– Vale a pena certos sacrifícios na vida?

Escrevi esse texto há 3 anos, e confesso: ao reler, percebi que não preciso mudar alguns hábitos (já mudei outros), e que busquei a vida mais (bem mais) modesta.

Agora, com alegria, tenho tempo para voltar à docência! O dinheiro está muito escasso, mas o convívio familiar muito melhor!

Compartilho abaixo a publicação:

Uma pergunta muito difícil para se responder sincera e honestamente para muitas pessoas: VOCÊ É FELIZ?

A dificuldade é: responder baseando-se em qual conceito de felicidade? Aliás, o que é ser feliz?

Difícil definir. Muitas vezes, você acha que é feliz mas não é. E outras, que é infeliz e justamente é o contrário.

Tudo isso é confuso. O grande problema é que hoje vivemos tempos de tribulações excessivas. Tomo por exemplo minha própria rotina: não dá para viver sem relógio, em especial àqueles que como eu detestam atrasos ou descumprimento de afazeres.

Gosto de muitas coisas que, por motivo de situações e de pessoas, me impedem de realizá-las. Falta-me tempo para hobbies e descanso. Acordo cada vez mais cedo e durmo cada vez mais tarde para cumprir minha carga de compromissos. E, devido a elas, sou obrigado a abrir mão das que verdadeiramente me dão prazeres.

Claro, você cairá no inevitável paradoxo do cotidiano: trabalhar para poder viver ou viver para trabalhar? Ou ainda: trabalhar no que se gosta ou naquilo que te remunera?

Com a crise brasileira, surgem ainda mais dificuldades, como as de que todo o sacrifício profissional é insuficientemente transformado em rentabilidade financeira. Somando-se os da vida pessoal, piorou!

Agradar o próximo, ser simpático, dedicado, amável ou ainda bondoso parecem ser qualidades cada vez mais raras e desprezadas pela sociedade. Tudo é em função do tempo, do dinheiro e do trabalho. Da carreira também? Talvez.

O ponto da questão é: por culpa de tarefas que me roubam disposição, devo abrir mão daqueles que me entusiasmam. São poucas as oportunidades onde busco a endorfina, aquela sensação de bem-estar (ou ainda o prazer simples de se fazer algo que gosto): no esporte, na escrita, no bate-papo ou na docência do ensino superior.

É por essas e outras que devemos avaliar muito bem nossas decisões e condutas. Planejar o futuro como? Com a esposa e filhos, com o emprego e o plano de carreira? Com amigos?

Nada disso. Planejar viver dia-a-dia, com as pessoas que você ama (e aqui incluo a família), sem sacrificá-los. Talvez em uma vida muito mais modesta que se almeja. Com mais saúde (é incrível a quantidade de amigos da minha faixa etária que assustadoramente sofreram enfarte) e alicerçado em Deus (ou na sua fé pessoal).

Confidencio: triste por abrir mão de algumas coisas que gosto por conta de problemas que desgosto. Um deles: o não-aceite das aulas no Instituto Federal de São Paulo (IFSP), cujo cargo de docência passei em primeiro lugar e não poderei assumí-las por uma série de fatores que me estressam.

Mais ainda: quando você sabe que as recusas são motivadas por ocasiões evitáveis e pela falta de compreensão. Uma pena.

É vida que segue, forçando-nos a rever caminhos, parcerias e outros imbróglios. E mais ainda: o quanto vale a pena certos sacrifícios e a quem eles são?

Ótimo para refletir.

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