– O Nascimento de Uma Nova Gigante Alimentícia?

Depois da tentativa da Sadia comprar a Perdigão, e esta resistir e pelo fato da resistência se supervalorizar, a crise econômica agora pode possibilitar uma nova gigante: a fusão Sadia+Perdigão!

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/financas/acoes-sadia-perdigao-sobem-possibilidade-fusao-428386.html

 

Ações de Sadia e Perdigão sobem com possibilidade de fusão

Empresas teriam voltado a negociar união, passados mais de dois anos desde as últimas conversas

 As ações das gigantes de alimentos Sadia e Perdigão voltaram ao centro das atenções dos investidores após a revista Veja publicar na seção Radar, de Lauro Jardim, a informação de que as companhias voltaram a negociar uma união de forças. As conversas ainda seriam embrionárias, mas a notícia foi suficiente para provocar uma disparada de 4,30% nos papéis preferenciais da Sadia (SDIA4), que às 11h42, eram cotados a 2,91 reais. As ações ordinárias (SDIA3 – com direito a voto) apresentavam valorização levemente superior – 4,33% -, negociadas a 5,06 reais. Em caso de fusão, os minoritários detentores de ações ordinárias poderiam vender seus papéis e usufruir do tag along, direto de receber, no mínimo, 80% do valor pago aos acionistas controladores.

De acordo com o jornal Valor Econômico, o governo vai liberar financiamentos para capital de giro a pelo menos 18 frigoríficos em situação financeira delicada. Por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Brasil, seria disponibilizado 1,2 bilhão de reais a empresas com problemas de crédito para exportar ou que tiveram prejuízo devido à variação cambial. Os juros dos empréstimos seriam subsidiados pelo Tesouro Nacional.

As companhias receberiam, ainda, até 20 milhões de reais cada para estocar a produção e teriam acesso a uma outra linha de crédito, de 2,5 bilhões de reais, que prevê o repasse, com o compromisso de recompra, de parte das carteiras de recebíveis das empresas.

Segundo o Valor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou a ministros e dirigentes de bancos que ajudassem o setor para evitar o agravamento das dificuldades na cadeia produtiva, que poderia colocar em risco pequenos produtores em todo o país e ameaçar o desempenho de um dos principais geradores de superávits na balança comercial. A crise dos frigoríficos seria complexa porque não haveria uma disputa pelo eventual espólio das empresas, já que com a crise financeira os frigoríficos prefeririam não gastar com a compra de empresas.

No dia 2 de março, o frigorífico Independência entrou na Justiça com pedido de recuperação judicial. A companhia já havia recebido do governo 250 milhões de reais, mas os recursos não foram suficientes para equilibrar as contas. O governo estaria preparando um novo aporte, dessa vez de 200 milhões de reais, que teria sido suspenso com o pedido de recuperação judicial. A lei, entretanto, permite novos empréstimos durante a recuperação judicial e, segundo o Valor, o BNDES não descartou um novo socorro à empresa.

– As Boas Oportunidades de Emprego no Brasil

Compartilho interessante material da Revista Você S. A, a respeito das vagas de emprego no Brasil. Muitas oportunidades estão à disposição, e vão desde os mais jovens até os mais experientes. Abaixo, extraído de: Você S.A.

 

Onde estão os empregos agora

Mapeamos 115 931 oportunidades para você em todo o Brasil, 7 279 delas para gestores. O varejo é o campeão de vagas, mas a maior empregadora é do setor de serviços

Por RENATA AVEDIANI

 

Na quinta edição do Especial de Emprego, o número de vagas é recorde. São 115 931 oportunidades em 36 empresas de todo o Brasil, uma média de 3 220 por companhia. No ano passado,  o especial trouxe um número maior de organizações privadas (53) que anunciaram 59 853 oportunidades, uma média de 1 129 vagas por empregador. Os números espantam se considerarmos a crise que está assombrando empresas e profissionais, com redução de custos e pessoal. Na verdade, os dados de 2009 refletem o paradoxo atual entre os setores da economia: enquanto parte da indústria demite, o varejo, principalmente aquele de produtos de consumo essencial e de baixo custo, como os supermercados, contrata mais do que no levantamento de 2008. Dados do governo federal reforçam o paradoxo. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), processado pelo Ministério do Trabalho, no primeiro mês do ano 1 318 298 postos de trabalho foram fechados — o pior mês de janeiro desde que a metodologia do Caged foi mudada, em 1999. No entanto, no mesmo mês foram admitidos 1 216 550 profissionais – o segundo melhor resultado para o mês. “As contratações devem continuar, porque o Brasil tem setores em expansão apesar da crise. Não nos damos conta disso porque não estamos psicologicamente acostumados com esse crescimento”, diz Fernando Mantovani, diretor da empresa de recrutamento de executivos Robert Half.

Clique aqui e veja onde estão as vagas!

 

– Metáfora do Futebol, da Vida e da Guerra

Minha admiração àqueles que escrevem bem! Idealizar um texto, torná-lo compreensível e fazê-lo inteligente é um desafio à arte da compreensão. Compartilho o ótimo artigo de Ferreira Gullar, escrito domingo 15/03/2009, na Folha de São Paulo, pg E12, Caderno Ilustrada, a respeito da figura do árbitro de futebol, fazendo uma analogia do futebol, da vida e da guerra. E dos erros e da justiça dos mesmos! Vale a pena tão boa escrita!

 

Gol com a mão não vale

 

por Ferreira Gullar

 

O futebol poderia ser definido assim: “A vida como ela não é”.

 

Explico-me. Já se disse que as partidas de futebol são como batalhas em que os contendores não têm por objetivo liquidar fisicamente uns aos outros mas apenas vencer a disputa. Essa comparação com a batalha pode nos ajudar a expor nosso ponto de vista: numa batalha, todo recurso é válido, desde truques e dissimulações até a violência mais cruel e homicida. Quanto mais inimigos mortos, melhor, já que com isso se reduz a capacidade ofensiva do adversário.

 

Na batalha, portanto, não há regras, não se pode imaginar, em meio à luta, um árbitro de apito na boca a invalidar determinada ação de um exército ou de outro. Piuiiii! Apitaria o árbitro da batalha. “Parem a guerra, que esse golpe não vale!” E aí os soldados deteriam o próximo tiro de bazuca para reclamar do árbitro, erguendo os dois braços para demonstrar que não fizeram nada errado, como os jogadores de futebol. Para os guerreiros mais afoitos, o cartão vermelho, que os poria fora de combate.

 

Nada disso acontece nas batalhas de verdade. Acontece no futebol, que não é a vida mesma e, sim, uma idealização da vida. Melhor dizendo, um modo de lutar e derrotar o adversário, sem liquidá-lo fisicamente e dentro de normas pré-estabelecidas. Pode alguém achar que a vida deveria ser assim, ou seja, quando alguém violasse a norma (pisasse na bola), o juiz anularia a jogada. Por exemplo, se você é casado e começa a flertar com a colega de trabalho, poderia no começo levar uma advertência, digamos, um cartão amarelo, e, se insistisse a ponto de levá-la a um motel, seria caso de expulsão de campo, ou de cama.

 

De todos os modos, essa marcação homem a homem, na vida, é impraticável, já que não se passa numa área delimitada, às vistas da torcida e transmitido pela televisão. Além do mais, na vida a desigualdade é maior, uma vez que, além de o juiz estar ausente, quem pode mais manda mais e até mesmo anula as normas do convívio social. Sim, porque a vida também tem regras, tem leis, só que mais difíceis de aplicar do que numa disputa esportiva.

 

Em suma, o futebol nos permite viver numa disputa justa, uma vez que o número de contendores é o mesmo de cada lado e as regras valem para todos. Se um time é melhor que outro, isso se deve às qualidades dos jogadores e do treinador.

 

Aqui também, como na vida, quem pode mais manda mais, isto é, contrata mais e melhor, o que nos levará, fatalmente, a concluir que a igualdade total, que não existe na vida, tampouco no futebol se consegue alcançar. Mas, nele, se chega muito mais perto e, às vezes mesmo, se alcança, pois há partidas entre times igualmente bons, cujo resultado é impossível prever.

 

Todo este precário filosofar veio a propósito dos frequentes erros que os juízes cometem, às vezes tão graves que comprometem o resultado da partida e até a conquista de um título de campeão. E isso não é tão raro assim.

 

Os comentaristas esportivos são unânimes em reconhecer que é praticamente impossível o árbitro não errar, uma vez que ele não tem a capacidade de perceber certos detalhes de um lance decisivo. Já a câmera da TV mostra se foi pênalti ou se não foi.

 

E a pergunta que se impõe é sempre esta: por que não dotar a arbitragem de recursos tecnológicos que evitariam os erros? Mas a gente ouve sempre, como resposta, que o uso desses recursos faria o futebol “perder a graça”. Quer dizer, então, que a graça do futebol estaria no erro do juiz, na vitória injusta, na derrota injusta, na revolta do torcedor que se sente garfado? A graça do futebol não está no drible habilidoso, na jogada inteligente, no gol de letra, enfim, na beleza e mestria do próprio futebol? Pelo contrário, além de alterarem lamentavelmente o resultado da partida, os erros irritam os torcedores e criam condições para que os mais violentos imponham sua vontade, levando a agressões e às vezes à morte.

 

A resistência dos responsáveis em adotar os recursos da tecnologia como meio auxiliar da arbitragem é resultado de uma visão, que contraria a essência mesma do esporte.

 

O jogo não é igual à vida precisamente porque possibilita uma disputa justa, em que todos estão submetidos às mesmas exigências. Vence o melhor. A obediência às regras é a essência do jogo, porque são elas que permitem a disputa de igual para igual. O árbitro existe para impedir a violação das regras. Ampliar sua capacidade de seguir os lances e apitar sem erros é preservar a essência mesma do jogo. Vitória injusta – por roubo ou erro – é que não tem graça.

– Novo Layout

Gostaria que opinassem: o que acharam do novo layout? Embora a mudança tenha sido forçosa, espero facilitar a leitura dos blogonautas que aqui visitam!

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– Há 10 anos…

Há 10 anos (17 de março de 1999), tive a grata oportunidade de iniciar minhas atividades na carreira docente. Foi o primeiro dia de trabalho na Uninove (Centro Universitário Nove de Julho, campus da Vila Maria). Para um mestrando de 22 anos, uma experiência ímpar. Entretanto, sabia das dificuldades em ganhar a confiança da sala de aula que assumira, já que era mais jovem do que muitos alunos. E, graças a Deus, descobria ali uma das minhas vocações.

Também devo agradecer à professora dra. Raquel Pereira, que confiou em um inexperiente novo professor e o ajudou na carreira de sucesso.

É muito bom ser professor. Apesar dos pesares, a realização pessoal e a satisfação de poder ajudar aos discentes a adquirir mais conhecimento é fantástica!

– Meu Novo Endereço

Amigos, devido a migração dos Blogs do Provedor Terra, o “Blog do Professor Rafael Porcari” passa a ter como endereço: ProfessorRafaelPorcari.blog.terra.com.br , ao invés do anterior.

Para post antigos, visite: rafaelporcari.blog.terra.com.br

Abraços,

Rafael Porcari

– O Homem mais rico do Brasil

Bill Gates, da Microsoft, continua sendo o cidadão mais rico do mundo. No Brasil, segundo a Forbes, algumas novidades: Antonio Ermírio de Moraes caiu de posição: sua fortuna de 10 Bilhões de Dólares encolheu para “apenas” 2,8 bi.  

Agora, o homem mais rico do Brasil é o mega-industrial Eike Batista (aquele mesmo que deu uma coleira de ouro para sua namorada Luma de Oliveira).

Abaixo, veja o novo ranking dos administradores e afortunados do mundo (não vi nem o meu e nem o seu nome nela… o que aconteceu? É a crise?)

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/eike-batista-homem-mais-rico-brasil-427487.html

 A lista no original da Forbes em: http://www.forbes.com/lists/2009/10/billionaires-2009-richest-people_The-Worlds-Billionaires_Rank.html

 

Eike Batista é o homem mais rico do Brasil

Empresário ocupa o 61º lugar da lista dos maiores bilionários do mundo da revista Forbes

O empresário Eike Batista, dono do Grupo EBX, controlador das empresas OGX, LLX e MMX, entre outras, é o brasileiro melhor colocado na lista dos mais ricos da revista Forbes de 2009, ocupando o 61º lugar. Como adiantou a revista Exame no início de 2008, o executivo estreou no ranking da Forbes naquele ano ficando atrás de Antônio Ermírio de Moraes e da família Joseph Safra. Na lista divulgada nesta quarta-feira (11/02), Eike ficou à frente dos 13 brasileiros mais ricos ao ter sua fortuna avaliada em 7,5 bilhões de dólares. Apesar da crise global, Eike Batista fez seu patrimônio crescer 14% no último ano, já que em 2008 sua fortuna foi avaliada em 6,6 bilhões de dólares.

Já Antônio Ermírio de Moraes, dono do Grupo Votorantim, que em 2008 era o mais rico entre os brasileiros, viu sua conta encolher. A fortuna de 10 bilhões de dólares que lhe garantiu a 77ª posição no ranking do ano passado foi reduzida a 2,8 bilhões de dólares, rendendo-lhe o sexto lugar entres os brasileiros mais ricos e o 224º posto no ranking mundial. O banqueiro Joseph Safra, por sua vez, permaneceu em segundo lugar entre os brasileiros, com 7 bilhões de dólares no bolso, número inferior aos 8,8 bilhões contabilizados no ano passado.

Quem ficou com a medalha de bronze foi o acionista da Anheuser-Busch Inbev, Jorge Paulo Lemann, que apesar de ter subido duas posições em relação ao ano anterior, obteve um decréscimo em sua fortuna de 5,8 bilhões de dólares para 5,3 bilhões de dólares, ocupando o 92º lugar da lista completa.

É possível observar os reflexos da crise econômica no ranking de 2009. Cinco brasileiros listados em 2008 não figuram mais entre os tops deste ano. São eles: Eliezer Steinbruch e família (6º lugar); Elie Horn (11º lugar); Liu Ming Chung (13º lugar); Jayme Garfinkel (15º lugar) e Rubens Ometto Silveira Mello (18º lugar).

Além disso, entre os 13 brasileiros mais ricos do mundo, 10 deles tiveram uma queda em sua fortuna. Somente Eike Batista aumentou sua riqueza, os outros dois, Guilherme Peirão (1,2 bilhão de dólares) e Antônio Luiz Seabra (1,2 bilhão de dólares) mantiveram a mesma quantia.

Lista brasileiros:

-1º Eike Batista – US$ 7,5 bilhões (posição 61º no ranking geral)

-2º Joseph Safra – US$ 7 bilhões (posição 62º no ranking geral)

-3º Jorge Paulo Lemann – US$ 5,3 bilhões (posição 92º no ranking geral)

-4º Aloysio de Andrade Faria – US$ 3,1 bilhões (posição 196º no ranking geral)

-5º Dorothea Steinbrunch – US$ 3 bilhões (posição 205º no ranking geral)

-6º Antônio Ermírio de Moraes – US$ 2,8 bilhões (posição 224º no ranking geral)

-7º Marcel Herrmann Telles – US$ 2,4 bilhões (posição 285º no ranking geral)

-8º Moise Safra – US$ 2,1 bilhões (posição 318º no ranking geral)

-9º Carlos Alberto Sicupira – US$ 2,1 bilhões (posição 318º no ranking geral)

-10º Abílio dos Santos Diniz – US$ 1,5 bilhão (posição 468º no ranking geral)

-11º Guilherme Peirão Leal – US$ 1,2 bilhão (posição 601º no ranking geral)

-12º Antônio Luiz Seabra – US$ 1,2 bilhão (posição 601º no ranking geral)

-13º Júlio Bozano – US$ 1,1 bilhão (posição 647º no ranking geral)

 

 

Mais ricos do mundo ficam menos ricos; Gates volta ao topo

Por Claudia Parsons

NOVA YORK (Reuters) – O fundador da Microsoft, Bill Gates, é novamente a pessoa mais rica do mundo, superando o investidor Warren Buffet, segundo lista divulgada na quarta-feira pela revista Forbes. O levantamento mostra que a crise global eliminou 2 trilhões de dólares das maiores fortunas do planeta.

O número de bilionários no mundo caiu em um terço no ano passado, ficando em 793. A maior debandada foi de russos, indianos e turcos.

Gates, que no ano passado tinha a terceira maior fortuna do mundo (58 bilhões de dólares), voltou a ser o mais rico, mesmo tendo visto seu patrimônio encolher para 40 bilhões.

Buffet, cuja fortuna diminuiu de 62 para 37 bilhões de dólares, ficou em segundo lugar, à frente do magnata mexicano das telecomunicações Carlos Slim, que decaiu de 60 para 35 bilhões.

Juntos, os três maiores bilionários amargaram perdas de 68 bilhões de dólares durante o período de um ano até 13 de fevereiro, quando a Forbes fechou sua lista anual.

O executivo-chefe da revista, Steve Forbes, disse que, embora poucos lamentem o “drama” desses bilionários, os problemas dos empreendedores são ruins para toda a economia.

“Os bilionários não têm de se preocupar com a sua próxima refeição, mas se sua riqueza está declinando e você não está criando numerosos novos bilionários, significa que o resto do mundo não está indo muito bem”, disse ele a jornalistas. “O bilionário típico perdeu pelo menos um terço do seu valor líquido.”

O número de bilionários do mundo caiu de 1.125 na lista de 2008 para 793, e seu patrimônio conjunto foi reduzido quase à metade –de 4,4 para 2,4 trilhões de dólares.

“É a primeira vez desde 2003 que perdemos bilionários, mas nunca antes tínhamos perdido nada próximo desse número”, disse Luisa Kroll, editora-sênior da Forbes.

“É realmente difícil encontrar algo para celebrar a não ser que você tenha algum prazer perverso em perceber que algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo… não conseguem entender esta crise econômica global melhor do que o resto de nós.”

Nova York substituiu Moscou como a cidade com mais bilionários, 55. A Rússia, que registrara uma explosão no número de superricos nos últimos anos, teve agora a maior redução no número de bilionários: de 87 para 32.

 

– As ilhas de emprego brasileiras

 Em tempos de crise, ainda há terra de oportunidade para empregos no Brasil. Veja onde ainda se contrata:

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0936/economia/onde-vai-emprego-419465.html

Para onde vai o emprego

O mercado de trabalho brasileiro sofreu um baque nos últimos meses – mas, apesar da crise global, as estimativas mostram que a economia do país ainda vai gerar centenas de milhares de empregos formais em 2009

Em menos de dois meses, o clima entre os 2 000 funcionários da subsidiária brasileira da MWM International – uma das maiores fabricantes de motores de carros, ônibus e tratores do mundo – mudou radicalmente. Eles, que vinham trabalhando em ritmo frenético quase até o final de 2008, e por isso fizeram jus às mais altas bonificações pagas em razão dos resultados da empresa, iniciaram o ano novo sob a angustiante dúvida de permanecer empregados ou não. “Em 31 de outubro, finalizamos o melhor ano fiscal de nossa história e, até meados de novembro, não sentimos nenhum reflexo da crise”, afirma Waldey Sanchez, presidente da MWM no Brasil. No fim de novembro, porém, as programações de produção das montadoras que compram os motores da MWM começaram a sofrer cortes. Em dezembro, as revisões de pedidos dos clientes – que enviam nessa época o planejamento de encomendas do ano todo – passaram a indicar que, em 2009, a empresa venderia quase 30% menos motores que no ano passado. A MWM replicava, assim, o movimento quase generalizado de redução brusca nos negócios no país. A economia brasileira, que chegou a setembro crescendo a um ritmo anualizado de 7%, passou por uma reviravolta em outubro, a ponto de os economistas estimarem que houve recuo do produto interno bruto no último trimestre de 2008.

O capítulo mais recente da história vivida pela MWM ocorreu em 29 de janeiro, quando os funcionários reunidos em assembleia na fábrica, em São Paulo, aprovaram acordo para reduzir, a partir de fevereiro, 20% da jornada mensal de trabalho e 17,5% de seus salários. Contrariamente ao que ocorreu em outras empresas, os funcionários da MWM aprovaram o acordo sem protestos. Talvez essa aceitação só tenha sido possível graças à postura do presidente da companhia. Sanchez não enviou um advogado para tratar com os sindicalistas. Foi pessoalmente expor a situação da empresa na sede do sindicato dos metalúrgicos, no bairro da Liberdade, no Centro de São Paulo. Em troca da concessão feita, os funcionários da MWM conseguiram a garantia de manter os empregos por mais alguns meses. A esperança dos trabalhadores e da cúpula da empresa é que a redução dos salários permita a travessia do período mais agudo da crise para o momento em que as encomendas voltem a crescer, um cenário vislumbrado para abril. “O objetivo é manter todos os funcionários, pois, como disse Henry Ford, um desempregado é uma pessoa a menos para consumir e uma a mais para alimentar a crise”, diz Sanchez. Ele próprio também receberá o holerite de fevereiro mais magro.
O efeito mais concreto da crise econômica mundial finalmente chegou ao Brasil neste começo de ano com a divulgação do balanço de demissões ocorridas em dezembro – o corte foi de 655 000 postos, quando o esperado seria de no máximo 400 000 – e com novos anúncios de demissões em janeiro. A rapidez do agravamento da situação assustou, com razão, trabalhadores e empresários no país inteiro. Como o encolhimento do mercado é hoje um drama mundial, também se disseminou a dúvida sobre o que acontecerá com o emprego ao longo de 2009. Na tentativa de jogar luz sobre esse cenário ainda nebuloso, EXAME consultou dezenas de economistas, especialistas em trabalho e empresários. Teve acesso exclusivo também a um estudo realizado pela LCA, uma das consultorias econômicas com mais tradição em projeções na área de emprego. A opinião geral é que, sim, o desemprego aumentará em 2009. Porém, o impacto sobre o mercado de trabalho ficará longe das piores crises sofridas pelo país no passado.
O estudo da LCA projeta dois cenários para 2009. O que a consultoria considera mais provável é que a taxa média de desemprego suba para 8,5%, ante os 7,9% registrados em 2008, quando o país teve a menor taxa de desocupados desde que o acompanhamento passou a ser feito. Esse cenário toma como premissa um crescimento do PIB de 2,8%. Isso permitiria que, neste ano, o Brasil obtivesse um saldo positivo – resultante da diferença entre admissões e demissões – de 875 000 postos de trabalho com carteira assinada. No outro cenário, mais adverso por se basear nas previsões predominantes no mercado de que a economia crescerá apenas 1,8%, o número de vagas criadas cairia para 578 000, o que elevaria a taxa de desemprego para 9%. “Os resultados são bastante inferiores aos do ano passado, quando o saldo entre pessoas admitidas e demitidas foi positivo em 1,5 milhão de empregos”, afirma o economista Fábio Romão, autor do estudo. “Mas, com as informações que temos hoje, mesmo a projeção mais conservadora não deve provocar uma situação muito pior que a de 2002, quando muitas empresas demitiram em razão das turbulências provocadas durante a pré-eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.” Não se trata de uma boa notícia – longe disso. Estima-se que o Brasil precise criar mais de 1 milhão de novos postos formais a cada ano para dar conta da chegada de jovens ao mercado. Gerar menos vagas, como tudo indica que vá acontecer em 2009, significa deixar mais gente de fora. Mas o ponto é que o Brasil abrirá centenas de milhares de novos empregos neste ano – mesmo em meio a um dos piores anos da economia internacional. Em dezembro, portanto, haverá mais brasileiros no mercado de trabalho formal do que há hoje.
Não se pode esquecer que a crise atual ainda está em andamento – e possivelmente apenas no início. Seus desdobramentos dependem não só de novos acontecimentos mas, sobretudo, da reação de empresários e consumidores a cada novo capítulo. Essas reações, por sua vez, dependem fundamentalmente da fidelidade das informações a que as pessoas têm acesso. É particularmente importante entender o grau de contaminação da economia. “Apesar da multiplicação das notícias de demissões, vale observar que, pelo menos por enquanto, não há uma onda generalizada de cortes”, afirma José Márcio Camargo, doutor em economia do trabalho e sócio da Opus Gestão de Recursos. Até agora, as demissões estão mais localizadas em três grupos de empresas: nas exportadoras, em razão da desaceleração da demanda internacional, na construção civil e nas indústrias de bens duráveis de preço alto, como os automóveis, cujas vendas no mercado interno dependem da oferta de crédito e da confiança do consumidor. A redução do crédito fez com que as montadoras de veículos fossem rapidamente atingidas e apelassem para a demissão de empregados temporários e para acordos de redução de jornada e salário.
No caso da construção civil, a queda do emprego já foi forte. “De outubro a dezembro, tivemos uma perda líquida de 40 000 postos de trabalho”, afirma Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil. Trata-se de uma mudança drástica, considerando que o setor havia criado 300 000 novos empregos de janeiro a setembro. Ainda assim, Simão acredita que haverá uma boa recuperação no segundo semestre, especialmente se forem confirmadas novas medidas do governo de apoio ao setor. Entre as medidas aguardadas pelas construtoras e pelas incorporadoras como parte de um pacote em gestação na Casa Civil e no Ministério da Fazenda há planos para estimular a construção de casas populares e para ampliar os financiamentos à classe média (até o fechamento desta edição, em 2 de fevereiro, nada havia sido anunciado). Também há estudos de novas concessões de estradas. “Este ano será uma ducha fria se comparado com 2008, quando estávamos superaquecidos”, diz Simão. “Mas não deve ser um dos períodos mais difíceis que enfrentamos caso o governo faça o que tem dito que irá fazer.” Apesar do relativo otimismo, Simão sabe que, caso o crédito permaneça restrito por muito mais tempo, não há governo que consiga evitar uma mortandade de postos de trabalho no setor. “Antes levantávamos dinheiro nos bancos em apenas 15 dias. Agora, os processos se arrastam e, consequentemente, as incorporadoras não lançam mais nada”, diz ele. Por enquanto, as empresas do setor vão se virando como podem para tentar manter as vendas. A paulista Goldfarb, uma das maiores incorporadoras e construtoras de residências para classe média baixa no país, manteve de novembro até o final de janeiro uma promoção para tirar o receio de quem anda preocupado em assumir financiamentos diante da crise econômica. “Em vez de nos retrair, optamos por uma estratégia de investir em marketing. Anunciamos que garantiríamos a recompra dos imóveis, com devolução integral do valor pago, aos clientes que perdessem o emprego durante a construção do imóvel”, diz José Antonio Grabowsky, presidente da PDG Realty, empresa de investimentos que é sócia da Goldfarb.

O mapa do emprego

O impacto sobre o emprego irá variar entre os setores produtivos e as várias regiões do país. O epicentro da crise, pelo menos por ora, são as áreas mais ricas e industrializadas. O investimento das empresas, que vinha funcionando como um motor do crescimento, deve recuar, passando de uma expansão de 17% no ano passado para apenas 4% em 2009, de acordo com previsão da consultoria econômica MCM. Essa queda afeta não apenas as fabricantes de máquinas e equipamentos como também a siderurgia. São indústrias concentradas principalmente no Sudeste. Também a Zona Franca de Manaus está no grupo das mais afetadas, devido à concentração de montadoras de motocicletas e de produtos eletroeletrônicos. Na outra ponta estão as regiões Nordeste e Norte. Por terem economias menos sofisticadas e mais dependentes de transferências do governo, devem sentir menos os efeitos da crise. “Boa parte da população nordestina vive de benefícios da Previdência e do Bolsa Família, e esses recursos são garantidos, com crise ou sem crise”, diz o consultor Camargo. Sul e Centro-Oeste, com grande presença do agronegócio, estão numa posição intermediária – a maior preocupação é com o desempenho de suas exportações.
Em meio a um cenário difícil, há verdadeiros oásis de tranquilidade. “Estamos na contramão do noticiário, pois nosso problema hoje é contratar, não demitir”, afirma Angelo Bellelis, presidente do Estaleiro Atlântico Sul, instalado junto ao porto de Suape, no litoral pernambucano. Neste ano, a empresa passará dos atuais 1 500 funcionários para pelo menos o dobro para atender às encomendas de 15 navios petroleiros, da Transpetro, empresa que gerencia a frota de navios da Petrobras, e de um casco de plataforma de petróleo. Até agora, não houve sinais de adiamento de nenhum pedido. Pelo contrário: o primeiro navio a ser entregue teve o prazo antecipado de agosto para abril de 2010. A cada dois meses e meio entram 300 novos funcionários no estaleiro. Antes do início do trabalho, eles recebem seis meses de cursos de qualificação, dada a dificuldade de encontrar mão-de-obra treinada depois que a indústria naval foi ressuscitada. “É um privilégio não só empregar essas pessoas mas principalmente qualificá-las”, diz Bellelis.
Os navios petroleiros estão na mesma categoria de grande parte das obras de infraestrutura, que levam anos até ficar prontas. É o caso da construção de usinas de geração de energia, da prospecção e exploração de petróleo, dos reparos em estradas já concedidas ao setor privado e de outras obras. A maioria desses projetos tem recursos garantidos, e sua interrupção causaria mais prejuízo do que sua continuidade. Em janeiro, quando a onda de desemprego já batia no Brasil, a construtora OAS admitiu 1 000 funcionários com carteira assinada. Todos vão trabalhar nas obras da hidrelétrica de Estreito, um empreendimento de 3,3 bilhões de reais, do grupo franco-belga Suez. A usina, localizada no Maranhão, é uma sociedade entre Suez, Vale, Alcoa e Camargo Corrêa. A obra, iniciada em 2007, será concluída em 2010 e terá capacidade de gerar energia para abastecer uma cidade de 1,5 milhão de habitantes. Apenas na construção de Estreito trabalham hoje 6 000 pessoas. Além de Estreito, a Suez está construindo a hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia, que vai consumir 9 bilhões de reais de investimento e gerar 28 000 empregos diretos e indiretos até 2012. Por enquanto, o canteiro emprega 600 pessoas, mas o plano é chegar em dezembro a 6 500 funcionários e a 10 000 em 2010. “Não vamos diminuir ou interromper nenhum projeto”, diz Mauricio Bähr, presidente do conselho de administração do grupo Suez no Brasil. “Os recursos estão garantidos e a energia que será gerada ali já foi vendida.”
A aposta dos especialistas é que o mercado doméstico também funcione como um amortecedor da crise sobre o país e ajude a preservar empregos, especialmente nos setores de produtos básicos. O varejo de alimentos e de medicamentos, por exemplo, sofrerá menos impacto que os demais, sobretudo porque alimentação e remédios são necessidades básicas da população e têm prioridade em caso de algum aperto financeiro. Até agora, a crise não se refletiu no resultado das vendas da rede francesa Carrefour, que não só manteve seu quadro de funcionários como prevê contratações. A empresa confirma a abertura de 70 lojas neste ano, incluindo todas as suas bandeiras – Carrefour, Carrefour Bairro, Atacadão e Dia %. A expansão criará 4 000 novos postos de trabalho. Até o final de 2010, o grupo realizará investimentos de 2 bilhões de reais. “O Brasil continua a ser um dos países prioritários para os investimentos do grupo”, afirma Jean-Marc Pueyo, presidente da rede no país.
Há razões para a confiança de multinacionais, como o Carrefour, no país. Se é verdade que o Brasil está sendo duramente afetado pela crise, também é certo que poucos países estão mais preparados para enfrentá-la. Afinal, temos um mercado doméstico forte e uma economia suficientemente diversificada – e isso pode fazer a diferença em 2009. Vamos gerar menos emprego do que no ano passado? Certamente. Mas, diante da magnitude dos problemas em escala global, não deixa de ser uma boa notícia o fato de o Brasil ainda conseguir ampliar sua força de trabalho.

A Arte da Convivência Familiar

Em tempos nos quais a família às vezes é relegada a segundo plano, e no qual particularmente passo por um momento importante do nascimento da minha filha, compartilho com os amigos um belíssimo artigo sobre a “arte de conviver em família”. Com carinho, envio em especial aos amigos Flávio e Lilian que celebrarão o Santo Matrimônio no próximo dia 06, e que tenho certeza, constituirão uma família maravilhosa!

Extraído de:
http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11317

A arte da convivência familiar!

Alguém único e irrepetível foi confiado a mim

Inspirado em algumas leituras e meditações feitas no dia a dia pastoral, passando por diversas comunidades, resolvi colocar em síntese algumas ideias, que vejo como importantes como reflexão para o enriquecimento da vida conjugal e familiar. Em primeiro lugar, é importante ter consciência de que o casamento é o encontro de duas pessoas que são diferentes, que se amam porque diferentes, e que permanecerão diferentes. Um se abre ao outro com suas diferenças, para enriquecer a vida e a história do outro.
Tem gente que passa a vida inteira querendo que o seu cônjuge seja como ele (a). Na convivência existem alguns pormenores que fazem a diferença. Existe um sinal inconfundível entre os que se amam de verdade: a dedicação de um ao outro. Alguém único e irrepetível foi confiado a mim. A esta pessoa devo dedicar minha vida, meus esforços, meu ser. Partilharemos um destino em comum, formaremos uma família, um tem de produzir vida no outro para que a plenitude da vida aconteça em seu lar. Existem atitudes que se tornam como que combustíveis do amor, alimentam-no e o fazem crescer. Estas se traduzem nas palavras, nos afetos e nas delicadezas. Um carinho a mais, uma atenção maior em determinados momentos, um gesto de delicadeza.
Tudo isso conta e muito! Já o inimigo principal do amor é o egoísmo. Uma pessoa centrada em si, individualista, que só pensa nos seus afazeres e satisfações, impossibilita a felicidade dos outros e, por tabela, se torna infeliz. Nossa vida é um chamado à comunhão e não ao isolamento. Fazer aos outros felizes é dever de todos.
Outras duas palavras que não poderão faltar na arte de amar são paciência e perdão!
A convivência humana exige isso.
Nós somos mistério para nós mesmos, como conhecer o outro sem restrições?
Surpreendemo-nos com nossos pensamentos e ações. Todos estamos em busca de um equilíbrio perfeito. Mas, isso não quer dizer que as imperfeições estejam superadas. A paciência é sinal de força e poder. Esperar diante de toda desesperança é sinal de sabedoria. Além disso, ser misericordioso é carregar em si o distintivo do discípulo de Cristo. Não perdoar é, como dizem por aí, “beber veneno achando que o outro é que vai morrer”! Como bem diz uma canção: “O lar é um lugar de se viver e dialogar”.
Não tenho dúvida de que o casal é o lugar do Amor no mundo, e se é o lugar do Amor, é o lugar de Deus!
Precisamos honrar isso na prática de nossa vida, para a transformação de nossa história. Queridos casais, queridas famílias, estas palavras nascem do meu coração de pastor.
Desejo muito que o amor seja visto em cada lar de nossas paróquias.
Que Maria, Mãe do Divino Amor, interceda por nós!

Pe. Reinaldo R. Rezende é assessor diocesano da Pastoral Familiar e da Comissão Diocesana em Defesa da Vida.

Xenofobia Crescente. Quais os motivos?

Cada vez mais estamos vivendo uma época xenofóbica. Em tempos de globalização, que consequentemente traria uma maior tolerância às diversidades culturais e respeito às raças (detesto este termo, mas é por falta de opção: só existe uma raça, a raça humana), contraditoriamente vemos uma discriminação ainda maior, principalmente por parte dos europeus aos latinos e africanos.

É claro que um dos motivos se deve à crise mundial. Trabalhadores da Europa vão perdendo seus empregos, e criticam os imigrantes que ali se encontram e acabam se tornando mão-de-obra barata. Nesta semana, um emblemático protesto em Londres pedia “trabalho na Inglaterra para trabalhadores ingleses” (veja a foto)

Nos EUA, este problema já não é tão latente, visto que os latinos, aos poucos, estão integrados à comunidade americana e seu expressivo número aos poucos torna os EUA um país bilingue.

Outro fator negativo são as péssimas ações relacionadas a estrangeiros em território europeu. Um dos exemplos foi o recente caso da advogada brasileira, supostamente vítima de neonazista e aqui já tratado. A polícia suíça crê que a brasileira se autoflagelou, buscando notoriedade.

Diante de tais ações apologistas à xenofobia (aversão à estrangeiros ), compartilho ótimo texto da Profa. Flávia Piovesan, extraído do OESP, que busca discutir e compreender tal fenômeno. Artigo de ótima qualidade, compartilho abaixo:

 

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,insanos-estigmas,324172,0.htm

 

Insanos estigmas
Os cortes na pele da brasileira Paula Oliveira lembram racismo, xenofobia, aversão ao outro?

– Violentada por um grupo de skinheads ou suspeita de autoflagelação, a advogada brasileira Paula Oliveira despiu-se parcialmente diante do fotógrafo da polícia suíça para exibir uma coleção arrepiante de cortes superficiais sobre o corpo. A cena se passou num distrito próximo de Zurique, na noite de segunda-feira. Numa das imagens, viam-se iniciais do partido de ultradireita SVP, Partido do Povo Suíço, “gravadas” nas pernas da jovem, como se fossem, a um só tempo, insígnia e estigma. O SVP, como se sabe, é um notório defensor de políticas anti-imigratórias.

Paula teria sido mesmo atacada por três jovens neonazistas, como se divulgou? Estaria ou não grávida no momento da agressão? Teria sido a própria a autora das ranhuras na pele, num desses rituais de autoflagelação que fazem a cabeça de jovens sem cabeça pela Europa afora? Essas perguntas foram aparecendo no processo investigatório, num clima de desconforto diplomático entre Brasil e Suíça. Mas não apagam a imagem macabra dos arranhões (espalhados até com alguma simetria) pelo corpo de Paula, certamente obra de um estilete a cargo de uma mente doentia. Por que se faz isso?, é a pergunta que apavora nossas mentes.

Há muito o que pensar e muito que fazer contra esse tipo de coisa. Na casa-museu de Anne Frank, em Amsterdã, a vítima cujo diário faz perpetuar as atrocidades do nazismo, ergue-se a advertência histórica: “O nacionalismo extremo é a pior forma de racismo”. As mais graves violações a direitos humanos radicam-se na dicotomia do “eu” versus o “outro” – em que o “outro”, em virtude de sua diferença, é tomado como um ser inferior e menor em dignidade e direitos. Ou, em situações limites, um ser esvaziado de qualquer dignidade. Um ser descartável, um ser supérfluo, objeto de compra e venda (como na escravidão) ou de campos de extermínio (como no nazismo). A diversidade é captada como elemento para aniquilar direitos. A compartilhar essa lógica, destacam-se as violações da escravidão, do nazismo, do sexismo, do racismo, da homofobia, da xenofobia e de outras práticas de intolerância. Como afirma Amartya Sen, “a identidade pode ser fonte de riqueza e aconchego, como também de violência e terror”.

Ao enfocar a experiência totalitária do nazismo, realça Hannah Arendt que os campos de concentração não eram campos de criminosos de guerra, mas o estado de inocência era fundamental para sua manutenção. A indagação não era “o que fizeram aquelas pessoas”, mas “quem eram aquelas pessoas” – descartáveis, supérfluas e sem lugar no mundo. A equação nazista condicionava a titularidade de direitos à pertença a uma raça específica, a raça pura ariana.

O crescente fenômeno da xenofobia e do nacionalismo assombra o continente europeu, merecendo destaque, entre tantos casos, as políticas propostas por Berlusconi na Itália (por exemplo, demandar dos profissionais de saúde que denunciem os imigrantes ilegais e propor a segregação na educação, com escolas para italianos e para estrangeiros). Ou as práticas discriminatórias em face de estrangeiros na Espanha (basta ressaltar os casos de hostilidades contra brasileiros nos aeroportos do país). Ou ainda na Inglaterra, em que em recente manifestação trabalhadores ingleses clamavam por british work for british workers. Ataques xenófobos ganham ainda maior intensidade em um contexto de profunda recessão econômica.

Em junho de 2004, 732 parlamentares foram eleitos para o Parlamento Europeu, dos quais 25 são de partidos neonazistas e de extrema direita. Para o relator especial da ONU sobre o tema do racismo, o crescimento da discriminação racial e da xenofobia é confirmado por dois fatores interligados: sua “normalização política” e sua “legitimação intelectual”. Plataformas racistas e xenófobas têm penetrado na agenda política de partidos a pretexto de combater o terrorismo, defender a identidade nacional e combater a imigração ilegal. Isso tem fomentado uma aceitação generalizada dessas práticas, inspiradas na defesa, proteção e conservação da identidade nacional e na ameaça apresentada pelo multiculturalismo, com a violação de direitos dos não nacionais e das minorias étnicas, culturais e religiosas. Gradativamente, o sistema jurídico, a ordem pública, a educação e o mercado de trabalho passam a ser impregnados pela ideologia racista e xenófoba, culminando no fortalecimento de grupos neonazistas.

Sobre o princípio da igualdade e da não-discriminação, destaca-se o General Comment no. 15 (1986) do Comitê de Direitos Humanos, ao afirmar que não pode haver discriminação entre estrangeiros e nacionais no que se refere ao exercício dos direitos humanos. Também merece menção a Recomendação Geral nº 30 (2004) do Comitê sobre a Eliminação da Discriminação Racial, ao prever recomendações específicas aos Estados-partes no sentido de eliminar a discriminação de não nacionais.

A Convenção Internacional sobre a “proteção dos direitos de todos os trabalhadores migrantes e dos membros de suas famílias”, adotada pela ONU em 1990, contava em março de 2008 somente com 37 Estados-partes. Nenhum dos países da América do Norte e da Europa até o momento a ratificou. A maior inovação da convenção é enfocar a problemática da imigração sob a perspectiva dos direitos humanos, fixando parâmetros protetivos mínimos a serem aplicados pelos Estados-partes aos trabalhadores e suas famílias, independentemente de seu status migratório, considerando a situação de vulnerabilidade em que se encontram.

Por sua vez, em 2008, a Convenção Internacional “sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial”contava com 173 Estados-partes, entre eles a Suíça, que a ratificou em 29 de novembro de 1994. Esse tratado requer dos Estados a adoção de medidas repressivas-punitivas voltadas ao combate, à proibição e à punição da discriminação, bem como de medidas voltadas à promoção da igualdade e à valorização da diversidade.

É nesse contexto que o caso de Paula Oliveira exige urgência e firmeza na investigação. Eventual impunidade servirá de convite à repetição da barbárie, sendo que a indiferença ou omissão daquele país podem implicar sua cumplicidade e conivência com a prática criminosa, em afronta aos parâmetros protetivos internacionais os quais se comprometeu a cumprir.

*Flávia Piovesan, professora de Direito da PUC/SP, da PUC/PR e da Universidade Pablo de Olavide (Sevilha), é também procuradora do Estado de São Paulo e membro do Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana

Microsoft recompensa denunciantes

Ora essa. Já não bastasse a crise mundial, agora as empresas devem investigar por conta própria ações criminosas contra seus produtos e serviços. É o caso da Microsoft, que oferece US$ 250,000 a quem descobrir o autor do vírus Conficker.

Extraído de: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=126051

 

Microsoft recompensa quem identificar autor do vírus do Windows

A Microsoft está a oferecer 250 mil dólares, cerca de 194 mil euros, para quem identificar o autor do vírus Conficker, que infectou milhões de PCs com Windows

O objectivo é receber informações sobre a pessoa responsável pelo vírus para a entregar às autoridades.
A Microsoft pretende assim que o responsável pela infecção de milhões de computadores baseados no seu sistema operativo em poucos dias seja chamado à justiça, para pagar pelos prejuízos.
Na luta contra o Conficker a multinacional já pediu ajuda a diversas organizações, desde fabricantes de antivírus à própria Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN), a entidade responsável pela gestão dos domínios Web.

Esperança, o combustível da vida.

Compartilho belíssimo artigo intitulado “Esperança, o Combustível da Vida”. Sem ela, nossa vida parece perder o sentido.

Extraído de: http://www.cancaonova.com.br/portal/canais/formacao/internas.php?e=11310

Esperança, o combustível da vida

Uma vida sem sabor é uma vida sem perspectivas

A esperança corresponde à aspiração de felicidade existente no coração de cada pessoa. Interessante observar que quem perde a esperança mais profunda perde o sentido de sua vida, e viver sem esperança não tem sentido. O próprio antônimo dessa palavra é DESESPERO, ou melhor, a perda quase que em estado definitivo da esperança. O desespero é capaz de corroer o coração.
A esperança é a vacina contra o desânimo, contra a possibilidade de invasão do egoísmo porque, apoiados nela, nos dedicamos à construção de um mundo melhor. A perda da esperança endurece nossos sentimentos, enfraquece nossos relacionamentos, deixa a vida cinza, faz a vida perder parte do seu sabor. No entanto, todos os dias, somos atingidos por inúmeras situações que podem nos desesperar.
A esperança é o combustível da vida, a forma de mantê-la viva é não prender os olhos nas tragédias; a cada desgraça que contemplamos corremos o risco de perder combustível. Existe na mitologia grega uma figura interessante chamada Fênix, que quando morria entrava em autocombustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Essa ave, o mais belo de todos os animais fabulosos, simbolizava a esperança e a continuidade da vida após a morte. Revestida de penas vermelhas e douradas, as cores do Sol nascente, possuía uma voz melodiosa que se tornava triste quando a morte se aproximava.
A impressão causada em outros animais – por sua beleza e tristeza – chegava a provocar a morte deles. Nossa vida passa por esse processo várias vezes num único dia, ou seja, sair das tragédias para contemplar a beleza que não morreu, a vida que existe ainda, como fazia essa ave mitológica. Alguns historiadores dizem que o que traria a Fênix de volta à vida seria somente o seu desejo de continuar viva, depois de completar quinhentos anos elas perdiam o desejo de viver e aí, se morressem, não mais reviviam. O desejo de continuar a viver era sua paixão pela beleza que é a vida.
Vida sem sabor é uma vida sem perspectivas; quem cansou de tentar, cansou de lutar, desistiu de tudo, uma vida que apenas espera o seu fim por pensar que nada que se faça pode mudar coisa alguma. Quem perdeu a capacidade de sonhar, o desejo de felicidade confundiu-se com a utopia. Felizmente não existe motivo para desanimar, lembrando as palavras de São Paulo: “A esperança não decepciona” (Rm 5,5). Não falamos aqui de qualquer esperança, mas da autêntica esperança, que não se apoia em ilusões, em falsas promessas, que não segue uma ilusão popular em que tudo se explica.
A esperança verdadeira, vinda de Deus, é uma atitude muito realista, que não tem medo de dar às situações seu verdadeiro nome e tem sempre Deus como fator principal. Não tem medo de rever as próprias posições e mudar o que deve ser mudado. À medida que perdemos ilusões e incompreensões temos o espaço real, no qual pode crescer a esperança, que nada mais é do que a certeza de que tudo pode ser melhor do que o que já vemos, e o desejo de caminhar na direção da vida, atraídos pela sua beleza, que no momento pode somente ser sonhada, mas é contemplada pelo coração.
O homem pode ser resistente às palavras, forte nas argumentações, mas não sobrevive sem esperança. Ninguém vive se não espera por algo bom que seja bem melhor do que o que já conhece, que já possui ou já experimentou. Deus alimenta nossa vida através da esperança!

Padre Xavier

– Quando o critério é apenas um detalhe

Como árbitro de futebol, tenho questionado deveras os observadores das partidas em que tenho atuado. Tenho divulgado publicamente minhas notas, sejam boas ou ruins. Entretanto, neste último relatório (com uma boa nota: 7,01), fiquei indignado com as absurdas anotações. Pontos fortes num jogo (estar próximo da jogada em um campo grande) tornam-se fragilidades num jogo seguinte (segundo o observador, estive longe das jogadas – e num campo pequeno). Vai entender…

O detalhe é que pelos pontos criticados e elogiados, as diferenças de notas são mínimas. Isso é critério? A propósito, disciplinarmente fui criticado por falta de critério… Analisando os cartões, foram bem aplicados. Ou não existe advertência verbal no jogo? Ela não deve ser contada e analisada? Não costumo me esconder atrás de cartões, nem fazer dele uma arma incoerente. Aplico-o conforme as regras.

Quer falta de critério maior? Na partida houveram lances de mão dentro da grande área (1 para cada time), onde foram nítidas bolas na mão e mandei seguir o jogo. Lances acertados, mas nada relatado pelo Dr Observador. No segundo tempo, um jogador que já possuia cartão amarelo, segura com as mãos uma bola lançada em contra-ataque. Típico lance de cartão amarelo. Sendo o segundo, vermelho. O jogador recebe o cartão amarelo e na sequência o vermelho, lamenta por seu erro e ninguém reclama da expulsão. A mão foi intencional e claríssima!!! Relato do observador: a bola bateu acidentalmente, e o árbitro errou em confiar no assistente que marcou a falta…  Ué, mas nem vi bandeira nessa hora, o lance foi na minha cara e claro.

Sabe o que parece? Aqueles lances em que o atleta dá uma cotovelada na cabeça do adversário e o bom advogado inverte a situação na defesa em um tribunal: vira uma cabeçada no cotovelo do infrator…

Para terminar o samba-do-criolo-doido, fui elogiado por expulsar corretamente um membro da comissão técnica. Detalhe: não teve expulsão de membro algum da comissão técnica no jogo… E ainda disse que foi após o quarto árbitro me chamar! (quando me chamou?!? – Seria uma expulsão fantasma?)

E são esses caras que avaliam a arbitragem. Quando o árbitro é de nome, aí aliviam. Também, falar o quê? Quando fazia meu aquecimento antes do jogo, o observador gritava da arquibancada meu nome, querendo falar comigo, lá do meio da torcida. Falta de profissionalismo…

 

Enquanto o Coronel Marinho se esforça em padronizar critérios de arbitragem e de avaliadores, àqueles que fazem de qualquer jeito jogam o trabalho pelo ralo… Inadmissível!

Para quem deseja ver o “ótimo relatório”, está dividido em 3 links:

http://sumulaonline.fpf.org.br/Arbitragens/sistema/observadores/4676-46obsA.jpg

http://sumulaonline.fpf.org.br/Arbitragens/sistema/observadores/4676-46obsB.jpg

http://sumulaonline.fpf.org.br/Arbitragens/sistema/observadores/4676-46obsC.jpg

 

Só para não ficar engasgado: jogadores dos 2 times cumprimentaram minha arbitragem ao final do jogo; o treinador de uma equipe reclamou e o presidente de outra foi elogiar. Relato do observador; árbitro criticado pelas duas equipes ao término da partida…

Será que é o mesmo jogo que ele assistiu? Ainda tenho minhas dúvidas… Ainda bem que haviam outras pessoas no campo para confirmar minha arbitragem…

– Mesmo com Demagogia, vale a boa idéia

Mesmo com Demagogia, Vale a Boa Idéia.

Essa afirmação, sem dúvida alguma, vale para a proposta de Michel Platini, ex-jogador de futebol e presidente da UEFA: proibir a contratação de menores de 18 anos por parte dos times europeus. Em alguns países, como na itália, há uma lei próxima a isso: o atleta pode ser contratado mesmo sendo menor de idade, e só pode atuar com a maioridade (como, por exemplo, Alexandre Pato).

A justificativa de Platini é de que há uma verdadeira exploração das equipes européias em cima das africanas e latinas. E usou um termo forte: tráfico de jovens atletas.

Se analisarmos ponderadamente, não é isso o que realmente ocorre? Os jovens talentos nem explodem nas equipes como profissionais e são vendidos ao velho continente. Um exemplo disso é o caso do ex-corinthiano Willian: hoje, quase ninguém se lembra dele, vendido para a Ucrânia por dezenas de milhões de dólares. O atleta garantiu seu pé-de-meia, vai ajudar sua família… Ótimo, até então. Mas e os atletas de times pequenos que vão para a Eslovênia, Polônia, Azerbaijão, ganhando ninharia e são abandonados pelos seus empresários, que seguindo a lógica de Platini, acabam se tornando os “traficantes” dessa ciranda transacional? Na indonésia, segundo a última edição de Placar, há um brasileiro que ganha o equivalente a R$ 1.000,00, o básico para sobreviver naquele país. Quer voltar, mas não consegue comprar a passagem de volta. Seu empresário, literalmente, escafedeu-se!

Alguns críticos de Platini alegam que isso é demagogia, pois estaria fazendo esse movimento para angariar votos para uma futura eleição na FIFA. Outros alardeiam que é devido os clubes franceses estarem se tornando equipes africanas – algumas sem nenhum nato francês – apenas com naturalizados de ex-colônias francesas (não podemos esquecer que Zinidine Zidane, o craque francês, é de ascendência argelina).

Se é com essa intenção ou não, será difícil dizer. Mas que a idéia é ótima, não há dúvida. E conta com o meu apoio (se é que ele vale para algo…rsrsrs).

Obras Importantes que mudarão a Capital na Copa

Em tempos que ainda se discute a viabilidade ou não de uma Copa no Brasil (conversa vazia, já que a Copa será aqui mesmo e temos que arregaçar as mangas), uma interessante matéria sobre o legado a ser deixado.

Clique aqui e veja uma maquete interessante do novo Morumbi

 Extraído de:

http://portalexame.abril.com.br/economia/dez-obras-copa-podem-mudar-cara-sao-paulo-421263.html

 

10 Obras da Copa que mudarão SP

 

O Pan-2007 é o exemplo de tudo o que o Brasil não deve fazer nos preparativos para a Copa de 2014. Cálculos preliminares do Tribunal de Contas da União mostram que o gasto público para a realização dos jogos no Rio de Janeiro chegaram a 3,6 bilhões de reais – ou 500% a mais que o previsto inicialmente. O Pan mais caro da história não trouxe as benfeitorias que se previa à cidade. O dinheiro foi gasto principalmente na construção de novas instalações esportivas – mesmo quando era possível reformar as existentes.

Considerado o maior “elefante branco” do Pan, o estádio João Havelange (também conhecido como Engenhão), por exemplo, consumiu 380 milhões de reais. O estádio foi construído a poucos quilômetros do Maracanã, em uma zona considerada pouco segura pelos cariocas. Após o Pan-2007, o Engenhão foi concedido ao Botafogo por um prazo de 20 anos em troca de um aluguel mensal de 36 mil reais.

Por esse valor, o poder público levará cerca de 880 anos para recuperar o dinheiro investido. Com a priorização da construção de instalações esportivas, faltou dinheiro para obras importantes para a cidade, como a despoluição da baía de Guanabara e a construção de uma linha de metrô.

As cidades que abrigarão os jogos da Copa só serão confirmadas em 20 de março, mas cinco sedes já são consideradas óbvias: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília. Ao menos em São Paulo, o poder público diz ter aprendido a lição do Pan-2007.

O estádio do Morumbi será reformado com o investimento de 135 milhões pelo São Paulo Futebol Clube e por empresas parceiras – sem a utilização de dinheiro público. Como o projeto aproveita a estrutura já existente, a reforma do Morumbi tem o menor orçamento entre as 17 arenas que ainda concorrem para abrigar partidas da Copa.

Sem a necessidade de gastar com instalações esportivas, o governador José Serra (PSDB) tem afirmado que só vai colocar dinheiro em projetos para a Copa que beneficiem a população, antes e depois do evento. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) diz que os investimentos públicos em infra-estrutura na cidade devem alcançar 20 bilhões de reais até 2014.

A maior desse dinheiro será utilizada na melhoria da mobilidade urbana, um do grandes defeitos da cidade, segundo a Fifa. “A melhoria da mobilidade urbana é melhor legado que a cidade de São Paulo pode ter da Copa porque aumentaria dramaticamente a produtividade dos trabalhadores e das empresas”, diz Fernando Leme Fleury, professor da Business School São Paulo e consultor na área de infra-estrutura.

São Paulo ainda disputa com Brasília e Belo Horizonte o direito de abrigar a partida de abertura da Copa – a final deve ocorrer no Maracanã, principalmente para que o Brasil tenha a chance de sepultar o trauma de perder em casa na final da Copa de 1950.

Entre os pontos fortes de São Paulo, estão a rede hoteleira e hospitalar, a existência de um aeroporto internacional, a maior malha de voos do país, uma polícia treinada para grandes eventos, um centro de negócios importante para patrocinadores e uma mão-de-obra no setor de serviços bastante qualificada. Ainda a favor de São Paulo estão as boas chances de José Serra vencer a eleição presidencial em 2010 e ocupar o cargo de presidente durante a Copa de 2014.

Por outro lado, Brasília não tem problemas de mobilidade urbana comparáveis aos de São Paulo e, como capital do país, abriga o centro de poder político. Por esse motivo, São Paulo apresentou à Fifa um dossiê com 34 cadernos e 28 DVDs em que se compromete a ampliar um de seus aeroportos, construir uma nova avenida nas proximidades do Morumbi e terminar a construção da linha 4-Amarela do Metrô, cuja estação final estará localizada a cerca de 1 km do estádio.

Outras obras que poderão ficar prontas até 2014 e que de alguma forma poderão tornar São Paulo mais preparada para receber a Copa são o Rodoanel, o Expresso Aeroporto, o trem-bala entre Rio e São Paulo, a revitalização da região central da cidade e a Arena Palestra Itália. “É uma grande oportunidade para resolvermos nossos problemas de infra-estrutura”, diz o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

Além dos ganhos de produtividades gerados pela redução dos congestionamentos, São Paulo também pode ficar com uma boa parte do enorme faturamento que uma Copa costuma trazer a uma cidade. Na Alemanha, apenas o faturamento da Fifa chegou a 8 bilhões de euros. Na África do Sul, os pacotes para assistir a todas as fases do Mundial custam cerca de 30 mil dólares. O dinheiro dos ingressos, da venda dos direitos de transmissão das partidas e das cotas de patrocínio são da Fifa.

As cidades podem faturar alto com o turismo e com a organização das “fun fests” – ou festas em locais públicos onde milhares de pessoas assistem aos jogos em telões. Na Copa da Alemanha, estima-se que 18 milhões de pessoas assistiram aos jogos em “fun fests” – enquanto apenas 3,3 milhões compraram ingressos para os estádios. Em São Paulo, a prefeitura analisa realizar esses eventos no vale do Anhangabaú, avenida Paulista, parque do Ibirapuera ou praça Campos de Bagatelle.

Se São Paulo obtiver o direito de sediar a partida de abertura, a cidade teria a chance de se mostrar para o mundo como uma centro turístico e cultural. Nos dias que antecedem o Mundial, a imprensa do mundo inteiro estará na cidade sem partidas oficiais para cobrir e terá tempo para mostrar atrações da cidade, como restaurantes, teatros, museus, cinemas e shoppings.

Outro legado para a cidade – e para o Brasil também – seria a valorização do futebol brasileiro. Estádios maiores e mais confortáveis poderiam atrair um número maior de pessoas, aumentar a receita dos clubes e ajudar a reter craques que hoje migram muito jovens para o exterior.

Os direitos de transmissão dos jogos e os patrocínios aos clubes têm crescido exponencialmente nos últimos anos – e poderiam ter um novo impulso. “A Copa é a grande oportunidade de darmos um novo salto”, diz o advogado Ivandro Sanchez, especialista em contratos de futebol do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice.

O grande obstáculo a ser vencido é a falta de organização do poder público. O Brasil foi confirmado como sede da Copa de 2014 em outubro de 2007 e, de lá para cá, poucos avanços foram vistos. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, esbanja otimismo: “Ainda temos tempo.

A seis anos da Copa, nenhum país no mundo já tinha tudo pronto para o evento.” Ele tem razão, mas não há tempo a perder, principalmente em tempos de crise e escassez do crédito.

O Mundo quer combustíveis do Brasil. Bio ou não!

Ora essa. Há tempos, a indústria da cana-de-açúcar  não  fala de outra coisa a não ser do álcool brasileiro abastecendo os carros americanos. Agora, Barack Obama quer nosso álcool e também nossa gasolina. E viva o pré-sal!

Extraído de: http://www.sincopetro.org.br/conteudo.asp?xcont=2793

 

Obama quer petróleo brasileiro, diz ”El País”


Fonte: O Estado de São Paulo
Segundo jornal, EUA tentam reduzir dependência do petróleo venezuelano

Fonte: O Estado de São Paulo por Gerusa Marques e Nicola Pamplona

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou ontem que o Brasil tem interesse em ampliar as exportações de petróleo para os Estados Unidos e admitiu que o tema pode ser tratado na viagem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia esta semana àquele país.

Com a perspectiva de descobertas gigantes no pré-sal, o Brasil atraiu o interesse de grandes consumidores do combustível, como a China, que acena com financiamento à Petrobrás em troca de garantia de fornecimento de petróleo.

O tema vem provocando especulações na imprensa internacional. Ontem, o jornal espanhol El País publicou reportagem afirmando que já há conversas informais sobre um acordo comercial bilateral que aumente o fluxo de petróleo entre Brasil e EUA. Segundo o texto, o interesse pela compra de petróleo brasileiro já foi anunciado pela administração Barack Obama que, assim, reduziria sua dependência da Venezuela, de Hugo Chávez.

Petrobrás e Itamaraty dizem desconhecer tratativas sobre o tema, mas Lobão diz que há um interesse mútuo que poderia se transformar em acordo comercial. “O mundo inteiro quer comprar nosso petróleo. Há uma fila para comprar nosso petróleo”, disse o ministro, explicando que o Brasil tem excesso de petróleo pesado e os países precisam fazer “um mix” dos óleos pesados e leves. Ele lembra que, com a exploração da camada do pré-sal, o Brasil também terá elevada produção de óleo leve.

“Eventualmente, pode ocorrer uma negociação na viagem (de Lula aos EUA), comentou Lobão. A agenda, porém, não prevê o fechamento de nenhum acordo durante o primeiro encontro entre Lula e Obama. No mês passado, a Petrobrás firmou um acordo de cooperação com empresas chinesas, segundo o qual garantiu um financiamento de US$ 10 bilhões em troca do fornecimento de petróleo. Os detalhes sobre volume ou preços de exportação do óleo brasileiro ainda não foram definidos.

Lobão disse que um eventual acordo com os Estados Unidos não deve provocar atritos com Hugo Chávez. “Ele é quem mais vende petróleo. Vende 2 milhões de barris por dia, mais do que consumimos no Brasil”, afirmou. “O Chávez é amigo do Brasil”, contemporizou, dizendo que os EUA não deixarão de comprar da Venezuela.

A Petrobrás exportou, em 2008, a média de 439 mil barris de petróleo por dia, e a tendência é que o número cresça à medida que novos campos entrem em operação. Segundo os planos da empresa, o pré-sal estará produzindo, em 2020, 1,8 milhão de barris, o equivalente a todo o consumo atual do País.

Para o consultor político Thiago de Aragão, da Arko Advice, porém, as possibilidades de um acordo com os EUA no curto prazo para venda de petróleo são remotas. Ele acredita que a agenda americana com o Brasil está hoje mais voltada para o etanol. O tema, no entanto, foi retirado da pauta do encontro presidencial, informou Lobão. “O Palácio achou melhor deixar o tema para outro momento”, disse o ministro, sem dar mais detalhes. “O que não impede Lula de falar sobre o assunto”, acrescentou.

NÚMEROS

US% 10 bi é quanto a Petrobrás vai obter em financiamento do governo chinës em troca de fornecimento de petróleo

439 mil barris de petróleo por dia foi quanto o Brasil exportou no ano passado

2 milhões de barris de petróleo por dia é quanto a Venezuela exporta

1,8 milhão de barris de petróleo por dia será quanto o País vai produzir em 2020 no pré-sal, o equivalente a todo o consumo atual do País

Trabalhos da Última Segunda e Terça

Pessoal, abaixo alguns comentários das últimas atividades;

2o. semestre – Trabalhamos com os alunos sobre Privatização e Estatização, e através de um estudo de caso sobre a decadência da Varig, confrontando a existência de empresas aéreas estatais de grande porte (Air france, Alitalia), levamos ao debate um possível socorro público à empresa aérea brasileira.

Dos 30 trabalhos entregues, apenas 5 defenderam tal aporte, alegando ser de importância estratégica a existência de uma grande empresa de capital nacional ligando o país ao exterior; 3 alunos ficaram literalmente “em cima do muro” e 25 foram contra; estes, justificaram que há outras prioridades. Em especial, um aluno foi extremamente feliz ao escrever que “não se pode fazer caridade com o dinheiro público a quem foi incompetente como administrador“.

7o. semestre – Utilizando de um estudo de caso sobre executivos especialistas em salvar empresas à beira da falência, tratamos sobre a habilidade de utilizar seus conhecimentos para o desafio. E os alunos, em sua grande parte, se identificaram com uma das características deste tipo de administrador: a combatividade, seguida pelo desejo do desafio. Aliás, para eles, o desafio é um fator motivante, pois anima o administrador, segundo o relato de um aluno, “a testar os seus limites‘. Os que disseram que o desafio é um fator desmotivador, justificaram a não necessidade de buscá-los, e conforme outro relato de aluno, “muitos procuram em desafios problemas que nunca foram levantados e desnecessários para a ocasião“.

8o. semestre- Quanto ao processo do Empreendimento, boas respostas quanto à dificuldade das etapas. Em destaque, os alunos elegeram como etapa mais difícil a obtenção de recursos financeiros para a  montagem do negócio. Claro, não é apenas uma observação acadêmica, mas sim a vivência e a realidade de muitos. Complementando a resposta, muitos falaram da sobrevivência das empresas e suas carestias. Já quanto à “qualidades do empreendedor”, os alunos se identificaram, na maioria, com o quesito “boa comunicação”, seguido por “competência”. Felizmente, tal identificação pode ser fruto da própria característica dos alunos da sala, o que é um orgulho para todos!

A Aracruz Celulose e os Cupins da Via Campesina

Acredite: o que você vai ler faz parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher, promovido pelo MST!

Há dias, a Aracruz Celulose tomou medidas drásticas de redução de gastos para reduzir o impacto da crise mundial. Mas, talvez a crise econômica que assola o mundo corporativo seja apenas um “detalhe” perto do grande vilão da empresa: o Movimento dos Sem-Terra (MST).

Já não bastasse as constantes invasões em propriedades rurais onde a empresa planta eucalipto para a produção de celulose, o MST insiste em classificar tais terras como “improdutivas“.

Barrados pela Justiça, o MST provoca a empresa por uma via diferente: através do seu braço feminino, a Via Campesina. São mulheres que invadem terras a mando dos seus maridos, quando proibidos pela Justiça.

E a covardia é grande: jogaram querosene em 2 mil toneladas de celulose e atearam fogo, além de soltarem grande quantidade de cupins na plantação.

 

Apenas uma pergunta: Foram 450 “senhoras” nessa invasão; e quantas estão presas?

Protestar e reinvindicar direitos é uma coisa. O que eles fazem, além de baderna, é puro crime!

Veja a matéria completa em: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,aracruz-via-campesina-danificou-celulose-no-es,335872,0.htm

 

Aracruz: Via Campesina danificou celulose no ES

por ANDRÉ MAGNABOSCO – Agencia Estado

SÃO PAULO – A invasão de militantes do movimento Via Campesina no Portocel, no Espírito Santo, resultou em danos a cerca de 2 mil toneladas de celulose, informou hoje a Aracruz. De acordo com a empresa, aproximadamente 450 mulheres ocuparam o local e utilizaram, durante pouco mais de uma hora, tinta, querosene e cupins para danificar o material encontrado no terminal. Por questões de segurança, explica a Aracruz, a operação do porto foi suspensa e ficou paralisada por quase cinco horas.

A invasão ao local aconteceu por volta das 5 horas da manhã de hoje. “Nosso porto foi usado como instrumento para protesto contra o agronegócio e o sistema econômico. É uma agressão que não tem justificativa, que busca atingir as exportações do País, justamente num setor em que o Brasil é altamente competitivo. A empresa espera que fatos como este não permaneçam impunes”, destacou o diretor superintendente do Portocel, Gilberto Marques, em comunicado.

O Portocel, terminal privativo que tem como sócios Aracruz e Cenibra, tem capacidade para embarcar anualmente 4,5 milhões de toneladas de celulose. No momento da invasão, o local operava a plena capacidade, com três navios atracados, uma composição ferroviária, uma barcaça de madeira e cerca de 40 caminhões de celulose, informa a Aracruz. Além das produções de Aracruz e Cenibra, o local também é utilizado na exportação de celulose da Suzano Papel e Celulose e da Veracel (BA), uma joint venture entre a Aracruz e a sueco-finlandesa Stora Enso.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) informou que cerca de 2 mil mulheres da Via Campesina ocuparam terras da Votorantim Celulose e Papel (VCP) no Rio Grande do Sul e o Portocel, terminal portuário localizado no Espírito Santo e controlado pela Aracruz. O movimento, ainda segundo o MST, faz parte das atividades da Via Campesina relacionadas ao 8 de março, o Dia da Mulher. 

Não vale a pena ouvir de novo

Fazendo uma paródia do título dado ao programa de repetição de novelas da Globo, haja paciência para aguentar o chororô de certos treineiros!

Não cansou ver, a cada resultado não favorável a alguns times, seus treinadores reclamarem da arbitragem? Quando vão admitir que o adversário foi melhor, ou que seu time foi infeliz, e não desviar o foco de seus erros nas costas dos homens de preto?

Chega a ser covarde a atitude de alguns polêmicos no nosso futebol. À comunidade de árbitros que se dedica à atividade, e também condena tais excessos, apenas uma nota da Revista Placar:

Extraído de: http://www.abril.com.br/noticias/esportes/futebol/palmeiras/dia-ronaldo-luxemburgo-culpa-arbitro-coronel-marinho-303969.shtml

 

No dia de Ronaldo, Luxemburgo culpa árbitro e Coronel Marinho

Assim que o clássico deste domingo em Presidente Prudente terminou, uma multidão se aglomerou para ouvir as palavras de Ronaldo minutos após o corintiano ter marcado o gol que selou o empate por 1 a 1 com o Palmeiras. Do outro lado do campo, Wanderley Luxemburgo corria com o dedo em riste em direção a que considerou ser o protagonista do duelo: Cleber Wellington Abade.

O comandante alviverde responsabilizou o árbitro por não ter vencido o Derby – o jogo estava 1 a 0 a favor de sua equipe até os 47 minutos do segundo tempo – e disse tudo isto com veemência para o apitador, esbravejando-se também contra o presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol, Coronel Marcos Marinho, com quem trava discussões públicas desde o Estadual do ano passado.

“Falei para o Abade: ‘você não vai para casa com a consciência tranqüila’. O Coronel Marinho afastou o Anselmo porque dava aula no meu instituto, mas o bandeira de hoje foi testemunha contra mim no caso da paquera com o Cintra. Você fica na dúvida”, reclamou Luxemburgo.

A raiva do treinador é um acúmulo de duas de suas últimas polêmicas. No Paulistão de 2006, com a intenção declarada de desviar o foco de uma derrota por 3 a 1 para o São Paulo, Luxemburgo, então no Santos, afirmou que o árbitro Rodrigo Cintra o “paquerou” durante o jogo. Segundo ele, o assistente Carlos Augusto Nogueira Júnior, que auxiliou Abade neste domingo, foi testemunha de Cintra no processo movido contra o técnico.

Dois anos depois, o comandante palmeirense lançou o Instituto Wanderley Luxemburgo e anunciou Anselmo da Costa, filiado à FPF, como professor de arbitragem. Marinho afastou Anselmo por não achar ético que ele apitasse em um campeonato que Luxemburgo trabalhasse. E o treinador reclama disso até hoje.

“Agora quero ver quem me persegue dizer que o Marinho errou hoje ao escalar este bandeira. Acho uma grande bobagem ter afastado o Anselmo, mas o critério tem que ser seguido. O Marinho tem que ter a responsabilidade de dar uma resposta sobre isso e ter um discernimento sobre o que o Abade fez no jogo”, cobrou Luxemburgo.

Na visão do técnico, o maior erro de Carlos Augusto Nogueira Junior foi uma falta que não foi dada em cima de Armero e um inexistente toque de mão de Marcão. Tudo, segundo Luxa, corroborado por Abade. “A tendência era ele marcar falta perto do gol. Até parece que estava torcendo para o Ronaldo fazer o gol”, ironizou.

“O Abade me falou que vai carregar na súmula, mas não sei por quê. Fui veemente contra ele sim, pela falta que ele não deu no Armero, pela pressão que colocou nos meus jogadores. Ele amarelou minha defesa inteira e falou que ia pôr todo mundo para fora”, revelou o treinador, ainda esboçando irritação nos vestiários do Prudentão. “Ele foi tendencioso e prejudicou a minha equipe. Tenho certeza que ele vai embora com a consciência pesada”, reforçou.

Para Marinho, Luxemburgo só reclama quando não ganha: Pouco depois de Luxemburgo ter vociferado mais uma vez contra seu trabalho, Coronel Marinho deixava o Prudentão com a mesma defesa das polêmicas de 2008: o técnico do Verdão só o ataca quando não vence.

“O Luxemburgo gosta de desviar um pouco a coisa. Porque ele não falou disso antes?”, indagou à Rádio Globo, lembrando que a escala de arbitragem é divulgada com antecedência. “Não vi nada de tão extraordinário ou polêmico para justificar esta reclamação. Mas este é o jeito que o Luxemburgo usa para justificar empates ou derrotas do seu time”, completou.

Demonstrando tranquilidade, o chefe da arbitragem paulista aprovou a atuação de Abade. “Ele merece nota sete ou oito. Teve alguns errinhos, mas todos normais em um clássico”, avaliou.

 

Acho que a maioria dos árbitros comunga do mesmo pensamento: está se tornando cansativo tais matérias. Toda a rodada é a mesma coisa…

A Crise passa longe da Petrobrás

Você acha que todo mundo está em crise? A Petrobras lucrou “apenas” 33,915 bilhões de reais, e reluta em acompanhar o mercado internacional e baixar o preço dos combustíveis.

Extraído de: http://portalexame.abril.uol.com.br/financas/lucro-petrobras-cai-32-trimestre-bate-recorde-acumulado-2008-426012.html

Lucro da Petrobras cai 32% no trimestre, mas bate recorde no acumulado de 2008

Ganhos líquidos, no ano passado, somaram 33,915 bilhões de reais, 58% maior que o de 2007

O que os analistas esperavam aconteceu:a Petrobras viu seu lucro cair no quarto trimestre, em relação ao terceiro, devido ao recuo dos preços internacionais do petróleo. Entre outubro e dezembro, a estatal obteve ganho líquido consolidado de 7,355 bilhões de reais. A cifra é 32% inferior à do terceiro trimestre, mas foi 46% superior à dos últimos três meses de 2007. Na média de cinco corretoras consultadas por EXAME, esperava-se um recuo de 36% sobre o terceiro trimestre. Além disso, a companhia fechou 2008 com um lucro recorde de 33,915 bilhões de reais – 58% maior que o do ano retrasado. Mesmo quando se consideram as novas regras para a contabilização de variações cambiais, o lucro acumulado é de 32,988 bilhões – 53% maior.

No relatório da administração enviado junto com as demonstrações financeiras, o presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, destacou que a segunda metade do ano foi marcada pela forte queda do preço do petróleo, que passou de 147 dólares por barril para 37 dólares em dezembro. Os analistas esperavam que isso pressionasse a receita líquida no quarto trimestre, o que, de fato, aconteceu. No período, a Petrobras faturou 63,262 bilhões de reais, ante 67,460 bilhões no terceiro trimestre. Em relação ao último quartil de 2007, porém, houve incremento de 39%.

No acumulado de 2008, a receita líquida consolidada foi de 232,183 bilhões de reais, pelo critério antigo de contabilidade, uma alta de 36% sobre 2007. Pela nova regra, a receita ficou em 215,118 bilhões.

O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também preocupava os analistas. No terceiro trimestre, o forte aumento dos custos de produção, aliado à queda do petróleo, reduziram a geração de caixa e levaram os papéis da empresa a caírem na Bovespa. Neste trimestre, o ebitda continuou em queda e somou 9,577 bilhões de reais. O valor é 39% inferior ao do terceiro trimestre e 20% ao do quarto trimestre. No acumulado de 2008, porém, o ebitda foi de 57,213 bilhões de reais (critério tradicional de contabilidade), 14% maior que o de 2007.

Investimentos e produção

O relatório assinado por Gabrielli destaca ainda os investimentos recordes realizados pela companhia no ano passado. Os 53,349 bilhões de reais investidos foram 18% maiores que o montante de 2007. Segundo a companhia, isso permitiu o aumento da produção de petróleo e gás natural para 2,4 milhões de barris por dia, um incremento de 4,3%. “Esse recorde de investimento retrata a extensa base de oportunidades do portfólio administrado atualmente e o grande potencial de crescimento que o mercado brasileiro oferece à companhia”, afirma o relatório.

Somente no quarto trimestre, a produção da Petrobras foi de 2,428 milhões de barris diários, volume 6% maior que o do mesmo período de 2007. Em relação ao terceiro trimestre, contudo, houve uma queda de 0,4%. Os analistas temiam que a forte freada da economia, devido à crise mundial, derrubasse a demanda, afetando sobretudo a área de produção e exploração.

A Bhrama faz o Guerreiro voltar

 

E que tal a campanha da Ambev com o Ronaldo Nazário? Muita publicidade, com os dizeres “Bem Vindo, Guerreiro”. Detalhe: as imagens do comercial não mostram o jogador com seu porte atual, mas imagens de antes da Copa de 2006, ou seja, são de 3 anos atrás!

Veja a campanha abaixo: (extraído do Blog de Daniel Hessel, que muito o criticou pela boate Pop’s drink)

 

A volta do guerreiro

Por Daniel Hessel

Essa é para quem achando que eu estou perseguindo o Ronaldo e o Corinthians (posts A anos luz do Pop’s Drinks e Patrocínio Day Use).

Aqui está a campanha que a Brahma que estréia hoje no Jornal Nacional em homenagem ao craque .

O nome do filme é a Bem-vindo, Guerreiro.

Para o vídeo, clique aqui

 

A possível concordata da Blockbuster

A locadora mundial de filmes Blockbuster passa por dificuldades gigantescas. Antes administrada pelo Unibanco no Brasil, há algum tempo a rede no Brasil é de propriedade das Lojas Americanas.

Fora do país, a rede está próxima de uma concordata. Veja o que aconteceu à mega-locadora:

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/internacional/blockbuster-avalia-pedir-concordata-diz-bloomberg-424985.html

Blockbuster avalia pedir concordata, diz Bloomberg

Endividada, maior rede de locação de filmes do mundo contrata escritório de advocacia para avaliar opções

A Blockbuster, maior rede mundial de locação de filmes, contratou um escritório de advocacia para avaliar um possível pedido de concordata, afirmou nesta terça-feira a agência de notícias Bloomberg, sem citar a fonte da informação. As ações da Blockbuster registraram queda de 86%, quando as negociações foram interrompidas.

O escritório Kirkland & Ellis foi contratado pela empresa para avaliar as opções de reestruturação da companhia. O pedido de concordata é uma dessas opções, afirmou a Bloomberg. A empresa poderia buscar um acordo com os credores para tentar um consenso sobre a necessidade da concordata.

A Blockbuster tem mais de 7 500 lojas na América do Norte, Europa, Ásia e Oceania. No Brasil, a empresa vendeu suas lojas para a Lojas Americanas há cerca de dois anos. A Blockbuster tem enfrentado uma maior concorrência da Netflix, que trabalha com um sistema de catálogo e entrega de filmes direto na residência.

Para não ficar para trás, a Blockbuster também planeja reinventar seu modelo de negócios. O objetivo é oferecer mais de 90 000 filmes com entrega em casa. Além disso, a empresa também quer oferecer a possibilidade de alugar filmes que possam ser assistidos no celular ou em TVs conectadas à internet.

Todas essas iniciativas, no entanto, ainda não foram suficientes para compensar a queda de receitas com o aluguel de filmes nas lojas. Bastante endividada, a empresa não tem conseguido gerar caixa suficiente nem levantar dinheiro junto a bancos ou investidores para rolar seus débitos.

Ironicamente, em maio do ano passado, a Blockbuster chegou a apresentar uma oferta de compra à Circuit City, uma das maiores redes de varejo de eletrônicos dos Estados Unidos e que também pediu concordata. A negociação para a aquisição fracassou, mas, agora, é a Blockbuster quem não consegue honrar os compromissos com os credores.

Uma Revolução e Realização Maravilhosa em nossas Vidas

 De Rafael e Andréia à todos os amigos:

Obrigado a todos que nos cumprimentaram, torceram e rezaram por nós!

Desde terça-feira, uma verdadeira revolução ocorreu nas nossas vidas, devido ao nascimento da Marina. Aliás, essa revolução não é exclusiva à mim e à minha esposa, mas se estende aos meus parentes e amigos.

É verdade que a correria foi enorme, me licenciei por algumas rodadas da arbitragem (mas já estou pronto para voltar), tive que fazer valer a licença-paternidade na Universidade que leciono (embora tentei não usá-la), e sacrifiquei um pouquinho meus negócios no comércio (com a ajuda da minha irmã). As noites de sono são prazerosamente mais curtas, o tempo alegremente mais escasso, e a visão de mundo completamente diferente.

Vale a pena. Muito, muito mesmo! Não há preço ou vaidade que pague ver tal rostinho repousando numa paz infinita após mamar! Fala sério, olhe que delícia tal momento: (CLIQUE AQUI)

Já retornamos à vida real, agora mais animados e felizes do que nunca.

Continuo agradecendo às inúmeras (incontáveis) mensagens e manifestações de carinho que recebemos. Obrigado de coração, pois não será possível respondê-las pessoalmente, apenas nas nossas orações!

 

Os erros da Phillips

Há uns 2 anos, a Phillips anunciou que seu ambicioso projeto de se tornar líder na venda de notebooks no Brasil estava pronto para ser executado. Foi um fracasso… Veja este case de fracasso na administração de empresas:

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/blogs/cristianecorrea/listar1.shtml

 

O fiasco dos notebooks da Philips

Em dezembro de 2007, o então presidente da Philips, Paulo Zotollo, anunciou que depois de driblar a resistência da matriz holandesa, estava lançando no Brasil uma linha de notebooks — um produto que até então não era vendido pela empresa em nenhum lugar do mundo (leia aqui matéria feita à época). Os planos eram ambiciosos. Zottolo pretendia atingir uma participação de 10% a 15% do mercado de notebooks no país em dois anos e falava em produzir os computadores por aqui já no segundo semestre de 2008 (inicialmente eles seriam importados).

Esta semana decidi conferir a quantas andava essa história. Entrei em alguns dos sites dos principais varejistas do país — Extra, Ponto Frio, Saraiva, Wal-Mart, Casas Bahia, Fnac — e ninguém vendia a linha de notebooks da Philips. Só encontrei os produtos nos sites da Fast Shop e das Pernambucanas. Entrei em contato então com a assessoria de imprensa da Philips e perguntei o volume de vendas dos notebooks no ano passado. Fui informada de que o dado não poderia ser divulgado. Perguntei também onde os computadores eram vendidos já que na maioria dos sites que busquei não encontrei nada. A resposta foi que além da Fast Shop e das Pernambucanas, os notebooks eram comercializados nas lojas físicas das Americanas e da Saraiva — falei com os dois varejistas e ambos me disseram que não vendem nada.

Zotollo deixou a Philips em outubro do ano passado — e seu projeto mais ambicioso à frente da subsidiária parece ter naufragado. Agora, ele se prepara para assumir o comando da Maior, empresa do grupo ABC (leia-se Nizan Guanaes) que vai atuar no ramo do entretenimento e será lançada na próxima semana. Mais uma vez o discurso é grandiloquente: um faturamento anual de 300 milhões de reais no primeiro ano de atividade. Será que dessa vez ele terá mais sorte?

Por Cristiane Correa

Terno ou Jaleco?

Terno ou Jaleco?

O fundador do Habib´s conta como resolveu o dilema entre seguir na carreira de médico ou virar empreendedor.

(Extraído de: http://www.truetech.com.br/webtvconsole/?console=30&canal=23&video=4370 )

Para assistir essa video-matéria, clique aqui 
 

O Alto Custo dos Treinadores de Futebol no Brasil

Os clubes de futebol reclamam dos altos custos do esporte. Muitos tem seus impostos e salários atrasados. Mas… e os salários pagos aos atletas, não são astronômicos? Entretanto, com o êxodo de boleiros ao exterior, quem tem a responsabilidade de tentar decidir os jogos são os treinadores, que acabam sendo os mais bem remunerados em algumas equipes. Nada contra, mas em tempos de crise, penso que o futebol, não só o brasileiro, mas mundial, deveria pensar em “Piso e Teto Salarial”. Até por responsabilidade sócio-econômica! O Blog “Olhar Crônico Esportivo” fez um belíssimo levantamento sobre os altos salários dos técnicos, e talvez você se assuste um pouco ao saber quanto eles recebem!
Extraído de: http://colunas.globoesporte.com/olharcronicoesportivo/2009/02/14/treinadores-mercado-aquecido-ou-ensandecido/

Treinadores: mercado aquecido ou ensandecido?

por Emerson Gonçalves

Dorival Júnior ganha 280 mil mensais e classificando o Vasco para a Série A terá mais 1,2 milhão de prêmio, o que dará um salário médio de 380 mil mensais e anual de 4,56 milhões num caso ou 3,36 em outro e impensável caso.

Mano Menezes ganha 320 mil mensais, o que perfaz 3,84 milhões anuais. Talvez tenha algum prêmio, provavelmente tem, o que pode jogar esse valor bem para cima.

Celso Roth queria 300, o Grêmio jurou que não passaria de 200. Roth está no Grêmio, logo, devem ter acordado alguma coisa no meio do caminho, talvez o clássico “nem pra mim, nem pra ti” e 250 mil mensais no bolso, 3 milhões anuais. Pouco menos do que paga, ainda, o patrocinador principal, o Banrisul.

Vanderley Luxemburgo continua impávido colosso a bordo de “quinhentinho” por mês ou seis milhões por ano. Podemos dizer que Roth ganha meio Luxemburgo por mês. Nada mal. No caso de Vanderlei, a coisa complica porque ele agrega à sua gestão um monte de gente. Informou-se que o Palmeiras, nos últimos meses de 2008, recorria mensalmente à Traffic para pagar parte desse salário, em troca de aumentos em participações de jovens jogadores.

Muricy Ramalho teve seu contrato prorrogado por mais um ano, até o final de 2010, e o presidente Juvenal Juvêncio fez-lhe um agrado com um aumento, não muito grande, claro. Pessoas próximas ao treinador juram que o valor do novo salário não chega aos 300, embora não fique muito longe. Muricy, como Roth, deve ganhar meio Luxemburgo por mês, talvez algumas merrecas a mais. Pelos resultados em campo e pela valorização de atletas, é disparado o profissional de melhor custo/benefício. Logo, o mais barato e, portanto, passaremos 2008 ouvindo suas “queixas” mal/bem-humoradas sobre seu salário.

Vagner Mancini, pelos comentários da noite de sexta-feira, está no Santos, que aparentemente encontrou um ponto mediano entre os 500 de Vanderlei e os 50 de Marcio Fernandes: 200 mil para Mancini. Ontem, o próprio presidente do Vitória, Alex Portela, disse que era impossível concorrer com a proposta santista, mas depois, aparentemente, houve um recuo e já não ficou impossível concorrer com o Santos.
E por aí vai. Números bonitos, sem a menor dúvida, com a rapaziada ganhando por mês o que dezenas de milhões de brasileiros não ganham em toda uma vida de trabalho duro e sofrido. Azar nosso, e mais ainda dos que ganham misérias, pois o problema não está nos altos salários e sim na criminosa distribuição de renda. Altos salários, num mercado competitivo e de alto rendimento financeiro (hummmmm… bom, vá lá) como é o futebol, são plenamente justificáveis. Entretanto, o pagamento de altos salários tem limite, que deve ser ditado pelas normas contábeis e pelo bom senso, que geralmente são a mesma coisa. Pague somente o que você pode pagar, não pague a mais do que isso para não comprometer sua saúde financeira, quiçá sua existência.
Mero bom-senso…
Será que isso existe nos clubes brasileiros?
Ou será que o mercado é tão competitivo, e tão bom, que leva os clubes a pagarem esses valores?
Peguei os dados de receitas operacionais dos clubes referentes ao ano de 2007, e fiz a tabela a seguir. O número importante, o número essencial, o único número com o qual um clube de futebol deveria contar, é justamente o número da última coluna à direita, o que mostra quanto foi a receita operacional sem a transferência de atletas.

Clube – Balanço de 2007 Receita Operacional Total Receita Operacional do Futebol Receita Operacional do Futebol sem Transferências
São Paulo 190.079 146.426 70.320
Internacional* 152.889* 152.889* 57.280*
Corinthians 134.273 122.297 50.905
Grêmio* 109.031* 104.764* 51.892
Flamengo 89.499 71.717 62.482
Palmeiras 83.889 65.146 44.617
Cruzeiro 77.650 68.656 33.185
Atlético MG 58.326 49.797 30.024
Santos 53.102 53.102 51.430
Vasco 51.079 37.017 Não especificado
Fluminense 39.335 32.528 31.182
*O balanço do Internacional não separou receitas da área social dos programas de sócio-torcedor, o mesmo ocorrendo com o Grêmio.

Sabemos que 2007 é passado e que seus números estão distantes dos novos números de 2009.
Mas, estarão assim tão distantes?
A grande diferença em relação ao ano corrente está nos novos contratos de TV, o que não adianta muito em termos práticos, pois a quase totalidade dos clubes antecipou praticamente tudo ou grande parte do que teria a receber nesse ano. Os contratos de patrocínio, mesmo os novos, nada trazem de novo, pois não houve evolução nos valores, exceto no caso do Palmeiras, havendo mesmo, ao que tudo indica, uma involução – caso do Flamengo – enquanto Grêmio e Internacional mantêm o mesmo contrato até 30 de junho.
Portanto, diante disso, fiz uma projeção comparativa para ilustrar o quanto representam esses salários de treinadores. Vejam bem, essa tabela é em parte chutada. A rigor, não sabemos com certeza absoluta o salário de nenhum treinador. Mais: sobre quantos reais desses milhões anunciados, incidem os encargos trabalhistas? Sim, porque há encargos trabalhistas, é claro, e sobre algum valor eles têm que incidir e agravar a folha do clube. Na ausência de dados, nada estimei. Mas fica o alerta: eles existem.
Outro aviso importante: as informações referentes aos salários dos treinadores do Flamengo, Internacional, Cruzeiro, Fluminense e Atlético Mineiro não são muito confiáveis ou claras. Portanto, contribuições fundamentadas (na medida do possível) sobre isso serão muito bem-vindas. Eventuais prêmios por conquistas não estão incluídos nos valores. No caso do Fluminense, há também a dúvida sobre quem paga ou quanto paga do salário, entre o clube e seu parceiro/patrocinador.

Clube Rec Operacional do Futebol sem Transferências Salário Anual do Treinador % Salário sobre Receita SEM Transferências
São Paulo 70.320 3.600 5,1
Flamengo 62.482 1.600 2,6
Internacional 57.280 1.800 3,1
Grêmio 51.892 3.000 5,8
Santos 51.430 2.400 4,7
Corinthians 50.905 3.840 7,5
Palmeiras 44.617 6.000 13,4
Vasco 37.017 3.360 9,1
Cruzeiro 33.185 1.800 5,4
Fluminense 31.182 1.920 6,2
Atlético MG 30.024 2.400 8

Com certeza, corintianos reclamarão que a receita do clube cresceu muito em relação a 2007. É verdade, concordo, mas por uma questão de uniformidade comparativa achei melhor manter a base conhecida real, que são os números dos balanços de 2007. Também a receita do Palmeiras cresceu bastante, mas vale o mesmo raciocínio.
No caso do Vasco, o balanço de 2007 – uma peça contábil extremamente pobre e nada informativa – não discrimina receitas com transferências, por isso usei o valor disponível, de receita operacional total.
Reparem que há números bem interessantes, como o baixo percentual do Flamengo – altamente positivo (se Cuca ganhar somente isso) – e o absurdo representado pelo salário do professor Vanderlei, seguido de perto pelo absurdo do professor Dorival Junior.

Aliás, um leitor do Jogo Aberto, cujo nome me escapa, escreveu num comentário a mais brilhante síntese sobre esse salário:
“Ganhando tudo isso como Junior, imaginem se ele fosse Sênior?”
Divertido, inteligente e brilhante. Peço desculpas ao autor por não lembrar seu nome.
Lembro-me vivamente de ter escrito uma crítica ao salário que Vanderlei recebia no Santos, dizendo que era algo totalmente fora da nossa realidade. Fui fortemente repreendido e criticado por torcedores santistas, que disseram, lembro bem até hoje, que Luxemburgo merecia, pois seu custo/benefício seria ótimo, já que ele traria títulos e valorizaria jogadores desconhecidos, dando lucro ao clube. Nada veio, nem títulos importantes, muito menos o da Libertadores, nem tampouco jogadores desconhecidos foram revelados e valorizados. A saída de Vanderlei deixou o Santos com o caixa a zero. Não que ele tenha sido o culpado exclusivo, mas que teve, ao lado de sua portentosa comitiva, grande parte de responsabilidade nisso, com certeza teve.
Ainda em 2008 ouvi a mesma coisa, praticamente com as mesmas palavras, de torcedores palmeirenses. Nesse caso, o professor até teve um custo/benéfico não tão ruim, pois conquistou o Paulista, tal como no Santos.
A diferença é que no Santos, vindo de dois Brasileiros recentes, o Paulista não significou grande coisa, enquanto no Palmeiras foi, sem dúvida, um alento. Mesmo assim, é custo demais para benefícios de menos.
Essa tabela foi apenas um exercício sabatino, cuja finalidade é jogar um pouco de ordens de grandeza – e não necessariamente valores exatos – sobre esse assunto. De antemão peço desculpas pelas falhas e omissões, em parte minhas, as falhas, e em parte por falta de dados, confiáveis ou não, as omissões.

Mas dá o que pensar, não?

É um mercado competitivo ou é um mercado ensandecido?

Nasceu nossa Marina!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

(clique nas palavras em AZUL que estão grifadas para ver nossas fotos)

 

Era uma vez um casal que por acaso (ou por vontade de Deus) se encontrou… ele gostava de bola, ela de música!

Resolveram se conhecer melhor… e acabaram se entendo muito bem!

Tão bem, que deu até casório

E quando curtiam a vida a dois, não é que acabaram fazendo algumas loucuras necessárias a um casal que se ama?

 E mal imaginavam o quanto tal consequência poderia mudar a vida deles… Um ato mágico, incrível, lindo… a gravidez!

Curtiram muito o barrigão da Marina, a princesa que eles teriam…

E viveram como cúmplices essa fase!

Até que chegou o grande dia. Se prepararam para a despedida de uma vida a dois…

E como Deus reserva coisas maravilhosas a nós, toda nossa história se perdiria num vazio muito grande se não produzíssemos desta sementinha que nasceu do nosso amor, num fruto lindo e promissor. A beleza da nossa riqueza, nosso tesouro e alegria de continuar a viver: NOSSA FILHA MARINA !

 E como ficamos felizes em formar essa nova linda família!

 NOSSA MENSAGEM

Amigos, após muitas bonequinhas, posts e mensagens, gostaríamos de dizer que é muito bom esse momento. Inexplicável, mágico e divino.

Tive a oportunidade de assistir ao parto, e só quem passa por um momento desses sabe como é tal emoção! E para aqueles que achavam que eu desmaiaria… Desmaiei mesmo! Ops, é brincadeira. Tive forças de aguentar até ver a cabecinha de nossa filha. quando a vi, só pude correr os olhos para minha mulher e agradecê-la por ser alguém tão especial em minha vida, que nos presenteou com uma linda menina.

Algo que eu sinceramente duvidava: a Marina soube reconhecer a nossa voz ao nascer. Saída do ventre, ela nem chorou! Mas nas mãos da enfermeira… ah, que berreiro! E quando ela veio em nossos braços, ao cantarmos uma musiquinha que todos os dias fazíamos questão de cantar, ela se acalmou, parou de chorar, e serenamente nos procurou… abriu os olhinhos lindos (gente, é fantástico esse momento) e ficou ali, contemplando-nos, conhecendo-nos e descobrindo de onde vinham as vozes que ela ouviu durante a gestação,

Só para eu não chorar aqui, vou contar um segredo: quando ela me viu, ela disse; “papai, pensei que só a sua voz era feia! Mas eu te amo mesmo assim…“. Que sapeca!

 

Por fim, precisamos agradecer primeiramente a Deus, por essa benção maravilhosa em nossas vidas. Também ao Dr Ricardo Porto Tedesco e equipe (que não precisou fazer o processo de reanimação no pai babão), e principalmente aos parentes e amigos, cujos nomes não puderam aqui ser elencados, pois não caberiam numa única página!

Obrigado a todos que torceram por nós, que rezaram e se regozijam nesse momento. De coração, o nosso afeto e desejo de que o Senhor possa retribuir em dobro tão linda dádiva e desejo.

 Com carinho,

Rafael, Andréia e Marina Porcari.

 

(nossas fotos do parto poderão ser vista pelos amigos em nossa página do Orkut)

Marina nascerá nesta terça

Não dá tempo para escrever muita coisa! A cegonha mandou avisar que chegará nesta terça-feira, dia 03, no HU, porque a Marina não pára de reclamar que tá demorando muito. Ela quer logo tocar pianinho com a mamãe e contar histórinhas com o papai.

 

Tiramos a última foto da gravidez: nas próximas, vai ter uma pessoinha a mais… Olha que barrigão lindo: http://fotolog.terra.com.br/rafaelporcari:28

 



Vai dar tudo certo! Andréia, te amo! Deus nos abençoou com essa menininha linda que daqui a pouco carregaremos em nosso colo.

Senhor, abençoe o nosso parto, e que nossa filhinha venha com saúde. Capacita-nos para sermos ótimos pais, e ajude-nos a fazê-la uma menina feliz, sadia e cristã. 

Como ser produtivo comunicando-se bem

Um dos mais notáveis consultores em Administração de Empresas, Alexandre Rangel, tem um quadro diário muito bacana na Rádio Bandeirantes AM, onde dá dicas para os administradores.

Nesta, uma interessante história sobre comunicação empresarial e os benefícios em saber se expressar.
Está em PodCast, e o atalho para ouvir está em:

 

http://radiobandeirantes.terra.com.br/audios/arangel2502qualidadea.mp3

É só clicar para ir direto ao assunto.

Eu também pago a conta. E você?

Palmeiras X Corinthians jogarão em Presidente Prudente no próximo dia 08. Não entrarei na questão do mando de jogo, se isso é legal ou não, afinal, não seria polido de minha parte. Mas algo, até mesmo como cidadão, devo discutir: o custo público do jogo.
Não falo dos gastos da Prefeitura Municipal de Presidente Prudente ao reformar o Farahzão para o jogo. Os custos dela, de repente, poderiam ser pagos com a visibilidade do jogo, o retorno das bilheterias, impostos e movimentação do comércio e turismo da cidade. É um problema deles.
Entretanto, a PM está preparando um contingente gigantesco para escoltar as torcidas organizadas das duas equipes, a fim de evitar confrontos durante as 9 horas de viagem. Quanto custa isso aos nossos bolsos? A polícia viajará todo esse percurso, gastará combustível, mão-de-obra e deslocamento de tropas para… pajear baderneiro? Se essas pessoas precisam ser vigiadas pela PM para poderem viajar a um jogo de futebol, é claro que não são pessoas de boa índole. Outra coisa: como farão 9 horas de viagem sem parada? Quando pararem para reabastecer os veículos, almoçar ou ir ao banheiro, o policiamento estará lá, como se fossem babás desses briguentos.
Quem paga a conta disso? Ao mesmo tempo, a violência galopante ficará sem soldados para combatê-la.
Uma observação: durante o jogo envolvendo Santos X São paulo, neste último domingo, a Rádio Jovem Pan entrevistou o motorista de um dos ônibus das Torcidas Organizadas, e questionado se ele não sentia medo, o motorista chamado Fernando disse: “Que nada, sempre sou mais escoltado que o presidente Lula. Dirigir para as Organizadas não tem perigo nenhum”.
O verdadeiro perigo está fora dos ônibus, ou seja, quando eles são “soltos”… não tenhamos dúvida!

Até o Papa pede pela FIAT

Em tempos de crise mundial, não é só de grandes estratégias empresariais que os administradores devem recorrer. Neste último domingo, o Papa Bento XVI manifestou publicamente sua preocupações e orações pela FIAT, que passa por dificuldades gravíssimas!
Extraído de: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=272402

Papa fala sobre crise econômica, jejum e santos anjos

da Rádio Vaticano

Na oração mariana do Ângelus deste domingo, o Papa Bento XVI, lançou um apelo em favor dos operários da Fiat da localidade italiana de Pomigliano d’Arco, presentes na praça para “manifestar a sua preocupação com o futuro da fábrica e de milhares de pessoas que, direta ou indiretamente, dependem dela para trabalhar”.
O pontífice recordou também outras situações igualmente difíceis vividas por todos os trabalhadores atingidos, no mundo inteiro, pela atual crise econômica.
“Associo-me aos bispos e às respectivas Igrejas locais ao expressar proximidade às famílias atingidas pela crise, e confio todas elas na oração à proteção de Maria Santíssima e de São José, patrono dos trabalhadores. Desejo expressar o meu encorajamento às autoridades políticas e civis, bem como aos empresários, a fim de que com a cooperação de todos se possa fazer frente a esse delicado momento. De fato, é preciso um comum e forte compromisso, recordando que a prioridade deve ser dada aos trabalhadores e às suas famílias.”
Recordando o Evangelho do I Domingo da Quaresma, que apresenta Jesus no deserto tentado por satanás e servido pelos anjos, Bento XVI convidou a redescobrir o sentido do jejum que “nos ajuda a um maior domínio de nós mesmos. O pontífice exortou a romper com o pecado, a amar mais o próximo, e a fazer a vontade de Deus com mais prontidão.
De fato, a exortação de Bento XVI foi a de “romper com o pecado”, e a mudar radicalmente a vida”, combatendo contra toda forma de tentação e colocando a nossa confiança na misericórdia divina. Nessa luta, exortou, invoquemos a ajuda dos anjos.
O papa deteve-se sobre o significado da permanência de Jesus no deserto, tentado por satanás: “No deserto, lugar da provação, como vemos na experiência do povo de Israel, se mostra com grande dramaticidade a realidade da Kenosi, do aniquilamento de Cristo, que se despojou da forma de Deus (cfr Fil 2, 6-7). Ele, que não pecou e não pode pecar, se submete à provação e, por isso, pode sofrer a nossa enfermidade (cfr Hb 4, 15). Deixa-se tentar por satanás, o adversário, que desde o princípio se opôs ao desígnio de Deus em favor dos homens.”
Em seguida, o papa ressaltou que no deserto Jesus se serviu dos anjos, “figuras luminosas e misteriosas”. A presença asseguradora do anjo do Senhor acompanha o povo de Israel em todas as suas vicissitudes boas e ruins”, recordou o pontífice:
“Caros irmãos e irmãs, tiraríamos uma parte notável do Evangelho se deixássemos de lado esses seres enviados por Deus, os quais anunciam a sua presença entre nós, e disso são um sinal. Invoquemos sempre os anjos, para que nos ajudem no compromisso de seguir Jesus até nos identificarmos com Ele. Pedimos a eles, em particular hoje, que vele sobre mim e sobre os colaboradores da Cúria Romana, que esta tarde, como todos os anos, iniciaremos a semana de Exercícios espirituais. Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós!”

Mudança da Regra por conta própria?

Na Itália, estaria Pierluigi Colina ferindo a regra, mandando os árbitros anularem gols que fossem marcados após a bola bater involuntariamente na mão? Quero crer que não…
A informação foi passada neste último domingo, durante o jogo envolvendo Internazionale de Milão X Roma, pelo Campeonato Italiano, exibido pela ESPN. Segundo o jornalista Silvio Lancelotti, que comentava o referido jogo, o comandante da arbitragem italiana, Pierluigi Colina, houvera reunidos os árbitros da primeira divisão italiana, e recomendado que os gols marcados, por exemplo, após um cabeceio e onde a bola resvale involuntariamente na mão, sejam anulados. A justificativa, segundo Lancelotti, é de que Colina chegou a conclusão que o jogador tira proveito utilizando a mão, mesmo que sem intenção.
Ora, todos nós sabemos que temos que avaliar uma série de fatores para considerar que uma mão na bola seja falta. Entre eles, a distância da bola, da mão e do corpo do atleta, o movimento, entre outros, mas principalmente: o uso intencional da mão na bola. De forma simplista, questionar: “foi mão na bola” (então é infração) ou “bola na mão” (bateu acidentalmente, segue o jogo)?
Tudo isso surgiu após o lance de algumas semanas envolvendo a própria Inter X Milan, onde Adriano supostamente marcou um gol ilegal. Se você não viu o lance, ele está em:
http://www.youtube.com/watch?v=n1IxwwT8gTI&feature=related

Agora, diante de tudo isso, reforço que quero acreditar que tenha sido um equívoco do ótimo jornalista. Entretanto, apesar de não concordar com essa suposta posição de Pierluigi Colina, entendo sua recomendação. (que não tem nada a ver com a nossa, ou melhor, com a regra do jogo).
                                  Espaço aberto para discussões.