– O perigo da dependência virtual das crianças hiper conectadas!

Um risco dos tempos modernos: crianças reféns da tecnologia, que se tornam viciadas em tablets e smartphones. Uma “overdose” virtual segundo especialista!

Extraído de: Revista Isto É, ed 2427, página 51, por Luldmilla Amaral

OS RISCOS DA INFÂNCIA NA REDE

Livro discute o uso da tecnologia pelas crianças e alerta para os perigos da dependência virtual

Especialistas em comportamento digital apontam que as crianças brasileiras são mais ativas do que a média mundial na internet, o que as tornam perigosamente dependentes dos ambientes virtuais. Celulares e tablets são cada vez mais usados para entreter os pequenos em situações de estresse, como refeições em restaurantes, por exemplo. Perfis em redes sociais também são criados muito precocemente. Diante deste cenário, já imaginou o que aconteceria se, de um dia para outro, todos os aparelhos eletrônicos deixassem de funcionar?  Essa é a proposta de Juliana Grasso, no recém-lançado livro “Amanhã, como será?”, da Tempo Editora.

Com foco no público infanto-juvenil, a publicação conta a história de Gabriel, um garoto de 11 anos dependente de computadores, tablets e smartphones que se vê completamente perdido após uma tempestade destruir todos os seus aparelhos eletrônicos. Com o acidente, o menino, que usava os dispositivos para estudar, se comunicar e brincar, precisa redescobrir as brincadeiras e alegrias de uma infância sem tecnologia. A autora  se inspirou nas experiências cotidianas para escrever o livro.

“A tecnologia está super disponível, tanto para adultos, quanto para crianças. Hoje, mesmo muito novinhas, elas assistem a vídeos pelo celular na hora de comer, o que faz muito mal”, diz Juliana. “É possível retomar as formas antigas de contato, aprendizado e recreação.” Para ela, essa overdose de tecnologia na infância pode transformar meninas e meninos em adultos antissociais e dependentes. Pesquisa “Kids of Today and Tomorrow – Um olhar Bem Próximo Sobre Essa Geração”, da Viacom Internacional Media Networks, valida essa afirmação. Ela indicou que, apesar de o cenário ser sombrio em praticamente todos os países desenvolvidos, as crianças brasileiras têm uma predisposição maior ao vício virtual.

“É possível retomar as formas antigas de contato, aprendizado e recreação”

Juliana Grasso

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Um comentário sobre “– O perigo da dependência virtual das crianças hiper conectadas!

  1. Eu penso que o perigo está tanto para as crianças, como para os adultos. Em especial àqueles adultos que tem crianças aos seus cuidados. As crianças se espelham indiscutivelmente nos adultos que estão próximos, ou aos cuidados para com elas. Acredito que seja possível sim, por limites quanto ao uso das tecnologias no universo infantil. Desde que haja a disponibilidade de tempo e dedicação para com elas. Dando e ensinando de acordo com o que se sabe e de uma forma simples, carinhosa, agradável. Crianças precisam de cuidados e desejam um pouco atenção, desde que seja com qualidade. O pouco que você proporciona para elas, com qualidade e carinho, satisfaz as curiosidades e elas se sentem amadas. Acredito que faz a diferença. . Bons momentos e exemplos, um tempinho de dedicação com paixão… Nós não podemos terceirizar as crianças para as escolas e as tecnologias. Vamos refletir e passar um pouco das nossa vivências e experiencias agradáveis para elas. Sair do nosso comodismo. Cansar, suar, contar histórias, ensinar brincadeiras… Grande abraço, Miriam Carmignan

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