– À luz da fé: ajudando os pais que descobrem uma possível homossexualidade dos filhos; e ajudando os filhos que estarão receosos.

Um momento delicado aos pais é quando descobrem que seus filhos jovens estão apresentando comportamento homossexual. À luz da Igreja Católica, onde as condições de “amar o homossexual e não cometer a prática do homossexualismo” se fazem bem claras e regradas, fica a questão: como ajudar essas pessoas?

Em alguns casos, pode ser que esteja ocorrendo o pseudo-homossexualismo (uma certa confusão de sentimentos). Em outros, uma condição real. De tal forma, compartilho esses dois textos sobre dicas aos pais e conforto aos filhos. Abaixo:

Extraído de: https://formacao.cancaonova.com/afetividade-e-sexualidade/homossexualidade/tenho-um-filho-homossexual-o-que-faco/

TENHO UM FILHO HOMOSSEXUAL. O QUE FAÇO?

Por Profa Dra Arlene Denise Bacarji

Existem passos a serem dados quando se toma consciência da homossexualidade de um filho

O que fazer quando se descobre que um filho é homossexual é algo relativo a cada situação, que é sempre única. Por isso não é fácil falar disso como se fosse uma receita de bolo. Não é receita de culinária. O que vamos apresentar nesse artigo é apenas uma reflexão que poderá iluminar um pouco quem está com esta realidade em casa. Também é muito difícil dizer sobre esse assunto sem o embasamento teórico acoplado, para podermos compreender o que é a homossexualidade, como se desenvolve numa pessoa, em que época, e quais as causas. Por isso sugiro a leitura de artigos que foram publicados pela própria canção Nova com o titulo “A Homossexualdiade e a família” e “O processo de Socialização Primária”, de minha autoria. Mesmo com estas observações, vamos então tentar algo prático.

Vamos por passos:

Primeiro passo: precisamos partir para o diálogo claro, objetivo, acolhedor e compreensivo sobre esse aspecto do (a) jovem ou adolescente. Sem diálogo franco tudo fica mais difícil. Se o filho (a) tem dificuldades em falar abertamente sobre isso, nós pais e mães, precisamos aos poucos ir tentando derrubar as barreiras que estão impedindo a franqueza, a abertura e a liberdade da filha (o) para que haja esse diálogo.

Segundo passo: No diálogo, que não será só uma vez ou outra, mas muitas vezes, vamos então, tentar detectar se esta (e) jovem é realmente homossexual, ou seja, a sua homossexualidade é estruturada por processos de identificação com pessoas do sexo oposto, sendo assim, se apaixonando e se envolvendo verdadeiramente com pessoas do mesmo sexo, ou é apenas uma pseudo-homossexualidade (falsa homossexualidade), muito comum nos dias de hoje. Nesse caso trata-se de uma homossexualidade não verdadeira, mas devido às influências culturais da escola, dos colegas, das modas, das mídias, e assim ser uma forma do (a) adolescente ou jovem mostrar “revolta” típica destas idades contra os pais. Se antes essas manifestações contra autoridade no adolescente era o uso de maconha, ou ser comunista, hoje pode ser a homossexualidade uma delas.

Também é bom saber que, exceto em caso de hermafroditismos que deverão ter acompanhamento de um especialista sério, a homossexualidade nada tem a ver com hormônios ou gens. Existem rapazes com excesso de hormônios femininos que não são homossexuais como já havia constatado Freud em sua época. O mesmo pode se falar das meninas. O excesso de hormônios masculinos não vai torná-la homossexual. O que confunde muito é que muitos homossexuais, tanto meninos ou meninas, começam a tomar hormônios. Por isso a tendência é inverter o processo de causa e efeito.

Terceiro passo: após checar se é uma homossexualidade real ou uma pseudo-homossexualidade, poderemos então, falar de atitudes concretas. Agora vem a questão-chave: o (a) jovem ou adolescente homossexual deseja mudar essa condição? Certamente NÃO. Isso deve ser esclarecido no diálogo. É claro que se for uma homossexualidade real a pessoa não vai mesmo desejar mudar, pois se uma pessoa heterossexual desejar ser gay, ela conseguirá? NÃO. A mesma situação da pessoa heterossexual que se apaixona e sente atração física por pessoas do sexo oposto, ocorre com a pessoa homossexual com pessoas do mesmo sexo. Nesses casos não adianta acreditar em mudança. Embora todos são livres, e a pessoa homossexual é livre para querer mudar de opção sexual1, normalmente uma mudança verdadeira e profunda é muito rara.

Quarto passo: Supomos que a pessoa não aceite mudar de opção e não queira isso, que é o mais comum, então agora a questão é com os pais: 1- Separar a homossexualidade (que para nós pode ser algo muito complicado de aceitar), da pessoa do filho (a), pois acolher o filho (a) não precisa querer dizer acolher a homossexualidade; 2- Explicar isso á filha (o) homossexual; 3- Ter uma atitude de compreensão, acolhimento, afeto, e pensar como Cristo agiria, como Ele se comportaria, o que Ele faria! O que Cristo diria para esta pessoa? O que o Espírito santo poderia nos ensinar com isso, o que Ele poderia colocar em nossa mente para dizermos ao nosso filho ou filha com esta cruz para carregar, pois para ele (a) também será uma cruz, e nada leve.

Quinto passo: Chegou a hora de dizer a esse filho ou filha o que Cristo talvez, em nosso lugar diria:

– meu filha ou minha filha, você é muito mais do que homossexual, a homossexualidade assim como a heterossexualidade não precisa moldar suas atitudes perante o mundo, perante a vida, perante o outro.

Os pais poderão cuidar da conduta desse filho ou filha e mostrar que a boa conduta, o bom caráter, a veracidade na fala, nos comportamentos, os valores e princípios de uma pessoa de boa vontade é que fazem a vida da pessoa e não um aspecto da sexualidade. Devemos mostrar a essa (e) jovem ou adolescente que a sexualidade pode ser discreta como é a sexualidade de uma pessoa heterossexual. Por que a necessidade de chocar? Para que a necessidade de ir contra regras, contra o povo, contra instituições? Isso só irá trazer mais danos para esta pessoa. Ser homossexual não precisa ser “perseguido”. Caso os pais não tenha condição de trabalhar essas questões com o próprio filho (a), então talvez seria interessante encaminhar a um terapeuta sério para que esta pessoa possa, também saber lidar com sua condição, pois muitos não sabem e acabam por cavar a própria cova com comportamentos persecutórios.

E por fim, dizer a este (a) filho (a) que ele(a) não precisa se afastar de Deus, de Jesus, da Igreja, pois Deus irá trabalhá-lo (a) se ele ou ela deixar, como dizia santo Inácio de Loyola: “Um tronco de árvore grosso e disforme nunca sonharia poder transformar-se em obra de arte, e por isso nunca se submeteria ao escopro e ao martelo do escultor, capaz de ver nele o que dele pode ser feito (Santo Inácio). Que Deus possa trabalhar a todos nós.

1 – Digo isso de forma livre, porque o autor Otto Kernberg, um dos psicanalistas mais conceituados nesse tema, disse em um de seus livros que ele já atendeu uma pessoa que mudou sua opção sexual. Ou seja, não podemos dizer que isso não seja possível.

*Esse conteúdo é dedicado às pessoas que seguem a Doutrina Católica que diz que a “tendência homossexual não é pecado”, mas que a PRÁTICA DOS ATOS SEXUAIS é pecado grave (cf. Catecismo da Igreja Católica §2357).

Texto 2, extraído de: https://formacao.cancaonova.com/afetividade-e-sexualidade/homossexualidade/palavras-a-um-jovem-homossexual/

PALAVRAS A UM JOVEM HOMOSSEXUAL

Por Prof Felipe Aquino

Saiba o que o Catecismo da Igreja Católica fala a respeito dos homossexuais

Tenho recebido muitas correspondências de jovens cristãos que lutam bravamente contra a tendência homossexual e querem viver vida de castidade segundo a vontade de Deus. Eles me pedem ajuda e conforto. Por isso, escrevo essas palavras, com muito amor, a todos aqueles que travam essa luta difícil contra a tendência homossexual, cujas causas são complexas.

A posição da Igreja (que é a da Bíblia e da sagrada Tradição); assistida e guiada pelo Espírito Santo, como Jesus prometeu (cf. Jo 14, 15.25; 16,12-13), é que a “tendência homossexual não é pecado”, mas que a PRÁTICA DOS ATOS SEXUAIS é pecado grave (cf. Catecismo §2357).

O que diz o Catecismo da Igreja

§2357 – “A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominante , por pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis ao longo dos séculos e das culturas. A sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (Gn 19,1-29; Rm 1,24-27; 1Cor 6,9-10; 1Tm 1,10), a tradição sempre declarou que “os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados” (CDF, decl. Persona humana, 8). São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados”.

Homossexuais: – não discriminá-los

§2358 – “Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais inatas. Não são eles que escolhem sua condição homossexual; para a maioria, pois a maioria, pois, esta constitui uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus na sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa da sua condição”.

Homossexuais:– viver a castidade

§2359 – “As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadores da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.”

Há quem defenda que a homossexualidade é um “terceiro sexo”; e, portanto, algo natural e legítimo. Mas, para a fé católica, isso entra em conflito com a lei natural; um homem com um homem não podem gerar um filho. Deus criou dois sexos diferentes para se completarem mutuamente. Cada um dos dois tem predicados que o outro não tem. Para muitos especialistas, como o Dr. Gehard von Aardweg, a tendência homossexual tanto pode ser congênita como pode ser adquirida. Não é porque alguém tenha a tendência homossexual que é certo dizer que isso é “normal e correto”, e que ele pode viver a homossexualidade, discordando até de Deus e das suas Escrituras. Se for assim, qualquer tendência desordenada poderia ser justificada. Para o cristão, a tendência não justifica a prática.

A cruz da tendência homossexual é pesada, mas o cristão sabe que é da cruz que nasce a ressurreição. Se você souber conviver com a tendência homossexual, mas sem viver os “atos homossexuais”, a Igreja mostra que

Você estará como que “subindo a escada da santidade”. Para isso é preciso a graça de Deus, a Confissão quando cair, a Eucaristia frequente, a leitura e meditação da Palavra de Deus. Não é o que todos nós precisamos fazer?

Cristo carregou na Sua Cruz esta sua tendência homossexual; e nas santas chagas do Senhor você pode buscar o remédio para elas. São Pedro diz que “Ele carregou as nossas enfermidades”; então, você pode procurar na oração a cura desse mal. Sugiro que você leia o livro “A BATALHA PELA NORMALIDADE SEXUAL” escrito pelo Dr. Gerard van den Aardweg (Editora Santuário Aparecida), Ph.D. em Psicologia pela Universidade de Amsterdam (Holanda). Ele escreve tendo como base mais de trinta anos de terapia com homossexuais.

É preciso também tomar consciência de que você não é o único a carregar um problema difícil. Todo ser humano tem o seu; pode ser até o extremo oposto ao seu, ou seja, uma excessiva atração pelo outro sexo. Isso nos proporciona a ocasião de lutar contra tendências desregradas; é precisamente na luta que alguém se faz grande. Não fora a luta, ficaríamos sempre com nossa pequena estatura espiritual. Por conseguinte, assuma corajosamente sua tarefa de não ceder aos desvios sexuais.

Convido-o, como amigo e irmão em Cristo, para viver a Lei Divina, e você será feliz, mesmo que isso custe muito; quanto mais for difícil, mais mérito você terá diante de Deus. Você, tal como é, é chamado por Deus à santidade. Ele tem as graças necessárias para levar você à perfeição cristã. Os Santos não foram de linhagem diferente da nossa, tiveram seus momentos difíceis, mas conseguiram vencer com o auxílio de Deus.

Pode ser que você não deixe de ter a tendência homossexual, mas você pode, com o auxílio da Graça de Deus, vencer-se a si mesmo sempre. E receberá de Deus a recompensa, pois você vai agradar muito ao Senhor. E assim você será feliz, mesmo já aqui neste mundo, porque a Palavra de Deus não falha. Não há outro caminho verdadeiro de felicidade para você, esteja certo disso. Mesmo que você caia, não pode desanimar nem se desesperar. Mais importante do que vencer, para Deus, é lutar sempre sem nunca desanimar.

Busque ajuda num amigo em quem você confia e também procure ajuda nos seus pais e na sua família; abra-se com eles se eles podem entendê-lo e ajudá-lo.

Procure sublimar seus impulsos naturais dedicando-se ao esporte e à arte (poesia, música, pintura…) ou a uma tarefa que lhe interesse ou mesmo ao trabalho profissional. Lembre-se de que sentir tendências homossexuais não é pecaminoso, desde que não se lhes dê consentimento. O mal consiste em consentir nessa prática.

Não se feche em si mesmo ou no isolamento. A solidão, no caso, é prejudicial. Se você leva uma vida digna, tenha a cabeça erguida e aborde a sociedade com normalidade. E jamais abandone a sua prática religiosa. Sem Deus todo fardo se torna mais pesado. Não há por que abandonar a prática religiosa se o homossexual se afasta das ocasiões de pecar. A Igreja recomenda aos seus pastores especial atenção aos que lutam pela castidade.

tenho um filho homossexual, o que faço

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