– Refletindo a #VazaJato: que não se confunda alhos com bugalhos, já que o erro de Moro é claro mas não transforma Lula em cidadão honesto.

Uma pequena introdução para dissertar sobre o vazamento das conversas da Operação Lava Jato:

  • Plantaram-se provas incriminando o decente Lula, e por isso ele está preso injustamente?

Nada disso. A Lava Jato erra em outros meios (revelados nesse escândalo do “The Intercept”), mas ainda assim (por vias tortas que não deveriam ser), corretamente um corrupto está no xilindró (de luxo, se observe).

Dito isso, vamos dissertar ampliando mais a reflexão (que não pode ser simplória, carece de razão e há de ser apartidária):

Sobre a “pisada na bola” das conversas do então juiz Sérgio Moro com os Procuradores da Lava Jato, divulgadas na noite de domingo: é indiscutível que um magistrado não deve dar consultoria para dizer onde pode ou não existir arestas num processo. Mas essas revelações fazem Lula se transformar de bandido a santo? Não. Mas podem transformar o julgamento questionável sim. 

A preocupação, para muitos, não está sendo a discussão ético-jurídica, mas político-partidária, que é um erro absurdo!

Mensalão e Petrolão foram os maiores crimes de corrupção do Brasil desde 1500, não há o que se discutir, mas a prisão pelo Triplex do Guarujá e pelo Sítio de Atibaia (coisas menores do que “o todo” que se sabe) fazem com que se debata incessantemente, sem levar em conta os demais bandidos que fizeram as delações e mostraram a cumplicidade total e deliberada de Luís Inácio.

Que separemos as coisas: se lê nas conversas vazadas que Sérgio Moro e a força-tarefa da Lava Jato queriam prender logo o petista quando conversavam sobre a fundamentação de tudo (aqui fica outro ponto pecaminoso de uma relação que deveria fazer o mesmo com Aécio e seus pares, por equidade). Entretanto, há acerto em não permitir que cela de cadeia vire palanque, quando questionado sobre Lula falar durante as Eleições de dentro da prisão.

Dessa forma, que o fanatismo não cegue nem a Direita e nem a Esquerda: Moro deveria ter se restringido às suas funções quando se relacionava com Dallagnol e a Lava Jato, assim como Lula deveria ser honesto e não ter praticado o maior esquema de corrupção, talvez, do mundo!

O triste é que ficaremos no seguinte debate nos próximos meses (ou anos): quem tem razão, o Justiceiro de Toga ou o Antonio Conselheiro dos dias atuais?

Pobre Brasil… cheio de paixões e precisando de sensatez.

(Para que nenhum fanático deturpe o entendimento: estou criticando Moro e o procedimento da Lava Jato, assim como a festa criada por radicais tentando vender a ideia de que Lula seja honesto).

Em tempo: fui recordado de outro grampo ilegal: o da ex-presidente Dilma Rousseff falando ao Lula sobre assinar o documento que o tornaria Ministro, evitando sua prisão e criando uma burla na Justiça. Sendo assim, todos os lados usam do maldito expediente de “passar por cima das leis”?

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