– As Dificuldades de um Catequista

Servir a Deus, como o próprio Cristo nos ensina, é carregar sua cruz indo de encontro ao mundo – e para ser perseguido! Claro, com dissabores e responsabilidades muito diferentes do que outros que trabalham para o Reino do Céu, estão os sacerdotes, diáconos, leigos engajados, voluntários diversos e, em especial, catequistas! Cada um tem sua importância.

Essa postagem não se refere a nenhuma turma ou situação específica, mas a um conjunto de observações que acontecem àqueles que se dedicam aos adolescentes e jovens que buscam o Sacramento do Crisma. Não é um lamento de catequista, mas apenas reflexões que podem acontecer nas comunidades. Reitero, como dito acima, que a Igreja Católica possui outros setores e servos que passam por dificuldades maiores que um humilde catequista. E aqui não é frustração, pois ser catequista é uma vocação e ter conhecimento do que se passa em outros lugares é bom para se trocar experiências. Eu, aliás, dentro das minhas limitações, AMO evangelizar.

Todo ano, quando se inicia um grupo novo de crismandos, nunca se termina com o mesmo. Há aqueles que vão de vontade própria, os que a “mãe mandou”, os que querem entrar “bem depois” dos encontros já iniciados e os que não sabem porque lá estão. Tamanha quantidade de adolescentes diferentes nos faz crer que, somente com a ajuda do Alto, um grupo de diversas realidades espirituais (e financeiras / educacionais também) chega ao final da catequese pronto.

Mas o que é “estar pronto”?

Se for para dizer da boca pra fora que seguirá a Igreja Católica, mas no íntimo escolher seguir o que é mais cômodo ou não, não está pronto. Tampouco estará apto a receber esse importante Sacramento quem não vê a hora dos encontros terminarem, pois era “um fardo” ir à catequese.

Aliás, uma grande dificuldade é a conscientização (que deve ser feita desde o início dos encontros) de que a Crisma é a confirmação MADURA do aceite de sua fé! De que existem compromissos e responsabilidades diversas nos encontros; que deve-se escolher com muito cuidado e carinho o padrinho e a madrinha que os sustentarão na fé (dói quando se escuta que “quer tal padrinho pois ele é meu amigo”, afinal, deve ser uma pessoa que te ajude espiritualmente, independente da amizade); também de cuidar dos documentos a serem entregues à secretaria e a importância da rapidez dos mesmos.

Ser catequista é serviço voluntário, não profissão. É engajamento! E aqui deve-se tomar cuidado com as relações do leigo com o clero, para que não seja “patrão/empregado”, mas diretor espiritual / servo-catequista. Muitas vezes, esse catequista trabalhou a semana inteira, ausentou-se da família e vai servir com carinho. Ele não recebe nada de vil metal, mas recebe tudo em benção! Dessa forma, os párocos e demais religiosos que se dedicam integralmente ao serviço (mas não possuem as dificuldades da vida de um pai ou mãe de família no dia-a-dia) devem ter a compreensão das exigências (lógico que eles, ordenados, também tem outros compromissos importantes). Mas a harmonia e a comunicação devem ser constantes, mesmo na tempestade – afinal, a cola desta relação é a Graça de Deus (ou deva ser).

Por último: os pais! Ô tristeza quando se vê pai ou mãe menosprezando o encontro catequético ou tratando ele como algo que “atrapalha seu final de semana”. É um desincentivo ao filho! Ao contrário, o pai e a mãe que participam da comunidade, veem com alegria essa formação social e espiritual de quem foi gerado.

Conclui-se, depois desse texto, de que as relações da Igreja com seus leigos engajados devem ser de cumplicidade em Cristo, pois os percalços internos e externos sempre existirão. Minimizá-los é fundamental, para que não se perca a benção divina de tal propósito.

Ser catequista e levar a Palavra de Deus é que nos alimenta na alma, fazendo esquecer o desrespeito, a cobrança, a incompreensão e a ignorância que recebe quando pede / implora algo e não é atendido.

catequese-e-crisma

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