– O Anti-Herói Playboy

Só de imaginar, é assustador viver sobre o domínio de traficantes.

Cadê a paz? As virtudes do bem? A tranquilidade e a liberdade do dia-a-dia?

Ao ler sobre a morte de Playboy, o traficante mais procurado do RJ, e conhecer suas “audácias ações criminosas” e como dominava a comunidade em que vivia, fiquei estarrecido.

Como as autoridades deixam chegar ao inferno em que chegou? É um Estado Paralelo, do mal, acabando com o futuro das pessoas.

Lamentável…

Abaixo, sobre o bandido: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/08/antes-do-crime-playboy-tinha-notas-baixas-e-perfil-normal-na-escola.html

ANTES DO CRIME, PLAYBOY TINHA NOTAS BAIXAS E PERFIL NORMAL NA ESCOLA

Antes de se tornar o traficante mais procurado do Rio, Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, morto no sábado (8) no Conjunto de Favelas da Pedreira, no Subúrbio, rodou por colégios de Laranjeiras, bairro de classe média na Zona Sul, onde foi criado. Apesar das notas baixas, funcionários se dizem surpresos com o rumo criminoso que tomou o jovem morador de uma cobertura na Rua Soares Cabral, a poucas quadras do Palácio Guanabara, sede do governo do estado.

“Tinha o comportamento normal de uma criança daquela idade; me surpreendeu ver o que aconteceu. Fico muito triste”, lamenta um funcionário do Colégio Laranjeiras, onde Playboy cursou a quinta e a sexta séries do ensino fundamental.

O G1 teve acesso aos boletins do então adolescente. O histórico mostra que, após repetir a 5ª série no Colégio Providência, sua mãe o matriculou, em 1995, no Colégio Laranjeiras, na Rua Conde de Baependi. Cursou todo o ano letivo e ficou em recuperação em artes e matemática, passando com média 5 nas duas disciplinas.

Em 1996, as notas baixas o fizeram ser reprovado em várias matérias, mas seus pais o levaram para outro colégio, para fazer dependência.

“É um procedimento comum quando os alunos estão passando dificuldades”, disse o funcionário.

Com 14 anos na época, se destacava apenas em educação física, em que colecionava notas dez. Em ciências, artes, história, português e matemática, as notas era ruins.

Comparsa de Pedro Dom

Mais velho, o filho de um jornaleiro que o batizou com seu nome, Celso, entrou no mundo do crime. Do roubo de carros, passou para o assalto a apartamentos, como integrante quadrilha de outro criminoso criado na classe média, Pedro Machado Lomba Neto, o Pedro Dom.

O grupo aterrorizava moradores de apartamentos de luxo na Zona Sul do Rio, com crimes agressivos e ousados. Pedro Dom foi morto em confronto com policiais em 2005.

Playboy, que recebeu o apelido justamente por ser de família de classe média, ganhou notoriedade nos últimos meses após, segundo a polícia, ordenar ações que afrontavam as autoridades.

Entre os crimes que teriam sido ordenados por ele estão a invasão de um complexo esportivo, onde criminosos ostentaram fuzis imitando “nado sincronizado”, e o roubo de 193 motos de dentro de um galpão terceirizado do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio (Detro) na madrugada do dia 31 de dezembro, em Fazenda Botafogo – os veículos foram devolvidos depois, também a mando de Playboy.

Outra ação ousada que teria sido comandada por Celso foi uma grande festa realizada na véspera do aniversário de 450 anos do Rio no Morro da Pedreira, em Costa Barros, no Subúrbio.

Morto em operação conjunta

Condenando a 15 anos e oito meses de prisão, Playboy era foragido do Sistema Penitenciário e tinha recompensa oferecida por sua captura, pelo Disque Denúncia, em R$ 50 mil, a maior registrada no país.

A ação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal contou com 80 policiais, carros blindados, um helicóptero, e o apoio de policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, da inteligência da PM, e de policiais federais.

O criminoso era condenado por tráfico de drogas, roubo e homicídio qualificado. Era chefe de facção criminosa que atua no Morro da Pedreira.

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