– Não se pode crer que Deus utilizou da Natureza para explicar os Fenômenos? Parélio que coincidiu ou Providência Divina em Fátima?

Por que tanta necessidade em descreditar (e, talvez também desacreditar) em Deus forçosamente, como muitos fazem?

Dias atrás celebrou-se os 100 anos do Milagre de Fátima. Leio que a Ciência pode explicar a misteriosa “dança do sol” que assustou e ao mesmo tempo maravilhou milhares de pessoas que foram ver a Virgem Maria. Teria sido o PARÉLIO, um fenômeno da Natureza?

Nossa, que coincidência, não? Um raríssimo evento (incomum ao extremo) ocorreu na mesma data das aparições, na mesma hora e ainda por cima no mesmo lugar delas!!! Mais ainda: tudo por acaso, sem a ação de Deus.

A essa suposta coincidência prefiro chamar de PROVIDÊNCIA. Deus não precisa fazer mágica, ele pode usar dos elementos naturais que Ele mesmo criou. E até mesmo fazer o sol dançar para sua serva predileta, Maria, a mãe de Jesus, seu Filho Amado, a quem carinhosamente chamamos de Nossa Senhora.

Abaixo, extraído de: http://super.abril.com.br/blog/alexandre-versignassi/como-a-ciencia-explica-o-milagre-de-fatima/

A “ALUCINAÇÃO COLETIVA” DO MILAGRE DE FÁTIMA EXPLICADA.

70 mil pessoas viram o Sol fazer ziguezagues no céu há 100 anos. Veja o que realmente aconteceu.

Por Alexandre Versignassi

O milagre de Fátima mais conhecido é o da aparição da Virgem Maria para as crianças que foram canonizadas agora em maio. Mas existe outro, menos célebre: o da “Dança do Sol”, registrado  em 13 de outubro de 1917, alguns meses depois da aparição, por 70 mil romeiros que tinham ido para Fátima, a 130 km de Lisboa, na esperança de ver a Virgem.

Segundo a multidão, o Sol ziguezagueou pelo céu, de ponta  a ponta. Milagre? Alucinação coletiva? Antes de seguir, um aposto de Richard Dawkins, o melhor divulgador de ciência vivo: “Não é fácil explicar como 70 mil pessoas puderam compartilhar da mesma alucinação. Ainda mais difícil de aceitar, porém, é que isso tenha acontecido sem que o resto do mundo tivesse visto. Não só visto, mas sentido, já que tal deslocamento do Sol significaria  a destruição do Sistema Solar, com direito a uma aceleração gravitacional suficiente para tragar todo mundo para o espaço sideral”.

Perfeito. Mas o milagre pode ter uma explicação que não envolva a pouco digerível ideia de alucinação coletiva. O maior consenso hoje entre cientistas e céticos e em geral é o de que os romeiros vira uma versão de um efeito da natureza. Trata-se de um “parélio”. Um fenômeno raro, que só aparece a certas latitudes. Ele acontece quando a luz do Sol atravessa um cirro (um tipo de nuvem) feito de cristais de gelo. Se os cristais estiverem em posições bem específicas, eles repartem a luz solar, fazendo aparecerem “mais sóis” no céu.

Em 13 de outubro de 1917,  o céu de Fátima era um daqueles pós-chuva, com nuvens escuras esparsas. Essas nuvens escuras, mais baixas, teriam escondido dois dos “três sóis” quando o parélio começava, dando a impressão de que o Sol se deslocou instantaneamente para um canto do horizonte. A dança das nuvens pode ter continuado, encobrindo uma imagem do Sol e revelando outras, dando a impressão nítida de que quem dançava ali não eram as nuvens, mas o próprio Sol.

Um espetáculo bizarro, bonito, e, claro: para os 70 mil fiéis não poderia parecer outra coisa que não um sinal de intervenção divina.

Mas linda mesmo é a ciência. Que privilégio viver numa época em que mesmo um ziguezague do Sol pode ser explicado à luz da razão.

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