Bola de Neve Church do Rio de Janeiro, o que se vê são fiéis vestindo bermudas e camisetas com estampas de surfe. Boa parte exibe tatuagens como as de Fernanda. No altar, uma banda toca música gospel, enquanto a vocalista grita o refrão “Jesus é meu Senhor, sem Ele nada sou”. Na plateia, cerca de 300 pessoas acompanham o show em catarse, balançando fervorosamente ao som da música. A diaconisa Julia Braz, de 18 anos, sobe ao palco de cabelo escovado e roupa fashion. Põe a Bíblia sobre uma prancha de surfe no púlpito e anuncia: “O evangelismo tá bombando!”. Amém.

Cultos voltados para os jovens, como a igreja da Bola de Neve, revelam um fenômeno: mostram que o jovem brasileiro busca formas inovadoras de expressar sua religiosidade. Em 1882, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche assinou a certidão de óbito divina com a célebre afirmativa: “Deus está morto”. Para ele, os homens não precisariam mais viver a ilusão do sobrenatural. Nietzsche não foi o único. O anacronismo da fé religiosa era uma premissa do socialismo. “A religião é o ópio do povo” está entre as frases mais conhecidas de Karl Marx. Para Sigmund Freud, a necessidade que o homem tem de religião decorreria de incapacidade de conceber um mundo sem pais – daí a invenção de um Deus. A influência de Marx e de Freud no pensamento do século XX afastou gerações de jovens da fé. Mas a derrocada do socialismo e as críticas à psicanálise freudiana parecem ter deixado espaço para a religiosidade se manifestar, sobretudo entre os jovens. “Aquilo que muitos acreditavam que destruiria a religião – a tecnologia, a ciência, a democracia, a razão e os mercados –, tudo isso está se combinando para fazê-la ficar mais forte”, escreveram John Micklethwait e Adrian Wooldridge, ambos jornalistas da revista britânica The Economist, no livro God is back. Para os jovens, como diz o título do livro, Deus está de volta. Ou, nas palavras da diaconisa Julia, “está bombando”.

Uma pesquisa inédita do instituto alemão Bertelsmann Stifung, realizada em 21 países, revela que esse renascimento da religião está mais presente no Brasil que na maioria dos países. O estudo mostra que o jovem brasileiro é o terceiro mais religioso do mundo, atrás apenas dos nigerianos e dos guatemaltecos. Segundo a pesquisa, 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos se dizem religiosos e 65% afirmam que são “profundamente religiosos”. Noventa por cento afirmam acreditar em Deus. Milhões de jovens recorrem à internet para resolver seus problemas espirituais. Na rede de computadores, a diversidade de crenças se propaga como vírus. “Na minha geração só sabia o que era budismo quem viajava para o exterior”, diz a antropóloga Regina Novaes, da Universidade de São Paulo e ex-presidente do Conselho Nacional de Juventude. “Hoje, com a internet, o jovem conversa com todo o mundo e conhece novas religiões. A internet virou um templo.” Mais talvez do que isso, ela se converteu no veículo ideal de uma religião contemporânea e desregulada, que pode ser exercida coletivamente sem sair de casa e sem submeter-se a qualquer disciplina.

Até o século XIX, o Brasil tinha uma religião oficial: a católica. Quem não era católico não podia trabalhar para o Estado. Os outros cultos eram permitidos, mas desde que não fossem praticados dentro de edificações cuja arquitetura lembrasse uma igreja. Hoje, quase metade dos jovens brasileiros diz professar outras religiões – e essa talvez seja uma das características mais marcantes da nova religiosidade do jovem brasileiro. “É um salto muito grande, em muito pouco tempo”, diz o antropólogo Roberto DaMatta. Parte da explicação para a transformação de uma sociedade baseada numa só fé para a era das múltiplas escolhas está na disposição do jovem para experimentar. Ele pode aderir a seitas exóticas, viver aquele momento e depois voltar para a tradição sem grandes dilemas. “O jovem não decide ser católico só para seguir a religião dos pais. Ele quer distância disso”, diz o teólogo Rubem Alves.

A experiência de Alves com jovens mostra que eles querem seguir os próprios caminhos. Os jovens, diz ele, adotam religiões minoritárias por achar que estão vivendo uma grande missão: querem mostrar ao mundo que, apesar da pouca idade, já encontraram sua “verdade”. Seria quase um ato de afirmação juvenil. Na religião, como na política e nos costumes, há rebeldia. Assim como os pais religiosos já não transmitem sua crença aos filhos, os pais ateus também não influenciam os filhos a adotar o ateísmo. Uma pesquisa feita com famílias do Rio de Janeiro revela que 60% dos filhos de pais ateus acreditam em Deus e adotam alguma religião. Alguns, motivados por questões íntimas, empreendem verdadeiras peregrinações em busca de respostas a suas inquietações.

Tome a história do ator Gabriel Anésio, de 19 anos. Ele já foi evangélico, católico e frequentou terreiros de umbanda. Gabriel dava aulas de teatro para crianças numa igreja católica quando disse a um padre que era gay. Foi aconselhado a esconder sua condição. Não concordou e procurou uma igreja evangélica. Lá, foi encaminhado para uma “corrente de libertação”, uma espécie de workshop para “curar” os gays. Também não funcionou. Ele então recorreu ao candomblé. Procurou uma pombajira com um pedido: queria deixar de ser gay. A entidade teria respondido o seguinte: “Pede outra coisa, porque isso aí não vai ter jeito não, meu filho”. Hoje, Gabriel frequenta a Igreja Cristã Contemporânea, na Lapa, reduto de travestis no Rio. Fundada pelo pastor Marcos Gladstone, também saído de uma igreja que não aceitava homossexuais, a Contemporânea virou um refúgio para jovens gays que querem ser evangélicos, mas não são acolhidos noutros lugares. “O amor de Deus é para todos, sem discriminação”, diz o pastor Gladstone. Na Contemporânea, 80% dos fiéis têm menos de 30 anos. O comerciário Estevam Januário, de 20, está entre eles. Ele conta que era obreiro da Igreja Universal, mas teve de sair de lá depois que os amigos passaram a insistir em lhe arrumar um casamento. “Para eles, ser gay é errado. Eu não posso escolher minha opção sexual, mas a religião eu posso”, diz Estevam.

É entre os evangélicos que surgem mais propostas de igrejas flexíveis. Eles têm igrejas para metaleiros, para garotas de programa e até para lutadores de jiu-jítsu. Em Fortaleza, a Igreja Evangélica Congregacional abriga um núcleo chamado “Lutadores de Cristo”. Cerca de 80 jovens rezam, assistem à pregação do pastor e depois sobem no tatame para trocar socos e pontapés. Por fim, dão as mãos e cantam juntos o louvor. “Pregamos o Evangelho para jovens que jamais entrariam numa igreja. Ninguém aqui se envolveu em briga na rua”, diz o coordenador do projeto, lutador e pastor Elder Pinto. “Aqui pregamos a paz.”

Em Minas, desde 1992 existe a Caverna de Adulão, que não usa o termo “evangélico” e se autodenomina uma “comunidade cristã alternativa”. Assim como a Bola de Neve, ela recebe metaleiros, jovens tatuados e com piercing na língua, além de promover shows de heavy metal. “Enquanto os pastores falam que rock pesado é do diabo, aqui mostramos que ele é de Deus”, diz o pastor Geraldo Luiz da Silva. “As igrejas aceitam esses jovens, mas têm a expectativa de que eles mudem e troquem a jaqueta de couro pela camisa social de manga comprida. Aqui, não é assim.”

A capacidade de se adaptar ao espírito do tempo para responder aos anseios dos jovens parece ser um trunfo dos evangélicos – que, em termos estatísticos, avançam sobre as demais religiões no Brasil. “Sem dúvida, um dos principais fatores que explicam a explosão evangélica no país é essa característica de se ajustar aos valores da sociedade. O neopentecostal aceita coisas que eram impossíveis há três décadas”, diz a antropóloga Cristina Vital, do Instituto de Estudos da Religião, do Rio de Janeiro. Cristina lembra que o catolicismo também passa por uma transformação, muito menos radical. “Temos a renovação carismática, os padres cantores, algo que também não se via.”

Embora exista uma tentativa de fazer frente ao apelo pop dos evangélicos, a imagem da Igreja Católica parece velha para boa parte dos jovens. Quando um bispo tenta impedir que uma menina de apenas 9 anos possa fazer aborto após ter sido estuprada, contrariando uma garantia legal e uma recomendação médica, ele contribui indiretamente para afastar do catolicismo até jovens fervorosos. A assistente social Renata Carvalho da Silva, de 28 anos, foi secretária estadual da Pastoral da Juventude de São Paulo. Renata trabalhava pela formação de jovens. Quando coordenou um serviço de mulheres vítimas de violência em Guaianases, na Zona Leste, deparou com o que lhe pareceu uma contradição do catolicismo: “Os argumentos em defesa da vida são contraditórios. Se você tem relações sexuais sem camisinha corre risco. Que defesa da vida é essa?”. Renata acabou se afastando do dia a dia da igreja. “Continuo católica, minha fé não mudou, mas quase não vou mais às missas. A fé não depende da Igreja para existir”, diz ela.

A socióloga Dulce Xavier, do grupo Católicas pelo Direito de Decidir, diz que as posições intransigentes da Igreja afastam os jovens. “A Igreja Católica está parada no tempo na questão das liberdades individuais. O jovem é contestador, não aceita isso”, diz Dulce. O teólogo Fernando Altmeyer, professor da PUC de São Paulo, diz que a igreja acredita e quer, sim, que seus fiéis sigam os preceitos. Ele diz que o papa Bento XVI tem seguido uma linha coerente: prefere um cristianismo de qualidade, mesmo que minoritário. “Essa tem sido uma discussão na Igreja ao longo dos séculos. Até agora, tem prevalecido que Igreja não vai barganhar seus valores em busca de popularidade”, diz Altmeyer. “Questões como a defesa da vida e o sexo com amor, para reprodução, são eternas.” Altmeyer acredita que o jovem tem dificuldade de seguir os preceitos religiosos por fatores que vão além da rigidez. Para ele, o grande desafio dos católicos é contextualizar seus valores e explicá-los aos jovens de uma forma que eles entendam. “Embora o tema seja o mesmo, o discurso não pode ser”, afirma.

Um sinal da dificuldade da Igreja Católica – e não só dela – em atrair os fiéis jovens é dado por uma característica intrigante dessa nova religiosidade. “Comparado a outras sociedades, o Brasil tem um grande número de jovens que se dizem religiosos, mas a intensidade com que eles vivem a religião é menor que a dos mais velhos”, diz Matthias Jäger, diretor do instituto alemão Bertelsmann Stifung. Quando a pesquisa feita pelo instituto perguntou sobre a prática da fé, somente 35% dos jovens brasileiros disseram viver de acordo com os preceitos religiosos. Esse porcentual foi de 84% na Nigéria, de 53% em Israel e de 52% na Itália. O índice brasileiro de coerência religiosa é, portanto, dos mais baixos.

Há uma explicação para isso? “O jovem tem fé, mas não aceita o pacote pronto institucional”, diz a antropóloga Regina Novaes. Para seu estudo Os jovens sem religião, Regina levantou com o IBGE um dado revelador. Segundo ela, no Censo de 2000 houve 35 mil respostas diferentes para a pergunta “Qual é a sua religião?”. Em 2010, o número poderá ser ainda maior. “A religião, para o jovem brasileiro, é mais declarada do que vivida”, diz Regina. Seria essa uma forma de dizer que os jovens são religiosos apenas da boca para fora? Ou seria o caso de afirmar que as práticas religiosas, tal como se apresentam, não correspondem às necessidades deles? Um bom exemplo dessa ambiguidade é Rafael Lins, de 19 anos, o criador da comunidade “Mais Deus, menos religião”, que reúne 6.200 participantes na rede de relacionamentos Orkut. “Não vou a igreja nenhuma, porque não concordo com muitas coisas que são ditas lá”, afirma. Filho de pais evangélicos, Rafael não seguiu a crença deles. “Não preciso estar em algum lugar para ficar junto de Deus.” Uma coisa, porém, seu caso deixa clara: os jovens brasileiros parecem ter deixado de lado as fés mais populares no século passado – na revolução socialista, na libertação dos desejos ou na certeza científica – para acreditar naquilo que julgam ser seu verdadeiro Deus.

– O Quarto Árbitro, seu Poder de Decisão e a Tecnologia em Campo

Amigos, nosso colega de arbitragem Howard Webb nos propiciou, involuntariamente, um tópico bastante interessante para discussão: a colaboração de todos os elementos do quarteto de arbitragem na condução de uma partida.

Não podemos nos esquecer de que os árbitros assistentes e o quarto árbitro tem poder de informação, e que o poder de decisão é exclusivo aos árbitros. Vide no último domingo, no jogo Palmeiras X Cruzeiro, onde o gaúcho Vuaden recebeu a informação de que o atacante Keirrison estava em posição de impedimento, mas como a bola foi para o outro atleta palmeirense que vinha em condição legal, deu sequência à jogada ,dispensando a informação do seu bandeira (resultando no terceiro gol do Palmeiras).

Futebol é assim mesmo, uma equipe de arbitragem busca maximizar os acertos, e às vezes, assumir uma postura humilde para salvar o lance. Assim como Vuaden recebeu uma informação, discordou da mesma e decidiu pela sua, no jogo entre  Brasil X Egito, Webb recebeu uma informação, acatou-a e desprovido de vaidade modificou sua decisão, salvando sua arbitragem.

Na jogada, para quem não viu o lance, o zagueiro egípcio intercepta a bola com a mão, impedindo uma situação manifesta de gol, desviando a bola para um tiro de canto a favor do Brasil. Mesmo tendo apontado o escanteio, o árbitro posteriormente muda sua decisão (não há prejuízo no lance, pois a partida não fora reiniciada), e marca tiro penal para a Seleção Brasileira. Segundo o ex-árbitro Arnaldo Cezar Coelho, que houvera conversado posteriormente com o árbitro, ele disse que mudou sua decisão devido sua “consciência”. Para quem milita nos gramados, percebe-se (e é apenas uma opinião, não uma informação), de que o árbitro assistente ou até mesmo o quarto árbitro informaram que houvera sido toque de mão. Se foi isso mesmo que aconteceu, onde está o erro? É um quarteto de arbitragem, e se assistente ou quarto árbitro estavam convictos, e passaram a informação, deve-se elogiar a postura dos mesmos! 

Se foi pênalti ou não, não discutiremos. Mas me lembro do amigo Cléber W Abade, em uma pré-temporada em 2005 para o Paulistão na qual participei, que disse uma frase marcante: “do sofá da minha casa, não erro um lance!“. Sábias palavras… pondero minhas opiniões na lembrança desta citação. Culpar o árbitro da não-marcação inicial do pênalti pode parecer fácil, mas sabemos das dificuldades lá de dentro.

Mas tudo isso foi dito porque a Seleção do Egito protestou por outro motivo: segundo Zidan, atacante egípcio, “foi pênalti sim, mas a informação veio de fora”. Supostamente, alegaram que o pênalti foi marcado com o auxílio da tecnologia, ou por alguém que fazia a vez de “árbitro de sofá”

A tecnologia de usar rádios comunicadores para os árbitros conversarem em campo funciona, e a fazemos muito bem nos nossos campeonatos, como no Paulistão. Isso é permitido. O que se questiona é que a informação veio através da observação do telão (A FIFA proíbe uso dessa tecnologia para o árbitro tomar decisões). Ora, estamos esquecidos de que a própria FIFA permite os telões nos estádios, mas proíbe os replays ou qualquer repetição de lances polêmicos? Do telão, teoricamente, não veio a decisão. Creio que nenhum jornalista estivesse atrás do bandeira ou do quarto árbitro “soprando” a informação no seu ouvido. Então, aceite-se o trabalho em equipe como fator de sucesso.

Agora, se, de repente, na surdina, o árbitro assistente ou quarto árbitro, com uma informação externa confirmasse a sua dúvida, e “marotamente” informasse o árbitro, teria ele também salvo a partida! Claro, de maneira não recomendável. Mas, o bom – e justo – quarto árbitro não teria dúvidas em bater no peito e afirmar: “Eu estou convicto e informei ao árbitro o que vi, sem dúvidas”, descartando publicamente o uso de imagens externas, embora tenha feito uso delas. Tal postura sem vacilo evitaria qualquer complicador de que usou imagens de TV para decidir (sei que aqui terei muitas opiniões contrárias, mas…). Aos árbitros iniciantes, isso se chama “experiência” ou “boa malícia”. Deve-se cumprir a regra, e claro, respeitar o espírito do jogo.

Mas se o assunto maior é o uso ou não da tecnologia externa, lembro outra frase de outro amigo, Wilson Luís Seneme, que em uma jornada, informalmente, falávamos do uso de TV, e posteriormente o ouvi na Rádio Bandeirantes mantendo a mesma idéia e dando tal parecer: “se a tecnologia é para ajudar o árbitro a tomar a decisão correta, por que não usá-la?”

Há algum pecado nessa inteligente e respeitosa opinião?

Talvez a questão não seja o por quê, mas o como usá-la. As regras do futebol são universais. Então, se a regra fosse mudada, deveria ser no mundo todo, e isso tem custos. Mas, a mesma regra, apenas como ilustração, diz que o jogo poderá ter um quarto árbitro, desde que o regulamento da competição assim o designe. Nos campeonatos SUB 20 da segunda divisão de SP, por exemplo, não há quarto árbitro. Já final da Copa do Mundo de 2006, houve até o quinto árbitro, designado pelo regulamento!

A cada importância de competição, muda-se a estrutura da realização do jogo. De repente, para torneios “premium”, não deveria se utilizar alguma metodologia nova, permitida pelo regulamento específico do torneio?

Voltemos ao jogo do Palmeiras X Cruzeiro citado acima. No lance resultante em primeiro gol do Palmeiras, uma bola difícil que “bate na linha ou dentro do gol” (não julgo o lance por ética) na primeira paralisação do jogo, não se poderia utilizar o vídeo para ratificar ou retificar a decisão do árbitro, antes do reinício da partida?

Vale-se a discussão!

– Caetano Veloso Precisa de Dinheiro Público? Nós o estamos patrocinando…

O descaso com o dinheiro público parece não ter fim. Caetano Veloso, consagrado cancioneiro, está realizando sua nova turnê, e se apresentou num luxuoso e badalado show em São Paulo, no Credicard Hall. Mas um detalhe: sua turnê receberá uma “bolada de dinheiro” do Governo Federal, através da Lei Rouanet, que financia seus gastos e dá (isso mesmo, dá, do verbo “dar”) dinheiro para cobrir prejuízos e viabilizar financeiramente o evento.

Tal lei é para incentivo a cultura, não para ajudar artistas famosos a maximizar seu lucro. Caetano fará caridade em seu show, ou é simplesmente um evento comercial onde ele faturará com as entradas? Que incentivo a cultura é esse, se o show é caríssimo e não popular? O que as pessoas que carecem de cultura ganham quando o Ministério dá dinheiro ao Caetano Veloso?

Se você acha que tais críticas são exageradas, veja o que Gilberto Dimenstein sabiamente escreveu, e para quem gosta de radicalidade, o que o PCdoB colocou em seu sítio eletrônico:

Extraído de:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u581134.shtml

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=57910

CAETANO PRECISA DE AJUDA?

Estive no show de Caetano Veloso em São Paulo e notei que, apesar do alto preço dos ingressos, todos os lugares estavam ocupados –apenas preço do estacionamento era de R$ 25. Daí se vê o absurdo de uma possível concessão de R$ 2 milhões à turnê nacional desse espetáculo, graças à Lei Rouanet.

Não me senti jogando dinheiro fora ao pagar o alto valor dos ingressos. Muito pelo contrário: Caetano é um talento extraordinário. Mas sinto que meu dinheiro está sendo jogado fora quando recurso público acaba patrocinando esse tipo de evento.

Caetano ajuda a sintetizar meu incômodo com a Lei Rouanet, que o governo pretende reformar. A concessão do incentivo fiscal, como muitos outros incentivos públicos, para a cultura muitas vezes reforça a lógica da desigualdade do país. Faria mais sentido se Caetano, assim como as celebridades artísticas, recebesse o dinheiro em troca não apenas de ingressos gratuitos, mas de oficinas culturais ou aulas-espetáculo. Em poucas palavras, a concessão do benefício estaria condicionada a algum projeto pela melhoria da educação pública.

Todos sairiam ganhando com essa troca: os estudantes mais pobres teriam a chance de uma inesquecível aula-espetáculo.

E o artista teria, além do apoio financeiro, o prazer de compartilhar sua experiência com quem dificilmente assistiria ao seu espetáculo.

POR TRÁS DO JOGO POLÍTICO DA CULTURA

A lógica da CNIC deveria ser a do Ministério:

1. Shows comercialmente viáveis não devem ser incentivados. Caetano é, graças a seu talento. 

2. Não deve haver concentração de verbas no centro-sul. Caetano é um artista do centro-sul, seus shows serão majoritariamente no centro-sul. 

A partir daí, como fica? Na entrevista da Folha, foram apresentados a ele quatro projetos que tiveram o patrocínio negado: as peças “Peter Pan” e “Miss Saigon”, e exposições como “Leonardo da Vinci” e “Corpo Humano”.

Ele não discute os critérios. Mas defende a revogação do veto à Maria Bethania, argumentando que Ivete Sangalo – que é um sucesso comercial maior – teve seu projeto aprovado. 

Não sou masoquista para trabalhar só com artistas malsucedidos. O ministério não tem vocação de irmã Dulce nem de Madre Teresa de Calcutá. Um artista conhecido pode ter dificuldade de conseguir patrocínio para uma obra experimental, ou pode ser do interesse público abaixar os preços de um espetáculo popular. 

Espetáculo popular no Credicard Hall é dose. 

De qualquer modo, Juca deixa transparecer uma suspeita política, a de que a decisão do CNIC visou jogar artistas consagrados contra as mudanças na lei Rouanet. É possível. A própria exclusão de Maria Bethânia e a inclusão de Ivete Sangalo mostra um jogo difícil de ser compreendido. 

Mesmo assim, ficadevendo explicações mais claras, inclusive sobre o tal jogo da CNIC. 

Se a intenção do CNIC foi desgastar as mudanças, conseguiu.

OBSERVAÇÃO: são 2 milhões de reais que o Ministério da Cultura que irão (ou poderiam ir) para Caetano Veloso. Após muitas pressões, o Ministério disse que reverá a Lei Rouanet, para cancelar ou não tal “incentivo”.

– Os Boçais do Futebol

Se você também se preocupa com a paz no futebol e lamenta a presença de gangues travestidas de “torcedores” nos estádios, aqui vai um Raio X das Torcidas Organizadas, publicada na Revista Veja, em seu suplemento “Veja SP” desta semana. É assustador!

Extraído de: http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/2117.html

MARGINAIS DA ARQUIBANCADA

Por Fábio Soares, Filipe Vilicic e Sara Duarte

O clima nos estádios paulistanos costuma ser de tensão. Muitas vezes sem darem a mínima ao que acontece no gramado, hordas de torcedores organizados trocam xingamentos e ameaças. É uma violência que afugenta das partidas as pessoas que simplesmente gostam de futebol e hoje têm medo – totalmente justificado – de se aproximar do Morumbi, do Pacaembu ou do Parque Antártica em dias de jogo. Quando as quadrilhas uniformizadas se encontram na rua, é grande o risco de uma batalha com consequências imprevisíveis. Foi o caso das arruaças entre vascaínos e corintianos no último dia 3. Por volta das 21h30, um comboio de quinze ônibus com seguidores do Vasco encontrou, na Marginal Tietê, um ônibus e ao menos quatro carros com cerca de sessenta membros do Movimento Rua São Jorge, dissidência da corintiana Gaviões da Fiel. A escolta policial que acompanhava o grupo carioca, com vinte motos e duas viaturas, não foi suficiente para conter os ânimos. Durante quinze minutos, os dois bandos se digladiaram, armados de paus, pedras e barras de ferro, além de ao menos uma espingarda calibre 12 e uma pistola automática. O corintiano Clayton de Souza, de 27 anos, foi espancado até a morte. 

“Há fortes indícios de que a São Jorge tentou armar uma emboscada”, afirma a delegada Margarette Barreto, titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). De acordo com a Polícia Militar, 450 pessoas se envolveram no tumulto. O Ministério Público Estadual fala em 700. “Não armamos a briga”, defende-se o empreiteiro Douglas Deungaro, conhecido como Metaleiro, ex-presidente da Gaviões e o principal líder da São Jorge. “Se quiséssemos fazer algo do tipo, teríamos reunido mais torcedores, em vez de mandar só um pequeno grupo para apanhar.” Em represália à morte de Souza, dois rapazes incendiaram com um coquetel molotov um ônibus vazio da torcida vascaína que estava estacionado no entorno do Estádio do Pacaembu. A polícia deteve 27 corintianos. Desses, dezenove foram indiciados. Todos acabaram liberados e estão livres para aterrorizar as próximas partidas do Timão. “A falta de punição encoraja esses indivíduos”, afirma o promotor Paulo Castilho, idealizador de um projeto de lei que tem como objetivo criminalizar atos de violência dos torcedores.

Investigações do Decradi mostram que os líderes das torcidas usam olheiros para monitorar onde estão os veículos rivais e então planejar ataques. “O criminoso se sente protegido em meio ao seu bando, pela sensação de anonimato”, explica o coronel da reserva Marcos Marinho de Moura, que desde 2006 tenta organizar um cadastro com os nomes e fotos de todos os membros das torcidas organizadas para a Federação Paulista de Futebol. Não tratar os marginais como tais é o principal estopim das brigas. Restringir o consumo de álcool nas redondezas dos estádios e criar uma polícia específica para agir em eventos esportivos, além de manter preso e banido dos estádios quem se mete em confusão, são algumas das soluções apontadas por especialistas ouvidos por VEJA SÃO PAULO (confira no quadro).

Nem sempre as torcidas foram sinônimo de baderna. De acordo com a pesquisadora Tarcyanie Cajueiro, autora de uma dissertação de mestrado sobre o assunto, as primeiras torcidas organizadas do estado, com sedes fixas e grande número de integrantes, foram a Gaviões da Fiel e a Torcida Jovem do Santos, ambas fundadas em 1969. Em 1971, surgiu a Camisa 12, também do Corinthians. No ano seguinte vieram a Torcida Tricolor Independente, do São Paulo, e a Leões da Fabulosa, da Portuguesa. “Muitos iam ao estádio torcer, mas os líderes, só para brigar mesmo”, conta o coronel da reserva Silvio Villar Dias, autor do estudo “Atos violentos derivados de praças desportivas”. Um dos confrontos mais marcantes ocorreu em um jogo entre Santos e Portuguesa, no Canindé, em 1978. “O estádio estava em reforma e os torcedores pegaram paus e pedras para se enfrentar”, lembra o jornalista esportivo Paulo Vinicius Coelho, o PVC. Atualmente, existem treze organizadas de expressão dos quatro principais times da capital (Corinthians, Palmeiras, Portuguesa e São Paulo), que reúnem mais de 200 000 membros.

Nos anos 80, a violência aumentou, em grande parte devido à inspiração nos hooligans ingleses. Foi a época em que as torcidas começaram a armar confusão a caminho dos estádios. O primeiro confronto com morte data de outubro de 1988. Cleo Sóstenes, então presidente da palmeirense Mancha Verde, foi assassinado a tiros próximo à sede de sua torcida. Quatro anos depois, uma bomba de fabricação caseira matou o corintiano Rodrigo de Gásperi, de 13 anos, no Estádio Nicolau Alayon, do Nacional Atlético Clube, durante uma partida entre São Paulo e Corinthians. Em agosto de 1995, outro adolescente, o são-paulino Márcio Gasparin da Silva, de 16 anos, foi morto a pauladas em um confronto entre as torcidas do Palmeiras e do São Paulo na final da Supercopa de Juniores. Após esse incidente, o Ministério Público Estadual pediu a extinção da Mancha Verde e da Independente. “Tentamos inúmeras vezes fechar as organizadas, mas elas sempre deram um jeito de voltar à ativa”, afirma o deputado estadual Fernando Capez, procurador de Justiça licenciado. Em 1997, ex-integrantes da Mancha Verde formaram a Mancha Alviverde. A Independente, na prática, só mudou sua estrutura.

Hoje, dissidências das organizadas protagonizam a maior parte dos confrontos. O tal Movimento Rua São Jorge, que se envolveu na encrenca com os vascaínos, é um exemplo. Fundado em 2007, o bando surgiu depois de discussões internas na Gaviões da Fiel. De acordo com a Decradi, reúne 800 integrantes. Mas, segundo os líderes do agrupamento, esse número é superior a 2 000. “Nós nos separamos porque achamos que a torcida deve ter foco no time e no clube, sem desviar a atenção para outros assuntos, como o Carnaval”, diz o presidente Metaleiro. Membros do grupo costumam travar discussões nas arquibancadas até com outros corintianos. “Os mais jovens têm o hábito de brigar para mostrar força e se afirmar. Já fui assim.”

Dissidências dão dor de cabeça em outras grandes torcidas paulistanas. “Sempre expulsamos maus elementos”, diz o diretor da são-paulina Independente, Valter Luiz Costa, o Magrão. “No ano passado, alguns excluídos tentaram montar um grupo violento, mas o desmantelamos.” No Palmeiras, a rixa é entre duas organizadas, a Mancha Alviverde e a TUP, que costumam se enfrentar na Rua Turiaçu antes e depois dos jogos. “As brigas eram encabeçadas por uma galera do ABC que foi excluída da Mancha”, afirma o presidente da torcida, André Guerra. Apesar do discurso, o Ministério Público Estadual não considera esses líderes tão inocentes assim. “Sempre que surge algum problema, eles culpam os outros para que sua organização saia ilesa”, acredita o promotor Castilho. “Mas muitas vezes propagam a violência com falas ofensivas.” Um dos cantos da Independente, por exemplo, prega o seguinte: “Bonde do mal, eu sou da Independente, o terror da capital/ Levanta a galera, faz tremer a arquibancada e dá porrada na galinhada.” É ingenuidade achar que gritos assim não incentivam os confrontos. Ou imaginar que esses bandidos fantasiados de torcedores são apenas fanáticos que de vez em quando se excedem. Eles são criminosos – e o lugar deles é na cadeia. 

PROPOSTAS PARA COMBATER A VIOLÊNCIA

1- Prender e manter presos os vândalos
A grande maioria dos torcedores envolvidos em brigas, mesmo quando vai parar nas delegacias, não fica presa. Deve ir a votação no Senado nos próximos dias o relatório final do projeto de revisão do Estatuto do Torcedor. O documento prevê prisão e banimento dos estádios dos responsáveis por tumultos e venda ilegal de ingressos. “Temos de acelerar a criação de mecanismos de punição”, diz o senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), relator do projeto. 

 

2- Monitorar efetivamente os estádios
Os três principais estádios da capital (Morumbi, Pacaembu e Parque Antártica) têm, juntos, 196 câmeras de vigilância. “Mas não há pessoal treinado para interpretar as imagens e assim identificar os arruaceiros”, conta Marco Aurélio Klein, presidente da comissão de ingressos da Federação Paulista de Futebol. Na Inglaterra, agentes da Scotland Yard, a polícia londrina, fazem esse serviço.

3- Criar uma polícia exclusiva para o futebol
Garantir a segurança dentro e no entorno dos estádios em dias de jogo é apenas mais uma entre as muitas funções da Polícia Militar. Com efetivo exclusivo para eventos esportivos, seria possível melhorar a preparação desses profissionais. O 23º Batalhão, por exemplo, responsável pelos arredores do Pacaembu e do Parque Antártica, tem 1 000 policiais. “Em dia de jogos importantes, precisamos deslocar 450 PMs para os estádios”, afirma o major Walmir Martini, subcomandante da área. 

4- Fazer jogos com torcida única
Nas partidas entre os quatro principais clubes do estado (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo), a torcida da equipe visitante já recebe, no máximo, 10% do total de ingressos. Mas há uma proposta mais radical: a torcida única. “O ideal seria não ter nenhum torcedor do time visitante em clássicos”, diz o promotor Paulo Castilho. “Assim, não haveria confusão.”

5- Identificar os torcedores
O cadastramento dos membros das organizadas na Federação Paulista de Futebol ainda não funcionou como esperado. Desde 2006, foram identificadas 29 900 pessoas. Calcula-se que seria preciso cadastrar pelo menos 200 000. O Ministério Público defende que todo espectador tenha de fazer um cadastro para comprar ingresso. Além de garantir a identificação, acabaria com a evasão de renda.

6- Proibir a venda de bebidas alcoólicas
Dentro dos estádios de São Paulo não é permitido o consumo de álcool. O Ministério Público propõe ampliar a restrição às redondezas das praças esportivas. Outro desafio é tornar mais rigorosa a revista, para evitar a entrada de drogas.

A INGLATERRA COMO MODELO

A origem de leis específicas de combate à violência em eventos esportivos está ligada ao episódio conhecido como “tragédia de Heysel”. No dia 29 de maio de 1985, um tumulto causado por hooligans, como são chamados os torcedores ingleses que vão aos estádios para provocar, entrar em confronto com os adversários e praticar vandalismo, causou 39 mortes no Heysel Park, na Bélgica, pouco antes do início da partida final da Copa dos Campeões da Europa, entre Liverpool, da Inglaterra, e Juventus, da Itália. Como punição, a própria federação inglesa baniu seus clubes das competições europeias por cinco anos. A partir daquela data, seis leis foram implantadas para tentar conter os hooligans. A mais recente, de 2000, prevê, além de prisão, banimento dos estádios por até dez anos, inclusive fora do Reino Unido, para quem se envolver em alguma confusão. Só no ano passado foram emitidas 1 072 ordens de expulsão. Atualmente, 3 172 estão em vigor. Em caso de reincidência, há previsão de afastamento perpétuo dos campos. Torcedores ingleses podem ser punidos até por um xingamento ou tatuagem considerada ofensiva. Vigilância por câmeras é obrigatória nos estádios. “A polícia inglesa prefere banir a prender por pouco tempo”, explica Marco Aurélio Klein, presidente da comissão de ingressos da Federação Paulista de Futebol. “O fato de ter sido preso vira um troféu entre esses fanáticos. Longe dos estádios, eles perdem força.” Klein coordenou em 2005 a Comissão Paz no Esporte, criada pelo governo federal para estudar ações de combate à violência no futebol. Na Espanha também há um modelo eficaz de controle. Multas de até 650 000 euros por infrações consideradas muito graves inibem o vandalismo. Uma invasão de campo, ocorrência rotineira nos campos de futebol paulistas, custa 60 000 euros. Além disso, o país tem penas de prisão de até quatro anos por delitos cometidos em praças esportivas. 

– A Sustentabilidade Ambiental em Pauta nas Organizações

Trago um belo texto da FEA (Faculdade de Economia e Administração)-USP, a respeito da questão “sustentabilidade estar se tornando cada vez mais um dos tópicos de responsabilidade social discutidos pelas organizações:

Extraído de: http://www.usp.br/feamais2/leitura.php?i=199

Ingresso da sustentabilidade social na pauta das empresas redefine cenário dos negócios

Por Claudia Gasparini

A complexidade dos mecanismos sociais e a dificuldade de se lidar com eles frequentemente entra em conflito com a urgência em articulá-los de forma sustentável. Em outras palavras, apesar de imprescindível para a conquista da sustentabilidade, o vértice social oferece também desafios sem paralelos. No entanto, de acordo com Annelise Vendramini Caridade, doutoranda em Administração pela FEA, professora e consultora de empresas, as decisões corporativas estão submetidas a uma certa lógica do sistema econômico que dá sinais de mudança, ainda que de forma lenta. “Podemos fazer uma analogia entre o sistema econômico global e um transatlântico: é possível mudar a direção de ambos, porém mudanças de rota não acontecem subitamente, são processos demorados”, propõe Annelise, que atua em gestão estratégica para a sustentabilidade e finanças sustentáveis, além de se dedicar à pesquisa do mesmo tema no PROGESA (Programa de Gestão Estratégica Socioambiental), núcleo vinculado à FIA (Fundação Instituto de Administração).

Não obstante a dificuldade de se reprogramar o sistema, especialmente para se incorporarem adequadamente os custos sociais e ambientais das atividades produtivas, os caminhos da sustentabilidade têm sido perseguidos pelas organizações. Annelise destaca o espaço crescente dos Relatórios de Sustentabilidade e a sua padronização pela GRI (Global Reporting Iniciative). Ela vê um sinal muito positivo no fato de que, no Brasil, tem crescido muito o número de empresas que publicam relatórios anuais de acordo com os padrões da GRI. “Embora ainda haja um caminho a percorrer na busca pelo aperfeiçoamento desses relatórios, essa prática é muito interessante porque revela que as empresas estão aplicando o conhecimento adquirido na publicação dos tradicionais relatórios financeiros, os chamados Relatórios Anuais, para a comunicação de suas práticas socioambientais”, afirma.

Annelise acredita que a questão social entra cada vez mais na pauta das empresas, mas muitas vezes como filantropia, algo que não está ligado necessariamente à estratégia da empresa. “No entanto, compreender que toda atuação empresarial tem um impacto relevante nas comunidades e gerir isso de uma forma responsável são posturas importantes para os negócios, ou seja, existe uma relevância estratégica na ação social, mesmo a de caráter assistencialista, que não pode ser ignorada”, comenta.

De acordo com a doutoranda da FEA, as empresas existem porque a sociedade lhes assegura a licença para operar. Porém, de forma mais acentuada desde a década de 1970, as sociedades estão mais críticas em relação à forma de atuação das corporações. “Quando a empresa apresenta uma postura responsável e faz uma boa gestão de stakeholders, ela está zelando para que essa licença concedida pela sociedade permaneça válida no longo prazo”, diz Annelise. Dessa forma, se uma organização não se preocupa, por exemplo, com o bem-estar de uma comunidade que habita o entorno de suas instalações, essa relação conturbada pode em algum momento explodir e gerar vozes contrárias à existência da organização. Por outro lado, relações harmônicas criam um ambiente estável tanto para a organização como para a sociedade. “Reações negativas, que construam uma imagem desfavorável da empresa, tem a longo prazo um impacto forte sobre as operações e sobre o lucro”, explica.

Adaptação

Annelise acredita que várias corporações estão se estruturando para atender a essa nova pressão da sociedade, sobretudo as de grande porte, criando departamentos de Sustentabilidade e investindo em novos projetos na área. “Trata-se de uma forma de tentar transportar esse tipo de preocupação para o âmbito da competitividade”, diz a doutoranda. As empresas menores, com menos recursos de estrutura, têm investido, em filantropia, no intuito de ao menos não ficarem alheias a essa cobrança.

Ela também chama atenção para a existência de muitas empresas cuja preocupação social não transcende o âmbito do discurso. Trata-se de uma demanda recente e difícil de ser atendida, na opinião de Annelise. Assim, as organizações sentem a pressão da sociedade mas nem todas sabem como transformar essas requisições em prática. “Muitas ainda não sabem como fazer isso de forma estratégica e não conseguem alinhar o discurso com a prática”, comenta. O risco de ser pego numa inconsistência ou incoerência ética é muito grande, o que confirma a importância de uma gestão de comunicação transparente.

Os esforços em direção à sustentabilidade ainda estão distantes do ideal. “Ainda há muita divergência sobre o que é o ideal ou como alcançá-lo, e por esse motivo este é um momento de aprendizado para todos”, diz Annelise.

É o mesmo que afirma Monica Bose, coordenadora de projetos e pesquisadora do CEATS (Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor), ligado à FIA. Ela ilustra sua opinião esclarecendo uma frequente confusão conceitual. “Uma visão muito mal lapidada no meio empresarial é a de que o discurso sobre sustentabilidade seria uma evolução natural das discussões anteriores sobre responsabilidade social”, diz. Ela explica que, baseadas nessa suposição, várias organizações mudam o nome sua antiga área de Responsabilidade Social para Sustentabilidade. O equívoco está em achar que ambos os termos correspondem ao mesmo conceito. Segundo Monica, doutoranda e mestre em Administração pela FEA, o conceito de sustentabilidade, do ponto de vista organizacional, diz respeito ao impacto em larga escala do negócio sobre a sociedade e sobre o planeta. Já a responsabilidade social trata do espectro mais próximo da empresa, isto é, o respeito que a organização deve aos públicos que estão em seu entorno.

A adaptação das corporações às demandas de sustentabilidade também enfrenta outro desafio: a balança entre o lucro e a justiça social. “Acho que muitos CEOs estão com essa preocupação na cabeça hoje em dia. É uma questão muito difícil”, diz Monica. A pesquisadora do CEATS defende que a busca cega pelo lucro na forma como existe hoje é insustentável, por implicar a degeneração do meio ambiente e a manutenção de desigualdades. “Tais externalidades são conhecidas e essa busca precisa ser repensada”, afirma. Ela diz que já existem iniciativas de um capitalismo mais “social”, em que algumas empresas abrem mão de parte do seu lucro em prol de uma cadeia de geração de valor mais sustentável. Há muitos casos de organizações assim no Brasil e no exterior. “O problema é que isso teria de ser aplicado em escala planetária e como concretizar essa transformação é um desafio”, assinala Monica.

Definição de papéis

Para Annelise, é válida, para o caso brasileiro, a afirmação de que, algumas vezes, as empresas estão preenchendo uma lacuna deixada pelo Estado quando investem em projetos sociais. “Às vezes o governo não é tão ágil para resolver problemas nos quais as organizações têm a capacidade de interferir”, explica.

Monica, por sua vez, acredita que é o terceiro setor que assume algumas atividades que teoricamente deveriam ser prestadas pelo Estado, cumprindo funções de assistência social e atendendo a demandas da população mais carente que não tem acesso a serviços públicos de qualidade. “Não se comprovou até hoje que o Estado seja um ator suficiente para promover o desenvolvimento social e ambiental sustentável”, diz.

A resposta, para a pesquisadora do CEATS, está nas parcerias intersetoriais. Enquanto o Estado zela por políticas públicas de maior qualidade e eficiência, o terceiro setor traz sensibilidade para o quesito social e ambiental, muitas vezes acirrando discussões sobre esses temas. Já as empresas cumprem seu papel seja pelo apoio ao desenvolvimento de tecnologias de inovação, ou mesmo oferecendo sustentação financeira. “Por meio dessa complementação de competências, é possível produzir frutos interessantes e inovadores no que diz respeito à sustentabilidade”, completa Monica.

– Parada Gay: Resultados Atingidos ou Apenas Carnaval?

Apenas repito novamente este texto, que já foi repetido no ano passado e portanto tem 2 anos. Mas o pensamento e propósito é atual! Abaixo

Post de 22.05.2008

Neste final de semana, haverá a Parada Gay em SP, e são esperadas 3 milhões de pessoas, sendo que a prefeitura municipal distribuirá 1 milhão de preservativos (o que sugere que 1/3 poderão fazer sexo seguro). Mas esta não é a questão levantada. A questão é o respeito a dignidade, que parece ser esquecido. Há quase 1 ano, neste espaço, fiz uma observação que permanece atual. Abaixo:

Post de 13.06.2007, em

http://rafaelporcari.blog.terra.com.br/parada_homo_x_parada_hetero#comments

Parada Homo X Parada Hetero
Fico pensando sobre toda essa manifestação dos grupos GLTB durante a Parada Gay. E chego a conclusão de que tal evento nada mais é do que um carnaval homossexual, sem atender aos propósitos da causa defendida.

O lema pregou o fim da Homofobia e respeito aos direitos dos homossexuais. Mas como levar a sério, se os manifestantes estão sambando a um volume inaudível, com fantasias diversas e outros praticamente nús?

Ligo a TV e vejo um moreno, em cima de um trio elétrico, apenas de mini-saia. Onde está a defesa da manifestação? Onde estão as faixas reinvindicando os direitos gays?

No sábado anterior, houve uma caminhada lésbica na Av Paulista, com aproximadamente 200 pessoas, em defesa do direito das homossexuais. Sinceramente, este protesto tem muito mais respeito e dignidade do que os 3 milhões da Avenida Paulista. Elas protestaram, os outros festejaram.

Respeito o homossexual, mas não faço defesa da prática. A opção sexual de cada um deve ser discreta, respeitosa, para que não se torne vulgaridade ou promiscuidade. A Parada Gay se tornou uma festa de apologia, libertinagem e pornografia, aceita pela mídia e pelos grupos empresariais que querem negociar com este público consumidor.

Já imaginaram a repercussão de uma parada de 3 milhões de heteros, fazendo apologia a heterossexualidade? Seria condenada por muitos.

A causa que poderia ser cidadã parece se tornar libertina. Infelizmente.

– Senado Secreto. O que mais falta?

O que mais falta para o mundo da política escandalizar os coitados dos eleitores? Se não bastassem as nomeações cruzadas (para evitar o nepotismo, senadores contratavam parentes de outros senadores, e vice-versa, sendo que essas contratações eram de pessoas que nunca trabalhariam. Funcionários fantasmas mesmo!), mais de 500 atos secretos foram feitos ao longo de 14 anos. Só em cargos de comissão, 15 recentes!. Imaginem cada coisa cabeluda…

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u580578.shtml

Senado usou ato secreto para criar 15 cargos em comissão; Agaciel diz ser “bode expiatório”

Dois atos da Mesa Diretora do Senado foram colocados na página de intranet da Casa em novembro de 2004. O primeiro permitiu que a Diretoria Geral do Senado criasse 15 cargos comissionados no lugar de postos reservados para servidores concursados, segundo reportagem publicada hoje pela Folha.

A reportagem conseguiu confirmar a nomeação de 13 pessoas para a Diretoria Geral por meio de atos secretos. O segundo ato, de acordo com a Folha, efetivou Oswaldo Gonçalves de Brito como funcionário de carreira sem ter prestado concurso público. Ele conseguiu o direito na Justiça, e o Senado referendou a decisão por meio de um ato secreto.

Na época, o presidente da Casa era Edison Lobão (PMDB-MA), aliado de José Sarney (PMDB-AP) e hoje ministro de Minas e Energia.

Por meio de sua assessoria, Sarney, hoje presidente do Senado, informou que Brito ganhou na Justiça o direito de ser efetivado. A assessoria também anunciou que o presidente do Senado vai mandar criar uma lista separada com todos os atos secretos a fim de dar transparência plena ao caso.

Entrevista

Diretor-geral do Senado Federal durante 14 anos e responsável por assinar grande parte dos boletins administrativos da Casa, Agaciel Maia afirmou ontem à Folha que a Casa está no meio de uma “guerra” e que seu nome foi envolvido nas denúncias de irregularidades porque ele é o “bode expiatório” da vez.

“Nem todos os atos foram assinados por mim. Me escolheram de bode expiatório dessa história. Estou pagando por coisas que eu não fiz. Qual a arma que eu tenho para lutar contra isso? Nenhuma”, afirmou.

Segundo o ex-diretor-geral, não existem atos secretos, mas sim erros de publicação. Ele sustenta que todos os atos foram legais, já que estavam respaldados pelo regulamento interno do Senado.

“Não existe a palavra ‘ato secreto’ no regulamento do Senado. O que existe é ato suplementar. E todas as decisões neles foram tomadas de acordo com o regulamento, e portanto são legais. Se existiu algo foram falhas na divulgação desses atos e, se existiu falha, só essa comissão [criada para investigar os atos] vai dizer. Mas eu garanto que ninguém pode afirmar que houve qualquer decisão sem o respaldo legal. O que se questiona é se foi publicado ou não. Mas ninguém pode dizer que ato A, B ou C foi feito ilegalmente, porque não foi.”

Agaciel deixou o cargo em março de 2009, depois que a Folha revelou que ele não tinha registrado em cartório uma casa situada em um bairro nobre de Brasília e avaliada em R$ 5 milhões. Hoje, trabalha no Instituto Legislativo Brasileiro, um órgão de apoio ao Senado.

– Dia de Fernando de Bulhões… ? Ah não, é de Santo Antonio!

A brincadeira é pelo fato de que Santo Antonio nasceu como Fernando de Bulhões. Antonio é seu nome religioso.

Mas o que importa é sua santidade. Abaixo, a história desse Doutor da Igreja:

Extraído de: http://cancaonova.com

Pádua está situada na Região Veneto, rica pelas belezas naturais, obras de arte e arquitetura. Antiga cidade universitária que possui uma ilustre história acadêmica. Mesmo sendo uma atraente cidade, o que leva tantas pessoas a ela é a bela história de Santo Antônio.  

“Fernando de Bulhões e Taveira nasceu em Lisboa. Ordenado sacerdote entre os cônegos regulares de Santo Agostinho, deixou-se fascinar pelo ideal franciscano, por ter visto os corpos dos cinco primeiros mártires franciscanos de Marrocos. Entrou no convento de Santo Antônio de Coimbra, onde recebeu o nome de Antônio(…).

Em 1221 participou do capítulo geral da ordem franciscana e viu São Francisco. Pregou com eficácia contra os hereges dirigindo-se de preferência ao povo. A Quaresma de 1231 assinalou o vértice de sua pregação em que predomina as solicitações sociais(…).”

(Fonte: Missal Cotidiano)  

Sua Basílica é o principal monumento de Pádua e uma das principais obras-primas de arte do mundo. Foi iniciada em 1232, possui 115 de metros de comprimento, 38 metros de altura chegando a 68 com a torres, é rodeada por 8 cúpulas e o seu interior é construído em forma de cruz latina.

À esquerda está a capela onde encontra-se o altar-túmulo de Santo Antônio. Ao seu redor estão dispostos nove relevos em mármore que retratam cenas da vida e milagres do Santo.

A Capela das relíquias foi construída no século XVII em estilo barroco. Nos três nichos estão expostos dezenas de relicários.

Em 1981, com a autorização de João Paulo II, foi efetuado um reconhecimento do corpo de Santo Antônio, após 750 anos de sua morte.

O primeiro reconhecimento, em 1263, revelou seus restos mortais em excelentes condições, recolhidos numa pequena urna. As análises científicas possibilitaram reconstruir as características físicas do Santo: ele tinha 1,70m de altura, estrutura não muito robusta, perfil nobre, rosto comprido e estreito.

Foi encontrado também o aparelho vocal intacto: a língua e as pregas vocais, assim como, os restos da túnica que estavam ao lado dos ossos e as duas caixas antigas com panos da época.

São famosos seus milagres acontecidos ainda em vida, como o da Eucaristia e o da pregação aos peixes: 

A cidade de Rimini, na Itália, estava nas mãos de hereges. À chegada do missionário, os chefes deram ordem para isolá-lo através de um ambiente de silêncio manifestando indiferença. Antônio não encontra ninguém a quem dirigir a palavra: igrejas vazias e praças desertas. Anda pelas ruas da cidade rezando e meditando. Coloca-se diante do mar Adriático e chama o seu auditório: “venham vocês, peixes, ouvir a palavra de Deus, já que os homens petulantes não se dignam ouvi-la”. Logo apareceram centenas de peixes. A curiosidade do povo foi mais forte, foram ver o que estava acontecendo e ficaram maravilhados, aconteceu o entusiasmo, o arrependimento e o regresso à Igreja.

Durante uma pregação, cujo tema era a Eucaristia, levantou-se um homem dizendo: “Eu acreditarei que Cristo está realmente presente na Hóstia Consagrada quando vir o meu jumento ajoelhar-se diante da custódia com o SS. Sacramento”. O Santo aceitou o desafio. Deixaram o pobre jumento três dias sem comer. No momento e lugar pré-estabelecido, apresentou-se Antônio com a custódia e o herege com o seu jumento que já não agüentava manter-se em pé devido ao forçado jejum. Mesmo meio-morto de fome, deixou de lado a apetitosa pastagem que lhe era oferecida pelo seu dono, para se ajoelhar diante do Santíssimo Sacramento.

Milhares de pessoas acorriam de toda parte para ouvir os sermões de Antônio. O seu cristianismo não era monótono mas tendia a austeridade, mesmo assim, não desencorajava os penitentes. Conta-se que em uma quaresma, o povo de Pádua não ia trabalhar antes de ouvir Antônio falar sobre a palavra de Deus. E ele já muito debilitado falava ao povo de cima de uma nogueira em Camposampiero.

Numa tarde, um conde dirigiu-se à cela de Antônio. Ao chegar, viu sair de uma brecha um intenso esplendor. Empurrou delicadamente a porta e ficou imóvel diante de uma cena prodigiosa: Antônio segurava nos seus braços o menino Jesus! Quando despertou do êxtase pediu ao conde que não revelasse a ninguém a aparição celeste.

Destruído pela fadiga e pela doença da hidropisia, sentiu que a hora do seu encontro com o Senhor estava se aproximando. Desejou ir para a igreja de Santa Maria, mas estando muito debilitado, parou em Arcella, que encontra-se às portas de Pádua. Ali morreu aos trinta e seis anos após pronunciar as palavras: “Video Dominum Meum” (vejo o meu Senhor).

É honrado com o título de “Doutor Evangélico”. Seu culto é um dos mais populares da história e apressou sua canonização, ocorrida um ano após sua morte.

– A Tecnologia a Serviço da Educação

São ações como esta que deveriam ser louvadas e incentivadas. Veja:

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI71842-15228,00-COMO+A+TECNOLOGIA+ESTA+TRANSFORMANDO+A+EDUCACAO+NA+AMAZONIA.html

COMO A TECNOLOGIA ESTÁ TRANSFORMANDO A EDUCAÇÃO NA AMAZÔNIA

Conheça três projetos que estão semeando esperança em povoados isolados no meio da floresta

Luciana Vicária, de Xapuri, Acre

Ainda está escuro quando Alessandro Nascimento calça os chinelos e escova os dentes. Com um caderno na mão, duas bananas na bolsa e o sonho de se tornar astrônomo, o menino de 9 anos enfrenta duas horas de caminhada até chegar à escola. Alessandro dorme na escola a semana toda. À noite, estende a rede no refeitório. “Assim não preciso caminhar tudo de novo. E aproveito para ver as estrelas”, diz o pequeno morador do Seringal São Pedro, no Acre, extremo oeste da Amazônia. Alessandro tem como ídolo o astrofísico Marcelo Gleiser.

Mais da metade dos 5 milhões de crianças que vivem na floresta não termina o ensino fundamental, de acordo com dados do governo do Amazonas. “É tarefa para caboclo iluminado”, dizia o ex-governador do Acre Jorge Viana. As raríssimas formaturas na floresta são comemoradas com fogos de artifício, fogueira, quadrilha e até padre. Os alunos que terminam o ciclo básico (9ª série) aproveitam até para se casar na colação de grau. “A façanha equivale a um título de doutor”, diz o professor Lissandro Augusto, do Seringal São Pedro. Os alunos têm de vencer não só a distância, mas também a fome e a falta de recursos. Como não deixar se perder o sonho de Alessandro?

Tanto o governo federal quanto as entidades não governamentais já tentaram impulsionar o ensino na floresta. Na primeira tentativa, na década de 80, foi montada uma grande operação para construir escolas em locais isolados. Nos anos 90, o governo organizou caravanas para transportar os alunos de sua casa até os centros educacionais mais próximos. Nenhuma das tentativas vingou. “A solução não estava em vencer a distância fisicamente, mas em encurtá-la com tecnologia”, diz Marcos Resende Vieira, diretor da Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed).

Foi assim que há dez anos a educação na floresta entrou em um processo lento – mas progressivo – de virtualização. Os primeiros resultados aparecem agora: a internet, os materiais em DVD e as videoconferências inverteram os números trágicos. A evasão escolar diminuiu 30%, os professores passaram a frequentar cursos on-line e o desempenho dos alunos melhorou 35%. Agora existe ensino médio na floresta.

A primeira grande experiência chegou com o Telecurso, que foi adotado como política do Estado no Acre. Os professores têm apoio de materiais extras em DVD e contato permanente com especialistas de todas as áreas do conhecimento. “A nota das crianças aumentou 1,5 ponto. E a distorção idade-série, que atingia 52% das crianças, diminuiu para 30% nas salas do Telecurso”, afirma Vilma Guimarães, gerente de Educação da Fundação Roberto Marinho.

A segunda experiência acontece na fronteira da Amazônia brasileira com outros países. O Exército abriu seus 38 pelotões de fronteira para educar crianças a partir do 6º ano. “O objetivo era atender os filhos de militares em missões temporárias. Mas filhos de civis que moram na região também acabaram nos procurando”, diz o major Robson Santos Silva, membro da Abed. As crianças recebem material didático, têm o apoio de um tutor e acesso a um canal exclusivo na internet. “Quando os pais voltam para a cidade de origem, as crianças estão preparadas para prestar o vestibular.” A iniciativa beneficiou 1.600 alunos.

O terceiro grande projeto chegou recentemente, com a Escola Técnica Aberta do Brasil (Etec), uma iniciativa do Ministério da Educação. A escola oferece ensino fundamental e colegial técnico a distância a quem mora longe das grandes cidades. São mais de cem salas de aula na floresta e potencial para atender 30 mil alunos. As aulas a distância funcionam dentro de escolas que já existem, com professores e videoconferências. “Com pouco investimento, esse projeto deu grandes resultados”, afirma Helio Chavez, do Ministério da Educação. 

– Carrefour, Pão de Açúcar e Wal Mart se Unem Contra Frigoríficos que Desmatam!

Numa inédita ação neste país, as 3 principais redes de supermercados, que acirradamente disputam o mercado, se uniram contra os frigoríficos acusados de desmatamento da Amazônia – e que inclui o Grupo Bertin!

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u580142.shtml

Varejo suspende compra de carne de áreas desmatadas na Amazônia

Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart suspenderam a compra de carnes de 11 frigoríficos apontados pelo MPF (Ministério Público Federal) do Pará como comercializadores de gado criado em área de devastação da Amazônia. Segundo reportagem de Cristiane Barbieri na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal), entre os suspeitos estão alguns dos maiores frigoríficos do país, como Bertin e Minerva.

Os supermercados resolveram tomar a atitude em conjunto, após a denúncia do Ministério Público Federal e da ONG Greenpeace. Segundo as redes varejistas, a iniciativa inclui a notificação dos frigoríficos, a suspensão de compras das fazendas denunciadas e exigências de guias de trânsito animal anexadas às notas fiscais dos frigoríficos.

Estão ainda na lista das notificações do MPF processadores de alimentos, como Sadia e Perdigão, e fabricantes de calçados, como a Vulcabras.

No início do mês, a Promotoria ajuizou 21 ações civis públicas pedindo indenização de R$ 2,1 bilhões de pecuaristas e frigoríficos que comercializaram animais criados em fazendas desmatadas ilegalmente. Após isso, foram enviadas notificações a 69 empresas que compram insumos dessas áreas da região amazônica.

– Perdemos o Jogo. A Culpa é do… McDonald’s!

Leio nesta sexta-feira que o técnico do Palmeiras, Vanderelei Luxemburgo criticou os pontos perdidos nas últimas rodadas devido aos árbitros, aos jogadores adversários e aos seus próprios atletas. Mas a desculpa que nunca aparece é a de que “perdemos pelos próprios erros do treinador”.

A surpresa foi uma nova desculpa criada por derrota dentro de campo: Uma declaração de um jogador dos Emirados Árabes que impressiona- após perder uma partida pela Eliminatória da Copa do Mundo, deram crédito à derrota devido ao… McDonald’s!

Olha só que loucura: http://esporte.ig.com.br/futebol/2009/06/11/jogador+dos+emirados+culpa+fast+food+por+eliminacao+6679945.html

DUBAI (Emirados Árabes) – A seleção dos Emirados Árabes Unidos terminou sua participação nas Eliminatórias para a Copa do Mundo na quarta-feira, com derrota por 1 a 0 para o Irã. Na fase final da zona asiática, a equipe empatou uma vez e perdeu sete. Para o zagueiro Saleh Obaid, a culpa pela campanha sofrível é da alimentação dos jogadores, baseada em restaurantes de fast-food.”Sabe o que nós comemos no almoço e no jantar? Nos comemos McDonald’s. Todos comem McDonald’s. Nada de comida saudável”, disse o jogador ao jornal The National nesta quinta-feira.

Para Obaid, a má alimentação diminui a capacidade dos jogadores. Mas o problema é aliado a outras questões, segundo o zagueiro. “Não comemos bem, não dormimos bem, não disputamos amistosos suficientes, apenas dois… Mas não foi o suficiente”, afirmou.

O técnico francês Dominique Bathenay, responsável pela campanha, deve anunciar sua saída da seleção em breve. O favorito para assumir o cargo é Srecko Katanec, ex-técnico da seleção da eslovena, que levou o país europeu à Copa do Mundo de 2002.

 

Extraído de: http://esporte.ig.com.br/futebol/2009/06/11/luxemburgo+culpa+marcos+marcao+e+arbitro+por+estar+fora+do+g+4+6687922.html

SÃO PAULO – Nas contas de Vanderlei Luxemburgo, o Palmeiras já estaria com 12 pontos no Campeonato Brasileiro, atrás apenas do líder Internacional e na zona de classificação para a Libertadores. Segundo o técnico, o projeto só não foi possível porque o árbitro Rodrigo Braghetto ignorou pênalti no 0 a 0 com o São Paulo e Marcos e Marcão erraram nos gols que resultaram em empate por 2 a 2 com o Barueri.

“Se tivessem marcado o pênalti contra o São Paulo e não tivessem ocorrido falhas individuais naqueles dois gols que sofremos contra o Barueri, estaríamos na segunda colocação”, calculou o treinador, respondendo às contestações que tem ouvido. “As críticas estão demasiadamente duras. Estamos nas quartas-de-final da Libertadores e ainda faltam 33 rodadas para terminar o Brasileiro”, apontou.Apesar das lamentações em relação a resultados positivos que o time desperdiçou, Luxemburgo evita aumentar a pressão sobre seus comandados. Tanto que, apesar de contar com um triunfo neste domingo contra o Cruzeiro por jogar no Palestra Itália, avalia que qualquer placar diante de favoritos ao título é normal.

“Não são estes confrontos diretos que definem o campeonato, porque neles é normal você vencer ou perder fora de casa. O diferencial é ceder o empate depois de abrir 2 a 0 contra o Barueri, que não vai lutar por título”, continuou reclamando, contando com recuperação na tabela devido ao equilíbrio na disputa – o Verdão está em sexto lugar com oito pontos.

“As equipes melhoraram porque todas descobriram como jogar nos pontos corridos. Isso é legal. É jogo de pegada o tempo todo. Na Espanha só tem Barcelona e Real Madrid. Aqui tem 14 times trabalhando bem para serem campeões”, enalteceu.

– Dia dos Namorados no Brasil

Hoje é Dia dos Namorados, data criada pelo publicitário João Dória para alavancar as vendas que andavam paradas no mês de junho. Enquanto que no exterior o Dia dos Namorados é no Dia de São Valentino (Valentino’s day), aqui é na véspera de Santo Antonio (primeiro se comemora o namoro, depois o “casamenteiro”).
Olha só como comercialmente surgiu a data:

Nosso Dia dos Namorados (12 de junho) foi criado para ser uma data comercial, contrariando o tradicional Dia dos Namorados mundo afora (14 de fevereiro). Seu idealizador foi João Dória (pai do apresentador João Dória Jr,), que trabalhava na agência de publicidade Standard, e teve como missão bolar um evento comercial para a rede de lojas Cliper, grande varejista da época, que sempre se queixava das poucas vendas do mês de junho. Aproveitando a véspera do dia de Santo Antonio em 13 de junho, (que tem a fama de ser casamenteiro no Brasil, muito embora não exista essa fama no exterior), criou o slogan: “não é só de beijos que os namorados vivem”. Tal bordão se popularizou, e outras empresas passaram a comercializar com base no dia dos namorados.
A propósito de São Valentino, ele foi um bispo que viveu em Roma e morreu como mártir, pois durante o império de Claudius II, o governante impôs uma lei proibindo o casamento, já que acreditava que soldados solteiros eram mais despojados em combate, pois os casados acabavam pensando em seus familiares e não “renderiam” como desejado. E Valentino, ocultamente, ajudava os casais a celebrarem o Matrimônio. Foi preso e morto cruelmente.
Nesta data, na Inglaterra, é costume os casais trocarem doces. Na Itália, ocorrem jantares românticos. Na Dinamarca, os homens empastam rosas e pétalas e dão um buquê de flores conhecido como “flocos de pétalas”. No Japão, são as mulheres que presenteiam seus parceiros com chocolate. Opa, quero comemorar a data no melhor estilo japônes!!!!!

– Iraque, Confederation Cup e World Club Cup

Apesar de florir com termos em inglês, quís apenar dizer o seguinte: a Copa das Confederações (onde jogam as seleções dos campeões continentais), nada mais é do que a versão-seleção da Copa do Mundo de Clubes da Fifa. Ou seja, nenhuma dessas competições tem o poder de representar verdadeiramente o campeão mundial.

Veja só: como é que um Mundial de Clubes pode contar ou com um brasileiro ou um argentino, nunca os dois? E, para ser exato, no ano passado era um equatoriano – campeão da Libertadores, o LDU. Como não entram Real Madrid, Inter de Milão, Manchester United na mesma versão do torneio? Se na Copa do Mundo de Seleções entram os melhores do continente, porque não na versão clubes?

Ok, aceito a tese de que é devido ao calendário. Copa é de 4 em 4 anos, Mundial de Clubes todo ano. Não tem data no calendário para tudo isso, tá bom… Mas, deveria ser mais explícito que o clube campeão mundial representa, na verdade, o campeão intercontinental. Ou já nos esquecemos que por essa lógica, o Manchester United é o melhor do mundo, o LDU o segundo melhor, e o Urawa Red Diamonds é o terceiro melhor time do planeta. Ainda: nesse ranking, o 7º melhor do mundo é o time neozelandes do… (xiiii… esqueci o nome!) Onde ficam Barcelona, Bayern, Liverpool, Boca Jrs, São Paulo?

Mundial de verdade tem que ter 2 brasileiros, dois argentinos e uma seletiva para escolher um quinto time sulamericano. Faça a mesma proporção para os europeus e assim vai. Dessa forma atual, é tudo Copa das Confederações, nas versões clubes e seleções. Mundial tem que ter no mínimo 8 times de grande expressão, e nenhuma “zebra” entre eles. Que tal os 5 melhores da UEFA Champions League versus os 3 melhores da Libertadores?

Voltemos às seleções: A propósito, o Campeão Sulamericano Brasil jogará contra o Campeão Africano Egito na estréia da Copa das Confederações. E, quem sabe, num repente de sucesso, o Campeão Asiático Iraque não faz um “auezinho” no torneio?

Falando dele, o Iraque não consegue treinar em seu território, devido ao ambiente no seu país (eles treinam e jogam na Jordânia). Mesmo assim, foi armada uma festança na África do Sul para recebê-los. Por serem os mais sofridos no torneio, é claro que contarão com a simpatia de muitos.

Olha só a recepção calorosa deles no aeroporto, clicando em:

http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1053425-7824-DELEGACAO+DO+IRAQUE+DESEMBARCA+NA+AFRICA+DO+SUL+PARA+A+COPA+DAS+CONFEDERACOES,00.html

– Pandemia! Os Passos do Alerta Máximo contra a Gripe Suína

Infelizmente, a Gripe Suína tornou-se uma pandemia, ou seja, um mal de todos os continentes, alcançando, portanto, contágio global.

Assim, compartilho um artigo interessante, a respeito de como um vírus letal ganha o mundo, e quais são os menos ou mais contagiosos.

Extraído de: http://super.abril.com.br/revista/266/materia_revista_472000.shtml?pagina=1

O DILEMA DO VÍRUS

Até o fechamento desta edição a gripe suína não tinha arrasado o mundo. A humanidade pode ter escapado desta vez – mas a pulga atrás da orelha não. Se não o vírus da gripe suína, será que algum outro poderia deixar um estrago realmente grande, com milhões de mortos pelo seu caminho? Sim. Isso acontecerá caso surja algum vírus altamente transmissível e 100% letal. Não é impossível. Mas, para isso acontecer, os vírus precisam resolver um dilema: os mais facilmente transmissíveis são pouco letais. E os mais letais são os menos contagiosos.
Os altamente transmissíveis são os que passam de humano para humano pelas vias aéreas, como gripes, catapora e sarampo. Os vírus são espalhados pelo ar quando um infectado espirra ou tosse. Para você se expor, basta não estar imunizado e respirar – ou tocar numa superfície contaminada e levar a mão ao rosto.
A gripe do tipo A, a suína, é especialmente perigosa porque seu vírus passa por mutações dramáticas. E a cada cepa surge uma doença para a qual o sistema imunológico não sabe a resposta. Mas, mesmo quando aparecem supervírus, a fatalidade deles tem sido relativamente baixa. A gripe espanhola, por exemplo, matou mais do que bala de carabina em 1918 e 1919. Mais mesmo: foram 50 milhões de vítimas – 6 vezes mais que a 1a Guerra Mundial, sua contemporânea. Muito, mas isso corresponde a apenas 2,5% dos infectados. Já o vírus do ebola têm fatalidade de até 90% – diarreia hemorrágica, vômito negro, sangue, sangue, sangue e morte. Mas foram poucos os casos. E por um motivo simples: o vírus mata tão rápido que acaba “se suicidando” antes de se espalhar decentemente. Essa regra, porém, não equivale a negar que estamos perto de uma pandemia devastadora. Desde 2005 a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que alguma, um dia, deverá matar até 7,5 milhões de pessoas.
Para isso, basta que o vírus letal mantenha o doente vivo por tempo bastante para se espalhar. Além disso, as próprias pessoas já tratam de se espalhar mais elas mesmas – e aumentar as chances dos vírus.
Em 1918, quando as viagens internacionais eram feitas basivamente de navio e trem, uma pandemia demorava de 6 a 9 meses para atingir todo o mundo. Hoje, com 2,2 bilhões de passageiros aéreos circulando entre as 4 mil cidades com aeroportos no planeta, esse tempo encurta para no máximo 3 meses. Quando uma supergripe chegar, serão necessários estoques de vacinas e drogas antivirais, funcionários, hospitais, equipamentos. E poucos países têm isso em quantidade. Por essas, a gripe suína pelo menos serviu de alerta para quando a próxima pandemia vier.


Pandemia ou epidemia?
Muito se falou em “pandemia”, quando a única palavra que as pessoas conheciam era a outra: epidemia. E não faltou confusão. Mas a diferença é simples: a pandemia é uma epidemia globalizada. Algumas doenças ficam instaladas constantemente num lugar ou numa população. São como a malária, que há décadas infecta cerca de 500 mil pessoas por ano, mas apenas na Amazônia. Essas são as endemias. Mas o número de casos pode de repente dar um salto muito grande. Se isso acontecer, a doença é considerada epidêmica. Por exemplo, a cólera era considerada sob controle no Zimbábue, até que em agosto de 2008 ela desembestou e em um semestre infectou 91 mil e matou 4 000. Doenças que até então não existiam também podem ser consideradas epidemias – tal como a febre hemorrágica ebola. Tanto a cólera no Zimbábue quanto o ebola ficaram isolados geograficamente. Já quando uma epidemia pula os muros geográficos e populacionais e se espalha mundialmente, ela vira uma pandemia. Nos últimos 200 anos houve 7 pandemias de cólera. Nos últimos 100, 3 de gripe. E nas últimas décadas, mais de 25 milhões morreram de outra pandemia: a aids.OS PASSOS DE UMA PANDEMIA DE GRIPE, SEGUNDO A OMS.
FASE 1
O vírus influenza circula em animais, mas nenhum humano é infectado.

FASE 2
Algum vírus circulante em animais domesticados ou selvagens causa infecção em pessoas.

 

FASE 3
Começa a transmissão de pessoa para pessoa, mas em pequena quantidade e sob circunstâncias restritas.

FASE 4
A transmissão de humano para humano está mais forte: atinge uma comunidade inteira, pelo menos.

FASE 5
Contaminações de gente para gente ocorrem em mais de um país. É um forte sinal de que a pandemia está nos rondando.
FASE 6
Grandes surtos da doença acontecem em regiões distantes – em dois continentes, por exemplo. Epidemia global a caminho.

– Enfermeiras Contra a Erotização da Imagem

Ora essa! As enfermeiras estão em pé de guerra com qualquer tipo de alusão pejorativa à atividade delas. Já conseguiram que os programas de TV não utilizem mulheres com fetiche de enfermeiras, além de programas de humor que utilizam de tal expediente. Agora, até o Google terá que retirar páginas pejorativas. Estão em defesa da imagem da sua atividade…

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI76111-15220,00-ENFERMEIRA+NAO+PODE+SER+EROTIZADA.html

Enfermeira não pode ser erotizada
Os conselhos de enfermagem processam artistas e televisões que perpetuam o imaginário erótico em torno da enfermeira
por Nelito Fernandes
Se existe uma coisa que deixa as enfermeiras doentes é personagem de televisão mostrando enfermeira sexy. Aí não há remédio: é processo na certa. Pelo menos 15 ações movidas por associações profissionais da categoria já tiraram do ar figuras que reforçam o fetiche. A última vítima da fúria das profissionais foi Luciana Gimenez. Uma liminar impediu o Superpop de exibir qualquer reportagem mostrando strippers fantasiadas de enfermeira. Agora, o Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ) estuda uma ação contra o Google. Quer que o buscador pare de exibir imagens de enfermeiras sensuais e não indexe mais sites que façam referência a elas com conotação sexual. Mas isso não deixa a liberdade de expressão dodói?

“Qualquer proibição é uma forma de cerceamento da manifestação artística e cultural, garantidas pela Constituição”, diz o superintendente da Rede TV!, Dennis Munhoz. A presidente do Coren-RJ, Rejane de Almeida, diz que a exibição desse tipo de personagem reforça o fetiche. “As enfermeiras acabam sofrendo assédio sexual por causa disso. Principalmente no caso em que o doente não está debilitado, como pacientes de ortopedia. Há vários casos em que a enfermeira vai fazer a higiene e o paciente fica excitado”, diz ela.

É complicado, mas o fetiche vem mesmo da televisão. Para o psicólogo social Bernardo Jablonski, o desejo nada tem a ver com as personagens que aparecem. “A enfermeira cuida, pega e toca no paciente. Existe também uma tendência de desejo a profissionais que servem, como o pedreiro, o encanador. Quando você está doente, quem fica na beira da cama, cuidando? Sua mãe. Em última análise, é uma reaproximação edípica”, diz Jablonski, que também é autor do humorístico Zorra total. Como redator, ele considera a proibição absurda. “Há um cerceamento. Hoje na TV os vilões só podem ser empresários, senão alguma classe reclama. Isso é um exagero, uma radicalização”, diz. Presidente do Coren de São Paulo, Cláudio Porto discorda. “Entendemos o direito à liberdade de expressão, mas não podemos ser coniventes quando esse direito induz a sociedade a pensar de uma forma distorcida sobre uma profissão”, diz.

A Justiça, que é cega, não quer mesmo ver enfermeiras eróticas: até agora as associações não perderam sequer um processo. Na lista dos proibidos estão Alexandre Frota (não, ele não se fantasiava de enfermeira, ainda bem, mas criou uma personagem feminina), Flávia Alessandra, Tom Cavalcante e muitos outros (leia abaixo). E não é preciso nem mesmo ser enfermeira para ser vetado. Tom Cavalcante teve de abandonar o bordão “Chama a enfermeira”. A personagem de Flávia Alessandra que fingia ser enfermeira, mas era stripper, teve de inventar outra desculpa para o marido e deixou de sair de casa vestida de uniforme branco. Frota matou sua Enfermeira do Funk, que estava prestes a sair na Playboy fantasiada. Já Scheila Carvalho, que mostrava o tchan vestida de enfermeira na música “Turma do batente”, também teve de parar. A canção falava sobre várias profissões e Scheila disse que escolheu vestir a roupa para homenagear amigas e parentes que são enfermeiras. A letra da música dizia o seguinte: Ela pega na cabeça e o dodói passa/e o dodói passa e o dodói passa/e ela pega na cintura e o dodói passa.

O dodói pode até passar, mas a ira das enfermeiras não. As associações também ficam fulas com DVDs pornôs. O filme Hipertensão sexual, cheio de cenas eróticas com enfermeiras, teve de ser recolhido e a produtora Sex Sites Editorial se comprometeu a não fazer mais nada com o tema. Três sites de venda de produtos eróticos também foram obrigados a tirar do ar fantasias de enfermeirinhas. Um deles foi condenado a pagar R$ 20 mil de indenização por desrespeitar a ordem judicial. O dinheiro, segundo a associação, foi usado em cursos para enfermeiras. Frota teria de desembolsar R$ 1 milhão se desobedecesse. É dinheiro suficiente para deixar qualquer um doente. 

– Telefònica de España: do Brasil só os Lucros

E o que dizer da enésima paralisação nas comunicações provocada pela Telefônica? Primeiro o Speedy, depois congestionamentos na Banda Larga, travamento por Crackers, e ontem, apagão telefônico. Sem telefonia fixa, as pessoas tentavam usar o celular. Conclusão: excesso de pessoas nas linhas móveis, e o sistema de telefonia celular travou por alguns momentos.

Segundo especialistas, tudo isso é fruto da falta de investimentos na infraestrutura da rede, além da terceirização de muitos serviços.

Não dá nem vontade de falar sobre a Telefônica. Só a lamentar pelo péssimo atendimento.

Se existisse verdadeiramente concorrência (porque a Embratel é concorrente em “partes”), talvez a história seria outra…

– Corpus Christi : Origens e Significado desta Bela Festa Cristã

Amigos, como nesta quinta-feira celebramos uma das mais magníficas festas cristãs, compartilho esse texto sobre origens e significado do dia de Corpus Christi.

Extraído de: http://franciscamalarranha.wordpress.com/2008/05/22/o-milagre-de-lanciano/ e http://www.portaldafamilia.org.br/datas/corpus/corpuschristi1.shtml

SIGNIFICADO

O Milagre de Lanciano

Por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano, viviam no mosteiro de S. Legoziano os monges basilianos e, entre eles, havia um cuja fé parecia vacilante, e ele era perseguido todos os dias pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse o verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho o Seu Verdadeiro Sangue.
Foi quando, certa manhã, celebrando a Santa Missa, mais do que nunca atormentado pela dúvida, após proferir as palavras da Consagração, ele viu a hóstia converter-se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo.
Sentiu-se confuso e dominado pelo temor diante de tão espantoso milagre.
Até que em meio a transbordante alegria, o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse: “Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos.
Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!”
A estas palavras os fiéis se precipitaram para o altar e começaram também a chorar e a pedir misericórdia. Logo a notícia se espalhou por toda a pequena cidade, transformando o Monge em um novo Tomé.
Aos reconhecimentos eclesiásticos do Milagre, veio juntar-se o pronunciamento da Ciência Moderna através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório.
Após algum tempo de trabalho, exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo o resultado das análises:
– a Carne é verdadeira carne e o Sangue é verdadeiro sangue;
– a Carne é do tecido muscular do coração (miocárdio);
– a Carne e o Sangue são do tipo AB e pertencem à espécie humana;
– a conservação da Carne e do Sangue, deixados ao natural por 12 séculos e ex-postos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno ex-traordinário.
Outro detalhe inexplicável: pesando-se as bolotas de sangue coagulado (e todas são de tamanho e forma diferentes) cada uma delas tem exatamente o mesmo peso das cinco bolo-tas juntas.
Deus parece brincar com o peso normal dos objetos.
Depois que foram conhecidas as conclusões dessa pesquisa científica, os peregrinos vêm de toda parte venerar a Hóstia que se tornou Carne e o Vinho consagrado que se tornou Sangue.
É bem uma prova direta de que Jesus Cristo ressuscitou verdadeiramente, de que a Eucaristia é o Corpo e o Sangue de Cristo glorioso, assentado à direita do Pai e que, tendo saído do túmulo na manhã de Páscoa, não pode mais morrer.
É assim que o Milagre de Lanciano, desafiando a ação do tempo e toda a lógica da ciência humana, se apresenta aos nossos olhos como a prova mais viva e palpável de que o “COMEI TODOS E BEBEI…”, mais do que uma simples simbologia como possa parecer, é o sinal Divino de que no Sacramento da Eucaristia está o alimento do nosso espírito, da nossa fé e da nossa esperança nas promessas de Cristo para a nossa Salvação.
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CORPUS CHRISTI
A Festa de Corpus Christi, celebrada desde o século XIII, expressa a fé do povo católico, que enfeita as ruas para a procissão do Corpo de Jesus Cristo.
Corpus Christi é uma festa popular, na qual a comunidade se empenha em criar enormes extensões de tapetes coloridos, nos quais a fé é traduzida em arte.
História — A celebração de Corpus Christi teve início na diocese de Liège, na Bélgica, onde a festa começou a ser comemorada em 1246.
O dia dedicado ao Santíssimo Sacramento é a Quinta-feira Santa, quando Cristo celebrou a Santa Ceia com os Apóstolos e instituiu a Eucaristia.
“Não há tempo para darmos aquelas homenagens que Cristo merece, porque, logo em seguida, vem o luto da Sexta-feira Santa e toda a atenção dos fiéis é dirigida à Morte de Jesus na cruz e sua Ressurreição na Páscoa.
Então, a festa de Corpus Christi, é uma complementação da instituição da Santíssima Eucaristia na Quinta-feira Santa.

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ORIGENS

A tradição de fazer o tapete com folhas e flores vem dos imigrantes açorianos. Essa tradição praticamente desapareceu em Portugal continental, onde teve origem, mas foi mantida nos Açores e nos lugares onde chegaram seus imigrantes, como por exemplo Florianópolis.

O barroco enriqueceu esta festa com todas as suas características de pompa. Em todo o Brasil esta festa adquiriu contornos do barroco português. Corpus Christi é celebrado desde a época colonial com uma profusão de cores, música expressões de grandeza. No Brasil, a tradição de se fazer os tapetes de ruas acontece em inúmeras cidades, geralmente com voluntários que começam os preparativos dias antes da solenidade e varam a noite trabalhando. Veja a seguir algumas cidades onde é possível encontrar esse tipo de arte popular.