– Erros Técnicos, erros financeiros e erros de relacionamento na questão Paulista e Kah!

Dos 15 pontos disputados na A3-2020, o Paulista só fez 1, e estamos terminando ⅓ do campeonato. Um inimaginável rendimento pífio.

Mas quais estão sendo os erros, já que o time é o atual campeão da 4a divisão e momentaneamente o lanterna da 3a?

  1. Tecnicamente, o treinador Edson Fio (que foi elogiado por todos no ano passado), não percebeu que de um torneio quase amador (afinal, é Sub 23) o Galo voltou a um patamar profissional importante, que é a disputa da Terceirona. Abrir mão de jogadores experientes foi um erro crasso! Quando estava na Bzinha, era Sub 23 contra Sub 23, e quem tivesse mais elenco, estava em vantagem. Ora, já que existia a tríplice relação entre Kah Sports, Fut Talentos e Paulista FC, sobravam atletas e o time tinha fôlego. Agora, beira um time pré-olímpico (pois há muitos sub 23) contra times profissionais (com veteranos entre jovens).
    Lembrando: os adversários tradicionais do Paulista não são, respeitosamente, Assisense, Manthiqueira, Joseense (que nunca estiveram na A1) como os do ano passado. São os tradicionais que, assim como o Galo, conhecem a elite: Comercial-RP, Noroeste, Marília. Assim, a Bzinha era obrigação ganhar e no ano seguinte fazer um papel bonito na A3.
  2. Financeiramente, o grande equívoco tem sido a metodologia adotada pela parceira do Galo. É lógico e evidente (não há nenhum mal nisso, é necessário para a sobrevivência empresarial) que quem se associa, quer ter retorno financeiro. A Kah Sports é uma empresa, deve ter seu orçamento anual e sua filosofia de negócios. Que lucro teria a Kah contratando atletas de 32 anos (experientíssimos na A3 e rodados por todo o Brasil) em futuras negociações? Preferem garotos, pois o investimento financeiro é mais baixo e o mercado de negócios mais aberto. Se o Paulista está na A3, a vitrine é boa para expô-los. Se o Paulista for mal, os atletas agenciados, ao menos, serão realocados em outros clubes. Mas e o clube, como fica? Edson Fio é funcionário da Kah Sports e deixou isso muito claro (e é ele quem contrata jogadores, ou o diretor e o supervisor de futebol? Se Fio cair, sobrará para ele, sozinho? Qual treinador importante desta divisão, de hoje ou de outrora (Luís Carlos Martins, Vagner Benazzi, o falecido Giba, o querido Ferreirão) aceitaria tal cargo de técnico de empresa que negocia atletas, não de clube que deseja o acesso? Assim, esqueçamos de “gastos para o time subir.” O modelo de negócio do parceiro não é esse, visivelmente. É agenciar atleta e negociar.
  3. No relacionamento, um erro atrás do outro. Primeiro, a Kah Sports anuncia que sai do clube aos 4 cantos porquê quer gerir o futebol; coloca o Paulista numa saia justa pois o Galo perderia os jogadores inscritos num vexatório WO futuro; depois, não tem a dignidade de emitir outra nota, expondo os motivos da permanência (pois na nota de saída falou muita coisa e lembrou que desejava construir um Centro de Treinamento para o Paulista). Que relacionamento é esse? Aliás: vai ter CT mesmo, afinal, ela colocou no papel? O diretor de futebol do Paulista, Hikmat Derbas, que até a virada do ano era um dos homens da Kah Sports e que hoje não é mais, segundo ele mesmo afirmou, disse: “a imprensa mais atrapalha do que ajuda”. Mas como gestor de futebol do Paulista, ele não expôs publicamente porque o clube abriu mão da gestão de futebol para a Kah. Não deveria ele “jogar para o Galo”, e não para a Kah? Aliás, o relacionamento da imprensa foi questionado de maneira maldosa e incentivado à críticas por alguns como “responsável” por mentiras. Ora, contar a verdade é algo justo e honesto, além de ser obrigação da imprensa (que no calor da coisa, alimentou-se ser uma fantasia tudo o que ocorria). Para quem viveu de mentira, parece que as coisas estão se clareando: a Kah está preocupada em seus negócios (como explicado lá em cima no item 1 e 2: seu mercado é de jovens e não aceita perder dinheiro).

E já que falamos de relacionamento: lamentável o José Carlos, gerente de futebol, bater boca com torcedores na Cadeira Cativa dias atrás e classificar de “torcedor é aquele que foi para Barretos”. Ué, ninguém trabalha? O custo da viagem é baixo? Pelo rádio, não vale a torcida? Será que ele faria o mesmo na Geral?… Ainda bem que se desculpou.

Por fim: Edson Fio, que parece não ter entendido que a fama é relativa no futebol (ganha um campeonato, mas se perder 3 jogos, toma vaia no Brasil) e que judia da imprensa (especialmente de alguém que acorda, almoça, janta e dorme no Paulista, um símbolo de abnegação e altruísmo pelo Galo, o COBRINHA, Luís Antonio de Oliveira, cerceando seu trabalho), precisa entender que a entrevista é para dar satisfação aos torcedores e em respeito aos profissionais ali presentes. Klopp, do Liverpool, não precisa de exposição e fala com a imprensa do mundo inteiro.

Aliás, esqueçam a imprensa e a generalização dela. Adilson Freddo não faz gol, Berró não é o zagueiro, Thiago não é volante, Estevam não é armador, Mainini não é goleiro, Didi não é técnico e eu não apito jogo. Todos somos de Jundiaí, amamos o Paulista como todo torcedor que está presente ou não no Jayme Cintra e quando não estamos no microfone, estamos torcendo. Quem mais tem interesse no sucesso do Galo do que a pessoas que trabalham com ele? Eu quero comentar Paulista x Corinthians, o Mainini quer narrar Paulista x Santos, o Heitor quer um Paulista x Palmeiras, e por aí vai (por quê queremos o sucesso do Galo e sua exposição positiva – é importante para o nosso time e ótimo para nosso trabalho). Ou acha que queremos ver todo ano Paulista x Atlético de Mogi (se ele vier jogar, como já ocorreu que não veio).

A desculpa da Kah Sports (que se silenciou totalmente) jogando a conta na imprensa é só para ingênuos acreditarem (e, cá entre nós, bem fraquinho tal discurso velho). Aprendi ouvindo da boca do Vanderlei Luxemburgo, dois jogos depois que ele foi expulso e alegou que o “juiz tinha camisa rosa e estava se simpatizando com ele” (num decisivo São Paulo x Santos, ou melhor: Muricy x Vanderlei). Disse Luxa com tom professoral a mim, no vestiário da Vila Belmiro, onde eu era quarto-árbitro na ocasião: “Quando eu preciso tirar o foco, eu crio um fato. Você pode até estar certo, mas eu vou desviar o assunto. Estavam pegando no pé do meu time e eu quis fazer de conta que o juiz era bicha de propósito. E deu certo. Só se falou na camisa rosa do Cintra [árbitro Rodrigo Martins Cintra]“.

Na falta de jogadores experientes, na véspera da competição, dia 13 ao dia 16… o que houve? Pensemos!

Enfim: falta jogador experiente, técnico típico da divisão e dinheiro na mesa. Esse último item me provoca a perguntar: está compensando financeiramente ao Galo? A Kah está fazendo a parte deles com o “cash”, em 2020?

A gratidão por tudo que ocorreu em 2019 deve existir. Do Paulista para a Kah / Fut Talentos MAS DELA TAMBÉM PARA COM O GALO. Ninguém fez favor por solidariedade. A Kah deu a mão, o Paulista abriu as portas e o objetivo conquistado foi conjunto.

Sabe qual foi o problema? Acreditar que montar um time 10 dias antes do campeonato com 35 jogadores daria certo sempre. Em 2019, pelas características do Sub 23, deu. Na A3, é papo mais sério.

ATUALIZANDO, 22h05:

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