– A origem da lenda da Loira do Banheiro.

Várias gerações já ouviram falar sobre “A Loira do Banheiro“, uma das muitas lendas urbanas populares.

Mas você sabia que essa loira existiu?

Compartilho, extraído de: https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2021/10/amp/4955135-loira-do-banheiro-morte-misteriosa-em-mansao-de-sp-deu-origem-a-lenda.html

LOIRA DO BANHEIRO: MORTE MISTERIOSA EM SP DEU ORIGEM À LENDA 

por Thays Martins

Crianças de todo o Brasil, provavelmente, já tiveram medo de ir ao banheiro da escola e se deparar com a “Loira do banheiro”. O que muitos não sabem é que a lenda nacional surgiu de uma história real que aconteceu no século 19.

Tudo teve início com a morte de uma jovem de 26 anos que morou em uma mansão em São Paulo. Na casa, de muros altos e elegância arquitetônica, hoje funciona a escola Escola Estadual Conselheiro Rodrigues Alves, que leva o nome do quinto presidente do Brasil, que nasceu na cidade. Reza a lenda, que até hoje os alunos veem a loira do banheiro pelas janelas do prédio. O edifício, que fica em Guaratinguetá, é tombado como monumento estadual de valor histórico e arquitetônico desde 1985.

O mistério

Na mansão viviam o Visconde de Guaratinguetá e sua filha, Maria Augusta. Em 1880, a jovem, que tinha 14 anos, foi forçada a se casar com o Conselheiro Dutra Rodrigues, que era 21 anos mais velho.

Pouco após se casar, com apenas 18 anos, ela fugiu para Paris com o dinheiro obtido vendendo suas jóias. Morreu na Europa e seu corpo foi trazido ao Brasil de navio. Na viagem, o caixão da jovem foi violado por ladrões que queriam as jóias que estavam com o corpo. Com isso, o atestado de óbito dela sumiu e até hoje a causa da morte dela é desconhecida.

O corpo de Maria Augusta ficou exposto na casa em uma redoma de vidro enquanto o túmulo, onde ela está enterrada no cemitério de Passos, ficava pronto. O túmulo da jovem hoje é um ponto turístico na cidade.

Uma das versões para a morte de Maria Augusta é que ela morreu acometida pela raiva, que registrava muitos casos na Europa na época.

Anos depois, a mansão onde Maria Augusta viveu foi consumido por um incêndio considerado misterioso, em 1916. Na época, o prédio já tinha virado escola e teve que ser reconstruído. Em alguns depoimentos da época, testemunhas afirmam ter ouvido um piano tocar. O instrumento era tocado por Maria Augusta e até hoje é mantido na escola. Ainda hoje existem dúvidas sobre a origem do incêndio.

A lenda

A lenda descreve uma jovem loira, vestida de branco com algodão no nariz que aparece depois de ser invocada no banheiro. O rito para chama-la varia de lugar para lugar, mas pode ser chama-la três vezes em frente ao espelho ou dar descarga, por exemplo. A lenda urbana também pegou alguns elementos da lenda norte-americana Maria Sangrenta.

Na escola, a figura de Maria Augusta é conhecida por todos. Em uma revista comemorativa de 90 anos da instituição, em 1992, há um capítulo só sobre a história de Maria Augusta.

Em 2018, a história virou pano de fundo para o filme de comédia Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro. O longa de Fabrício Bittar é estrelado por Danilo Gentilli, Léo Lins e Dani Calabresa.

reprodução – Maria Augusta, a jovem que deu origem a lenda da loira do banheiro

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